Indiciamento de Vavá foi provocado apenas por um telefonema, diz advogado
O indiciamento de Genival Inácio da Silva, Vavá, foi motivado apenas por uma ligação telefônica, sem nenhum indício mais forte, avalia o advogado de Vavá, Benedicto de Tolosa Filho. A ligação recebida pelo irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria, segundo seu advogado, de Nilton César Servo, ex-deputado federal pelo PSB do Mato Grosso do Sul. Servo e seu filho, Victor Emanuel, foram detidos hoje (5) acusados de envolvimento com fraudes que beneficiavam jogos ilegais de bingo.
'O que liga [Vavá ao caso] é uma ligação do Nilton para ele. E a ligação não diz absolutamente nada', afirmou o advogado em entrevista à Agência Brasil.
Tolosa considera que faltam indícios contra Vavá. Por esse motivo, segundo ele, a Justiça não autorizou a prisão preventiva do irmão de Lula. 'Então, o juiz mandou fazer uma busca e apreensão e essa busca e apreensão resultou praticamente em infrutífera. Os documentos que foram levados não são relacionados a nada, são documentos simples', afirmou.
O advogado disse que os papéis que foram recolhidos na casa de Vavá são pedidos de emprego, formulados por cidadãos comuns. 'Pedido de emprego na indústria, no comércio local, e que estavam lá. Documentos simples que não têm nenhuma conotação', disse.
Tolosa diz não ter maiores informações sobre o inquérito contra Vavá, no qual é acusado de tráfico de influência e exploração de prestígio. '[Vou] esperar terminar a investigação, o relatório da Polícia Federal. Então, a gente está aguardando agora o relatório da Polícia Federal, a posição que eles vão ter, para poder agir', disse.
O advogado afirmou ainda que não vê nenhum tipo de interesse político no caso. 'Não vejo isso, eu acho até que é uma conduta normal da Polícia Federal. Quer dizer, eles levantam uma série de nomes, fazem o cruzamento de uma ligação e vão verificar, até porque é irmão do presidente e teria que ser verificado mesmo, para não deixar margem de dúvidas".
Agência Brasil