CPI da TVA: - Abril, mostra a tua cara, quero ver quem paga
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29 setembro 2007
Viúva de Che Guevara publicará suas memórias em Cuba
da Efe, em Havana
A viúva do revolucionário Ernesto "Che" Guevara, Aleida March de la Torre, prepara em Cuba a publicação do livro de memórias "Evocaciones", em que narra a vida com o lendário guerrilheiro argentino.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u332337.shtml
da Efe, em Havana
A viúva do revolucionário Ernesto "Che" Guevara, Aleida March de la Torre, prepara em Cuba a publicação do livro de memórias "Evocaciones", em que narra a vida com o lendário guerrilheiro argentino.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u332337.shtml
Quando o feitiço vira contra o feiticeiro
Valter Pomar
Em 1998, a campanha do PSDB ao governo de Minas Gerais foi beneficiária de um esquema ilegal de financiamento. Um dos operadores do esquema era o publicitário Marcos Valério. Entre os beneficiários diretos estava o então candidato a governador, depois presidente nacional do PSDB e hoje senador Eduardo Azeredo. Outro beneficiário direto foi o então candidato a deputado, hoje governador mineiro Aécio Neves. Um terceiro beneficiário, segundo palavras do insuspeito Azeredo, foi o candidato à reeleição Fernando Henrique Cardoso. Há outros beneficiários de fina plumagem.
Anos depois, o publicitário Marcos Valério foi apresentado a petistas, que tiveram a péssima idéia de adotar seu modus operandi, com as conseqüências políticas e judiciais conhecidas. A oposição, bem como os meios de comunicação controlados pela direita, enxergou nesta história uma oportunidade imperdível de atacar o governo Lula e o Partido dos Trabalhadores. Mas para isto teve que transformar um caso clássico de “caixa dois” no “maior escândalo de corrupção da história brasileira” e numa tentativa de “subverter a institucionalidade democrática”. Para sintetizar estes dois crimes foi cunhada a expressão “mensalão”, inventada pelo então deputado Roberto Jefferson e repetida todo santo dia, nos jornais, rádios, televisões e sítios eletrônicos. Durante o ano de 2005, no auge dos ataques contra o PT, começou a vir à tona o ocorrido em 1998. Dois anos depois, logo após o julgamento em que o STF aceitou a denúncia contra importantes lideranças petistas, aproxima-se a hora da verdade do inquérito envolvendo os tucanos. O que diz a “imprensa livre” e a intelectualidade tucana sobre isto? Uma parte adota abertamente dois pesos e duas medidas. Quando envolve o lado de cá, chama de “mensalão petista”. Quando envolve o lado de lá, apelida de “mensalão mineiro”.
Mas para que esta versão regionalista tenha alguma credibilidade, será preciso subestimar a inteligência do distinto público, até porque o senador Azeredo cuidou de destacar o envolvimento de Fernando Henrique, Aécio e de outros tucanos na história.
Outra parte da “imprensa livre” fala do “tucanoduto”, mas opta por lançar mais luz sobre os envolvidos que mantêm laços com o PT ou com o governo Lula, chegando até mesmo a inverter a seqüência lógica dos fatos, como faz o editorial da Folha de S. Paulo no dia 27 de setembro: “no caso do tucanoduto, repetem-se ingredientes e personagens da farsa representada à exaustão pelos mensaleiros do PT”. Vamos combinar: que se investigue, julgue e condene quem de direito. Mas não sejamos injustos: aos tucanos, a primazia. Esta não é a opinião, é claro, de xiitas como Augusto de Franco. De coordenador-geral do 1º Congresso do PT, este senhor virou tucano, da ala que odeia o PT acima de todas as coisas. Convertido em “analista político”, volta e meia Augusto de Franco tem suas opiniões divulgadas em espaço nobre pela Folha. No dia 27 de setembro, por exemplo, ali saiu um artigo de sua lavra, intitulado: “A farsa do mensalão mineiro”. Segundo Augusto de Franco, a tal farsa estaria, em primeiro lugar, em “querer dizer que todo mundo faz igual” e, em segundo lugar, em “querer dizer que o PSDB age igual ao PT, tentando confundir caixa dois com caixa três”. Ou seja: crime cometido por tucano não é crime, é infração. E infração cometida por petista não é infração, é crime.
Augusto de Franco afirma, ainda, que “não houve mensalão em Minas, pois não houve compra de parlamentares e partidos para votar com o governo. O que houve em Minas, ao que tudo indica, foi um embrião do chamado valerioduto, voltado para abastecer caixa dois”.
É gozado: o “analista político” não tem certeza se Marcos Valério foi uma criação tucana, mas está seguro de que houve compra de parlamentares e partidos. E, baseado nesta crença, acusa o PT de comprar “apoio político para montar um Estado paralelo no país a partir da ocupação organizada da administração federal, das estatais e paraestatais e dos fundos de pensão, com o objetivo precípuo de falsificar a rotatividade democrática, retendo o poder nas mãos de um mesmo grupo privado pelo maior tempo possível. Essa é a origem e a razão do mensalão, quer dizer, do caixa três, não do caixa dois”. Lula venceu as eleições, em 2002 e 2006. E, como presidente da República, tem legitimidade para nomear seus auxiliares, em todos os níveis da administração federal. Confundir isto com a montagem de um “Estado paralelo” é, isto sim, falsificar a “rotatividade (sic) democrática” para tentar manter o poder nas mãos do grupo que governou o país, de 1993 até 2002.
Grupo que, nos dois mandatos de FHC, colocou a administração direta e indireta a serviço da banca e da privataria. E que viabilizou a aprovação da reeleição, lançando mão dos métodos que fizeram a fama do falecido Sérgio Mota. O PT pode ter feito muita coisa, mas “ocupação organizada” da administração, isto com certeza não fizemos, como sabem os tucanos, pefelistas, ex-ministros de FHC e assemelhados que ocupam cargos de confiança no governo federal. Aliás, tudo que aconteceu de 2005 até hoje só confirma que o PSDB e certos “aliados” fazem muito mal para a saúde do PT. Assim, quando mais distância mantivermos deles, melhor para o Partido, para o governo e para o povo brasileiro. Quanto ao “mensalão tucano”, ele só confirma o que já foi dito em 2005: é preciso cortar pela raiz a promiscuidade entre política e negócios. Por isto defendemos o financiamento público das campanhas eleitorais. O PSDB foi contra a reforma política. Isto diz tudo sobre qual partido merece o título de “mensaleiro”.
Valter Pomar secretário de Relações Internacionais do PT
PAGRISA - TRABALHO ESCRAVO -SENADORES
Assistam o vídeo, muito bom!
http://olhoseternos.blogspot.com/2007/09/pagrisa-trabalho-escravo-senadores.html
Assistam o vídeo, muito bom!
http://olhoseternos.blogspot.com/2007/09/pagrisa-trabalho-escravo-senadores.html
Ministério descreve falta de salário e higiene em fazenda
Funcionários chegavam a receber contracheque com R$ 0 no Pará, relatam fiscais
Governo diz ter encontrado 1.064 pessoas em situação análoga à escravidão em propriedade que é pivô de disputa com senadores
Funcionários chegavam a receber contracheque com R$ 0 no Pará, relatam fiscais
Governo diz ter encontrado 1.064 pessoas em situação análoga à escravidão em propriedade que é pivô de disputa com senadores
SUCURSAL DE BRASÍLIA
O relatório de fiscalização e combate ao trabalho escravo do Ministério do Trabalho sobre a Fazenda Pagrisa, no Pará, sustenta que funcionários não recebiam salários, em determinados meses, por terem dívidas feitas com a compra de remédios e alimentos na propriedade, conviviam com falta de segurança e higiene e a condição dos alojamentos era precária.O documento, com 18 volumes e 5.000 páginas, descreve a situação encontrada pelos fiscais que visitaram a fazenda entre 28 de junho e 8 de julho. Nesse período, 1.064 trabalhadores foram "resgatados" de condições análogas à escravidão, segundo os fiscais.A fiscalização na Pagrisa abriu crise entre o Senado e o ministério e levou à suspensão das ações do grupo móvel responsável por fiscalizar condições de trabalho em todo o país.Os proprietários da fazenda reclamam de excessos por parte da fiscalização e negam maus tratos de seus funcionários. A reclamação levou cinco senadores, liderados por Flexa Ribeiro (PSDB-PA), a criar uma comissão especial para investigar o trabalho de fiscalização. O ministério decidiu suspender os trabalhos alegando interferência dos parlamentares.A Pagrisa tem 17.000 hectares. Sua principal atividade é o cultivo de cana para produzir 300 mil litros de álcool por dia. Entre os compradores estava a Petrobrás, que, desde a fiscalização, deixou de ser cliente.O relatório sobre a fazenda cita o caso de 45 funcionários que nas folhas de pagamento de abril e maio receberam R$ 0,00 de salário líquido. Dois dos citados ficaram ambos os meses com o contracheque zerado."A empresa não garantia o salário mínimo aos empregados que recebiam por produtividade. Tal fato, somado aos descontos de alimentação e de medicamentos que os empregados consumiam, fazia com que, em muitos casos, empregados recebessem apenas o suficiente para pagar seus gastos com comida e medicamentos.""Não eram raros os casos de obreiros que não produziram o suficiente para custear as despesas de alimentação, o que levou a empresa a criar a rubrica Crédito de Complementação de Salário, para que os holerites não gerassem valor negativo de salário". Os créditos eram descontados no mês seguinte.Consta no relatório uma comparação entre os preços de remédios vendidos em Marabá (PA) e os mesmos vendidos na fazenda. O medicamento Aziltromicina 500 mg, que no município custava R$ 13, era vendido na fazenda por R$ 23,21.A fiscalização constatou ainda que funcionários trabalhavam sem equipamentos de proteção como óculos e luvas. Eles receberam denúncias dos próprios trabalhadores, de que "fiscais foram ao campo [no dia em que as equipes chegaram] e distribuíram rapidamente equipamentos de proteção."Também foi observado que a alimentação causava infecções intestinais na maioria dos funcionários. A própria empresa admite, segundo o relatório, que "o ambulatório médico registrou 38 casos de sintomas de diarréia que poderiam estar relacionados à alimentação".Os alojamentos foram considerados "superlotados" pelos fiscais. "Em lugares com capacidade para 30 trabalhadores, foram alojados 50 obreiros". As equipes relatam assim a situação de um dormitório: "Havia um esgoto a céu aberto que era despejado na represa utilizada pelos empregados para tomar banho e lavar roupas. Tal prática de tomar banho na represa era estimulada pelo fato de faltar água nos horários em que os empregados tomavam banho".
28 setembro 2007

Investimento em universidade tem retorno garantido, diz Lula no ABC
Depois de visitar nesta sexta-feira (28) obras da Universidade Federal do ABC, em Santo André (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que investir no ensino superior é um bom negócio, com retorno garantido. Segundo ele, faltam profissionais qualificados no país porque os governantes anteriores não priorizaram a área.“Cada centavo que a gente investir na educação hoje, a gente vai arrecadar seis vezes mais quatro anos depois, quando o aluno estiver formado. A gente vai arrecadar muito mais”, afirmou. “Agora que a economia brasileira começou a crescer a gente está sentindo falta de mão-de-obra qualificada. Isso por que não se investiu há 10 anos”, completou o presidente
Desemprego em SP tem menor taxa para mês de agosto em 11 anos
Agosto passado registrou a melhor taxa de emprego na região metropolitana de São Paulo para o mês desde o ano de 1996.
O desemprego na região ficou estável em 15%, segundo pesquisa da Fundação Seade e do Dieese. Isso significa que existem 1,5 milhão de trabalhadores desempregados.
Por outro lado, o nível de ocupação subiu em agosto, com a contratação de 24 mil pessoas, a maior parte delas na indústria. Na Grande São Paulo trabalham 8,6 milhões de pessoas.
Curitiba terá “Outubro Vermelho” em homenagem à revolução russa e Che
O mês de outubro de 2007 é bastante significativo para a memória da esquerda mundial. Há exatos 90 anos, socialistas russos derrubavam o Czar, deixando marcada na história uma das maiores experiências revolucionárias mundiais. E há 40 anos morria, assassinado pela CIA, o mais conhecido revolucionário da América Latina de todos os tempos: Ernesto Che Guevara.
Em homenagem a essas duas datas o Centro Che, em Curitiba (PR), vai realizar no decorrer do mês de outubro diversos debates, com o objetivo de discutir e pensar a esquerda no mundo contemporâneo.
Confira a programação:
05/10 – 19h
Tema: Concepções de Esquerda nos Governos Latino-americanos do Brasil, Cuba, Venezuela, Bolívia. Haverá exibição de documentário.
