27 janeiro 2007

ALCKMIN MENTIU
BANCO MUNDIAL NÃO IMPEDIU FISCALIZAÇÃO DO METRÔ

O gerente de projetos do Banco Mundial em Washington, Jorge Rebelo, disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta quarta-feira, dia 24, que o Banco nunca impediu que o Metrô de São Paulo fiscalizasse as obras da Linha 4 (clique aqui para ouvir). Rebelo é o responsável pelo projeto da Linha 4 do Metrô no Banco Mundial.
Jorge Rebelo deixou claro que o Banco Mundial não estabeleceu regras que impedissem o Metrô de realizar fiscalizações na obra da Linha 4. “Isso que está sendo circulado na mídia e nos periódicos não é verdade. Não foi estabelecido nenhum limite de nenhuma forma”, disse Rebelo.
O IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) não vai ser a única fonte do Banco Mundial sobre o acidente. Rebelo disse que o Banco vai se basear também nos estudos realizados pela PMOC (Project Management Oversight Consultant), que é uma consultoria especializada em fiscalização de obras.
Jorge Rebelo disse também que antes do acidente, o já governador José Serra pediu um financiamento adicional ao Banco Mundial e ao JBIC, o banco japonês que também financia a Linha 4. Segundo Rebelo, Serra pediu mais US$ 95 milhões para cada um dos bancos. O argumento do governador de São Paulo é que o dólar se desvalorizou em relação ao real e por isso o primeiro empréstimo (US$ 209 milhões de cada um dos bancos) não foi suficiente.
HERANÇA MALDITA DE FHC
"A Justiça Federal acolheu uma denúncia do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro contra cinco ex-presidentes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O Ministério Público apura a suposta ocorrência de irregularidades na concessão de empréstimos para a privatização da Eletropaulo, distribuidora de energia que atua em São Paulo.
Os cinco ex-presidentes citados são Luiz Carlos Mendonça de Barros, José Pio Borges de Castro Filho, Andrea Santos Calabi, Francisco Gros e Eleazar de Carvalho Filho. Eles negam irregularidades."Folha de São Paulo"
FRUET, fruta que já deu cacho!

Dossiê traz a acusação de que o candidato Gustavo Fruet (PSDB-PR) no período de 1997 a 2003, então vereador e em seguida como deputado, teria se apossado de salários de servidores de gabinete.Leia mais aqui na matéria do Globo On Line. Nesta sexta-feira, 26, aconteceu o debate no auditório da Folha de S.Paulo, com os três candidatos.

Do blog do ONI
http://www.blogdoonipresente.blogspot.com/
Atenção: o que está acontecendo em São Paulo?

Atenção imprensa, atenção TCU e Assembléia Legislativa, atenção oposição. O que está acontecendo em São Paulo? O governador José Serra critica a falta de definição dos recursos do governo federal no PAC para obras no Estado (Rodoanel Sul e os ferroanéis Norte e Sul), mas ao mesmo tempo ameaça cancelar os atuais contratos do Rodoanel Sul, que está sendo construído com construído com recursos públicos, e dar a obra em concessão para a iniciativa privada.O jabuti está em cima da árvore? Vamos ver quem vence a licitação para a concessão e quem são os atuais construtores do Rodoanel. Será que somos vítimas de mais uma guerra tucana?Ainda em São Paulo, é inacreditável a matéria da Folha “Gestão Lembo ampliou concessão de rodovias”. Leiam e confiram, tem pérolas como esta, do ex-governador pefelista Cláudio Lembo: "Quem fez esses contratos foi a Artesp [Agência Reguladora de Transporte do Estado de SP]. Não consigo dizer a você a natureza, o conteúdo dos contratos, pois não participei". Dá para acreditar?Na opinião de técnicos, o contrato é ruim, não tem bases sólidas, dá margem a distorções, como a prorrogação no apagar das luzes da gestão de 12 anos dos tucanos. Serra parece que é oposição, não sabe de nada também – ou seja, outro jabuti em cima de árvore. Não é o caso de uma investigação no Tribunal de Contas do Estado, no Ministério Público Estadual ou na Assembléia Legislativa?
enviada por Zé Dirceu

