15 dezembro 2006


FELIZ 2007
O ano de 2006 está chegando ao fim. Foi o ano em que mais de 58 milhões de brasileiros conferiram um segundo mandato ao presidente do povo, ao ex-metalúrgico, ex-sindicalista e migrante nordestino que, ao longo de quatro anos, encantou o Brasil e o mundo com sua índole, seu carisma, sua generosidade e competência. Foi o ano da conquista da auto-suficiência do Brasil em petróleo, o que significa independência e estabilidade para a economia brasileira. Foi o ano em que o Brasil manteve a inflação mais baixa da última década, o ano em que o risco-país foi o mais baixo da história, 203 pontos, o ano em que a Bolsa de Valores de SP atingiu recordes históricos sucessivos de pontuação. Foi o ano em que o aumento real do salário mínimo – o maior aumento em 20 anos – garantiu maior poder de compra ao trabalhador. Foi o ano em 11,1 milhões de famílias deixaram de viver abaixo da linha da miséria graças ao programa Bolsa Família. Foi o ano em que mais de 7 milhões de pessoas deixaram de ser pobres e passaram a ser da classe média. 2006 não foi um ano qualquer, foi ano de eleição, o ano em que a oposição e a mídia juntaram todas as suas forças contra o melhor presidente que o Brasil já teve, Lula, para tentar evitar a sua reeleição. 2006 foi o ano em que a mídia deixou cair a máscara da imparcialidade, da ética, da moral, da credibilidade, do profissionalismo, do respeito pelos leitores, e foi por eles desnudada e obrigada a expor as feridas purulentas em seu corpo esquálido. Foi o ano em que a mídia mostrou a quem e a que servia: mentiram, inventaram, caluniariam, ofenderam, perseguiram, fizeram ilações, manipularam notícias, desinformaram a população. esconderam ou minimizaram as mazelas da oposição. Foi o ano em que os editoriais dos jornalões vieram todos os dias com críticas ácidas ao governo Lula, o ano em que o casal do JN mais fez caras e bocas ao falar do presidente Lula e do governo Lula – muitas vezes com desrespeito à pessoa do presidente. Foi o ano em que a revista Veja cavou a própria cova por inventar um escândalo falso a cada fim de semana. O ano de 2006 teve até falso vidente, que ganhou a telinha da Globo para revelar a sua falsa premonição de que Alckmin seria eleito, no programa da Ana Maria Brega – aquela que se vestiu de preto um dia após a vitória acachapante do presidente Lula. 2006 foi o ano em que a elite burra se desesperou com a certeza da reeleição do presidente Lula: criaram movimentos, dondocas despirocadas fizeram passeatas na Av. Paulista (lógico), criaram blogs exclusivos para ofender o presidente Lula e os petistas. Aliás, as ameaças aos petistas, às instituições governamentais, à democracia e ao presidente Lula foram o ponto alto dos blogs de aluguel da elite burra. A ferocidade de opositores ao presidente Lula foi tão inflada pela mídia que uma eleitora petista, a Dani, teve o dedo arrancado a dentadas por uma feroz despirocada. Em 2006 os políticos da oposição estavam mais ferozes, ACM pediu até a volta dos militares, na tribuna do senado. A revelação que os escândalos criados por eles em 2005 haviam ido por água abaixo foi um banho de água fria. Em 2005 foram criadas três CPIs para desgastar o governo e fazer o presidente Lula chegar sangrando em 2006. Nada disso surtiu efeito, não funcionou, não derrubou a popularidade de Lula e nem abalou o ânimo do presidente em continuar a governar para todos. Eles sabiam, bem antes da eleição, que o presidente Lula seria reeleito. O tal mensalão, invenção do Roberto Jefferson para nomear caixa 2, não colou no presidente Lula. As denúncias contra o presidente Lula eram falsas, e eles não tinham como atingir o presidente Lula por vias legais, judiciais. Pesquisas internas feitas pelo PSDB/PFL davam a vitória do presidente Lula, fosse Serra ou Alckmin o candidato. O presidente Lula era imbatível, e Serra seria derrotado pela segunda vez se fosse candidato. O PSDB perderia a prefeitura de SP e o governo do estado. Seria o fim do PSDB. Resolveram então que, se era para perder, que fosse o Alckmin, o picolé de chuchu, assim seria bem menos trágico para o PSDB. O PSDB tem um sério problema, ou melhor, um encosto, um peso morto, FHC. Ele não pode subir no palanques dos candidatos porque tem uma imensa rejeição do povo, é o maior ralo de votos do seu partido. Cada vez que FHC abria a boca, o presidente Lula subia nas pesquisas e aumentava a crise dos tucanos. A oposição resolveu que deveria bater cada vez mais no presidente Lula, no governo Lula. Bateram, bateram, bateram, perderam feio. Apesar de todas as dificuldades impostas pela oposição e pela mídia, o presidente Lula conseguiu fazer um ótimo governo. Com redistribuição de renda, com diminuição da pobreza, mantendo a economia sólida, estabilizada, com a inflação sob controle, com exportações recordes, com geração de empregos e renda. O presidente Lula foi reeleito em 2006 com uma votação histórica. Ontem, 14/12, foi diplomado pelo TSE, emocionou-se e emocionou milhões de brasileiros. Dia 1º de janeiro de 2007 assumirá o novo mandato e vai governar este país mais quatro anos. Será um governo do povo, para o povo e pelo povo. O ano de 2006 mostrou que o povo brasileiro está muito mais sabido, muito mais atento, muito mais unido, politizado. Derrotou a mídia safada, golpista, derrotou a oposição feroz e reelegeu o melhor presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, sem medo de continuar a ser feliz.
Feliz 2007, Brasil!
Jussara Seixas

14 dezembro 2006

13/12/2006 - 17:29 Marco Aurélio: Decisão do TSE mostra lisura da prestação de contas
O presidente nacional do PT, professor Marco Aurélio Garcia, afirmou nesta quarta-feira (13) que a aprovação das contas eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), demonstra a seriedade com que a coligação A Força do Povo tratou a questão financeira durante a campanha.

