01 julho 2006


Adesão: Arthur Poerner se filia ao PT para cerrar fileiras com Lula
Intelectual e militante histórico da esquerda brasileira, o jornalista e escritor Arthur José Poerner acaba de deixar o PDT – partido que ajudou a fundar ao lado de Leonel Brizola – para “cerrar fileiras” no projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na sua nova batalha, Poerner, hoje com 66 anos, já tem data marcada para filiar-se ao PT. Será no dia 11 de julho, em um bar da Lapa, região central do Rio de Janeiro.

A festa faz jus à fama de boêmio do intelectual, que é sócio-fundador da Academia Brasileira da Cachaça, uma confraria etílico-cultural onde ele ocupa um dos 40 assentos permanentes – ao lado de “gente boa” como o músico Paulinho da Viola, a atriz Bete Mendes e a cantora Beth Carvalho.

Poerner é autor de uma dezena de livros, sendo o mais conhecido deles o Poder Jovem, cuja primeira edição, em 1968, lhe rendeu primeiro a clandestinidade, depois a prisão e mais tarde um longo exílio de 14 anos na Alemanha. Recentemente, lançou pela editora BookLink a 5ª edição da obra, atualizada até a eleição de Lula em 2002.

Insatisfeito com a linha política adotada pelo PDT, ele comunicou sua desfiliação no começo de junho, em carta enviada ao presidente nacional do partido, Carlos Lupi. Embora de caráter quase confidencial, a carta acabou tendo repercussão imediata, inclusive fora do Brasil. “Pela repercussão (...) eu vejo que tem muita gente pensando da mesma forma”, disse ele em entrevista concedida nesta quinta-feira (29) ao Portal do PT.

Diz um trecho do documento: “O governo Lula, apesar dos defeitos, falhas e omissões que se lhe possam atribuir, não é o nosso inimigo; ele é, sim, o avanço nacional possível nas atuais conjunturas internas e externas. Não reelegê-lo significa, na prática, devolver o poder às elites que impedem a emancipação do nosso povo desde os tempos do escravagismo (...)”.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista e, logo em seguida, a íntegra da carta:

O que te levou a tomar a decisão de se sair do PDT neste momento, sendo você um militante histórico e até fundador do partido?
Aliás, eu não digo isso na carta, mas eu estou me filiando ao PT. Aceitei um convite do Carlos Minc (deputado estadual do PT do Rio de Janeiro) e da Florence Jacques, que é uma assessora do deputado aqui no Rio, porque, da mesma maneira como em 64, depois do golpe, eu ingressei no Partido Comunista Brasileiro, por achar que aquele era um caminho de resistência, eu acho agora que o caminho de avanço do Brasil, no momento, é o prosseguimento do governo Lula. Isso não só para o Brasil, como país, mas também para a América Latina. Eu acho que, com o governo Lula, nós iniciamos uma nova tentativa de integração latino-americana, sobretudo com os governos do (Nestor) Kirchnér, na Argentina, e do (Hugo) Chávez, na Venezuela, e que será interrompido se o Lula não for reeleito. E acho que qualquer voto diferente só vai dividir a esquerda, só vai propiciar talvez um pouquinho mais das remotas possibilidades dos tucanos nessa eleição.

Como você vê o fato de alguns partidos de esquerda, inclusive setores do PDT, do Psol e outros, se colocarem muitas vezes em posições que coincidem com os interesses da direita brasileira?

Eu acho surpreendente que certos partidos que se dizem de esquerda tenham embarcado nessa questão do “mensalão”, nessa campanha moralista... Devem ter ocorrido irregularidades, certamente, mas eles se deixaram arrastar por essa onda moralista, da mesma maneira como a esquerda se deixou levar em 1954 pelo chamado “mar de lama” contra o Getúlio (Vargas), sem considerar todo o resto. É lógico, o sistema brasileiro abre muitas brechas, a fiscalização é falha; em todos os partidos, todos os poderes da República, existem falhas que propiciam irregularidades. Mas a gente tem que ver o todo. É isso o que certos partidos de esquerda não estão vendo. Eu estou achando admirável e muito correta, muito coerente, a posição do PCdoB. Eles estão tendo uma atitude coerente, porque estão vendo o todo, estão vendo o conjunto disso, estão vendo a distribuição mais justa de renda, estão vendo os projetos sociais, estão vendo também a política de integração latino-americana. Isso o PCdoB. Mas os outros estão inteiramente obnublados, muitas vezes até por ressentimento, eu acredito, a ponto de eles não lembrarem, de maneira nenhuma, as irregularidades muito mais graves que ocorreram nos oito anos do governo passado. Eles se fixam apenas nesse momento, eles não estão vendo o todo. Em outras palavras, como se diz, eles estão vendo a árvore e não estão vendo a floresta.

Você vem do PDT como militante histórico, participativo, do partido. Como essa questão é encarada lá dentro?

Na verdade, a direção é que está impondo essa linha. A militância do PDT é uma militância muito brizolista, naturalmente. O Brizola foi um grande líder nacional e a militância se deixa levar muito por essa parte afetiva, a memória do Brizola... Então, a direção atual, ela pretende reencarnar, representar a memória do Brizola. E eu acho que não representa. Tanto que o Brizola, em 89, quando chegou num momento crucial, ali no segundo turno, ele não se deixou levar pela parte emocional. Ele foi racional (apoiando a candidatura Lula).

