11 novembro 2006

Brasil!Brasil!
#-A Petrobras registrou lucro líquido consolidado de R$ 7,085 bilhões no terceiro trimestre, o que representa um aumento de 26% sobre os R$ 5,632 bilhões apurados em igual período de 2005. No acumulado de nove meses, o lucro da estatal foi recorde, de R$ 20,719 bilhões, com alta de 33% ante os nove primeiros meses de 2005.

#-O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou lucro líquido de R$ 2,4 bilhões no terceiro trimestre de 2006, um recorde histórico e que representou um aumento de 276% em relação ao lucro obtido no terceiro trimestre de 2005, que havia sido de R$ 638 milhões.

#-Chega ao mercado a nova rede de supermercados do grupo Pão de Açúcar. Chama-se "Extra Perto", e a primeira unidade --com 130 metros quadrados-- foi discretamente inaugurada no último dia 1º, no bairro da Liberdade, em São Paulo. Outras duas lojas serão abertas na próxima semana. No total, o grupo terá oito unidades com a bandeira até o final deste mês e outras duas unidades até o Natal -somando dez pontos. Irá concorrer diretamente com os chamados supermercados de vizinhança --pequenas lojas que crescem a taxas mais elevadas que a média do setor.

#-Apesar de já começar a ser verificada uma tendência de aumento da demanda por álcool com o anúncio da mudança da fórmula da gasolina, o preço do combustível feito a base de cana-de-açúcar voltou a registrar queda.

#-A receita de exportações brasileiras de carne bovina "in natura" cresceu 107,8% em um ano e atingiu o valor de US$ 319,9 milhões em outubro último. Segundo dados divulgado pela Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), no mês passado foram embarcadas para o exterior 164,3 mil toneladas de carne "in natura" --aumento de 55,3% sobre o mesmo mês de 2005.

#-O TRF 1ª Região (Tribunal Regional Federal) derrubou a liminar conseguida pelas empresas de ônibus e voltou a obrigá-las a cumprir a lei da passagem gratuita ao idoso. O pedido para derrubar a liminar foi feito pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

#-Depois de registrar um lucro líquido de R$ 825 milhões entre janeiro e setembro deste ano, os investimentos da estatal previstos para o próximo ano somam R$ 5,6 bilhões em 2007 para o reforço, modernização e ampliação de linhas de transmissão e projetos de geração, sem considerar a possível participação nos grandes empreendimentos.
#-Os medicamentos genéricos registraram no terceiro trimestre de 2006 um crescimento de 48,89% em relação ao mesmo período de 2005, segundo a Pro Genéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos). As vendas entre julho e setembro somaram US$ 284,2 milhões, contra US$ 190,8 milhões no mesmo período de 2005.

#-O bom desempenho do emprego industrial registrado neste ano, típico de períodos de forte crescimento econômico, surpreendeu os economistas da CNI (Confederação Nacional da Indústria).De acordo com o boletim Indicadores Industriais, divulgado hoje pela entidade, o emprego na indústria vem crescendo a uma taxa média de 0,9% por trimestre, descontados os fatores sazonais.Tópicos dos principais jornais na semana
Vai ser uma briga de foice, vou assistir de camarote. Serra, Aécio, Alckmin, FHC , Kassab, todos querendo o poder. Será muito divertido, não percam nos próximos anos.


O candidato derrotado à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB), começou a quebrar o silêncio e não descartou, embora ainda "esteja muito longe", disputar o Palácio do Planalto em 2010."Tenho recebido a visita de muitas lideranças (políticas) do país. Você tem algumas etapas: a direção do partido no fim do ano que vem, eleições municipais em 2008, e você tem 2010", disse Alckmin à Reuters nesta sexta-feira, na segunda pessoa, antes mesmo de ser questionado especificamente sobre o tema da sucessão.

Corte de gastos não é a solução, reafirma Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta sexta-feira (11) os que pregam o "corte de gastos" como única forma de o país crescer mais do que atualmente.
"Corte de gastos é um discurso batido. Todo mundo fala em corte de gastos, mas tem pouco de onde cortar. Ao invés de falar apenas em cortar gastos, que falem em como fazer esse país produzir", disse. O presidente indicou que vai aprimorar a política econômica, mantendo sua essência.
"Não abriremos mão da responsabilidade econômica e fiscal. Se agirmos de forma irresponsável, ao invés de um sucesso, pode ser um fracasso. Vamos crescer com responsabilidade, continuar controlando a inflação e manter a Lei de Responsabilidade Fiscal", afirmou. Lula disse que "logo" irá apresentar uma proposta que levará o país a crescer e pediu tempo aos que o pressionam.
"Permitam que tenham tempo de produzir uma proposta que será apresentada logo. Quero começar o ano com as soluções prontas e as coisas funcionando bem", disse. Entre as medidas, Lula deve atender aos Estados e municípios. "Estamos estudando o caminho pelo qual vamos dotar os Estados, os municípios e a União de capacidade de investimento", disse. O presidente pediu a imprensa que "não perca tempo" com perguntas sobre a composição do seu segundo governo porque ele está interessado neste momento em elaborar as propostas de investimentos em infra-estrutura.
Com informações da Folha Online

10 novembro 2006

GOVERNO LULA
10/11/2006 - 18h19
BNDES tem lucro recorde de R$ 2,4 bilhões no terceiro trimestre

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro recorde no terceiro trimestre, de R$ 2,4 bilhões. O resultado é 276% superior ao obtido no mesmo trimestre de 2005. No acumulado dos nove primeiros meses de 2006, o lucro do banco de fomento federal também registrou marca histórica, ao alcançar R$ 5,71 bilhões, montante 132% maior ao apurado no mesmo período do ano passado. As razões para os recordes estão relacionadas a uma redução das provisões para empresas que estavam inadimplentes e que pagaram suas dívidas, a um ganho com dividendos e juros sobre capital de empresas nas quais o BNDES tem ações e, ainda, à venda de ações que se valorizaram nos últimos meses. Somente com a carteira de ações, o lucro correspondeu a R$ 3,02 bilhões no acumulado de janeiro a setembro. Na renda fixa, o ganho chegou a R$ 2,49 bilhões. Deste total, R$ 1,096 bilhão correspondeu à reversão de provisão para risco. "No que se refere à recuperação de crédito, os dados refletem uma melhoria da situação financeira das empresas, que estão menos endividadas. E reflete também uma melhor gestão em resolver questões antigas", disse o presidente do BNDES, Demian Fiocca. Um dos exemplos de resolução de inadimplência foi o caso da Brasil Ferrovias, que devia R$ 1,2 bilhão ao banco. O grupo ALL Logística conseguiu fazer um acordo com o banco, ao adquirir as ações da empresa antes inadimplente. A taxa de inadimplência em relação à certeira total do banco fechou o mês de setembro com 0,55%, inferior à taxa observada ao final de junho, que foi de 0,69%, e ainda menor ao registrado em dezembro de 2005 (2,08%)."Na renda variável, o lucro mostra a qualidade da carteira do BNDES e um bom desempenho das empresas ao pagar dividendos e pela percepção positiva que se reflete no valor de mercado dessas ações", completou Fiocca. Na renda variável, a maior parte do lucro deveu-se à venda de ações que estavam na carteira do banco, correspondendo a R$ 1,486 bilhão no acumulado do ano até setembro. Um dos destaques foi a operação de venda de ações do Banco do Brasil. A receita com dividendos e juros sobre capital próprio de ativos de renda variável chegou a R$ 1,18 bilhão.
10/11/2006 - 18h06 Pesquisa mostra vitória folgada de Chávez nas presidenciais
Washington, 10 nov (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deve vencer com margem nas eleições gerais que seu país realizará em 3 de dezembro, segundo uma pesquisa divulgada hoje em Washington.A pesquisa, financiada pela companhia Citgo - filial americana da empresa pública Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA) -, concede a Chávez 57% dos votos contra 35% do candidato da oposição Manuel Rosales, governador do estado de Zulia.O estudo descreve uma sociedade majoritariamente satisfeita com o estado atual e otimista sobre o rumo do país, principalmente entre as classes menos favorecidas.Assim, quase metade dos 2.000 entrevistados na pesquisa conjunta da empresa americana Evans/McDonough e da venezuelana Consultores 30.11 afirmaram que a situação melhorou, enquanto 29% consideram que piorou e 19% acham que está igual.Sobre o futuro, as perspectivas são ainda mais otimistas: 53% acham que seu país melhorará nos próximos anos, frente a apenas 11% que acreditam que piorará.A grande preocupação dos venezuelanos mudou radicalmente desde agosto de 2004, já que 58% consideram hoje que o maior problema é o desemprego.A pesquisa evidencia o apoio em massa a Chávez nas camadas econômicas mais baixos, que é de cerca de dois terços do eleitorado.Enquanto, nos 5% mais ricos, a situação é inversa, e Rosales alcança apoio de 68%.Na classe média-alta, a distribuição do apoio é muito equilibrada, com 46% que apóiam o opositor frente aos 45% que respaldam o presidente.A pesquisa é a primeira de uma série de três que as consultoras realizarão antes das eleições.
10/11/2006 - 16:19 Lula vai à Venezuela e Aldo assume a Presidência
O presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) assume interinamente a Presidência da República no próximo domingo (12). O posto será ocupado enquanto o presidente Lula estiver em viagem oficial à Venezuela.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca para Caracas no próximo domingo, 12 de novembro, quando deve passar o cargo formalmente para Aldo Rebelo. Lula encontra-se com Hugo Chávez no dia seguinte.

Um dos principais temas da pauta será o acerto dos detalhes da parceria entre a Petrobras e a PDVSA, estatal petrolífera venezuelana, para a construção de uma refinaria em Pernambuco. Esta será a primeira viagem do presidente Lula ao exterior após ser reeleito no último dia 29 de outubro.

O vice-presidente José Alencar, que ocupa interinamente a presidência quando Lula está fora do país, desta vez não poderá assumir pois está de licença médica. Alencar embarcou nesta quarta-feira (8) para Nova York, aonde irá se submeter a uma cirurgia para retirar um câncer no abdome. O vice-presidente solicitou licença de 30 dias ao TSE.

Pela ordem de sucessão firmada pela Constituição, na ausência do presidente e de seu vice, quem assume interinamente o principal posto da República é o presidente da Câmara dos Deputados (Aldo Rebelo). Depois dele, pela ordem, vêm o presidente do Senado (Renan Calheiros) e a presidente do Supremo Tribunal Federal (Ellen Gracie).
Do Portal Vermelho, com agências
10/11/2006 - 17h20
Deputada federal eleita pelo PTC anuncia transferência para o PT
da Folha Online

O PT informou, na tarde desta sexta-feira, que a deputada federal eleita Angela Portela (PTC-RR) pretende se filiar ao partido no próximo dia 15. Se confirmada a transferência, a bancada petista na Câmara passaria a contar com 84 parlamentares.