26 janeiro 2007

Ato público marca três anos da morte de auditores fiscais em Unaí
Um ato público chamado Justiça e Julgamento Já! vai marcar os três anos da morte dos auditores fiscais Eratóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage, Nelson José da Silva e do motorista Ailton Pereira de Oliveira na zona rural de Unaí. Eles foram mortos em 28 de janeiro de 2004, quando investigavam denúncias de trabalho escravo em fazendas da região.
O ato público - que será feito no local do crime no próximo domingo (28) - é organizado pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), pela Associação dos Auditores Fiscais de Minas Gerais (AAFIT), pela Delegacia Regional do Trabalho do estado e por parentes das vítimas.
Hoje (26), eles darão uma entrevista coletiva para falar sobre a lentidão no andamento dos processos dos acusados pelas mortes. Até agora, nenhum deles foi julgado. Os representantes dos auditores fiscais reivindicam também mais segurança para quem trabalha na zona rural de Unaí.
Um dos acusados de ser o mandante do crime, Antério Mânica, foi eleito prefeito de Unaí, enquanto estava preso acusado pelos assassinatos. Ele adquiriu o direito de ser julgado pelo Fórum Especial. Em novembro do ano passado, o fazendeiro Norberto Mânica conseguiu um hábeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e aguarda o julgamento em liberdade.

Agência Brasi
PAC ajuda a organizar a luta políticaPor Franklin Martins
Leia abaixo texto publicado originalmente no site do jornalista Franklin Martins (http://franklinmartins.com.br/):
Quarenta e oito horas depois do lançamento do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), já dá para dizer que, de um modo geral, sua repercussão foi bastante boa. É claro que choveram críticas de todos os lados e de todos os matizes, o que é natural numa iniciativa dessa natureza, que mexe com tantos interesses e incide sobre tantas áreas.
No entanto, as críticas não se voltaram contra a essência do PAC: a inflexão na política econômica, com a redução da meta de superávit fiscal de 4,25% para 3,75% e o aumento dos investimentos públicos, graças aos ganhos obtidos com as quedas na taxa de juros. É um sinal de que a situação na sociedade estava madura para essa inflexão, que foi entendida como o governo a vendeu. Ou seja, como uma nova calibragem da política econômica, somente possível em função da melhoria dos fundamentos macroeconômicos, e não como uma ruptura com o que foi feito antes. A Era Palocci não acabou; simplesmente ficou para trás.
A reação do setor produtivo foi favorável. A maioria dos empresários peso-pesados, ainda que alimentando dúvidas sobre a eficácia do plano, fez questão de sair em sua defesa, dizendo que ele está no caminho certo. No setor financeiro, de onde poderiam partir críticas mais duras, o clima foi quase neutro, indicando que a redução da meta de superávit foi absorvida sem maiores traumas. O comportamento dos pregões ontem falou mais alto do que dez mil palavras. Nenhum deles se mexeu significativamente. Vida que segue, em aparente normalidade.
Mesmo os analistas e especialistas sempre convocados a criticar qualquer idéia ou iniciativa que fuja à mesmice predominante foram cautelosos nas suas declarações. De um modo geral, limitaram-se a vaticinar que o plano é tímido, não vai dar certo ou poderia ter ido além no corte dos gastos públicos. Para os padrões habituais, o tom foi inusitadamente moderado, um sinal de que a certeza no próprio discurso não é tão grande assim.
Alguns governadores e algumas centrais sindicais também bateram em aspectos do plano. A Força Sindical não gostou da proposta de que parcela do patrimônio líquido do FGTS possa financiar investimentos em obras. Já os governadores querem compensações para as perdas de receita provocadas pelas desonerações e desejam também discutir as obras definidas como prioritárias por Brasília. No fundo, tanto num caso como no outro, as hostilidades sob controle representam apenas a abertura de negociações. E assim foram entendidas pelo Palácio do Planalto. A ordem é conversar e chegar a um entendimento no que for possível.
Tudo somado, do ponto de vista político, a largada do PAC foi boa. Evidentemente, há muito a fazer em termos de esclarecimento e negociação. É claro também que muitas modificações e aperfeiçoamentos terão de ser introduzidos no projeto inicial. O essencial é que se abriu caminho para a fixação de uma agenda de disputa e entendimento político em cima daquilo que mais interessa hoje ao país: retomar o crescimento com taxas robustas, provendo inclusão social.
O PAC não ajuda a organizar apenas a economia, mas também a luta política.
Franklin Martins é jornalista