A relação do Brizola com o PT e do PT com o Brizola sempre foi um pouco lá, um pouco cá; mas em momentos cruciais estiveram juntos...

É. Eu acho que a política... Lógico, sempre entra uma cota de afetividade, de emocionalismo... Mas a política é uma arte, uma atividade que deve ser presidida pelo racionalismo. O Brizola, como eu digo na carta, sempre fez isso. Fez isso em 89; fez isso depois quando foi vice do Lula, em 98; e apoiou também em 2002.

Você pretende entrar na campanha?

Eu pretendo ajudar na campanha. Eu sou escritor, jornalista... Mas atualmente mais escritor.

O que você está escrevendo agora?

Meu último grande livro que saiu foi a 5ª edição do Poder Jovem, saiu com um prefácio do ex-ministro Aldo Rebelo, agora presidente da Câmara dos Deputados. Depois teve o projeto Memória do Movimento Estudantil, da Fundação Roberto Marinho. Saiu um livro coletivo com as conferências e palestras que fizemos aí em São Paulo no teatro Tuca. E no momento estou fazendo um livro de memórias. Estou gravando e começando a escrever um livro onde conto toda essa trajetória de trabalho, de exílio, de prisão..

Você ficou exilado quando tempo?

Quase 14 anos, basicamente na Alemanha, com algumas passagens por Londres, mas sobretudo na Alemanha. Foi na Alemanha que eu residi. Ali trabalhei para a Voz da Alemanha, o equivalente da BBC (inglesa), e depois também, durante todo o tempo que pude, colaborei para o semanário Pasquim.

Você ajudou a fundar o Pasquim?

Não cheguei a participar da fundação. O Pasquim foi fundado em 69, quando eu estava na clandestinidade por causa do AI-5, por causa do Poder Jovem, esse livro (lançado originalmente em 1968). Depois saí da clandestinidade, voltei à redação, acabei preso na redação; e aí, quando eu fui para o exílio, comecei a colaborar, de Berlim, para o Pasquim.

Você viveu intensamente esse período da História, esses últimos 40 anos. Há muitas comparações entre o período do golpe de 64 e o que acontece hoje. Existem mesmo coincidências ou a situação hoje é diferente?

Eu acho que, no momento, a comparação principal é essa de que você às vezes tem que tomar posições contra a corrente de pensamento que aparenta ser predominante. Em 64, logo depois do golpe, houve um esvaziamento do PCB, justamente por temor, por medo, por decepção de alguns em relação aos rumos que acabaram conduzindo ao golpe; muitos achavam que deveria ter havido uma reação armada, enfim. Então – eu era muito jovem, tinha 24 anos –, eu achei que o momento era de entrar no PCB e lutar ali dentro, no plano sobretudo cultural, que era uma área muito boa do PCB, para mudar a situação. E agora eu sinto a mesma coisa. Quando tantas pessoas resolveram sair (do PT), pessoas de projeção, inclusive aqui no Rio, deputados, vereadores... Então eu acho que esse é momento de entrar, para que o Lula faça um grande segundo mandato e avance nessas posições, naturalmente com correções. Eu não sou uma pessoa que admire essa política econômica, mas eu procuro ver o todo. Eu vejo como muito boa a política internacional, a política diplomática; eu vejo muito bem a parte social, avançando; eu acho que a reforma agrária deve ser feita mais aceleradamente; mas eu acho que você tem que lutar ali dentro para avançar, e apoiando o governo, porque inclusive não vejo nenhuma alternativa de esquerda. Não existe alternativa de esquerda no momento no Brasil.

Você tem a informação de que outros intelectuais, além do Nilo Batista, estejam com essa preocupação também?

Eu acho que tem muita gente. Não posso te dizer citando nomes, mas tem muita gente que se preocupa. Eu vejo pela repercussão que teve essa carta, indicando que muita gente pensa aquilo que eu escrevi. Essa carta foi enviada para o presidente nacional do PDT e para pessoas amigas. E teve uma repercussão extraordinária. Eu estive Brasília há duas semanas para o 13º Congresso Internacional da Juventude Socialista, do PCdoB. Cheguei lá, decidi levar um exemplar dessa 5ª edição do Poder Jovem para o presidente Lula (que participou do evento). Entreguei a ele e botei anexa a carta. Quando ele olhou a carta, ele disse: ‘Olha, Poerner, já li a carta’. Quer dizer, ele já tinha recebido. Essa semana me ligou um companheiro de prisão, um operário de São Paulo, o Melcides Porcino da Costa. Ele está na Finlândia e leu essa carta lá. O Moniz Bandeira, que é um historiador brasileiro que mora na Alemanha, me mandou uma mensagem de lá, onde ele tinha lido a carta. E assim por diante. O Argemiro Ferreira, correspondente da Tribuna da Imprensa (jornal carioca) em Nova Iorque, me mandou uma mensagem pedindo autorização para transcrever a carta. Estou falando só dos que mandaram mensagem. Mas tem os que eu encontrei na rua, nos eventos, e que dizem: ‘Poerner, muito bem. Estou com você. Essa é a minha posição também’. Então eu vejo que tem muita gente pensando dessa forma.

Você falou que esteve com o Lula. Sua relação com o presidente é antiga?