Local: Senge (R: Mal. Deodoro, 630 - 22º andar - shopping Itália - Curitiba)
09/10 – 19h
-Tributo Poético-Musical a Che Guevara
Local: Centro Che (Pça Generoso Marques, nº 90 - Galeria Andrade - Ed. Cláudia - sl 202 - Curitiba)
10/10 – 19h30
- Educação e Luta de Classes, com Gaudêncio Frigotto, professor da UERJ e da UFF, doutor em Educação: História, Política, Sociedade pela PUC-SP, autor e co-autor de mais de 20 livros, entre eles, A produtividade da escola improdutiva e Educação e crise do capitalismo real, além de dezenas de artigos em revistas nacionais e internacionais.
Local: Auditório Brasílio Itiberê (R: Cruz Machado, 87 - Curitiba)
25/10 – 19h30
- Consciência de Classe dos Trabalhadores, com Mauro Iasi, professor da Faculdade de Direito de São Bernardo e da Universidade Metodista de SP, doutor em Sociologia pela USP e autor de diversos livros, entre eles, Processo de Consciência, O Dilema de Hamlet, O Ser e o Não Ser da Consciência e Metamorfoses da Consciência de Classe, e Marcos Ferraz (doutor em Sociologia do Trabalho pela USP, autor do livro Trabalho, Sindicalismo: Tempo de incertezas e assessor parlamentar.
Local: Auditório Brasílio Itiberê (R: Cruz Machado, 87 - Curitiba)
A organização dos eventos está a cargo do Centro Che e da Associação Cultural José Martí. Mais Informações podem ser obtidas pelo telefone (41)3024-0614 ou pelo e-mail
Privatizações voltam a assombrar São Paulo com encomenda de Serra
O governo tucano de José Serra está promovendo a avaliação do preço de 18 estatais para estudar sua privatização. Fazem parte da lista a elétrica CESP, o banco Nossa Caixa, a Sabesp, o Metrô, a Dersa e até o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). A medida indica a retomada das privatizações paulistas que tinham sido interrompidas, com exceção da empresa de transmissão de energia CTEEP, vendida no ano passado. Cálculos preliminares, divulgados pelo jornal Valor Econômico, indicam que essas empresas poderiam valer mais de R$ 30 bilhões. Em seu pronunciamento, feito no plenário da Assembléia Legislativa, o deputado Mário Reali (PT-SP), que é membro da Comissão de Finanças e Orçamento, lembrou que desde 1995, início dos anos tucanos, já foram vendidas estatais estratégicas como a Eletropaulo e a CTEEP, "cujos valores não foram revertidos para o benefício do povo paulista".
Matéria da Folha de São Paulo (para assinantes)
O Consórcio Via Amarela vai ter que reparar 40 metros de túnel devido ao erro de topografia que provocou um desalinhamento de 80 cm entre duas frentes de escavação da linha 4-amarela do Metrô de São Paulo.O conserto envolve a retirada de concreto em 20 metros de cada uma das duas partes do túnel, mas de lados opostos. O trabalho deve durar três semanas. Os custos são mantidos sob sigilo, mas a cargo das empreiteiras, que assumiram a falha."Será um valor razoável porque a atividade é mais artesanal, e não em linha de produção de uma escavação normal", afirma Roberto Kochen, especialista em túneis ligado ao Instituto de Engenharia. Para ele, os recursos desembolsados para fazer 40 metros equivalem ao conserto de 4 ou 5 metros.
Depoimento
Trabalhei no segundo consórcio da ponte Rio-Niterói e em outras obras importantes no país. Minha especialidade era, exatamente, a topografia de precisão. Na ponte, era um dos cinco responsáveis por posicionar as ilhas flutuantes, no lugar certo, no mar, para fazer as escavações e implantação dos tubulões de sustentação dos pilares.Obras são passíveis de erros. Inclusive, usa-se a Teoria dos Erros para reduzir a ocorrência destes. Houve alguns erros na obra da ponte. Eles foram detectados e corrigidos.Infelizmente, esse entendimento só é válido quando não é obra do governo Lula. Quando é do Serra, do Aécio, ou de qualquer outro ou outra, faz parte do jogo. A matéria não faz a mínima menção da responsabilidade do governo Serra em relação a esse erro.Se essa obra fosse de responsabilidade do governo federal, já teríamos uma CPI das Obras Irregulares no Congresso.Com direito a incluir esse tema no movimento "Cansei"...*
**Leia outras matérias interessantes noBlog Logística e Transportes:
Enviado por e- mail por José Augusto Valente
GOVERNO LULA
Indústria do país entra no último trimestre do ano confiante
SÃO PAULO (Reuters) - A indústria brasileira aumentou sua produção ao longo do ano, retomou o papel de carro-chefe do crescimento e entra no último trimestre do ano com otimismo renovado.De acordo com levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), as indústrias instaladas no país estão confiantes na atual situação econômica, o que refletiu em um aumento de 1% no de confiança do setor de agosto para setembro.
SÃO PAULO (Reuters) - A indústria brasileira aumentou sua produção ao longo do ano, retomou o papel de carro-chefe do crescimento e entra no último trimestre do ano com otimismo renovado.De acordo com levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), as indústrias instaladas no país estão confiantes na atual situação econômica, o que refletiu em um aumento de 1% no de confiança do setor de agosto para setembro.
Nas malas do PSDB-Político do PSDB é preso com 500kg de cocaína
MAIS UMA PARA RELEMBRARMOS SOBRE O PARTIDO ÉTICO QUE A MÍDIA APOIA.
http://republicavermelha.blogspot.com/
MAIS UMA PARA RELEMBRARMOS SOBRE O PARTIDO ÉTICO QUE A MÍDIA APOIA.
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Gostaria de saber se as Revistas Veja e Época, as emissoras Rede Globo, RedeTV, SBT, Record e os jornais Estadão, Folha, Estado de Minas, CorreioWeb, O Dia, Jornal do Brasil, Tribuna da Imprensa, Zero Hora, Diário do Nordeste e cia. do golpismo terão o mesmo comportamento "cívico" na cobertura do maior roubalheiro do Brasil: MENSALÃO TUCANO.
http://desabafopais.blogspot.com/
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Azeredo confirma informação do Blog do Mello: Dinheiro do valerioduto tucano irrigou campanha de FHC
http://blogdomello.blogspot.com/
Para bom entendedor, meia palavra basta
Azeredo recebeu do valerioduto tucano e passou recibo com firma reconhecida
http://www.aleporto.com.br/
Hahahahahahaha
"É preciso entender que lá (Minas Gerais) não é o caso de um mensalão. Ninguém pagou o apoio político de ninguém.
Hahahahahahaha
"É preciso entender que lá (Minas Gerais) não é o caso de um mensalão. Ninguém pagou o apoio político de ninguém.
Geraldo Alckmin
Só mesmo fazendo como Glória, garagalhar muito!
http://www.blogdoonipresente.blogspot.com/
Azeredo Abre o Bico e Revela Farsa Vergonhosa de FHC/ PSDB
http://tribunapetista.blogspot.com/
Eduardo Azeredo, o novo homem-bomba
http://heliojampa.blogspot.com/

@-Tirinha de Blog: “Caí das nuvens, grandes riscos para o esqueleto, frágil devido do adiantado da idade. Fernando Henrique Cardoso, príncipe dos sociólogos, inventor do udenismo tucano, estadista que o mundo nos inveja, envolvido no valerioduto mineiro? Que dirão Bill Clinton e Tony Blair? Que dirá a humanidade em peso, de um pólo a outro? Eduardo Azeredo, principal implicado no clamoroso affair foi muito claro: parte da grana sustentou a campanha à reeleição de FHC. Recordam? Aquela conduzida à sombra da promessa inquebrável da estabilidade, traída doze dias depois da posse. O Brasil quebrou, por obra do maior engodo eleitoral da história da pátria. Pelo jeito, estamos a atingir a moral da história, não há bala perdida. Proponho aos meus pacientes leitores um teste, respondam se quiserem.” Mino Carta, Blog do Mino
@-Uma brisa fresca pode soprar no ar viciado da nossa grande mídia. O presidente Lula assinara na próxima semana a medida provisória que cria a Empresa Brasil de Comunicação, gestora do sistema público de comunicação, que incluirá rádios, agência e a TV pública. A nova empresa de comunicação será comandada por um conselho de administração, presidido pela excelente jornalista Tereza Cruvinel, só isso?! Não, amaveis leitores, a brisa fresca terá também um conselho fiscal, subordinados ao conselho curador, integrado por 20 pessoas. Quem dera que os grandes veículos de comunicação tivessem a mesma estrutura desta nova e arejada empresa de comunicação, quem dera!
http://nogueirajr.blogspot.com/
SERRA, ELITE E MÍDIA
Um crime brutal aconteceu em SP. Dois adolescentes foram barbaramente assassinados por um detento com distúrbios psiquiátrico. Ele cumpria pena por assassinato, atentado violento ao pudor e roubo. Esse crime, essa barbárie, não vai ficar semanas passando diariamente nos telejornais, nem o jornalista Noblat vai ficar semanas falando desse crime bárbaro no seu blog, com fotos dos garotos mortos, como ele fez no caso do garoto morto no Rio se Janeiro,arrastado pelo carro roubado por bandidos. Não haverá manifestações cobrando justiça, apuração dos responsáveis, solidariedade à famíliadas vitimas. Nem o Serra e nem Kassab foram ao velório dos adolescentes, não fizeram duras criticas à violência em SP. Os garotos mortos são de família pobre, isso já elimina quase toda a possibilidadede qualquer manifestação de indignação. O governador de SP é o Serra, eterno candidato da mídia e das elites à presidência, e nada deve atrapalhar sua eleição em 2010. Essa é a nossa mídia e a nossa elite,sempre indignadas quando se trata de atacar o governo Lula. Esse é o governador de SP que mentiu quando candidato, dizendo que iria cuidar das pessoas, combater a violência, olhar para os mais necessitados. Pelo jeito ele só olha: finge que não vê e não faz nada. Isso é SP, há 13 anos nas mãos do PSDB. Alckmin, quando governador, não fez nada para melhorar o hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Franco da Rocha, aliás sucatou o hospital. Serra não tomou conhecimento, manteve o sucateamento. Nenhum jornal, nenhum cientista político, nenhum jornalista vai cobrar a incompetência do governo Serra, nem ele vai ser chamado se assassino, de omisso, negligente. Serra tem que ser poupado e se eleger presidente em 2010, pois a elite e a mídia querem PSDB no poder, a qualquer preço.
Jussara Seixas
Leiam o que diz o Cremesp, na Folha de São Paulo, sobre o hospital psiquiátrico onde o assassino estava preso
O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) afirmou ontem que o hospital onde estava internado o acusado de matar os dois jovens na serra da Cantareira encontra-se em uma situação "caótica"pela falta de médicos e "não recupera ninguém". Considerando o númerode internos (206), o conselho estima que seriam necessários 21 psiquiatras diaristas (para o tratamento) e 16 plantonistas (para emergências). Uma diligência feita no local constatou que trabalham no local apenas oito plantonistas. Técnicos da entidade foram à unidade 2 do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Franco da Rocha nodia 31 de agosto passado, juntamente com o Condepe (conselho da defesa dos direitos da pessoa humana, ligado à Secretaria Estadual da Justiça). Foram checar justamente uma denúncia de falta de médicos no local. As entidades constataram também que não havia farmacêutico (o hospital utiliza drogas controladas) e nutricionistas. A unidade também não tem registro no Cremesp. "A situação é caótica. Uma instituição assim não recupera ninguém, só embrutece", disse o presidente do Cremesp, Henrique Carlos Gonçalves. "Não há médicos à noite nem aos finais de semana", disse o psiquiatra Paulo Sampaio, membro do Condepe. "A desinternação progressiva é uma boa medida, mas o interno precisa ser bem acompanhado."
O MICO DO ALI KAMEL E DO ABESTALHADO.
Houve histeria do Ali Kamel da Globo, e do abestalhado Reinaldo Azevedo, da Veja, por causa do livro "Nova Histórica Crítica" da editora Nova Geração. O livro exalta o comunismo, como se isso fosse crime. Acontece que eles fizeram o maior escândalo, condenando o MEC no governo Lula. Não pesquisaram para saber que esse livro foi adquirido no governo de FHC, pelo ministro da educação Paulo Renato do PSDB. Isso ocorreu em 2001, e o livro foi distribuído em 2002. Em 2005, no governo Lula, o livro deixou de ser distribuído pelo MEC aos alunos da 8º série. O mais interessante é que, a secretária-executiva do FNDE à época do ministro Paulo Renato, Mônica Messenberg, é diretora de assuntos institucionais da Editora Moderna, concorrente da editora Nova Geração. A editora Moderna, pensa em entrar na justiça processando a Nova Geração, porque o livro faz apologia ao comunismo, como se isso fosse crime. Querem exigir que o livro saia de circulação. Tem mais, o hoje deputado Paulo Renato, ex ministro de educação de FHC, tem uma empresa de consultoria, e tem como cliente o dono da Editora Moderna. Entenderam, não preciso desenhar.
BOA NOTÍCIA.
