19 abril 2007

Tarso não descarta que investigações da PF cheguem ao Congresso







O Globo



BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse na manhã desta quinta-feira que a operação Hurricane, que já prendeu 25 pessoas, terá prosseguimento. Tarso afirmou não saber detalhes das próximas investigações, mas disse que não se surpreenderia se elas incluírem o Congresso Nacional. No inquérito que deu origem à operação, os agentes da Polícia Federal revelam que a máfia dos caça-níqueis vinha se aproximando de parlamentares para tentar aprovar projetos de interesse do grupo, entre eles a legalização dos bingos no país.
- Não tenho essa informação ainda, mas não me surpreenderia porque isso (investigação de parlamentares) já ocorreu em outras oportunidades. Aliás, procuro não ter informações dos inquéritos que tenham qualquer tipo de conotação política - afirmou.
Procurador fez alerta em inquérito
Uma reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal "O Globo" informa que o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, afirmara num de seus despachos, no inquérito que deu origem à operação, que a organização de bicheiros presos pela PF tentava estender a rede de influência do grupo até o Congresso. O procurador fez a denúncia com base num longo relatório do serviço de inteligência da PF sobre uma suposta rede de corrupção montada pelos bicheiros no Judiciário e nas polícias Civil e Federal, no Rio de Janeiro.
"Noticia a autoridade policial, como fato relevante do período, que os integrantes da organização vêm se movimentando para obter, no Congresso Nacional, a aprovação de medidas que permitam a continuidade da exploração dos jogos de azar. Foram constatadas tentativas de aproximação com parlamentares (senador e deputado federal)", informou o procurador, em parecer enviado ao ministro do STF Cezar Peluso, relator do caso. Para Souza, a PF deveria aprofundar as investigações sobre o braço parlamentar dos bicheiros numa outra etapa da Hurricane.
Deputado participou de reunião com bicheiros



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