17 janeiro 2007

GOVERNO LULA
CEF aplica recorde de R$ 18 bi em habitação e saneamento em 2006
Atingindo marca histórica, a Caixa Econômica Federal fechou 2006 com R$ 18,1 bilhões aplicados em desenvolvimento urbano, sendo R$ 13,8 bilhões em habitação e outros R$ 4,2 bilhões em saneamento e infra-estrutura. Para este ano, o orçamento inicial é de R$ 12 bilhões, 17,6% mais que os R$ 10,2 bilhões disponibilizados inicialmente no ano passado - mas a expectativa é de que este valor seja ainda maior dentro do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento, previsto para ser anunciado pelo presidente Lula no próximo dia 22.
Mais do que facilitar o acesso à casa própria, os investimentos em habitação, no ano passado, propiciaram resultados socialmente relevantes: mais de 1,3 milhão de empregos gerados, direta e indiretamente, e 2,4 milhões de pessoas beneficiadas.
Na área habitacional, o montante investido em 2006 atendeu 600.399 famílias, das quais 73% têm renda mensal bruta de até cinco salários mínimos - faixa de renda na qual se concentram 92% do déficit habitacional (7,9 milhões). Os números foram anunciados nesta terça-feira, 16, pela presidente da instituição, Maria Fernanda Ramos Coelho, e pelo Ministro das Cidades, Márcio Fortes, em Brasília (DF), na sede do banco. Na Caixa, no último ano as contratações habitacionais registraram um crescimento de 51,6% em relação ao ano de 2005, quando o banco financiou R$ 9,1 bilhões - até então o melhor resultado em uma década. Apenas com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) foram aplicados R$ 7,3 bilhões, dos quais R$ 1,8 bilhão em subsídios para famílias de baixa renda. Segundo o ministro das Cidades, se aos recursos aplicados pela Caixa forem somados os R$ 6,2 bilhões contratados pelos demais bancos que operam com recursos da poupança e outros R$ 444,8 milhões do Programa de Subsídio para Habitação de Interesse Social (PSH), 2006 revela-se um ano extraordinário para a habitação no Brasil. "Isso totaliza R$ 20,4 bilhões aplicados na aquisição, construção ou reforma da casa própria", disse Fortes. "Esse número, acrescido das poupanças das famílias e da contrapartida do poder público, representa um volume total de investimentos superior a R$ 27 bilhões", completou o Ministro. Para a presidente da Caixa, o bom desempenho de 2006 é resultado da política habitacional do governo federal e dos esforços conjuntos do Ministério das Cidades e dos bancos para facilitar o acesso dos brasileiros à moradia. "Desde 2003 temos buscado ano a ano melhorar o desempenho das contratações habitacionais. O resultado está aí: recorde na aplicação de recursos do FGTS, recorde também nos investimentos de recursos da CEF (R$ 3,9 bilhões) e no atendimento às famílias de baixa renda", afirma Maria Fernanda. "Se compararmos os R$ 5,1 bilhões investidos em 2003, o ano passado apresenta um crescimento de 170,7%, o que equivale a uma taxa média de crescimento anual de 39,3%", completa a executiva. Baixa Renda
O Programa de Arrendamento Residencial (PAR) aplicou R$ 1,27 bilhão, repetindo o bom desempenho alcançado em 2005, quando foi contratado o mesmo volume. Aumentando o poder de compra de famílias com renda mensal de até cinco salários, os subsídios com recursos do FGTS atingiram R$ 1,8 bilhão, representando um crescimento de 81% em relação a 2005.
Este resultado é ainda mais expressivo quando comparado a 2003 - 373% de evolução. A taxa média anual de crescimento é de 67,8%.Do total subsidiado para a baixa renda, 66% (R$ 1,2 bilhão) foram direcionados para famílias com rendimento mensal de até três salários mínimos, faixa na qual se concentram mais de 82% do déficit habitacional. Esse valor, 124% maior que o liberado em 2005, representa grande esforço de atuação do governo para a redução do mencionado déficit. Saneamento e Infra-estrutura
O ano de 2006 também foi marcado pelo bom desempenho dos investimentos em saneamento e infra-estrutura. Foram R$ 4,2 bilhões contratados, com previsão de beneficiar 19,7 milhões de pessoas e expectativa de gerar mais de 781 mil empregos.