“As contas do candidato foram aprovadas sem ressalvas, o que comprova a lisura do nosso processo de prestação de contas, tanto em relação à captação dos recursos, como em sua efetiva aplicação”, disse Marco Aurélio.

Quanto à rejeição das contas do comitê financeiro do PT, devido a uma doação de R$ 10 mil considerada irregular pelo TSE, Marco Aurélio disse estar tranqüilo, já que o valor entrou por vias legais e representa apenas 0,01% do total arrecadado (R$ 104 milhões).

Antes mesmo do julgamento do TSE, a Procuradoria Geral Eleitoral – a quem caberia propor eventuais sanções – já havia manifestado entendimento de que o valor é irrisório e não caracteriza abuso de poder econômico.

De toda maneira, Marco Aurélio solicitou aos advogados do partido que entrem com recurso junto ao TSE, no sentido de que o ministro relator do processo, Gerardo Grossi, esclareça e formalize sua opinião sobre o assunto.

“Ele fez uma análise minuciosa das contas e não propôs nenhum tipo de sanção ao candidato. Pelo princípio da proporcionalidade, é isso que queremos que seja estendido ao partido”, esclareceu.

Leia também:
TSE: contas de Lula são aprovadas e doação de R$ 10 mil a comitê é rejeitada

Parece que a grande mídia contava com a crise aérea. Esqueceram de um pequeno detalhe: 1% dos brasileiros "voam"!

"O inferno nos aeroportos não atrapalhou, ao menos por ora, a lua-de-mel de Lula com o eleitorado. Pesquisa fechada na virada do mês pelo Ipsos Opinion mostra o presidente com 60% de avaliação ótima ou boa. A despeito de ligeiro recuo em relação ao levantamento anterior (63%), trata-se de patamar elevado sob qualquer ponto de vista. Na edição mais recente do "Pulso Brasil", pesquisa mensal feita pelo Ipsos, apenas 5% dos entrevistados mencionam o apagão aéreo como um problema -em 2005, no auge do terremoto político, o mensalão era citado por 71%."Folha de São Paulo
Só para assinantes:
A Rede Globo deverá parar de comentar sobre os atrasos dos vôos, atrasos que existem desde que eu me conheço por gente. A mídia deverá parar de comentar diariamente a mesma ladinha. O tal apagão aéreo da mídia não colou no presidente Lula. Com essa pesquisa o setor aéreo irá se normalizar, eles não vão insistir no que não funciona para prejudicar o presidente Lula

Neto de Pinochet é expulso do Exército chileno
“O neto do ex-presidente chileno Augusto Pinochet foi expulso do Exército nesta quarta-feira por ter feito um discurso não autorizado durante o funeral do avô.
A exoneração do capitão Augusto Pinochet Molina, de 34 anos, foi encaminhada pelo comandante do Exército, general Oscar Izurieta, à presidente Michelle Bachelet, que a teria aprovado imediatamente, segundo informações da agência de notícias EFE.
A expulsão foi anunciada horas depois de Bachelet afirmar que o Exército "saberia o que fazer" com o neto do ex-presidente, que interrompeu a cerimônia fúnebre em um colégio militar em Santiago, na terça-feira, para falar sobre as supostas conquistas do regime militar liderado por Pinochet (1973-1990).
"Ele foi um homem que, no auge da Guerra Fria, derrotou o modelo marxista, (um modelo) que tentou impor o totalitarismo não pelo voto, mas pela força das armas", disse Augusto Pinochet Molina, diante das cerca de 5 mil pessoas que participaram da cerimônia.”Da BBC Brasil
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Um bom exemplo para o Brasil

14/12/2006 - 09:58 Lula vai ao Senado para instalação do Parlamento do Mercosul
A Secretaria de Imprensa e Porta-Voz da Presidência da República informou, há pouco, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, às 10 horas, no Senado, da solenidade de instalação do Parlamento do Mercosul.
A sede definitiva do parlamento ficará em Montevidéu (Uruguai) e cada país integrante terá direito a nove deputados e nove senadores. Quatro países já fazem parte do Parlamento - Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai - e a Venezuela já foi aceita e prepara sua entrada definitiva no bloco.
Com o novo compromisso, o despacho do presidente com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, antes marcado para as 9 horas, passou para as 11h30. O encontro com o ministro da Justiça, Thomaz Bastos, que deveria ocorrer às 11h30, ficou para o meio-dia. O restante da agenda não foi alterado.
Agência Brasil
14/12/2006 - 10:28 Mídia e eleições: Greenhalgh propõe "cláusula de consciência" para jornalistas