Foi inaugurada ontem a Record News, canal de notícias da Record. Com a presença do Bispo Edir Macedo dono da Record, do presidente Lula, e demais autoridades. Record News é o primeiro canal aberto a transmitir grátis notícias durante 24 hs. O presidente Lula fez um bonito discurso, exaltando a liberdade. O Bispo Edir Macedo foi direto ao ponto, atacou a Rede Globo que monopoliza a notícia. Ele disse em seu discurso:"Nós fomos injustiçados por muitos anos por um grupo de comunicação que tinha e e mantém o monopólio da notícia no Brasil. Daí nosso desejo de dar um fim a esse monopólio"A Record News, transmitiu ontem uma entrevista com o presidente Lula, e com Renan Calheiros. Segundo inforamção da Folha de São Paulo, o IBOPE registrou pico de 2,4 pontos, cada ponto representa 55 mil domicílios na Grande SP. A Recorde News transmitida em São Paulo no canal 42 UHF.
Choque de Gestão em SÃO PAULO na "segurança"(?)pública!!
JOSE SERRA DIZ que SOLTAVA PRESOS porquê a LEI MANDA!!Preso confessa assassinato de irmãos na Cantareira, diz polícia
http://www.blogdoonipresente.blogspot.com/
JOSE SERRA DIZ que SOLTAVA PRESOS porquê a LEI MANDA!!Preso confessa assassinato de irmãos na Cantareira, diz polícia
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27 setembro 2007
GOVERNO LULA
Bolsa fecha pela 1ª vez acima de 61 mil pontos; dólar é o menor em 7 anos
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) passou hoje pela primeira vez da barreira dos 60 mil pontos e avançou até o patamar dos 61 mil. O Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, subiu 2,24%, aos 61.052 pontos.
Bolsa fecha pela 1ª vez acima de 61 mil pontos; dólar é o menor em 7 anos
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) passou hoje pela primeira vez da barreira dos 60 mil pontos e avançou até o patamar dos 61 mil. O Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, subiu 2,24%, aos 61.052 pontos.
Eduardo Guimarães, é o covidado de José Dirceu, para escrever um texto para o seu blog.
Apóie os Sem-Mídia
Como seguir tal recomendação se essa imagem controvertida do ex-ministro foi criada por uma conduta da mídia que me deu motivos para criar o MSM? Como não escrever neste espaço se o basta que dei à minha passividade diante da ditadura da mídia decorreu da gota que fez transbordar o pote em que guardo minha reserva de paciência? E essa gota foi a inconfidência do ministro da Suprema Corte Ricardo Lewandovski, que, monitorado por um dos braços da Gestapo midiática (a Folha de São Paulo), foi flagrado revelando que aquela Corte aceitou parte das denúncias do procurador-geral da República contra José Dirceu e outros envolvidos no caso do "mensalão" porque a mídia colocou uma "faca no pescoço" dela. Ora, ninguém mentalmente são pode admitir que a Justiça decida qualquer coisa sob pressão de empresas de comunicação. Essa é uma ameaça a todos os brasileiros.
Não conheço José Dirceu, apesar de ter votado nele várias vezes. E, na verdade, não conheço, pessoalmente, ninguém de partido político nenhum, apesar de, no decorrer da vida, ter acompanhado atentamente a política e ter, sempre, assumido opiniões políticas muito bem definidas em meu meio social. Contudo, jamais me aproximei de políticos por não me julgar detentor dos requisitos necessários para militar na política de dentro dela, e por acreditar que é possível a cada cidadão fazer política, sim, mas autonomamente, assumindo posições e defendendo idéias em seu meio social sem precisar se envolver com aqueles que se dispõem a postular cargos eletivos.
Este artigo não é uma defesa de José Dirceu. Até porque, faltam-me elementos para decidir se ele é inocente ou culpado das acusações que lhe foram feitas. Este artigo, no entanto, relata meu levante contra uma situação em que a parte da sociedade que não delegou à mídia a própria capacidade de pensar sabe que não tem elementos para formar opinião sobre as acusações contra o ex-ministro, porque as informações que a mídia fornece sobre o caso dele, entre outros, parecem-me pautadas e distorcidas por razões políticas, ideológicas e até financeiras dos barões da mídia, que, como em tantos outros momentos da história deste país, fizeram uma opção política, eleitoral e ideológica e tentam impor essa opção ao conjunto da sociedade inundando os meios de comunicação com suas versões e impedindo o contraditório.
Apesar de ser eu aquele que, num surto de indignação, propôs aos leitores de seu blog que parássemos de nos lamentar da mídia ruim que temos no Brasil e tomássemos uma atitude na forma de manifestação de nosso inconformismo diante de um grande órgão de imprensa, não escrevo em nome daqueles que, no último dia 15 de setembro, seguiram-me até diante da Folha de São Paulo para lermos um manifesto que escrevi pedindo que a mídia deixe de atuar como partido político, deixe de veicular lixo, deixe de defender interesses do topo da pirâmide social e, como se não bastasse, apresentando tais interesses como se de todos fossem. Escrevo só em meu nome, ainda que tenha certeza de que grande parte dos que me seguem pensam como eu, isto é, que não devo abrir mão de um espaço como este para divulgar minhas idéias só porque a mídia obteve êxito em condenar José Dirceu, em certos estratos sociais, antes de que o julgamento dele esteja concluído.
O que é o Movimento dos Sem-Mídia? É a manifestação de um setor da sociedade que, apesar de pouca gente saber o que esse setor pensa, não suporta mais levar bofetadas da mídia ao constatar, dia após dia, que seus pontos de vista foram por ela censurados por divergirem do que pensam aqueles que chamo de "barões da mídia", ou seja, do que pensam meia dúzia de patriarcas de famílias ditas "tradicionais" que controlam a comunicação no Brasil desde sempre, o que lhes vem (ou vinha) permitindo manipular a sociedade de acordo com seus interesses políticos, ideológicos e, sobretudo, econômicos.
O Movimento dos Sem-Mídia não é um movimento essencialmente político, ainda que seu foco principal, neste momento, esteja na política, pois é por meio dela que os maiores prejuízos ao país estão sendo causados. Vejam esse caso do presidente do Senado, Renan Calheiros: há quantos meses o Congresso está semi-paralisado por conta da queda de braço entre ele e os meios de comunicação? Enquanto isso, projetos de interesse nacional ficam no limbo, cedendo espaço às ambições políticas dos partidos de oposição e de seus prepostos – ou seriam mentores? - midiáticos.
Se fosse só isso, já seria muito. Mas não são "só" esses motivos que me levaram a exortar aqueles que pensam como eu a abandonarem as queixas e choramingos para tomarem uma atitude, para denunciarem nas ruas a ditadura midiática que chegou ao ponto não só de tentar fazer prevalecer seus desígnios políticos por meio da censura e da intimidação de jornalistas independentes - que são colocados na "geladeira" quando discordam dos patrões -, mas que também tem conseguido atrapalhar seriamente a governabilidade do país transformando o Congresso Nacional numa grande inquisição que jamais chega a lugar nenhum em suas investigações espalhafatosas, montadas para gerar benefícios políticos para a corrente política "amiga" dos barões da mídia.
E o pior, é que a tragicomédia midiática não se resume às questões político-ideológicas. Esses mesmos barões da mídia inundam os lares de todos os brasileiros com lixo televisivo e radiofônico. A tevê brasileira é uma das piores do mundo. Quem se recusa a chafurdar na idiotia dominical dos Faustões e dos Gugus, por exemplo, não tem outra alternativa além da de pagar por serviços de tevê a cabo nos quais predominam filmes repetidos à exaustão e programas que podem fazer muito sentido à cultura norte-americana, mas que, para os brasileiros, pouca validade têm.
Há, também, a defesa incondicional, pela mídia, de modelos econômicos que servem aos grandes capitais nacionais e transnacionais, mas que estão longe de permitir à maioria pobre e miserável da sociedade brasileira um futuro menos triste, menos opressor, menos injusto. Assim, o governo federal, "com a faca no pescoço", em busca do mal menor, tem que se limitar a contornar o pensamento único midiático, quando possível, e ainda tem que agüentar o escárnio dos meios de comunicação, que acusam esse governo de fazer exatamente o que os grandes interesses constituídos, donos da mídia, querem que faça.
Por tudo isso, convoquei e continuo convocando os brasileiros que não delegaram à mídia o controle remoto de seus cérebros que se unam ao Movimento dos Sem-Mídia. Começo a ver quão difícil é lutar por um ideal sem ter como financiar os meios de mobilização necessários. Como organizar um Movimento que pretende conscientizar a sociedade sem ter como divulgar por meio de publicidade, por exemplo, nossas propostas, sem ter como financiar um processo de conscientização da sociedade num mundo em que tudo custa dinheiro? Por isso a mídia faz o que quer, porque tem muito dinheiro. E quem não tem, é obrigado a assistir impotente a esse circo de horrores.
É justamente aí que a mídia nada de braçadas. Por estar aliada ao grande capital - ou por ser detentora dele -, ela tem como esmagar divergências simplesmente ignorando quem a ela se opõe. Não precisa fazer nada além de nos ignorar. Se pudéssemos ir à tevê, que é uma concessão pública, para explicar à sociedade nossos pontos de vista, nossas razões, estou certo de que muitos se dariam conta de que os meios de comunicação estão muito longe de ser as instituições benemerentes que tentam mostrar que são. Se pessoas como eu pudessem se manifestar nos meios de comunicação de massa, conseguiriam, certamente, fazer com que a sociedade se perguntasse se é verossímil a versão de que o noticiário político, por exemplo, é livre de interesses privados muito, muito bem definidos.
É por isso que estou lutando por meio de um blog, de um mísero blog, para mobilizar o pequeno universo de pessoas que consigo atingir com meus pontos de vista, pedindo que colaborem, inclusive com a ajuda financeira que for possível a cada um, para constituirmos uma ONG, o Movimento dos Sem-Mídia, a fim de termos como dar publicidade às nossas idéias, anseios e queixas. É por isso que, sem ter como entrar no mérito das acusações contra José Dirceu, aceitei sua oferta para me manifestar em seu site, porque me manifestarei em qualquer espaço que me seja oferecido sem discriminar nenhum, ainda mais se as razões para eventuais discriminações não estiverem claras para mim.
Convoco, assim, quem vier a ler estas palavras para que se junte aos Sem-Mídia visitando meu blog, postando comentário pedindo filiação ao MSM e, obviamente, se dispondo a colaborar com qualquer doação que possa fazer, bem como se propondo a divulgar nosso Movimento para que possamos amealhar meios de expor à sociedade brasileira um processo que a tem mantido impregnada de injustiça social, de preconceitos e de imobilismo.
Quem se dispuser a se unir a nós e a nos ajudar, pode fazer contato comigo através do meu blog
Apóie os Sem-Mídia
Eduardo Guimarãe
Escrever um artigo sobre o Movimento dos Sem-Mídia (MSM) no site de José Dirceu. Quando recebi essa oferta, aceitei imediatamente. Porém, como sou um paulistano de classe média, integrante de um meio social altamente permeável à lavanderia de cérebros da grande mídia, ao comentar com amigos que teria esse espaço para me manifestar alguns deles me recomendaram que não o utilizasse. Se escrevesse no site de Dirceu, desagradaria a alguns e agradaria a outros; se não escrevesse, não desagradaria a ninguém.
Escrever um artigo sobre o Movimento dos Sem-Mídia (MSM) no site de José Dirceu. Quando recebi essa oferta, aceitei imediatamente. Porém, como sou um paulistano de classe média, integrante de um meio social altamente permeável à lavanderia de cérebros da grande mídia, ao comentar com amigos que teria esse espaço para me manifestar alguns deles me recomendaram que não o utilizasse. Se escrevesse no site de Dirceu, desagradaria a alguns e agradaria a outros; se não escrevesse, não desagradaria a ninguém.
Como seguir tal recomendação se essa imagem controvertida do ex-ministro foi criada por uma conduta da mídia que me deu motivos para criar o MSM? Como não escrever neste espaço se o basta que dei à minha passividade diante da ditadura da mídia decorreu da gota que fez transbordar o pote em que guardo minha reserva de paciência? E essa gota foi a inconfidência do ministro da Suprema Corte Ricardo Lewandovski, que, monitorado por um dos braços da Gestapo midiática (a Folha de São Paulo), foi flagrado revelando que aquela Corte aceitou parte das denúncias do procurador-geral da República contra José Dirceu e outros envolvidos no caso do "mensalão" porque a mídia colocou uma "faca no pescoço" dela. Ora, ninguém mentalmente são pode admitir que a Justiça decida qualquer coisa sob pressão de empresas de comunicação. Essa é uma ameaça a todos os brasileiros.
