17 maio 2007


OPERAÇÃO NAVALHA

O que pesa contra os presos ilustres
De acordo com o despacho da ministra do STJ Eliana Calmon, as figuras abaixo foram presas por isso:


* Ivo Almeida Costa, assessor especial do ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau; fraudou uma concorrência do programa Luz para Todos.
* O presidente do Banco Regional de Brasília, Roberto Figueiredo Guimarães, contribuiu para que o grupo intermediasse negócios com a Secretaria de Infra-Estrutura no Maranhão em troca de propina.
* O ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares; recebeu de presente do dono da Gautama um Citroen 2005 no valor de R$ 110. 350,00 em junho de 2006. O presente foi dado porque ele beneficiou a empresa em uma licitação.
* O deputado distrital por Brasília Pedro Passos (PMDB-DF), famoso por envolvimento com grilagem de terras; ex-sócio do atual senador Joaquim Roriz na criação de cavalos de raça; gravações telefônicas mostram que o deputado conseguiu aprovar na Câmara Legislativa um crédito de R$ 3,5 milhões para a Secretaria de Agricultura e que para isso teria exigido vantagens indevidas da empresa que faria a obra, a Gautama.
* Flávio José Pin, superintendente de produtos de repasse da Caixa Econômica Federal; orientou a organização criminosa para facilitar o repasse de recursos da Gautama que saíram irregulamente.
* João Alves Neto, filho do ex-governador de Sergipe João Alves. Comandava extra-oficialmente a área financeira do governo do Sergipe e recebeu propina da organização criminosa para liberar recursoso e facilitar empréstimos em favor da Gautama.
* Empresário Zuleido Soares Veras, dono na Bahia da empresa Gautama, pré-qualificada para disputar parte da obra de transposição do rio São Francisco; é dono da Gautama e beneficiário de todas as irregularidades das construtora. De acordo com o despacho do STJ, todas as irregularidades começaram quando ele e seus funcionários se infiltraram em órgãos públicos.
* Luiz Caetano (PT), prefeito de Camaçari, município da chamada Grande Salvador e sede de polo-petroquímico; "foi conrrompido pelo grupo e estava à frente dos atos criminosos nos episódios de direcionamento de recursos federais do Ministério das Cidades para execução de obras".
* Nilson Aparecido Leitão (PSDB), prefeito de Sinop (MT); recebeu propina de R$ 200 mil para direcionar uma licitação de obras de rede de esgoto em favor da Gautama
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