07 outubro 2006

O exemplo de São Paulo

Um dos estados mais auto-referenciados do Brasil é provavelmente São Paulo. Talvez por ter sido tanto tempo capital federal, o Rio reconhece mais sua inserção no Brasil, no mundo. Pelo menos é o que se pode depreender do nome de tradicionais jornais cariocas, como Jornal do Brasil, O Globo, ou da importante avenida Brasil. Mais voltados para si mesmos, os paulistas, oferecem uma Folha e um Estado de São Paulo e a avenida Paulista.
Se bem que pareçam pertencer ao passado fumaças isolacionistas, o rico estado já quis se separar do "resto" do Brasil em 1932. Foi uma revolta sangrenta contra um presidente revolucionário nascido no Rio Grande do Sul. Na ocasião circulavam mapas onde o formato de São Paulo virava a cabeça da deusa da república com um lenço da bandeira estadual. E paulistas se orgulhavam de ostentar anéis baratos informando "dei ouro para São Paulo" para ajudar a tal separação.
São ainda bem conhecidas antigas pretensões como a de não poder parar por ser a locomotiva do Brasil. Mais recentemente o ex-prefeito Serra quis isentar nativos(?!) e atribuir a forasteiros(?!) nordestinos mazelas que afligem todo o mundo moderno e superpovoado.
Nascimentos e mortes, normais até em clãs "tradicionais", talvez tenham diluido um pouco o ostentado orgulho de famílias que queriam fundar suas origens em referências quase tão antigas quanto os neandertais. Gente que reutilizava os nomes dos pais e citava seus pares juntando os 4 ou 5 sobrenomes tidos como de famílias "quatrocentonas".
Famílias teoricamente descendentes dos bandeirantes predadores de riquezas e índios, onde quer que fossem encontrados, e assim construiram as fortunas herdadas pelos seguidores. Esses, agradecidos, erigiram o imponente monumento às expedições saqueadoras.
No estado, enriquecido pela fértil terra roxa e o trabalho dos imigrantes, respeitados europeus ou discriminados nordestinos, até hoje são extremamente bem cotados politicamente os que souberam alavancar poder e/ou fortunas.
Basta vez a espetacular votação que teve Paulo Maluf, confirmando sua aceitação anterior como prefeito, governador, candidato a presidente. E reforçando uma linha política que passa por Adhemar de Barros, Jânio Quadros, Quércia, todos muito queridos pelos paulistas e paulistanos por suas capacidades de acumularem poder e riqueza.
Jânio, cuja espetacular ascenção na política estadual levou-o à Presidência, é um exemplo marcante do peculiar bairrismo do orgulhoso estado. Mesmo depois de renunciar intempestivamente à presidência e precipitar o Brasil na crise institucional que levou ao parlamentarismo imposto e ao golpe ditatorial com cassações, prisões, torturas e assassinatos, foi premiado pelo eleitorado paulistano com a prefeitura da capital.
Agora a maioria de seus eleitores oferece mais uma vez ao Brasil um de seus filhos ilustres. Geraldo Alckmin, baseado numa governança que, entre outros exemplos, pode oferecer privatizações apressadas, 59 CPIs generosamente engavetadas e uma organização criminosa estruturadamente atuante, embora alegadamente desbaratada nos 12 anos em que seu Partido Só De Bicões regeu São Paulo. É muita sacanagem do velho São Paulo do dinheiro e da tradição com o novo Brasil do trabalho e da produção.
Enviado pelo amigo Julio César por e-mail
Não façam vista grossa.

GOVERNO LULA É 1000 VEZES MELHOR.

GOVERNO PSDB - PSDB/PFL (8 anos)GOVERNO LULA - PT (3,5 anos)Fontes: IBGE, IBGE/Pnad (Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar - desde 1994); ANEEL; Bovespa; CNI; CIESP; Ministérios Federais e Agências Regionais; SUS; CES/FGV; jornais FSP, O Globo e O Estado de São Paulo;

1) Número de policiais federais:Governo Lula: 11 milGoverno PSDB/PFL: 5 mil
2) Operações da PF contra a corrupção, sonegação de impostos, crime organizado e lavagem de dinheiro.Governo Lula: 183
Governo PSDB/PFL: 20
3) Prisões efetuadas pelos motivos acima: Governo Lula: 2.971Governo PSDB/PFL: 544) Criação de empregos : Governo Lula: 6 milhões
(4 milhões com carteira assinada)
Governo PSDB/PFL: 700 mil
5) Média anual de empregos gerados :Governo Lula: 1,14 milhão
Governo PSDB/PFL: 87,5 mil
6) Taxa de desemprego nas regiões metropolitanas: Governo Lula: 8,3%
Governo PSDB/PFL: 11,7%
7) Desemprego em SP, maior cidade do país:Governo Lula: 16,9%
Governo PSDB/PFL: 19,0%
8) Exportações (em dólares):Governo Lula: 118,3 bilhões
Governo PSDB/PFL: 60,4 bilhões
9) Balança comercial (em dólares):Governo Lula: 103,3 bilhões (positivos)
Governo PSDB/PFL: - 8,4 bilhões (negativos)
10) Transações correntes (em dólares):Governo Lula: 30,1 bilhões (positivos)Governo PSDB/PFL: - 186,2 bilhões (negativos)
11) Risco-país:Governo Lula: 204
Governo PSDB/PFL: 2.400*
No governo Lula, o país atingiu o patamar mais baixo da história.
12) Inflação:Governo Lula: 2,8%
Governo PSDB/PFL: 12,53%
13) Dívida com o FMI (em dólares): Governo Lula: dívida paga
Governo PSDB/PFL: 14,7 bilhões
14) Dívida com o Clube de Paris (em dólares): Governo Lula: dívida paga
Governo PSDB/PFL: 5 bilhões
15) Dívida externa: Governo Lula: 2,41%
Governo PSDB/PFL:12,45%
16) Empréstimo para habitação (em reais): Governo Lula: 4,5 bilhões
Governo PSDB/PFL: 1,7 bilhões
17) Crescimento industrial:Governo Lula: 3,77%
PSDB/PFL: 1,94%
18) Produção de bens duráveis:Governo Lula: 11,8%
Governo PSDB/PFL: 2,4%
19) Aumento na produção de veículos: Governo Lula: 2,4%
Governo PSDB/PFL: 1,8%
20) Crédito para a agricultura familiar:Governo Lula: 6,1%
Governo PSDB/PFL: 2,4%
21) Valor do salário mínimo em dólares: Governo Lula: 152
Governo PSDB/PFL: 55
22) Poder de compra do salário mínimo em relação à cesta básica:Governo Lula: 2,2 cestas básicas
Governo PSDB/PFL: 1,3 cesta básica
23) Aumento do custo da cesta básica: Governo Lula: 15,6%
Governo PSDB/PFL: 81,6%
24) Transferência de renda (em reais): Governo Lula: 7,1 bilhões
Governo PSDB/PFL: 2,3 bilhões
25) Média por família:Governo Lula: 70 reais
Governo PSDB/PFL: 25 reais
26) Atendidos pelo programa Brasil Sorridente (atendimento odontológico):
Governo Lula: 33,7%
Governo PSDB/PFL: 17,5%* 15 milhões de brasileiros foram pela primeira vez ao dentista.
27) Mortalidade infantil indígena (por 1000 habitantes): Governo Lula: 21,6
Governo PSDB/PFL: 55,7
28) Pró-jovem - estudo subsidiado Governo Lula: 93 mil (18 a 24 anos)
Governo PSDB/PFL: não havia programa, nem registro.
29) Bolsa Família Governo Lula: 11,1 milhões de famílias
Governo PSDB/PFL: o programa era o Bolsa Escola com atendimento restrito a um pequeno número de pessoas.
30) Incremento no acesso a água no semi-árido nordestino Governo Lula: 762 mil pessoas e 152 mil cisternas
Governo PSDB/PFL: zero, não havia programa.
31) Distribuição de leite no semi-árido (sistema pequeno produtor) Governo Lula: 3,3 milhões de brasileiros
Governo PSDB/PFL: zero, não havia programa.
32) Áreas ambientais preservadas Governo Lula: incremento de 19,6 milhões de hectares (2003 a 2006) Do ano do Descobrimento do Brasil até 2002: 40 milhões de hectares
33) Apoio à agricultura familiar Governo Lula: 7,5 bilhões (safra 2005/2006) ; 11 bilhões safra (2006/2007)
Governo PSDB/PFL: Maior repasse 2,5 bilhões (último ano de governo)
34) Compra de terras para Reforma Agrária Governo Lula: 2,7 bilhões (2003 a 2005)
Governo PSDB/PFL: 1,1 bilhão (1999 a 2002)
35) Investimento do BNDES em micro e pequenas empresas: Governo Lula: 14,99 bilhões
Governo PSDB/PFL: 8,3 bilhões
36) Investimento anual em saúde básica: Governo Lula: 1,5 bilhão
Governo PSDB/PFL: 155 milhões
37) Equipes do Programa Saúde da Família: Governo Lula: 21.609
Governo PSDB/PFL: 16.698
38) Índice BOVESPA Governo Lula: 35,2 mil pontos
Governo PSDB/PFL: 11,2 mil pontos
39) Dívida externa: Governo Lula: 165 bilhões
Governo PSDB/PFL: 210 bilhões
40) Desemprego no país:Governo Lula: 9,6%
Governo PSDB/PFL: 12,2%
41) Eletrificação Rural Governo Lula: 3 milhões de pessoas
Governo PSDB/PFL: 2,7 mil pessoas
42) Livros gratuitos para o Ensino Médio Governo Lula: 7 milhões
Governo PSDB/PFL: zero
43) Geração de Energia Elétrica Governo Lula: 1.567 empreendimentos em operação, gerando 95.744.495 kW de potência. Está previsto para os próximos anos uma adição de 26.967.987 kW na capacidade de geração do País, proveniente os 65 empreendimentos atualmente em construção e mais 516 outorgadas. Isso com a maior seca já registrada no país, lembram que as cataratas do Iguaçu quase secaram e os peixe nos rios amazônicos morriam por falta de água. A energia só pode ter sido mágica ou competência?
Governo PSDB/PFL em final de governo: apagão
44) Construção de Universidades Federais Governo Lula: 10 universidades + 48 novos campi
Governo PSDB/PFL: 6 universidades federais em 8 anos
E PARA TERMINAR NO Nº 45:
45) Falcatruas e roubalheiras dentro das instituições do governo federal, estatais, e empresas do governo: Governo Lula: o povo conhece, a imprensa divulga, a polícia federal age e prende, a Controladoria Geral da União (CGU) investiga e denuncia livremente, o Congresso investiga e denuncia, CPIs são instaladas e corruptos são cassados; a justiça julga, o dinheiro roubado aparece e "companheiros" são expulsos, presos, demitidos, cassados ou punidos.
Governo PSDB/PFL: o governo escondia, a imprensa fazia "vista grossa"; a polícia federal não conseguia agir; o Congresso Nacional "levava o dele", calava e não investigava; as CPIs eram sufocadas e arquivadas; o dinheiro roubado ia sorrateiramente para o bolso dos "pais da pátria" de sempre ou era desviado para salvar empresas falidas (de amigos); o dinheiro bom do Tesouro Nacional era enfiado em estatais já saqueadas e sucateadas e que, após saneadas com dinheiro do contribuinte eram "entregues" aos "companheiros" da iniciativa privada que "têm mais competência para administrar"; o obscuro processo de venda de estatais dilapidou R$100 bilhões do Patrimônio Nacional.

