03 janeiro 2007

É governador ou candidato a presidente?

José Serra tomou posse como candidato a presidente da República em 2010, e mais uma vez a mídia deixou passar batido. O Estado de São Paulo está afundado em problemas fiscais – o governo Cláudio Lembo (PFL) só fechou as contas dando anistia a devedores relapsos e a sonegadores contumazes –, com a segurança pública em crise e a questão da Febem sem solução, as grandes cidades sob água, a cada verão é uma tragédia.Mas o tucano Serra só falou do governo Lula e disse que governará São Paulo voltado para o Brasil. Quem estará voltado para São Paulo será o Brasil – e não o contrário. Serra precisa fazer o dever de casa, que não fez na prefeitura da capital (que abandonou depois de 15 meses), inclusive na área social, educação e saúde, pobreza e desemprego. Geraldo Alckmin deixou uma herança pesada tanto na área da segurança, como na área social, além do abandono da Grande São Paulo.O discurso de Serra sobre estagnação, juros e câmbio foi puro palanque tucano. Lula reduziu os juros, que são os mais baixos da história do Brasil, e criou as condições para o inicio de um ciclo de desenvolvimento. O resto é discurso para 2010.Ontem, continuou deitando falação sobre questões nacionais e agora vem com o surrado discurso dos funcionários fantasmas, deles mesmos, dos tucanos, que governam São Paulo desde 1982 – isso mesmo, grande parte dos atuais líderes do PSDB estavam com Quércia e Fleury, e só conferir, começando pelo vice-governador, Alberto Goldman, e pelo chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira Filho.Não dá para aceitar as demagogias de Serra. Como na Prefeitura de São Paulo, com a cobertura favorável da mídia, vamos viver de factóides. Governar mesmo, que é bom, nada.