04 novembro 2006

PFL reclama da carga tributária, mas aumenta imposto em SP
Está num dos editoriais do Estadão, "PFL aumenta impostos", sobre o reajuste real que acontecerá em 2007 no IPVA de São Paulo, já que o aumento nominal será equivalente a mais do que o dobro da inflação deste ano. Mas não são eles que reclamam da carga tributária do país?
enviada por Zé Dirceu
Delfim Neto:
FHC saiu do governo “como farsante”, Lula “sairá como estadista”
Em palestra para o diretório municipal do PMDB de São Paulo, na última segunda-feira, o deputado Delfim Neto (PMDB/SP) condenou a política econômica do governo Fernando Henrique, classificando-o de “narciso” e “vaidoso”, e disse que somente uma candidatura de Geraldo Alckmin, “que é uma besta”, pode propor o chamado choque de gestão, que representa “corte de gastos na saúde, na educação, nos investimentos e nos programas sociais”.
Delfim afirmou que Fernando Henrique quebrou o Brasil em três oportunidades e aumentou brutalmente a carga tributária, “que saltou de 29% para 35,5% do PIB entre os anos de 1995 e 2002”. O deputado afirmou que a melhor forma de ampliar os investimentos é reduzir a carga tributária e defendeu um corte de 3% nos impostos.
O parlamentar denunciou que, além de quebrar o país, recorrer ao FMI e de privatizar mais de US$ 100 bilhões em patrimônio, Fernando Henrique também implementou, através do ex-ministro Sérgio Motta, a prática da compra de votos dos parlamentares para apoiar o governo, muitas vezes através de ligações telefônicas antes das votações. Segundo Delfim, o ápice do esquema se deu na emenda que aprovou a reeleição.
Ainda na esfera econômica, o deputado defendeu a redução dos juros, a manutenção das verbas fixas sem cortes, a ampliação dos investimentos públicos com a finalidade de aumentar a produtividade e estimular as empresas.
Ao lado do presidente do partido na capital, Bebeto Hadad, do deputado estadual Romeu Tuma Jr., do secretário-geral Lindolfo Santos e de outras lideranças do PMDB, Delfim destacou a importância do partido no cenário político nacional em virtude de sua envergadura. Segundo ele, com os seus 89 deputados, sete governadores e integrante da frente que elegeu o presidente Lula, o PMDB tem plenas condições de apoiar a administração do governo federal e se preparar para comandar o país em 2010. “Em São Paulo temos que organizar o PMDB com a bandeira do desenvolvimento e sob a liderança do ex-governador Orestes Quércia para ter voz em Brasília”, afirmou.
Ao fazer uma comparação entre Fernando Henrique e o presidente Lula, o deputado afirmou que o primeiro saiu do governo “como um farsante” e que Lula chegará em “São Bernardo como um estadista”.
MÁGOA! IRA! REVOLTA !DESPEITO!


A elite despirocou de vez com a vitória acachapante do presidente Lula. Mágoa! Ira! Revolta! Despeito! As madames e seus cornos consortes fazem circular na internet um panfleto com o apelo ridículo: "Não dê panetone para o porteiro". Culpam o porteiro do prédio pela reeleição do presidente Lula: o voto do porteiro valeu mais que as centenas de votos dos moradores! Quiá! É de matar de rir a vingança da elite contra os mais pobres e mais humildes. Dizem que não vão colaborar com a caixinha de Natal dos empregados do prédio, que não vão mais colaborar com nenhuma instituição de caridade. Querem castigar quem votou no presidente Lula. O panfleto mostra a ignorância das elites. Estampa o ódio contra um presidente que governa para a maioria e para os mais pobres. A imbecilidade desses despeitados é espantosa. A luta contra a fome, contra a miséria e contra a desigualdade social foi encampada há décadas pela ONU. Gente do mundo todo, de raças, líguas, religiões e costumes diferentes, abraçou essa causa e empenhou a própria vida contra essas aberrações: a fome, a miséria a desigualdade social. A elite burra faz questão de não reconhecer essa luta mundial, de não reconhecer que a política de governo do presidente Lula conseguiu diminuir a desigualdade social, a miséria e a fome de milhões de brasileiros. É incrível que muitos desses se digam tementes a Deus e se intitulem cristãos, sempre com uma citação da Bíblia na ponta da língua. Na realidade pregam e praticam contra a divisão do pão, contra a fraternidade e a solidariedade. Nossa sorte é que esses abestados são minoria. Nossa sorte é que são milhões de Lula a povoar este país. Nossa sorte é que Lula vai governar por mais 4 anos com o povo, pelo povo e para o povo.
Jussara Seixas

O texto do planfeto está no blog do Onipresente
http://www.blogdoonipresente.blogspot.com/

03 novembro 2006


03/11/2006 - 12:15 Lula se igualou aos grandes do mundo, afirma jornal francês
Em entrevista concedida a jornalistas estrangeiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil não quer exercer papel hegemônico na relação com demais países latino-americanos. "Eliminamos do nosso dicionário o verbete "hegemonia"", disse Lula, em entrevista ao italiano La Repubblica, o espanhol El País e o francês Le Figaro."O Brasil não quer liderar nada, quer ser sócio de todos os países e trabalhar em harmonia para que o povo possa ver nosso continente crescer".As afirmações de Lula foram elogiadas pelo Le Figaro. Em editorial, o jornal francês afirma que o Brasil está correto ao promover a integração sul-americana, sem ceder à "tentação da hegemonia"."(O Brasil) sabe que seu tamanho e seus 190 milhões de habitantes fazem dele um interlocutor indispensável tanto para os Estados Unidos quanto para a Europa. Mas outros gigantes emergentes são ainda maiores. Para se medir à Índia ou à China, o Brasil precisa de seus vizinhos."O diário francês disse que, "de metalúrgico, Lula se igualou aos grandes do mundo". "A voz de Lula pesará ainda mais ao longo dos quatro próximos anos."

