27 março 2007

BEM FEITO!
Farsenildo, não engana ninguém. A oposição sabe o que fez, ela mesma não quer Farsenildo por perto, nem por decreto. Ele por qualquer tostões fala o que viu e o que não viu, fala o que lhe pagam para falar. Ele está desempregado, a mulher o abandonou, é motivo de chacota. A justiça divina não falha, é implacável com os aproveitadores safados, com os falastrões de aluguel. Farsenildo achou que sairia impune, com os bolsos cheios de grana, e fama. Se deu muito mal, bem feito!







Desempregado, ele vive o estigma do delator e sobrevive de bicos. Atualmente, ganha um salário mínimo - metade do que recebia na época do escândalo, como jardineiro diarista numa casa do Lago Sul.Toda vez que surge uma promessa de trabalho - a última foi na Embaixada do Zimbábue -, é despachado quando o contratante vê a ficha e percebe de quem se trata. “A minha vida só fez piorar. Fiquei mais queimado do que ele (Palocci) por ter falado a verdade”, lamenta. Nildo é visto com desconfiança e alvo freqüente de chacotas. “Alguns, além de me recusarem o emprego, ainda perguntam se eu não recebi mesmo propina para denunciar o ministro”, relata. Até no Piauí, seu Estado natal, as conseqüências do gesto se fazem sentir na vida de sua família. A avó de Nildo passou mal dias atrás, ao ver seu nome citado nos jornais, quando o inquérito seguiu da Justiça Federal para o STF. A mãe do caseiro, igualmente desempregada, sofre deboches freqüentes e é discriminada na hora de conseguir trabalho. “Ela está comendo o pão que o diabo amassou por minha causa”, lamenta o caseiro. O escândalo ainda agravou o relacionamento entre Nildo e a mulher , que o abandonou, assustada com as conseqüências do caso para si e para o filho.