Não conheço José Dirceu, apesar de ter votado nele várias vezes. E, na verdade, não conheço, pessoalmente, ninguém de partido político nenhum, apesar de, no decorrer da vida, ter acompanhado atentamente a política e ter, sempre, assumido opiniões políticas muito bem definidas em meu meio social. Contudo, jamais me aproximei de políticos por não me julgar detentor dos requisitos necessários para militar na política de dentro dela, e por acreditar que é possível a cada cidadão fazer política, sim, mas autonomamente, assumindo posições e defendendo idéias em seu meio social sem precisar se envolver com aqueles que se dispõem a postular cargos eletivos.
Este artigo não é uma defesa de José Dirceu. Até porque, faltam-me elementos para decidir se ele é inocente ou culpado das acusações que lhe foram feitas. Este artigo, no entanto, relata meu levante contra uma situação em que a parte da sociedade que não delegou à mídia a própria capacidade de pensar sabe que não tem elementos para formar opinião sobre as acusações contra o ex-ministro, porque as informações que a mídia fornece sobre o caso dele, entre outros, parecem-me pautadas e distorcidas por razões políticas, ideológicas e até financeiras dos barões da mídia, que, como em tantos outros momentos da história deste país, fizeram uma opção política, eleitoral e ideológica e tentam impor essa opção ao conjunto da sociedade inundando os meios de comunicação com suas versões e impedindo o contraditório.
Apesar de ser eu aquele que, num surto de indignação, propôs aos leitores de seu blog que parássemos de nos lamentar da mídia ruim que temos no Brasil e tomássemos uma atitude na forma de manifestação de nosso inconformismo diante de um grande órgão de imprensa, não escrevo em nome daqueles que, no último dia 15 de setembro, seguiram-me até diante da Folha de São Paulo para lermos um manifesto que escrevi pedindo que a mídia deixe de atuar como partido político, deixe de veicular lixo, deixe de defender interesses do topo da pirâmide social e, como se não bastasse, apresentando tais interesses como se de todos fossem. Escrevo só em meu nome, ainda que tenha certeza de que grande parte dos que me seguem pensam como eu, isto é, que não devo abrir mão de um espaço como este para divulgar minhas idéias só porque a mídia obteve êxito em condenar José Dirceu, em certos estratos sociais, antes de que o julgamento dele esteja concluído.
O que é o Movimento dos Sem-Mídia? É a manifestação de um setor da sociedade que, apesar de pouca gente saber o que esse setor pensa, não suporta mais levar bofetadas da mídia ao constatar, dia após dia, que seus pontos de vista foram por ela censurados por divergirem do que pensam aqueles que chamo de "barões da mídia", ou seja, do que pensam meia dúzia de patriarcas de famílias ditas "tradicionais" que controlam a comunicação no Brasil desde sempre, o que lhes vem (ou vinha) permitindo manipular a sociedade de acordo com seus interesses políticos, ideológicos e, sobretudo, econômicos.
O Movimento dos Sem-Mídia não é um movimento essencialmente político, ainda que seu foco principal, neste momento, esteja na política, pois é por meio dela que os maiores prejuízos ao país estão sendo causados. Vejam esse caso do presidente do Senado, Renan Calheiros: há quantos meses o Congresso está semi-paralisado por conta da queda de braço entre ele e os meios de comunicação? Enquanto isso, projetos de interesse nacional ficam no limbo, cedendo espaço às ambições políticas dos partidos de oposição e de seus prepostos – ou seriam mentores? - midiáticos.
Se fosse só isso, já seria muito. Mas não são "só" esses motivos que me levaram a exortar aqueles que pensam como eu a abandonarem as queixas e choramingos para tomarem uma atitude, para denunciarem nas ruas a ditadura midiática que chegou ao ponto não só de tentar fazer prevalecer seus desígnios políticos por meio da censura e da intimidação de jornalistas independentes - que são colocados na "geladeira" quando discordam dos patrões -, mas que também tem conseguido atrapalhar seriamente a governabilidade do país transformando o Congresso Nacional numa grande inquisição que jamais chega a lugar nenhum em suas investigações espalhafatosas, montadas para gerar benefícios políticos para a corrente política "amiga" dos barões da mídia.
E o pior, é que a tragicomédia midiática não se resume às questões político-ideológicas. Esses mesmos barões da mídia inundam os lares de todos os brasileiros com lixo televisivo e radiofônico. A tevê brasileira é uma das piores do mundo. Quem se recusa a chafurdar na idiotia dominical dos Faustões e dos Gugus, por exemplo, não tem outra alternativa além da de pagar por serviços de tevê a cabo nos quais predominam filmes repetidos à exaustão e programas que podem fazer muito sentido à cultura norte-americana, mas que, para os brasileiros, pouca validade têm.
Há, também, a defesa incondicional, pela mídia, de modelos econômicos que servem aos grandes capitais nacionais e transnacionais, mas que estão longe de permitir à maioria pobre e miserável da sociedade brasileira um futuro menos triste, menos opressor, menos injusto. Assim, o governo federal, "com a faca no pescoço", em busca do mal menor, tem que se limitar a contornar o pensamento único midiático, quando possível, e ainda tem que agüentar o escárnio dos meios de comunicação, que acusam esse governo de fazer exatamente o que os grandes interesses constituídos, donos da mídia, querem que faça.
Por tudo isso, convoquei e continuo convocando os brasileiros que não delegaram à mídia o controle remoto de seus cérebros que se unam ao Movimento dos Sem-Mídia. Começo a ver quão difícil é lutar por um ideal sem ter como financiar os meios de mobilização necessários. Como organizar um Movimento que pretende conscientizar a sociedade sem ter como divulgar por meio de publicidade, por exemplo, nossas propostas, sem ter como financiar um processo de conscientização da sociedade num mundo em que tudo custa dinheiro? Por isso a mídia faz o que quer, porque tem muito dinheiro. E quem não tem, é obrigado a assistir impotente a esse circo de horrores.
É justamente aí que a mídia nada de braçadas. Por estar aliada ao grande capital - ou por ser detentora dele -, ela tem como esmagar divergências simplesmente ignorando quem a ela se opõe. Não precisa fazer nada além de nos ignorar. Se pudéssemos ir à tevê, que é uma concessão pública, para explicar à sociedade nossos pontos de vista, nossas razões, estou certo de que muitos se dariam conta de que os meios de comunicação estão muito longe de ser as instituições benemerentes que tentam mostrar que são. Se pessoas como eu pudessem se manifestar nos meios de comunicação de massa, conseguiriam, certamente, fazer com que a sociedade se perguntasse se é verossímil a versão de que o noticiário político, por exemplo, é livre de interesses privados muito, muito bem definidos.
É por isso que estou lutando por meio de um blog, de um mísero blog, para mobilizar o pequeno universo de pessoas que consigo atingir com meus pontos de vista, pedindo que colaborem, inclusive com a ajuda financeira que for possível a cada um, para constituirmos uma ONG, o Movimento dos Sem-Mídia, a fim de termos como dar publicidade às nossas idéias, anseios e queixas. É por isso que, sem ter como entrar no mérito das acusações contra José Dirceu, aceitei sua oferta para me manifestar em seu site, porque me manifestarei em qualquer espaço que me seja oferecido sem discriminar nenhum, ainda mais se as razões para eventuais discriminações não estiverem claras para mim.
Convoco, assim, quem vier a ler estas palavras para que se junte aos Sem-Mídia visitando meu blog, postando comentário pedindo filiação ao MSM e, obviamente, se dispondo a colaborar com qualquer doação que possa fazer, bem como se propondo a divulgar nosso Movimento para que possamos amealhar meios de expor à sociedade brasileira um processo que a tem mantido impregnada de injustiça social, de preconceitos e de imobilismo.
Quem se dispuser a se unir a nós e a nos ajudar, pode fazer contato comigo através do meu blog
Do blog do Dirceu
@-A Bolsa de Valores de São Paulo foi à primeira instituição no Continente Americano a recuperar perdas geradas com a crise de crédito imobiliário nos EUA, as outras bolsas levaram mais tempo na recuperação das perdas. Este fato ajudou e muito na imagem do Brasil perante o mundo.
@-Frase imensa da Sambu: "O Brasil é detentor de uma dívida social tão imensa, que toda vez que nos dispomos a fazer o pagamento dessa dívida, percebemos que não é possível pagar o que não foi feito durante séculos e décadas em apenas um mandato presidencial". Presidente Lula
@-O Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge), foi privatizado durante o governo do senador Azeredo. O banco supostamente faz parte do esquema denominado tucanoduto. A possibilidade que este banco tenha financiado fraudulentamente políticos de outros estados é enorme. A conferir
MOVIMENTO "CANSEI" engana CREMESP e causa MAL ESTAR entre o CONSELHO e a ORDEM DOS ADVOGADOS
Henrique Carlos Gonçalves presidente do CREMESP (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) diz que foi usado pelo MOVIMENTO CANSEI, tendo o seu Presidente, D’URSO, usado de má fé na suposta reunião de adesão.
Henrique Carlos Gonçalves presidente do CREMESP (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) diz que foi usado pelo MOVIMENTO CANSEI, tendo o seu Presidente, D’URSO, usado de má fé na suposta reunião de adesão.
Leia mais no blog do Oni
PSDB EM CHAMAS
Há provas "muito boas" do valerioduto, diz procurador
Antonio Fernando elogia inquérito que investiga caixa dois na campanha de 1998
O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, 58, disse ontem considerar "muito boas as provas" que compõem o inquérito no qual é investigado o valerioduto mineiro, o suposto esquema de desvio recursos -inclusive públicos- destinados ao caixa dois da campanha em que o hoje senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) tentou se reeleger governador mineiro em 1998.
Antonio Fernando elogia inquérito que investiga caixa dois na campanha de 1998
O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, 58, disse ontem considerar "muito boas as provas" que compõem o inquérito no qual é investigado o valerioduto mineiro, o suposto esquema de desvio recursos -inclusive públicos- destinados ao caixa dois da campanha em que o hoje senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) tentou se reeleger governador mineiro em 1998.
PSDB ataca Azeredo por envolver FHC
Após dizer que ex-presidente recebeu recursos de sua campanha, senador foi criticado por tucanos
Tuma, corregedor do Senado, diz ver indícios para abertura de processo de cassação de mandato; petista afirma que senador "pegou pesado"
Para assinantes
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2709200702.htm
26 setembro 2007
GOVERNO LULA
Bovespa avança 1,46% e registra o 35º recorde do ano
26/09 - 17:27, atualizada às 17:57 26/09 - Redação com agências
O clima externo favorável renovou o ânimo dos investidores e a Bovespa emendou um recorde atrás do outro, atingindo facilmente o patamar dos 59 mil pontos e aproximando-se dos 60 mil pontos. O Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, avançou 1,46% e terminou o dia aos 59. 715 pontos, seu 35º recorde de fechamento do ano. No melhor momento do dia, o índice subiu 1,64% e chegou aos 59.825 pontos, sua nova pontuação máxima histórica. O dólar voltou a cair hoje e encerrou com 0,75%, acompanhando o cenário externo tranqüilo e chegou perto do menor valor em sete anos.
26/09 - 17:27, atualizada às 17:57 26/09 - Redação com agências
O clima externo favorável renovou o ânimo dos investidores e a Bovespa emendou um recorde atrás do outro, atingindo facilmente o patamar dos 59 mil pontos e aproximando-se dos 60 mil pontos. O Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, avançou 1,46% e terminou o dia aos 59. 715 pontos, seu 35º recorde de fechamento do ano. No melhor momento do dia, o índice subiu 1,64% e chegou aos 59.825 pontos, sua nova pontuação máxima histórica. O dólar voltou a cair hoje e encerrou com 0,75%, acompanhando o cenário externo tranqüilo e chegou perto do menor valor em sete anos.
MOMENTO HUMOR
SENADOR ARTHUR VÍRGILIO DA SHOW
Parlamentares do PSDB criticaram o fato de Azeredo ter revelado à Folha que o ex-presidente FHC teria usado recursos de caixa dois de sua campanha.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que o senador foi longe demais ao envolver o ex-presidente no suposto esquema irregular.
"O senador foi infeliz nessa declaração. Eu tenho sido solidário ao senador Azeredo, mas tive que dizer que não aprovei a entrevista [à Folha]. Ele trouxe à baila pessoas que não têm nada a ver com os problemas que o envolvem", disse Virgílio.
Segundo o líder, o ex-presidente não tem qualquer ligação com as denúncias de caixa dois que envolvem o senador tucano. "O mais histérico adversário do ex-presidente não vai achar que ele tem ligação com aquilo. Eu aceito tudo o que é verdade, só não gosto de história de carochinha", afirmou o líder.
SENADOR ARTHUR VÍRGILIO DA SHOW
Segundo o senador, o dinheiro arrecadado em sua campanha foi usado para campanhas de deputados e senadores da sua coligação e, até mesmo, pelo então candidato à presidência Fernando Henrique Cardoso.
Críticas
Críticas
Parlamentares do PSDB criticaram o fato de Azeredo ter revelado à Folha que o ex-presidente FHC teria usado recursos de caixa dois de sua campanha.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que o senador foi longe demais ao envolver o ex-presidente no suposto esquema irregular.