Eu conheci o Lula há uns seis anos, em São Paulo, na casa do irmão do Ziraldo, o Zélio, e nós fizemos com o Lula uma entrevista para aquela revista Bundas. O Lula me conhecia de nome, de literatura, naturalmente, e houve uma empatia muito grande, tive muito boa impressão dele. Depois o reencontrei quando ele veio ao Rio para inaugurar as novas instalações da Rádio Nacional, já como presidente. E a terceira foi essa agora em Brasília.

Como você vê o governo Lula, da perspectiva da crítica que se faz, por parte da intelectualidade, de que o governo teria ficado aquém das expectativas? Como você lê esse tipo de crítica?

Eu leio da seguinte maneira. Eu acho que as expectativas num país tão desigual, num país tão desumanamente gerido até recentemente, as expectativas são muito grandes. As pessoas precisam de muita coisa, elas não podem esperar, entende? É o caso, por exemplo, da reforma agrária. Eu acho que deveria ser acelerado esse processo, porque seria muito importante que constasse da biografia dele que ele fosse o realizador, o concretizador da reforma agrária. Eu vejo as decepções muito nessa área. As pessoas esperavam demais. Eu leio às vezes textos que eu arquivei e vejo que as pessoas esperavam demais. Li críticas recentes no Pasquim 21, de gente da maior categoria, e eles, seis, sete meses depois da posse do Lula, descendo o sarrafo. Esperavam que, até então, ele (Lula) já tivesse resolvido o problema da reforma agrária, do FMI e todo o resto. Eles não consideraram que essa situação toda, essa conjuntura toda, vem de séculos. Mudar isso não é assim também. Além de tudo isso, o Lula ainda pegou o país em situação imediata muito mal. Com recrudescimento da inflação, com uma crise de credibilidade internacional, fomentada justamente pela atual oposição, e teve de resolver muita coisa de imediato. Agora, a meu ver, ele vai ter condições de concretizar muitas daquelas expectativas geradas desde 89 e muito acirradas com a campanha vitoriosa de 2002. Agora ele terá mais quatro anos e é por isso que eu acho que tem que votar nele, dar uma segunda oportunidade. Ele é o primeiro presidente operário deste país, que sempre foi gerido pelas elites. Então a gente tem que cerrar fileiras com ele.


Leia a íntegra da carta enviada a Carlos Lupi, presidente nacional do PDT:

Rio de Janeiro, 2 de junho de 2006Meu caro Lupi:
Embora valorize muito o seu esforço para enfrentar o desafio de suceder, na direção do PDT, a um dos maiores líderes políticos brasileiros de todos os tempos, o nosso inesquecível Leonel Brizola, não tenho podido concordar com os rumos trilhados, ultimamente, pelo partido de cujo documento inaugural, a Carta de Lisboa, tive a honra de ser signatário, em junho de 1979. Jamais esquecerei da reação de Brizola quando nos reencontramos naquela histórica reunião da resistência trabalhista interna com os exilados, na sede do Partido Socialista português: ao constatar que eu portava um crachá de observador, o substituiu, imediatamente, pelo seu, de delegado. Foi assim que eu, egresso do PCB em crise, dei os meus primeiros passos no então futuro PDT.
Não me arrependo desse passo nem dos subseqüentes, pois é inegável a grande contribuição do PDT para a democratização do país, sobretudo nos campos da educação popular básica e da integração à cidadania da maioria marginalizada. A urgência e a justeza dessas causas me conduziram, inclusive, à candidatura a deputado federal, em 1990. Pois elas representavam, para mim, a continuidade da luta que causou a suspensão dos meus direitos políticos por 10 anos, quando tinha 26 anos de idade, em 1966; a prisão, na redação do Correio da Manhã, em 1970; e o longo exílio.
Por tudo isso, não posso referendar o encaminhamento que vem sendo dado à participação pedetista na próxima eleição presidencial. O governo Lula, apesar dos defeitos, falhas e omissões que se lhe possam atribuir, não é o nosso inimigo; ele é, sim, o avanço nacional possível nas atuais conjunturas internas e externas. Não reelegê-lo significa, na prática, devolver o poder às elites que impedem a emancipação do nosso povo desde os tempos do escravagismo, agora travestidas de neoliberais, com suas privatizações e alienações das riquezas nacionais, suas políticas de concentração de renda, sua aversão aos pobres, sua submissão aos EUA e, daí, seu sistemático boicote às tentativas de integração latino-americana.

Depois da prodigalidade com que o governo passado tentou permitir a instalação de uma base de lançamento de foguete dos EUA e autorizou a presença dos serviços de inteligência desse país em nosso território, essa “minoria branca e perversa” a que se referiu o governador paulista Cláudio Lembo precisa voltar ao Planalto para conter o aprofundamento das relações do Brasil com a Argentina, a Venezuela e outros países do continente.
Não com a minha ajuda. Permiti-lo e até propiciá-lo, mediante a apresentação de candidaturas que só favorecerão as hostes reacionárias, é, a meu ver, um erro da esquerda, comparável, em sua gravidade, aos que ela cometeu em 1930, quando Prestes e os comunistas deixaram de participar da revolução modernizadora de Vargas, e em 1954, quando ela se deixou arrastar pelo “mar de lama” produzido para derrubar o governo democrático e nacionalista do maior estadista brasileiro.
Eu não tinha idade para partilhar aqueles equívocos, mas a tenho agora para não compartir o atual e não contribuir, assim, para que a primeira experiência de um homem do povo na presidência do meu país seja afogada pelas marolas alvoroçadas, hipocritamente, por falsos moralistas udenotucanos. Estou convencido de que a política – arte ou ciência – é uma atividade que deve ser regida pela razão, como Prestes o demonstrou em 1945, ao sair de nove anos de prisão defendendo Vargas, e Brizola, em 1989, apoiando Lula no segundo turno das eleições presidenciais.
São estas convicções e o meu profundo respeito pela coerência e pela disciplina partidária, meu caro Lupi, que justificam, neste momento, os meus pedidos de renúncia à honrosa posição de membro do Diretório Regional e de desfiliação do partido que foi parte da minha vida ao longo dos últimos 27 anos.
Com as saudações fraternais e socialistas do
Arthur José Poerner (Inscrição nº 642, em 10/11/1981)
João Paulo Soares, do Portal do PT
30/06/2006 - 21:03 Crédito ao setor privado é o maior desde 1988