Os jornalistas brasileiros devem contar com uma "cláusula de consciência", medida para defender os profissionais de imprensa que se recusem a escrever artigos por razões morais. A sugestão foi apresentada nesta quarta-feira pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP). O objetivo da "cláusula de consciência" é impedir que os jornalistas sofram ações disciplinares caso se recusem a escrever, sob pressão de seus superiores ou dos donos das empresas jornalísticas, matérias com as quais não concordem.
Greenhalgh participou da a abertura do seminário "A mídia nas eleições 2006", uma iniciativa das comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; Direitos Humanos; e Legislação Participativa da Câmara. Defensor de jornais vítimas de censura durante a ditadura militar, o petista disse ter autoridade para questionar a cobertura dispensada aos candidatos nas últimas eleições. "Sou defensor da liberdade de imprensa. Mas basta avaliar o comportamento da mídia nas eleições deste ano para ver que ela tomou partido. Foi uma situação abismal: não há argumentos que expliquem, não há justificativa", afirmou.
O petista disse ter sido prejudicado pela atuação da imprensa na cobertura do chamado caso Celso Daniel. O ex-prefeito petista de Santo André foi assassinado em janeiro de 2002. "Não fui reeleito pelo tratamento eleitoral que se deu ao assunto. Um inquérito da Polícia Civil de São Paulo concluiu, no dia 26 de setembro de 2006, que o assassinato de Celso Daniel se tratava de crime comum, e não de crime político. Mas a mídia só divulgou isso após o segundo turno. Eu pergunto a vocês: se o resultado fosse de que o crime era político, o que teria acontecido neste país a quatro dias das eleições? Seria um escândalo", afirmou.
Luiz Eduardo Greenhalgh criticou ainda a postura dos órgãos de comunicação que tentam evitar o debate sobre a responsabilidade da imprensa. "Se uma morte é provocada pela imprensa, a ressurreição demora uma ou duas décadas para acontecer. Mas, quando você toca neste assunto, a mídia se une para dizer que você é favorável à censura. A imprensa é uma concessão de serviço público, e uma extensão do serviço púbico precisa ter responsabilidade, não pode fazer isso", afirmou.
O deputado Fernando Ferro (PT-PE), autor do requerimento para a realização do seminário "A mídia nas eleições 2006", disse que a imprensa "é o recurso disponível para se defender do abuso de poder do Estado e da sociedade". "Tanto que é a primeira vítima dos regimes autoritários. Hoje, vivemos na América Latina o florescimento dos regimes democráticos. Mas temos que avançar também no debate sobre o papel da imprensa", disse.
Ferro comparou a imprensa brasileira a um latifúndio e cobrou a democratização na prestação do serviço. "Este é um dos mais perversos latifúndios da sociedade brasileira. É o latifúndio da informação. Esperamos que ele se torne um latifúndio produtivo. Temos fome de comida, mas também temos fome de informação. Assim como existem os alimentos contaminados por agrotóxicos, nossa fome de informação não pode ser suprida por uma imprensa envenenada", afirmou.
O petista criticou o "cinismo" de órgãos de comunicação que se declararam "neutros" durante o pleito de 2006. "Temos informações sobre o tratamento diferenciado que ocorreu", destacou. Durante o painel "Mídia e Democracia", previsto para as 16h15 desta quarta-feira, o deputado Fernando Ferro deve apresentar números sobre o tratamento diferenciado dispensado aos candidatos à Presidência da República nas últimas eleições.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, Romário Schettino, defendeu que a "cláusula de consciência" seja incluída no acordo coletivo dos jornalistas. Ele cobrou ainda o fortalecimento das chamadas mídias estatais (mantidas por União, estados e municípios) e comunitárias, para combater o que classificou de "pensamento único" da imprensa brasileira. "Para o equilíbrio no fluxo de informações, não é possível que apenas dez famílias controlem toda a difusão de conteúdos em jornal, televisão, rádio, internet e telefonia. É preciso o fortalecimento do setor estatal e comunitário para que a sociedade tenha acesso a outras fontes de informação", afirmou.
Schettino criticou o "espetáculo da notícia", perseguido por alguns órgãos de imprensa. "A mídia eletrônica se dedica ao espetáculo da notícia, que mais confunde do que esclarece a sociedade", afirmou. Ele defendeu ainda a aprovação do PL 256/91, da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que prevê a regulamentação de um artigo da Constituição para garantir a regionalização da produção cultural, artística e jornalística.
Também participou do seminário o jornalista Ricardo Pedreira, assessor de imprensa da Associação Nacional dos Jornais (ANJ). Segundo ele, os veículos trabalharam "da melhor forma" durante a cobertura das eleições. "A ANJ não comenta casos particulares. Casos isolados de mau jornalismo, que certamente ocorreram, não comprometem o plano geral da cobertura", afirmou.
14/12/2006 - 10:31 Dois pesos e duas medidas na Justiça Eleitoral, diz Dr. Rosinha
Três candidatos a deputado pelo PSDB de São Paulo receberam da empresa Deicmar S.A., nas últimas eleições de outubro, doações que totalizam R$ 80 mil. A constatação é do deputado Dr. Rosinha (PT-PR), a partir de dados publicados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na internet.
A Deicmar foi o pivô da rejeição das contas do comitê financeiro nacional da campanha do PT. Na madrugada de ontem, por quatro votos a três, os ministros do TSE decidiram rejeitar as contas do comitê. Motivo: uma doação de R$ 10 mil feita pela empresa. Concessionária de serviço público, a Deicmar administra o porto seco de Santos. A legislação eleitoral proíbe que concessionárias façam doações eleitorais.
Ocorre que a mesma Deicmar doou R$ 10 mil à campanha de Ricardo Montoro, eleito deputado estadual pelo PSDB em São Paulo. E o Tribunal Regional Eleitoral aprovou as contas de campanha do tucano, com ressalvas. "Vemos que existem dois pesos e duas medidas na Justiça Eleitoral", criticou Dr. Rosinha. "Por uma doação que equivale a 0,01% do total de recursos da campanha Lula, o PT é punido. Já um candidato eleito pelo PSDB, que recebeu recursos da mesma empresa, tem as contas aprovadas."
Além de Ricardo Montoro, também receberam recursos da Deicmar dois outros candidatos do PSDB paulista. Um deles é seu irmão, André Franco Montoro Filho, terceiro na lista de suplentes de deputado federal pelo partido. André, que foi secretário de Estado durante a gestão do ex-governador Geraldo Alckmin, também recebeu uma doação de R$ 10 mil.
O candidato a deputado estadual Edmur Mesquita (PSDB) é o terceiro - e maior- beneficiário de doações da Deicmar. Recebeu R$ 60 mil. Mesquita não foi eleito.
Rigor eventual
Nas duas últimas eleições, o TSE aprovou as contas de campanha de presidentes eleitos com "ressalvas". Foi o que ocorreu com Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 1998 e com Lula em 2002.
Em 1998, o TSE aprovou as contas da campanha de FHC, apesar de considerar irregular a arrecadação de R$ 85.707,50 sem a identificação dos doadores. Exigiu apenas que o dinheiro fosse transferido ao PSDB para aplicação em pesquisa, doutrinação e educação política.
Em 2002, as contas de Lula foram aprovadas com ressalvas em relação a falhas como, por exemplo, uma doação de R$ 50 mil feita pela Associação Nacional de Factoring, uma entidade de classe, além da realização de gastos após o dia da eleição.
Agência Informes (www.informes.org.br)
GOVERNO LULA
14/12/2006 - 09h22
Análise: Risco-país cai 4,23% e marca piso histórico