Já o espanhol El País destacou que Lula quer uma "relação privilegiada com os Estados Unidos", ainda que a diplomacia brasileira tenha demonstrado afinidades com lideres contrários a Washington no plano internacional, como o venezuelano Hugo Chávez e o boliviano Evo Morales."A relação da Venezuela com os Estados Unidos não é a do Brasil. Cada presidente governa em função da cultura política de seus país. Quando se trata de política externa na América do Sul, pensamos igual, mas quando se trata de relações estratégicas, ele (Chávez) pode pensar uma coisa e eu outra", argumentou Lula.O presidente prosseguiu, afirmando que "Chávez é bom para a Venezuela. É o presidente que nos últimos 30 anos mais se preocupou com os pobres, e o mesmo ocorre com Evo Morales".Mãos Limpas
O presidente também disse aos jornais europeus que o país precisa de uma "operação Mãos Limpas", em referência ao processo que nos anos 90 debelou um esquema de corrupção que mudou o cenário político italiano.O presidente falava da necessidade de uma reforma política para eliminar a corrupção. "Não acredito que a reforma política resolverá tudo. Precisamos do trabalho da Justiça para acabar com a impunidade", disse o presidente, em trecho destacado pelo La Repubblica.Lula se disse "orgulhoso" do que chamou de "batalha contra a corrupção" em seu governo. De acordo com o presidente, a Polícia Federal realizou 300 operações anticorrupção entre 2003 e 2006, contra 48 nos oito anos anteriores.O presidente qualificou de "golpe duríssimo" o envolvimento de membros do PT em denúncias, mas afirmou que o dever do governo é ser "intransigente". "Todos os que estão envolvidos em acusações de corrupção devem ser processados, nenhum deles terá proteção do meu governo", declarou.Ainda assim, Lula defendeu mudanças na legislação para evitar que doações de particulares possam "condicionar a escolha dos parlamentares".
Com informações da BBC Brasil
03/11/2006 - 10h59 A um mês das eleições, pesquisa indica vitória de Chávez
Caracas, 3 nov (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, vencerá as eleições de 3 de dezembro com 53,2% dos votos, quase o dobro que os 28,1% que o principal opositor, Manuel Rosales, obterá, segundo uma pesquisa divulgada hoje.A pesquisa do Instituto Venezuelano de Análise de Dados publicada pelo jornal "Ultimas Noticias" revela uma queda na intenção do voto em Chávez, assim como em Rosales, em relação à semana anterior."Chávez passou de 54,8% no domingo 22 a 53,2% na sexta-feira 27", afirmou o instituto, que acompanha toda semana as mudanças na possível conduta dos eleitores.O instituto acrescentou que no mesmo período Rosales passou de 28,9% a 28,1%, e de forma simultânea subiu a percentagem dos que não quiseram responder ou não sabem: de 16,3% a 18,7%.A pesquisa se baseou em entrevistas realizadas entre 18 e 29 de outubro com 1.400 eleitores de todo o país.
HELOISA HELENA A MORTA- VIVA
Ontem foi dia de finados, as pessoas homenageiam seus mortos queridos. Dia de lembranças, de sentir saudades, de chorar baixinho, de orar para que suas almas estejam em paz e iluminados. Aproveitando o dia de finados, me lembrei dos mortos- vivos. Os mortos- vivos são pessoas sem luz, eles tem a alma e mente pequena, são invejosos, rancorosos, falsos. Uma figura da política nacional que está se destacando como morta -viva é Heloisa Helena. Heloisa Helena sabiamente expulsa do PT, sabiamente rejeitada pelo povo nas urnas na eleição. Nem em seu estado natal, Alagoas, ela conseguiu ser vitoriosa. A inveja que HH tem do sucesso do presidente Lula, ainda vai acabar lhe matando. O ódio, a inveja, envenena a alma, faz mal ao coração, deturpa a mente. O ódio a inveja é como um câncer que vai aos poucos tomando conta do corpo, elimina a razão, e os bons sentimentos. O ódio, a inveja vão se enraizando nas entranhas, até o desfecho final, a morte.Fiquei com pena da HH ao vê-lá destilar todo o seu veneno fétido na tribuna do senado contra o presidente Lula. Fiquei com pena assistindo ela tecer e receber elogios de ACM, Efraim de Moraes, Bornhausen,todos do reacionário PFL. Nota-se que ela está bem próxima do fim de sua carreira política como representante da esquerda. HH perdeu todo o respeito que conquistou do povo quando estava no PT. Se transformou em uma triste figura desfigurada pela inveja, pelo ódio, pela intolerância. O bom é que em 2007 estaremos livre dessa pessoa tão desagradável, inútil, e mal amada, termina o mandato dela de senadora.

Jussara Seixas


EFEITO DERROTA
O presidente Lula tirou uns merecidos dias de descanso. Escolheu uma praia isolada em área privativa da Marinha, na Bahia, para seus momentos de paz. Acompanhado de Dª Marisa e familiares, crianças e adolescentes, o presidente Lula jogou bola, jogou vôlei, nadou. Foi fotografado -- indevidamente -- por um paparazzo da imprensa, usando uma sunga azul. Nada mais lógico e sensato do que usar sunga na praia. Graças a Deus! Seria preocupante se ele estivesse usando terno e gravata, ou calça, camisa e sapatos. Pois não é o que um indivíduo chamado Reinaldo Azevedo, que tem um blog hospedado em Veja (só podia!) escreveu que o presidente Lula foi indecoroso por se deixar fotografar de sunga na praia? E fala em recato, cita a Bíblia! Que esse sujeito não use sunga na praia, que ele seja pudico, tenha vergonha de mostrar o corpo com que o Senhor o castigou, é um problema lá dele. Agora, daí a criticar o presidente porque ele está vestido conforme a ocasião, francamente, acho que a derrota acachapante de Alckmin levou embora o pouco de senso que restava ao sujeito. Azevedo é um baba-ovos do PSDB de Alckmin. Se o chuchu, por uma imensa desgraça, fosse eleito, provavelmente reeditaria um decreto de Jânio Quadros que proibia o uso de sunga e biquíni nas praias. Praia só de bermudão até o joelho e camiseta. As mulheres, de camiseta regata e bermudão até o joelho, com babadinhos, como no século XIX. Elegemos Lula e nos livramos dessa falsa moral, dessa mentalidade atrasada, retrógrada, falida, Como escreveu Fernando Pessoa, "tudo vale a pena quando a alma não é pequena". Pobre Azevedo, que destino cruel ser colunista da Veja e ter de escrever isso para sobreviver. Ele estava melhor quando recebia de Alckmin o dinheiro desviado da Nossa Caixa para manter outro blog ordinário, o Primeira Leitura, que fechou quando o escândalo interrompeu o fluxo de grana. Alô vagabundos: a mamata acabou, vão trabalhar!
Jussara Seixas
02/11/2006 - 13:39 Marco Aurélio esclarece por que não dá entrevistas à Veja
Em troca de e-mails com o colunista Diogo Mainardi, o professor Marco Aurélio Garcia, presidente nacional do PT, esclareceu nesta quarta-feira (1º) por que não dá entrevistas a ele nem ao veículo de comunicação para o qual trabalha, a revista Veja.

Mainardi solicitou uma entrevista de “cerca de quatro minutos” e se comprometeu a apresentá-la “integralmente”. Marco Aurélio respondeu que o compromisso dele não era “confiável”.

O presidente do PT reiterou seu apreço pela liberdade de imprensa, mas ressalvou que este “não vai ao ponto” de conceder entrevistas a Mainardi.

Leia o teor dos e-mails, publicado pelo site Terra Magazine:

Diogo Mainardi

Prezado Marco Aurélio Garcia,

Eu gostaria de entrevistá-lo por cerca de quatro minutos para um podcast da Veja. O assunto é a imprensa. Eu me comprometo a não cortar a entrevista. Ela será apresentada integralmente.

Muito obrigado, Diogo Mainardi

Marco Aurélio Garcia

Sr. Diogo Mainardi,

Há alguns anos - da data não me lembro - o senhor dedicou-me uma coluna com fortes críticas.

Minha resposta não foi publicada pela Veja, mas sim, sua resposta à minha resposta, que, aliás, foi republicada em um de seus livros.

Desde então decidi não mais falar com sua revista.

Seu sintomático compromisso em não cortar minhas declarações não é confiável.

Meu infinito apreço pela liberdade de imprensa não vai ao ponto de conceder-lhe uma entrevista.

Marco Aurélio Garcia.