Enviado pelo amigo Abnel de Campinas

O PRESIDENTE LULA MENTE???

No governo de SP o PSDB na gestão Covas, privatizou o Banespa. Alckmin privatizou a Congás, Eletropaulo, Ceagesp, está privatizando a Nossa Caixa, o Metrô, quer privatizar a SABESP, privatizou as rodovias do estado de SP. Qual a capacidade de Alckmin de gerênciar o estado? O presidente Lula mente quando diz que Alckmin vai privatizara as estatais federais? O que fez seu mentor FHC quando foi presidente ? Privatizou o que pode e o que não pode. Vejam o que diz o coordenador da campanha de Alckmin que foi do governo de FHC:
Para quem tem dúvidas ainda sobre a política econômica do tucanos, basta ver a entrevista de Luiz Carlos Mendonça de Barros, um dos principais gurus de Geraldo Alckmin, e coordenador do programa economico de sua candidatura, à revista Exame:
EXAME -­ O que o senhor acha que deveria ser privatizado?
Mendonça -­ Há muita coisa ainda, como os serviços portuários, as estradas de rodagem, o setor elétrico, a Petrobras.
EXAME ­- A privatização da Petrobras seria extremamente polêmica, não?
Mendonça -­ Sem dúvida. Ainda não tenho opinião formada sobre o assunto, mas se eu estivesse no próximo governo, trabalharia forte na privatização da Petrobras. (...). "
LULA É IMBATÍVEL
06/10/2006 - 20:37 2º turno: Lula sai na frente com 54% dos válidos, mostra Datafolha
A primeira pesquisa da disputa presidencial no segundo turno mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, sete pontos à frente de seu adversário, o tucano Geraldo Alckmin.

Segundo levantamento Datafolha divulgado na noite desta sexta-feira (6) pelo Jornal Nacional, Lula tem 50% da preferência do eleitorado, contra 43% de Alckmin. Brancos e nulos são 3%, enquanto os indecisos são 4%.

Considerando-se apenas os votos válidos, Lula seria reeleito com 54%.

A pesquisa também indicou melhora na avaliação do governo. Para 49%, Lula faz uma administração entre boa e ótima (eram 47% no último levantamento, feito em setembro). O governo é regular para 33% e ruim ou péssimo para 17%.

O Datafolha ouviu 5.811 eleitores em 362 cidades entre ontem e hoje. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Mulheres Assinem!!!

Veja abaixo os e-mail para encaminhar.
Claudia Beatriz
Mulheres com Lula por um Brasil soberano, justo e igualitário.
Nós mulheres de todas as raças, etnias, profissões, credo e convicções políticas, orientações sexuais e classes de renda estamos com Lula neste segundo turno das eleições presidenciais.
Estamos com Lula porque sabemos que é preciso coragem e ousadia para aprofundar os processos iniciados neste governo,
Estamos com Lula por uma educação inclusiva e não sexista,
Estamos com Lula pelo aperfeiçoamento do SUS e por uma atenção integral á saúde das mulheres,
Estamos com Lula por mais empregos, pela melhoria da renda das mulheres e pela correção das distorções históricas que as discriminam no mercado de trabalho,
Estamos com Lula pela manutenção e ampliação de todas as conquistas de trabalhadores e trabalhadoras no campo e nas cidades,
Estamos com Lula pela reforma agrária e pelo acesso à terra e ao crédito para as mulheres,
Estamos com Lula por moradias dignas em cidades seguras para as mulheres e suas famílias,
Estamos com Lula por uma previdência social justa com a trajetória de vida das mulheres,
Estamos com Lula por um desenvolvimento econômico sustentável e socialmente referenciado,
Estamos com Lula pelo fim da violência contra a mulher,
Estamos com Lula pela eliminação de todas as formas de discriminação e preconceito,
Estamos com Lula porque queremos ser protagonistas das mudanças que farão deste país um país mais justo e igualitário.

As assinaturas deverão ser acompanhadas da qualificação de cada uma, profissão, entidade e/ou instituição a que pertencem. Este é um manifesto interativo. Faça você também sua sugestão para a publicação final.
As listas estarão sendo centralizadas por:

Um candidato anti-social
Durante 12 anos, o PSDB governou o estado de São Paulo, tendo Geraldo Alckmin exercido as funções de vice-governador e de governador. Analisar o que foi feito neste período permite vislumbrar o que aconteceria ao país caso "Geraldo" fosse eleito presidente da República.
Na área da educação, os governos tucanos extinguiram os Centros de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério (Cefams); desprezaram as escolas técnicas e as universidades estaduais; destruíram o ensino fundamental e repassaram para os municípios, sobrecarregando as prefeituras; reduziram o quadro de professores; e rebaixaram brutalmente o nível do ensino - alunos são aprovados sem qualquer critério, salas de aula vivem abarrotadas e as escolas estão sucateadas.
Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa acabou descobrindo que o governo do PSDB desviou cerca de R$ 5 bilhões das verbas destinadas à educação, desrespeitando a Lei de Diretrizes da Educação.
De 1995 a 2000, o governo demitiu 47 mil professores e reduziu em um milhão o número de alunos matriculados. Aliás, os governos tucanos arrocharam os salários dos servidores - a maioria congelada há mais de dez anos.
Na saúde, houve contingenciamento de verbas; diversas cidades ficaram sem o apoio do Estado para a implantação do SUS; é crônica a falta de medicamentos e profissionais especializados; os equipamentos estão destruídos e houve o desmonte de vários hospitais - como no escândalo do Hospital das Clínicas.
Na segurança pública, o cenário é alarmante, com a crescente terceirização das penitenciárias, o aumento da criminalidade e o terror da Febem, onde em 2003 foram registradas duzentas rebeliões.
No setor de habitação, o governo Alckmin sequer cumpre a lei 9142 que destina 10% do orçamento para mutirões e cooperativas e nem investiu os R$ 600 milhões disponíveis para moradias populares. No ano passado, 20 mil casas deixaram de ser construídas.
Quanto à infra-estrutura para o desenvolvimento do Estado, além da privatização das novas linhas do Metrô, quase nada foi destinado para a ampliação da rede ferroviária e quase zero foi investido na geração de energia elétrica. Não é para menos que os dois piores apagões da história brasileira (março de 1999 e janeiro de 2002) começaram em São Paulo, gerando prejuízos de R$ 6 bilhões à economia paulista e milhares de demissões.
Na área de saneamento, o resultado do governo tucano é a pior crise de abastecimento de água da região metropolitana em toda história da Sabesp.
O desempenho de Geraldo Alckmin no governo do estado de São Paulo confirma: se os tucanos-pefelistas chegarem à presidência, o país sofrerá um enorme retrocesso.

06 outubro 2006


06/10/2006 - 12:29 Barjas Negri é acusado de irregularidades durante gestão Alckmin
Matéria publicada na última edição do Jornal Hora do Povo, de São Paulo, afirma que o ex-ministro da saúde e atual prefeito de Piracicaba, Barjas Negri (PSDB), acumula 102 condenações no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE). De acordo com a reportagem, durante a gestão do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), Negri assumiu, entre 2003 e 2004, a presidência da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo. Nesse período, o TCE condenou ou responsabilizou Barjas Negri por irregularidades praticadas em 102 contratos firmados pela autarquia.
Barjas Negri também é acusado pelos donos da Planan de estar envolvido com a máfia dos sanguessugas e é alvo de um inquérito da Polícia Federal sobre o assunto.
Condenações
A reportagem, assinada pelo jornalista Alessandro Rodrigues, afirma que a maioria das irregularidades condenadas pelo TCE ocorreu por licitações dirigidas, aditamentos irregulares – acima do percentual determinado pela lei - e prejuízo à competitividade e economicidade das unidades habitacionais construídas no período. Mesmo o governo do Estado tendo cortado os recursos para a habitação popular, Barjas Negri movimentou um orçamento bilionário entre os anos de 2003 e 2004, chegando a R$ 1,33 bilhão neste período. A matéria ainda ressaltou que recentemente foi descoberto que 904 processos julgados irregulares pelo TCE, entre os anos de 1997 e 2002, foram engavetados pela ação de tucanos na
Assembléia Legislativa. 307 eram referentes à CDHU. Além disso, entre os 70 pedidos de abertura de CPI na Assembléia Legislativa, barrados por manobras da base de sustentação de Alckmin no legislativo estadual, existem três que denunciam irregularidades na autarquia.
No mesmo TCE, Barjas acumula outras oito condenações por contratos ilegais firmados na prefeitura de Piracicaba. Um dos contratos irregulares foi firmado com a Construtora e Pavimentadora Concivi Ltda, de propriedade da família de Abel Pereira, empresário piracicabano apontado pelos Vedoin como o operador dos sanguessugas na gestão de Barjas no Ministério da Saúde. Os donos da Planam afirmaram que “o Barjas Negri é o braço direito do José Serra”. As empresas da família de Abel Pereira - Construtora e Pavimentadora Cicat Ltda., Construtora e Pavimentadora Concivi Ltda. e Cicat Construção Civil e Pavimentadora Ltda - levaram licitações para executar ao menos 37 obras orçadas, no total, em R$ 10,4 milhões para a prefeitura de Piracicaba em 2005 e 2006 e doaram R$ 45 mil, em 2004, para a campanha que levou Barjas Negri ao cargo de prefeito.
A notoriedade de Barjas Negri aumentou com a entrevista publicada pela revista “Isto É”, onde os donos da Planam afirmam que o seu período e o de Serra no Ministério da Saúde “foram os melhores para eles”.