"O senador foi infeliz nessa declaração. Eu tenho sido solidário ao senador Azeredo, mas tive que dizer que não aprovei a entrevista [à Folha]. Ele trouxe à baila pessoas que não têm nada a ver com os problemas que o envolvem", disse Virgílio.
Segundo o líder, o ex-presidente não tem qualquer ligação com as denúncias de caixa dois que envolvem o senador tucano. "O mais histérico adversário do ex-presidente não vai achar que ele tem ligação com aquilo. Eu aceito tudo o que é verdade, só não gosto de história de carochinha", afirmou o líder.
Amigos e leitores, com licença, hahahahhhahahahahhhah.Hilário
A Folha de S.Paulo tem de ser CALADA por boa e bela censura democrática
Esse tipo de 'crítica' que o Ombudsman faz, na Folha de S.Paulo [leia aqui], é tão crítico às veras quanto seria alguém examinar um cadáver putrefato e 'criticar': "menino feio-feio! Não tomou banho. Tá com sujeirinha na orelha." A Folha de S.Paulo pratica DES-jornalismo. A Folha de S.Paulo VIVE de praticar DES-jornalismo.
Esse tipo de 'crítica' que o Ombudsman faz, na Folha de S.Paulo [leia aqui], é tão crítico às veras quanto seria alguém examinar um cadáver putrefato e 'criticar': "menino feio-feio! Não tomou banho. Tá com sujeirinha na orelha." A Folha de S.Paulo pratica DES-jornalismo. A Folha de S.Paulo VIVE de praticar DES-jornalismo.
Texto na íntegra em:
http://republicavermelha.blogspot.com/
A bola da vez e o medo tucano
Perto da marca histórica dos 60 mil pontos a Bovespa segue indiferente a crise financeira mundial provocada pela crise imobiliária estadudinense. O índice de investimentos diretos no Brasil ultrapassou o período das privatizações, uma marca histórica. O Brasil tem tudo para tornar-se a bola da vez no cenário mundial, não só na economia, como também no meio ambiente, no setor energético e no combate a fome.
Enquanto isso...
O ninho tucano esta em polvorosa, penas suadas saltam dos corpos plumosos para o ar denso do desespero político eleitoral, o estado de alerta-geral foi acionado, a mídia corporativa segura de todas as formas o escândalo, mas, uma hora destas terá que entrar no fato, na questão. Técnicas jornalísticas para minimizar o escândalo podem vir a se tornar em outro escândalo, e parte da opinião pública que ainda crê na imparcialidade da mídia corporativa sofrerá um duro golpe, a credibilidade da grande mídia vai ruir por completo perante a este nicho na sociedade.
O Senador Eduardo Azeredo, figura central do "tucanoduto" mandou um recado direto aos seus pares no partido: “valeriduto”, bancou a campanha de FHC, candidato à reeleição em 1998, e vai mais longe: aponta indiretamente possíveis “tucanodutos” em outros Estados [São Paulo?], e afirma sem medo: não vou cair sozinho não.
Perto da marca histórica dos 60 mil pontos a Bovespa segue indiferente a crise financeira mundial provocada pela crise imobiliária estadudinense. O índice de investimentos diretos no Brasil ultrapassou o período das privatizações, uma marca histórica. O Brasil tem tudo para tornar-se a bola da vez no cenário mundial, não só na economia, como também no meio ambiente, no setor energético e no combate a fome.
Enquanto isso...
O ninho tucano esta em polvorosa, penas suadas saltam dos corpos plumosos para o ar denso do desespero político eleitoral, o estado de alerta-geral foi acionado, a mídia corporativa segura de todas as formas o escândalo, mas, uma hora destas terá que entrar no fato, na questão. Técnicas jornalísticas para minimizar o escândalo podem vir a se tornar em outro escândalo, e parte da opinião pública que ainda crê na imparcialidade da mídia corporativa sofrerá um duro golpe, a credibilidade da grande mídia vai ruir por completo perante a este nicho na sociedade.
O Senador Eduardo Azeredo, figura central do "tucanoduto" mandou um recado direto aos seus pares no partido: “valeriduto”, bancou a campanha de FHC, candidato à reeleição em 1998, e vai mais longe: aponta indiretamente possíveis “tucanodutos” em outros Estados [São Paulo?], e afirma sem medo: não vou cair sozinho não.
Nogueira Jr
ARAGUAIA: CORONEL DIZ QUE NÃO DEPÕE
Uma decisão judicial que mandou investigar o paradeiro dos guerrilheiros desaparecidos no Araguaia desencadeou uma crise entre o governo e a área militar. "Se baterem na minha porta com um martelo passo fogo, respondo à bala", reage o coronel Lício Ribeiro Maciel. - “Pode escrever: não vou colaborar com esses caras, não.”Comigo não tem conversa. Não falo com comuna - disse, ao criticar as autoridades que cuidam dos desaparecidos.
Uma decisão judicial que mandou investigar o paradeiro dos guerrilheiros desaparecidos no Araguaia desencadeou uma crise entre o governo e a área militar. "Se baterem na minha porta com um martelo passo fogo, respondo à bala", reage o coronel Lício Ribeiro Maciel. - “Pode escrever: não vou colaborar com esses caras, não.”Comigo não tem conversa. Não falo com comuna - disse, ao criticar as autoridades que cuidam dos desaparecidos.
Jornal do Brasil
O coronel Lício Maciel, está vivendo em 64, ele pensa que pode prender, torturar, matar, e ainda receber uma medalha. O coronel não sabe que todos, sem distinção de raça, cor, cargo, credo, são iguais perante as leis, a justiça. Responderam por seus crimes, por suas ações que de alguma forma cause ferimento ou a morte de outras pessoas. Na ditadura o coronel torturava, matava, escondia os corpos em cemitérios clandestinos, talvez estuprasse e era premiado, exaltado pelos seus companheiros de tortura e de quartel, pelo governo militar. O coronel está precisando ler a Constituição, os Direitos Humanos, precisa urgente se atualizar, ele precisa se inteirar das leis,dos direitos e deveres de todos os cidadãos. Alguém precisa avisar o coronel, que se ele responder a bala, ele vai terminar seus dias na cadeia, como assassino. O que teme o coronel, afinal ele foi tão valente com os presos políticos que torturou e matou, porque essa covardia no momento de prestar esclarecimentos de seus atos?
Devedor de tributo acima de R$ 1.000 deve ir ao SPC
Governo enviará relação de devedores a empresas de proteção ao crédito
Tributaristas vêem coação ao pagamento antes de discussão judicial; para procurador, contribuinte que deve tem de pagar
SUCURSAL DE BRASÍLIA
Governo enviará relação de devedores a empresas de proteção ao crédito
Tributaristas vêem coação ao pagamento antes de discussão judicial; para procurador, contribuinte que deve tem de pagar
SUCURSAL DE BRASÍLIA
A inclusão dos devedores da União em sistemas de proteção ao crédito alcançará todas as dívidas superiores a R$ 1.000 e não será limitada à Serasa. O governo também vai disponibilizar a lista de quem não paga tributos ao SPC e à Equifax, empresas que já pediram acesso aos dados, segundo o procurador-geral da Fazenda Nacional, Luís Inácio Adams.O objetivo do governo é que em até um ano após a regulamentação da medida, prevista para outubro, os 3 milhões de devedores estejam inscritos nos sistemas de proteção ao crédito.
A elite cansada, a elite que vaia, vai estressar. Ela grita que paga imposto, que paga altos tributos, que é honesta, que é ética. Mentira deslavada. Agora vão constar no cadastro de mal pagadores do SPC/SERASA. Serão vistos como, caloteiros, sonegadores.
@-Tirinha de Colunista: “A nova denúncia do procurador-geral Antonio Fernando de Sousa ao Supremo sobre o tucanoduto deverá atingir também o ex-governador Anthony Garotinho. Antonio Fernando levantou mais informações sobre R$ 8 milhões de reais que teriam sido depositados numa conta na Suíça de Rodrigo Silveirinha, protagonista do escândalo do propinoduto no Rio. O advogado de Silveirinha, Fernando Fragoso, garante que seu cliente não tinha “nada a ver com aquela conta” e que ele “nunca tocara num centavo porque era apenas o tesoureiro da governadora Rosinha”.
Garotinho é igual arroz de festa, está em todas as maracutaias.
@-A oposição mingua. O senador César Borges (DEM-BA) enviou ontem à executiva nacional do partido o seu pedido de desfiliação. O Senador provavelmente vai se filiar ao PR.
@-A oposição mingua II: depois da desfiliação do Senador César Borges (BA) e do anuncio do “to fora” feito pelos Senadores Edison Lobão (MA) e Romeu Tuma (SP), outros dois Senadores poderão sair do DEM, são eles: Jonas Pinheiro e Jaime Campos, ambos do Mato Grosso. Acabou?
http://nogueirajr.blogspot.com/
Ver o DEM ex PLF se acabar não tem preço, é o Brasil muito melhor.

Tucanoduto: "Para começar, essa campanha não foi minha não; foi do PSDB todo, inclusive de Fernando Henrique à reeleição"
http://nogueirajr.blogspot.com/
Azeredo está nervoso, tucano nervoso é um perigo, já está falando no Estadão, será que vai passar na Globo, no JN, no Fantástico, o ninho tucano desaba.
MSM convoca plenária para dia 13 e ato contra Rede Globo
http://tribunapetista.blogspot.com/
Indústria de SP cresce 5% e sinaliza expansão
http://www.aleporto.com.br/
Spin mentirosa
http://josecarloslima.blogspot.com/
TCU suspeita de corrupção na construção do Palácio do TSE, presidido por Marco Aurélio de Mello
http://heliojampa.blogspot.com/
ACM Neto quer acabar com CPMF, o imposto que financia o Bolsa Família, a Previdência e a Saúde. Tadinho do povo.
http://www.bahiadefato.blogspot.com/
TUCANOS AFUNDAM SÃO PAULO
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 663
Um estudo do economista André Urani, apresentado no Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC) e publicado – sem chamada na primeira página ... – na pág. B7, do Estadão de hoje, dia 25, mostra: “Desempenho de SP desde 1995 é muito pior do que o resto do país”.
http://conversa-afiada.ig.com.br/
Eleições municipais 2008 em Fortaleza
Dia 30 de setembro é o prazo estipulado pela legislação eleitoral, para quem quiser se candidatar no próximo ano, estar filiado e em dia com as obrigações partidárias.
http://desabafopais.blogspot.com/
Retrocesso: Ação de senadores da direita suspende combate ao trabalho escravo
http://olhoseternos.blogspot.com/
A História de Reinaldinho é a história da turma que sempre mandou no Brasil
http://blogchicao.tripod.com/
http://blogchicao.tripod.com/
Ele era jornalista da Folha. Sua tarefa, na Folha de São Paulo, era "cobrir Brasília". Mas Reinaldinho Azevedo foi, digamos, "coberto" por Brasília. Os então donos do poder o "cooptaram", na época representados pelo Mendonção (Luis Carlos Mendonça de Barros, Ministro de FHC que caiu quando foi envolvido em escândalos de corrupção).
Reinaldo Azevedo deixou a folha e passou a trabalhar a mando do Mendonção - já fora do Governo - publicando duas revistas. A "República", política e partidária, uma espécie de "Caros Amigos" do PSDB; e a "Bravo!", que falava de cultura.
Ele, Reinaldo, sempre foi um péssimo empreendedor. Mesmo apoiando e bajulando o Governo (todos os governos tucanos e do PFL), a "República" e a "Bravo!" não conseguiram sobreviver. O negócio fez água. Foi a primeira "falência", digamos, que ele protagonizou.
A Editora Abril comprou a "Bravo!" e a "República" meio que se transformou na "Primeira Leitura", em princípio de propriedade do mesmo Mendonção - aquele lá, o ex-Ministro que caiu foi envolvido em escândalos de corrupção. Esse foi o tutor político de Reinaldo Azevedo...
Lá pelas tantas, Mendonção sai da jogada. Reinaldo continua. Como a "Primeira Leitura" sobrevivia, se apenas meia dúzia de manés compravam aquilo? Simples: verba do Governo do Estado de São Paulo.
Lícita? Ilícita? Justa? Injusta? Independentemente disso, a Folha apurou que havia aportes financeiros a título de publicidade, feitos pelo Governo do Estado - então sob Alckmin -, todos em favor de veículos "Pró-PSDB" (entre eles, além da "Primeira Leitura", também aquela revistinha do famoso "chinês" cuja filha é sócia do filho de Alckmin no fornecimento de materiais para um sítio que o Governo aluga). OBS: o mesmo amigo que "deu" uma pickup para o filho do Alckimin desfilar pela cidade, depois de receber muito dinheiro do governo Alckmin. Observem como um ajuda o outro.