O crédito bancário ao setor privado atingiu, em maio, o maior pico desde 1988, alcançando 31% do PIB (Produto Interno Bruto), que é a soma de todas as riquezas do país. É o que revela o boletim Visão do Desenvolvimento, cuja seguda edição foi divulgada nesta sexat-feira (30) pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Retirando-se os dados referentes a habitação, em que boa parte dos créditos da Caixa Econômica Federal relacionados a operações inadimplentes do antigo Sistema Financeiro da Habitação foi direcionada, em 2001, ao Tesouro Nacional, observa-se que o resultado de maio é o mais elevado da série desde 1995.
A explicação é do superintendente da Secretaria de Assuntos Econômicos, vinculada à presidência do BNDES, Ernani Teixeira Torres Filho, em entrevista à Agência Brasil.Para Torres, a tendência é que o crédito ao setor privado permaneça em alta. "Todos os elementos estão crescendo agora no mesmo ritmo do PIB, no mínimo". Segundo ele, a expansão do crédito tem grande participação da pessoa física, mas agora já se generalizou para todos os segmentos.O superintendente explicou que o crédito tende a se expandir acima do PIB quando as economias crescem muito. "É um ótimo sinal". Para ele, essa expansão pode ser considerada reflexo da política econômica acertada do governo, mas é também reflexo da situação geral do país.
"Ou seja, a política econômica está correta no sentido de que não freou a expansão do crédito. O ambiente, por sua vez, mostra que a economia, na medida em que começa a crescer, um, dois, três anos sucessivamente, leva o processo a ir se generalizando, e aí o crédito se alarga".Torres lembrou que crédito é também questão de confiança e que o fato de as taxas de juros estarem em processo declinante ajuda muito.
"A perspectiva da taxa de juros continuar caindo e o fato da fragilidade econômica externa ter sido reduzida de forma violenta levam a crer que a tendência é que esse processo (de expansão do crédito) continue nos próximos meses ou nos próximos anos sem problema", afirmou o economista.Para ele, o mais importante é a tendência de queda da taxa de juros, porque levará a habitação a se expandir mais rapidamente. As pessoas físicas, que responderam por quase 60% do crescimento total dos financiamentos ao setor privado no período 2003-2006, deverão continuar abocanhando boa parte desse crédito, disse Torres.
O segmento é o de maior crescimento "e vai continuar no futuro", acrescentou. Sobre o segmento industrial, ele acredita que a tendência também é de que os dados comecem a ficar acima do PIB.O boletim Visão do Desenvolvimento é publicado semanalmente pela Secretaria de Assuntos Econômicos do BNDES. A terceira edição deve ser divulgada na próxima quinta-feira(6).
Agência Brasil

30 junho 2006

"Vai Brasil" é destaque no setor de turismo
O projeto Vai Brasil, de incentivo ao turismo com produtos a preços reduzidos em períodos de baixa ocupação, lançado no início de junho, já começa a dar os primeiros resultados positivos. Somente na semana do 2º Salão de Turismo, realizado em São Paulo no período de dois a seis de junho, foram cadastrados mais de 1.700 pacotes, a maioria incluindo passagem aérea, hospedagem, transfer, passeio e seguro de viagem. O Vai Brasil tem por objetivo incrementar o turismo interno do País, principalmente aquele praticado pelo turista de menor renda. Além de, com o incremento ao setor, contribuir com a geração de emprego e renda e aumentar a participação do turismo brasileiro no Produto Interno Bruto (PIB). A expectativa do Vai Brasil é ofertar num primeiro momento produtos com preços que variam de R$ 500 até R$ 1,5 mil, segundo o ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia. A maioria das viagens está disponível desde o dia 12 junho. O prog rama é uma parceria do Ministério do Turismo com a Associação Brasileira de Agências de Viagem e a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo. O Vai Brasil consiste num acordo com as empresas que operam no setor e que vão diminuir seus lucros durante os períodos de baixa ocupação turística. A expectativa é que as companhias aéreas disponibilizem 266 mil lugares em vôos à disposição do programa e o setor hoteleiro, cerca de 600 mil apartamentos, por mês, nos lugares turísticos.
No site do Ministério do Turismo
www.turismo.gov.br
os interessados encontram informações detalhadas sobre o programa Vai Brasil, como funciona e os objetivos do governo, entre eles aumentar o número de consumidores de produtos turísticos e e diminuir os efeitos da sazonalidade no setor. No próprio site do Vai Brasil as empresas interessadas podem se cadastrar e fazer consultas sobre as ofertas disponíveis: http://www.vaibrasil.com.br.
Os inimigos do povo