A decisão foi tomada, ainda segundo informações divulgadas pelo PT, após uma reunião da bancada petista com os novos deputados eleitos, ocorrida na quinta-feira. Angela teria participado do encontro.

Eleita pela primeira vez para um mandato legislativo, Angela é professora e conquistou seus eleitores com propostas para a área de educação e de políticas sociais.

10/11/2006 - 13:53 Justiça: Promotor pede anulação de sentença contra Emir Sader
O promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo, Renato Eugênio de Freitas Peres, entrou com recurso junto ao juiz de Direito da 22ª Vara Criminal de São Paulo, Rodrigo Cesar Muller Valente, que condenou o professor Emir Sader a um ano de detenção e a perda do seu cargo na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), pedindo anulação da sentença.O parecer emitido pelo promotor historicia o caso desde o seu início. Para pedir a anulação da sentença, o promotor afirma que há incongruência, inadequação e inconsistência na decisão.
Começa dizendo que a sentença contra o réu destoa completamente de outras sentenças, praticadas inclusive na 22ª Vara, em face de acusações muito mais graves, como tráfico de entorpecentes, furtos qualificados e outros. “Assim vislumbra-se que no presente caso o professor universitário querelado foi condenado com pena de igual duração àquela que alguns juízes pretendem conferir a traficantes. Houve um tempo que chamavam situações como esta, no direito, de teratológicas”, escreve o promotor. “Mas não é só”, continua. “Como pode agora um professor universitário ser condenado por expressão de opinião?”Manifestando perplexidade, o recurso diz que “em quinze anos de carreira” o promotor nunca teve conhecimento de uma condenação por crime contra a honra, inclusive na 22ª Vara. E reclama que já apresentou seus argumentos por ocasião desse julgamento em primeira instância, mas que pelo visto “sequer foram apreciadas as questões suscitadas”, motivo pelo qual vai reapresentá-las. E diz: “É sabido que muitos Juízes dizem que sequer lêem o que escreve o Ministério Público”.A partir daí o promotor declara que a queixa-crime sequer deveria ter sido recebida em juízo, em primeiro lugar por não ser precisa na qualificação do suposto crime cometido, se era de injúria, calúnia ou difamação.
Acrescenta que o juiz acabou desconsiderando as acusações de “calúnia” e de “difamação”, só aceitando a de “calúnia”, e que nisto houve erro de juízo. Ou seja, o recurso desqualifica a própria conceituação com que o juiz encarou o processo.Depois, o parecer aponta uma série de erros cometidos pelos acusadores e pelo próprio juiz. Não houve oferecimento de oportunidade de retratação, obrigatório pela Lei de Imprens,a que foi o instrumento da condenação.
Deveria também haver oferecimento de oportunidade de reconciliação entre as partes, de explicações, não houve intimação das testemunhas de defesa, enfim o processo teria se tornado um rosário de equívocos, o que justifica o recurso:“Por todos estes motivos, opina a Promotoria de Justiça no sentido de que seja declarada a nulidade do processo, com rejeição da Queixa-crime (por inépcia e falta de condições processuais, leia-se adequação do pedido)”.Mas o parecer não pára por aí. Além de considerar os erros processuais, entra no mérito da questão. E é taxativo: “trata-se aqui de uma disputa ideológica. Nenhuma das partes é um criminoso”. E vai ao âmago do problema, quando diz que se o professor chamou o senador de “racista”, “não há controvérsia sobre o fato de que o Exmo. Senador da República lançou mão da expressão "a gente vai se ver livre desta raça"”.“Assim só podemos concluir que efetivamente o Excelentíssimo Senhor Senador tem o hábito de utilizar o conceito de raça, ou algum conceito de raça. E infelizmente ele o fez num contexto em que manifesta a expectativa de "...se livrar da tal raça"”. Pergunta o parecerista: como deveria reagir alguém que ouvisse tal frase, e fosse “de origem diversa daquela do ex-governador "Barriga-verde"”? Deveria ouvir calado o que também pode ser caracterizado como uma “ofensa”.Diz ainda que os advogados do senador argumentaram que ele sentiu-se ofendido por adjetivos como “repulsivo, racista, fascista, mente suja, abjeto, mesquinho, desprezível”, mas que de toda essa coleção só a expressão “racista” poderia ser objeto de querela judicial; e que as demais denotam a existência de um debate “acalorado”, como as que são características daqueles entre “direita esquerda”.Diante do argumento da acusação de que o réu deturpou o sentido da expressão “raça” usada pelo senador, diz que “até mesmo pela confusão resultante, temos que concluir então que a declaração permite o mau entendimento”. Conclusão: “não há prova de dolo criminal”, ou seja, de intenção criminosa.Por fim, o promotor arremata dizendo que o efeito colateral da aplicação da sentença, de perda do cargo de professor em universidade pública é “exacerbada” e que “a aparência da peça nos remete às condenações da época do regime militar. Até as personagens no palco são as mesmas”. “Há apenas uma diferença: na época do governo militar havia sursis”, isto é, a possibilidade da suspensão da pena. Agora, nem isto houve.
Agência Carta Maior

09 novembro 2006

09/11/2006 - 16:11 Blog do Dirceu: Mídia cria precedente perigoso e agora reclama dele
Leia abaixo texto publicado pelo ex-ministro José Dirceu em seu blog
(http://blogdodirceu.blig.ig.com.br/):
Na quebra do sigilo telefônico de Gedimar Passos, um dos envolvidos no caso do dossiê, foram monitorados, com ordem judicial, 168 telefones. A Polícia Federal constatou que vários eram de empresas jornalísticas ou de jornalistas, vários da Folha, que faz hoje uma longa reportagem sobre a questão em varias matérias. O próprio advogado da empresa considerou o monitoramento “abusivo da atividade jornalística”. Juristas ouvidos pelo jornal vão mais longe e falam em violação do princípio constitucional do sigilo da fonte, em devassa, em atentado à liberdade de imprensa, que o próprio juiz que autorizou poderia ter praticado crime e por aí vai. Ou seja, pimenta nos olhos dos outros não arde. A Folha se especializou em violar sigilos telefônicos protegidos por lei, em fazer devassas na vida alheia, em ignorar o que agora reivindica para si e para seus jornalistas – a presunção da inocência, o principio do ônus da prova e o devido processo legal. Agora se insurge contra uma medida corriqueira numa investigação policial. Só para lembrar, no famoso caso de Santo André todas as gravações que tinham sido obtidas ilegalmente foram assim consideradas pela Justiça, que as mandou destruir. No entanto os jornais as utilizaram como prova contra inocentes e assim, sem julgamento, sem direito de defesa e sem presunção da inocência, condenou-os perante a opinião pública. Muitas vezes, em minha defesa pública, eu alertei que a própria imprensa estava criando um grave precedente que se voltaria contra ela um dia. Não demorou muito.

09/11/2006 - 14:28 Relatório da ONU aponta Brasil como exemplo no combate à desigualdade
Apontado até o Relatório de Desenvolvimento Humano de 2005 como referência de desigualdade, o Brasil é agora apresentado, no RDH 2006, como exemplo de melhoria na distribuição de renda.

“A boa notícia é que a desigualdade extrema não é algo imutável. Nos últimos cinco anos, o Brasil, um dos países mais desiguais do mundo, tem combinado um sólido desempenho econômico com declínio na desigualdade de rendimentos (...) e na pobreza”, sustenta o texto do relatório 2006 do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

Atualmente, o Brasil é o 10ª mais desigual numa lista com 126 países e territórios. Ele está melhor que Colômbia, Bolívia, Haiti e cinco países da África Subsaariana.

Os avanços ainda tiraram o Brasil da penúltima posição no ranking de distribuição de renda da América Latina — no último relatório, só a Guatemala estava em situação pior.

Apesar de os progressos terem permitido que o indicador brasileiro superasse o colombiano, duas colocações foram ganhas graças à intensa ampliação do fosso de renda entre pobres e ricos na Bolívia e à entrada do Haiti no ranking.

A Guatemala passou da primeira para a sétima posição na lista dos piores da região, superando inclusive o Chile.

O desempenho brasileiro é avaliado no relatório principalmente com base no índice de Gini — indicador de desigualdade de renda que varia de 0 a 1, sendo 0 em uma situação na qual toda a população possuísse uma renda equivalente, e 1 se apenas uma pessoa detivesse toda a riqueza do país.

No relatório, o índice do Brasil é 0,580, menor que o da Colômbia (0,586, nona no ranking dos piores) e pouco maior que os de África do Sul e Paraguai (0,578, empatadas na 11ª colocação).

A evolução brasileira nos últimos anos vai na contramão da tendência de alta de países como Colômbia, Bolívia e Paraguai.

Bolsa Família
O RDH 2006 destaca o programa Bolsa Família como um dos responsáveis pelos avanços do Brasil.

“O crescimento econômico criou empregos e promoveu aumento real de salário. E um amplo programa social — o Bolsa Família — tem feito transferências de renda para 7 milhões de famílias que vivem na pobreza extrema ou moderada para ajudar na alimentação, saúde e educação, criando benefícios hoje e bases para o futuro”, frisa.

O número apontado no relatório refere-se ao total de famílias atendidas em 2004. Hoje, já são mais de 11 milhões.

Apesar dos avanços, o Brasil ainda é mais desigual do que todos os países com IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) superior ao seu — o que mais se aproxima é o Chile, que tem um índice de Gini de 0,571.

Além disso, em apenas oito países os 10% mais ricos da população se apropriam de uma fatia da renda nacional maior que a dos ricos brasileiros. No Brasil, eles abocanham 45,8% da renda, menos que no Chile (47%), Colômbia (46,9), Haiti (47,7), Lesoto (48,3%), Botsuana (56,6%), Suazilândia (50,2%), Namíbia (64,5%) e República Centro-Africana (47,7%).

No outro extremo, só em sete países a parcela da riqueza apropriada pelos 10% mais pobres é menor que no Brasil. Os pobres brasileiros detêm apenas 0,8% da renda, fatia superior à dos pobres de Colômbia, El Salvador e Botsuana (0,7%), Paraguai (0,6%), e Namíbia, Serra Leoa e Lesoto (0,5%).

A comparação entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres mostra que, no Brasil, a fatia da renda obtida pelo quinto mais rico da população (62,1%) é quase 24 vezes maior do que a fatia de renda do quinto mais pobre (2,6%).