02 novembro 2006

NÃO PODEMOS ESQUECER QUEM É BORNHAUSEN.
O MUNDO PELO AVESSO
O ódio de classe da burguesia brasileira
"A gente vai se ver livre desta raça (sic), por, pelo menos, 30 anos", disse o senador Jorge Bornhausen (PFL). Ele merece processo por discriminação, embora no seu meio - de fascistas e banqueiros - é usual referir-se ao povo dessa maneira - são "negros", "pobres", "sujos", "brutos".
Emir Sader
“A gente vai se ver livre desta raça (sic), por, pelo menos, 30 anos” (Jorge Bornhausen, senador racista e banqueiro do PFL)
O senador Jorge Bornhausen é das pessoas mais repulsivas da burguesia brasileira. Banqueiro, direitista, adepto das ditaduras militares, do governo Collor, do governo FHC, do governo Bush, revela agora todo o seu racismo e seu ódio ao povo brasileiro com essa frase, que saiu do fundo da sua alma – recheada de lucros bancários e ressentimentos.
Repulsivo, não por ser loiro, proveniente de uma região do Brasil em que setores das classes dominantes se consideram de uma raça superior, mas por ser racista e odiar o povo brasileiro. Ele toma o embate atual como um embate contra o povo – que ele significativamente trata de “raça”.
Ele merece processo por discriminação, embora no seu meio – de fascistas e banqueiros – sabe-se que é usual referir-se ao povo dessa maneira – são “negros”, “pobres”, “sujos”, “brutos”, - em suma, desprezíveis para essa casa grande da política brasileira que é a direita – pefelista e tucana -, que se lambuza com a crise atual, quer derrotar a esquerda por 30 anos, sob o apodo de “essa raça”.
É com eles que anda a “elite paulista”, ultra-sensível com o processo de sonegação contra a Daslu, mas que certamente não dirigirá uma palavra de condenação a seu aliado estratégico (da mesma forma que a grande mídia privada). São os amigos de FHC e de seus convivas dos Jardins, aliados do que de mais atrasado existe no Brasil, ferrenhamente unidos contra a esquerda e o povo.
Mas não se engane, senhor Bornhausen, banqueiro e racista, muito antes do que sua mente suja imagina, a esquerda, o movimento popular, o povo estarão nas ruas, lutarão de novo por uma hegemonia democrática, anti-racista, popular, no Brasil. Muito antes de sua desaparição definitiva da vida pública brasileira, banido pelo opróbio, pela conivência com a miséria do país mais injusto do mundo, enquanto seus bancos conseguem os mairores lucros especulativos do mundo, sua gente será defintivametente derrotada e colocada no lugar que merece – a famosa “lata de lixo da história”.
Não, senhor Bornhausen, nosso ódio a pessoas abjetas como a sua, não os deixará livre de novo para governar o Brasil como sempre fizeram – roubando, explorando, assassinando trabalhadores. O seu sistema, o sistema capitalista, se encarrega de reproduzir cotidianamente os que se opõem a ele, pelo que representa de opressão, de expoliação, de desemprego, de miséria, de discriminação – em suma, de "Jorges Bornhausens".
Saiba que o mesmo ódio que devota ao povo brasileiro e à esquerda, a esquerda e o povo brasileiro devotam à sua pessoa – mesquinha, desprezível, racista. Ele nos fortalece na luta contra sua classe e seus lucros escorchantes e especulativos, na luta por um mundo em que o que conte seja a dignidade e a humanidade das pessoas e não a “raça” e a conta bancária. Obrigado por realimentar no povo e na esquerda o ódio à burguesia.
Emir Sader é professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj e autor, entre outros, de “A vingança da História".
Balança comercial cresce 4,37% até outubro, com saldo acumulado de US$ 37,8 mi

As exportações brasileiras somaram US$ 12,661 bilhões em outubro, com evolução de 0,90% em relação a setembro. Embora menores, no valor de US$ 8,745 bilhões, as importações cresceram mais no mesmo período: 7,68%.
Com isso, o saldo comercial (exportações menos importações) ficou em US$ 3,916 bilhões. No acumulado do ano, chega a US$ 37,891 bilhões, um aumento de 4,37% em relação ao mesmo período de 2005.
Os números foram divulgados hoje (1º) no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O boletim indica que o saldo de outubro foi 11,54% menor que o superávit registrado no mês anterior. Ainda assim, foi 6,53% maior que o resultado de outubro de 2005. Naquele ano, o Brasil teve o maior superávit de todos os tempos: US$ 44,76 bilhões.
Os números vêm num crescendo desde então, embora as importações tenham aumentado mais que as exportações. No ano, as exportações totalizam US$ 113,373 bilhões, com aumento de 17,3%, enquanto as importações cresceram 25,1% e somam US$ 88,763 bilhões.
Nos últimos 12 meses, as exportações chegaram a US$ 135,059 bilhões frente a importações de US$ 88,763 bilhões, o que resulta no nível mais alto de superávit de todos os tempos. O saldo de novembro de 2005 até agora é de US$ 46,296 bilhões.
O secretário de Comércio Exterior, Armando Meziat, concede uma entrevista coletiva nesta tarde para detalhar o desempenho da balança comercial.
Agência Brasil
01/11/2006 - 17:39 Fidel: Vitória de Lula é o melhor para o Brasil e a América Latina
Em breve mensagem de felicitações enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira (30), o líder cubano Fidel Castro afirma que nunca teve dúvidas de que a vitória do petista significaria o melhor para o Brasil e a América Latina.

Leia a íntegra:

Estimado Lula

Nunca tuve la menor duda de que una victoria tuya sería lo mejor para América Latina y para Brasil. Por ello, me complace felicitarte por tu victoria.

Fidel Castro Ruz

01 novembro 2006

01/11/2006 - 15:38
Em carta, Pomar contesta reportagem da Folha de S.Paulo
O secretário de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar, enviou nesta quarta-feira (1º) carta ao Painel do Leitor da Folha de S.Paulo, em que contesta matéria publicada pelo jornalista Fábio Zanini.

A matéria, sob o título “Vitória de Lula explicita luta dentro do PT”, afirma que Pomar teria pedido “a saída imediata” de Marco Aurélio Garcia da presidência do PT. “Isto é mentira”, rebate o dirigente na carta.

Em troca de e-mails com Pomar, também nesta quarta, Zanini admitiu o erro e disse que o jornal publicaria uma correção na seção “Erramos”.

Leia abaixo a íntegra da carta:

Este é o padrão Folha de jornalismo?

A Folha de S. Paulo publicou, nesta quarta-feira, primeiro de outubro, matéria intitulada "Vitória de Lula explicita luta dentro do PT".

A matéria, assinada pelo jornalista Fábio Zanini, afirma que eu teria pedido "a saída imediata de Marco Aurélio Garcia da presidência do partido".

Isto é mentira.

O que eu defendo é que Marco Aurélio continue exercendo a presidência interina, dedicando-se integralmente a esta tarefa. Portanto, o melhor é que ele continuasse "licenciado" do governo.

Expus esta opinião na reunião da executiva nacional do PT. Estou certo de que a autonomia do partido frente ao governo, bem como a quantidade de trabalho envolvido em presidir o PT (mesmo que interinamente) exige dedicação full time.

Até porque o PT saiu fortalecido do processo eleitoral e continuará jogando um papel fundamental, tanto no Brasil quanto no governo.

Vale dizer que, na reunião da executiva nacional do PT, ninguém defendeu a "saída imediata" de Marco Aurélio.

Quando li a matéria de Fábio Zanini, perto da hora do almoço desta quarta-feira, liguei para o jornalista Fábio Zanini. Conversando com ele, descobri o seguinte:

1) que ontem ele leu o texto "Pimentel e o "estatismo"" no site do PT e chegou à conclusão, por sua conta e risco, de que eu defendia a "saída imediata" de Marco Aurélio;

2) com base nesta leitura e sem falar comigo, ele escreveu seu artigo e enviou para publicação;

3) também ontem, depois de mandar publicar o seu artigo, ele conseguiu falar comigo;

4) na conversa comigo, ele não me perguntou em nenhum momento se eu defendia a "saída imediata" do Marco Aurélio;

5) apesar de não ter perguntado, ele chegou à conclusão de que havia errado e, depois de conversar comigo, tentou alterar a matéria;

6) segundo ele, "razões técnicas" impediram que a alteração fosse feita.

Noutras palavras, Zanini é mais duro que aqueles xerifes de faroeste: ele atira primeiro e não pergunta depois!!!

Na conversa que mantive, hoje, com o jornalista da Folha, insisti que a interpretação que ele fez de meu texto estava totalmente incorreta, por uma razão de fundo: como o próprio título indica, o objetivo do texto é discutir e criticar a concepção "estatista" de Partido.