Agência Informes (www.informes.org.br)
POR FORA BELA VIOLA POR DENTRO PÃO BOLORENTO
Me enviado por e-mail por Julio César
Uma roda de bacanas é altamente competitiva quando cada um quer mostrar como seus gostos, conhecimentos e posses são superiores. Mas fica rapidamente cúmplice quando se trata de malhar seres que consideram, inclusive para se dar um realce, inferiores. Estive numa roda dessas nas vésperas do confronto Lula x Serra. Se sentindo entre "iguais", malharam Lula como se fosse Judas em final de semana santa.
Pé-rapado, vindo do nordeste e do sindicalismo operário, como Lula poderia ser presidente do mesmo Brasil que a classe deles vem dominando há 500 anos? Um cara feio, barbudo, deselegante, falando errado, amigo de sindicalistas da CUT, estudantes da UNE e camponeses do MST? Seria o mesmo que instalar o CAOS, com dólar disparando, ações caindo na bolsa de valores, contratos internacionais rasgados, empresários perseguidos, invasões de propriedades no campo e na cidade, imprensa livre censurada... NÓS, tão bem representados dentro do restaurante caro, ficaríamos na rua da amargura.
Ouvia calado o arrotar de preconceitos de uma classe que tão bem conheço, quando alguém, educadamente, resolveu me inserir no contexto. Felizmente livre de tutelas, resolvi desafinar o coro dos contentes: "Vou votar no Lula justamente por ele ser analfabeto, falar "menas", deixar o dólar subir, as ações cairem, as propriedades serem invadidas, a imprensa calada. É que estou de saco cheio de tantos doutores ilustres que vêm governando há 500 anos e mantendo o Brasil desigual até hoje".
Na mesma época, 2002, assisti a uma reunião da campanha do PSDB com um secretário de governo do Tasso e um empresário beneficiado pelo BNB, então loteado pela dupla FHC/Tasso. Falando a operários, os representantes do tassismo ameaçavam com o que seria a politica petista no longinquo Rio Grande do Sul que estaria fechando fábricas e desempregando todos os gaúchos. Baixarias assim explícitas acabaram elegendo, com escassa diferença, Lúcio Alcântara. Baixarias escondidas transformaram o senador patrocinador e o governador patrocinado em inimigos.
Passada a eleição com a vitória de Lula, com a sempre bem remunerada parcialidade da mídia, as baixarias continuaram. Tudo que havia sido entremostrado ou escamoteado DURANTE 8 ANOS sob as plumas coloridas e os bicos avantajados dos tucanos de FHC, foi exposto aos holofotes. Todos os 500 anos de exploração externa e interna, negociatas, desvios de verbas, superfaturamentos, privatizações danosas ao Brasil, desemprego, dívida externa, salários menos que mínimos, corrupção política etc etc etc foi atribuído inapelavelmente aos poucos anos de governo do sindicalista nordestino.
"Apedeuta" ("indivíduo sem instrução"), "mulla", "caipira", "molusco", "sapo", "jeca", "gangster", "chefe de quadrilha", "feio", a lista de insultos é um espelho dos preconceitos dos atacantes. Isso fica bem claro com a repetição exaustiva de "cachaceiro". A vergonha da pinga aqui produzida deu origem a esse xingamento que não tem correspondente para os que tomam porre do uísque (whisky) orgulhosamente importado.
Em terreno tão semeado de ofensas vicejou uma fartura de ameaças que vão do impedimento do presidente eleito a tapas na cara, surras e destruição. Pelo menos por 30 anos. Não só do eleito como de toda nossa "raça" de eleitores ignorantes.
Como que de encomenda, Geraldo Alckmin representa o modelo que os "bem nascidos" adoram exibir em público. Paulista, casado com uma senhora de 400 vestidos exclusivos, uma filha trabalhando no mais ostensivo templo do consumo de luxo do país, com canudo de doutor-médico, político levado pela poderosa riqueza paulista ao posto mais elevado do estado, seguidor de uma seita com inegáveis serviços prestados aos fascistas espanhóis e à grande mídia reacionária mundial, o cara tem até o physique du rôle, o tipo adequado ao papel. Alto, esquio, nariz afilado, lábios finos, dentadura perfeita, cabelos grudados, óculos de intelectual, ternos bem cortados, camisas brancas e a indefectível gravata que os colonizados se obrigam a usar, mesmo no calor, numa colonizada subserviência a costumes de climas frios. Parece sempre saído do banho, desodorizado com fragrância cítrica e hálito recém refrescado por hortelã.
Protegido pela aparência de "fino", ATÉ AGORA bastou manter o amparo dos poderosos de sempre. Políticos cúmplices trataram de engavetar 59 CPIs sobre possíves escândalos de seu longo mandarinato governamental. A mídia bem vendida e melhor paga cuida do resto que é manter a aura de limpo e jogar quaisquer sujeiras reais ou inventadas nos adversários. Mesmo o PCC, estruturado em seu longo mandato e que ele publicamente considerou superado antes que explodisse no colo do sucessor Lembo que se vingou incluindo-o com muita propriedade na "elite branca perversa". "Sepulcro caiado", na condenação religiosa. No popular: "por fora bela viola, por dentro pão bolorento".
Júlio César Montenegro
''Desaparece'' o site de ONG que teria feito caixa 2 para Alckmin

O Tribunal Superior Eleitoral decide esta semana se vai investigar a suspeita de que uma ONG de nome Nova Política arrecadou resursos de forma ilegal para a campanha do presidenciável tucano Geraldo Alckmin. A denúncia foi feita pela coligação A Força do Povo que flagrou no site da ONG um sistema de arrecadação que pode ser configurado como caixa dois. Mas desde que a denúncia tornou-se pública, o conteúdo do site ''sumiu'' misteriosamente.

Até ontem, ''branco total'' na página da ONG
Está na pauta da sessão plenária do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desta quinta-feira (5), a representação proposta pela coligação A Força do Povo, que apóia Lula, pedindo a cassação da candidatura à Presidência de Geraldo Alckmin (PSDB), da coligação Por um Brasil Decente, por prática de caixa dois. A informação é do site do TSE.

A coligação A Força do Povo afirma que a entidade civil Nova Política faria “explícita e irregular” propaganda para Geraldo Alckmin e que teria sido criada para dar sustentação à candidatura dele, além de suporte logístico e financeiro.

Na última segunda-feira (2), o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro César Asfor Rocha, afirmou que a Corregedoria não tinha competência para julgar o caso, por se tratar de processo que pretende apurar eventuais condutas ilícitas relativas à arrecadação de recursos não contabilizados em prestação de contas (caixa dois).

Ao protocolar os pedidos de investigação judicial, no último sábado (30/9), o advogado Márcio Luiz Silva negou que a iniciativa da colição A Força do Povo seja uma resposta à oposição pelass insistentes representações que o PSBe PFL fizeram contra a candidatura de Lula. ''Essa nossa [ação], muito longe de ser uma provocação, tem fundamento. Não é uma resposta.'' Segundo ele, o partido suspeita que o PSDB recebeu ilicitamente recursos da ONG Nova Política. O advogado afirmou que, em seu site na internet, a ONG divulgou uma mensagem para que fossem feitas doações à campanha tucana - prática que, segundo ele, seria utilizada para burlar a legislação eleitoral, ao mascarar os verdadeiros doadores.

Após ser denunciada, a ONG Nova Política tirou o conteúdo de seu site (
http://www.novapolitica.org.br/ ) da internet. A reportagem do Vermelho tentou nesta quinta-feira (5) acessar a página diversas vezes e nenhum conteúdo estava disponível.

O sistema de buscas Google costuma fazer cópias das páginas e as oferece para consultas no formato ''cache'', onde costumam ser mostrados os conteúdos do site mesmo que os respnsáveis pela página o tirem do ar. O último armazenamento que o Google fez da página da ONG Nova Política foi no último dia 28 de setembro e já naquela data, o site estava misteriosamente vazio, apresentando apenas 1Kb de conteúdo inacessível.

Márcio Luiz Silva também levantou suspeitas sobre a organização que, segundo ele, seria presididida por um servidor do Senado Federal. ''Quando você tem a doação direta ao candidato, tem que identificar o doador. Quando ocorre por terceiros, eventualmente pode receber doação de fonte vedada. O TSE proíbe esse tipo de possibilidade. Por isso pedimos a investigação'', explicou.

''Superchuchu''

A ONG não atuou apenas na arrecadação de dinheiro para a campanha de Alckmin e na montagem de comitês, como o de Porto Alegre, montado em frente ao Parque da Redenção. Segundo nota publicada no jornal Vale Paraibano, da região de São José dos Campos (SP), a ONG Nova Política também pretendia criar um personagem chamado 'Superchuchu', que ''ganharia sabor'' estampado em camisetas e em histórias em quadrinhos, entre outros materiais da campanha tucana. Uma proposta de leiaute do personagem chegou a ser criada pelo ilustrador Bravo.

Segundo o jornal, a idéia era colocar no cardápio eleitoral o marketing às avessas do apelido 'picolé de chuchu', dado a Alckmin pelos adversários que o classificam como insosso e sem carisma.

''Em uma reunião na semana passada com a direção da frente, Alckmin aprovou a receita da criação do personagem. Procurado ontem pelo ValeParaibano, o tucano não comentou o assunto'', registra o jornal.

Ao que parece, a proposta foi bombardeada a tempo de não se concretizar.

Silvério Teles Baeta Zebral Filho, um dos coordenadores da ONG, alegou na ocasião que ''Nossa idéia com o Superchuchu é criar algo divertido, com bom-humor, que mexa com as pessoas durante a campanha.''

Conexão PUC-Rio

Zebral Filho é também o presidente de uma entidade denominada Julad/Brasil (Juventude Latino-Americana pela Democracia). É a Julad quem detérm o registro do site da ONG Nova Política. Zebral também seria o dono da conta indicada para doações à campanha tucana.

No site da Julad, que ainda pode ser acessado, a entidade apresenta-se como ''uma organização não governamental, de caráter suprapartidário dedicada à formação de nova geração de lideranças políticas brasileiras comprometidas com as instituições da democracia liberal, a economia social de mercado, o primado de Lei e do Estado de Direito, o desenvolvimento econômico promotor da equidade social, a revalorização da atividade política baseada na ética da solidariedade e do humanismo integral.''

Zebral, ligado ao PFL do Rio, é oriundo do movimento estudantil da PUC-RIO, universidade onde formou-se o grupo integrado por economistas neoliberais que inspiraram o o governo FHC, como Armínio Fraga, André Lara Resende, Edmar Bacha, Edward Amadeo, Gustavo Franco, Pedro Malan, `´ersio Arida, entre outros.