O relatório destaca que reduzir a desigualdade é importante porque é uma das formas de acelerar a redução da pobreza. “A taxa de redução da pobreza de um país se dá em função de dois fatores: o crescimento econômico e a parcela desse incremento apropriada pelos pobres. Em outras palavras, quanto maior a parcela apropriada pelos pobres, maior será a eficiência do país em transformar crescimento em redução da pobreza”, afirma.

O RDH 2006 ainda ressalta que a desigualdade não é um problema apenas dos países em desenvolvimento. O texto afirma que nos Estados Unidos, a diferença entre ricos e pobres cresceu “dramaticamente”.

Nos últimos 25 anos, segundo o relatório, a renda dos 1% de lares mais ricos cresceu 135% e a participação deles no PIB (Produto Interno Bruto) dobrou para 16%, enquanto os salários da manufatura tiveram queda real de 1%.

“Em outras palavras, os frutos dos ganhos de produtividade que promoveram o crescimento dos Estados Unidos foram fortemente direcionados para as partes mais ricas da sociedade”, afirma.

Para ver o relatório na íntegra,
clique aqui.
Leia também:
Índice de Desenvolvimento Humano brasileiro aumentou em 2004 Relatório da ONU mostra que 90% de brasileiros têm acesso à água potável
Com informações do site www.pnud.org.br

09/11/2006 - 09:06 Ação pode levar coronel acusado de tortura a responder criminalmente
Uma ação declaratória movida na Justiça de São Paulo pode levar o coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra a responder judicialmente pelo crime de tortura, apesar da Lei de Anistia. A análise é de Lúcio França, membro da Comissão de Direitos Humanos da secção de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP).
A ação declaratória cível, atualmente em tramitação contra o coronel, é movida por cinco membros da família Teles, que o acusam de tê-los torturado no período da ditadura. No processo atual, o coronel não está sendo julgado criminalmente. Os autores não pedem reparação ou qualquer tipo de indenização: há apenas o pedido de que a Justiça declare que o coronel foi um torturador.
“Uma sentença dizendo que ele é um torturador abre muitos leques. Como ele é torturador, tem uma sentença, então vamos ao Ministério Público Federal, Ministério Público estadual para ele sentar no banco dos réus”, disse França.
De acordo com a presidente do Movimento Tortura Nunca Mais, Rose Nogueira, a ação declaratória iniciada em 2005 foi a primeira a ser aberta com essa motivação. “A partir do momento em que ele é declarado torturador, tem que ir para as instâncias superiores para ver o que é que se faz com um torturador”, disse.
Na atual ação declaratória, foram ouvidas na tarde de hoje (8) cinco testemunhas de acusação. Ainda não há previsão de data para que sejam ouvidas as testemunhas de defesa. Também não há prazo determinado para a publicação da sentença judicial.
Agência Brasil
Após a eleição o caos em SP vem a tona.

Crise no maior e principal hospital de cardiologia. O Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (InCor - HCFMUSP) é um dos mais modernos hospitais do mundo, especializado no tratamento clínico e cirúrgico de doenças cardíacas, está ameaçado de falir.

Aumento nas tarifas de ônibus, Metrô, trem, muito acima da inflação.

Aumento do IPVA

Aumento do IPTU

Isso são 12 anos governo do PSDB/PFL no estado de SP


Se alguém pensa que quando o Serra assumir vai melhorar, está enganado. Serra está preocupado com a eleição de 2010 para presidente. Está preocupado em fundar um novo partido, está pensando na eleição de 2008. Está preocupado em como fazer para tirar do seu caminho, Alckmin e o Aécio. Serra está preocupado em como escapar de comparecer a CPI dos sanguessugas, tanto que fugiu para os EUA.

08 novembro 2006

08/11/2006 - 13:49
Em ação inédita, comandante do
Doi-Codi vai a julgamento por tortura



O coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra – que comandou o DOI-Codi em São Paulo entre 1970 a 1974 - pode ser declarado torturador nesta quarta-feira (8), mas não será preso ou condenado se for responsabilizado pelo crime de tortura.



O julgamento na 23ª Vara Cível, no Fórum João Mendes, é moral e político, já que Ustra se enquadra na Lei da Anistia, de agosto de 1979, que beneficiou pessoas condenadas por atos terroristas durante a ditadura e militares que tenham participado de sessões de tortura.



O militar está em São Paulo, mas, segundo seu advogado, Paulo Esteves, decidiu não comparecer ao julgamento por não ser obrigatório pela Justiça.



No período em que Ustra esteve no DOI-Codi - órgão ligado ao Exército, que congregava naquela época membros das polícias civis federais e estaduais, das polícias militares e do Exército - foram relatados 502 casos de tortura. A sentença será dada pelo juiz Gustavo Santini Teodoro.



Ele será levado a julgamento por um processo movido pela família Teles, que em 1972 teve pai, mãe, duas crianças (de 4 e 5 anos) e uma tia torturados no órgão. Bastante emocionado, Cesar Teles chegou ao Fórum acompanhado da esposa Maria Amélia, dos filhos Janaína e Edson e da nora Criméia Almeida. Ele disse que ainda não sabe como será o primeiro contato visual com seu torturador.



“Ele é um monstro e deve ser condenado para o bem da História do Brasil”, disse Cesar Teles.



Brilhante Ustra escreveu um livro, A verdade Sufocada, no qual se defende e nega acusações de tortura. A família Teles espera obter uma declaração de que sofreu danos morais e de integridade física.



Em maio passado, depois de o livro ter sido comentado em coluna do jornal Folha de S.Paulo pela jornalista Mônica Bergamo, Edson Teles enviou uma carta, publicada pelo Observatório da Imprensa, onde fez o seguinte relato:



“Fui preso, aos 4 anos de idade, em minha casa. Assistia ao Vila Sésamo, programa infantil de qualidade rara se comparado aos dias atuais. Fui interrompido pelos agentes do Sr. Ustra, diga-se do DOI-Codi, que à nossa casa invadiram com suas metralhadoras e palavras ofensivas. Estávamos eu, minha irmã de 5 anos e minha tia, grávida de 8 meses.



Colocaram-nos no camburão e nos levaram ao escritório deste cidadão que hoje tem endereço, salário do Estado e dá-se ao ato provocativo de escrever livros versando sobre parte das mais horríveis na história do Brasil. Lembro-me, ainda no camburão, de ter brincado com uma daquelas armas que, por pura incompetência, haviam deixado ao meu lado e eles caindo em cima para tentar arrancá-la de mim, como se eu fosse O Terrorista.



Nas dependências deste então órgão público/estatal pude ver minha mãe e meu pai em tortura. Após ser assim recebido pelo Ustra (ele em pessoa, não é uma entidade, uma alucinação, é este homem que hoje se diz vítima), fui levado a um lugar onde, através de uma janelinha, a voz materna, que meus ouvidos estavam acostumados a escutar, me chamava.



Porém, quando eu olhava, não podia reconhecer aquele rosto verde/arroxeado/ensangüentado pelas torturas que o oficial do Exército brasileiro, Carlos Alberto Brilhante Ustra, havia infligido à minha mãe. Era ela, mas eu não a reconhecia. Esta cena eu não esqueço, não porque arquiteto uma vingança imaginária contra o Ustra.



Ela não é uma informação da qual disponho, mas uma marca que talvez só por meio da terapia de meu depoimento público possa acalmar, deslocar para espaços periféricos de minha memória. Reitero meu desejo de vê-lo, o torturador Ustra, no banco dos réus respondendo por seus crimes. Se assim for permitido, serei a primeira testemunha de acusação.”



Ação inédita

A ação por danos morais contra militares que comandaram ou participaram de sessões de tortura no Brasil durante o regime militar é inédita e abre precedente para outras ações similares.



No País, atualmente, centenas de militares que estão na ativa ou na reserva fizeram parte dessas sessões e poderiam, em tese, ser processados por vítimas do regime.


Com informações das agências
PORÕES DA DITADURA.

Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que comandou o DOI-CODI do II Exército,conhecido como" Dr. Tibiriçá," enfrenta hoje os bancos dos réus.
Foi processado por tortura na ditadura militar.
Com informação da Globo News.
GOVERNO LULA
08 de novembro de 2006 - 12:19
Setor automobilístico tem melhor outubro da história
Produção e exportação de veículos bateram recorde no mês passado
Beth Moreira
SÃO PAULO - A produção de veículos no País apresentou em outubro o melhor resultado para o mês da história. Foram produzidas 226,4 mil unidades em outubro, com uma evolução de 14,2% sobre o mesmo mês de 2005 e alta de 10,9% sobre o mês anterior. A informação foi divulgada nesta quarta-feira pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A produção acumulada dos primeiros dez meses de 2006, de 2,2 milhões de unidades, também é a melhor performance já registrada pela indústria no período compreendido entre janeiro e outubro.