SÃO PAULO - O capital estrangeiro retomou ontem a lua-de-mel com o Brasil suspensa temporariamente na véspera devido à ansiedade que costuma cercar as reuniões de política monetária do Federal Reserve (Fed). Tudo dentro do previsto, os investidores foram ontem às compras de bônus da dívida externa brasileira e o risco-país tombou 4,23%, para 204 pontos-base. Trata-se do menor patamar histórico já registrado desde que foi criada a série do Embi+ (risco dos emergentes) pelo JP Morgan. Desbancou o recorde de baixa de 206 pontos-base estabelecidos no dia 14 de agosto.

13 dezembro 2006

ADEUS HELOÍSA HELENA
O Brasil agradece, já vai tarde
Heloísa Helena chora em discursos de despedida
A histérica senadora Heloísa Helena (PSol-AL) foi saudada por um grande número de senadores da oposição em discurso de despedida que está fazendo no Plenário. Chorando muito, Heloísa Helena quase não consegue fazer seu pronunciamento, sendo o tempo todo interrompida por apartes elogiosos e manifestações de tristeza dos colegas do PSDB/PFL.

13/12/2006 - 16:42 Coalizão: Executiva do PDT decide pelo apoio ao governo Lula
A Executiva Nacional do PDT aprovou nesta quarta-feira (13) a participação do partido no governo de coalizão proposto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se a decisão for confirmada pelo Diretório Nacional da legenda, que se reúne no próximo dia 12, o PDT será a nono partido a frente. Os outros são: PT, PCdoB, PSB, PRB, PMDB, PR, PP e PV.

Segundo o deputado Severiano Alves (PDT-BA), a tendência é que o apoio seja aprovado pelo Diretório, porque no encontro de hoje vários de seus membros já se manifestaram neste sentido.Além disso, o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, irá participar hoje da primeira reunião do Conselho Político convocada pelo presidente Lula.

Segundo Severiano, no encontro não foi discutida a posição partidária na disputa pelas presidências da Câmara e do Senado. O assunto será debatido nas bancadas das duas Casas Legislativas.
Com agências

13/12/2006 - 10:42 Lula se reúne com movimentos, instala Conselho e abre Cúpula do Mercosul
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva despacha hoje (13), às 9 horas, com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, no Palácio do Planalto. Às 11 horas, se reúne com representantes de movimentos sociais.
À tarde, Lula participa, às 15 horas, da cerimônia de entrega do Prêmio Direitos Humanos 2006, também no Palácio do Planalto. Em seguida (16h30), participa da instalação do Conselho Político.
Às 18 horas, o presidente terá encontro com representantes da União Nacional da Construção Civil. Depois, às 19h30, abre oficialmente a Cúpula Social do Mercosul no Palácio Itamaraty.
Agência Brasil
PRESENTE DE NATAL

Bornhausen discursa e se despede da vida parlamentar

18h48 - 13/12/2006


O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), fez hoje um discurso de despedida da vida parlamentar no plenário do Senado. O mandato de Bornhausen no Senado termina dia 31 de janeiro e ele não disputou a reeleição.
@-Augusto Botelho (RR) filiou-se ao PT ontem era do PDT, com esta filiação o PT passa para treze Senadores

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13/12/2006 08:49h
POSSE DE LULA NÃO CORRIA RISCO. RISCO CORRÍAMOS NÓS.

Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 33

. O Tribunal Superior Eleitoral aprovou as contas do Governo Lula por 5 a 2.
. A única dúvida – se a Caemi era ou não concessionária de serviço publico e, por isso, não poderia doar – já tinha sido analisada, antes, pelo TRE de São Paulo.
. A Caemi também doou para a campanha de José Serra ( e Geraldo Alckmin) e o TRE não encontrou nenhuma irregularidade.
. O Procurador votou pela aprovação das contas de Lula.
. O relator também.
. O que o TRE decidiu foi que uma concessionária de serviço público, a Deicmar, não poderia doar ao PT.
. A doação foi de R$ 10 mil, num total de R$ 104 milhões que o PT gastou na campanha – de todos os seus candidatos.
. R$ 10 mil num total de R$ 104 milhões não configuram “abuso do poder econômico”.
. Portanto, nem o PT deve ser punido.
. O presidente do TSE vai diplomar o Presidente Lula, embora, ao proclamar o resultado da eleição, tenha dito que Alckmin não poderia mais ganhar, diante da quantidade de votos a ser apurada.
. O PT não vai ser punido.
. Ou seja, não aconteceu nada.
. Foi um julgamento rotineiro, ordinário.
. Que, em nenhum momento ameaçou reverter a decisão do povo – como aconteceu, antes, com as dúvidas sobre o financiamento a uma campanha de Fernando Henrique Cardoso.
. O único problema foi uma declaração, lá atrás, do presidente do TSE, que, de forma imprópria, disse que o Presidente Lula corria o risco de não ser diplomado.
. Não corria risco nenhum.
. O que esteve em risco foram a eleição e sua lisura. Com os sinais explícitos de que o presidente do TSE tinha um partido na eleição.
12/12/2006 - 20:41 Sanguessugas: Na gestão FHC, Vedoin atuava como procurador de prefeituras

A Polícia Federal informou nesta terça-feira (12) que investiga convênios do Ministério da Saúde com sete prefeituras de Mato Grosso nos quais aparece a assinatura do ex-ministro Barjas Negri, atual prefeito de Piracicaba (SP) pelo PSDB, junto com a do empresário Darci Vedoin, um dos chefes da máfia dos sanguessugas.Nos convênios, em que o ministério repassou dinheiro aos municípios para compra de ambulâncias, Darci assina como procurador das sete prefeituras. Depois da assinatura do convênio, foi uma empresa da família Vedoin, a Klass Comércio Representações Ltda., que venceu a concorrência para vender os veículos e receber o dinheiro.Somados, os convênios envolvem recursos de R$ 705,5 mil e foram todos publicados no Diário Oficial no dia 24 de dezembro de 2002, sete dias antes de Barjas deixar o cargo. O dinheiro, porém, foi liberado a partir de 2003, já no governo Lula.O delegado da PF Diógenes Curado Filho anexou as cópias dos convênios no inquérito que apurava o envolvimento do empresário de Piracicaba (SP) Abel Pereira com a máfia dos sanguessugas. O material foi enviado ao delegado pela CGU (Controladoria Geral da União).Ao consultar a Justiça Federal, o delegado decidiu que a investigação dos convênios será feita no inquérito sobre Abel - e não no processo judicial, iniciado em maio deste ano, que apura toda a máfia dos sanguessugas.Curado questionou na segunda-feira Luiz Antonio Vedoin, filho de Darci e também chefe da máfia dos sanguessugas, sobre os convênios.No depoimento ao delegado, Vedoin afirmou que Abel recebia propina de 6,5% sobre verba liberada no ministério durante a gestão de Barjas. Conforme o líder dos sanguessugas, Abel disse que conseguia liberar o dinheiro por ser ligado a Barjas.Vedoin afirmou ainda ao delegado que Darci poderá explicar como foram assinados os convênios e qual foi a intermediação de Abel. Curado marcou o depoimento de Darci para o início da próxima semana.Um advogado de defesa da família Vedoin informou que Darci dirá no depoimento se assinou o convênio junto com Barjas ou se o documento foi levado por Abel a ele, já assinado pelo ex-ministro.Curado disse que o objetivo da investigação é saber como foram assinados os convênios. As prefeituras envolvidas são as dos municípios de Cláudia (R$ 130 mil), Nobres (R$ 90 mil), Campos de Júlio (R$ 130 mil), Água Boa (R$ 90 mil), Nortelândia (R$ 90 mil), Barra do Bugres (R$ 90 mil) e Tapurah (R$ 85,5 mil).Na segunda, Curado enviou ofício ao ministro da Saúde, Agenor Álvares, pedindo informações sobre convênios, para compra de ambulâncias, assinados na gestão de Barjas em 2002. Curado também pediu a agenda do ex-ministro.Vedoin afirmou ao delegado que, além dos sete convênios, seu pai Darci pode ter atuado como procurador de outros municípios.O líder dos sanguessugas afirmou, porém, que nunca teve contato direto com o ex-ministro.As acusações de Vedoin contra Abel foram entregues à Justiça Federal no dia 15 de setembro. Neste dia ocorria a negociação de petistas com Vedoin para compra de um dossiê contra tucanos.
com informações da Folha Online
Justiça aceita denúncia contra Paulinho da Força
DA AGÊNCIA FOLHA
A Justiça Federal em Ourinhos (SP) aceitou denúncia criminal oferecida pela Procuradoria contra Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho, presidente da Força Sindical e deputado federal eleito.Além dele, o subprefeito do Butantã, Maurício Pinterich (PSDB), e outras dez pessoas são acusadas por irregularidades na implantação de um projeto de assentamento em Piraju (SP), iniciado em 2000.A Procuradoria os acusa de estelionato, falsidade ideológica e falsificação de documentos. A Justiça marcou interrogatório com Paulinho para 14 de fevereiro. Se for diplomado antes, terá foro privilegiado. Ele e Pinterich negam irregularidades.