José Dirceu,

ex -ministro-chefe da Casa Civil

[29/JUN/2006]

Quem acompanhou a via sacra dos programas sociais do governo Lula, particularmente do Bolsa Família, sabe que a oposição e grande parte da mídia apostaram no seu fracasso. No início, foi um coro só: "Os petistas e o governo Lula são incompetentes, não sabem administrar programas sociais". Agora que o Bolsa Família está implantado em todo o país e dá acesso a uma renda mínima para 11,1 milhões de famílias – que antes viviam abaixo da linha de pobreza – e é reconhecido pelas Nações Unidas, tentam virar o disco com outros argumentos.
"O Programa é eleitoreiro e aumenta o gasto público", dispara a oposição. Não bastasse, sai, agora, com a seguinte pérola: "o Bolsa Família pode ser o responsável pelo não crescimento do país". Os críticos chegam a chamar o Programa de bolsa esmola para concluir, numa análise simplista do quadro eleitoral, que o voto popular está sendo comprado pelo governo. Só isso – imaginam – explicaria a rejeição popular à coalizão tucano-pefelista e o apoio ao presidente Lula. Nega-se, às camadas populares, qualquer traço de consciência crítica que as leve a discernir os aliados, das elites que só sabem agir em benefício próprio.
Escapa, a essa elite, que o apoio ao presidente Lula é fruto, primeiro, de sua própria liderança, construída ao longo dos últimos trinta anos; e, segundo, da força de seu partido, o PT, o preferido dos eleitores segundo as pesquisas. O que a oposição e certa imprensa não podem admitir é que, no governo, o mesmo Lula criou 5 milhões de empregos formais em quatro anos; hoje, 99% das crianças brasileiras fazem três refeições ao dia e; vivemos no Brasil menos desigual dos últimos 46 anos.
Segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas, com base em dados da PNAD, a renda per capita dos pobres, em 2004, subiu 14%, enquanto a renda média da população cresceu 3,6%. Sob a administração Lula, a inflação brasileira foi reduzida a 4,5%, as pensões subiram, o salário mínimo aumentou e compra, hoje, duas cestas básicas, em comparação a pouco mais de uma, comprada em 2002.
Se erram o alvo com os primeiros tiros, nossos críticos disparam outra bateria, acusando o governo de populismo cambial. Será? Hoje, o Brasil tem superávit em contas correntes, reduzimos em 1/3 a dívida externa e saímos do FMI. Pagamos a dívida no Clube de Paris e retiramos de circulação títulos como os Bradies e os C- Bonds .
Se na frente externa o quadro é positivo, no mercado doméstico a pregação tucano-pefelista da volta ao passado não ecoa nas periferias. O preço do saco de cimento caiu para R$ 9, e o número de construções populares multiplica-se por todo o país. Para não perder o bordão, nossos críticos alegam que o Bolsa Família não inclui as condicionalidades prescritas pelo Banco Mundial, principalmente as que se referem a matrícula e presença na escola. Por aí também não dá mais, uma vez que, hoje, 90% das escolas brasileiras monitoram a presença das crianças beneficiadas pelo Programa, contra menos de 20% no governo anterior (com o Bolsa Escola).
No desespero, a oposição chega ao ponto de detectar um derradeiro risco nesse processo: "O crescimento de renda "à chinesa", com políticas compensatórias, ameaçaria as contas públicas". Menos, Senhores: todo mundo sabe que a verdadeira ameaça ao país é a dívida interna, que dobrou em relação ao PIB, nos oito anos de mandato de FHC. Quem ainda restringe a aceleração do crescimento são os juros pagos, que consomem 8% do PIB, enquanto o custo do Bolsa Família, por exemplo, é inferior a 0,5% do PIB. Num segundo mandato, é imperioso vencer as restrições do rentismo, reduzindo os juros.
A verdade nua e crua é essa: naquilo que a elite só enxerga "esmolão", o que emerge é um novo modelo de desenvolvimento com distribuição de renda. A redução das desigualdades, entre 2002 e 2005, e a notada melhoria da qualidade de vida dos mais pobres, como constata a pesquisa da FGV, reafirmam a convicção de que não há desenvolvimento sem distribuição de renda. O verdadeiro air-bag para proteger o país da volatilidade mundial não é o retorno à ortodoxia regressiva e antipovo e, sim, a construção de um amplo mercado interno de massas.
É evidente que o nosso principal problema não são os gastos nos programas sociais, mas a cegueira sectária daqueles que não se conformam com os avanços do governo Lula.


Alckmin quer comparar melancia com banana

LUIZ ANTÔNIO MAGALHÃES – Jornalista.

O ex-governador Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à presidência da República, adora dizer que "eleição é comparação" e que quando os eleitores puderem "comparar", vendo os programas dos partidos na televisão, rejeitarão Lula e o elegerão presidente do Brasil.

Nesta terça-feira de vitória da seleção na Copa, os repórteres de todos os veículos importantes da imprensa brasileira foram perguntar a Alckmin o que ele havia achado do discurso de Lula em que o presidente comparou a gestão petista no governo federal com a gestão tucana de Fernando Henrique Cardoso. Alckmin qualificou a estratégia de Lula como "atrasada" e recusou-se a falar sobre os números do governo FHC. Depois, disse que iria comparar a sua própria gestão no governo de São Paulo com "o que não foi feito" no plano federal.