Com o flagrante da Folha, o governo tucano parou de colocar dinheiro na revista de Reinaldo. Com isso, a revista faliu. Foi bem assim: o liberal direitista não conseguiu manter seu próprio negócio sem verba estatal.
Em seguida, muito rapidamente, Reinaldo foi contratado pela Veja. Lá continua sua saga de difamador de quem é contra o PSDB e bajulando seus chefes.
Vejamos:
A Abril financiou a campanha de Alberto Goldman (PSDB) para Deputado Federal. Goldman, uma vez deputado, propôs a Lei que permite entrada de capital estrangeiro em empresas brasileiras de comunicação. Aprovada a Lei, a Abril pôde então se associar com aquele grupo sul-africano (que fez fortuna defendendo o apartheid sul-africano e que ninguém sério no mundo quer tê-los como sócio).
Foi depois disso, e nesse contexto, que Reinaldo foi contratado. Não é apenas uma conveniência ideológica, nem um compromisso da Veja em sempre contratar quem é idiota. É mais sério o negócio.
Mendonção, por sua vez, apareceu no noticiário no início do ano passado. Sua pequena corretora, a Quest, foi contratada SEM LICITAÇÃO para gerir um fundo da Nossa Caixa, no governo de Alckmin. Para gerir este fundo o Mendonção está ganhando milhões. E, claro, colaborando com o PSDB e seus eternos presidenciáveis. Quando o governador José Serra assume ele resolve dar uma série de benefícios para empresas jornalísticas. Lógico que às custas do povo de São Paulo que vai ver seu dinheiro indo parar no bolso dos donos da Veja. A Veja retribui falando bem deles, os tucanos. Só tem notícia positiva. A maior delas foi dizer que o usineiro governador de Alagoas, do PSDB, estava salvando o estado (que está falido justamente porque há uma lei no estado que faz os usineiros pagarem uma merreca de imposto). Ou tem notícias esquecidas como as que detonam a corrupção grossa em São Paulo (CDHU, rodoanel, buraco do metrô, etc). Como vocês podem perceber a situação é a seguinte: há uma turma cujos interesses são apoiados uns pelos outros. Nesta turma todos ganham a sua grana, todos sempre se arrumam. Para quem sobra: para nós, o resto da população. E, porque isto acontece: porque tem aqueles que acreditam piamente no jogo de cartas marcadas que esta turminha lhes apresenta. Esta escória sempre dominou o Brasil. Só mudam as moscas, mas nesta turma sempre há o apóio mútuo, o que garante que eles continuem ganhando poder, dinheiro e o inferno quando morrem (onde você pensa que o ACM está?). De vez em quando aparece algum estraga prazeres. Este deve ser destruído. Destruído com mentiras, com enganação, com distorção de fatos, escondendo o que é positivo. É uma guerra, esta turma gosta muito de dinheiro e poder. Eta turminha do barulho!!! (texto do Blog Tô cansadinho, reescrito por este blog, com novas informações)
Reinaldo Azevedo deixou a folha e passou a trabalhar a mando do Mendonção - já fora do Governo - publicando duas revistas. A "República", política e partidária, uma espécie de "Caros Amigos" do PSDB; e a "Bravo!", que falava de cultura.
Ele, Reinaldo, sempre foi um péssimo empreendedor. Mesmo apoiando e bajulando o Governo (todos os governos tucanos e do PFL), a "República" e a "Bravo!" não conseguiram sobreviver. O negócio fez água. Foi a primeira "falência", digamos, que ele protagonizou.
A Editora Abril comprou a "Bravo!" e a "República" meio que se transformou na "Primeira Leitura", em princípio de propriedade do mesmo Mendonção - aquele lá, o ex-Ministro que caiu foi envolvido em escândalos de corrupção. Esse foi o tutor político de Reinaldo Azevedo...
Lá pelas tantas, Mendonção sai da jogada. Reinaldo continua. Como a "Primeira Leitura" sobrevivia, se apenas meia dúzia de manés compravam aquilo? Simples: verba do Governo do Estado de São Paulo.
Lícita? Ilícita? Justa? Injusta? Independentemente disso, a Folha apurou que havia aportes financeiros a título de publicidade, feitos pelo Governo do Estado - então sob Alckmin -, todos em favor de veículos "Pró-PSDB" (entre eles, além da "Primeira Leitura", também aquela revistinha do famoso "chinês" cuja filha é sócia do filho de Alckmin no fornecimento de materiais para um sítio que o Governo aluga). OBS: o mesmo amigo que "deu" uma pickup para o filho do Alckimin desfilar pela cidade, depois de receber muito dinheiro do governo Alckmin. Observem como um ajuda o outro.
Com o flagrante da Folha, o governo tucano parou de colocar dinheiro na revista de Reinaldo. Com isso, a revista faliu. Foi bem assim: o liberal direitista não conseguiu manter seu próprio negócio sem verba estatal.
Em seguida, muito rapidamente, Reinaldo foi contratado pela Veja. Lá continua sua saga de difamador de quem é contra o PSDB e bajulando seus chefes.
Vejamos:
A Abril financiou a campanha de Alberto Goldman (PSDB) para Deputado Federal. Goldman, uma vez deputado, propôs a Lei que permite entrada de capital estrangeiro em empresas brasileiras de comunicação. Aprovada a Lei, a Abril pôde então se associar com aquele grupo sul-africano (que fez fortuna defendendo o apartheid sul-africano e que ninguém sério no mundo quer tê-los como sócio).
Foi depois disso, e nesse contexto, que Reinaldo foi contratado. Não é apenas uma conveniência ideológica, nem um compromisso da Veja em sempre contratar quem é idiota. É mais sério o negócio.
Mendonção, por sua vez, apareceu no noticiário no início do ano passado. Sua pequena corretora, a Quest, foi contratada SEM LICITAÇÃO para gerir um fundo da Nossa Caixa, no governo de Alckmin. Para gerir este fundo o Mendonção está ganhando milhões. E, claro, colaborando com o PSDB e seus eternos presidenciáveis. Quando o governador José Serra assume ele resolve dar uma série de benefícios para empresas jornalísticas. Lógico que às custas do povo de São Paulo que vai ver seu dinheiro indo parar no bolso dos donos da Veja. A Veja retribui falando bem deles, os tucanos. Só tem notícia positiva. A maior delas foi dizer que o usineiro governador de Alagoas, do PSDB, estava salvando o estado (que está falido justamente porque há uma lei no estado que faz os usineiros pagarem uma merreca de imposto). Ou tem notícias esquecidas como as que detonam a corrupção grossa em São Paulo (CDHU, rodoanel, buraco do metrô, etc). Como vocês podem perceber a situação é a seguinte: há uma turma cujos interesses são apoiados uns pelos outros. Nesta turma todos ganham a sua grana, todos sempre se arrumam. Para quem sobra: para nós, o resto da população. E, porque isto acontece: porque tem aqueles que acreditam piamente no jogo de cartas marcadas que esta turminha lhes apresenta. Esta escória sempre dominou o Brasil. Só mudam as moscas, mas nesta turma sempre há o apóio mútuo, o que garante que eles continuem ganhando poder, dinheiro e o inferno quando morrem (onde você pensa que o ACM está?). De vez em quando aparece algum estraga prazeres. Este deve ser destruído. Destruído com mentiras, com enganação, com distorção de fatos, escondendo o que é positivo. É uma guerra, esta turma gosta muito de dinheiro e poder. Eta turminha do barulho!!! (texto do Blog Tô cansadinho, reescrito por este blog, com novas informações)
25 setembro 2007
Brasil seduz 'nova onda de investidores' [sem privatizar nada], diz jornal francês
“Os estrategistas das empresas multinacionais estão cada vez mais seduzidos pelo Brasil, o que levou a uma entrada recorde de US$ 35 bilhões em investimentos externos diretos no último ano, afirma reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário econômico francês Les Echos.
“O crescimento econômico conseguido graças ao dinamismo do mercado doméstico e as boas perspectivas de desenvolvimento explicam esse renovado interesse”, observa o jornal.
Segundo a reportagem, a nova onda de investimentos estrangeiros no Brasil está ao nível da verificada durante a fase de grandes privatizações vivida no fim dos anos 1990.
“Durante os primeiros oito meses do ano, os dados oficiais indicam um aumento de 160% nesses investimentos”, informa o jornal.”BBC BrasilMatéria Completa, ::Aqui::
http://nogueirajr.blogspot.com/
Executiva: PT fará seminário sobre Constituinte exclusiva para reforma política
A Comissão Executiva Nacional do PT, reunida nesta terça-feira (25), decidiu promover em 4 de outubro um seminário sobre a Assembléia Constituinte exclusiva para a reforma política, conforme resolução aprovada pelo 3º Congresso Nacional do partido.
O seminário será realizado em São Paulo um dia antes da reunião do Diretório Nacional e terá como objetivo discutir os temas relativos à convocação e organização da Constituinte.
A comissão de preparação do seminário é composta por Gleber Naime, Valter Pomar e Renato Simões.
PED
A CEN também constituiu uma comissão para elaborar proposta final do Regulamento do PED 2007, que será apresentada e votada durante a reunião do Diretório Nacional no dia 5 de outubro.
Os membros da comissão terão a função de apresentar soluções para possíveis impasses e lacunas existentes na proposta já aprovada na Executiva Nacional para ser submetida ao DN.
Diagnóstico eleitoral
A CEN debateu ainda a formação de um Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) para as eleições municipais de 2008, proposta que deverá ser analisada pelo Diretório Nacional.
As secretarias nacionais de Organização (SORG) e de Assuntos Institucionais (SNAI) já estão finalizando um diagnóstico eleitoral das 100 maiores cidades brasileiras, relatando a situação de cada uma delas.
O diagnóstico também será apresentado ao DN no dia 5 de outubro.
Política de comunicações
Dando seqüência à resolução aprovada em reunião anterior, a Executiva definiu que o presidente Ricardo Berzoini irá encaminhar o pedido de audiência aos ministros Luiz Dulci, da Secretaria-Geral da Presidência da República, Franklin Martins, da Comunicação Social e Hélio Costa, das Comunicações com os membros da CEN.
A audiência com os ministros vai tratar da realização de uma Conferência Nacional de Comunicação, política de concessões de canais de televisão e a criação da TV Pública.
CPI da Abril/TVA
A Executiva Nacional manifestou apoio à instalação, na Câmara dos Deputados, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a venda da empresa de TV por assinatura TVA pelo Grupo Abril à Telefônica.
O objetivo da CPI é o de investigar se a transação fere ou não a lei que estabelece em 49% o limite de capital estrangeiro em uma empresa de TV a cabo.
Caixa 2 tucano em Minas
A CEN reafirmou o projeto de resolução aprovado pelo 3º Congresso que pede à Procuradoria-Geral da República agilidade na instauração das ações relativas ao uso de caixa 2 e de dinheiro público na campanha do tucano Eduardo Azeredo à reeleição do governo de Minas Gerais, em 1998.
Solicitação de Prévias
Por fim, a Executiva analisou e aprovou os pedidos de realização de Prévias das eleições 2008 pelos diretórios municipais de Mauá (SP) e de Vila Velha (ES).
Portal do PT
Na ONU, Lula defende biocombustíveis, justiça social e conferência climática
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva discursou há pouco na abertura da Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU). Ele defendeu ações urgentes para o combate às mudanças climáticas e propôs a realização, em 2012, de uma nova conferência das Nações Unidas com foco em meio ambiente e desenvolvimento, a Rio + 20.“Precisamos avaliar o caminho percorrido e estabelecer novas linhas de atuação”, destacou Lula. “Se o modelo de desenvolvimento global não for repensado, crescem os riscos de uma catástrofe mundial e humana sem precedentes.”O presidente ressaltou que os países industrializados precisam dar o exemplo imediatamente.
“É imprescindível que cumpram os compromissos estabelecidos pelo Protocolo de Quioto. Necessitamos de metas mais ambiciosas a partir de 2012. E devemos agir com rigor para que se universalize a adesão ao protocolo.”O protocolo, em vigor desde 2005, foi assinado por 175 países. Os países industrializados que o assinam se comprometem com metas de redução de emissões de gases, mas alguns dos principais poluidores, como os Estados Unidos, não estão entre os signatários.
Ainda no discurso, o presidente Lula anunciou o lançamento do Plano Nacional de Enfrentamento às Mudanças Climáticas. Um dos pontos centrais, disse, será a ampliação do combate ao desmatamento e proteção da Amazônia.
“O Brasil não abdica, em nenhuma hipótese, de sua soberania nem de suas responsabilidades na Amazônia. Os êxitos recentes são fruto da presença cada vez mais e mais efetiva do Estado brasileiro na região”.
BiocombustíveisNo discurso, Lula também defendeu o consumo dos bicombustíveis - como o álcool e o biodiesel - para redução das mudanças climáticas.
“Não haverá solução para os terríveis efeitos das mudanças climáticas se a humanidade não for capaz também de mudar seus padrões de produção e consumo. O mundo precisa, urgentemente, de uma nova matriz energética. Os biocombustíveis são vitais para construí-la.”