12 dezembro 2006

12/12/2006 10:10h

MAINARDI É RÉU EM AÇÃO CRIMINAL

Paulo Henrique Amorim

A juiza Cristina Elena Varela Werlang, da Vara Criminal do Foro Regional XI – Pinheiros da Comarca de São Paulo, SP, decidiu, na quinta-feira, dia 11 de dezembro de 2006, receber a queixa-crime em que eu, Paulo Henrique Amorim, sou querelante contra o querelado Diogo Mainardi.
O querelado não compareceu à audiência preliminar “por motivo de ordem pessoal” e “adiantou não ter interesse na composição”.
O interrogatório foi marcado para 5 de junho de 2007, às 16h30.
Isso significa que se iniciou o processo criminal contra Mainardi.
A partir de agora, ele é réu. Se vai ser condenado ou não, é outra história.
SERÁ QUE A GLOBO VAI COMENTAR? AFINAL É O PFL/PSDB


12/12/2006 - 10h44
Combate a enchente terá 30% menos que o pedido
da Folha de S.Paulo

A Secretaria de Infra-Estrutura Urbana e Obras da administração Gilberto Kassab (PFL) sofreu um corte de 30% no que pretendia gastar em 2007 em diversas ações contra enchentes, incluindo obras de canalização de córregos e manutenção de canais e galerias.E, a contar pela previsão orçamentária, vai desembolsar com programas desse tipo no ano que vem praticamente metade dos recursos destacados pela pasta para as principais medidas deste ano, incluindo diversos serviços de drenagem.
12/12/2006 - 09:20 Monumento marcará passagem da Coluna Prestes pelo Ceará
Para marcar os 80 anos da passagem da Coluna Prestes no Ceará, será inaugurado, na próxima quinta-feira (14), em Crateús, um monumento em homenagem ao movimento. A cidade foi o único município cearense onde houve combate entre o 2º destacamento da Coluna e as forças legalistas do governo Artur Bernardes.
O monumento de 13,5 metros é de autoria de Oscar Niemeyer. O arquiteto criou e disponibilizou o projeto para os municípios pelos quais a coluna passou. No Ceará, com iniciativa da Comissão de Anistia e recursos do governo do Estado, o marco foi erguido. Este é o quarto no país.
El País Lula é o líder mais apreciado na América Latina, indica pesquisa
MÉDICI, O NOSSO PINOCHET

