11 fevereiro 2008

Surra de tapioca
A novela da tapioca não tem fim. Hoje, no Estadao, entrevista com o Ministro do Planejamento Paulo Bernardo. O mesmo festival de irrelevâncias.
Cobram o pagamento do conserto da mesa de sinuca de seguranças. Se for levar ao extremo, o desperdício seria ter comprado a mesa de sinuca. Mas seria irrelevância do mesmo jeito.
Aí o Ministro explica que os gastos em uma pet shop eram da Faculdade de Veterinária. E que as esteiras são para militares que, fazendo serviços de segurança, têm que se exercitar.
Sempre que se tem um tema desses, com milhares de informações dispersas (o que ocorria muito nas CPIs) a imprensa que não se organiza leva uma surra de chicote das informações. Colocam o que recebem no ventilador, perdendo por completo a visão de conjunto.
Até agora, a única matéria relevante que li foi a chamada de ontem de “O Globo” sistematizando informações: o que pode e o que não pode ser gasto com cartão corporativo. Garanto que nem o governo sabia.
Isso é jornalismo, é entrar no caos, não perder a visão sistêmica, e dar uma arrumação na tapioca. Não se pode levar essa surra da tapioca, dessa maneira.