24 janeiro 2007

24/01/2007 - 18h32
Ex-juiz Nicolau é transferido de prisão domiciliar para regime fechado
da Folha Online
O ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, 78, foi transferido do regime de prisão domiciliar para regime fechado. Desde as 17h30 desta quarta-feira, ele está na carceragem da Polícia Federal em São Paulo à espera de uma vaga no sistema prisional do Estado. (Saiba mais sobre o ex-juiz Nicolau)Nicolau foi condenado a 26 anos de prisão pelo desvio de R$ 170 milhões na construção do Fórum Trabalhista de São Paulo. (Entenda o caso)A decisão pela transferência foi determinada pela juíza Paula Mantovani Avelino, da 1ª Vara Federal da cidade de São Paulo, em resposta a um pedido de Ministério Público Federal.
24/01/2007 - 18h17
Venezuela financiará viagem de turismo de cem mil pobres para Cuba
da Ansa, em Caracas
O governo da Venezuela anunciou nesta quarta-feira que enviará para Cuba cem mil cidadãos de baixa renda, como parte de um acordo para promover o turismo social. A ministra de Turismo da Venezuela, Olga Cecilia Azuaje, afirmou hoje que o acordo começará a entrar em vigor dentro de um mês e que espera-se que cem mil venezuelanos de bairros humildes, camponeses e indígenas visitem a ilha do Caribe ao longo de um ano.Azuaje acrescentou que Cuba irá oferecer suporte técnico e experiência ao setor turístico venezuelano. Segundo a ministra, como parte do convênio, o governo cubano disponibilizará para a Venezuela um de seus aviões da companhia aérea Cubana de Aviación. O acordo será assinado amanhã.Os acordos entre a Venezuela e Cuba se multiplicaram desde que o presidente Hugo Chávez chegou ao poder em 1999. Chávez, que se declarou um admirador do presidente cubano Fidel Castro, foi reeleito em dezembro passado para outro mandato até 2013.
Valverde solicita instauração de processo contra Jungmann
O deputado Eduardo Valverde (PT-RO) solicitou nesta quarta-feira, por meio de um requerimento ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, a instauração de processo contra o deputado Raul Jungmann (PPS-PE), por quebra de decoro parlamentar.
O deputado acredita que as recentes denúncias publicadas pelo jornal Correio Braziliense, edição de 12 de janeiro, além de outros jornais de circulação nacional, constituem instrumentos suficientes para a apuração dos fatos. “Não podemos mais ignorar o que vem a tona, faz-se necessário, no mínimo, elucidar ao povo brasileiro a verdadeira face de nossos políticos. Como deputado federal, sinto-me responsável pela construção de uma nova política brasileira, mais digna de seu povo," afirmou.
O jornal Correio Braziliense publicou extensa matéria, na qual citava Jungmann como o chefe, juntamente com a jornalista Flávia Pires Torreão, de um esquema de desvio de verbas públicas para gastos com publicidade entre 1998 e 2002, no valor de R$ 33 milhões de reais, período em que o Parlamentar dirigiu o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
A investigação revelou a existência de esquema para burlar contratos de publicidade no IncrA durante a gestão de Jungmann no MDA, tendo o próprio, juntamente com várias outras pessoas, auferido benefícios financeiros e econômicos de forma indevida.
O esquema funcionava por meio da subcontratação irregular de empresas, compras de notas fiscais frias, pagamento por serviços não prestados e superfaturamentos. “Na época, o deputado federal Raul Jungmann, embora ministro de Estado, possuía mandato de deputado federal, eleito pelo estado de Pernambuco e, portanto, sujeito à observância dos preceitos éticos que regem a atividade parlamentar deverá responder oficialmente pelas denúncias,” disse.
Assessoria parlamentar
Câmara: Em carta a deputados, Chinaglia promete resgate ético da Casa
O deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), candidato à presidência da Câmara, encaminhou ontem (22) carta aos 512 parlamentares pedindo apoio ao seu nome e prometendo trabalhar pelo resgate ético da Casa.
"A legislatura que agora se encerra foi marcada por episódios de muita tensão e até mesmo sofrimento. A Câmara ficou com uma imagem bastante desgastada perante a sociedade. É fundamental para qualquer país um Legislativo atuante, soberano e respeitado. E é com essa preocupação central que deputados e deputadas de vários partidos, tanto da base de apoio ao governo como da oposição, apóiam o meu nome para presidir a Câmara", afirma op texto da carta.Chinaglia propõe realizar uma gestão "democrática" para garantir espaço político a todos os parlamentares. "Como todos sabemos, os espaços nas comissões, na Mesa, o tempo de lideranças, são regidos pela proporcionalidade. Foi o caminho democrático encontrado pelos que nos antecederam. Mas é possível e necessário dar vez e voz para cada um", afirma o petista.Ele também diz que vai priorizar as iniciativas dos parlamentares, a começar pelos projetos de lei. "Atuaremos para que o critério de urgência e relevância na edição de medidas provisórias seja efetivamente respeitado", diz o petista.Em sua gestão, afirma Chinaglia, não haverá "temas proibidos" de serem discutidos. "A independência e harmonia entre os Poderes é a determinação da soberania popular consagrada pela Constituição brasileira. Portanto, trabalharemos com o destemor da consciência limpa", encerra Chinaglia.AldoCandidato do PCdoB ao mesmo cargo, o deputado e atual presidente Aldo Rebelo (SP) também enviou carta aos colegas ontem. No documento, ele se compromete a implementar o orçamento impositivo e mudar a tramitação das medidas provisórias.
Ele listou ainda projetos de interesse do governo entre suas prioridades, como as reformas tributária e política.Com relação aos salários, o deputado defende a criação de um teto único para os três Poderes, mas adverte que a implantação deve ser feita "ao longo do tempo", de forma gradual.
Com informações da Folha Online