Generais Castello Branco, Arthur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel, João Baptista Figueiredo. Todos mortos, graças a Deus. Foram os nossos Pinochet. Em 1964 comandaram um golpe militar, destituíram um presidente eleito pelo povo e se mantiveram no poder por 20 anos. Como no Chile, contaram com ajuda financeira, logística e estratégica dos EUA. No caso do Chile, o presidente dos EUA na época, Richard Nixon, liberou 10 milhões de dólares para que o diretor da CIA, Richard Helms, articulasse um plano para evitar que Allende assumisse o poder, ou para provocar sua queda. Allende prometia fazer a reforma agrária e nacionalizar as indústrias estadunidenses, e Nixon achava que o Chile seria transformado em uma nova Cuba. Em 1970 o general Roberto Viaux recebeu um cheque de 35.000 dólares para assassinar o general René Schneider, que era contra o golpe. Hoje a CIA nega que tenha mandado matar o general, mas apenas seqüestrá-lo. No Brasil, agentes treinados pela CIA se infiltravam nos movimentos sociais contra a ditadura militar e entregavam os líderes dos movimentos para a polícia do regime ditatorial. Ensinavam aos policiais e militares brasileiros as técnicas de torturas que foram usadas na guerra do Vietnã. Ensinavam como obter bons resultados de confissões com os métodos de tortura. Foi um período de horror na história do Brasil. Pensar era proibido, ler era proibido, declamar era proibido, falar era proibido, cantar era proibido, encenar era proibido, filmar era proibido. Famílias foram dizimadas, jovens estudantes e trabalhadores desapareciam, alguns para sempre. Muitos apareciam mortos nos IML, com falsos laudos de óbitos. Reuniões contra a ditadura eram encerradas com tiros de metralhadoras e chacinas, como ocorreu em 1976 na Rua Pio XI, na Lapa, em SP. Nessa chacina morreram Pedro Pomar, Ângelo Arroyo e João Augusto Drumond. Seus corpos tinham mais de 50 perfurações de balas. O alvo principal dessa chacina era João Amazonas, líder do PC do B, mas ele não estava presente, estava representando o Partido no exterior e foi na China que recebeu a notícia do trágico acontecimento. As torturas deixaram seqüelas físicas e psicológicas nos que sobreviveram. Muitos que passaram pelas torturas nos porões da ditadura ainda não conseguem falar sobre o que vivenciaram. Viam corpos de amigos e parentes mortos nas celas, ouviam os gritos de dor dos que estavam sendo torturados, e tinham a terrível certeza que seriam os próximos. O período mais cruel da ditadura se deu na gestão de Emílio Garrastazu Médici (1969-1974). Seu período de governo ficou conhecido como "os anos negros da ditadura". Os movimentos estudantis e sindicais foram contidos e silenciados pela repressão policial. Nesse período ocorreram a maior parte dos desaparecimentos políticos e a tortura tornou-se prática comum nos DOI-CODIs. Em afronta ao povo brasileiro, como se toda essa barbárie não tivesse existido, como se tudo não passasse de uma ficção ou por uma atroz ignorância, a turma de formandos deste ano da Escola Preparatória de Cadetes do Exército intitulou-se "General Emílio Garrastazu Médici" e o celebrou como patrono. Não quero acreditar que essa escolha tenha partido dos formandos, acho que isso partiu de um comando que já deveria ter sido expurgado. É uma insensatez, um desrespeito para com todo o povo brasileiro, que não consegue apagar da memória esses anos malditos de horror. Vivemos em uma democracia, temos liberdade de escolha, mas por estarmos em uma democracia plena, por respeitarmos os Direitos Humanos, por lutarmos tanto por justiça, direito à vida e à liberdade, jamais um facínora sanguinário como Médici deveria ser homenageado e chamado de estadista. Esse período foi vergonhoso para o Brasil, manchou a nossa história com perdas de vidas, com sangue de gente honrada, que lutavam por liberdade, por justiça social, fraternidade e paz. Ao fazer essa homenagem a Médici o comando do exército está tentando evitar que essa página seja virada. Uma página podre, fétida, desfeita e carcomida como a alma dos que homenageiam os assassinos mortos.
Jussara Seixas
11/12/2006 - 12:27 Pessoas que se destacaram na área de direitos humanos são premiadas
Pessoas que contribuíram para a divulgação dos direitos humanos no Brasil serão premiadas hoje (11) pela Universidade de São Paulo (USP). O 7º Prêmio USP de Direitos Humanos é destinado a pessoas ou instituições que se destacam por pesquisas ou ações concretas que promovam os direitos humanos, a paz, a tolerância e a justiça social.
O padre Júlio Renato Lancellotti, fundador da "Casa Vida", residência de crianças abandonadas e portadores de HIV/Aids, será um dos premiados.
Também serão homenageados com o prêmio a presidente e fundadora da Associação de Mães e Amigos da Criança e do Adolescente em Risco (Amar), Maria da Conceição Andrade Paganele, a Sociedade Paranaense de Defesa dos Direitos Humanos e o Instituto Ayrton Senna. A cerimônia de entrega do prêmio começa às 17h.

11 dezembro 2006

11/12/2006 - 10:38 Chilenos saem às ruas para celebrar morte de Pinochet

Milhares de chilenos opositores do ex-ditador Augusto Pinhochet saíram às ruas ontem (10) para celebrar sua morte, anunciada no início da tarde deste domingo.
Pinochet, que governou o Chile entre 1973 e 1990, morreu aos 91 anos devido a complicações cardíacas. Pinochet havia sido internado há uma semana após sofrer ataque cardíaco.
Os opositores comemoraram com canções, cartazes, bandeiras e, na Praça das Armas, muitos familiares das vítimas do regime de Pinochet abriram garrafas de champanhe. A principal avenida da capital chilena foi tomada. Em algumas zonas periféricas, foram erguidas barricadas e acendidas fogueiras, enquanto carros faziam “buzinaço”.
No Hospital Militar, dezenas de simpatizantes choraram sua morte, portando fotografias do ex-ditador e cantando de vez em quando o hino nacional chileno. Muitos reagiram com violência contra a imprensa.
A ditadura militar de Pinochet foi responsável, durante 17 anos, por mais de 2 mil assassinatos e desaparecimentos, enquanto cerca de 27,5 mil pessoas foram vítimas de tortura, de acordo com dois relatórios oficiais sobre o regime.
Nota: Pinochet simbolizou "período sombrio na história da América do Sul", diz Lula
11/12/2006 - 11:24 Lula participa em SP de cerimônia de entrega do prêmio "Brasileiro do Ano"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca para São Paulo às 18h30 de hoje para participar ,às 20 horas, da cerimônia de entrega dos prêmios Brasileiro do Ano, da Revista IstoÉ, Empreendedor do Ano, da Revista IstoÉ Dinheiro, e Personalidade do Ano, da Revista IstoÉ Gente.
Pela manhã, participa da reunião de coordenação política (9h), recebe o presidente da Confederação Nacional do Comércio, Antônio Oliveira dos Santos (10h) e visita a sede do Banco do Brasil (11h), onde almoça com a diretoria.
À tarde, Lula despacha com os ministros Jorge Armando Félix, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (15h), Hélio Costa, das Comunicações (15h30), e Luiz Fernando Furlan, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (16h30)

Agência Bras

08/12/2006 - 18:12 Economia: Inflação de 2006 será a menor em 8 anos, calcula IBGE
A inflação oficial de 2006 será a menor dos últimos oito anos, adiantou nesta sexta-feira (8) a coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, após divulgar o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de novembro – que manteve a trajetória de queda e fechou em 0,31%.

No ano, o IPCA acumulado é de 2,65%. Nos últimos 12 meses, de 3,02%. O índice está bem abaixo da meta central fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para a inflação em 2006, de 4,5%, e deverá fechar o ano com a menor taxa desde 1998, quando a inflação dói de 1,65%.