Tentei demonstrar, para o jornalista Zanini, que sua interpretação foi errada, porque ele (a Folha e certa imprensa) parece não conseguir aceitar que façamos debates de fundo. Tudo, para certo tipo de jornalismo, tem que ser transformado em "luta por cargos".

Neste ponto, lembrei que meu texto critica explicitamente as posições do prefeito Pimentel, que nem ao menos é citado na matéria de Zanini. Aí, para minha surpresa, o jornalista da Folha praticamente admitiu que o "alvo" deles é o Marco Aurélio Garcia. Certamente pelos mesmos motivos que Guido Mantega vem sendo atacado todo santo dia.

A verdade é que uma parte da imprensa continua a serviço de quem perdeu as eleições. E depois querem falar em "objetividade jornalística". Ou então tem profissional que "come bola" e não tem a humildade de admitir.

Valter Pomar Secretário de relações internacionais do PT
01/11/2006 - 15:02 Apoio: Deputado defende mobilização nacional em favor de Emir Sader
O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) criticou nesta quarta-feira (1º) o juiz Rodrigo César Muller Valente, da 11ª Vara Criminal de São Paulo, que condenou o sociólogo Emir Sader, professor da UFRJ, à prisão em regime aberto e à perda de sua função pública por calúnia. A sentença foi dada em resposta a um processo movido pelo senador Jorge Bornhausen (PFL-SC).

Em agosto do ano passado, o presidente do PFL declarou-se "encantado" por se imaginar "livre desta raça [petista] por, pelo menos, 30 anos". Dias depois, através de um artigo publicado pela agência Carta Maior, Emir Sader atacou a declaração de Bornhausen. No texto, que motivou o processo em questão, intitulado "O ódio de classe da burguesia brasileira", Sader classificou o presidente do PFL como "banqueiro e racista".

"O juiz Rodrigo Valente acaba de cometer um crime", afirma Dr. Rosinha (PT-PR). "Ao condenar alguém que simplesmente passou para o papel a sua indignação diante de uma frase preconceituosa e racista, o juiz inverte a culpa e promove uma barbaridade."

Emir Sader foi condenado por "injúria" à pena de um ano de detenção em regime aberto. Em sua sentença, o magistrado cita o artigo 44 do Código Penal para substituir a pena por prestação de serviços à comunidade, pelo mesmo prazo de um ano, em jornadas de pelo menos oito horas semanais.

A sentença sustenta ainda que Sader teria se "valido" da condição de professor de universidade pública para praticar o "crime", e determina a perda do cargo de professor. A decisão, de primeira instância, é passível de recurso.

Mobilização nacional
"Ao adjetivar um senador da República de ‘racista’, esqueceu-se o réu [Emir Sader] de todos os honrados cidadãos catarinenses que através do exercício democrático do voto o elegeram como legítimo representante", diz o magistrado em seu despacho.

"Sob o manto da imunidade, Bornhausen fez uma declaração fascista, e, agora, com essa ação, busca intimidar e criminalizar pensadores e críticos de esquerda", afirma Dr. Rosinha. "Vamos fazer uma mobilização nacional para defender Emir Sader nesse processo. Quantos não assinariam o seu texto, que não passa de uma reação política à frase discriminatória do presidente do PFL?"

"Ele [Bornhausen] merece processo por discriminação, embora no seu meio — de fascistas e banqueiros — sabe-se que é usual referir-se ao povo dessa maneira", diz trecho do artigo escrito por Sader. "São "negros", "pobres", "sujos", "brutos", em suma, desprezíveis para essa casa grande da política brasileira que é a direita, pefelista e tucana."

Apoio internacional
Em janeiro deste ano, quando Bornhausen protocolou sua ação criminal na Justiça paulista, Emir Sader recebeu o apoio de personalidades que participaram do Fórum Social Mundial, em Caracas, na Venezuela.

Nomes como Eduardo Galeano (escritor uruguaio), Samir Amin (Fórum Mundial das Alternativas), Ignacio Ramonet (Le Monde Diplomatique), José Luis Fiori (Universidade do Rio de Janeiro) e João Pedro Stédile (MST) assinam uma declaração intitulada "Nuestra Raza", em defesa de Sader."Pertencemos a uma raça muito especial de oprimidos, indígenas, mulheres, negros e de tantas outras categorias de seres humanos que têm a confiança em sua força moral e na capacidade de construir um mundo onde o racismo, o fascismo e todas as formas de discriminação e opressão não sejam mais que resquícios de um passado", diz trecho da declaração.

Perfil do senador pefelista
Jorge Bornhausen apoiou a ditadura militar desde o seu início. Fundou a Arena, o PDS e o PFL. "Todos conhecem a história de Bornhausen, profundamente ligada à direita, ao preconceito, à arrogância", aponta Dr. Rosinha.

Por seu apoio incondicional ao regime e à política de repressão adotada pelos governos militares —marcada por casos de tortura e assassinatos—, Bornhausen foi nomeado vice-governador (1967-71) e governador biônico (79-82) de Santa Catarina, além de presidente do Banco do Estado.

Ao lado do ex-presidente Fernando Collor, foi ministro-chefe da Secretaria de Governo. O pefelista defendeu Collor até o seu impeachment, em 1992. Durante o mandato do ex-presidente FHC, foi embaixador em Portugal (96-98) e integrante da sua base de apoio no Congresso.

01/11/2006 - 10:36 PF questiona "suposta arbitrariedade" contra jornalistas
A Polícia Federal divulgou nesta terça-feira uma nota em que contesta a "suposta arbitrariedade" sofrida por repórteres da revista Veja durante depoimento ao delegado Moysés Eduardo Ferreira. Chamados a depor em um inquérito que apura possíveis crimes praticados no âmbito da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo, os jornalistas Marcelo Theodoro Carneiro, Julia Dualibi de Mello Santos e Camila Cardosos Pereira alegaram, de acordo com o site da Veja, ter sofrido "abusos, constrangimentos e ameaças".
A Polícia Federal esclarece que os depoimentos foram tomados com o acompanhamento da procuradora da República Elizabeth Mitiko Kobayshi e da advogada da revista, Ana Rita de Souza Dutra. "Os questionamentos às testemunhas foram feitos normalmente pelo delegado e em seguida pela procuradora da República e versaram exclusivamente sobre os fatos constantes da matéria da Veja, como seria cabível em semelhante apuração", esclarece a nota.
O comunicado ressalta ainda que, "em nenhum momento", os repórteres ou a advogada da Veja manifestaram "contrariedade ou discordância com a condução do depoimento". De acordo com a Polícia Federal, causou "surpresa a conotação de suposta arbitrariedade que vem sendo dada ao procedimento em questão". A instituição aguarda manifestação formal dos jornalistas para tomar as providências cabíveis.
Agência Informes (www.informes.org.br)

