Resposta às calunias do Globo
O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência daRepública, Franklin Martins, enviou uma carta à redação do Globo, rebatendoas informações da matéria "Presidência cada vez mais cara", publicada naedição do dia 19 de novembro.
O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência daRepública, Franklin Martins, enviou uma carta à redação do Globo, rebatendoas informações da matéria "Presidência cada vez mais cara", publicada naedição do dia 19 de novembro.
Leia a íntegra da carta:
"Na tentativa de classificar custos da Presidência da República como"mordomias", a reportagem do GLOBO ("Presidência cada vez mais cara", 19/11)mistura dados e confunde números, desinformando o leitor. A denominação"gabinete presidencial", usada no primeiro parágrafo da reportagem, éequivocada: o valor de R$ 223 milhões anuais refere-se à "administração daunidade Presidência da República" - ou seja, uma estrutura que envolve, alémdo Gabinete Pessoal do Presidente, a Casa Civil, a Secretaria Geral, aSecretaria de Relações Institucionais, o Gabinete de SegurançaInstitucional, o Núcleo de Assuntos Estratégicos e a Secretaria deComunicação Social. A matéria também não diz que os gastos de custeio (água,luz, telefone, aquisição de computadores, passagens, diárias, combustíveletc.) têm se mantido praticamente constantes nos últimos quatro anos, semprena faixa de R$90 milhões. O texto cita em tom de denúncia o fato de terhavido um aumento de gastos de 2003 para 2005, sem dizer ao leitor que oprograma Pró-Jovem - com orçamento de R$262 milhões só em 2005 - foiincorporado à Presidência da República (e não ao gabinete do presidente)naquele ano. Não se trata de "gastança", mas de um programa que auxilia naeducação e formação profissional de 467 mil jovens de 15 a 24 anos emsituação de risco social. A reportagem registra ainda que houve um aumentode 68 para 149 funcionários da "assessoria particular" do presidente. Issonão é verdade. O segundo número corresponde basicamente à fusão deestruturas já existentes. Com relação aos gastos com cartões de pagamento,deve-se ressaltar que todas as despesas realizadas têm o amparo dalegislação e todas as contas foram aprovadas pelo mesmo TCU, que serviu defonte para a reportagem, após auditoria de 90 dias entre 2005 e 2006. Orepórter é desrespeitoso com ecônomos, servidores públicos encarregados docontrole e execução de despesas, a quem chama depreciativamente de"mordomos". E comete uma inverdade quando afirma que algum dessesprofissionais está a serviço da primeira-dama. A reportagem menciona tambéma compra de uma "estante do tipo rack" no valor de R$25,1 mil, como se fosseum item de luxo, quando na verdade trata-se de uma estrutura de suporte paracomputadores e servidores de rede da central de informática do Palácio doPlanalto. O valor é compatível com o de mercado. Na mesma linha, a matériaafirma que há custeio de "massagens para os funcionários do Palácio". Narealidade, o gasto se refere a um programa específico, a Semana de Qualidadede Vida, promovido em maio pela Coordenação de Saúde da Presidência, paraorientar os funcionários quanto à postura corporal na prevenção de lesões notrabalho. Programas como esse existem em todas as grandes empresas.Provavelmente, O GLOBO já promoveu atividades dessa natureza para seusfuncionários. Certamente não deve considerá-las mordomias. Em suma, areportagem falta com a verdade na tentativa de passar ao leitor uma imagemde ostentação e luxo, tratando como gastos absurdos investimentos emprogramas sociais, na saúde dos funcionários e na manutenção e reposição demateriais necessários à administração pública. Ressaltamos que todas essasincorreções e equívocos poderiam ter sido evitados se a Secretaria deImprensa da Presidência da República fosse contatada previamente, como é depraxe".