A Bancada do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo apresenta nesta quarta-feira (14) seu relatório paralelo sobe o desabamento das obras do Metrô paulistano, ocorrido em janeiro.
Sustentado na análise de documentos do Ministério Público, do Tribunal de Contas do Estado e do Metrô, o relatório paralelo contesta documento oficial da Comissão de Representação, composta pela base do governo José Serra (PSDB).
Entre outros pontos, o relatório paralelo aponta que os processos de licitação e contrato entre o Metrô e o Consórcio da Linha Amarela foram baseados em documentos genéricos, adaptados às circunstâncias peculiares de cada empreendimento, conforme declarações do representante do Banco Mundial.
A permissividade do Metrô autorizou mudanças no contrato inicial e permitiu cerca de 10 alterações no projeto da obra, sendo que as mais significativas foram a mudança da formação do consórcio Via Amarela com a inclusão das empresas vencedoras para construção do Lote 3, e a mudança do método construtivo de shield para NATM.
O modelo do contrato e as alterações promovidas, somadas a ausência de fiscalização mais efetiva e direta do Metrô, foram fatores determinantes para a não identificação das causas que provocaram o maior e o mais grave acidente da história do Metrô de São Paulo.
Dentre os destaques da análise do PT, estão as não conformidades apontadas nas atas de construção do Consórcio Via Amarela, encaminhadas à fiscalização do Metrô para aferir as informações citadas.
Segundo o engenheiro Ciro Mourão, em depoimento na Assembléia Legislativa, a Companhia adotava como método de vistoria o “olhometrô”. A omissão da fiscalização do Estado é responsável pela não correção dos defeitos das obras executadas pelo Consórcio.
Para a Bancada do PT estas e outras questões devem ser esclarecidas através de uma CPI.
As informações são da Liderança do PT na Assembléia