PFL , DEM ou DEMO
A nova ramificação da Operação Navalha criada por determinação da ministra Eliana Calmon pretende investigar um segundo grupo suspeito de intervir em licitações relacionadas a contratos para serviços de limpeza, conservação, saúde e segurança no Estado baiano. Apontado no inquérito Clemilton Rezende, 64 anos, é figura fácil no restrito universo dos processos de contratação pública na Bahia. Ele é dono de um grupo de empreiteiras acostumadas a ganhar licitações suspeitas e segundo a polícia, para isso, contava com a ajuda de autoridades. Veja aqui o inquérito.Marcelo também é um empresário que atua no ramo de serviços e possui atuação política clara. Além de deputado estadual pelo PFL, ele presidiu por oito anos o Esporte Clube Bahia, o time de futebol mais popular de Salvador. No ramo empresarial, Marcelo conquistou mais espaço durante o período em que ACM estava no comando do governo. Suas empresas atuam basicamente na área de segurança privada e geralmente não estão em seu nome, segundo a IstoÉ. De 2002 para cá duas das empresas, cujo verdadeiro dono, segundo a PF, seria Marcelo Guimarães receberam R$ 26 milhões da União pela prestação de serviços de segurança e limpeza, segundo levantamento feito pelo Contas Abertas. São elas a Seviba, de segurança e vigilância, e a Organização Bahia, de serviços de limpeza e locação de mão-de-obra. Durante a administração de Paulo Souto (na época PFL), entre 2003 e 2006, só a Seviba embolsou R$ 15,7 milhões provenientes dos cofres federais, além de outros R$ 70 milhões do governo estadual. A parcela federal foi paga por contratos entre a empresa e as Universidades Federais da Bahia e do Recôncavo da Bahia. Clique aqui para ver tabela. Embora a polícia suspeite que Marcelo esteja por trás dessas empresas, no Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais (Siasg) do governo, o nome dele não consta entre os proprietários.