31/10/2006 - 10:59 Raça forte: Cresce número de Estados governados pelo PT
O PT foi o partido político que mais cresceu em número de governadores eleitos nas votações deste ano. Dos três estados que governam atualmente (Acre, Piauí e Mato Grosso do Sul), os petistas passam a comandar cinco: Binho Marques, no Acre; Ana Júlia Carepa, no Pará; Wellington Dias, no Piauí; Jaques Wagner, na Bahia; e Marcelo Déda, em Sergipe.
Quatro partidos sofreram queda. O PMDB caiu de oito para sete; o PSDB caiu de oito para seis; o PSB caiu de quatro para três; e o O PFL caiu de dois para um.
O PDT, que atualmente tem um governador, elegeu dois. O PPS que governa apenas um estado, também passa a a governar dois. Já o PP, que não tem nenhum governador, vai comandar um estado. Dos 27 governadores eleitos em todo o país, 14 são aliados do governo.
Para o deputado Dr. Rosinha (PT-PR), o PFL "é o partido mais derrotado" das eleições deste ano. "O presidente do PFL, Jorge Bornhausen, que chegou a pregar o fim do que chamou de raça petista, agora está vendo a sua raça entrar em extinção. Ao invés de procriar, os governadores do PFL foram quase exterminados nas urnas", disparou Dr. Rosinha.
O parlamentar petista ressaltou a "expressiva" vitória do PT nas urnas. "O PT saiu-se muito bem após o segundo turno. Com a vitória de Ana Júlia no Pará, vamos governar cinco estados, um recorde histórico para o partido", disse.
Nos estados de Sergipe e Bahia, acrescentou Dr. Rosinha, os pefelistas foram derrotados por dois candidatos do PT – Marcelo Déda e Jaques Wagner, respectivamente. Em Pernambuco, por Eduardo Campos (PSB), ex-ministro de Lula. No Maranhão, por Jackson Lago (PDT), que teve o apoio do PT local.
Agência Informes (www.informes.org.br)

31 outubro 2006

Lula: “O Brasil saiu mais unido do que quando entrou nesta campanha”
A seguir, principais trechos do discurso de Lula no ato de comemoração da vitória na Avenida Paulista, domingo à noite.
“O Brasil vive um momento mágico de sua história. Pela primeira vez o povo resolveu ser o artista principal e não ser o coadjuvante da política brasileira. Nos momentos mais difíceis que o nosso governo enfrentou, quem levantou a cabeça foi o povo brasileiro para dizer: Nós não aceitamos o que está acontecendo no Brasil.
Eu acho que nós vamos ter um segundo mandato com muito mais responsabilidade do que tivemos no primeiro. Até porque, agora, eu não vou mais me comparar com o governo passado, porque esse nós já derrotamos. Eu agora preciso me comparar com os quatro primeiros anos do meu governo. Agora é Lula se comparando a Lula e não Lula se comparando aos meus adversários. A nossa responsabilidade aumenta, e aumenta substancialmente.
Eu quero agradecer aos companheiros do PT, às companheiras do PT, porque este partido foi construído com muito sacrifício. Eu sei o que esta mulher (Dona Marisa) aqui sofreu para eu construir o PT junto com vocês. Portanto, nós não temos o direito moral, ético e político de cometer erros daqui para frente. Não temos o direito, porque quando a gente fala no PT, a gente não fala da direção do PT, a gente fala em milhões e milhões de mulheres e homens. Dos catadores de papel da cidade de São Paulo, desde os sem-teto do Rio de Janeiro a empresários, a trabalhadores organizados em categorias profissionais, a educadores, a funcionários públicos. O PT é mais do que um partido, o PT é uma instituição da política deste país e precisa ser respeitado.
(...)
É da nossa responsabilidade, e eu tenho consciência do que significa o segundo mandato, eu tenho consciência que o desenvolvimento econômico, a distribuição de renda e a educação de qualidade são três fatores fundamentais pelas quais o Brasil vai ingressar no rol dos países desenvolvidos. Nós provamos que é possível consolidar a democracia.
Naquele Palácio do Planalto, que só entrava reis, presidentes, primeiros-ministros, princesas, banqueiros e grandes empresários, agora continua entrando todos eles, mas entra também os moradores de rua, entra também os catadores, entra os sem-teto, entra os sem-terra, entra os pequenos agricultores, entra as mulheres, negros, índios, entra a sociedade brasileira, que é muito maior do que aquilo que muitas vezes a gente lê ou vê na televisão.
A sociedade brasileira é construída por todos nós e sabemos o que significa a conquista dos afro-descendentes deste país nas universidades brasileiras, o que significa a participação da mulher, o que significa a participação dos sem-teto. Eu quero dizer para vocês: o Brasil saiu mais unido do que quando entrou nesta campanha. Agora, vou governar o país para todos os brasileiros sem distinção. Mas, na minha cabeça e nas minhas ações os mais pobres terão a preferência da política pública do nosso governo, porque nós precisamos transformar o Brasil num país justo. As pessoas têm que ter o direito de tomar café da manhã, almoçar e jantar e já conseguimos isto com o Bolsa Família. Mas, as pessoas querem trabalhar, querem ter acesso à cultura, querem ter acesso ao lazer, querem ter acesso à cidadania plena, que é o direito de conviver em harmonia com a sua família e com a sociedade. E esse compromisso não é um compromisso é uma profissão de fé. Eu sei o que é um pobre deste país não ser tratado como cidadão, eu sei o que é um pobre deste país ser condenado a indigente, eu sei o que é um pobre deste país, para sobreviver, vender alguma coisa aqui nesta Avenida Paulista e é escorraçado todo santo dia como se fosse um bandido.
(...) Essa eleição eu não devo a ninguém, a não ser ao povo brasileiro. Por isso eu quero agradecer a vocês que acreditaram, que defenderam o governo mesmo nos momentos mais difíceis. Que Deus abençoe todos vocês. Que Deus permita que a gente tenha força para fazer um governo muito melhor, com mais produtividade para o povo brasileiro. E eu quero agradecer a cada um de vocês que trabalhou, que acreditou, que enfrentou desaforos, que enfrentou provocações, que enfrentou perseguições.
(...) Esta é uma vitória que me deixa realizado como político, porque foi a vitória dos de baixo contra os de cima, é o andar de baixo que chegou lá em cima. E eu não tenho vergonha, pode ter certeza, que jamais abdicarei do lado que eu sou, eu jamais deixarei de compreender de onde eu vim, para onde eu quero ir, e eu não quero ir sozinho, eu quero ir com 190 milhões de brasileiros para melhorar a vida de todo mundo.
Um grande abraço, um beijo para todos vocês, porque amanhã em tenho que estar às 10 horas da manhã em Brasília, tenho que começar a trabalhar porque agora a gente vai ter que ser mais rápido, mais ágil, vamos ter que fazer mais do que já fizemos, as professoras vão melhorar de vida, a educação vai melhorar neste país, o emprego vai melhorar neste país e, certamente, o povo pobre vai conquistar a sua cidadania. Um beijo e que Deus abençoe todos vocês companheiros, muito obrigado por tudo o que vocês fizeram”.