23 janeiro 2007


23/01/2007 - 10:25 Desoneração atingirá áreas de informática e construção civil
O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado hoje (22) pelo governo, prevê medidas de desoneração tributária nas áreas de informática e construção civil, segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan.
Entre as medidas, Furlan destacou que serão elevados os limites para aquisição de um computador pelo programa Computador para Todos. Ele explicou que para que a empresa tenha isenção de PIS/Cofins, o valor do computador para o consumidor final não poderá ultrapassar R$ 4 mil.
Hoje, a isenção dos dois impostos está prevista na MP do Bem e para que a empresa tenha essa isenção, um microcomputador deve ter o valor máximo de R$ 2.500. Já os portáteis devem ter o valor máximo de R$ 3.500.
Com a medida, segundo Furlan, o ministério espera estimular e aumentar a produção nacional de microcomputadores e de seus componentes. E aumentar o acesso da população à informática.
O ministério também prevê queda nos preços dos produtos, maior formalização do mercado – principalmente para os computadores portáteis –, maior arrecadação tributária em função do aumento da produção, e ampliação do mercado de informática para micro e pequenos empresários.
“Isso vai trazer estimulo principalmente para as micro e pequenas empresas, porque vai incluir a área de servidores, equipamentos que tenham uma grande sofisticação”, disse Furlan.
O setor da construção civil também será beneficiado pelas medidas do PAC. Terão isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) os perfis de aço, utilizados na construção de pontes, galpões, armazéns, navios, torres de transmissão entre outros. Também foi levada em conta a importância desse produto nos custos de empreendimentos de linhas de transmissão e de telecomunicações.
Agência Brasil
Documentos do Programa de Aceleração do Crescimento

Para ajudar os leitores e as leitoras do blog, sugiro uma visita ao site da SIP (Secretaria de Imprensa e Porta-Voz) da Presidência da República, que disponibilizou documentos sobre o PAC:
1. Discurso do presidente Lula;
2. Discurso e apresentação da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil);
3. Discurso e apresentação do ministro Guido Mantega (Fazenda);
4. Documento distribuído à imprensa; e
5. Acesso a outros documentos.
Fonte Blog do Dirceu
Entrevista: Desoneração e investimentos aumentam arrecadação, diz Dilma
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, concedeu uma entrevista na manhã desta terça-feira no programa Bom Dia Brasil, da Rede Globo. Ela dirimiu dúvidas sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado na última segunda-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre os pontos mais ressaltados na entrevista está o gradualismo fiscal da política econômica do governo, questão que ainda enfrenta resistências de governadores. Ela explicou que, conforme se desonera a produção e se aumentam os investimentos, simultaneamente, os governos tendem a arrecadar mais, devido ao crescimento estimulado da economia.
Leia a íntegra da entrevista.