Com tudo isso, Geraldo Alckmin atentou contra a lógica formal e cometeu dois equivocos: em primeiro lugar, assim como não é possível comparar banana com melancia, não dá para colocar a gestão de um governo de Estado ao lado de uma gestão de governo federal e tentar dizer qual foi melhor.

É possível, sim, usar um mínimo de racionalidade e comparar os números da gestão Lula com os dos dois mandatos de Fernando Henrique – aí estamos comparando melancia com melancia. Da mesma forma que algumas estatísticas não favorecem o governo petista, é errado os tucanos dizerem que tudo de bom que aconteceu nos últimos quatro anos decorre exclusivamente do que foi feito nos oito anos anteriores.

O segundo equivoco cometido por Alckmin foi tentar fugir da pergunta. Todo mundo no meio político sabe que o ex-governador quer "descolar" a sua imagem do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ocorre que FHC decidiu nos últimos dias ocupar espaço político para responder, ele mesmo, ao presidente Lula. Assim, Alckmin tem duas alternativas: alinhar-se com seu correligionário ou deixar claro ao público que o governo Cardoso é passado e que o PSDB tem novas propostas para o Brasil.

Como Alckmin não faz nem uma coisa nem outra, passa a impressão de que não só não quer discutir o que os tucanos fizeram durante 8 anos no comando da República como também não está aí para contar o que o PSDDB pretende fazer se retomar o poder. Em "alquimês", essa estratégia pode ser traduzida em algo como "vamos amassar o barro; comigo é trabalho, trabalho, trabalho"...
DATAFOLHA INFORMA

LULA VENCE NO 1º TURNO

LULA É IMBATÍVEL

Lula teria 54% dos votos válidos (excluídos nulos e brancos) para que não haja segundo turno, precisará ter ao menos 50% mais um em 1º de outubro. Alckmin tem 35% dos votos válidos.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc3006200602.htm
Breve Balanço do Governo Lula - 2003 - 2006


Diretório Municipal do PT de Jundiaí (Junho de 2006)


Publicado originalmente no Informante

ENTREVISTA COM CARCERONI

22/6/2006 "Entre os que se sentem atingidos pela lista de Furnas há muita gente poderosa"

Luiz Fernando Carceroni enfrenta processos, sob acusação de falsificação e divulgação da lista. Em entrevista para a Minas DE FATO, ele explica o que aconteceu desde o momento em que recebeu a lista e a encaminhou para as autoridades. "Exerci meu dever cívico ao denunciar e pedir investigações do documento, contendo fatos gravíssimos".