Lula lembrou que os biocombustíveis reduzem as emissões de gases de efeito estufa. “No Brasil, com a utilização crescente e cada vez mais eficaz do etanol, evitou-se, nesses 30 últimos anos, a emissão de 644 milhões de toneladas de CO² na atmosfera.”
O presidente brasileiro afirmou que além de ser uma fonte alternativa de energia, os biocombustíveis podem abrir excelentes oportunidades para mais de uma centena de países pobres e em desenvolvimento na América Latina, na Ásia e África.
“Podem propiciar autonomia energética, sem necessidade de grandes investimentos. Podem gerar emprego e renda e favorecer a agricultura familiar. E podem equilibrar a balança comercial, diminuindo as importações e gerando excedentes exportáveis.”
Lula negou que a produção de biocombustíveis coloque em risco a segurança alimentar.
“A cana de açúcar ocupa apenas 1% de nossas terras agricultáveis, com crescentes índices de produtividade. O problema da fome no planeta não decorre da falta de alimentos, mas da falta de renda que golpeia quase 1 bilhão de homens, mulheres e crianças. É plenamente possível combinar biocombustíveis, preservação ambiental e produção de alimentos.”
Crescimento Lula disse que seu governo conseguiu combinar crescimento econômico com redução da desigualdade social.
“A sustentabilidade do desenvolvimento não é apenas uma questão ambiental, é também um desafio social. Estamos construindo um Brasil cada vez menos desigual e mais dinâmico. Nosso país voltou a crescer, gerando empregos e distribuindo renda. As oportunidades agora são para todos.”
O presidente defendeu ainda o programa Fome Zero - prioridade de seu governo. “Honramos o compromisso do Programa Fome Zero ao erradicar esse tormento da vida de mais de 45 milhões de pessoas. Com dez anos de antecedência, superamos a primeira das Metas do Milênio, reduzindo em mais da metade a pobreza extrema no nosso país. O combate à fome e à pobreza deve ser preocupação de todos os povos. É inviável uma sociedade global marcada pela crescente disparidade de renda. Não haverá paz duradoura sem a progressiva redução das desigualdades."
Relações econômicas Lula aproveitou a assembléia da ONU para defender um novo padrão de relação comercial entre os países desenvolvidos e aqueles em desenvolvimento. Em seu discurso, ele disse que a superação definitiva da pobreza exige mais do que solidariedade internacional. “Ela passa, necessariamente, por novas relações econômicas que não penalizem os países pobres”.
“A Rodada de Doha deve promover um verdadeiro pacto pelo desenvolvimento, aprovando regras justas e equilibradas para o comércio internacional. São inaceitáveis os exorbitantes subsídios agrícolas, que enriquecem os ricos e empobrecem os mais pobres. É inadmissível um protecionismo que perpetua a dependência e o subdesenvolvimento”, disse.
Lula afirmou que o “Brasil não poupará esforços para o êxito das negociações, que devem beneficiar sobretudo os países mais pobres”.
Sul-sul Lula disse ainda que o Brasil se orgulha das relações que criou com países da América Latina, África, Ásia e Oriente Médio.
“Temos atuado para aproximar povos e regiões, impulsionando o diálogo político e o intercâmbio econômico com os países árabes, africanos e asiáticos, sem abdicar de nossos parceiros tradicionais.”
“Todos concordamos ser necessária uma maior participação dos países em desenvolvimento nos grandes foros de decisão internacional, em particular o Conselho de Segurança das Nações Unidas. É hora de passar das intenções à ação”, disse ele.
Confira a íntegra do discurso de Lula na ONU
Com agências
O CIDADÃO SE LEVANTA CONTRA A GRANDE MÍDIA, POR EDUARDO GUIMARÃES
Por GUILHERME AZEVEDO
Leiam a entrevista do Eduardo Guimarães em:
http://www.jornalirismo.com.br/ ou em vídeo em :
http://edu.guim.blog.uol.com.br/
Por GUILHERME AZEVEDO
Leiam a entrevista do Eduardo Guimarães em:
http://www.jornalirismo.com.br/ ou em vídeo em :
http://edu.guim.blog.uol.com.br/
76% de brasileiros querem ação
urgente contra efeito estufa, diz pesquisa
http://desabafopais.blogspot.com/
urgente contra efeito estufa, diz pesquisa
http://desabafopais.blogspot.com/
Mudando de conversa
Por José Dirceu
Por José Dirceu
Nada como um dia depois do outro para ler e comparar... Nada como um dia depois do outro para ler e comparar as declarações dos líderes do PSDB no passado com as do governador de São Paulo, José Serra, hoje na Folha. Serra defendeu com veemência o governador de Minas, Aécio Neves, da denúncia de suposto recebimento de recursos do valerioduto na campanha de 1998. Mas não pôs a mão no fogo quando questionado sobre eventual participação do então candidato ao governo e hoje senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). "Não vi nenhum envolvimento do governador Aécio Neves. Aparece um papel que diz que ele teria recebido como candidato a deputado em 1998. Isso não é prova de absolutamente nada."Sobre Azeredo, Serra limitou-se a dizer que o partido espera as conclusões da procuradoria para se manifestar. "As questões estão aí. Estamos aguardando o que o procurador vai dizer para comentar", disse ele, após afirmar que o PSDB não sofre da "esquizofrenia" de prometer uma coisa em campanha e fazer outra no governo. Pior, faz uma coisa quando as acusações dizem respeito aos outros e outra quando diz respeito ao próprio PSDB. A prova do pudim está em comê-lo, governador José Serra.
Alagoas, a nova vítima do “choque de gestão” tucano
O “choque de gestão” tucano - que há mais de uma década tem levado a população de São Paulo a sofrer as conseqüências socialmente desastrosas do desmantelamento do Estado -, chega agora a Alagoas, depois de ter provocado devastação similar em Minas Gerais, antes de atingir também o Rio Grande do Sul.
Por “choque de gestão” entende-se a estratégia de governo tucana, que consiste em descarregar sobre a folha de salários do funcionalismo e sobre os usuários dos serviços públicos o peso maior do custo social do reequilíbrio financeiro do Estado, com o objetivo de reorganizar o seu aparato administrativo, para que possa melhor servir aos interesses privados. Na verdade, longe de ter sua origem na folha de pagamento do funcionalismo, a crise fiscal do Estado deve-se ao encolhimento da arrecadação e tem relações profundas com o processo de endividamento do Estado, para dar solvência ao setor privado depois da crise da divida externa, iniciada nos finais dos anos setenta e prolongada na década de 1980.
De acordo com a retórica tucana, o “choque de gestão” é indispensável para recuperar, para o Estado, a capacidade de financiar os gastos e de fortalecer seu poder de implementar políticas públicas, com eficiência, num contexto de restrições orçamentárias. Essas reformas contribuiriam para revigorar a ação estatal no apoio ao crescimento econômico e na melhoria da oferta dos serviços públicos, tais como educação, saúde e segurança, entre outros.
Na realidade, o que as populações sujeitas aos “choques de gestão” tucanos têm presenciado é a concentração de poder em mãos do Executivo, retorno do autoritarismo, marginalização do Poder Legislativo, desapreço para com os instrumentos de participação popular, criação de taxas e majoração das existentes, redução e perda de qualidade dos serviços públicos, arrocho salarial e demissões, privatizações predatórias, aumento nas tarifas públicas e outras medidas de caráter antissocial – tudo isso embrulhado em aparatosas campanhas de marketing, cujos valores chegam a superar em alguns casos os gastos do Estado em rubricas da ação social.
Neste momento, o furacão neoliberal devasta o estado de Alagoas, onde o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) se empenha em transplantar para o seu território o “choque de gestão" aplicado em Minas Gerais pelo também tucano Aécio Neves, em meio a uma crise administrativa de gigantescas proporções. O “choque de gestão” é o grande responsável pela crise no estado nordestino, denunciam em coro a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AL) e a Central Única dos Trabalhadores alagoanas.
Nos primeiros dez meses de governo, Teotônio enfrentou 183 dias de greve, deflagradas por diversas categorias - policiais militares, médicos e demais funcionários da saúde, policiais civis, professores e servidores da educação, entre outros – o que equivale a 71% do tempo em que esteve no cargo. Desde que assumiu, não governou um mês sequer sem greve.
A expressão “choque de gestão”, criada pelo tucanato paulista, foi utilizada à exaustão por Geraldo Alckmin (PSDB-SP) na campanha presidencial do ano passado. De São Paulo, a receita neoliberal migrou para o governo Aécio Neves e de lá para o de Yeda Crusius, no Rio Grande do Sul e para Alagoas.
Em São Paulo, o “choque de gestão” aplicado pelas sucessivas administrações tucanas - de Mário Covas a José Serra -, apresentou como resultado o abandono do planejamento, a fragilidade do ajuste fiscal, o enfraquecimento da capacidade do Estado de elaborar e implementar políticas públicas, a degradação dos serviços públicos – em especial, a educação, a saúde e a segurança - e o desmantelamento dos instrumentos de democracia participativa, entre outras conseqüências. Para poder embelezar o tal choque com tintas de eficiência gerencial, os tucanos puderam contar com a conivência de setores da grande mídia, o apoio da cúpula do Ministério Público e a sujeição da maioria do Poder Legislativo num estado em que o Executivo governa preferencialmente por decretos.
O dinheiro das privatizações paulistas, iniciadas nos anos 90, não amortizou a dívida pública, não promoveu o ajuste fiscal e tampouco melhorou a qualidade dos serviços públicos, um dos pretextos que serviram de justificativa para o “choque”. Segundo a retórica tucana, os R$ 77 bilhões arrecadados com a venda dos setores energético e bancário, entre outros, seriam destinados à solução de tais problemas. Na realidade, a dívida pública, que à época era de R$ 34 bilhões, saltou para R$ 105 bilhões.
Para se ter uma idéia da eficiência gerencial tucana, as metas estabelecidas pelos sucessivos governos do PSDB de São Paulo frustraram as suas próprias expectativas de amortizar a dívida, deixando como única saída o calote no pagamento dos precatórios. E, para encobrir resultados desabonadores, os tucanos paulistas, numa manobra cosmética, simularam um superávit – obtido em parte graças ao aumento real do IPVA e de outras taxas.
Com a segunda fase das privatizações, em curso sob a gestão Serra, os tucanos paulistas pretendem estender o “choque de gestão” à privatização da Cesp - a jóia da coroa das estatais de São Paulo -, sem consulta à Assembléia Legislativa, e à transferência para a iniciativa privada dos serviços mais lucrativos que restam da Nossa Caixa, como seguros e cartão de crédito.
Não estranha que tudo isso seja realizado a pretexto de reunir recursos para o ajuste fiscal por sucessivos governos que, em comum, mostram-se paradoxalmente complacentes com o atraso no recolhimento de impostos incidentes sobre as atividades empresariais. Os tucanos paulistas não gostam de cobrar impostos atrasados devidos por empresários; daí as isenções fiscais e as anistias, para júbilo do público beneficiário.
No quesito desempenho escolar, São Paulo apresenta um dos piores resultados entre os estados brasileiros. Na saúde, juntamente com o Rio Grande do Sul, São Paulo é um dos estados que não cumpre a Emenda Constitucional que determina a aplicação, no setor, de 12% da receita líquida de impostos – o resultado é o sucateamento de 40% dos hospitais paulistas, em especial de atendimento especializado, uma vez que o atendimento básico é da responsabilidade dos municípios.
Neste momento, um terço dos 43 centros de raio-X de São Paulo encontram-se em desacordo com as normas do Ministério da Saúde, segundo avaliação do Conselho Regional de Técnicos em Radiologia do Estado de São Paulo, realizada a pedido do Ministério Público. Falta de higiene e de equipamentos de proteção para funcionários são outras mazelas na área de saúde, que vêm juntar-se, no caso da capital, a denúncias de fraude na merenda escolar --feitas pelo conselho de pais e mestres --, com provisão de uma dieta, terceirizada, de valor nutricional inferior ao contratado.
O caos na segurança pública é espetacularmente visível nas ações do Primeiro Comando da Capital, a rede de detentos evadidos que, volta e meia, mantém como reféns as autoridades e a população paulista, sem falar do roubo de 2 milhões de veículos somente em 2005. Isso decorre, em parte, da terceirização do sistema prisional do Estado, inaugurado no governo Covas, responsável pela demissão de 100 mil servidores.
Resultado da ausência de compromissos estratégicos por parte do PSDB, a gestão publica de São Paulo se ressente atualmente de um projeto abrangente de desenvolvimento, de modernização da gestão gerencial e administrativa, de investimentos em infra-estrutura, de garantia da segurança pública como um direito dos cidadãos, de incremento de políticas sociais distributivas, de carência de políticas de saúde e educação, de apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico e de abertura democrática para a participação popular nos processos de tomada de decisão.
