25 novembro 2007

LISTA DE FURNAS

A Folha de S. Paulo desta sexta-feira, 23 de novembro de 2007, publica extensa reportagem sobre o mensalão tucano (da página A3 à página A8), centrando fogo principalmente na renúncia do ministro Mares Guia, um dos denunciados pela Procuradoria Geral da República (PGR).

Contudo, a matéria mais importante é a que foi publicada na página A6, que segue anexa, intitulada "Procurador envia documentos para investigações em SP e MG", em razão de dois desdobramentos, a seguir mencionados:

1º) No final da matéria é citada a Fundacentro (sediada em SP) como uma das repassadoras de recursos públicos, durante a gestão FHC, para o esquema do mensalão tucano. Auditorias feitas durante a gestão petista nesta fundação apontam para a existência de superfaturamentos na contratação de serviços e que abasteceram parte do esquema;

2º) A atual denúnica pela PRG refere-se ao ano de 1998.
Contudo, precisam ser aprofundadas as apurações do esquema nas eleições de 2002. Como se comprova com base na 1ª página da Lista de Furnas anexa, há vários políticos do PSDB e de outros partidos que foram beneficiários do mensalão tucano em S. Paulo. A PGR terá de comprovar as fontes (uma delas pode ser a própria Fundacentro citada pela Ministério Público) que abastaceram o caixa 2 dos tucanos. Parcela dos integrantes da lista completa de Furnas, que tem parlamentares de outros estados, integraram à chamada CPI do Mensalão e se comportaram como verdadeiros paladinos da moralidade na ocasião. Só que agora, eles passam a ser investigados.
Veja abaixo, alguns políticos, entre outros, que constaram na 1ª página anexa, beneficiários do mensalão tucano (a imprensa, em geral, não dá o mínimo destaque para estes fatos ou procura mininizá-los).

José Serra - R$ 7 milhões (candidato a presidente);
Geraldo Alckmin - R$ 9,3 milhões (candidato a governador);
José Anibal - R$ 500 mil (candidato ao senado por SP);
Alberto Goldman - R$ 150 mil (candidato a federal e atual vice do Serra);
Gilberto Kassab - R$ 100 mil (candidato a federal e atual prefeito de SP);
Dimas Ramalho - R$ 75 mil;
Aloízio Nunes Ferreira - R$ 50 mil
Sílvio Torres - R$ 50 mil
Carlos Sampaio - R$ 50 mil

Segue também anexa matéria publicada pela Folha de S. Paulo sobre a prisão do presidente do TCE da Bahia, Antônio Honorato, e outros 15 suspeitos, acusados de participação numa organização criminosa especializada em fraudar contratos e licitações de secretarias e orgãos públicos.
Não será surpresa alguma se operações semelhelhantes a esta, denominada Operação Jaleco Branco, se estender a outros TCEs.
No final de 2003, o Ministério Público Federal do Espírito Santo, com base num trabalho de apuração da Polícia Federal, denunciou o ex-presidente da Assembléia Legislativa, José Carlos Gratz e outros quatro conselheiros do TCE daquele Estado por desvio de verbas de obras públicas superfaturadas.

Por último, no link abaixo, leia matéria publicada no Consultor Jurídico sobre a cassação da liminar que impedia a avaliação das estatais paulistas.

Justiça autoriza avaliação de estatais privatizáveis de SP
Enviado pela amiga Dalva