24 janeiro 2007

Câmara: Em carta a deputados, Chinaglia promete resgate ético da Casa
O deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), candidato à presidência da Câmara, encaminhou ontem (22) carta aos 512 parlamentares pedindo apoio ao seu nome e prometendo trabalhar pelo resgate ético da Casa.
"A legislatura que agora se encerra foi marcada por episódios de muita tensão e até mesmo sofrimento. A Câmara ficou com uma imagem bastante desgastada perante a sociedade. É fundamental para qualquer país um Legislativo atuante, soberano e respeitado. E é com essa preocupação central que deputados e deputadas de vários partidos, tanto da base de apoio ao governo como da oposição, apóiam o meu nome para presidir a Câmara", afirma op texto da carta.Chinaglia propõe realizar uma gestão "democrática" para garantir espaço político a todos os parlamentares. "Como todos sabemos, os espaços nas comissões, na Mesa, o tempo de lideranças, são regidos pela proporcionalidade. Foi o caminho democrático encontrado pelos que nos antecederam. Mas é possível e necessário dar vez e voz para cada um", afirma o petista.Ele também diz que vai priorizar as iniciativas dos parlamentares, a começar pelos projetos de lei. "Atuaremos para que o critério de urgência e relevância na edição de medidas provisórias seja efetivamente respeitado", diz o petista.Em sua gestão, afirma Chinaglia, não haverá "temas proibidos" de serem discutidos. "A independência e harmonia entre os Poderes é a determinação da soberania popular consagrada pela Constituição brasileira. Portanto, trabalharemos com o destemor da consciência limpa", encerra Chinaglia.AldoCandidato do PCdoB ao mesmo cargo, o deputado e atual presidente Aldo Rebelo (SP) também enviou carta aos colegas ontem. No documento, ele se compromete a implementar o orçamento impositivo e mudar a tramitação das medidas provisórias.
Ele listou ainda projetos de interesse do governo entre suas prioridades, como as reformas tributária e política.Com relação aos salários, o deputado defende a criação de um teto único para os três Poderes, mas adverte que a implantação deve ser feita "ao longo do tempo", de forma gradual.
Com informações da Folha Online