Minas De Fato: O senhor publicou a lista pela internet?
Luiz Fernando Carceroni: Não. Preciso esclarecer esta questão em detalhes. O que fiz foi enviar à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal, e à Controladoria Geral da União uma denúncia, com o documento anexo em cópia eletrônica, em 17 de Dezembro de 2005. Solicitei de cada órgão que apurasse a veracidade do seu conteúdo. Estes órgãos oferecem meios para o cidadão efetuar denúncias pela internet. Alguns sítios, Blogs e páginas da internet divulgaram a lista de Furnas a partir de Outubro de 2005, segundo apontou o relatório da CPMI dos Correios. Em Janeiro de 2006, um deles publicou a lista, acompanhada de uma carta que eu teria escrito ao jornalista Élio Gaspari. A carta tece comentários sobre um documento formado pela lista de furnas acrescida de planilhas e gráficos que apresentam incongruências em relação ao conteúdo original. Entretanto, o detalhe essencial para responder a sua pergunta é técnico, pois os sítios, Blogs e páginas possuem proprietários. A publicação de qualquer documento neles só pode ser feita com o uso da senha do proprietário. Eu não sou proprietário de nenhum deles e nem possuo senhas. Portanto, não publiquei a lista.
Minas De Fato: O senhor conhece Dimas Toledo e Nilton Monteiro?
Carceroni: Não conheço Dimas Toledo e não conhecia Nilton Monteiro até a lista de Furnas ser divulgada e ganhar notoriedade através da imprensa. Conheci e conversei com Nilton Monteiro em maio de 2006, no Juizado de Pequenas Causas da UFMG. Somos réus no mesmo processo, cujos autores são 11 deputados estaduais mineiros. De fato, nosso primeiro encontro se deu em fevereiro de 2006, na sala da Superintendente da Polícia Federal de Minas Gerais. Recebi ameaças contra a minha integridade física e de meus filhos e fui lá pedir garantias de vida e informações de meus telefones estariam grampeados. Quando estava saindo da sala, Nilton Monteiro chegou e fomos apresentados pelo deputado Rogério Correia (PT), que me acompanhava, mas não conversamos naquela oportunidade.
Minas De Fato:
Qual a ligação do senhor com a estatal Furnas Centrais Elétricas?
Carceroni: Nenhuma.
Minas De Fato: Quando o senhor teve acesso a lista e quem lhe entregou a lista?Carceroni: Em Novembro de 2006 recebi uma cópia xerográfica simples, de um documento autenticado e com firma reconhecida em cartório, das mãos do Deputado Estadual Rogério Correia.
Minas De Fato: Porque Dimas nega que a assinatura do documento é verdadeira, mesmo depois do parecer da PF?
Carceroni: Se Dimas confirmar a assinatura, confessa o cometimento de crime. Ele tem o direito legal de negar. As autoridades têm a obrigação de investigar até alcançar a verdade. Doa a quem doer!
Minas De Fato: É possível que outros nomes estejam envolvidos no esquema e que não estejam na lista?
Carceroni: Se ficar comprovada a existência do caixa dois de Furnas, mesmo que parcialmente. Ficará plausível a existência de outros envolvidos. Seria uma incrível coincidência o dinheiro do caixa dois ter ido somente para candidatos eleitos. Há ainda anos anteriores a 2002.
Minas De Fato: O senhor está sendo processado por quem?
Carceroni: Os 13 processos são motivados pela acusação de falsificação e divulgação da lista de Furnas. São dois processos criminais e onze processos cíveis por danos morais cujos autores são todos deputados.O primeiro processo criminal tem como autores os deputados: Fábio Avelar, Jayro Lessa, José Militao, João Leite e Márcio Reinaldo.Segundo o processo criminal tem como autores: Jairo Carneiro, Ney Lopes, Almerinda Figueiras de Carvalho, Antônio Adolpho Lobbe Neto, Antônio Carlos Pannunzio, Coriolano Sousa Sales.O terceiro processo cível tem como autores: João Leite, Domingos Savio, Luiz Humberto Carneiro, Ermano Batista, Fahim Sawan, Ana Maria Resende Vieira, Vanessa Lucas, Jayro Lessa, Sebastião Costa, Gil Pereira e Fabio Avelar.
Minas De Fato: Depois do parecer da Polícia Federal, o senhor pretende processar quem o processou?
Carceroni: Sim. Todos os que me acusaram de falsificador e divulgador de documento falso. Entre eles o deputado Osmar Serraglio, os senadores Arthur Virgílio e Agripino Maia. O congresso nacional representado pela câmara e senado, pelo relatório da CPMI dos Correios produzido em nome da instituição, alguns jornalistas por opinião de responsabilidade pessoal e jornais pelo mesmo fundamento e os que estão me processando injustamente.
Minas De Fato: Qual a situação dos processos que recaem sobre o senhor?Carceroni: O primeiro processo está ainda na fase de inquérito policial e sem denúncia. O segundo está no Tribunal de justiça aguardando a manifestação dos autores sem pronúncia nem inquérito. O terceiro tem audiência marcada no Juizado Especial da UFMG, na Escola de Direito, dia nove de agosto de 2006, às 9 horas da manhã, para audiência de instrução e julgamento.
Minas De Fato: O senhor conhece alguma das pessoas citadas na lista?
Carceroni: Que me lembro, conheço seis pessoas de Minas Gerais. O deputado João Leite que me processa duplamente e mais cinco, que prefiro não citar neste momento.
Minas De Fato: Qual o sentimento que fica diante de tantos processos contra o senhor?
Carceroni: Absolutamente de injustiçado e ofendido. Fui acusado de falsificar e de participar de uma conspiração petista que nunca existiu. Sou um homem honrado e agora sofro vários processos por mais de 20 deputados. Eles querem macular a minha vida e desassossegar minha família. Sou um cidadão que exerceu seu dever cívico ao denunciar e pedir investigações sobre a veracidade ou não de um documento, com conteúdo de fatos gravíssimos que chegou às minhas mãos. Ao receber o documento, me foi dito pelo deputado Rogério Correia, "Eu vi e li o documento original assinado". Sendo o deputado um homem honrado que conheço há 27 anos e após muita reflexão decidi apresenta-lo aos órgãos de investigações responsáveis pela apuração de crimes desta natureza. Sabia que seria investigado, acusado, ameaçado e pressionado como ocorreu até agora. Entre os que se sentem atingidos pela existência da lista de Furnas, há muita gente poderosa.
Minas De Fato: Qual a avaliação que o senhor faz desse esquema e por que trouxe a público?
Carceroni: O esquema de caixa dois em Furnas sempre foi mencionado nos meios políticos, mas sem comprovação. Agora passou a ser investigado e já apareceram indícios de que ocorreu apontado pelas investigações. Penso que a autenticidade pericial da lista de Furnas aponta um novo rumo para as investigações. O documento cita os responsáveis pelo recebimento dos recursos de caixa dois. Ele atribui aos coordenadores de campanhas em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro o recebimento e distribuição dos recursos arrecadados de empresas públicas e privadas e repassados aos candidatos listados. A quebra dos sigilos bancários e telefônicos destes coordenadores e recebedores e de seus parentes e funcionários mostrará se ocorreu ou não o caixa dois tucano em 2002. Nos demais estados indica as empresas diretamente responsáveis pelo repasses de recursos.

Conheça a Lista de Furnas, em:
http://caixadoistucanodefurnas.blogspot.com/

Alyda
O Informante -
http://www.informante.net/#Cena_1

29 junho 2006

29/06/2006 - 13:38 Economia: PIB trimestral chega a R$ 478 bi; investimento é o maior desde 2001
O Produto Interno Bruto (PIB) foi de 478,9 bilhões no primeiro trimestre de 2006 - um aumento de 9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 438,2 bilhões. O valor, que corresponde à soma das riquezas no Brasil, foi divulgado hoje pelo IBGE.

De acordo com o instituto, a taxa de investimentos representou 20,4% do PIB. O número é o maior desde 2001 para este período do ano. Os setores da economia que contribuíram para o PIB foram agropecuária, que atingiu R$ 34,7 bilhões, indústria, com R$ 168,5 bilhões, e serviços, em R$ 248,3 bilhões.

