Apenas 16% dos assassinatos e tentativas ocorridos na capital paulista durante a onda de violência foram esclarecidos
Um ano depois do início da maior onda de violência no Estado de São Paulo, as investigações sobre os responsáveis pelos ataques às forças de segurança avançaram muito pouco. Dos casos de assassinatos e tentativas de "autoria desconhecida" ocorridos na capital, a maioria deles (83,91%) continua cercada por mistério.Ao todo, de acordo com o governo, foram instaurados 87 inquéritos policiais e, desses, apenas 14 têm seus autores conhecidos hoje pelas autoridades. Desses 14 casos, só seis têm relação comprovada com ataques promovidos pela facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).Entre 12 e 19 de maio de 2006, período mais crítico da violência propagada pelo PCC, 493 pessoas foram assassinadas a tiros no Estado, entre policiais, agentes penitenciários, bombeiros, criminosos e cidadãos comuns -vítimas de criminosos, mas também de policiais e dos chamados "grupos de extermínio", que agiram em nome de uma suposta reação.