GOVERNO LULA
08/11/2006 - 14:20 Caetés organiza caravana para nova posse de Lula

Parentes e amigos pernambucanos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva repetirão neste ano a viagem que fizeram a Brasília quatro anos atrás para assistir à posse do conterrâneo, reeleito no último dia 29.A "Caravana Avança Brasil", como foi batizada a excursão, sairá de Caetés, terra natal do presidente, no dia 28 de dezembro. A concentração será no sítio Várzea Comprida, onde Lula nasceu. A previsão é chegar a Brasília na manhã do dia 30.A viagem será feita em um ônibus fretado com 54 lugares. Pelo menos 25 assentos serão reservados a parentes - primos e tios - do presidente, disse o organizador do evento, Marlos Duarte, presidente da ONG Associação Brasil-Cuba "Casa Gregório Bezerra".Em 2002, a então "Caravana da Esperança" levou 42 pessoas à posse de Lula - entre elas 20 parentes do presidente. Na época, o custo da viagem foi de R$ 350 por pessoa. Os convidados que não puderam pagar receberam a passagem de graça.Segundo Duarte, a mesma estratégia será usada agora. "Vamos atrás de patrocínio para bancar quem não tiver dinheiro", disse. Ele calcula que a nova excursão custará R$ 450 por pessoa, "fora as refeições".
Com informações da Folha Online
08/11/2006 - 10:52 Assembléia Legislativa de Santa Catarina aprova moção de solidariedade a Sader
A Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina aprovou ontem (7) moção da Bancada do PT de apoio ao professor Emir Sader na qual “manifesta sua solidariedade e sua indignação perante à exagerada e desproporcional decisão tomada pelo juiz de direito, Rodrigo César Müller Valente da 22ª Vara Criminal da cidade de São Paulo, a qual constitui uma afronta ao princípio da liberdade de expressão e da autonomia universitária”.
O inusitado no momento da votação envolveu as bancadas do PFL e PMDB, que se posicionaram contra a moção e foram derrotados na votação visual. Os parlamentares não aceitaram o resultado e exigiram a votação eletrônica, sendo derrotados novamente, por 11 a 10, com o voto de minerva do presidente da Alesc, Júlio Garcia (PFL), e uma abstenção.
A condenação em primeira instância decorreu de artigo escrito por Sader no qual afirma que o senador Jorge Bornhausen (PFL-SC) foi “racista” ao referir-se ao “PT como uma raça a ser exterminada”. O magistrado condenou o professor à pena de um ano de detenção e à perda do cargo de professor universitário na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, “o que ocasiona sérios e irreparáveis prejuízos à academia científica brasileira”, segundo a moção.
O documento aprovado pela ALESC cita ainda que a decisão judicial vem consternando a comunidade intelectual nacional, bem como aqueles que militam na defesa dos direitos humanos e da liberdade de expressão. O texto destaca também que o professor Emir Sader é um intelectual reconhecido nacional e internacionalmente pela luta que empreende na defesa dos direitos humanos e na construção de uma sociedade justa e igualitária.
A moção foi encaminhada à presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Ellen Gracie, ao presidente do Conselho Nacional de Justiça e presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Raphael de Barros Monteiro Filho, ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desembargador Celso Luiz Limongi, ao juiz da 22ª Vara Criminal da Cidade de São Paulo, Rodrigo César Muller Valente, ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Roberto Antônio Busato, ao reitor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Nival Nunes de Almeida e ao professor Emir Sader, coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Brasil! Brasil!
@-Jornalões dos tucanos ladeira abaixo (fonte:ANJ), circulação:
Folha de São Paulo:
399,654 (2001);
346,333 (2002);
314,908 (2003);
307,703 (2004);
307,937 (2005). Ano do escândalo: estancou, mas não rendeu!
O Estado de S Paulo:
341,300 (2001);
268,433 (2002);
243,755 (2003);
233,471 (2004);
230,859 (2005). No caso do Estadão a queda é livre.

@-Última: A Subida da ladeira de um jornalão (fonte: ANJ), circulação:
O Globo:
296,272 (2001);
266,185 (2002);
253,410 (2003);
257,451 (2004);
274,934 (2005). A “subida” do jornalão não teve méritos. O desempenho pífio dos outros jornalões fez de O Globo o segundo em circulação, era o quarto em 2001. Comparando 2001 com 2005 a circulação do jornal foi maior.

http://nogueirajr.blogspot.com/
BATAM DOUTORES, BATAM MAIS, BATAM MUITO
Em 2005 a oposição e a mídia, representando a elite, dedicaram-se a massacrar o PT e o presidente Lula. O objetivo ficou bem claro nas palavras de Bornhausen: "vamos acabar com essa raça por 30 anos". Pareciam dragões de Komodo na tribuna do Congresso, nas páginas dos jornais e revistas, na tela da TV, contaminando a todos com seus discursos, reportagens e artigos envenenados, carregados de ódio. Incomodou-os muito um presidente nordestino, ex-metalúrgico, ex-sindicalista, sem diploma universitário nem título acadêmico. Incomodaram-se mais ainda quando Lula, que recebeu um país falido das mãos de um doutor da Sorbonne, recuperou a economia e a credibilidade do Brasil, diminuiu o desemprego, a miséria, baixou os juros, derrotou a inflação, combateu a corrupção como nunca antes em nenhum governo. A oposição e a mídia bateram sem dó nem piedade, inventaram, mentiram, difamaram, caluniaram, afrontaram. Sem ética, decoro parlamentar, respeito ou dignidade, buscaram à força o objetivo de "acabar com essa raça por 30 anos" antes da eleição de 2006. Tentaram até os últimos minutos antes da eleição. O programa eleitoral de Alckmin, que teve uma derrota acachapante nas urnas, resumiu-se a bater no presidente Lula com calúnias, denúncias vazias e infundadas. O combinado entre Alckmin, seu partido (PSDB/PFL) e a mídia era bater, bater, bater. Os blogueiros de aluguel, os mentores de sua campanha, os jornalistas partidários, os pseudo-cientistas políticos, os pseudo-intelectuais, seus correligionários, pediam: bate mais doutor, bate mais! Eles haviam combinado tudo entre si, mas esqueceram-se de combinar com o povo, com as pessoas dignas e informadas do país. Por isso, bateu levou: uma derrota acachapante. Alckmin não foi o único derrotado pela pancadaria instalada em 2005, pois todos que dela participaram foram humilhados nas urnas. Arthur Virgilio 3%, ACM, Garibaldi Alves, Eduardo Paes, Afif Domingos, Zulaiê Cobra, Maninha, Baba, Antero, Heloisa Helena... Bornhausen, esperto, nem se candidatou. Heloisa Helena, Bornhausen e muitos outros espancadores, para felicidade geral da nação, estão fora da política em 2007. Mas não aprenderam. Inconformados com a derrota e desprovidos de inteligência e bom senso, continuam batendo. Pelo jeito, vão esbravejar até a apoplexia nos próximos 4 anos do governo Lula. Impressionante: esses políticos do PSDB/PFL vão extinguir a própria raça pelos próximos 30 anos. Batam doutores, batam mais, batam muito! O povo brasileiro agradece.
Jussara Seixas

Daniel Ortega é eleito presidente da Nicarágua
Candidato sandinista teve 38% dos votos contra 29% do segundo colocado
AP e EFE
MANÁGUA - O líder sandinista Daniel Ortega venceu as eleições presidenciais da Nicarágua, segundo resultados parciais divulgados nesta terça-feira, 7.
Com 91% das urnas apuradas, Ortega obteve 38% dos votos contra 29% de seu maior adversário, o candidato formado pela universidade norte-americana de Harvard Eduardo Montealegre. Segundo a legislação nicaragüense, o vencedor tem de ter ao menos 35% dos votos e cinco pontos percentuais a mais que o segundo colocado para ser eleito em primeiro turno.
Comissão especial aprova Fundeb por unanimidade


A comissão especial da PEC do Fundeb (Fundo da Educação Básica) aprovou ontem, por unanimidade, o relatório da deputada Iara Bernardi (PT-SP). Durante toda a reunião, parlamentares elogiaram o parecer da relatora, aplaudida de pé por entidades e representantes da área de educação e integrantes da comissão. "A PEC do Fundeb é um marco na história da educação. A partir daqui vamos poder garantir o direito à educação previsto na Constituição. Antes não havia o mecanismo fundamental para garantir esse direito, o recurso", afirmou Iara. A PEC deverá ser o primeiro item a ser votado pelo plenário da Câmara assim que forem votadas as MPs que trancam a pauta.
Segundo a deputada Fátima Bezerra (PT-RN), o presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), recebeu ontem os representantes de entidades de educação e disse estar empenhado para que a votação do Fundeb ocorra o mais breve possível. "A aprovação do Fundeb engrandece esta Casa e a educação brasileira", disse Fátima Bezerra.
Para o deputado Carlos Abicalil (PT-MT) a aprovação da PEC pela comissão "expressa a ampla convergência sobre a matéria". "Faço um registro público da perseverança do trabalho da relatora. O Fundeb levará aos estados e municípios brasileiros o cumprimento da Constituição, que institui a responsabilidade solidária, no regime de cooperação, entre a União, os estados e os municípios e a garantia do financiamento de uma educação que leve em conta os princípios da universalidade, qualidade e democratização, tanto no acesso como no processo de gestão", acrescentou.
Segundo a deputada Maria do Rosário (PT-RS), a aprovação do Fundeb inaugura um novo momento da educação brasileira. "Inaugura o momento de uma visão de sistema de educação, na qual a qualidade será mais acessível", afirmou.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que com o Fundeb escolas sem infra-estrutura e professores pouco valorizados e com deficiência na formação estarão "com os dias contados". "O investimento da União em educação básica passará para R$ 5 bilhões a partir dos três anos de vigência do Fundeb", destacou Haddad. Ele lembrou que, em caso de aprovação total da proposta, já em 2007 serão aplicados R$ 2 bilhões em toda a rede pública, da educação infantil ao nível médio.
Vigência - O Fundeb terá vigência pelos próximos 14 anos e será composto por 20% da receita de determinados impostos como ICMS, IPVA e IPI; transferências da União aos estados e municípios pela Lei Kandir; e recursos do FPE (Fundos de Participação dos Estados) e dos municípios (FPM). Enquanto o atual Fundef contempla apenas alunos do ensino fundamental, o Fundeb será estendido também aos estudantes do ensino infantil - incluindo as creches que abrigam crianças até cinco anos - e do ensino médio.
Piso do magistério - Lei complementar a ser elaborada após a aprovação do fundo prevê piso salarial para o magistério e a formação continuada dos professores. O piso deve ser definido até 90 dias após a promulgação da emenda constitucional.
Rands defende investimentos em infra-estrutura
Infecção de rabdovirus
ANTONIO DELFIM NETTO
UM DOS privilégios da velhice é poder olhar serenamente para o comportamento atual de alguns intelectuais que juravam ser a "vanguarda do proletariado". Acreditavam, oportunisticamente, na idéia de que "o mundo marchava para o socialismo". Na minha avaliação, o Brasil teve (e ainda tem) sérios pensadores marxistas, que extraíram as conseqüências não apenas da imensa perspicácia do filósofo-economista sobre a essência do sistema capitalista em "O Capital" mas da antropologia profunda dos "Manuscritos". Teve, também, pelo menos um (que, aliás, foi fundador do PT) que, já nos anos 20, antecipou a tentação totalitária implícita na concepção da "ditadura do proletariado". A grande maioria dos que se autodenominavam "progressistas" eram apenas gigolôs do que imaginavam ser o "marxismo", tornado a fantasia elegante dos parisienses, enquanto os italianos (que eles ignoravam) já construíam a crítica de Marx por Marx... Hoje nos espanta e diverte recordar pressurosos intelectuais brasileiros correndo atrás do "esquerdista" Sartre, cuja obra literária e filosófica luta contra sua crença de que "o marxismo era a filosofia insuperável do nosso tempo" e a quem o próprio tempo tem tratado cada vez mais duramente. Diziam que, em 1960, o mundo conhecia três franceses: De Gaulle, Sartre e Bardot. Hoje, 45 anos depois, Sartre é considerado a 96ª personalidade entre 100 eminentes pensadores franceses... O que há de mais extraordinário neste momento, entretanto, é que boa parte dos gigolôs oportunistas estão inconformados! Espumam o mais completo desencanto com o que aconteceu no Brasil. Sugerem que o proletariado libertador, que supunham liderar, vendeu o seu voto por um Bolsa Família... A sua tristeza e revolta moral contra a perigosa mistura (já intuída por Mosca e Michels no século passado) de sindicato com política é plenamente justificada: esta parece ter mesmo uma propensão insanável à corrupção. Mas este é um caso de polícia que termina na Justiça. Tudo deve ser cuidadosamente apurado, e os provados culpados, condenados. O sucesso nas urnas não pode levar a ignorar ou eliminar o natural processo legal, como tem insistido, aliás, o presidente. O que não se explica é o contágio de rabdovirus que parece tê-los atingido. Com suprema raiva e pobre lógica, atacam a dignidade e a inteligência da maioria. Não concedem a menor probabilidade de ser verdadeira a hipótese de que o cidadão pode ter motivos mais nobres para escolher seus candidatos. Talvez a miopia dos ex-quase-intelectuais continue impedindo-os de vê-los.
dep.delfimnetto@camara.gov.br

07 novembro 2006

ESTAVA RUIM COM SERRA PIOROU

07/11/2006 - 15:25 SP: Proposta de Serra corta investimentos e programas sociais
Os deputados da bancada do Partido dos Trabalhadores na Assembléia Legislativa de São Paulo fazem nesta quarta-feira (8), às 15h, apresentação da avaliação do Orçamento 2007, primeiro ano do governador eleito de José Serra (PSDB).

