11 maio 2007

Grupo de extermínio de PMs é suspeito em chacina

Polícia investiga o envolvimento de policiais militares na morte de sete jovens em São Paulo; dois PMs já foram identificados

A Polícia Civil investiga o possível envolvimento de um suposto grupo de extermínio formado por policiais militares na maior chacina deste ano no Estado de São Paulo.Cerca de dez PMs são investigados por suspeita -dois deles já foram identificados- de participação no assassinato de sete jovens, entre 18 e 26 anos, sendo duas mulheres, no último domingo à noite, no Jaraguá (zona norte da capital).Segundo relato de dois sobreviventes e testemunhas, as vítimas estavam conversando e jogando baralho numa praça quando foram mortas por quatro homens mascarados em duas motos -dois carros teriam dado cobertura ao grupo de criminosos. Mais de 50 tiros chegaram a ser disparados.Procurado pela Folha, o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), que investiga o caso, não comenta o assunto. O órgão informa que só vai se pronunciar após a conclusão do inquérito.A reportagem apurou que a polícia trabalha com duas linhas de investigação para explicar a motivação do crime: acerto de contas por causa de dívida de drogas ou queima de arquivo por suposta delação de atividade ilícita que seria praticada pelos policiais militares.

Vejam o que disse o delegado sobre essa chacina:
Antonio de Souza, delegado titular do 46º DP (Perus), disse ontem que o assassinato dos jovens foi "briga de vagabundo".
"Neste país é pobre roubando pobre e pobre matando pobre. Isso é briga de vagabundo", afirmou Souza, chefe do 46º DP, onde foi registrada inicialmente a ocorrência. O caso será, agora, investigado pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).


Ouvindo essa declaração, alguém me disse: Isso é grupo de extermíno, e esse delegado sabe disso, deve estar envolvido.
Acertou em cheio.