No lançamento do PAC, uma frase do ministro da Fazenda, Guido Mantega, chamou a atenção. Ele disse que é necessária uma queda rápida dos juros e se dirigiu ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao dizer: “Viu, Meirelles, o mercado está esperando que haja esta queda da taxa do mercado”. Será assim, daqui para frente, no que já vem sendo chamado de “Era Dilma”?Dilma Rousseff – Eu acredito que a brincadeira do ministro Guido foi para enfatizar que o mercado tinha expectativa de uma queda de juros. Nesse sentido, ele fez uma brincadeira com o presidente do Banco Central. Sem sombra de dúvida, eu acredito que hoje, no Brasil, dado uma inflação de 3,15% como fechou agora o ano de 2006, há uma expectativa bastante positiva no que se refere à queda na taxa de juros. Foi nesse sentido que o ministro Guido se manifestou.
Uma crítica que foi feita é que a ação fiscal nesse programa é mínima. Há apenas uma tentativa de freio de controle das despesas de pessoal, mas que também pode ser vista pelo risco que significa uma indexação das despesas de pessoal. O próprio Guido Mantega chamou de “explosivo” o aumento dos gastos em Previdência nos últimos anos – só com o INSS saiu de 5% do PIB para 8%. Apesar disso, não há nenhuma proposta de reforma, apenas a criação de fórum que vai discutir se isso é necessário. Não faltou uma ação mais firme nessa área fiscal?Dilma Rousseff - Eu acredito que o governo já demonstrou que é adepto do gradualismo. O governo não acredita em nenhuma manobra maior e explosiva de corte linear e de uma política, que é, eu diria, um tanto quanto agressiva e que não leva a uma sustentabilidade. O que estamos propondo são regras de crescimento. Achamos que todo esse processo de ajuste que foi feito nos quatro anos, hoje, exige mais uma sinalização, uma referência sobre qual é o cálculo econômico que faremos. Hoje é possível saber, em um horizonte de dez anos, o que está sendo proposto para o salário-mínimo e o que será proposto para o funcionalismo público. Eu destaco que, pela primeira vez, o funcionalismo público – que no passado não tinha sequer um ajuste pela inflação – terá não só ajuste pela inflação, mas também uma proposta de reajuste real. O que importa nessa proposta é que esse reajuste real, em que pese o salário do funcionalismo crescer – como temos certeza que o PIB não cresce menos de 1,5% e nós pretendemos que ele cresça acima de 1,5% - essa é uma regra absolutamente consistente com uma redução proporcional das despesas em relação ao PIB. Ao mesmo tempo, tem a capacidade de assegurar ganhos reais ao funcionário.
Vocês estão prevendo crescimento do PIB de 5%, não acima de 1,5% ao ano...Dilma Rousseff - Não. Estamos prevendo que ele cresça 5% ou mais. Eu estou fazendo raciocínio de 1,5% para mostrar a consistência da proposta, ou seja, não se trata de uma proposta demagógica, não se trata de uma proposta que não proponha uma regra de gasto. Ela propõe uma regra de gasto e eu acho que ela tem a felicidade de contemplar os dois lados: tanto o lado de crescer abaixo do PIB como o lado de crescer de forma real.
Um ingrediente importante para crescer é o entusiasmo. O que notamos ontem em relação aos governadores é que eles não ficaram entusiasmados – inclusive os do PT, que ficaram calados por lealdade. Acharam que os estados terão que contribuir demais. Agora os governadores se encontram com o presidente no dia 6 de março. Não deveria ter sido o inverso: os governadores conversarem muito antes com o presidente para discutir essas questões e ter mais participação?Dilma Rousseff - A questão da desoneração fiscal, que é o ponto que foi levantado, é um ponto que vem sendo discutido não só pelo governo, mas pela sociedade inteira - a convicção de que precisamos desonerar a atividade produtiva para que o país cresça. Aí todos ganham com o aumento da arrecadação. Quais são as principais medidas nesse caso (do Plano de Aceleração do Crescimento)? Basicamente, a desoneração do investimento. Nós desoneramos o imobilizado. No Brasil se pagava imposto sobre o imobilizado. Isso significava maior custo para a população e menores investimentos. O que estamos propondo são maiores investimentos e maior arrecadação. Os governadores, aparentemente – alguns deles, acredito que não todos -, percebem o efeito imediato. Mas tenho certeza que o fato de o país crescer vai contribuir muito mais para os estados do que qualquer política de manutenção da carga tributária nos níveis em que estão.
A prorrogação da CPMF onera aplicações bancárias, que são poupança.Dilma Rousseff - Vou repetir. Acho que temos que ter uma estratégia gradualista. É lógico que o governo - nem a União, nem os estados, nem os municípios – não consegue de forma abrupta abrir espaço fiscal e assegurar desoneração e aumento de investimento. Ninguém consegue fazer essa mágica se não mantiver esse processo sob controle, fazendo a desoneração gradualmente. Ou seja, assim que o país cresça, os outros impostos que consideramos que possam ser diminuídos, serão diminuídos. Haverá interação entre diminuir impostos, aumentar investimentos, aumentar financiamentos, aumentar aceleração do crescimento. Isso tem efeito sobre o investimento privado de forma substantiva e aumenta a atividade econômica do país, gera-se emprego, gera-se renda. Com isso, temos uma arrecadação maior, abrimos espaço fiscal, tornamos a desonerar, criando assim um círculo virtuoso. Essa é a idéia.