De acordo com o projeto da Lei da Orçamentária Anual (LOA) enviado ao Legislativo, o Estado deve reduzir investimentos e programas sociais.

A variação de investimentos totais previstos pelo governo do tucano Geraldo Alckmin e o Orçamento de Serra é gritante. Enquanto Alckmin tinha previsto quase 24,5% a mais de investimentos no Orçamento de 2006, Serra reduz para 19,46%.

Outro dado observado é que novo governo começa com cortes importantes nos programas sociais do Estado, como Ação Jovem (-17,28%); atuação em Cortiços (-62%); Programa Morar Melhor (-30%), além de diminuição nos investimentos de 21% em obras e redução de 4,5% nos gastos com aposentadorias.

Segundo a LOA de Serra, outros programas perderão recursos em 2007: Policiamento Escolar, Saneamento Para Todos e Proteção Social Básica, que, juntos, somam mais de R$ 52 milhões.

Enio Tatto, líder da bancada petista salienta que o futuro governo deve excluir ainda programas como o Viva Leite, a Previdência do Regime Estatutário, entre outros, no valor de R$ 413.675.240.

“Serra não aplicará na Saúde recursos da ordem de R$ 459.831.575, ou apenas 11,1% da receita líquida de impostos”, destaca Enio.
As informações são da lidernça do PT na Alesp
07/11/2006 - 16:54 Sader: “Estamos diante dos estertores de uma direita desolada”
Leia abaixo entrevista do sociólogo Emir Sader concedida a Gilberto Maringoni e publicada originalmente no site da Agência Carta Maior:

A reação à condenação do sociólogo e colunista de Carta Maior, Emir Sader, no processo de injúria movido pelo senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), motivou uma extensa corrente de solidariedade no Brasil e no exterior. Ela se materializa num abaixo-assinado com mais de 10 mil nomes, entre eles Antonio Candido, Chico Buarque, Oscar Niemeyer, Eduardo Galeano, István Mèszáros, entre outros. A sentença envolve um ano de detenção, em regime aberto, conversível à prestação de serviços à comunidade e à perda de seu cargo de professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).A condenação foi motivada por um
artigo publicado na Carta Maior em 28 de agosto do ano passado. O colunista se referia a uma manifestação pública do senador feita dois dias antes. Ao ser questionado em um evento com empresários se estava desencantado com a crise política, Bornhausen respondeu: “Desencantado? Pelo contrário. Estou é encantado, porque estaremos livres dessa raça pelos próximos 30 anos”. A “raça” a que se referia o senador era o PT e a esquerda. Nesta entrevista, Sader, um dos mais importantes intelectuais brasileiros da atualidade, autor e organizador de 77 livros – entre eles a “Enciclopédia Latinoamericana” e “A vingança da história” (ambos pela Boitempo Editorial) – fala da condenação e de suas impressões sobre o contexto em que ocorreu.
Como o sr. avalia sua condenação?
Eu me surpreendi com a rapidez do andamento do processo, com a conclusão e com a contundência da condenação. A única audiência para a qual fui chamado aconteceu no Rio de Janeiro. Aleguei que, no artigo que motivou o processo, respondi com indignação a uma agressão feita pelo senador Jorge Bornhausen. Não tinha a intenção de injuriá-lo, como a outra parte alegava. O advogado dele não fez nenhuma pergunta e o juiz também não colocou nenhuma observação. A impressão é que não se tipificavam as acusações que se materializaram na sentença, como a de difamação.
Como foi o julgamento?
O julgamento caiu coincidentemente no dia em que fui eleito secretário-geral do Clacso (Conselho Latino Americano de Ciências Sociais), em 25 de agosto último. Como avisei que não poderia estar presente, o juiz alegou que o julgamento era à revelia, embora meu advogado estivesse presente. E, com esse pretexto, não convocou a nenhuma testemunha de defesa.
O que o sr. pretendia com o artigo que motivou o processo?
No artigo, expressei minha indignação diante da forma com que as elites brancas tratam o povo, referindo-se a “raça”, “corja”, “gentalha”, “populacho” e outros qualificativos dessa espécie. É um linguajar usual e cotidiano expresso em círculos privados. O que aconteceu com o senador foi uma espécie de crime de sinceridade.Um dos pontos da condenação é a perda de seu cargo como professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro...É um absurdo, pois ele alega que me vali da dignidade do cargo e da carreira para atacá-lo. Isso não é verdade.
O sr. vê alguma relação entre a sentença e o momento político?
Acho que a rapidez dos trâmites e o resultado da disputa eleitoral mostra que estamos diante dos estertores de uma direita desolada, que busca demonstrar o poder que ainda tem. Eles vêm seu espaço político se reduzir. Em outros períodos, a condenação seria uma nota de rodapé no noticiário geral. Agora ela ganha essa conotação política mais ampla.
Quais os próximos passos que o sr. pretende dar no caso?
De imediato, a expectativa é a da suspensão da sentença. Em seguida vamos recorrer a uma instância superior.Este caso motivou uma corrente de solidariedade poucas vezes vista em nosso país. Há um abaixo assinado com mais de 10 mil assinaturas, firmado por pessoas de várias vertentes de pensamento.
O que isso significa?
O segundo turno eleitoral demonstrou o potencial da esquerda brasileira. A política ficou mais clara, pelo contraste, e a unidade entre as diversas forças se manifestou. Diante de ataques fortes, ficou demonstrado que há valores a unificar a direita e capazes de amalgamar a esquerda. O abaixo-assinado, não por mim, demonstra existir essa sensibilidade em busca de pontos comuns contra investidas do lado de lá. Neste caso, fica mais uma vez demonstrado o caráter de classe da justiça.

07/11/2006 - 10:59 Lula diz que prefere avanço sólido a crescimento por decreto
Em seu primeiro evento público depois de ter sido reeleito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou seu compromisso com o crescimento econômico do País. A uma platéia de empresários premiados pela revista Carta Capital, como "As Empresas Mais Admiradas no Brasil", o presidente reeleito voltou a dizer que não acredita em fórmulas mágicas para fazer o Brasil avançar, mas insistiu que o avanço da economia continuará em suas prioridades para este novo mandato.
Após o discurso do presidente da Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, enfatizando a necessidade de maior crescimento, Lula afirmou que, se fosse possível, decretaria um crescimento de 7% para o Brasil por meio de uma medida provisória. Mas insistiu que, como esta não é uma alternativa, prefere buscar os caminhos que permitam obter um avanço mais sólido na economia. "Se eu pudesse decretar o crescimento de 7%, eu faria por Medida Provisória, para o [senador Romeu] Tuma e para o [senador Aloizio] Mercadante votarem", ironizou.
"Eu não acredito em mágica. Eu acredito em seriedade. Até porque o crescimento que nós queremos para o Brasil não vai se dar em um mandato presidencial. É preciso que a gente pense numa geração. Ou quem sabe até um pouco mais, se nós quisermos fazer uma coisa sólida, madura, que não tenha retrocesso", disse Lula. "Toda vez que se tentou inventar alguma mágica, o país quebrou em alguns meses", lembrou.
"Eu tenho consciência, muito mais do que consciência, eu sinto a necessidade de fazer com que esse país cresça", disse o presidente, acrescentando que, com isso, será desencadeada uma corrente em que cada setor que se beneficiar desse avanço ajudará outro a seguir o mesmo caminho. "O crescimento vai ajudar. O povo sendo ajudado vai ajudar a classe média, a classe média sendo ajudada vai ajudar os empresários, os empresários sendo ajudados vão ajudar todo mundo a viver bem", emendou.
Lula voltou a defender sua política econômica porque com ela, explicou, além de conseguir estabilizar o país, pôde alimentar projetos sociais para a população mais carente.O presidente negou que queira dividir o país entre ricos e pobres. "O que eu quero é repartir o pão produzido de forma mais justa", argumentou.
Eleição
O presidente aproveitou para fazer uma cobrança ao empresariado, dessa vez em relação às últimas eleições. Lula reivindicou os votos destinados ao rival tucano Geraldo Alckmin pelos empresários presentes no evento. "Eu penso que de vez em quando a humanidade precisa deixar a hipocrisia um pouco de lado e temos que ser mais verdadeiros", disse. "Veja que absurdo. Eu faço uma campanha em que eu era obrigado a defender os bancos. E os meus adversários criticavam os bancos e vocês votavam neles e não em mim."
O presidente Lula também questionou o papel da imprensa na eleição. Lula aproveitou para elogiar a postura do diretor da Carta Capital, o jornalista Mino Carta, que alguns minutos antes havia manifestado seu orgulho por ter apoiado abertamente a campanha presidencial petista. Lula disse que às vezes a "humanidade vive momentos de hipocrisia", como nesta disputa presidencial, em que, para ele, a maior parte da mídia era contra sua candidatura, embora não admitisse. Em sua opinião, a conclusão a que se pode chegar é que "neste país, existe mais povo do que formadores de opinião."
Para ele, sua vitória mostrou que o povo aprendeu a distinguir entre a verdade e a mentira. "Eles [povo] perceberam que estavam tentando tirar alguma coisa que eles tinham conquistado, sintetizada em uma palavra: cidadania."
Carta disse ter sido cobrado por articulistas de outros veículos pela postura, mas insistiu que o posicionamento político no meio jornalístico é comum em países mais avançados do ponto de vista democrático. Em apoio ao jornalista, Lula disse que jamais pediu ou pedirá a algum meio de comunicação "o favor" de não falar contra o governo e disse que, para ele, a liberdade da imprensa deve ser plena.
Por outro lado, o presidente cobrou responsabilidade da imprensa brasileira. "Para mim, a liberdade tem que ser plena. Mas a liberdade plena exige responsabilidade, sobretudo seriedade", disse, lembrando que viveu, na ditadura militar, o "tempo de pensamento único", em que era proibido falar mal do governo. "Agora estamos outra vez (nesse tempo), é proibido falar a favor. Nós mudamos do oito para o oitenta com uma facilidade enorme", afirmou. "A imprensa sempre foi muito generosa comigo. Não posso reclamar," ironizou.
No evento desta segunda, Lula foi acompanhado pelos ministros Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência), Marina Silva (Meio Ambiente) e Fernando Haddad (Educação), além do presidente do BNDES, Demian Fiocca, o senador Aloizio Mercadante, a ex-prefeita Marta Suplicy, o deputado Delfim Netto (PMDB) e o presidente interino do PT, Marco Aurélio Garcia. No evento, estiveram presentes ainda o governador de São Paulo, Claudio Lembo; o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab; o presidente da Câmara, Aldo Rebelo; e o presidente do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio. Lula entregou pessoalmente os troféus a alguns dos presidentes das empresas vencedoras da premiação, entre eles Alessandro Carlucci (Natura), Ivan Zurita (Nestlé), José Sergio Gabrielli (Petrobras) e Jorge Gerdau Johannpeter (Gerdau).
Com informações de agências de notícias

