30 julho 2007

ACIDENTE: EFEITO SOBRE LULA = 0

O diretor do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta segunda-feira, dia 30, que o acidente com o Airbus da TAM teve efeito zero sobre a popularidade do Presidente Lula (aguarde o áudio).
Segundo Coimbra, uma pesquisa mostra que pelo menos nesses primeiros dias após o acidente com o avião da TAM não houve nenhuma mudança importante na avaliação do Governo Lula.


“Ou seja, coisa que muita gente esperava que o acidente trouxesse uma queda na popularidade na avaliação do Governo não aconteceu... A Vox fez apenas pesquisas específicas em cidades de alguns estados e também em outras capitais, fora São Paulo. E em todas elas a tendência é parecida. Pode ter uma oscilação numa para mais ou em outra para menos, o saldo parece ser perto de zero”, disse Coimbra.

Para Marcos Coimbra a explicação é que “o acidente, por mais triste e lamentável que tenha sido, está nítido para quase todo mundo que a responsabilidade direta do Governo é praticamente nenhuma”.

Leia a íntegra da entrevista com Marcos Coimbra:
Paulo Henrique Amorim – Eu vou conversar agora com Marcos Coimbra, diretor da Vox Populi. Como vai, Marcos? Tudo bem?
Marcos Coimbra – Tudo bem. Muito prazer em falar com você, Paulo.
Paulo Henrique Amorim – É um prazer falar com você. Marcos, o jornal O Estado de São Paulo publicou neste domingo uma reportagem em que cita uma pesquisa que a Vox Populi teria feito depois do acidente da TAM e aqui em São Paulo. O que diz essa pesquisa em linhas gerais, se você não puder dar os detalhes?
Marcos Coimbra – Olha, Paulo, a pesquisa mostra, pelo menos nesses primeiros dias depois do acidente com o avião da TAM, não houve nenhuma mudança importante, nenhuma mudança que se pudesse constatar na avaliação do governo Lula. Ou seja, coisa que muita gente esperava, que o acidente trouxesse uma queda na popularidade na avaliação do governo não aconteceu.
Paulo Henrique Amorim – Isso na cidade de São Paulo?
Marcos Coimbra – Na cidade de São Paulo. Não foi só lá em São Paulo que nós fizemos pesquisa depois do acidente. Eu até fiz um levantamento de outras que fizemos em outros Estados, em Minas, em outras capitais, e os resultados mostram a mesma tendência, ou seja, coisas que dão pra comparar bem, pesquisa feita, digamos, até um mês antes do acidente e feita agora, de uma maneira geral, nenhuma delas está mostrando mudança na avaliação do governo.
Paulo Henrique Amorim – Então não é uma coisa em São Paulo só. Eu posso dizer que é um levantamento feito em todo o país?
Marcos Coimbra – Não, ainda não. Pelo menos nós não fizemos nenhum levantamento nacional, pode ser que outro instituto tenha feito, mas a Vox fez apenas pesquisas específica em alguns Estados e outras capitais fora São Paulo e em todas elas a tendência é parecida. Pode ter uma oscilação numa pra mais e outra pra menos, o saldo parece ser perto de zero.
Paulo Henrique Amorim – E você tem condições de mais na frente divulgar os dados e números dessa pesquisa nacional ou por motivos legais você não pode fazer isso?
Marcos Coimbra – Não, não é nenhum obstáculo legal porque as restrições da divulgação são na época eleitoral. Nesse momento, não. O problema é que como são pesquisas feitas pra determinados clientes, pessoas, empresas, entidades que solicitam, eu fico um pouco com restrição de comentar resultados detalhados. Mas o quadro é muito nítido e me parece até por informações de outros institutos que isso não é algo isolado. Isso é uma coisa que está sendo observado nas pesquisas nesse momento.
Paulo Henrique Amorim – Você teria uma explicação para isso?
Marcos Coimbra – Eu acho que o acidente, por mais triste e lamentável que tenha sido, está nítido para quase todo mundo que a responsabilidade direta do Governo é praticamente nenhuma. Portanto não haveria razão para que o acidente provocasse uma mudança na avaliação dele. Agora, é claro que as pessoas têm críticas à maneira como o Governo vem se comportando nesse episódio da aviação, nessa sucessão de episódios da aviação brasileira. Agora isso não é de agora, portanto, me parece que o que tinha que acontecer de desgaste nesse front já foi contabilizado antes.
Paulo Henrique Amorim – Marcos Coimbra, muito obrigado, é sempre um prazer falar com você.
Marcos Coimbra – Obrigado, Paulo, o prazer foi meu.
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