De sua parte, os mineiros, que já haviam experimentado o “choque” sob a administração de Eduardo Azeredo – responsável pelas primeiras privatizações - tiveram a oportunidade, no governo Aécio Neves, de constatar na sua inteireza a desorganização do estado sob gestão tucana: até então não se havia quantificado a totalidade de servidores públicos estaduais.
Com Aécio, o “choque” foi implantado por meio da chamada Lei Delegada, aprovada pela Assembléia Legislativa, a qual delega poderes ao governador para editar leis. Foram aprovadas 61 Leis Delegadas no primeiro mês do primeiro mandato. Assim se promoveu a reforma administrativa, que extinguiu seis secretarias, dobrando, em compensação, o número de secretarias adjuntas. Concentração de poder em mãos do Executivo e sujeição do Legislativo são os pressupostos e o resultado político da reforma implementada pelo governo mineiro.
Assim como nos demais estados sob gestão tucana, o alvo central do “choque” mineiro foi o congelamento dos salários e a redução do crescimento vegetativo da folha. Os novos funcionários perderam o adicional por tempo de serviço, e as contribuições previdenciárias saltaram de 4,8% para 11%. Além disso, o governo criou o Afastamento Voluntário Incentivado (AVI).
O governo de Aécio Neves criou novas taxas, entre estas a da segurança pública; elevou as tarifas de energia elétrica, telefone e combustível e potencializou a guerra fiscal.
O governo de Minas também descumpre a EC 29, que destina recursos para a saúde pública. O estado da segurança pública pode ser observado num levantamento do Ministério Público, que revela a execução sumária de 1070 adolescentes. Compreende-se a razão por que o escândalo não se converteu em manchetes dos grandes jornais: a publicidade das ações governamentais absorve mais recursos do que a área social.
O “choque de gestão” tucano é, na realidade, um recurso retórico para ocultar a investida dos interesses privados, mediada pelo poder de Estado, pela eliminação dos direitos sociais, não apenas no setor privado, mas também no setor público.
De acordo com o eufemismo tucano, a “administração gerencial”, inaugurada pelo “choque de gestão”, seria uma superação histórica da “administração burocrática”. A diferença entre a forma burocrática e a gerencial está na forma de controle: enquanto na forma burocrática ele é exercido sobre os "meios", na forma gerencial ele visa aos "resultados".
Com essa conversa, os governos tucanos querem dizer que não se pode confundir o interesse público com o interesse do Estado: o foco do interesse público deve ser a coletividade, no atendimento das necessidades do cidadão-cliente. Na realidade, parece-nos muito difícil, senão impossível, reconhecer nos resultados do “choque de gestão” a satisfação do cidadão-cliente.
Rui Falcão, 63 anos, advogado e jornalista, é deputado estadual pelo PT. Foi deputado federal, presidente do PT e secretário do Governo da prefeita Marta Suplicy.
O “choque de gestão” tucano - que há mais de uma década tem levado a população de São Paulo a sofrer as conseqüências socialmente desastrosas do desmantelamento do Estado -, chega agora a Alagoas, depois de ter provocado devastação similar em Minas Gerais, antes de atingir também o Rio Grande do Sul.
Por “choque de gestão” entende-se a estratégia de governo tucana, que consiste em descarregar sobre a folha de salários do funcionalismo e sobre os usuários dos serviços públicos o peso maior do custo social do reequilíbrio financeiro do Estado, com o objetivo de reorganizar o seu aparato administrativo, para que possa melhor servir aos interesses privados. Na verdade, longe de ter sua origem na folha de pagamento do funcionalismo, a crise fiscal do Estado deve-se ao encolhimento da arrecadação e tem relações profundas com o processo de endividamento do Estado, para dar solvência ao setor privado depois da crise da divida externa, iniciada nos finais dos anos setenta e prolongada na década de 1980.
De acordo com a retórica tucana, o “choque de gestão” é indispensável para recuperar, para o Estado, a capacidade de financiar os gastos e de fortalecer seu poder de implementar políticas públicas, com eficiência, num contexto de restrições orçamentárias. Essas reformas contribuiriam para revigorar a ação estatal no apoio ao crescimento econômico e na melhoria da oferta dos serviços públicos, tais como educação, saúde e segurança, entre outros.
Na realidade, o que as populações sujeitas aos “choques de gestão” tucanos têm presenciado é a concentração de poder em mãos do Executivo, retorno do autoritarismo, marginalização do Poder Legislativo, desapreço para com os instrumentos de participação popular, criação de taxas e majoração das existentes, redução e perda de qualidade dos serviços públicos, arrocho salarial e demissões, privatizações predatórias, aumento nas tarifas públicas e outras medidas de caráter antissocial – tudo isso embrulhado em aparatosas campanhas de marketing, cujos valores chegam a superar em alguns casos os gastos do Estado em rubricas da ação social.
Neste momento, o furacão neoliberal devasta o estado de Alagoas, onde o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) se empenha em transplantar para o seu território o “choque de gestão" aplicado em Minas Gerais pelo também tucano Aécio Neves, em meio a uma crise administrativa de gigantescas proporções. O “choque de gestão” é o grande responsável pela crise no estado nordestino, denunciam em coro a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AL) e a Central Única dos Trabalhadores alagoanas.
Nos primeiros dez meses de governo, Teotônio enfrentou 183 dias de greve, deflagradas por diversas categorias - policiais militares, médicos e demais funcionários da saúde, policiais civis, professores e servidores da educação, entre outros – o que equivale a 71% do tempo em que esteve no cargo. Desde que assumiu, não governou um mês sequer sem greve.
A expressão “choque de gestão”, criada pelo tucanato paulista, foi utilizada à exaustão por Geraldo Alckmin (PSDB-SP) na campanha presidencial do ano passado. De São Paulo, a receita neoliberal migrou para o governo Aécio Neves e de lá para o de Yeda Crusius, no Rio Grande do Sul e para Alagoas.
Em São Paulo, o “choque de gestão” aplicado pelas sucessivas administrações tucanas - de Mário Covas a José Serra -, apresentou como resultado o abandono do planejamento, a fragilidade do ajuste fiscal, o enfraquecimento da capacidade do Estado de elaborar e implementar políticas públicas, a degradação dos serviços públicos – em especial, a educação, a saúde e a segurança - e o desmantelamento dos instrumentos de democracia participativa, entre outras conseqüências. Para poder embelezar o tal choque com tintas de eficiência gerencial, os tucanos puderam contar com a conivência de setores da grande mídia, o apoio da cúpula do Ministério Público e a sujeição da maioria do Poder Legislativo num estado em que o Executivo governa preferencialmente por decretos.
O dinheiro das privatizações paulistas, iniciadas nos anos 90, não amortizou a dívida pública, não promoveu o ajuste fiscal e tampouco melhorou a qualidade dos serviços públicos, um dos pretextos que serviram de justificativa para o “choque”. Segundo a retórica tucana, os R$ 77 bilhões arrecadados com a venda dos setores energético e bancário, entre outros, seriam destinados à solução de tais problemas. Na realidade, a dívida pública, que à época era de R$ 34 bilhões, saltou para R$ 105 bilhões.
Para se ter uma idéia da eficiência gerencial tucana, as metas estabelecidas pelos sucessivos governos do PSDB de São Paulo frustraram as suas próprias expectativas de amortizar a dívida, deixando como única saída o calote no pagamento dos precatórios. E, para encobrir resultados desabonadores, os tucanos paulistas, numa manobra cosmética, simularam um superávit – obtido em parte graças ao aumento real do IPVA e de outras taxas.
Com a segunda fase das privatizações, em curso sob a gestão Serra, os tucanos paulistas pretendem estender o “choque de gestão” à privatização da Cesp - a jóia da coroa das estatais de São Paulo -, sem consulta à Assembléia Legislativa, e à transferência para a iniciativa privada dos serviços mais lucrativos que restam da Nossa Caixa, como seguros e cartão de crédito.
Não estranha que tudo isso seja realizado a pretexto de reunir recursos para o ajuste fiscal por sucessivos governos que, em comum, mostram-se paradoxalmente complacentes com o atraso no recolhimento de impostos incidentes sobre as atividades empresariais. Os tucanos paulistas não gostam de cobrar impostos atrasados devidos por empresários; daí as isenções fiscais e as anistias, para júbilo do público beneficiário.
No quesito desempenho escolar, São Paulo apresenta um dos piores resultados entre os estados brasileiros. Na saúde, juntamente com o Rio Grande do Sul, São Paulo é um dos estados que não cumpre a Emenda Constitucional que determina a aplicação, no setor, de 12% da receita líquida de impostos – o resultado é o sucateamento de 40% dos hospitais paulistas, em especial de atendimento especializado, uma vez que o atendimento básico é da responsabilidade dos municípios.
Neste momento, um terço dos 43 centros de raio-X de São Paulo encontram-se em desacordo com as normas do Ministério da Saúde, segundo avaliação do Conselho Regional de Técnicos em Radiologia do Estado de São Paulo, realizada a pedido do Ministério Público. Falta de higiene e de equipamentos de proteção para funcionários são outras mazelas na área de saúde, que vêm juntar-se, no caso da capital, a denúncias de fraude na merenda escolar --feitas pelo conselho de pais e mestres --, com provisão de uma dieta, terceirizada, de valor nutricional inferior ao contratado.
O caos na segurança pública é espetacularmente visível nas ações do Primeiro Comando da Capital, a rede de detentos evadidos que, volta e meia, mantém como reféns as autoridades e a população paulista, sem falar do roubo de 2 milhões de veículos somente em 2005. Isso decorre, em parte, da terceirização do sistema prisional do Estado, inaugurado no governo Covas, responsável pela demissão de 100 mil servidores.
Resultado da ausência de compromissos estratégicos por parte do PSDB, a gestão publica de São Paulo se ressente atualmente de um projeto abrangente de desenvolvimento, de modernização da gestão gerencial e administrativa, de investimentos em infra-estrutura, de garantia da segurança pública como um direito dos cidadãos, de incremento de políticas sociais distributivas, de carência de políticas de saúde e educação, de apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico e de abertura democrática para a participação popular nos processos de tomada de decisão.
De sua parte, os mineiros, que já haviam experimentado o “choque” sob a administração de Eduardo Azeredo – responsável pelas primeiras privatizações - tiveram a oportunidade, no governo Aécio Neves, de constatar na sua inteireza a desorganização do estado sob gestão tucana: até então não se havia quantificado a totalidade de servidores públicos estaduais.
Com Aécio, o “choque” foi implantado por meio da chamada Lei Delegada, aprovada pela Assembléia Legislativa, a qual delega poderes ao governador para editar leis. Foram aprovadas 61 Leis Delegadas no primeiro mês do primeiro mandato. Assim se promoveu a reforma administrativa, que extinguiu seis secretarias, dobrando, em compensação, o número de secretarias adjuntas. Concentração de poder em mãos do Executivo e sujeição do Legislativo são os pressupostos e o resultado político da reforma implementada pelo governo mineiro.
Assim como nos demais estados sob gestão tucana, o alvo central do “choque” mineiro foi o congelamento dos salários e a redução do crescimento vegetativo da folha. Os novos funcionários perderam o adicional por tempo de serviço, e as contribuições previdenciárias saltaram de 4,8% para 11%. Além disso, o governo criou o Afastamento Voluntário Incentivado (AVI).
O governo de Aécio Neves criou novas taxas, entre estas a da segurança pública; elevou as tarifas de energia elétrica, telefone e combustível e potencializou a guerra fiscal.
O governo de Minas também descumpre a EC 29, que destina recursos para a saúde pública. O estado da segurança pública pode ser observado num levantamento do Ministério Público, que revela a execução sumária de 1070 adolescentes. Compreende-se a razão por que o escândalo não se converteu em manchetes dos grandes jornais: a publicidade das ações governamentais absorve mais recursos do que a área social.
O “choque de gestão” tucano é, na realidade, um recurso retórico para ocultar a investida dos interesses privados, mediada pelo poder de Estado, pela eliminação dos direitos sociais, não apenas no setor privado, mas também no setor público.
De acordo com o eufemismo tucano, a “administração gerencial”, inaugurada pelo “choque de gestão”, seria uma superação histórica da “administração burocrática”. A diferença entre a forma burocrática e a gerencial está na forma de controle: enquanto na forma burocrática ele é exercido sobre os "meios", na forma gerencial ele visa aos "resultados".
Com essa conversa, os governos tucanos querem dizer que não se pode confundir o interesse público com o interesse do Estado: o foco do interesse público deve ser a coletividade, no atendimento das necessidades do cidadão-cliente. Na realidade, parece-nos muito difícil, senão impossível, reconhecer nos resultados do “choque de gestão” a satisfação do cidadão-cliente.
Rui Falcão, 63 anos, advogado e jornalista, é deputado estadual pelo PT. Foi deputado federal, presidente do PT e secretário do Governo da prefeita Marta Suplicy.
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