Os trabalhadores estão cautelosos, ressabiados, com a possibilidade e uso do FGTS e com a gestão do Fundo, que tem uma rentabilidade que eles conhecem. Os trabalhadores serão chamados a participar da gestão desse fundo? Isso não vai criar algumas áreas de atrito?Dilma Rousseff - Sem dúvida, essa questão do uso do Fundo de Garantia como fundo de investimento é muito importante até para o próprio Fundo de Garantia. Vivemos hoje um momento de transição entre taxas de juro elevadas e taxas de juro mais condizentes com investimentos de longo prazo. O que vai acontecer é que cada vez mais será bastante atrativo, até para o próprio fundo, que ele tenha os retornos que esses investimentos propiciarão. Até porque a renda fixa vai tender a cair, a diminuir. Daí porque o governo, nesse esforço de R$ 504 bilhões de investimento no PAC, tem na apresentação de projetos e também no fato de que há recursos públicos, mas também há financiamento. Nós estamos muito interessados na expansão do crédito, na expansão dos mecanismos de financiamento – inclusive passando o financiamento de 14 anos para 20 anos. Enfim, adequando o financiamento às condições de investimento em longo prazo. Mas também estamos preocupados em ter fundos de investimento em infra-estrutura. Muitos fundos já existem. Esses fundos, inclusive o do Fundo de Garantia, terão vários atrativos e também uma grande segurança. O primeiro atrativo é redução do imposto de renda. O segundo é segurança, o fato de que ele será gerido de acordo com regras de governância extremamente transparentes. Ao mesmo tempo, há um limite de aplicação neste fundo que permitirá que o próprio conselho curador tenha condições de avaliar a adequação dos rendimentos às necessidades do fundo e à própria realidade. Acredito que será uma alternativa muito atrativa para o trabalhador poder investir a longo prazo em projetos de investimento, que terão as melhores taxas de retorno. O Brasil está passando de uma fase em que havia uma taxa de juros muito elevada para o período em que a taxa de juros é mais condizente com o que se pratica no mundo. De fato, o investimento em renda variável, que é esse do fundo, terá retornos muito maiores. Por isso, acredito que é bastante vantajosa essa proposta que o governo está fazendo para o Fundo de Garantia, além de ser muito importante para que o país tenha saneamento, maior número de habitações e que tenha também infra-estrutura de transporte e de energia.
Não é de hoje que ouvimos dizer que o Brasil gasta muito e gasta mal. Por que não há nada no plano que indique uma melhoria na gestão, na qualidade dos gastos, com menos burocracia, uma reforma trabalhista, por exemplo. O governo não acha importante gastar menos e melhor?Dilma Rousseff - No pacote, eu chamaria atenção para dois decretos do presidente. Um diz respeito à questão da governância das estatais. Desses R$ 504 bilhões, mais de 75% são iniciativas do governo. Uma parte é do Orçamento Geral da União, em torno de R$ 67 bilhões, falando só em grandes números. A outra parte é financiamento que o governo federal coloca a disposição do setor privado no sentido de fomentar o investimento em infra-estrutura. Para nós, financiamento é muito importante. E a outra parte, que também não deixa de ser importante, é o investimento das estatais. Daí porque a questão da governância das estatais passa a ganhar um papel muito importante com esse decreto em que o governo vai estabelecer – e já há todo um processo de discussão e de formatação disso – regras de governância corporativa de todas as estatais, transformando, pelo menos as principais, em empresas passíveis de serem empresas abertas, que prestam contas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e que se regem pelos melhores princípios de governância corporativa. A outra iniciativa é a questão da gestão do próprio programa de aceleração do crescimento. Com essa gestão, pretendemos um acompanhamento da efetividade do gasto, para garantir que o gasto aconteça no menor prazo possível, com a melhor qualidade possível e atendemos aos objetivos de crescimento do país.
O presidente Lula foi enfático ao falar em “crescimento com democracia”. Em outras palavras, ele disse que se for para prejudicar a democracia, é melhor não ter crescimento. Ele poderia estar dando o seguinte recado aos investidores do mundo inteiro: O Brasil não é a Venezuela. Ele estaria falando sobre a Venezuela?Dilma Rousseff - Eu acho que o presidente estava falando sobre o Brasil, até porque o presidente participou do processo de construção da democracia e que ele não existiria se não houvesse um processo democrático no Brasil. Nós todos, da nossa geração, que vivemos numa ditadura, sabemos perfeitamente que o crescimento pode conviver com processos autoritários que não levam à participação, ao processo democrático, mas que também são concentradores de renda, não levam riqueza para o conjunto da população. Nós queremos levar a riqueza a todas as regiões, a todas as classes.
O que está acontecendo na Venezuela e na China se enquadram nessa sua preocupação?Dilma Rousseff - Não somos nem a Venezuela nem a China. As nossas histórias são diferentes. As características da nossa economia são diferentes. O PAC é um acerto de contas do Brasil consigo mesmo. É o Brasil que chega a uma plenitude democrática querendo também aumentar seu nível de crescimento econômico, já que conquistamos a estabilidade. Não acredito que a fala do presidente diga respeito a outras