10 dezembro 2006

Morre Pinochet , um ditador cruel, torturador sanguinário. Que sua alma queime nos quintos dos infernos por toda a eternidade.
O ditador chileno entre 1973 e 1990 Augusto Pinochet morreu neste domingo, às 14h15 (15h15 pelo horário de Brasília), aos 91 anos, no Hospital Militar de Santiago. Pinochet havia sido internado às pressas na madrugada de domingo (3), após sofrer um ataque cardíaco.Pinochet passou os últimos anos de sua vida morando em Santiago e enfrentando acusações de abusos aos direitos humanos e fraudes cometidos durante os 17 anos em que esteve no poder. Sob seu regime, mais de 3.000 pessoas foram mortas por sua polícia secreta.
Grupo Bandeirantes estuda lançamento de 1 jornal popular gratuito 10:39 A noticia está na Monica Bergamo na Folha de hoje. Diz que "a TV Bandeirantes estuda o lançamento, em 2007, de um jornal popular" com distribuiçao gratuita na cidade de Sao Paulo - "Já fez várias reunioes com representantes do grupo que edita o jornal Metro em países da Europa e enviou executivos ao Chile, a Madri e a Paris para estudar as experiências nestas cidades". 08/12 Blue Bus
Impostos, cinismo e desenvolvimentoPor Milton Pomar
A campanha permanente do meio empresarial brasileiro, profissionais liberais e intelectuais “liberais” contra a carga tributária, considerada excessiva por else, é de um cinismo atroz, e passa DA hora de o PT, partidos aliados, OS movimentos sociais e o governo Lula assumirem esse debate com toda a sociedade, porque ele é fundamental para o desenvolvimento social e econômico do País, e, justamente por isso, deve ser realizado também pelas classes trabalhadoras.Nós não temos o que temer nesse debate, antes de mais nada. Historicamente, as classes dominantes no Brasil sempre sonegaram, principalmente o Imposto de Renda. Além disso, sempre obtiveram renúncia fiscal a pretexto de tudo, de incentivo à Cultura (...) ao estímulo a novas fazendas no Centro-Oeste. Os que protestam contra a carga tributária atual de 37% são OS mesmos a reivindicar do governo mais investimentos em todas as áreas e mais incentivos fiscais.Precisamos socializar massivamente todas as informações e reflexões relativas a tributos; papel do Estado; necessidade de investimentos públicos; gastos dos governos; renúncia e elisão fiscal; sonegações; quais setores e empresas foram beneficiadas desde 1985; as estruturas e o funcionamento DA fiscalização nos municípios, estados e do governo federal etc. Etc. Discutir com a população o financiamento das atividades dos governos municipais, estaduais e federal.Abrir esse debate significa revelar para o conjunto DA sociedade quem sempre sonegou e quanto. Mostrar por exemplo, a sonegação dos latifundiários, dos impostos Territorial Rural (ITR), de Renda (IR) e de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) já seria suficiente para colocar em outros termos a discussão sobre recursos para o setor. Quando Bruno Pessanha, do IBGE, demonstrou, no início dos anos 90, com um estudo sobre o mercado do couro, que o abate real de bois no Brasil era o dobro do “oficial”, ou seja, ao invés de 11-12 milhões de cabeças anuais, 22-24 milhões de cabeças, ele confirmou, assim, a sonegação de impostos desse segmento ser equivalente ao total recolhido! O economista Carlyle Vilarinho comprovou também, com um estudo sobre o ITR, que quase 90% dos latifundiários não pagavam esse tributo.Muito já se escreveu sobre o Imposto de Renda arrecadado de assalariados ser maior do que o de quem tem renda. Os jornais noticiaram este ano que uma parte dos bancos paga muito pouco Imposto de Renda, e alguns nem isso. O Brasil, que detém o 2º lugar mundial em quantidade de jatos executivos (perde apenas para OS EUA) arrecada de Imposto de Renda quanto deveria? Ou seja, OS valores são proporcionais?Qual deve ser a carga fiscal do Brasil, que está entre as 12 maiores economias do mundo, mas não faz parte do grupo de 63 nações de alto desenvolvimento humano, segundo OS critérios do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud)? Classificado em 69º lugar, o Brasil integra o grupo de países considerados de médio desenvolvimento. A situação brasileira é a 10ª pior em distribuição de renda, num conjunto de 126 países: estamos entre a Colômbia (9ª) e o Paraguai (11ª), com 0,580 no Índice de Gini.Essa temática não pode mais continuar sendo ostensivamente propagandeada pela Direita, e beneficiada por nosso silêncio quase total. Nossos parlamentares federais e estaduais têm um papel fundamental a cumprir nessa questão, que é decisiva para viabilizarmos o Desenvolvimento tão desejado e necessário.Hoje mais do que nunca é preciso comprar essa briga. Em Estados como o Pará e a Bahia, onde há necessidade de grandes investimentos públicos, as receitas de impostos próprios e do governo federal são compatíveis com o tamanho de suas economias? Como melhorar o padrão de vida de seus habitantes, construir a infra-estrutura necessária ao seu desenvolvimento social e econômico, reduzir OS déficits habitacional, educacional, de saúde etc, sem elevar substancialmente as receitas dos governos estaduais?Milton Pomar é geógrafo, militante do PT e ex-secretário de desenvolvimento econômico de Chapecó (SC).
Milton Pomar