FHC ESTÁ CERTÍSSIMO
Para FHC, falando a uma platéia de empresários, "o PSDB não pode ter medo de defender suas idéias". Concordo plenamente, acho que o PSDB deve ter coragem para vir a publico e mostrar o que fez, o que pensa e o que faria se, por uma imensa desgraça, chegasse ao poder. O PSDB não deve esconder todas as privatizações feitas nos 8 anos do governo de FHC, não deve esconder o desejo de privatizar a Petrobras, o BB, a Caixa, os Correios. É errado esconder as suas idéias. Esconder, por exemplo, que acha o programa Bolsa Família um desperdício, pois não deveria haver essa redistribuição de dinheiro para acabar com a miséria e a fome. Afinal, tem que ser doutor em sociologia pela Sorbonne para criar um contingente de 54 milhões de miseráveis no Brasil, como fez FHC. O PSDB deveria ser bem explícito. Nas campanhas eleitorais deveria deixar claro para essa imensa parcela da população que é beneficiada pelo Bolsa Família que não concorda com o programa e que pretende acabar com ele, como pretende acabar com o PROUNI. Eles não acham que jovens pobres devam ter a oportunidade de freqüentar as universidades dos ricos. O PSDB não pode ter medo de explicar como, quando governo, quebrou duas vezes a economia do país. Tampouco deve temer explica como criou tanto desemprego, promoveu tantas falências, elevou os juros a níveis estratosféricos, tomou empréstimos e mais empréstimos junto ao FMI. Eles têm o direito de provar que é um bom negócio para o país tomar empréstimos do FMI, ter o FMI ditando regras econômicas recessivas para o país e vigiando sua aplicação. O PSDB precisa mostrar que o Proer dos bancos foi uma idéia genial: socorrer bancos particulares falidos com dinheiro do BNDES, saneá-los e vendê-los a preço de banana. FHC sente orgulho de ter feito isso. Ao invés de o BNDES financiar microempresários, e com isso gerar empregos e renda, como faz o governo Lula, para o PSDB foi mais importante socorrer os amigos banqueiros com dinheiro público. Essa generosidade com banqueiros falidos custou na época, segundo os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, 3% do PIB. Outra idéia genial defendida pelo PSDB é a flexibilização das leis trabalhista: o partido precisa explicar que isso significa tomar dos trabalhadores vários direitos, como as férias, o décimo terceiro e a licença maternidade. O projeto de lei elaborado por FHC também esvaziava o poder de negociação dos sindicatos. No Senado, o governo FHC não teve forças para aprovar essa medida anti-social. Mas Alckmin, por exemplo, já havia declarado há tempos, na revista Época, que é totalmente favorável à flexibilização das leis trabalhistas e que iria batalhar para a aprovação da lei. O PSDB não pode ter medo de defender que quer governar para os mais abastados, que quer beneficiar exclusivamente os empresários, os banqueiros falidos, que fecha os olhos para o desmatamento desenfreado na Amazônia, que fecha os olhos para a corrupção, para a sonegação fiscal, para o contrabando, para o trabalho em regime de escravidão. Eles têm que mostrar isso para a população, não podem ter medo de mostrar a verdade. FHC está certíssimo.
Jussara Seixas
30/10/2006 - 20:39 Coordenador condena intolerância com imprensa
O coordenador da campanha Lula e presidente em exercício do PT, Marco Aurélio Garcia, condenou nesta segunda-feira (30) a atitude de alguns militantes que teriam sido hostis com jornalistas que cobriam a celebração da chegada do presidente Lula a Brasília, nesta manhã.

Veja a íntegra da resposta de Marco Aurélio quando questionado sobre o incidente, durante coletiva à imprensa na tarde desta segunda:"Se houve qualquer manifestação de intolerância com relação aos jornalistas, tem nossa condenação muito clara, tenha vindo de onde vier. Todos vocês sabem que, muitas vezes, nós divergimos sobre o comportamento da imprensa. Mas essa divergência nunca foi ao ponto de negar o papel da imprensa, que está assegurado pelas instituições e deve ser preservado. Se a imprensa precisa ser avaliada no seu desempenho - e minha posição é que sim, precisa (...), os próprios jornalistas, por exemplo, podem fazer uma reflexão sobre o papel que tiveram nessa campanha eleitoral. Eu sei que esse é um sentimento que atravessa uma parte dos jornalistas das redações. Instituições da sociedade civil estão preocupadas com essa questão, da mesma forma que sei que há movimentos crescentes de consumidores de órgãos da imprensa que estão manifestando sua não conformidade através do cancelamento de assinaturas de órgãos de imprensa e protestos reiterados. Esses movimentos já ocorreram anteriormente e permitiram que a imprensa se repensasse. Mas essa não é uma tarefa do governo. E menos ainda deve ser enfrentada através de manifestações de violência, ódio. Se houve manifestações de agressividade, os jornalistas que sofreram têm a nossa solidariedade, e aqueles que praticaram têm nosso repúdio."

30 outubro 2006


30/10/2006 - 13:00 Em Guaribas (PI), cidade piloto do Fome Zero, Lula obtém 93%
O município de Guaribas (PI), cidade piloto do programa Fome Zero, deu uma votação histórica para o petista Luiz Inácio Lula da Silva. Na cidade que foi escolhida como modelo de combate a fome e a miséria do país, Lula obteve 93.71% dos votos válidos (2.263 eleitores) contra apenas 6,29% do candidato do PSDB Geraldo Alckmin (152 votos).
Pela segunda vez a população de Guaribas (653 km de Teresina) reconheceu nas urnas o esforço do governo de Lula na cidade, através do programa Fome Zero. No primeiro turno, o município foi também onde o candidato petista obteve a maior diferença de votos do país, atingido mais de 80% dos votos válidos.
O governador Wellington Dias, que foi reeleito pelo PT, trabalhou para aumentar a votação de Lula tanto em Guaribas como no Piauí. "Isso nos credenciará para ter uma maior atenção do governo federal acima da média do Nordeste e do Brasil", afirmou o governador. A cidade de Acauã (463 km de Teresina), onde também foi uma das primeiras do país a ser implementado o programa Bolsa Família, a votação de Lula durante o segundo turno foi uma das maiores do Brasil. 90% dos eleitores do município votaram em Lula, enquanto 10% escolheram Alckmin. Ao todo, 3.367 eleitores votaram no presidente e candidato a reeleição, enquanto apenas 374 votaram em Geraldo Alckmin.
Da Redação do Terra
30/10/2006 - 18:26 PF desmente jornais sobre suposta quebra de sigilo de Berzoini
A Polícia Federal negou nesta segunda-feira (30), em nota à imprensa, que tenha pedido à Justiça Federal a quebra do sigilo telefônico do deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP) – desmentindo notícias publicadas no fim de semana pelos jornais.

Leia abaixo a íntegra da nota da PF:

Nota à Imprensa

Em razão de reportagens publicadas na mídia impressa nos dias 28 e 29 de outubro, o Departamento de Polícia Federal esclarece que:

1. o inquérito 623/SR/PF/MT corre sob segredo de justiça na 2ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso e recebe constante vigilância do Ministério Público Federal;

2. a Polícia Federal não pediu à Justiça Federal, tampouco obteve a quebra do sigilo telefônico do Deputado Ricardo Berzoini;

3. os deputados federais possuem prerrogativa de foro e somente podem ser investigados em inquéritos aforados no Supremo Tribunal Federal;

4. mesmo sem ter obtido autorização da Justiça sobre dados telefônicos do Deputado Ricardo Berzoini a PF trabalha cruzando os quatro números telefônicos fornecidos pelo próprio deputado durante o depoimento prestado à PF em 17 de outubro de 2006.

A PF reafirma que trabalha no estrito cumprimento de sua missão
institucional, investigando a todos de acordo com a Lei e com a finalidade de assegurar que ninguém tenha suas garantias legais feridas.
VOLTA PARA PINDA ALCKMIN
30/10/2006 - 09h42
Alckmin perdeu votos em 23 unidades da federação
Haroldo Ceravolo Sereza
Editor da Home Page do UOL
Os 2,4 milhões de votos a menos que Geraldo Alckmin (PSDB) teve entre o primeiro e o segundo turno foram resultado da perda de votos em quase todo o país.No dia 1º de outubro, quando foi realizado o primeiro turno, o tucano obteve 39,968 milhões de votos. No segundo, segundo os dados da manhã de hoje, muito perto da conclusão da apuração, o número de seus eleitores ficou em 37,543 milhões.Das 27 unidades da federação, em apenas quatro Alckmin viu o número de seus votos crescer: Alagoas, Amazonas, Rio de Janeiro (na verdade, um crescimento muito pequeno, de 4.411 votos, próximo de zero em termos percentuais) e Rio Grande do Sul.Neste processo, Lula, que conquistou 11,6 milhões de novos votos entre os dois turnos, acabou ampliando o número de Estados em que foi vitorioso de
16 para 20, enfraquecendo o discurso da divisão do país, que pautou boa parte do debate eleitoral no último mês.Nos demais Estados e no Distrito Federal, Alckmin perdeu votos. Em números absolutos, os mais "infiéis" foram Minas Gerais (menos 516.279 mil votos), em que Aécio Neves (PSDB) foi reeleito governador no primeiro turno, Goiás (239.617), que elegeu o pepista Alcides Rodrigues com apoio tucano no segundo turno, e São Paulo (230.864), que elegeu José Serra (PSDB) no primeiro turno.Proporcionalmente, os Estados mais infiéis a Alckmin foram Tocantins, Maranhão e Ceará.
O POVO ESTÁ SABIDO
O povo brasileiro, o eleitor, viu durante meses pela TV as CPIs, viu e não gostou do que viu. O povo soube analisar e separar o que era fato, as mentiras, as ilações. O povo soube analisar quem eram os políticos sérios, e os políticos mentirosos e cretinos que estavam tentando dar um golpe. O povo soube identificar os que estavam apenas querendo os holofotes para ficarem bem conhecidos para a eleição de 2006, todos se achando que eram a última Coca - Cola do deserto. O povo soube separar o que era armação, de investigação responsável de resultados. Conclusão simples essa, basta ver os resultados da eleição, desses que foram estrelas das CPIs. Todos esses que ofenderam o presidente Lula, foram punidos nas urnas nesta eleição.

