24 fevereiro 2008

XÔ PRIVATIZAÇÕES, XÔ PSDB
Para Augusto Chagas, presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE-SP), o povo não quer retornar ao período das privatizações."O governador José Serra está andando para trás. Hoje se discute desenvolvimento, o que é contraditório com privatização e entrega do patrimônio público. Os estudantes não vão ficar parados assistindo o governador vender São Paulo. Vamos desde já conversar com outras entidades, lançar campanhas e fazer grandes manifestações, tomar às ruas contra a venda da Cesp", disse Augusto ao Vermelho.Já Arthur Herculano, da União Paulista de Estudantes Secundaristas (Upes), salienta que a venda das empresas públicas é mais uma demonstração da falta de compromisso do governo estadual com o povo."Durante anos os governos tucanos têm vendido patrimônio dizendo que o dinheiro é para investimentos sociais. Mentira, como se pode ver pela piora das condições de vida do povo e pela péssima situação do ensino público estadual. Durante a campanha para presidente, o PSDB disse que não ia fazer mais privatização e chegaram até a vestir o Alckmin de garoto propaganda das estatais, mas agora querem vender tudo. Nós, estudantes, junto com os trabalhadores e as entidades da CMS [Coordenação dos Movimentos Sociais] vamos impedir que isso aconteça com a Cesp", agrega.LiminaresDuas liminares suspendiam o lançamento do edital da venda antes que fossem realizadas audiências públicas, mas foram derrubadas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.A proposta do Programa Estadual de Desestatização (PED), incorporado pelo governo, foi fazer o leilão em bloco, com pagamento à vista, em reais. O leilão do dia 26 será na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).Tão preocupante quanto a alienação do patrimônio público são os que pretendem ser os novos donos e a conseqüente desnacionalização. Entre as principais interessadas na compra da companhia paulista figuram grandes empresas estrangeiras, como a Enel/Endesa (de capital ítalo/espanhol), a Iberdrola/Neoenergia (espanhol), a Suez/Tractebel (franco/belga) ou a EDP (Energias de Portugal).