Dirceu alerta para troca de favores entre Artplan e Jungmann
O ex-deputado José Dirceu publicou nesta semana em seu blog na internet uma nota sobre a denúncia do Ministério Público Federal contra o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) por desvio de R$ 33 milhões. O dinheiro teria sido desviado do Incra, no período em que Jungmann foi ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA) no governo FHC.
Dirceu lembrou no blog uma matéria publicada na Folha de S. Paulo em maio de 2002. Segundo o texto, o MDA "pagou gastos extras de publicidade com verba que estava destinada à assistência técnica e capacitação de famílias assentadas, ações de combate ao analfabetismo nos assentamentos e ao acompanhamento da instalação de projetos e assentamentos rurais".
De acordo com o texto, os remanejamentos, que somaram R$ 5,23 milhões, foram realizados no dia 11 de dezembro do ano passado. "Tiveram como finalidade atender a despesas com prestação de serviços de publicidade realizados pela agência Artplan Comunicação S/A", informa a matéria reproduzida por Dirceu. "A Artplan, empresa que (Jungmann) havia contratado como ministro, ter doado R$ 20 mil para a campanha dele a deputado federal em 2002, o que pode ser verificado na prestação de contas no site do TSE", afirma o ex-deputado petista.
"Em 2002, só duas doações foram feitas pela Artplan Comunicação S/A, dona do CNPJ 33.673.286/0001-25. Além dos R$ 20 mil para Jungmann, então candidato pelo PMDB e hoje no PPS de Roberto Freire, foram doados R$ 46.866,79 para o candidato do PFL-RJ Rubem Medina, irmão do presidente da agência – e que não se elegeu naquela eleição", informa Dirceu.
Além dos R$ 5,23 milhões, "o ministério engordou o orçamento de publicidade de 2001 com outros R$ 2,55 milhões, resultado de emendas aprovadas pelos congressistas". "A Artplan Comunicação S.A. realizou sete saques neste ano – R$ 118 mil, R$ 759 mil, R$ 555 mil, R$ 1,01 milhão, R$ 1,4 milhão, R$ 578 mil e R$ 26 mil", conclui a matéria da Folha.
De acordo com Dirceu, denúncia feita pela Procuradoria menciona "termos aditivos irregulares, subcontratação de empresas fantasmas, compra de notas fiscais frias, pagamento por serviços não prestados, superfaturamento, entre outros".
Agência Informes (www.informes.org.br)
O ex-deputado José Dirceu publicou nesta semana em seu blog na internet uma nota sobre a denúncia do Ministério Público Federal contra o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) por desvio de R$ 33 milhões. O dinheiro teria sido desviado do Incra, no período em que Jungmann foi ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA) no governo FHC.
Dirceu lembrou no blog uma matéria publicada na Folha de S. Paulo em maio de 2002. Segundo o texto, o MDA "pagou gastos extras de publicidade com verba que estava destinada à assistência técnica e capacitação de famílias assentadas, ações de combate ao analfabetismo nos assentamentos e ao acompanhamento da instalação de projetos e assentamentos rurais".
De acordo com o texto, os remanejamentos, que somaram R$ 5,23 milhões, foram realizados no dia 11 de dezembro do ano passado. "Tiveram como finalidade atender a despesas com prestação de serviços de publicidade realizados pela agência Artplan Comunicação S/A", informa a matéria reproduzida por Dirceu. "A Artplan, empresa que (Jungmann) havia contratado como ministro, ter doado R$ 20 mil para a campanha dele a deputado federal em 2002, o que pode ser verificado na prestação de contas no site do TSE", afirma o ex-deputado petista.
"Em 2002, só duas doações foram feitas pela Artplan Comunicação S/A, dona do CNPJ 33.673.286/0001-25. Além dos R$ 20 mil para Jungmann, então candidato pelo PMDB e hoje no PPS de Roberto Freire, foram doados R$ 46.866,79 para o candidato do PFL-RJ Rubem Medina, irmão do presidente da agência – e que não se elegeu naquela eleição", informa Dirceu.
Além dos R$ 5,23 milhões, "o ministério engordou o orçamento de publicidade de 2001 com outros R$ 2,55 milhões, resultado de emendas aprovadas pelos congressistas". "A Artplan Comunicação S.A. realizou sete saques neste ano – R$ 118 mil, R$ 759 mil, R$ 555 mil, R$ 1,01 milhão, R$ 1,4 milhão, R$ 578 mil e R$ 26 mil", conclui a matéria da Folha.
De acordo com Dirceu, denúncia feita pela Procuradoria menciona "termos aditivos irregulares, subcontratação de empresas fantasmas, compra de notas fiscais frias, pagamento por serviços não prestados, superfaturamento, entre outros".
Agência Informes (www.informes.org.br)