Arthur Virgilio 3% PSDB, não se elegeu governador do Amazonas. O presidente Lula teve 86,80% dos votos válidos no Amazonas

ACM, senador da Bahia,PFL não elegeu seu candidato a senador, e nem para governador, venceu Jaques Wagner do PT. O presidente Lula teve 78,08% dos votos válidos na Bahia

Eduardo Paes, PSDB, ficou em 5º colocado na eleição para governador do RJ. O presidente Lula teve 69,69% dos votos válidos n RJ

Heloisa Helena, PSOL- Alagoas, teve 6% de votos no 1º turno. O presidente Lula se elegeu com 61,45% dos votos válidos em Alagoas.

Garibaldi Alves do PMDB, não se elegeu governador do RN, e os votos do presidente Lula foram 69,73%.

Moroni Torgan, PFL, perdeu a vaga no senado pelo Ceará,para Inácio Arruda do PC do B, e aonde Lula teve 82,38% dos votos válidos.

Além desses terem perdido a eleição, vamos ficar livres em 2007 de:

Jorge Bornhausen, de José Apagão Jorge, do Rodolfo Tourinho, de Antero Paes de Barros,de Juvêncio da Fonseca, de Heloísa Helena, da deputada Zulaiê Cobra, do deputado Baba, da deputada Maninha.
Roberto Jefferson, cassado, não conseguiu eleger sua filha deputada pelo RJ.
29 de outubro de 2002
Querida Dona Lindu
Frei Betto
Seu filho Lula toma posse, dia 1º de janeiro de 2003, como presidente do Brasil. Eu me lembro da senhora, na casinha em que morava em São Bernardo do Campo. Fiz o seu enterro em 1980. Seu filho compareceu algemado, cercado de policiais do DOPS, preso pela ditadura militar por liderar as greves do ABC. Temi pelo pior quando vi os metalúrgicos discutindo se convinha resgatá-lo das mãos da polícia.
Dona Lindu, a senhora era analfabeta, pobre, retirante e de uma dignidade reverencial. Seu marido largou-a em Garanhuns e veio para São Paulo procurar trabalho. Mais tarde, a senhora juntou os sete filhos e, num pau-de-arara, seguiu o mesmo caminho atrás dele. Lula tinha sete anos. Encontrou o pai com outra família. Diante do desamparo em que se depararam a mãe e os irmãos, Lula trabalhou de engraxate, vendedor ambulante e tintureiro.
Agora, dona Lindu, ele faz jus à herança que a senhora lhe deixou: a coragem diante dos desafios da vida. Apesar do dedo perdido no trabalho, não desanimou e seguiu a profissão de torneiro-mecânico; nem ficou desesperado quando, por falta de atendimento de saúde aos pobres, morreram sua mulher e o bebê que ela trazia no ventre; não temeu também a ditadura ao denunciar a fraude nos índices salariais e ao levar os metalúrgicos do ABC a greves históricas.
Seu filho venceu, dona Lindu. Não porque tirou diploma, ficou rico e famoso. Mas porque construiu o mais combativo e ético partido político do Brasil; foi o deputado constituinte mais votado do país; fundou a CUT; disputou quatro eleições presidenciais e levou esperança a milhões de brasileiros. Lula ensinou à nação que é possível fazer política com decência, vergonha na cara, tolerância nas relações pessoais e intransigência nos princípios.
Obrigado, dona Lindu, por ter dado ao Brasil um presidente com capacidade de liderança, transparência ética e profundo amor ao povo, sobretudo àqueles que, como a sua família, conhecem na carne e no espírito o sofrimento e a pobreza.
O Brasil merece um futuro melhor. O Brasil merece este fruto de seu ventre: Luiz Inácio Lula da Silva.
Fonte: ADITAL
30/10/2006 - 07h45 Chirac felicita Lula por sua reeleição após "votação histórica"
Paris, 30 out (EFE).- O presidente francês, Jacques Chirac, felicitou hoje seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, por sua reeleição após uma "votação histórica" e o convidou a continuar contribuindo nos grandes assuntos internacionais."Quero expressar o quanto me alegro com seu êxito. Não estou surpreso porque pude comprovar, durante minha visita de Estado, a amplitude do trabalho que o senhor alcançou, sobretudo para fazer do Brasil um país mais justo", indicou o presidente francês em mensagem enviada a Lula após sua vitória no segundo turno das presidenciais brasileiras.Chirac destacou também "a imensa popularidade" de Lula, conquistada com a "ação inovadora e determinante a serviço dessa grande causa".
Vitória é, eminentemente, da sabedoria do povo brasileiro, diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou, em entrevista coletiva após a confirmação de sua reeleição, a unidade nacional em torno do projeto que pretende dar continuidade no segundo mandato. Vestido de modo esportivo, o presidente encerrou o discurso mostrando a frase em sua camiseta, que resume o espírito do encerramento deste processo eleitoral: “A vitória é do Brasil”. “A vitória não é do Lula, não é do PT, nem de nenhum partido. A vitória é, eminentemente, da sabedoria do povo brasileiro”, declarou Lula.

Lula disse estar grato às pessoas que confiaram e que acreditaram em sua reeleição. Em referência a episódios críticos, explorados insistentemente pela mídia durante todo o processo eleitoral, o presidente agradeceu ao que considerou a sabedoria popular. “Sou grato ao povo deste país que, em vários momentos, foram instados a terem dúvidas sobre o governo e soube fazer a diferença do que era verdade e do que não era”, afirmou. Para ele, a percepção de melhoria na qualidade de vida da população é algo contra o qual “não há adversário, porque o povo sentiu na mesa, sentiu no prato e no bolso a melhora de sua vida”.

O presidente destacou a confiança que tem nos partidos que disputaram a eleição, ainda que sejam de oposição ao governo. “Agora não tem mais adversário, são as injustiças sociais que precisamos combater”, afirmou como justificativa para sua confiança para a concertação política.

Atenção maior
Lula ressaltou a “lição de democracia” que o Brasil dá ao mundo, graças a um processo eleitoral maduro e eficiente. Continuou falando dos vários avanços e do “alicerce construído” nas diversas áreas. Mencionou vários programas e políticas implementadas, assim como as expectativas de melhorias que tem e pretende aplicar neste segundo mandato.

O presidente reeleito disse que continuará a governar o Brasil para todos, mas, também, continuará a dar uma atenção maior aos mais necessitados. Os pobres terão preferência em seu governo. “As regiões mais empobrecidas terão no nosso governo uma atenção ainda maior, porque queremos tornar o Brasil mais equânime e mais justo do ponto de vista geopolítico, assim como também do ponto de vista econômico e social”, explicou.

