29 janeiro 2008

Promotoria nega pedido da Igreja para barrar distribuição de pílula em PE
Agência Folha, em Recife
Negando pedido da arquidiocese de Recife e Olinda (PE), a promotora de saúde do Ministério Público do Estado Ivana Botelho recomendou às Secretarias de Saúde de Recife e de Pernambuco que mantivessem a distribuição da pílula do dia seguinte na rede Pública de Saúde, "em especial no período carnavalesco".
A recomendação foi dada ontem à noite. Durante o dia, a arquidiocese havia entrado com representação solicitando que o Ministério Público encaminhasse à Justiça, "em caráter emergencial", ação para que a entrega do medicamento pelo sistema público de saúde do Estado fosse suspensa em todas as épocas do ano, e não apenas no Carnaval.
O pedido, assinado pela Pastoral da Saúde, tinha como fundamentos principais a "lei de Deus, que está acima de qualquer lei humana", e os supostos efeitos abortivos da pílula.
Já a decisão da promotora de saúde, contrária ao pedido da arquidiocese, foi tomada com base no laudo de duas médicas da promotoria que afirmaram que o medicamento "não é um método abortivo".
Que bom que existam pessoas com bom senso, com discernimento, com responsabilidade. A Pastoral da Saúde não pode, não deve misturar religião com a saúde do povo. Os dogmas da Igreja estão ultrapassados a séculos. As pessoas não aceitam mais as ditas verdades da Igreja sem questionar.