22 janeiro 2007


22/01/2007 - 15:04 PAC: Habitação e saneamento terão R$ 146 bilhões em 4 anos
Os investimentos em infra-estrutura urbana estão entre os maiores do PAC lançado nesta segunda-feira (18) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e detalahdo pelos ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Dilma Roussef, da Casa Civil.
Ao todo, a área deverá receber R$ 170,8 bilhões até 2010, com destaque para habitação e saneamento. A primeira terá R$ 106,3 bilhões, e a segunda R$ 40 bilhões.
Nestes dois setores, os ivnestimentos contarão com recursos do Orçamento Geral da União, FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) repassados à iniciativa privada.
Os recursos destinados à habitação devem beneficiar cerca de 5 milhões de famílias, enquanto as obras de sanemaento devem levar a 22,5 milhões de domicílios serviços de água, esgoto e coleta de lixo.O transporte urbano, basicamente metrô, está sendo contemplado com R$ 3,1 bilhões, e o programa "Luz para Todos", com R$ 8,7 bilhões. Além disso, há uma previsão de R$ 12,7 bilhões para infra-estrutura hídrica.
Folha onlin
22/01/2007 - 15h58
Ministério Público denuncia deputado estadual de Tocantins do PFL


da Folha Online
O procurador regional da República Oswaldo José Barbosa Silva denunciou o deputado estadual de Tocantins Cesar Halum (PFL) por apropriação indébita. Ele é acusado de recolher o dinheiro de contribuições sociais dos empregados da empresa Sistema de Comunicação do Tocantins e não repassar os valores à Previdência Social.Halum e Ronaldo de Barros Barreto se revezaram na presidência da instituição entre 2000 e 2004, período em que ocorreram os crimes. Os empregados teriam declarado o recolhimento do dinheiro nas chamadas GFIP (Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social), mas o órgão de seguridade social não recebeu os valores.Segundo o Ministério Público, o montante desviado chega a quase R$ 123 mil.A denúncia seguiu para o TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região. Se condenados, Halum e Barreto podem pagar multa e cumprir pena de até oito anos de reclusão.
GOVERNO LULA
NUNCA ANTES NESTE PAÍS RISCO BRASIL AOS 183 PONTOS
22/01/2007 - 11h26
Risco-país cai 2,14%, aos 183 pontos; Global 40 e A-Bond avançam