07/11/2006 - 10:00 Serra foge para EUA para não dar depoimento a CPI das Sanguessugas
Sob a alegação de negociação de empréstimos para o governo de São Paulo, em Washington, o governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), será o único dos quatro ex-ministros da Saúde convidados pela CPI dos Sanguessugas que não vai comparecer. A previsão é que o tucano só retorne do oportuno exílio na semana que vem, no dia 15.

Passadas as eleições, três ex-ministros Barjas Negri (PSDB), Humberto Costa (PT) e Saraiva Felipe (PMDB), confirmaram presença nesta terça e quarta-feira na para dar depoimentos. Os quatro ex-ministros foram convidados para ir à comissão e não são obrigados a comparecer.
Serra é um dos principais acusados no dossiê Vedoin, que compromete tucanos com o esquema de venda de ambulâncias superfaturadas a prefeituras com recursos de emendas parlamentares ao Orçamento da União. O dossiê se tornou caso de polícia desde que houve tentativa de venda para Gedimar Passos e Valdebran Padilha, que teriam sido flagrados com R$ 1,75 milhão por agentes da Polícia Federal, em 15 de setembro.
O dossiê traz o ex-ministro em fotos e discursos, em que entrega as ambulâncias em cerimônias municipais, que trazem os principais articuladores do esquema das sanguessugas como homenageados pelas emendas aprovadas.
Atualmente prefeito de Piracicaba, Barjas Negri foi sucessor de Serra no Ministério da Saúde, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso.
Humberto Costa, que foi derrotado na disputa pelo governo de Pernambuco, se comprometeu a depor na manhã de quarta-feira. O deputado Saraiva Felipe (PMDB) vai falar também na quarta-feira, à tarde. Costa e Felipe foram ministros do governo Lula.
Esquema
Com seu depoimento, a CPI pretende esclarecer as denúncias de envolvimento de funcionários do Ministério da Saúde com o esquema de superfaturamento das ambulâncias.
O esquema teria começado em 1999, com o envolvimento de integrantes do Ministério da Saúde e de parlamentares, que receberiam propina em troca da apresentação de emendas ao Orçamento com recursos para as ambulâncias. Os veículo seriam vendidos pela Planam, de Luiz Antônio e Darci Vedoin, principal empresa da máfia dos sanguessugas.
DossiêPelo cronograma da CPI, os depoimentos de Gedimar Passos, Valdebran Padilha e Jorge Lorenzetti, outro acusado de envolvimento na tentativa de compra do dossiê Vedoin, ficaram para 21 de novembro.
O empresário Luiz Antônio Trevisan Vedoin depõe nesta terça-feira à tarde no Conselho de Ética da Câmara. Vedoin é tido pela Polícia Federal como o cabeça do esquema de fraude na venda de ambulâncias superfaturadas.
O Conselho de Ética vai tomar o depoimento de Vedoin na condição de testemunha nos processos contra 67 deputados acusados de envolvimento no esquema de fraudes no Ministério da Saúde, principalmente em relação à venda de ambulâncias superfaturadas para prefeituras, pagas com dinheiro do Orçamento-Geral da União.
Vedoin admitiu ter pago propina a parlamentares em troca da inclusão no Orçamento de emendas com verbas para a compra de ambulâncias. O esquema ficou conhecido como máfia dos sanguessugas - esse era o nome da operação da Polícia Federal que prendeu 47 pessoas em maio e desencadeou as investigações no Congresso.
O presidente do Conselho de Ética, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), decidiu que todos os parlamentares acusados por Vedoin de se beneficiarem da máfia poderão fazer-lhe perguntas. O depoimento será na própria Câmara, o que não agrada ao presidente da Casa, Aldo Rebelo (PC do B-SP), por causa da possibilidade de tumultos.
Com Agência Estado

06/11/2006 - 18:02 Carlos Dorneles: "Seria bom se os barões da mídia fossem investigados"
O jornalista Carlos Dorneles participou na noite de domingo (5) da quarta etapa do Ciclo de Debates Jornalismo e Literatura, promovido pela RBS e pela Faculdade de Comunicação Social (Famecos) da PUCRS, em parceria com a Feira do Livro de Porto Alegre.
Com mediação do diretor de redação do jornal Zero Hora, Marcelo Rech, o debate contou com a participação do também jornalista Caco Barcellos.
O tema programado para a noite era livro-reportagem, porém Dorneles desviou a discussão e fez duras críticas à mídia nacional. A posição do repórter quanto à imprensa (não apenas a escrita, e sim a todos os meios de comunicação) já podia ser reconhecida em seu livro Deus é inocente, a imprensa não.
A principal diferença é que na obra são abordados os meios de comunicação internacionais; durante a conversa em Porto Alegre, as críticas ficaram centradas na imprensa brasileira.
“Hoje o jornalismo brasileiro não passa de um jornalismo burocrático que serve unicamente ao objetivo de grandes empresas”, afirmou Carlos Dorneles no início de sua fala, logo após brincar dizendo que é conhecido por gostar de falar mal da imprensa.
Também criticou as elites nacionais, que segundo ele nunca são envolvidas em escândalos. "Quando as investigações de alguma reportagem chegam à elite, param imediatamente", disse.
O repórter acrescentou, diante de um público constituído basicamente por estudantes de jornalismo e profissionais, que “qualquer movimento de organizações que busquem a democratização da comunicação é expurgada pelos donos de veículos, que levantam a bandeira da liberdade de imprensa, mas na verdade querem preservar a liberdade dos seus negócios”.
O recado deixado aos jornalistas e estudantes por Dorneles foi que “informação é produto, mercadoria e rende dinheiro”.
PolíticaA cobertura das últimas eleições e a visível partidarização da mídia foi o estopim para a avaliação dos meios de comunicação brasileiros.
“Imaginem se daqui a algumas décadas pegarem os jornais destas eleições para desvendar a sociedade em que vivemos”, ironizou Dorneles.
Em um breve comentário a respeito da matéria produzida pela revista Carta Capital intitulada "Dossiê da Mídia" (nº 416, de 25/10), o jornalista disse acreditar que “na verdade a matéria tenha mostrado apenas uma ‘poeirinha’ do que realmente aconteceu”.
E finalizou o assunto lembrando que os veículos adoram promover a abertura de sigilos telefônicos e bancários de políticos: "Seria bom se os ‘barões da imprensa’ também tivessem suas vidas invadidas e investigadas".
As informações são do site Comunique-se
Berzoini esclarece ligações entre comitê e empresa de segurança

O deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP) divulgou nota à imprensa nesta segunda-feira (6) em que esclarece notícia publicada nos sites da Agência Estado, do Correio Braziliense e do portal G1 (da TV Globo), a respeito das ligações entre seu comitê de campanha e a empresa de segurança Caso.

Leia a íntegra abaixo:

NOTA À IMPRENSA

Em razão de notícia veiculada hoje (6) pela edição eletrônica do jornal O Estado de S. Paulo – parcialmente reproduzida na edição online do Correio Braziliense e no portal G1 (da TV Globo) –, que informa a existência de ligações do meu comitê de campanha, em São Paulo para a empresa Caso Sistemas de Segurança Ltda., sediada também na capital paulista, esclareço que os serviços de segurança da empresa Caso foram solicitados em razão da ocorrência de assaltos ocorridos nos dias 10 e 11 de agosto do corrente ano, eventos esses que foram objeto de comunicação à Polícia Civil do Estado de São Paulo e que já são também do conhecimento da Polícia Federal.

Os eventuais telefonemas entre os dois escritórios relacionam-se, portanto, ao escopo da prestação de serviços acima mencionada. Esclareço que em nenhum momento da campanha conversei com o sr. Freud Godoy, nem para tratar de assuntos de segurança nem muito menos para tratar de fatos relacionados com o objeto do inquérito policial.

Ricardo Berzoini
Deputado Federal (PT/SP)

06 novembro 2006

MOMENTO HUMOR!

Senador quer punição para institutos de pesquisa
O senador Osmar Dias (PDT-PR) vai apresentar um projeto de lei no Senado Federal que obriga os institutos de pesquisa a pagarem as contas de campanha do candidato se o levantamento erra acima do que prevê a margem de erro de cada pesquisa. O parlamentar disputou o governo do Paraná com o governador Roberto Requião que, segundo as pesquisas, seria eleito com mais de 14% dos votos. Porém, a eleição foi a mais disputada de toda a história do estado. Segundo Osmar Dias, o Ibope interferiu no resultado real do pleito.
Hilário!!
GOVERNO LULA
06/11/2006 - 12:00 CNI aponta avanço do emprego em setembro
O total de pessoas ocupadas na indústria do país teve acréscimo de 0,24% entre setembro e agosto, em termos dessazonalizados (descontando-se fatores específicos de cada mês, como a existência de feriados, por exemplo). Segundo a pesquisa Indicadores Industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada hoje, na comparação com setembro do ano passado, houve elevação de 2,68% no indicador que trata do pessoal empregado.

