29 maio 2007

NÃO EXISTIA A REDE GLOBO
Esta passagem sobre Adhemar de Barros todos conhecem:
Já nos tempos do Palácio dos Bandeirantes, uma amiga telefonava para ele e Adhemar atendia: – Como vai, Doutor Rui!... Um beijo Dr. Rui!.
Mas esta é exclusiva:
Em 1962 meu padrinho de batismo, falecido em 2006, era sargento da Cavalaria. Um dia recebeu um chamado para acabar com uma orgia em um bairro nobre de SP. A queixa era contra o barulho, risos, música alta. Meu padrinho e quatro soldados sob seu comando chegaram ao local, tocaram a campainha da residência e, para espanto dele e dos soldados, quem abre a porta é Adhemar de Barros, nem mais nem menos, de cuecão, bêbado e abraçado com uma garota. Imediatamente meu padrinho, seguido pelos soldados, bate continência. Contou-me o padrinho que Adhemar sorriu e perguntou se eles queriam entrar na festa. Meu padrinho relata que houve queixa dos vizinhos. Adhemar continua sorrindo e diz que a festa vai prosseguir em silêncio. O padrinho se ofereceu como escolta da casa, afinal era o ex-governador de SP. Adhemar recusou e a tropa foi embora apenas comentando que ele antecipava as comemorações da eleição daquele ano. E Adhemar, de fato, foi reeleito governador de SP naquela eleição. Pois é, naqueles tempos não existia a rede Globo, sagaz e voraz, tentando de todas as formas derrubar o governo que lhes desagrada e crucificar pessoas só porque são aliadas do governo que não lhes agrada.
Jussara Seixas