SÃO PAULO - O risco Brasil mostrava melhora nesta segunda-feira. Considerado um dos principais termômetros da confiança dos investidores na economia, o EMBI+ Brasil, calculado pelo Banco JP Morgan Chase, caía 2,14% às 11h20, aos 183 pontos. Na sexta-feira, o risco-país fechou aos 187 pontos.
FHC TEM CANDIDATO. E O POVO?
FHC diz em entrevista à radio CBN que já tem a chapa que vai disputar a Presidência em 2010: Serra/Aécio. FHC já combinou com Aécio que ele será vice, e não candidato a presidência, como ele quer? Quem garante a FHC que o Serra será eleito em 2010? FHC vai queimar de uma só vez os dois candidatos que restam no PSDB? Há outros nomes que poderão surpreender durante esses quatro anos: Jaques Wagner, governador da Bahia, Sergio Cabral, governador do RJ, Marcelo Déda, governador de Sergipe, Roberto Requião, governador do Paraná, entre outros. Faltam quatro anos para a eleição, muita coisa vai acontecer, muita água vai rolar por baixo da ponte. Alckmin já havia recebido uma pá de cal com os ataques do PCC em SP, pelo seu descaso com a segurança, descaso com o combate ao crime organizado. Não se elegeu. Em 1 minuto e 45 segundos Alckmin foi enterrado politicamente com o desabamento das obras do Metrô. Essas obras entregues à iniciativa privada são de sua total responsabilidade. Alckmin pode esquecer sua candidatura a prefeito de SP em 2008, e leva junto com ele o Kassab. Outro exemplo de que muita coisa pode acontecer: Jugmann, que em um dia estava pregando 3ª via para a Câmara, ética, moralização, que acusou, julgou e condenou muitos até sem provas, no dia seguinte estava sendo acusado pelo MPF de ser chefe de quadrilha, de ter desviado dinheiro público, do Incra, no governo de FHC, e isso tudo documentado e comprovado pelo MPF. FHC deveria estar preocupado em como explicar que a estatal Sabesp doou R$ 500 mil ao Instituto Fernando Henrique Cardoso, ONG criada pelo ex-presidente tucano com a ajuda de grandes empresários. A Sabesp que no período 2003-2006 foi comandado por Geraldo Alckmin (PSDB). O dinheiro saiu da Sabesp então presidida por outro tucano, Dalmo Nogueira Filho. Falta mais um importante detalhe que FHC está esquecendo, aliás esqueceu quando foi presidente, esqueceu na eleição de 2006: o povo, mais de 180 milhões de pessoas, das quais mais de 129 milhões são eleitores. Falta combinar com o povo o seu plano diabólico de poder. O presidente Lula provou novamente, em 2006, que a mídia está desacreditada ao impor uma derrota acachapante a Alckmin, o candidato da mídia. Agora, sem a vontade do povo, sem o desejo do povo, se não governar em benefício da maioria do povo, e do Brasil, mais ninguém se elege neste país.
Jussara Seixas

21 janeiro 2007

Cratera: Metroviários, engenheiros e arquitetos querem investigar desmoronamento
Uma comissão formada pelos metroviários de São Paulo e dirigentes de entidades de classe ligados aos arquitetos e engenheiros encaminhou solicitação ao governador José Serra (PSDB), para que possa acompanhar os trabalhos de investigação do desmoronamento das obras da Linha 4 do Metrô de São Paulo. O acidente ocorreu no último dia 12, em Pinheiros, zona Oeste da cidade.Em nota, o Sindicato dos Metroviários argumenta que os profissionais dessas entidades são de alta qualificação técnica, o que daria maior credibilidade ao laudo que será expedido pelo Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), vinculado ao governo do Estado.
“Esse procedimento se faz necessário para que não paire sobre o laudo a ser elaborado pelo competente Instituto de Pesquisa Tecnológica-IPT nenhuma suspeição”.Em reunião realizada ontem (18) pelo grupo, o presidente do sindicato, Flávio Godói, defendeu que a apuração das causas do acidente e de eventuais responsabilidades não deve ficar restrita ao IPT e ao Instituto de Criminalística.
Ele ressalvou que "não se questiona a competência e a idoneidade" dos institutos e disse que outras entidades teriam condições de contribuir nas investigações do acidente. A mesma opinião foi manifestada por Emiliano Stanislau Affonso, vice-presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Metrô de São Paulo (Aeamesp), para quem a falta de fiscalização da companhia do Metrô sobre os trabalhos executados pelas cinco empreiteiras que formam o Consórcio Via Amarela, responsável pelas obras, pode ter contribuído para a tragédia em que foram confirmadas seis mortes, além da interdição de várias casas. "Toda obra precisa de acompanhamento técnico, que é feito por especialistas. Este acompanhamento não tinha participação de funcionários do Metrô", afirmou.
A estatal contestou a acusação em nota, ressaltando que essas observações fogem à competência de seus autores: "Reiteramos que o Sindicato dos Metroviários não é órgão competente para emitir opiniões técnicas sobre métodos construtivos".O presidente do Sindicato dos Metroviários defendeu ainda a imediata paralisação das obras da Linha 4 e a revisão dos contratos com as empreiteiras.
“Fizemos um pedido ao secretário dos Transportes Metropolitanos [José Luiz Portella] para a paralisação das obras imediatamente”, revelou. De acordo com a companhia do Metrô, hoje existem 27 frentes de trabalho nos 12,8 quilômetros de extensão da Linha 4, que vai ligar a Estação da Luz, na região central, à Vila Sônia, na zona oeste.
A expectativa inicial era de que o trecho seria entregue à população em dezembro de 2008, mas ainda não foi informada a alteração do prazo
Com informações da Agência Brasil