26 janeiro 2007

Ato público marca três anos da morte de auditores fiscais em Unaí
Um ato público chamado Justiça e Julgamento Já! vai marcar os três anos da morte dos auditores fiscais Eratóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage, Nelson José da Silva e do motorista Ailton Pereira de Oliveira na zona rural de Unaí. Eles foram mortos em 28 de janeiro de 2004, quando investigavam denúncias de trabalho escravo em fazendas da região.
O ato público - que será feito no local do crime no próximo domingo (28) - é organizado pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), pela Associação dos Auditores Fiscais de Minas Gerais (AAFIT), pela Delegacia Regional do Trabalho do estado e por parentes das vítimas.
Hoje (26), eles darão uma entrevista coletiva para falar sobre a lentidão no andamento dos processos dos acusados pelas mortes. Até agora, nenhum deles foi julgado. Os representantes dos auditores fiscais reivindicam também mais segurança para quem trabalha na zona rural de Unaí.
Um dos acusados de ser o mandante do crime, Antério Mânica, foi eleito prefeito de Unaí, enquanto estava preso acusado pelos assassinatos. Ele adquiriu o direito de ser julgado pelo Fórum Especial. Em novembro do ano passado, o fazendeiro Norberto Mânica conseguiu um hábeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e aguarda o julgamento em liberdade.

Agência Brasi