Na lista de parceiros institucionais que a Julad elenca em seu site aparecem o PSDB, o PFL e a PUC-Rio entre vários outros.

Da redação,Cláudio Gonzalez

HILÁRIO

Alckmin pediu apoio, diz Garotinho


Crise na campanha de Alckmin

RIO - O ex-governador do Rio Anthony Garotinho jogou nesta quinta mais lenha na fogueira acesa na campanha do candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin. Garotinho afirmou que foi Alckmin quem o procurou para pedir apoio. "Um dia, o Michel Temer (presidente nacional do PMDB) me procurou perguntando se eu apoiaria o Alckmin. Dez minutos depois, o próprio me ligou. Não apóio ninguém envergonhado".

O ex-governador chegou a anunciar, em reunião com prefeitos do Rio, que Moreira Franco será o coordenador da campanha de Alckmin no Estado. E até elogiou o governo Fernando Henrique Cardoso, colega de PSDB de Alckmin.

As declarações de Garotinho ocorreram no momento em que o PSDB e partidos aliados tentam colocar panos quentes no "racha" gerado pelo apoio dos Garotinho. A candidata do PPS ao governo do Rio, Denise Frossard, chegou a dizer, na quarta-feira, que não pediria mais apoio a Alckmin e defenderia o voto nulo. O prefeito do Rio, César Maia (PFL) também protestou e anunciou afastamento da campanha. Ele classificou o apoio como "beijo da morte" na candidatura Alckmin.

Denise recua

Na quinta, o presidente do PPS, Roberto Freire, conversou com Denise. A candidata recuou da decisão de pedir voto nulo. "Não prego o voto nulo, ninguém pode votar nulo. Eu falei porque estava ferida e aquilo era uma armação (o anúncio do apoio dos Garotinho). Vou dar meu voto triste e solitário, mas me reservo o direito de não falar em quem". No fim do dia, depois de ser pressionada de novo pelo partido, ela mudou novamente de posição e pediu voto em Alckmin.

Apesar de Maia ter ficado fora dos holofotes, manteve, em sua lista de discussão, posição contrária à aproximação com os Garotinho.

Na Bahia, mais saia-justa

Na tentativa de conseguir votos, Alckmin esteve nesta quinta Bahia e se comprometeu, se eleito, a fazer "parceira" com o petista Jaques Wagner, eleito para o governo estadual. Ele ainda disse que os dois estarão de "mãos dadas" em favor da Bahia. Esse discurso foi acertado na véspera pelas cúpulas do PSDB e PFL.

Mas, apesar de seguir à risca a orientação, o candidato não se livrou de constrangimento, patrocinado pelo PSDB baiano, adversário histórico do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL), autor do convite da visita a Salvador.

Com a fisionomia fechada, Alckmin teve de ouvir do líder do PSDB na Câmara, Jutahy Júnior, palavras hostis contra ACM. O deputado revelou que votou em Wagner, ou seja, contra Paulo Souto, candidato carlista.

Apesar da derrota do grupo político de ACM e do tucano Antonio Imbassahy para o Senado, Alckmin quis prestigiar os aliados, considerando que não seria elegante recusar o convite.

Obs.Além de Garotinho, Alckmin também pediu e recebeu apoio a Marcola, Fernandinho Beira Mar, ACM, Jefferson, e do CV do RJ.

Carta aberta de Frei Betto aos eleitores cristãos
O dominicano Frei Betto lançou a ''Carta aberta aos eleitores cristãos'' voltada para o segundo turno presidencial. ''Eleger Alckmin pode ser o primeiro passo para a privatização da Petrobras, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e dos Correios'', adverte o religioso. ''Lula ainda nos deve muito do que prometeu, porém, o Brasil e a América Latina serão melhores com ele do que sem ele'', afirma. Confira a íntegra.
Frei Betto: ''Vida para todos'' (João 10,10)
''A 29 de outubro escolheremos quem governará o Brasil nos próximos 4 anos: Lula ou Alckmin. Os dois são cristãos. Os dois nunca deram mostras de tendência fundamentalista, a de querer submeter a política à autoridade de uma Igreja ou religião.
A política é laica, ou seja, neutra em matéria de religião. Ela visa ao conjunto da população, sem levar em conta as convicções religiosas do cidadão ou cidadã. A todos o governo tem a obrigação de servir, assegurando-lhes direitos, proteção e o mínimo de bens para que possam viver com dignidade.
Se nenhuma religião tem o direito de tutelar a política, isso não significa que a política deva se confinar no pragmatismo do jogo de poder. A política se apóia em valores éticos. E nós, cristãos, temos como fonte de valores a Palavra de Jesus. É à luz do Evangelho que avaliamos todas as esferas da atividade humana, inclusive a política ­ que é a mais importante delas, pois influi em todas as outras.
Para Jesus, o dom maior de Deus é a vida. Está mais próxima do Evangelho a política que favorece condições dignas de vida à maioria da população. É neste ponto que as políticas do PSDB e do PT ganham contornos diferentes. Os dois partidos tiveram desvios éticos? Sem dúvida. Como ironiza Jesus, atire a primeira pedra quem não tem pecados. Errar é humano. Persistir no erro é abominável. Se um membro da família erra, não se pode condenar por isso toda a família. O grave é quando a família toda abraça o caminho do erro.
Este foi o caso do PSDB, partido de Alckmin, nos 8 anos em que FHC (Fernando Henrique Cardoso) governou o Brasil (1994-2002). Empresas públicas foram privatizadas. Grandes empresas brasileiras ­ Vale do Rio Doce, Embratel, Telebrás, Usiminas etc - patrimônios do povo brasileiro, cujos lucros engordavam os cofres do Estado, foram vendidas a preço de banana, e os lucros passaram a ser embolsados por corporações privadas, muitas delas estrangeiras.
Lula não privatizou o patrimônio público. Eleger Alckmin pode ser o primeiro passo para a privatização da Petrobras, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e dos Correios.
No governo FHC, as políticas sociais eram tímidas e assistencialistas. O Comunidade Solidária era uma iniciativa nanica comparada à grandiosidade do Bolsa Família, que hoje distribui renda para mais de 40 milhões de pessoas. Graças a isso, de cada 100 brasileiros que viviam na miséria, nos últimos 4 anos 19 passaram à classe média.
No governo Lula houve, sim, desvios éticos: o caso Waldomiro Diniz; o ''mensalão'' e os ''sanguessugas''; a quebra do sigilo bancário do caseiro de Brasília; o dossiê contra Serra. Não há nenhuma prova de que o presidente soubesse antecipadamente dessas operações inescrupulosas. E ao virem a público, ele tratou de demitir os envolvidos. No governo FHC, dinheiro público foi usado para tentar socorrer bancos privados: o Proer. O Banco Econômico recebeu R$ 9,6 bilhões. Instalou-se uma CPI que, controlada pelo Planalto, justificou a maracutaia e nunca investigou a Pasta Rosa que continha os nomes de 25 deputados federais subornados pelo Econômico.
Houve ainda os casos dos precatórios; da compra de votos para aprovar a emenda constitucional que permitiu a reeleição de FHC; do socorro aos bancos Marka e FonteCidam no valor de R$ 1,6 bilhão (os tucanos impediram a instalação da CPI para investigar o caso); as falcatruas na Sudam etc. Nada foi apurado, porque o Procurador-Geral da República, Geraldo Brindeiro, conhecido como ³engavetador-geral², engavetou, até maio de 2001, 242 processos contra o governo e arquivou outros 217, livrando os suspeitos de qualquer investigação: 194 deputados federais, 33 senadores, 11 ministros e ex-ministros, e o próprio presidente da República.
O governo FHC tratou os movimentos populares como caso de polícia, e não de política. Remeteu o Exército para reprimir o MST e os petroleiros em greve. Lula jamais criminalizou movimentos sociais e, sob o seu governo, a Polícia Federal levou à prisão gente graúda, dos donos de uma grande cervejaria a juízes, e inclusive petistas envolvidos no caso do dossiê anti-Serra.
O governo Lula reforçou a soberania do Brasil. Repudiou a Alca proposta pelo governo Bush; condenou a invasão do Iraque; visitou a cada ano países da África; abriu as portas de nossas universidades a negros e indígenas; estendeu energia elétrica aos mais distantes rincões; manteve a inflação sob controle; impediu a alta do dólar; reduziu os preços dos gêneros de primeira necessidade; ampliou o poder aquisitivo dos mais pobres, através do aumento do salário mínimo.
Lula ainda nos deve muito do que prometeu ao longo de suas campanhas presidenciais, como a reforma agrária. Porém, o Brasil e a América Latina serão melhores com ele do que sem ele. Se você está convencido disso, trate de convencer também outros eleitores.
Vamos votar na vida ­ e ''vida para todos'' (João 10,10). Vamos reeleger Lula presidente!''
* Frade dominicano e escritor, autor de 53 livros, e assessor de movimentos sociais
06/10/2006 - 09:41 Efeito Garotinho: Alckmin faz de tudo para esconder crise

Desesperado para abafar a crise instalada na cúpula tucana e nos aliados após ter se deixado fotografar ao lado da família Garotinho, o candidato à Presidência da República, Geraldo Alckmin, tratou logo de tentar remediar o imbróglio: convidou os recém-eleitos governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) para uma foto, que passou a estampar a manchete do seu site. Enquanto isso, o apoio de Garotinho foi parar na lista de últimas notícias.
A operação-abafa começou na tarde de quarta-feira quando Alckmin se deu conta do estrago ao ver a foto em que aparece ao lado de Anthony Garotinho, Rosinha Matheus, atual governadora do Rio de Janeiro, e a filha do casal. Foram dezenas de telefonemas para livrar o tucano da trapalhada.
Os presidentes do PSDB, Tasso Jereissati, do PFL, Jorge Bornhausen, e do PPS, Roberto Freire, dividiram-se entre várias reuniões para reverter a decisão do prefeito do Rio, Cesar Maia, que anunciou afastamento da campanha nacional de Alckmin.
Do site www.lula.org.br
O que seria o obejtivo da politica economica de um governo Alckmin

Para quem tem dúvidas ainda sobre a política econômica do tucanos, basta ver a entrevista de Luiz Carlos Mendonça de Barros, um dos principais gurus de Geraldo Alckmin, e coordenador do programa economico de sua candidatura, à revista Exame:

EXAME -­ O que o senhor acha que deveria ser privatizado?

Mendonça -­ Há muita coisa ainda, como os serviços portuários, as estradas de rodagem, o setor elétrico, a Petrobras.