"O emprego industrial vem se expandindo a uma taxa média de 0,9% ao trimestre, ritmo que se aproxima de períodos de forte crescimento econômico", diz a entidade.
Sem descontar influências sazonais, patamar de pessoal empregado subiu 0,21% ante o oitavo mês de 2006, informou hoje a Confederação Nacional da Indústria (CNI). No período de janeiro a setembro, o contingente de trabalhadores na indústria de transformação expandiu-se em 1,73% frente ao mesmo período de 2005.Já na avaliação do número de horas trabalhadas na produção da indústria nacional, houve avanço de 0,2% em setembro em relação a agosto, descontados os fatores sazonais. Em números sem ajuste sazonal, houve, porém, decréscimo de 4,32% de um mês para outro. Na comparação com setembro de 2005, viu-se alta de 1,94%. Nos nove primeiros meses deste calendário, as horas trabalhadas subiram 1,05% frente a período equivalente do exercício anterior.A CNI aponta que esse indicador, que mais se aproxima de uma medida para a produção industrial, cresceu em todos os três meses do terceiro trimestre. De julho a setembro, as horas trabalhadas subiram 1,51% ante o período de abril a junho após ajuste sazonal. "É um crescimento relevante, não só pela intensidade, mas, também, por ocorrer depois de forte expansão no segundo trimestre, de 1,83%", indica a entidade, em nota.
SERRA FUGINDO DA CPI DOS SANGUESSUGAS
Porque será que Serra está fugindo?
06/11/2006 - 15h29
Serra viaja e não deve comparecer à CPI dos Sanguessugas
da Folha Online
O ex-ministro da Saúde e governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), não deve comparecer à CPI dos Sanguessugas nesta terça-feira, apesar de ter sido convidado a prestar depoimento. Outros três ex-ministros --Barjas Negri (PSDB), Humberto Costa (PT) e Saraiva Felipe (PMDB)-- também serão ouvidos.Segundo sua assessoria de imprensa, o tucano está em Washington (EUA) para renegociar empréstimos para o metrô de São Paulo. Ele só deve voltar ao Brasil por volta do dia 15.
PN dos M o novo partido do Serra

Eliane Cantanhedê e Kennedy Alencar, dizem na Folha Online que Serra cogita em criar um novo partido. Já pensando na eleição de 2010 para presidente. Interessante são os que irão compor esse novo partido.Entre os nomes citados, estão o ex-governador e agora senador eleito Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), os deputados federais Fernando Gabeira (PV-RJ), Roberto Freire (PPS-PE), Jutahy Magalhães Jr. (PSDB-BA), Eduardo Paes (PSDB-RJ) e Júlio Delgado (PSB-MG), ex- petistas. Garotinho não vai querer ficar de fora, é possível até que Heloisa Helena migre para o novo partido. Acho que o nome desse partido será PN dos M , Partido Ninho dos Mafagafos.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u86357.shtml

06/11/2006 - 13:52 Direto da Nicarágua: Sandinistas já comemoram vitória de Ortega
Em comunicado enviado diretamente da Nicarágua, a secretária nacional de Formação do PT, Marlene da Rocha, informa que os sandinistas já comemoram a vitória de Daniel Ortega nas eleições presidenciais daquele país, realizadas no domingo (5).

Além de Marlene, outros dois petistas acompanham as eleições nicaragüenses no país: Marinete Merrs (integrante da Executiva Nacional do partido) e o deputado federal Carlito Merrs (SC).

Segundo o comunicado da dirigente, a apuração oficial de 14,65% dos votos mostra Ortega com 40,4% da preferência do eleitorado. Já uma apuração paralela, feita pelo Centro de Ética e Transparência, indica que Ortega venceu com 38,49%, contra 29,52% do segundo colocado.

Nos dois casos, pela lei eleitoral da Nicarágua, Ortega retoma a presidência do país sem a necessidade de segundo turno.

Leia abaixo a íntegra do comunicado:

"Apesar do Conselho Eleitoral ainda não haver terminado a apuração das eleições, os sandinistas já comemoram os resultados parciais, durante toda a noite, porque consideram irreversível a vitória de Daniel Ortega.

O grito contido durante 16 anos de governos neoliberais era muito grande. Jovens, mulheres, crianças e velhos combatentes passaram boa parte da noite em carreatas e bandeiraços por todo o país.

Com 14,65% dos votos apurados, estão assim os resultados:

Daniel Ortega - FSLN - 40,04%
Eduardo Montealegre - ALN - 33,29%
Jose Rizo - PLC - 19,51%
Edmundo Jarquin - MRS - 6,89%
Pastora - AC - 0,27%

Segundo a lei eleitoral do país, um candidato é eleito com 40% dos votos, ou 35%, desde que a diferença dele para o segundo lugar seja de 5 pontos percentuais. Nesse caso, todas as previsões apontam para a eleição de Daniel Ortega já no primeiro turno.

Segundo informações de todos os lados, nunca se fez uma eleição com tantos observadores internacionais. Está aqui o Centro Carter, com a presença de Alfonsin, Carter, Alejandro Toledo e até o Cesar Maia. Esses observadores declararam que o processo foi legítimo, e tranqüilo, mas a embaixada americana no país soltou uma nota ontem a noite declarando que houve fraude e que possivelmente o governo dos EUA não reconheceria os resultados. Essa nota foi contestada pelo Supremo Conselho Eleitoral da Nicarágua.

Daniel Ortega e os demais candidatos ainda não se pronunciaram. Estão aguardando informações e declarações do Conselho Eleitoral, que deu apenas duas parciais até agora.

Há um processo de apuração paralela coordenado pelo Centro de Ética e Transparência. Esse processo já encerrou os trabalhos e passou um informe hoje pela manha, que aponta a vitória de Daniel Ortega com 38,49%. O segundo colocado é Eduardo Montealegre – ALN, com 29,52%. Também segundo eles, a margem de erro dessa apuração é de 1,75%.

Saudações sandinistas
Marlene da Rocha"
Ortega lidera contagem de votos na Nicarágua
O líder sandinista Daniel Ortega lidera a contagem de votos na Nicarágua e Hugo Chávez pode ganhar mais um forte aliado contra os Estados Unidos. Com pouco mais de 7% dos votos apurados, Ortega aparece com 41% da preferência do eleitorado, contra 33% do candidato conservador Eduardo Montealegre. Ortega, que comandou o país por 11 anos, afirma que mudou sua postura e acredita nas negociações com o capital estrangeiro. Durante sua gestão, ele lutou contra grupos apoiados pelos EUA. Por este motivo, os americanos afirmam que podem até cortar a ajuda fornecida ao país, caso o líder seja reconduzido ao poder.

06/11/2006 - 08:14 Pacote de medidas visa a conter crise em aeroportos
Sessenta controladores de vôo poderão ser contratados pela Medida Provisória (MP 329/06) publicada na sexta-feira (3) no Diário Oficial. A medida assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz parte de um pacote para conter a crise nos aeroportos do país.
O texto permite que o processo seletivo no Ministério da Defesa seja apenas feito pela análise do currículo, desde que a capacidade técnica do profissional seja reconhecida. Eles só poderão trabalhar até o dia 31 de dezembro deste ano, quando vence o contrato.
Nesta segunda-feira sairá também um edital de concurso público para contratação de 64 controladores de vôo civis que passarão por curso de formação de nove meses de duração.
Entre as medidas para conter a crise, a Aeronáutica convocou na última quinta-feira (2) 149 controladores militares. Todos os controladores de Brasília permanecerão em alojamentos no Cindacta, com um médico e quatro psicólogos à disposição, até que seja montada uma escala de plantões que garanta a volta a normalidade nos aeroportos. Devem ser escalados 30 controladores por dia, 10 por turno.
Também foram remanejados sete controladores de outros centros e estão sendo preparados outros 11 profissionais da reserva que voltarão à ativa neste período de emergência.
Atualmente, o país conta com 2.115 controladores de vôo militares e 493 civis.
Agência Brasil
06/11/2006 - 07:57 Lula participa de entrega de prêmios em São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem despachos internos, às 9 horas, no Palácio do Planalto. Às 11h30, participa de reunião de coordenação política.
À tarde, às 15h30, Lula despacha com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e às 16h30, com o ministro da Previdência Social, Nelson Machado.
Às 18 horas, o presidente viaja para São Paulo, onde participa, às 20 horas, no Espaço Rosa Rosarum, em Pinheiros, da cerimônia de premiação das empresas mais admiradas no Brasil. Ele retorna ainda hoje a Brasília e tem chegada prevista na Base Aérea às 23h20.
Agência Brasil
Pai do “valérioduto” quer ditadura na internet
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado votará, na próxima quarta-feira, um projeto de lei que obriga a identificação dos usuários da internet antes de iniciarem qualquer operação que envolva interatividade, como envio de e-mails, conversas em salas de bate-papo, criação de blogs, captura de dados (como baixar músicas, filmes, imagens), entre outros.O acesso sem identificação prévia seria punido com reclusão de dois a quatro anos. Os provedores ficariam responsáveis pela veracidade dos dados cadastrais dos usuários e seriam sujeitos à mesma pena (reclusão de dois a quatro anos) se permitissem o acesso de usuários não-cadastrados. O texto é defendido pelos bancos e criticado por ONGs (Organizações Não-Governamentais), por provedores de acesso à internet e por advogados. Os usuários teriam de fornecer nome, endereço, número de telefone, da carteira de identidade e do CPF às companhias provedoras de acesso à internet, às quais caberia a tarefa de confirmar a veracidade das informações.O acesso só seria liberado após o provedor confirmar a identidade do usuário. Para isso, precisaria de cópias dos documentos dos internautas.Os provedores de acesso à internet argumentam que o projeto vai burocratizar o uso da rede e que já é possível identificar os autores de cibercrimes, a partir do registro do IP (protocolo internet) utilizado pelos usuários quando fazem uma conexão. O número IP é uma espécie de digital deixada pelos internautas. A partir dele, chega-se ao computador e, por conseguinte, pode-se chegar a um criminoso. Maiores alvos do cibercrime, os bancos e os administradores de cartões de crédito querem a identificação prévia dos internautas. O diretor de Cartões e Negócios Eletrônicos da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Jair Scalco, diz que não adianta criar leis para punir as fraudes na internet se não houver a identificação obrigatória de todos os internautas. Ele defende que os registros de todas as conexões sejam preservados por pelo menos três anos.LobbyO relator do projeto é o criador do valérioduto senador Eduardo Azeredo (PSDB), ex-governador de Minas Gerais. O mentor das mudanças é o assessor de Azeredo José Henrique Portugal, ex-dirigente do Serpro, estatal federal de processamento de dados.O presidente da ONG Safernet diz que, por trás da identificação e da certificação prévias dos usuários da internet, está o lobby das empresas de certificação digital, espécie de cartórios virtuais, que atestam a veracidade de informações veiculadas pela internet.De acordo com ele, o projeto está na contramão da democratização do acesso à internet, ou inclusão digital, pretendida pelo governo.
Helena
A MÍDIA ESTÁ BOROCOXO
A mídia estava empolgadissíma com a operação padrão dos controladores de vôo. Noticiou que o fim do feriado seria um caos, com atrasos, filas, confusão. A mídia hoje está triste em ter que noticiar que : Os principais aeroportos do país, operaram normalmente no domingo, sem filas sem atrasos, sem confusão. E que hoje segunda -feira, os aeroportos continuam operando normalmente, sem filas sem atrasos, sem confusão.
Jussara
@-Uma passageira paulista queria mostrar a sua “indignação”, levando farto material de acampamento para o Aeroporto de Cumbica. Não adiantou, o seu avião saiu na hora marcada!

