29 agosto 2007


Por 16 votos a 15, MP-SP mantém promotor Schoedl no cargo
O Órgão Especial do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) decidiu, por 16 votos a 15, manter a decisão do Conselho Superior da instituição que já havia garantido, em março, o vitaliciamento do promotor Thales Ferri Schoedl, acusado de matar um rapaz e ferir outro na Riviera de São Lourenço, litoral de São Paulo.Com a decisão, que revoltou os familiares, ele mantém o cargo e o salário de promotor substituto e terá direito a foro privilegiado, não sendo levado a júri popular em Bertioga pelo crime.O advogado de Schoedl, Ovídio Rocha Barros Sandoval, afirmou que o promotor comemorou a decisão "como se fosse uma parada". "Não se poderia jamais, em um processo administrativo, examinar questões criminais. Seria um absurdo", defendeu. Segundo ele, Thales volta a trabalhar em breve.
IndignaçãoMinutos após o término da sessão, os parentes foram chamados até o 9º andar do MP-SP, onde ocorria o julgamento, para serem informados do resultado. De volta ao térreo, não agüentaram o choro."Para o Ministério Público, vale tudo. Pena que não vim com nariz de palhaço", disse a mãe do jovem assassinado, Sônia Modanez, aos prantos junto do marido, Fábio."Legítima defesa com 12 tiros?", questionou a mãe de Diego. "Armação de novo? Que nem o último?" completou o pai do jovem. "Quem votou a favor dele vai mostrar para a imprensa porque votou?"Até o advogado das famílias demonstrou revolta aos jornalistas: "Isso dói em mim, já está selado, é difícil de reverter", afirmou Pedro Lazarini. "O caso emociona porque estamos lutando contra uma Leviatã, um Estado escondido."O advogado afirma que pretende transformar a denúncia feita à OEA (Organização dos Estados Americanos) em uma
representação. "Me sinto impotente. Um caso julgado a portas fechadas é inaceitável", argumentou.
http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/41627.shtml