EXAME ­- A privatização da Petrobras seria extremamente polêmica, não?

Mendonça -­ Sem dúvida. Ainda não tenho opinião formada sobre o assunto, mas se eu estivesse no próximo governo, trabalharia forte na privatização da Petrobras. (...). "

ELES QUEREM VENDER O NOSSO PAÍS!

ENTÃO 13 NELES!

SÓ O VOTO EM LULA AJUDARÁ O BRASIL A CRESCER!

QUEM SOU EU?
Gostaria que Alckmin ganhasse a eleição, gostaria mesmo. Essas pessoas que hoje não passam fome, que deixaram de ser miseráveis, excluídas da sociedade, graças ao Bolsa Família do presidente Lula, reconhecido mundialmente como o melhor programa no combate a fome e a miséria, voltariam a ser miseráveis. Esse combate à miséria e à fome, essa redistribuição de renda, que obriga as crianças a freqüentar a escola, manter a vacinação em dia, que dá dignidade ao povo, também faz diminuir a violência. Gostaria que Alckmin ganhasse a eleição para ver o fim desse PROUNI, quero ver esses jovens pobres longe dos filhos dos ricos nas universidades, quero que esses jovens não tenham oportunidades e se transformem todos em marginais, assaltantes, criminosos, traficantes. Gostaria que Alckmin ganhasse a eleição e privatizasse todas as estatais a preço de banana, como fez FHC, que privatizasse a Petrobras, que no governo Lula conseguiu a auto-suficiência do Brasil em petróleo; com isso nos livraríamos de nossas riquezas e teríamos um imenso desemprego, maior até do que no governo de FHC. Gostaria que Alckmin ganhasse a eleição para acabar com esse crédito consignado, que facilita muito a vida das pessoas que precisam de um empréstimo, assim as pessoas não precisam se humilhar ante parentes e amigos quando precisam de um empréstimo, não precisam pagar juros de 20% ao mês para agiotas, podem comprar o que bem entenderem, pagar suas dividas. Isso tem que acabar. Gostaria que Alckmin ganhasse a eleição e aumentasse a as taxas de juros que o governo Lula está fazendo diminuir mês a mês, para termos queda nos investimentos, queda no crescimento, aumento da inflação, queda nas vendas, aumento do desemprego. Quero a volta do FMI com a sua política econômica recessiva, com arrochos salariais, quero o caos na economia, que o presidente Lula estabilizou após ter recebido a herança maldita de FHC: sei que Alckmin pode fazer muito pior que FHC. Gostaria que Alckmin ganhasse a eleição para trazer para o governo novamente FHC, Malan, ACM, Garotinho, Bornhausen, Arthur Virgilio 3%. Já imaginaram Garotinho cuidando da Segurança Nacional? Juntaria o PCC de SP com o CV do RJ, seria o Brasil dominado pelo crime organizado, seria o jeito Alckmin de governar fazendo acordos com os bandidos, como é feito em SP. Gostaria que Alckmin ganhasse a eleição para flexibilizar as leis trabalhistas, chega de trabalhador ter tantos direitos. Gostaria que Alckmin ganhasse a eleição para acabar de vez com o MST e colocar todo mundo na cadeia, terra é para latifundiário, é para ricos fazendeiros, tem que acabar com essa tal reforma agrária que o governo Lula está fazendo, dando terra fértil, produtiva, para um bando de pobres que formam cooperativas, geram empregos, renda, sustentam famílias. Gostaria que Alckmin ganhasse a eleição e acabasse com os financiamentos da Caixa para compra de casa própria para pessoas de baixa renda e para classe média: quero ver as pessoas suando todo mês para pagar seu aluguel – que não estarão como agora, no governo Lula, sem aumento. Alckmin, com a política econômica do PSDBPFL, vai fazer os aluguéis subirem mais do que na era FHC. Vão voltar os despejos, vão aumentar os moradores de ruas, os sem-teto. Gostaria que Alckmin ganhasse a eleição, ele e seu vice José Apagão Jorge, ex-ministro do apagão de FHC, vão acabar com o programa Luz Para Todos do governo Lula e cortar os investimentos no sistema elétrico para produzirem um apagão ainda maior e mais danoso do que no governo de FHC. Gostaria que Alckmin ganhasse a eleição, quero ver todas as CPIs para investigar a corrupção de seu governo engavetadas, como ele fez em SP e como fez FHC. Quero que eles fiquem ricos e o povo cada vez mais miserável, cada vez mais com cara de palhaço. Gostaria que Alckmin ganhasse a eleição, esse povo brasileiro tem que sofrer, tem que sangrar, tem que ser humilhado, tem que perder a dignidade conquistada no governo Lula, tem que perder o emprego, a conta no banco, onde já se viu 76% das pessoas dizerem que são felizes. Que negócio é esse de o governo Lula recuperar rodovias, ferrovias, construir a Transnordestina, revitalizar o rio São Francisco, fazer a transposição do rio São Francisco, investir em biodiesel, gerar mais de 6 milhões de empregos, dar aumento real para o salário mínimo, diminuir os preços dos alimentos, aumentar o poder aquisitivo do povo? Com Alckmin isso tudo vai acabar. Que negócio é esse do governo Lula combater a corrupção, a sonegação fiscal, o contrabando, o tráfico de drogas, mandando cada vez mais corruptos para a cadeia – gente da elite corrupta como a dona da Daslu, o dono do Banco Santos, juizes, delegados, advogados, políticos. Com Alckmin isso vai acabar, seus amigos não vão para a cadeia. Quem sou eu para desejar que Alckmin seja eleito? Eu sou a Desgraça, filha do Caos e da Corrupção, irmã da Miséria, neta da Fome, madrinha dos Cavaleiros do Apocalipse.
Jussara Seixas
Articulador de Alckmin defende privatização da Petrobras
O ex-ministro das Comunicações no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o empresário e economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, é um dos principais articuladores do programa de governo do candidato à presidência, Geraldo Alckmin (PSDB), e defensor da pritivatização da Petrobras. No programa tucano não consta abertamente a proposta de venda da Petrobras para o capital privado, mas três itens do documento indicam, com outras palavras, que o rumo a ser adotado, no caso de vitória da direita, será mesmo o da privatização de uma das principais estatais brasileiras.
No programa tucano, no capítulo sobre política energética, a proposta de governo de Geraldo Alckmin diz que o tucano irá "estabelecer parcerias com a iniciativa privada para o crescimento do setor (de energia)"; “incentivar a participação da iniciativa privada em companhias de distribuição de gás natural”` e “`incentivar a entrada de novos agentes no mercado de refino e transporte de petróleo e gás natural”.
Apesar de a proposta de novas privatizações estar disfarçada no programa tucano, Mendonça de Barros já deu declarações à imprensa defendendo abertamente a venda de estatais. Em entrevista à revista Exame, já em junho de 2005, Mendonça de Barros defendeu a privatização da maior e mais lucrativa empresa estatal da América Latina.
Questionado sobre o que deveria ser privatizado, ele afirmou: ``Há muita coisa ainda, como os serviços portuários, as estradas de rodagem, o setor elétrico, a Petrobras``. Indagado se a privatização da Petrobras não seria extremamente polêmica, Mendonça de Barros afirmou: ``Sem dúvida. Ainda não tenho opinião formada sobre o assunto, mas se eu estivesse no próximo governo, trabalharia forte na privatização da Petrobras. Esse não é um projeto simples. Tem de ser muito bem estudado, muito bem planejado. Mas acho que deveríamos quebrar esse monopólio que hoje não se justifica. Privatizar ou não é uma questão que tem de ser avaliada de maneira objetiva, não ideológica. Não tenho nada contra a empresa pública, mas quando a empresa pública não tem mais razão de existir, ela precisa ser extinta, e, o negócio, vendido para a iniciativa privada``.
Na avaliação do deputado Carlito Merss (PT-SC), as afirmações de Mendonça de Barros e do PSDB são preocupantes, e a realização de um segundo turno das eleições presidenciais se revelou importante para que a população conheça melhor a estratégia dos candidatos tucanos. “O segundo turno acabou sendo importante porque Mendonça de Barros já se empolgou e agora todos terão a possibilidade de ver o risco de um eventual governo do PSDB”, disse.
Para o deputado Jorge Bittar (PT-RJ), “os tucanos aprofundaram o processo de privatizações de forma escandalosa, tanto pela falta de critérios como pelas suspeições que foram levantadas em torno da atuação de dirigentes do então governo tucano e do BNDES no estabelecimento de valores de venda e no beneficiamento de grupos interessados em adquirir essas empresas”, disse.
A deputada Luci Choinacki (PT-SC) também criticou nesta quarta-feira a posição tucana e citou, em plenário, reportagem que abre o caderno de Economia desta quarta-feira do jornal Correio Braziliense.
A matéria, sob o título de “ Sutis diferenças”, afirma que, apesar de muitos economistas considerarem que, com Lula ou Alckmin no Palácio do Planalto, não haverá mudanças na política econômica, “há sim diferença entre eles”. Segundo o texto, Alckmin “é privatista e certamente colocará na agenda a venda de empresas que ainda permanecem sob o controle do Estado, como as de energia elétrica”. Para Luci Choinacki, “votar em Alckmin é reeleger um projeto de venda do Brasil e um projeto de destruição do patrimônio público”.
Bancos
Não apenas Mendonça de Barro fala em retomar as privatizações. Segundo o Portal Vermelho, o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, declarou em entrevista concedida ao jornal O Globo, em janeiro deste ano, que pretende retomar a política de privatizações implementada pelo governo FHC. Alckmin citou os bancos estaduais entre suas prioridades. ``A maioria já foi privatizada, mas deveriam ser todos. Tem muita coisa que se pode avançar. Susep, sistema de seguros, tem muita coisa que se pode privatizar``, disse.
Segundo Carlito Merss, Geraldo Alckmin é “um predador de serviços públicos que fez o desmonte da segurança pública e da educação em São Paulo”, disse. “Menos mal que eles mostraram as unhas a tempo. O projeto de retomada de privatizações tucano inclui também o BESC (Banco do Estado de Santa Catarina, federalizado), e o Banrisul ( Banco do Estado do Rio Grande do Sul SA, banco múltiplo público estadual). Temos três semanas para fazer o debate com a população brasileira”, destacou.
Agência Informes (www.informes.org.br) com Portal Vermelho

Alckmin e o desmonte do Estado
Por Altamiro Borges

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, chega ao segundo turno da sucessão presidencial com o ostensivo apoio de banqueiros, dos barões do agronegócio e das elites empresariais. Segundo reportagem recente do jornal Financial Times, “ele é o preferido dos círculos financeiros de Wall Street”. A revista da poderosa Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) publicou uma edição só para bajular o candidato tucano. Já os ruralistas espalharam adesivos no país inteiro com o slogan “Lula, a praga da agricultura”.

