13 março 2008

Amorim diz que Brasil rejeita diálogo político com Farc
no Estadão
O chanceler Celso Amorim disse ontem, durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE), que o Brasil é contrário a iniciar um diálogo político com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). “Isso porque, primeiro, elas teriam de libertar, unilateralmente, todos os seqüestrados”, disse Amorim, que foi questionado por todos os integrantes da CRE sobre as razões pelas quais o Brasil não considera as Farc um grupo terrorista.Amorim respondeu que o único grupo que o Brasil classifica de terrorista é a Al-Qaeda, conforme critérios estabelecidos pela ONU. Mas, em relação às Farc, o Brasil também não aceita que elas passem a ser consideradas uma força beligerante, como propôs o governo venezuelano. “Isso seria dar a elas um status político que não têm; e elas praticam atos ilegais e condenáveis.” O ministro ressaltou o apoio brasileiro ao governo do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, eleito democraticamente.Como os senadores insistiram muito em que ele falasse das Farc, Amorim respondeu que hoje o Brasil considera que elas são um problema regional e não apenas da Colômbia. Como tal, num futuro próximo, logo que a situação voltar à normalidade entre Colômbia e Equador, os países sul-americanos terão de buscar uma solução para o grupo guerrilheiro. Ele afirmou que o Brasil se oferece para um diálogo humanitário com as Farc, desde que autorizado por Uribe.
Ag Estado