10 dezembro 2007

GOVERNO LULA
Construção naval chega ao auge em 2007
Desde dezembro, de 2004, o conselho do fundo aprovou financiamentos para cerca de 270 projetos de construção de embarcações e para a modernização de estaleiros. Com os projetos aprovados na última reunião, a participação dos recursos do fundo totaliza quase US$ 4,6 bilhões.
05/12/07 - A festa de fim de ano do Sindicato da Construção Naval (Sinaval) deverá contar com a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Com base em afirmações de assessores e estudos da entidade, já se pode antecipar o que o presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha, dirá. A questão básica é que, como no fim da década de 70, o setor atinge 40 mil empregos diretos. No entanto, há duas diferenças positivas: a primeira é que, diante da possibilidade de encomendas e plataformas, os empregos devem aumentar. A outra questão é que, no ápice anterior, 96% do setor estava concentrado no Rio de Janeiro. Como, hoje, os estaleiros estão mais bem distribuídos pelo país, as demandas não são vistas como "pleitos egoistas de cariocas e fluminenses"e ganham dimensão nacional.
O Rio continua bem, pois ficou com 13 dos 26 navios da primeira fase de encomendas da Transpetro - nove com Rio Naval e quatro com Mauá. Mas a nova divisão é democrática. Pernambuco ganhou o Atlântico Sul - que em breve pode tirar do Rio Naval (ex-Ishibrás) a liderança sul-americana no setor. Encomendas não lhe faltam e sua construção gera enorme dinamismo para o Nordeste. Os gaúchos têm o projeto W. Torre, que promete trazer bons lucros e muitos empregos. Santa Catarina conta com Detroit, Navship, WTB e Itajaí - este procurando viabilizar o crédito oficial para receber três navios de gás da Transpetro. São Paulo conta com o dinâmico estaleiro do grupo Wilson, Sons e, por seu poderio industrial, recebe a maior parte das encomendas de navipeças. Se há um porém no ano, este é a disputa com as usinas de aço, mas que terá de ser resolvida, nem que seja pela via ingrata e inesperada da importação.
Em 2007, o setor entregou as plataformas P-52 e P-54 e Atlântico Sul vai construir a P-55, enquanto Brasfels, de Angra dos Reis(RJ) vai montaqr a P-56. E, no Norte Fluminense, Aker Promar e Edson Chouest vão montar estaleiros. Assim, o ano termina bem para o setor de construção naval, em boa parte devido à política da Petrobras de prestigiar o setor de barcos de apoio, há mais de uma década e da mudança da estatal em relação a navios e plataformas, no atual Governo, transferindo obras no exterior para o mercado interno.
http://www.sinaval.org.br/noticias.php?cod=9183