A Colômbia bombardeou e invadiu território do Equador, mas a culpa é do Hugo Chávez. Aumenta o clima de tensão nas regiões de fronteira, mas a culpa é do Chávez. O Presidente do Equador, Rafael Correa rompeu relações com a Colômbia, mas a culpa é do Chávez. E veja só, a Venezuela expulsou o embaixador colombiano de Caracas, só podia ser o Chávez. E em manchete: "Uribe diz que Chávez financia as Farc". Que coisa este Chávez!
Estes avisos, em síntese, só podem ter sido extraídos da pauta das Organizações Globo, cujos veículos de comunicação, a TV, o jornal e a revista que muitos já denominam (Fora de) Época deitam e rolam em matéria de matérias e comentários visivelmente com base nas posições do Departamento de Estado norte-americano. Nestas horas de crise é acionado um dos únicos panfletários do mundo a favor, ou seja, a favor do capital, do agro-negócios, onde Arnaldo Jabor dá conferências e defende interesses que a empresa em que trabalha, a Globo, é acionista.
Mas voltando ao que aconteceu no dia 1 de março de 2008, a mídia conservadora brasileira, capitaneada pela Globo bateu o recorde em matéria de manipulação da informação. Um grave fato ocorrido em território do Equador matou mais de 20 guerrilheiros das Farc, inclusive o segundo na hierarquia, o Comandante Raul Reyes. O Globo, com base em notícia extraída do jornal El Pais, "informou" (só pode ser entre aspas, revisão) que Reyes era da ala mais sectária da guerrilha colombiana.
Na verdade, e aí que vem um dos xis do problema, Reyes era o interlocutor entre as Farc e líderes estrangeiros, como Nicolas Sarkosy e Chávez, para a libertação de mais reféns que estão mofando na selva, entre estes a franco-colombiana Ingrid Betancourt. Mas isso, o governo estadunidense não pode admitir, pois só aceita uma variante: a de que o grupo guerrilheiro é narcotraficante e terrorista. Uribe não, apesar de ter tido vínculos estreitos com o cartel de Medellín, regenerou-se.
Aceitar as Farc como um grupo insurgente, como entende o presidente Chávez e a insuspeita Anistia Internacional, nem pensar. Isto, sem dúvida, prejudicaria o esquema que está montando os Estados Unidos na região através do sócio Álvaro Uribe Vélez. E aí então, com base em informações de satélites, os Estados Unidos forneceram a pista para Uribe de que o grupo guerrilheiro sob o comando de uma figura do alto escalão das Farc estava em território equatoriano.
O presidente colombiano imediatamente, como bom tarefeiro, ordenou o bombardeio do território e ainda por cima mentiu para Correa, segundo relato do próprio presidente equatoriano, ao afirmar que as tropas entraram em confronto com os guerrilheiros. Nada disso, Reyes e os outros integrantes do grupo estavam dormindo e morreram no local.
Não satisfeitos com a ação, os militares colombianos penetraram no Equador para pegar o troféu: o corpo de Reyes. E algumas horas depois de apresentarem as imagens do local, os invasores colombianos disseram ter colhido informações de um computador encontrado por lá que comprovariam as ligações das Farc com o governo equatoriano e venezuelano.
O circo estava montado. Quer dizer, tudo foi destruído, menos o computador com as pistas que fizeram vibrar a CIA, o Pentágono e o Departamento de Estado. Uma coisa é certa e que a mídia não aprofunda: o bombardeio e a invasão do Equador tiveram um objetivo: desestabilizar a região e preparar terreno para um possível confronto armado de sérias conseqüências para o continente americano, para cumprir a estratégia de derrubada do governo da República Bolivariana da Venezuela e a reconquista do petróleo da região.
http://www.diretodaredacao.com/site/noticias/index.php?not=3775
Estes avisos, em síntese, só podem ter sido extraídos da pauta das Organizações Globo, cujos veículos de comunicação, a TV, o jornal e a revista que muitos já denominam (Fora de) Época deitam e rolam em matéria de matérias e comentários visivelmente com base nas posições do Departamento de Estado norte-americano. Nestas horas de crise é acionado um dos únicos panfletários do mundo a favor, ou seja, a favor do capital, do agro-negócios, onde Arnaldo Jabor dá conferências e defende interesses que a empresa em que trabalha, a Globo, é acionista.
Mas voltando ao que aconteceu no dia 1 de março de 2008, a mídia conservadora brasileira, capitaneada pela Globo bateu o recorde em matéria de manipulação da informação. Um grave fato ocorrido em território do Equador matou mais de 20 guerrilheiros das Farc, inclusive o segundo na hierarquia, o Comandante Raul Reyes. O Globo, com base em notícia extraída do jornal El Pais, "informou" (só pode ser entre aspas, revisão) que Reyes era da ala mais sectária da guerrilha colombiana.
Na verdade, e aí que vem um dos xis do problema, Reyes era o interlocutor entre as Farc e líderes estrangeiros, como Nicolas Sarkosy e Chávez, para a libertação de mais reféns que estão mofando na selva, entre estes a franco-colombiana Ingrid Betancourt. Mas isso, o governo estadunidense não pode admitir, pois só aceita uma variante: a de que o grupo guerrilheiro é narcotraficante e terrorista. Uribe não, apesar de ter tido vínculos estreitos com o cartel de Medellín, regenerou-se.
Aceitar as Farc como um grupo insurgente, como entende o presidente Chávez e a insuspeita Anistia Internacional, nem pensar. Isto, sem dúvida, prejudicaria o esquema que está montando os Estados Unidos na região através do sócio Álvaro Uribe Vélez. E aí então, com base em informações de satélites, os Estados Unidos forneceram a pista para Uribe de que o grupo guerrilheiro sob o comando de uma figura do alto escalão das Farc estava em território equatoriano.
O presidente colombiano imediatamente, como bom tarefeiro, ordenou o bombardeio do território e ainda por cima mentiu para Correa, segundo relato do próprio presidente equatoriano, ao afirmar que as tropas entraram em confronto com os guerrilheiros. Nada disso, Reyes e os outros integrantes do grupo estavam dormindo e morreram no local.
Não satisfeitos com a ação, os militares colombianos penetraram no Equador para pegar o troféu: o corpo de Reyes. E algumas horas depois de apresentarem as imagens do local, os invasores colombianos disseram ter colhido informações de um computador encontrado por lá que comprovariam as ligações das Farc com o governo equatoriano e venezuelano.
O circo estava montado. Quer dizer, tudo foi destruído, menos o computador com as pistas que fizeram vibrar a CIA, o Pentágono e o Departamento de Estado. Uma coisa é certa e que a mídia não aprofunda: o bombardeio e a invasão do Equador tiveram um objetivo: desestabilizar a região e preparar terreno para um possível confronto armado de sérias conseqüências para o continente americano, para cumprir a estratégia de derrubada do governo da República Bolivariana da Venezuela e a reconquista do petróleo da região.
http://www.diretodaredacao.com/site/noticias/index.php?not=3775