03 abril 2008


FICA A PERGUNTA: ONDE ESTÁ CESAR?
Jornal do Brasil

A omissão do prefeito Cesar Maia diante da epidemia de dengue no Rio acirrou os ânimos no Congresso. Citando a manchete “O prefeito sumiu” publicada ontem no JB, senadores governistas cobraram em plenário explicações de Maia (que é do DEM) e ameaçam convocá-lo a depor. O chefe do Executivo carioca recebeu críticas de cientistas políticos, de moradores e do assessor da Presidência Marco Aurélio Garcia: “Que cuide dos mosquitos e não me obrigue a falar dele como meu aluno no Chile”.
Deputados e senadores querem saber o que faz o prefeito em meio à grave crise de dengue
O debate sobre a epidemia de dengue na capital carioca esquentou o clima do Congresso, ontem. Senadores da base governista cobraram do prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), explicações sobre a escassez de leitos hospitalares para o atendimento de pacientes infectados pela dengue e chegaram a sugerir a convocação do prefeito carioca para falar no plenário da Casa sobre o avanço da doença na cidade. Citando manchete do Jornal do Brasil de ontem, criticaram a ausência do prefeito no enfrentamento da epidemia. Na Câmara, a Comissão de Seguridade Social e Família aprovou requerimento do deputado Paulo Rubem Santiago (PT-PE) que sugere a criação de comissão externa para averiguar as providências em relação à epidemia de dengue no Rio de Janeiro.
Essa crise no Rio de Janeiro é coisa de país subdesenvolvido, de Estado subdesenvolvido – atacou o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE). O senador destacou que, hoje, o número de agentes sanitários na capital carioca, algo em torno de 2,2 mil profissionais, não chega a 5% do que havia quando uma epidemia de febre amarela assolou o Rio na primeira metade do século 20. E sugeriu que o governador fosse ouvido pelo Senado sobre as condições da rede de saúde pública no município.