Mas, afinal, o que representa o ex-governador? Como um administrador aparentemente tão anódino – um “picolé de chuchu”, segundo a famosa e corrosiva ironia do jornalista José Simão – adquiriu tanta força política e prestígio entre as classes dominantes? Um breve relato da política aplicada em São Paulo ajuda a entender esta opção nitidamente de classe da nata burguesa. Confirma que o segundo turno das eleições presidenciais será altamente polarizado, com uma explícita demarcação de campos.

Locomotiva parada
No século passado, São Paulo ficou conhecida como locomotiva do Brasil. Por distintas razões históricas, o Estado adquiriu forte dinamismo econômico e deu impulso ao desenvolvimento nacional. Hoje, com 37 milhões de habitantes, ele ainda é responsável por 32,6% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de um terço de tudo o que se produz no país, por 32% das exportações e por 45% das importações. A sua receita, provinda de tributos diretos e indiretos de seus cidadãos, é de R$ 62,2 bilhões. O Estado concentra 51,6% dos salários industriais do país e aloja sete dos 10 maiores bancos e oito das 10 maiores seguradoras.

Toda essa pujança econômica, porém, foi emperrada pelo medíocre e prolongado reinado tucano. O peso de São Paulo no PIB nacional, que atingiu 39,5% em 1970, no auge da sua expansão industrial, teve uma queda abrupta. Hoje, o Estado não tem projeto estratégico de desenvolvimento e a locomotiva está parada. Sem crescimento sustentado, o território que já seduziu brasileiros de todos os cantos se tornou um centro dos desempregados. O outrora pólo mais dinâmico da economia virou um cemitério das indústrias. Sob o pretexto da crise financeira, o tucanato promoveu o desmanche do Estado para saciar os banqueiros.

Desmonte do Estado
Com Geraldo Alckmin, antes na presidência do Programa de Desestatização e hoje como governador, São Paulo foi privatizada – perdeu o Banespa como banco de fomento, a Fepasa (ferrovias), o Ceagesp (centro de abastecimento), a Eletropaulo (geradora da energia), a Comgás e a Companhia Paulista de Força e Luz. Já a companhia de saneamento (Sabesp), o banco Nossa Caixa e outras instituições foram fragilizadas com a venda irresponsável de ações, e a extensa malha rodoviária foi entregue a preço de banana para empresas que multiplicam pedágios e assaltam os usuários nas tarifas – sem qualquer controle público.

Apesar do violento desmonte, rotulado pelos tucanos de “reengenharia”, a crise financeira só se agravou. Os recursos obtidos com as privatizações, R$ 32,9 bilhões, sumiram no ralo dessa suspeita gestão. Em janeiro de 1995, no início do primeiro governo tucano, a dívida pública era de R$ 34 bilhões; no início de 2006, era de R$ 123 bilhões, quase duas vezes sua receita liquida. O Estado está mais pobre e debilitado, sem capacidade de investimentos, e vive aprisionado a uma dívida que consome mais de R$ 5 bilhões ao ano e que sugará seus recursos pelos próximos 30 anos. Sua decadência regional será ainda mais intensa!

Rombo nos cofres públicos
Diante deste descalabro, Cláudio Lembro, sucessor de Alckmin, chegou a enviar ofício aos secretários proibindo novos investimentos e determinando “redobrada atenção do governo” e “rigorosa austeridade nos gastos públicos”. Segundo balanço oficial, em setembro passado o rombo nas contas do estado atingiu R$ 1,2 bilhão. Como ironiza o deputado petista Devanir Ribeiro, “se ele deixou este rombo em São Paulo, imagine o que ele faria com o Brasil. Se a média fosse de R$ 1 bilhão por estado, encerraria seu mandato com um rombo de aproximadamente R$ 27 bilhões. Se ele raspou o caixa e entregou o governo para o seu sucessor com um rombo difícil de ser saldado, o que ele faria com o Brasil?”.

Segundo recente estudo do economista Marcio Pochmann, mantida a atual política de corte neoliberal, o PIB per capita de São Paulo cairá da terceira posição no ranking nacional para 11º lugar até 2012, com efeitos dramáticos sobre o emprego e a renda dos paulistas. Já uma minoria parasitária, que vive dos juros dos títulos da dívida pública, terá maiores privilégios. O número de famílias ricas em São Paulo saltou de 191 mil para 674 mil nas duas últimas décadas – pulou de 37,8% para 58% do total de famílias abastadas no Brasil. “Grande parte da elite paulista encontra-se submersa no pacto neoliberal, enquanto beneficiária da financeirização. A riqueza não é mais distribuída entre os vários elos da cadeia de produção. Ela fica concentrada nas famílias de banqueiros e nas pessoas que as rodeiam”, garante o renomado economista.

Expoente ultraliberal
Esta breve e deprimente história revela as duas marcas principais da orientação econômica do governador Geraldo Alckmin, agora candidato à presidência da República. Por um lado, o brutal arrocho fiscal, com a redução dos investimentos estatais visando explicitamente saciar a gula dos credores da dívida. Por outro, a criminosa política de privatização do patrimônio público também com a obsessão de transferir renda aos círculos financeiros. Não é para menos que logo no anúncio da sua candidatura, ele fez questão de afirmar que um dos motes da sua campanha será o da tal “eficiência econômica”, com a diminuição do papel do Estado e o estimulo ao mercado. Em síntese, ele representará o ultraliberalismo na batalha sucessória!

No caso de São Paulo, essa orientação econômica teve efeitos trágicos. O Estado virou um inferno para os trabalhadores e um paraíso para as corporações financeiras. A burguesia paulista é hoje a expressão maior do rentismo e do parasitismo. Não tem qualquer projeto de desenvolvimento nacional; ela vive de renda e esbanja opulência. Isto explica porque ela ficou tão animada com o segundo turno da eleição presidencial. “Só recebo elogios da administração Alckmin”, exaltou Armando Monteiro, presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI). “Se o programa de governo de São Paulo for ampliado para o Brasil será muito positivo”, festejou o camaleão Paulo Skaf, presidente da poderosa Fiesp.

Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro “Encruzilhadas do sindicalismo” (Editora Anita Garibal
di).
Otimismo do consumidor atinge maior grau desde 1997