http://www.nogueirajr.blogspot.com/


Porque Alckmin perdeu

Jasson de Oliveira Andrade
A derrota de Alckmin, por uma enorme margem de votos (mais de 21 pontos), agora está sendo “explicada”. Neste artigo pretendo analisar alguns aspectos dos possíveis motivos porque o tucano perdeu.
O início se deu com a demora na escolha do candidato. José Serra, nas primeiras pesquisas, era o preferido e considerado o único que poderia derrotar Lula. Alckmin năo pensava assim e resolveu sair candidato. Começava, entăo, a briga entre os dois. Um artigo que escrevi na época, mostra o que se passava: “Tucano bica tucano”. Alertei na mesma oportunidade, em fevereiro de 2006: “Lula em campanha: Oposiçăo briga”. Em recente texto (“E se os Chalitas da vida tivessem sido ouvidos?”), o jornalista tucano, colaborador da Veja, Reinaldo Azevedo, mostra os bastidores da briga: “A zonzeira que tomou conta do PSDB e dos setores ligados a Alckmin no PSDB era tamanha, que se articularam manifestos para que José Serra ficasse na Prefeitura de Săo Paulo. A desculpa era o papelucho assinado [Azevedo se refere ao compromisso de Serra em năo renunciar à Prefeitura de Săo Paulo], aquele do Gilberto Dimenstein, que năo servia nem para fazer aviăo de dobradura”. E o que aconteceu? O jornalista revela: “Faixas foram colocadas na cidade cobrando que Serra năo saísse candidato. E năo foi coisa de petista, năo. Mas de tucano metido a espertalhăo. Que tal a gente escarafunchar os arquivos e ver o que andavam dizendo esses luminares à época? E se tivessem sido ouvidos? No dia 1º de janeiro, os petistas estariam tomando posse dos Palácios do Planalto e dos Bandeirantes”. Depois de muito tempo de refrega, Alckmin finalmente foi escolhido e, após a faixas descritas por Azevedo, os alckmistas incentivaram Serra a sair ao governo do Estado, o que realmente ocorreu. Entretanto, ficou a mágua dos serristas. Por esse motivo, estranhei que, ao votar a 29 de outubro, Alckmin estava acompanhado de Serra e Fernando Henrique. Foi uma pose para tentar demonstrar que nada havia entre eles. Outra briga que também prejudicou a campanha. Desta vez entre os pefelistas na escolha do vice de Alckmin. O senador José Jorge, de Pernambuco, derrotou o senador José Agripino, do Rio Grande do Norte, crítico mordaz do governo Lula. A escolha năo trouxe um voto no Nordeste para o tucano. Como foi ministro de Energia de FHC, tornou-se conhecido como o “ministro do Apagăo”. Do lado do presidente, o vice escolhido, José Alencar, de Minas Gerais, provavelmente tenha sido o responsável pela grande votaçăo de Lula naquele Estado, apesar de Aécio Neves. Os mineiros, talvez, quisessem ter um Vice no governo!O outro motivo da derrota, o principal, foi a propaganda de Alckmin na TV e no rádio. Era considerada como a esperança na virada. Pelo contrário, tirou pontos. E recebeu muitas criticas. José Nêumanne, em artigo no Estadăo, sob o título “O incrível candidato que encolheu”, constatou que “foi o presidente [Lula] que protagonizou uma campanha eficiente do ponto de vista da comunicaçăo, enquanto chamar a do ex-governador [Alckmin] de medíocre seria um exagero de otimismo, pois, de tăo fraquinha, a coitada năo cabe sequer numa palavra que lembre meio”, criticando ainda “a fé [do candidato tucano] na capacidade de esmagar o adversário apelando para o “samba de uma nota só” do discurso da moralidade pública”. A jornalista Vanda Vedovatto, de Mogi Guaçu, também năo gostou desses programas: “Nos últimos dias fiquei observando a propaganda de Alckmin no rádio e na TV. “Vereador aos 19 anos, prefeito aos 23, deputado por duas vezes, vice de Mário Covas...” E eu ficava me perguntando: e daí? Alckmin ficou devendo – e muito – aos eleitores. Năo sei se foi Lula quem venceu ou se Alckmin é quem perdeu”. Eu também năo me conformava, como ex-marqueteiro, quando Alckmin, no final do programa, aparecia andando, de terno e gravata, todo empolado, pomposo, dando a impressăo de arrogante. Inacreditável. O Datafolha, em pesquisas dos programas dos dois presidenciáveis, assim os avaliou: Mais comovente: Lula 53; Alckmin, 28. Mais criativa: Lula, 52; Alckmin, 38. Mais clara quanto a propostas: Lula, 52; Alckmin, 39. Mais bem produzida: Lula, 51; Alckmin, 39. Mais verdadeira: Lula, 50; Alckmin, 35. Mais bem-humurada: Lula, 50; Alckmin, 27. Que faz mais crítica ao adversário: Lula, 26; Alckmin, 64. A manchete da Folha, ao publicar esse resultado, reflete o que realmente aconteceu no dia 29 de outubro: “Eleitor repele críticas a rival na televisăo”. Foi o que aconteceu no debate na Band, quando Alckmin exagerou nas suas críticas, perdendo muitos pontos, que năo recuperou. Resultado: Lula venceu a eleiçăo por uma diferença de 21,6 pontos.Existem outros motivos. Ficarei apenas nesses dois, fundamentais na vitória fácil de Lula e na derrota de Alckmin, encolhendo no segundo turno, fato inédito em nossa História.
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

05 novembro 2006


O pouco prestígio do chuchu

Sábado, 4 de novembro de 2006, 07h36
Lecticia Cavalcanti
Não houve, naquele tempo, povo mais civilizado deste lado do mundo. Os Astecas apreciavam livros - escritos em "nauatle", uma mistura de ideogramas com escrita fonética. Construíam aquedutos, diques e estradas. Tinham organização militar bem desenvolvida. Dominavam técnicas avançadas de astronomia, metalurgia (sabiam trabalhar ouro, prata e cobre) e, sobretudo agricultura e irrigação - usando meios bem mais modernos que os estão empregados na Europa. Eram mestres no cultivo de abóbora, algodão, batata, cacau, feijão, milho, pimentão, tomate. E também de chuchu.
O nome vem do quíchua - "chufehuf". Os franceses, quando chegaram às Antilhas, o passaram a chamar de "chou-chou" - daí vindo o nome, em português. Só que chuchu para essa gente, por ter gosto suave e ser de fácil digestão, era mais alimento de doentes e convalescentes.
Depois, em 1519, o espanhol Hernan Cortés chegou àquelas terras e destruiu o grande império asteca. Como depois Pizarro entrou em Cuzco e destruiu a quase tão grande civilização Inca. Sobrou pouco deles. Para Espanha levaram ouro, pedras preciosas e mudas daqueles alimentos - dos quais os de maior prestígio foram a batata e o cacau, usado para fabricação do chocolate. Chuchu também. Chegou ao Brasil com os primeiros navegadores portugueses. Foi ganhando fama e acabou candidato a Presidente da República. Perdeu. Ninguém é perfeito. Nem o próprio chuchu.
Diferente do que geralmente se imagina, chuchu (Sechium edule) não é tubérculo. Mas fruto de uma trepadeira, da mesma família (Cucurbitácea) do melão e da melancia. A cor varia, do branco ao verde escuro. Podem ser arredondados ou em forma de pêra. Com casca lisa ou espinhosa, dependendo da espécie. Frágeis, duram no máximo 5 dias depois de colhidos. Na geladeira até 8, se embalados em saco plástico.
Chuchu normalmente é servido cozido - em saladas, refogados, suflês, pudins e gratinados. Fritos ou empanados - acompanhando carne, galinha ou peixe. Por ser diurético, é usado como remédio para baixar a pressão. E, rico em fibras, acabou sendo eficiente regulador de intestino. Faltando só dizer que esse chuchu é também sinônimo de coisa sem graça. Sem sabor.
"Pra chuchu" significa ainda em grande quantidade - por força do excesso de safra do chuchuzeiro - que, quando começa a frutificar, não para mais. Chuchu, na gíria carioca, é também "mulher bonita, atraente, sedutora". Por conta de Chouchou - uma francesa dona da pensão Imperial, no bairro da Lapa no Rio de Janeiro. O novo significado se espalhou pelo Brasil todo. Por essa os astecas não esperavam. Recentemente provei salada incrivelmente saborosa com chuchu cru, no Restaurante Celeiro, no Rio de Janeiro. O gosto é mesmo surpreendente. Lembra melão. Vale conferir na receita de hoje.
RECEITA
Salada de Chuchu
Ingredientes: - 1 ½ kg de chuchu cru descascado, cortado em juliana (tiras bem finas);- 1 colher de sopa de sal;- 1 colher de sopa de pimenta rosa.
Para o molho:- 6 colheres de sopa de maionese;- 6 colheres de sopa de iogurte natural;- ½ colher de sopa de açúcar;- 2 colheres de sopa de suco de limão.
Preparo: - Misture o chuchu com o sal e deixe em uma peneira, para que saia toda a água;- Prepare o molho: junte maionese, iogurte, açúcar, limão e misture bem;- Na hora de servir, junte o chuchu ao molho e misture bem. Decore com grãos de pimenta rosa. Sirva imediatamente.
Lectícia Cavalcanti coordena o caderno Sabores da Folha de Pernambuco, escreve na Revista Continente Multicultural e no site pe.360graus.
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