04 dezembro 2007

Vendas reais da indústria sobem 8,2% em outubro ante 2006, mostra CNI
As vendas reais da indústria subiram 8,2% na comparação com outubro do ano passado, a maior taxa de expansão anual desde agosto de 2004, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A CNI esclareceu que este avanço ocorreu em praticamente todos os setores da indústria. As vendas reais da indústria brasileira aumentaram 0,3% em outubro frente ao mês anterior, considerado ajuste sazonal, informou a CNI. Sem esse ajuste, viu-se alta de 6,9% nas vendas reais nessa mesma comparação. De janeiro e outubro, as vendas reais subiram 4,9% frente a igual período do ano anterior.

A CNI observou que parte do crescimento de outubro foi devido ao fato de que o mês teve três dias a mais que setembro e fez a ressalva de que a evolução poderia ter sido maior não fosse a valorização de 5,2% do real frente ao dólar no mês , que reduz o faturamento de empresas exportadoras.

O documento do organismo acrescenta ainda que a alta ajustada de 0,3% é a quarta variação positiva mensal consecutiva. De junho a outubro, as vendas acumularam incremento de 4,5%.

Capacidade instalada
O nível de utilização da capacidade da indústria brasileira ficou em 82,8% em outubro, em termos dessazonalizados. Os dados constam da pesquisa Indicadores Industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada há pouco. É o maior nível da série, cuja metodologia foi alterada em janeiro de 2003. Em setembro, esse indicador equivaleu a 82,5%. Em outubro de 2006, a indústria usava 80,9% da capacidade instalada.


Sem considerar ajustes sazonais, o indicador da CNI apontou uso de 84,3% da capacidade instalada da indústria de transformação nacional no antepenúltimo mês de 2007, com queda frente a setembro deste ano (82,9%). Em outubro do ano passado, este mesmo indicador situou-se em 82,1%.

Segundo a CNI, a elevação da capacidade foi puxada pela expansão das horas trabalhadas, indicador que mais reflete a produção industrial. Dos 19 setores investigados, 16 registraram crescimento da utilização da capacidade, destacando-se Móveis e derivados, com alta de 6,8 pontos percentuais em outubro ante setembro, para 85,8%.

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