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor atingiu 110,6 pontos em setembro, o mais alto desde 1997, quando foi criado. A taxa foi divulgada nesta quinta-feira (5) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).
O segundo maior resultado aconteceu em junho de 2003, quando foram registrados 106,3 pontos. O Índice sintetiza a avaliação do consumidor emitida nas pesquisas de opinião CNI/Ibope. O levantamento tem abrangência nacional e é feito a cada três meses.
Nessa rodada, a foram ouvidas duas mil pessoas com mais de 16 anos de idade, entre 9 e 11 de setembro. Desse total, 24% planeja aumentar as compras no próximo trimestre, número 0,5% superior ao do segundo trimestre e 7,6% maior que o de igual período de 2005.O íten medo do desemprego ficou em 104,7 pontos em setembro, sendo o menor desde outubro de 1997. O indicador que revela a expectativa da renda pessoal subiu 9,7% em relação a setembro de 2005, somando agora 110,8 pontos.O que mede a expectativa de queda da inflação subiu para 111,5 pontos, número 17% superior ao registrado em setembro de 2005.A satisfação com a vida, que de acordo com a CNI mostra “os sentimentos positivos sobre renda, emprego e inflação”, registrou 102,2 pontos, 3% maior que o índice aferido em setembro do ano passado.O gerente executivo de Política Econômica da entidade, Flávio Castelo Branco, diz que o otimismo do consumidor “é resultado do aumento da renda, proporcionado pela queda da inflação, pelo reajuste do salário mínimo e dos benefícios da previdência”.Na avaliação dele, o consumo da população, que deverá fechar o ano com expansão de 4%, está mantendo o crescimento da economia.
Agência Brasil
Viva a Liberdade de Imprensa!
Nesta fantasia política, nosso colunista narra um discurso que poderia ter acontecido: “Quero agradecer a meus irmãos da Opus Dei. Mas quero agradecer acima de tudo aos jornalistas brasileiros, sem os quais seria impossível desconstruir esse mito da política”.
Bernardo Kucinski
“Quero agradecer em primeiro lugar aos meus companheiros de partido de São Paulo. Foi graças a São Paulo que estamos virando o jogo. E agradecer a meus irmãos da Opus Dei que me confortaram nos piores momentos da campanha até aqui. Mas quero agradecer acima de tudo aos jornalistas brasileiros, sem os quais seria impossível desconstruir esse verdadeiro mito da política que estamos enfrentando. Parecia uma tarefa impossível. O arquétipo do “pai dos pobres” estava profundamente enraizado no imaginário popular. Mas certos preconceitos também estavam e a imprensa foi muito feliz em fazer aflorar esses preconceitos. Lembro a todos a associação dos petistas a ratos através do poder da imagem, na capa de VEJA que vocês todos conhecem (1). Vários jornalistas, trabalharam essa associação depois por escrito, com grande sucesso.(2) Foi um risco calculado, usar mesma técnica que Goebbels usou no seu filme “ O judeu eterno”, para convencer os alemães de que os judeus deveriam ser exterminados. Mesmo porque, não se trata da eliminação física dos nossos adversários ou dessa raça, como disse equivocadamente, o nosso amigo senador Bornhausen. Mas se trata, sem dúvida, de sua erradicação da política brasileira. Outra associação importante foi com o conceito de “quadrilha.” Arnaldo Jabor foi muito eficaz quando escreveu que “com a eleição de Lula, uma quadrilha se enfiou no governo e desviou bilhões de dinheiro público para tomar o Estado e ficar no poder 20 anos. “ A própria palavra “petista” já está adquirindo uma conotação pejorativa. É, sem dúvida uma grande vitória na batalha pelas mentes e corações dos brasileiros... (interrupção por aplausos prolongados).“Não importa se no final dos inquéritos em curso, não ficar provada corrupção no governo, ou que o dinheiro do mensalão não veio dos cofres do Estado, ou que a maioria dos esquemas de corrupção começou no governo anterior. Os jornalistas brasileiros agiram bem ao ignorarem formalismos como o da presunção da inocência ou o do direito à auto- imagem. E mais ainda ao cunharem a expressão “mensaleiro” que estigmatiza por igual toda uma categoria de políticos, independente do grau ou tipo de envolvimento de cada um. Foi através de abordagens corajosas como essas, ignorando a superada ética jornalística liberal, que conseguimos inculcar em grande parte do eleitorado a idéia da quadrilha (3) (aplausos). “Da mesma forma, com a expressão “Nosso guia”, a imprensa conseguiu associar sutilmente a figura desse falso “pai dos pobres” à dos ditadores comunistas, Stalin, Mao e Enver Hoxa. (4) Com isso personalizamos a idéia geral , que já havíamos conseguido disseminar antes, de que essa gente é autoritária por natureza . Também conseguimos convencer boa parte do eleitorado de que esse “pai dos pobres”, não tem educação nem cultura, é um ignorante.E não foi fácil, dada a propensão do povo de respeitar as autoridades. Muitos jornalistas contribuíram para isso e todos eles eu agradeço.(5) A idéia de que se trata de um ignorante pegou fundo e hoje é encampada inclusive por intelectuais, como o dramaturgo Lauro Cezar Muniz que em declaração de grande destaque na Folha Ilustrada, explicou como “ a falta de escolaridade impede a pessoa de entrar em contato com a lógica” e que por isso nosso adversário “não tem clareza para governar o Brasil.”(6) “A imprensa estrangeira também ajudou. Quero lembrar a vocês o artigo do New York Times sugerindo que o mito é um alcoólatra. A primeira reação do povo foi repudiar o jornalista americano, por aquele motivo que já mencionei, o respeito à autoridade, ainda mais quando atacada por um estrangeiro. Mas graças ao desastrado gesto de sua expulsão e posterior ajuda de alguns de nossos mais brilhantes jornalistas, conseguimos reverter esse quadro e hoje posso assegurar a vocês, são muitos os brasileiros que acreditam na tese do alcoolismo. Agradeço em especial ao diretor da sucursal da Folha em Brasília , que através de pesquisa cuidadosa nos mostrou que o alcoolismo está no DNA da família Silva. (7) Finalmente quero mencionar o brilhantismo com que alguns jornalistas trabalharem a delicada idéia de esse pai dos pobres e os petistas em geral são tipos patológicos. VEJA foi pioneira ao dizer que “Lula tem dificuldades patológicas em compreender o que lhe pertence e o que pertence e ao Estado.” (8) E Diogo Mainardi, comparou Lula ao Papa Léguas, “uma besta primária, um oportunista microcéfalo perfeitamente adaptado ao seu meio, que sabe apenas fugir das ciladas preparadas pelo coiote.” (9) Quero mencionar, em especial o artigo de José Neumanne Pinto: “Freud, Lombroso e Jung no Planalto”, publicado às vésperas da eleição, no jornal mais importante do país, O Estado de S.Paulo.10 Hoje, como vocês sabem, há um retorno ao paradigma genético, portanto ao modelo lombrosiano. Meus irmãos da Opus Dei, a propósito, nunca abandonaram a abordagem lombrosiana. O artigo de Neumanne foi tão importante, que o colocamos no nosso site. Enfim, sei que deixei de mencionar dezenas de jornalistas que também contribuíram para o combate ao mito. A todos agradeço de coração. E os conclamo a continuar a lauta.O mito foi duramente atingido, mas ainda não morreu. Nossa tarefa é destruí-lo. (aplausos prolongados, gritos de Viva a Liberdade de Imprensa, Viva São Paulo.)- Fim do discurso de agradecimentos.(1) VEJA, 25/05/2005. (2) Entre eles, André Petry em VEJA, de 24/06/06( “ De ratos e homens”) .e Rubens Alves na Folha de S. Paulo, de 18/04/2006 (“ Os ratos e os elefantes”) (3) O Código de ética dos jornalistas brasileiros, aprovado em congresso nacional da categoria e em vigor desde 1987, diz nos seus artigos 14 e 15: Art. 14. O jornalista deve: a) Ouvir sempre, antes da divulgação dos fatos, todas as pessoas objeto de acusações não comprovadas, feitas por terceiros e não suficientemente demonstradas ou verificadas. b) Tratar com respeito a todas as pessoas mencionadas nas informações que divulgar. Art. 15 - O jornalista deve permitir o direito de resposta às pessoas envolvidas ou mencionadas em sua matéria, quando ficar demonstrada a existência de equívocos ou incorreções.(4) A expressão foi repetidamente aplicada por Elio Gaspari em sua coluna e hoje já é usada por outros jornalistas. (5) Reinaldo Azevedo chama o presidente de “analfabeto”, na epígrafe de seu site; Miriam Leitão, no O Globo, de 11/09/05, dedicou toda uma coluna à “falta de escolaridade do candidato do partido dos Trabalhadores”; e Sonia Racy, no Estadão de 19/01/06, concluiu que ao se referir ao Uruguai e Paraguai como “ nossos irmãos mais pequenos”, Lula revelou sua ignorância do vernáculo, quando a ignorância na verdade era dela, pois segundo a gramática de André Hildebrando de Afonso a expressão é correta e de uso corrente em várias regiões. (6) Folha Ilustrada, 07/03/2006. Cezar Muniz parece ignorar que o raciocínio lógico é inerente ao cérebro humano. Até mesmo os loucos raciocinam com lógica. O que muda é o conteúdos do raciocínio, conforme se trate de um saber cientifico, ou religioso, popular, ou supersticioso. (7) Josias de Souza, Folha de São Paulo, 16/05/04: “Alcoolismo marca três gerações dos Silva.”(8) VEJA, 12/07/06.(9) 28/06/06(10) OESP, 20/09/06
Bernardo Kucinski, jornalista, é professor da Universidade de São Paulo. É autor, entre outros, de “A síndrome da antena parabólica: ética no jornalismo brasileiro” (1996) e “As Cartas Ácidas da campanha de Lula de 1998” (2000).
Marta: Quem enterrou 70 CPIs não tem moral para falar em ética
A coordenadora da Campanha Lula em São Paulo, ex-prefeita Marta Suplicy, rebateu nesta quinta-feira (5) a afirmação do presidente estadual do PSDB, deputado Sidney Beraldo, de que o PT não poderia discutir ética como tática para aumentar os votos de Lula em São Paulo.
"A primeira regra, quando se fala de ética, é não ser hipócrita. Eu acho que quem enterrou 70 CPIs não pode falar em ética com a soberba que está falando", ironizou.
A ex-prefeita de São Paulo fez duras críticas à gestão do candidato da coligação PSDB-PFL à Presidência da República, Geraldo Alckmin, no Estado de São Paulo.
"Nós, agora, fomos informados que o "gerente", que foi o administrador, deixou aqui em São Paulo um rombo de mais de R$ 1 bilhão e ia vender 20% das ações da Nossa Caixa, quando José Serra foi lá tentar impedir esta desgraça que ia ser feita no Estado de São Paulo", provocou.
Marta citou dados para comparar o desempenho dos governos Lula-FHC e o dela e o de Alckmin. "Quem liderou a compra de votos para a reeleição de presidente da República e enterrou a CPI da Privatização das Telecomunicações, em que tinha gravação do FHC se comprometendo com a concessão, não pode falar em ética."
Segundo ela, os tucanos não se preocupam com emprego e não têm compromisso social.
"Enquanto FHC e Alckmin criaram 10 milhões de desempregados, Lula criou 5 milhões de empregos, 1,6 milhão só no Estado de São Paulo", disse. "Não adianta o governador de São Paulo ir na TV e dizer que se preocupa com o Bolsa Família e que vai continuar o programa. Vejam os dados, gente: quando eu era prefeita, tinha mais de 200 mil famílias em São Paulo com renda mínima. O Alckmin tinha 16 mil equivalentes no Estado de São Paulo", alfinetou.
Marta disse não ter dúvidas de que a votação de Lula em São Paulo vai aumentar.
"Nós estamos aqui para diminuir esta diferença", disse. Questionada sobre as críticas que os tucanos fazem ao seu nome como coordenadora da campanha de Lula, Marta rebateu: "Eu sei fazer gol. Por isso, eles estão reagindo desta forma."
E continuou: "O PT não põe sujeira embaixo do tapete. Doa a quem doer. Corta na própria carne, passa por vexame. A gente vai até o final e corta na carne."
Com informações da Agência Estado

05 outubro 2006

APOIO DE QUEM É BOM!!!!
O Ético Alckmin recebe o apoio do casal Mateus, aparece feliz ao lado deles e se julga campeão da moralidade.
E diz, constrangido e até envergonhado: "Eles não me pediram nada, só que defendesse o Brasil, apoio não se recusa". Barbaridade.
E se o PCC através do "líder" Marcola oferecesse apoio, aceitariam? A única diferença entre Marcola e muitos outros é que ele foi preso
Blog do Oni
05/10/2006 - 08h10
Lula se reúne com governadores no DF;
Alckmin encontra lideranças na BA ??????

da Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, reúne-se com governadores eleitos em Brasília (DF).
Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência da República, tem encontro, à tarde, com lideranças em Salvador (BA).??????
Liderança na Bahia, seria o derrotado ACM?????
Com licença hahahahaha!!
04/10/2006 - 20:59 Tucanos nunca mais: Juventude faz plenária pró-Lula nesta quinta
A Juventude do PT e dos partidos que apóiam a reeleição do presidente Lula estão convocando para esta quinta-feira (5) uma grande reunião plenária para organizar as atividades e mobilizações do segundo turno.

A plenária ocorre no auditório da Apeoesp (Praça da República, 282 – Centro), às 19h. Mais informações pelo telefone (11) 2103-1313 ou pelo e-mail juventude@pt-sp.org.br.

Leia abaixo texto da Juventude em favor da reeleição

Tucanos nunca mais! Agora somos todos Lula!

Este segundo turno será decisivo para os rumos país. Sabendo disso, a direita e a elite brasileiras colocam toda a sua carga contra o projeto de mudanças e inclusão promovidos pelo governo Lula.

A elite quer retomar seu projeto conservador no Brasil, trazendo novamente para pauta política a agenda de privatizações, da Alca, a postura subalterna ao capital financeiro internacional e aos países desenvolvidos. Quer que o Estado brasileiro deixe de combater a pobreza e passe a atender somente a seus interesses.

A direita brasileira não se conforma com o fato de mais de 200 mil jovens pobres terem acesso a universidade através do ProUni e que seja retomado o investimento nas universidades públicas federais para que possam oferecer 125 mil novas vagas.

Eles não admitem que 3,2 milhões de brasileiros tenham saído da miséria e que outros 7 milhões tenham ascendido à classe média. Não se conformam que Lula tenha zerado a dívida com o FMI e tenha feito o Brasil auto-suficiente em petróleo.
Mas principalmente não suportam ser governados por um homem do povo que governa para todos e que prioriza os que mais precisam.

