Fontana critica oposição por insistir em agenda negativa para o país
O líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), criticou na quarta-feira (6) a oposição por tentar manter uma agenda negativa para o País, insistindo na tese de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os cartões corporativos. “Não queremos que haja uma interpretação de que o governo teme qualquer investigação. Considero muito melhor para o país que o Congresso se debruce sobre agendas de caráter mais estratégico, como por exemplo a reforma tributária. Mas, se a oposição está com essa agenda, que me parece uma certa pequenez política, nós evidentemente não vamos nos opor”, disse.
Na avaliação de Henrique Fontana, o “melhor espaço” para a eventual CPI é o Senado. “Porque a própria oposição costuma dizer que na Câmara temos (o governo) uma maioria mais sólida. Então para demonstrar que o governo de fato não teme nenhum tipo de investigação e quer que transcorra tudo dentro da normalidade, optamos por priorizar a CPI do Senado.”. Explicou.
Segundo Fontana, a idéia é investigar as operações com cartões corporativos do governo durante os últimos dez anos, abrangendo também os cartões da chamadas contas do tipo B, que tinham uma transparência muito menor diante dos outros tipos de cartões corporativos, que podem ser acompanhados pelo Portal da Transparência, da Controladoria Geral da União.
Conflititividade
O líder do governo disse que a CPI poderá repetir “a lógica da conflitividade permanente entre governo e oposição. “Não acho que isso é o mais importante para o País, porque a Controladoria Geral da União, o Ministério Público e as outras estruturas de Estado estão investigando esse tema. E quando o Congresso repete a lógica dessa conflitividade permanente entre governo e oposição, o País perde porque não conseguimos enfrentar as agendas de caráter mais estratégico. Não temos nenhum temor, porque as acusações da oposição entram no cenário que acho ruim para o Brasil, que é o desrespeito pela instituição da Presidência da República e ao caráter do presidente”, disse Henrique Fontana.
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse não acreditar que a instalação da CPI dos cartões corporativos atrapalhe a agenda legislativa. Chinaglia disse ter preparado um conjunto de projetos de lei, divididos por temas, que já estão prontos para serem analisados pelo Plenário.
Na próxima semana, o presidente deverá discutir com os líderes partidários quais dentre esses projetos terão prioridade nas votações. São projetos que envolvem temas como meio ambiente, segurança, educação e trabalho, entre outros. "Existe uma agenda muito pesada para ser discutida", destacou.
Ele declarou ainda ser sua intenção votar o máximo de propostas no primeiro semestre de 2008, já que, no segundo semestre, o calendário legislativo será afetado pelas eleições. Chinaglia informou também que discutirá com os líderes a retomada das votações às segundas-feiras.
Agência Informes (www.informes.org.br)