Decisão dos incluídos
“Estamos vivendo um momento mágico de consolidação do processo democrático brasileiro”, definiu Lula. Para ele, este momento se deve ao povo brasileiro, sobretudo àqueles que foram incluídos no patamar de conquista da cidadania. “A inclusão social de milhões de brasileiros e o acerto das coisas que o governo fez, assim como os erros, permitiram que chegássemos ao processo eleitoral mais amadurecidos, com mais consciência e consistência das dificuldades que o Brasil enfrenta, para dar o salto de qualidade que o Brasil precisa dar”, falou o presidente.

O presidente chegou a dizer que não tem dúvida que o Brasil irá atingir um padrão de desenvolvimento que será colocado entre os países desenvolvidos do mundo. “Cansamos de ser uma potência emergente e queremos crescer. Todo mundo votou porque tem esperança que as coisas podem andar ainda mais rápido e muito melhor do que no primeiro mandato”, ressaltou.

Neste momento do discurso, o presidente provocou sorrisos ao lembrar um slogan do final da campanha de segundo turno: “É por isso, que todo mundo, na rua, fala ´Deixa o homem trabalhar´”. O slogan foi repetido por centenas de pessoas que o acompanharam nas atividades públicas dos últimos dias.

Cezar Xavier, do Portal do PT
CADÊ O TAL VIDENTE JUCELINO??


http://www.blogdoonipresente.blogspot.com/
Os abestalhados diziam:

Bate doutor, bate doutor, bate mais!!!


Lula 58.294.170 milhões de votos

60,83% dos votos válidos.


Lula campeão mundial de votos.

29 outubro 2006

LULA REELEITO PRESIDENTE DO BRASIL
VIVA LULA
VIVA O BRASIL
VIVA O POVO BRASILEIRO

29 de outubro de 2006 - 19:03
Lula é reeleito presidente
Com 80,18% dos votos apurados, o presidente tem 60,1% e Alckmin, 39,9%
J.F.Diorio/AE
Durante a manhã, Lula ficou em seu apartamento, em São Bernardo do Campo. No final da tarde, foi para um hotel na região da Paulista, em São Paulo
SÃO PAULO - Com 80,18% dos votos apurados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, é considerado reeleito com 60,1% dos votos válidos. O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, está com 39,9%. A boca-de-urna realizada pelo Ibope e divulgada pela TV Globo já apontava a vitória do petista sobre o candidato tucano com uma diferença de 24 pontos porcentuais.
O presidente acompanha a apuração dos votos da suíte de um hotel na região da Av. Paulista, acompanhado pela primeira dama, ministros, assessores e coordenadores da campanha. Ele aguarda a finalização da apuração para descer e fazer um pronunciamento. Perto dali, na própria avenida, petistas organizaram uma grande festa. Apesar da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) afirmar que não houve solicitação de interdição da Paulista, a Polícia Militar já providenciou as barreiras e solicitou reforço para garantir a realização dessa comemoração
.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Reproduzido da
Folha de São Paulo
Ajudar a transformar as esperanças do nosso povo em realidade foi o que me levou a abraçar a vida política e a nela persistir. O mesmo impulso de promover o país que éramos ao país desenvolvido que vamos ser me deu a energia necessária para honrar o mandato delegado pela nação ao longo destes 46 meses de governo, iniciado em janeiro de 2003. Não ignoro as dificuldades que a luta pelo desenvolvimento ainda impõe à vida de milhões de cidadãos e cidadãs, em especial aos mais humildes. Mas chego ao final do mandato presidencial com a firme convicção de que materializamos uma parte significativa da esperança do povo na vida do nosso país. Uma esperança, felizmente, sempre renovada. Tenho orgulho da oportunidade de conduzir esse processo ao lado da grande maioria da sociedade brasileira. Desde esse mirante das experiências acumuladas e das conquistas alcançadas, enxergo com otimismo as imensas possibilidades reunidas no passo seguinte da nossa história. Com humildade, porém com firmeza, e, sobretudo, com o apoio encorajador e a confiança depositada em nosso trabalho, digo que valeu a pena assumir essa missão. Hoje, mais que ontem, estou certo de que o Brasil pode, sabe e tem condições de avançar cada vez mais no caminho da prosperidade com justiça social. Quando assumimos a Presidência da República, o apelo da urgência social era inadiável. Impunha-se a tarefa imediata de regenerar os fundamentos que distinguem um povo de uma comunidade com destino incerto. Os compromissos compartilhados que sustentam a convivência solidária e democrática estavam esgarçados no acesso aos mais elementares direitos humanos. Havia fome em milhões de lares, incerteza na produção e desalento na alma do povo. Demos as principais respostas requeridas pelo imperativo da hora. Simultaneamente, vencemos a vulnerabilidade externa com uma ação comercial e diplomática que rapidamente reverteu o flanco de uma inserção internacional equivocada, substituindo-a por um ciclo robusto de exportações, que crescem acima da média mundial. Passamos às reformas prementes, restituindo previsibilidade ao horizonte econômico das empresas e das famílias após tantos anos de incerteza para planejar o futuro. Lutamos a justa batalha. Somos humildes para reconhecer os erros registrados no caminho. Todavia eles não abalaram, ao contrário, reforçaram nossa convicção de que a democracia e a transparência do Estado de Direito são requisitos sempre indissociáveis à superação dos conflitos do desenvolvimento. Temos orgulho da semeadura feita. Os frutos da colheita se encontram hoje ao alcance das mãos e das mesas de milhões de brasileiros. Vivemos o melhor ambiente macroeconômico das últimas décadas. O Brasil chega ao final de 2006 como o país menos desigual dos últimos 25 anos. 7 milhões de cidadãos venceram a linha da pobreza. O poder de compra do salário mínimo aumentou 26%, em termos reais, desde 2003. Na esfera dos preços, nas contas externas, na regeneração orçamentária, na liquidez das empresas ou na trajetória declinante dos juros, fincamos pilares sólidos para avançar sem risco de regredir. Estamos enfrentando com êxito o desafio de distribuir renda sem renunciar ao equilíbrio macroeconômico. Hoje temos uma sociedade menos pobre. E uma economia mais estável. Estamos prontos para ingressar numa nova etapa de crescimento acelerado. A opção que fizemos está estampada tanto na vida das pessoas como nas estatísticas -está nos campos e nas cidades de todo o país. Consolidei nestes quatro anos de mandato uma convicção de vida. Não existe panacéia técnica que possa guiar o desenvolvimento de uma nação. Um povo não pode terceirizar as opções cruciais de sua história. Tampouco dissimular em uma agenda administrativa aquilo que é prerrogativa da condução política e da superação democrática de divergências e conflitos. Nenhum governo melhora o desenvolvimento à margem da sociedade. O Brasil precisa reforçar a principal ponte erguida nos últimos anos entre nossas esperanças, sempre renovadas, e o passo seguinte da nossa história. Ou seja, respaldar e impulsionar a articulação de forças políticas que acumulou um patrimônio inédito de estabilidade, confiança e entendimento indispensáveis para fazer do desenvolvimento a grande obra da maturidade democrática da sociedade brasileira no século 21. É o que peço aos 125 milhões de eleitores e eleitoras que vão decidir hoje o futuro do Brasil nos próximos anos.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA , presidente da República, é candidato à reeleição pelo PT.
GOVERNO LULA
Pela primeira vez em 20 anos, uma eleição sem crise econômica
29/10/2006 ¦ 05:06
De O Estado de S.Paulo, hoje:

"Diferentemente do que ocorreu nos últimos 20 anos, o candidato que vencer a eleição de hoje não terá de vestir um uniforme de bombeiro para apagar incêndios na área econômica. Ele comandará um país com indicadores macroeconômicos de fazer inveja aos antecessores que ocuparam o cargo após o processo de redemocratização do País, na década de 80."