Por essas razões, a direita e a elite brasileiras vão a todo custo tentar impedir a vitória de Lula, usando dos métodos mais baixos e vis.

Cabe a nós, militantes do PT, dos partidos do campo democrático e popular, dos movimentos sociais, da esquerda brasileira e todos que querem que o projeto de mudanças representado por Lula sejam aprofundado em um segundo mandato, ir às ruas, conversar e esclarecer o conjunto da sociedade sobre o que está em jogo nesta eleição.

É hora de todos que são contra a volta dos tucanos unir forças e derrotar Geraldo Alckmin, o PFL e a direita e a elite brasileiras.

Por isso, convocamos todos os jovens que não querem que a direita volte a governar o Brasil a participar da Plenária da Juventude Lula Presidente em São Paulo nesta próxima quinta-feira, 5 de outubro, às 19h, no auditório da Apeoesp (Praça da República, 282).

Tucanos nunca mais! Agora somos todos Lula!

Resultado das urnas derruba a torcida de comentaristas
Em todos jornais podemos ler informações sobre a renovação na Câmara dos Deputados, que foi de 49%, e sobre a eleição de 83 deputados federais do PT, tudo ao contrário do que analisavam, avaliavam e opinavam, na TV, no rádio e na imprensa, os articulistas e cientistas políticos. Uma na Globonews e outro da UnB, na verdade, faziam propaganda contra o PT. Nem aconteceu a renovação que pregavam, pois o resultado ficou dentro do índice histórico, nem o PT foi derrotado como eles queriam e pregavam – muito pelo contrário, pois o partido foi o mais votado em todo o Brasil. Quem saiu derrotado foi o PFL, que perdeu 19 deputados comparando com 2002 e 40 em relação a 1998, e o PSDB, que perdeu 5 em relação a 2002 e 34 na comparação com 1998. O resto é propaganda política travestida de notícia e análise. Que vergonha.

enviada por Zé Dirceu

Apoio a Alckmin é apoio à continuidade do governo FHC, diz Tarso
O ministro das Relações Institucionais comentou o apoio de Garotinho a Alckmin após almoço de ministros na tarde desta quarta-feira
Leonencio Nossa, Gerusa Marques e Fabio Graner
BRASÍLIA - O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, disse nesta quarta-feira que o apoio do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, ao candidato tucano à presidência da República, Geraldo Alckmin, é o apoio a um projeto de continuidade do governo Fernando Henrique Cardoso, com arrocho salarial, privatizações e acobertamento da corrupção.
Ao deixar, na tarde desta quarta-feira, o almoço de ministros na residência de Hélio Costa, das Comunicações, Genro disse que cabe ao candidato tucano aceitar ou não esse apoio. "O apoio do Garotinho ao Alckmin é um apoio que se dá não a partir de uma visão que podemos ter do Garotinho enquanto cidadão, ou político que cometeu ou não irregularidades na sua vida pública", afirmou.
"Mas sim o apoio que ele dá a um determinado projeto. O projeto que o Alckmin representa, de continuidade do governo Fernando Henrique, com uma visão de arrocho salarial, privatização para pagar a dívida pública, aumento dessa dívida e acobertamento da corrupção", afirmou o ministro.
Para Genro é natural que as pessoas no processo democrático, que têm seus direitos políticos em vigência, façam uma determinada opção. "É um direito achar que é um bom projeto (de governo de Alckmin). Boa sorte", concluiu.
HELOISA HELENA ESTÁ INCONFORMADA
Foi vista chorando copiosamente por causa da prisão do Estevão
04/10/2006 - 18h54
PF prende Luiz Estevão por desvio de recursos nas obras do TRT-SP
da Folha Online
A Primeira Turma do TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região determinou a prisão do ex-senador Luiz Estevão de Oliveira no processo que apura o desvio de R$ 169 milhões das obras do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo. A Polícia Federal informou que a prisão de Estevão foi efetuada nesta quarta-feira. Estevão é acusado de improbidade administrativa por alterar livros contábeis do Grupo OK para justificar o dinheiro superfaturado das obras do TRT. Quando foi cassado, Estevão era do PMDB.

04 outubro 2006

04/10/2006 - 16:54 Artigo: Dossiê Bombril, por Milton Pomar
Dossiê Bombril
Por Milton Pomar
As mil e uma utilidades do famoso dossiê reforçam cada vez mais a desconfiança de sua origem real, a partir da constatação escandalosa de quem dele se beneficiou. Afinal, se a origem dos reais e dólares é importante descobrir, tão importante quanto tornou-se saber quem realmente arquitetou essa ação, que resultou na mais importante da campanha presidencial para os adversários do PT. Há aspectos estranhos em toda a estória, e algumas personagens conhecidas de outros episódios cuja participação ainda não foi esclarecida.Aspectos intrigantes (e como!) e resultados visíveis à parte, é inegável que o tal dossiê que não aconteceu serviu e muito para que um candidato anódino conquistasse uma parcela do eleitorado às custas dele, sem precisar dizer a que veio e o que fez e deixou de fazer nos últimos 12 anos, em sua passagem pelo Estado mais rico do País, a começar pela privatização do Banespa.Sua campanha nos últimos 15 dias resumiu-se a falar o tempo todo desse assunto, escancarando para quem quis ver que ele não tem outro assunto para falar. Ele e a imprensa, como se a pauta de todos os veículos fosse combinada. Ao falar obsessivamente do dinheiro que supostamente seria utilizado para comprar o tal dossiê, deixou de falar do conteúdo do mesmo.A notável imprensa deixou de perguntar ao candidato o óbvio: políticos do primeiro escalão do PSDB estão ou não envolvidos na compra superfaturada de ambulâncias pelo ministério da Saúde na gestão FHC/Serra/Barjas Negri?Enquanto repetia seguidas vezes o seu mantra diário da origem do dinheiro, deixava de responder às perguntas que a imprensa deixou de fazer, a respeito do estágio atual de caos da segurança pública e das penitenciárias em São Paulo, sob sua responsabilidade direta.Nada como um dossiê anunciado e não utilizado, no melhor estilo viúva Porcina, para livrar um candidato anódino de debater as grandes questões nacionais, como as privatizações escandalosas da Vale do Rio Doce e da Telebrás. Como assumir, perante a Nação, que será mera continuidade do governo FHC, já mirando na venda da Petrobrás, BB, CEF e Eletrobrás?Melhor tratar unicamente sobre o "escândalo" do R$ 1,7 milhão, do que responder à pergunta não feita sobre o R$ 1.915.000,00 apreendidos pela Polícia Federal na casa do assessor (que está preso) do secretário da Fazenda do governador de Santa Catarina, seu aliado e candidato à reeleição pelo PMDB/PSDB/PFL.Um dossiê não divulgado não constitui crime algum, ao contrário do empréstimo de US$ 50 bilhões contratado pelo Brasil para cobrir o déficit causado pela política cambial de FHC no segundo semestre de 1998, quando manteve artificialmente o valor do real frente ao dólar para não correr o risco de perder as eleições. Mas o dossiê serve também para que mais esse escândalo do governo do PSDB/PFL seja esquecido pela imprensa.O dossiê mil e uma utilidades serve como uma luva ao candidato anódino e sem respostas para a questão do crescimento econômico. Como responder às perguntas não-feitas sobre o crescimento medíocre da economia brasileira durante os oito anos do governo FHC, do PSDB/PFL, quando o País menos cresceu, menos gerou empregos e mais perdas causou na renda da população (os servidores públicos federais que o digam)? Mas por que explicar o inexplicável, se há reais e dólares dos quais se pode falar, e falar, e falar...?O que seria da campanha presidencial do PSDB/PFL se não fosse essa providencial estória do dossiê, capaz de livrá-la do mal de ter que comparar três anos e meio de governo Lula com oito anos de governo FHC?Falar o tempo todo dos R$ 1,7 milhão também livra o candidato anódino de falar da inacreditável eleição "de virada" do candidato do PSDB ao governo de Minas Gerais, em 1998, do seu "megacaixadois" e de uma criativa metodologia a eles relacionada.Ainda que a imprensa não cobre, o melhor é não tocar no assunto da origem dos muitos esquemas de corrupção, "métodos" de financiamento de campanha e quetais, dos anos 90, descobertos pela Polícia Federal durante o governo Lula. Há um dossiê que seria comprado, e essa é a questão mais importante do País.Como não há mal que nunca se acabe, nem bem que sempre dure, o dossiê terá agora a utilidade preciosa de permitir o esclarecimento ao povo brasileiro a respeito das diferenças mais importantes das duas candidaturas à Presidência, comparar o que fizeram e farão o PT e seus aliados e PSDB/PFL e seus aliados. Escancarar os oito anos de governo FHC e 12 anos em São Paulo, versus os três anos e meio do governo Lula fará um bem enorme ao eleitorado brasileiro.Por mais paradoxal que possa parecer, essa oportunidade de comparação servirá até para a classe média se dar conta que também para ela o governo Lula continuará sendo melhor, porque é o governo que diminuiu e vai diminuir ainda mais a miséria do povo brasileiro, agravada pelos governos do PSDB/PFL. E um país mais justo economicamente faz bem para toda a população, não apenas para a parcela pobre.Esse é um aspecto fundamental na comparação. Se apenas repressão policial e mais prisões fossem suficientes, São Paulo não estaria o caos nesse aspecto. A distribuição de renda, o desenvolvimento social e econômico, são decisivos para melhorar a segurança pública nas grandes cidades. A economia crescer, como prega o PSDB/PFL, não é suficiente em um país como o Brasil, onde a concentração de renda é uma das maiores do mundo. Tem que crescer, mas tem que distribuir ao mesmo tempo. Ou em outras palavras: tem que distribuir para crescer. E isso não é com o PSDB e o PFL...
Milton Pomar é jornalista e militante do PT-SC
03/10/2006 - 17:55 Tião Viana e Suplicy são os campeões nacionais de votos
Dois senadores eleitos pelo PT no pleito do último domingo (1º) foram os campeões e votos – de todos os cargos em disputa – em números absolutos e proporcionais.

Em São Paulo, Eduardo Suplicy obteve a maior votação absoluta destas eleições, com quase 9 milhões de votos (8.986.803). Proporcionalmente, ele teve 47,82% dos válidos entre os eleitores paulista.

Já Tião Viana, do Acre, foi reeleito para o Senado com 88,76% dos válidos, transformando-se no candidato com a melhor votação proporcional de todo o país. Em números absolutos, Viana teve 187.432 votos.