O ex-PFL, atual DEM, ficou isolado nesta segunda-feira (2) na tentativa de retomar a obstrução de projetos de interesse do Brasil na Câmara dos Deputados.
A ameaça dos ex-pefelistas é a mesma de sempre: paralisar o país enquanto não for instalada a CPI do Setor Aéreo, que já foi considerada inconstitucional pelo plenário da própria Câmara e agora depende de um parecer do plenário do STF (Supremo Tribunal Federal).
Desta vez, porém, nem mesmo o tradicional aliado do ex-PFL, o PSDB, embarcou na aventura. "O PSDB não vai entrar em obstrução, que não nos ajuda em nada. Havendo matéria e quórum para votar, vamos à votação", disse o líder do PSDB na Câmara, Antonio Carlos Pannunzzio (SP).
O vice-líder do governo, Henrique Fontana (RS), reiterou que a base aliada não vê motivos para a instalação da CPI. "A comissão só serviria para acirrar os ânimos e politizar o conflito entre oposição e governo."Fontana defende que a Câmara se concentre na discussão sobre a decisão do governo de desmilitarizar o controle do tráfego aéreo nacional. Na semana passada, o ministro do STF Celso de Mello deu parecer favorável ao pedido de liminar da oposição, que pede o desarquivamento do pedido de CPI. No entanto, ele deixou a decisão sobre a instalação para o plenário do STF, que deve avaliar o assunto entre o final de abril e o começo de maio.
Com agências