06 dezembro 2007


Cerca de 25 mil trabalhadores tomam ruas de Brasília por melhores empregos no país
Mesmo com chuva, milhares de trabalhadores de todo o país tomam nesta quarta-feira (5) as ruas de Brasília na IV Marcha Nacional da Classe Trabalhadora.
Aproximadamente 25 mil pessoas cumprem, desde as primeiras horas da manhã, uma programação de manifestações, reivindicações e atos políticos. O ponto alto será uma audiência das centrais sindicais com o presidente Lula, prevista para as 15h.A marcha reivindica a redução da jornada de trabalho, mais e melhores empregos e o fortalecimento da seguridade social e das políticas públicas. A categoria bancária está presente na marcha ao lado do presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino.

Logo às 7h, uma multidão começava a se formar no estacionamento do estádio Mané Garrincha. Já no meio da manhã, uma passeata levou os trabalhadores para a esplanada dos Ministérios, onde foram feitas duas paradas: uma em frente ao Ministério da Saúde e outra no Ministério da Previdência e Trabalho.

A marcha seguiu para entregar a pauta de reivindicações aos presidentes do Senado, Tião Viana (PT-AC), e da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Logo a seguir, por volta das 12h15, começou o ato político em frente ao Congresso Nacional. O próximo compromisso é no Palácio do Planalto.
Redução da Jornada

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), declarou apoio à proposta de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Ele prometeu lutar pela reivindicação dos sindicalistas que participaram nesta quarta-feira (5), em Brasília, da 4º Marcha da Classe Trabalhadora.
“Assumi o compromisso de pegar os vários segmentos da sociedade e fazer debates para que a Câmara [dos Deputados] delibere. Em princípio, sou favorável [à redução da jornada], principalmente se considerarmos que esse é um mecanismo para gerar empregos”, afirmou o parlamentar.