O PT e seu terceiro congresso
“A realização do 3º Congresso do PT, com participação massiva de seus filiados, que elegeram mais de 900 delegados em todo país, mostrou seu vigor no debate da pauta política e de medidas para o fortalecimento de instâncias internas. As diferentes correntes de opinião do partido, que se reuniram em torno de teses, mostraram maturidade ao pactuarem propostas comuns que, aprovadas, construíram a nova agenda do partido. O PT sai do 3º Congresso fortalecido, depois de viver a crise do caixa 2 de 2005, transformada pela oposição no famoso mensalão. Uma crise que expôs erros, desvios de conduta e fragilidades, mas que não desconstruiu o partido, como apostou a oposição e parte da mídia, assim como não conseguiu desestabilizar o governo Lula ou impedir sua reeleição.
Por isso mesmo, os resultados do 3º Congresso não podem ser ignorados. Afinal, trata-se do maior partido do país, do partido do presidente da República, com muitos serviços prestados ao Brasil na luta contra a ditadura e pela democracia, na campanha das Diretas, na Constituinte, no impeachment de Collor, e nas principais conquistas sociais e políticas das últimas décadas. A realização do 3º Congresso fortalece nossa democracia, cada vez mais elitista e viciada pelo poder econômico e pela influência da mídia. Que não só toma abertamente partido, como procura conduzir os fatos, criar crises políticas e controlar a agenda do país.”José Dirceu / Jornal do Brasil
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A agonia da direita neoliberal
“Desde a eleição de Hugo Chávez na Venezuela, no final de 1998, a América Latina vive uma situação inédita na sua história, com a vitória de vários governantes progressistas, alguns deles oriundos do movimento social - como o operário Lula e o camponês Evo Morales. Essa mudança no tabuleiro político, encarada por Washington como um perigoso processo de esquerdização do continente - conforme o rótulo de um documento escrito por FHC para o governo Bush -, só não vingou nas eleições presidenciais da Colômbia, México e Peru. Nelas a maré mudancista foi contida, com a vitória de candidatos vinculados à direita neoliberal e alinhados com os EUA.
A agonia da direita neoliberal
“Desde a eleição de Hugo Chávez na Venezuela, no final de 1998, a América Latina vive uma situação inédita na sua história, com a vitória de vários governantes progressistas, alguns deles oriundos do movimento social - como o operário Lula e o camponês Evo Morales. Essa mudança no tabuleiro político, encarada por Washington como um perigoso processo de esquerdização do continente - conforme o rótulo de um documento escrito por FHC para o governo Bush -, só não vingou nas eleições presidenciais da Colômbia, México e Peru. Nelas a maré mudancista foi contida, com a vitória de candidatos vinculados à direita neoliberal e alinhados com os EUA.
A vida destes políticos de direita, porém, não tem sido nada fácil. No México, Felipe Calderón, um tecnocrata ligado à seita fascista Opus Dei, ganhou as eleições em julho do ano passado num tapetão grotesco. A fraude eleitoral, denunciada por inúmeras entidades internacionais, até hoje é motivo de controvérsia no Judiciário. A oposição, liderada pelo PRD, tem realizado constantes e gigantescas passeatas na capital exigindo a anulação do pleito e a posse de Lopes Obrador, um político de centro-esquerda. O processo de `desobediência civil`, com protestos e greves, tem se espalhado pelo país, o que paralisa o governo de direita e coloca em dúvida a sua continuidade.”Altamiro Borges, Adital