No mês passado, o IBGE divulgou que o crescimento do PIB nos primeiros três meses de 2006 foi de 1,4%, o que representou a maior alta em um ano e meio. Em todo o ano passado, a expansão foi de 2,3%.

Entre janeiro e março, o consumo das famílias agregou ao PIB R$ 277,8 bilhões, segundo o IBGE. Os investimentos representaram R$ 97,69 bilhões e o consumo do governo somou R$ 84,56 bihões. Os impostos foram responsáveis por R$ 54,25 bilhões.

A insensibilidade de quem nunca passou fome!
O presidente Lula sabe o que é miséria, fome, sabe o que é ser excluído da sociedade. O presidente Lula sentiu na pele a angustia, o desespero de uma mãe quando não tem nem um pedaço de pão velho para alimentar seus filhos. Essa sensibilidade do presidente Lula, essa compreensão do presidente Lula sobre a miséria faz com que ele use todos os meios disponíveis e imagináveis para combatê-la. Em três anos e seis meses de governo o presidente Lula fez com que o programa Bolsa-Família beneficiasse 11,1 milhões de famílias que vivem abaixo da linha da pobreza. Se considerarmos que cada família tem em média 5 pessoas, são 55,5 milhões de pessoas beneficiadas. Ontem, 28/06, o presidente Lula abrigou no Bolsa-Família mais 1,8 milhões de famílias miseráveis, atingindo a marca de 11,1 milhões de família beneficiadas. Motivo de alegria para quem foi beneficiado, motivo de alegria para o presidente Lula. Apesar da oposição contrária à redistribuição de renda, contrária à assistência aos excluídos, contrária a diminuir a miséria de milhões de brasileiros, ele fez, ele conseguiu. Esse feito é motivo de orgulho para milhões de brasileiros conscientes, é reconhecido universalmente como o melhor programa de combate à miséria já implementado no mundo. Mas é desprezado por alguns, é desprezado pela mídia. Ao invés de noticiar que o presidente Lula está cumprindo a meta de diminuir a miséria no país, a mídia diz que a ação é eleitoreira, porque a marca foi atingida a 90 dias da eleição. Para a mídia, para jornalistas como a Marta Solomon, da FSP, que nunca passaram fome, que não fazem parte dos excluídos da sociedade, essas 9 milhões de pessoas – 1,8 milhão de famílias –, que passaram fome até agora, poderiam esperar mais 90 dias, afinal o que são mais 90 dias de fome, de miséria, de falta de esperança? Se o presidente Lula faz, as ações são eleitoreiras, são populistas, se ele não fizesse, diriam que ele não cumpriu o que prometeu, que mentiu; o que lhes importa é atacar o presidente Lula. Pensando bem, qual é vantagem, para a mídia e para a oposição feroz e virulenta, que famílias lá no sertão do Nordeste passem a alimentar-se? A FSP vai vender mais o seu jornalão por isso? Os jornalistas terão aumento de salário? Vai sair o PROER da mídia? E a oposição, o que ganha com isso? Vai entrar algum em seus bolsos, como nas privatizações de FHC? Vai beneficiar o Alckmin ou o Serra, candidatos do PSDB de FHC, que deixou o país com 54 milhões de miseráveis? O FHC do PSDB levou 8 anos para atingir essa marca de 54 milhões de miseráveis, isso lhe deu muito trabalho, exigiu maracutaias mil: todas as CPIs engavetadas, apagão, desemprego recorde, compra de votos para a reeleição, lista de Furnas, Dimasduto, privatizações. E o presidente Lula, em 3 anos e meio, desmonta tudo o que FHC do PSDB de Alckmin e Serra fez contra o povo brasileiro. Como diz FHC do PSDB de Alckmin e Serra, "assim não pode, assim não dá". Assim Lula vai se reeleger, vai ser Lula de novo com a força do povo!
Jussara Seixas

28 junho 2006

28/06/2006 - 17:09 Lula reclama da não aprovação do Fundeb pelo Senado
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o Senado pelo fato de a Casa ainda não ter votado projetos de interesse social que cria o Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Em discurso realizado em Contagem (MG), Lula disse que há pessoas que pensam que aprovar um projeto que repassa R$ 4 bilhões por ano para a educação é beneficiar o seu governo.
"Eu não acredito que tenha gente que pensa de forma tão pequena que seja capaz de prejudicar as crianças pensando que prejudica o presidente da República e o governo federal", afirmou.
Lula participou de cerimônia que comemorou o alcance da meta do Bolsa Família, que chegou a 11,1 milhões neste mês. O presidente destacou que o Bolsa Família é um programa isento pois o governo atua em parceria com prefeituras de partidos da oposição. "O prefeito da cidade, pode ser do PFL ou do PSDB, pode passar o dia falando mal do governo. Mesmo assim, os pobres de sua cidade serão tão bem tratados como os pobres de Belo Horizonte e Contagem", disse referindo-se a duas cidades mineiras controladas pelo PT.
As informações são da Agência Estado.

28/06/2006 - 15:18
INSS: Agendamento por telefone já vigora em todo país

O agendamento de perícia médica pelo telefone 135 já está sendo feito em todo o país. De acordo com o presidente do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), Valdir Moisés Simão, todas as pessoas que quiserem agendar a perícia, pedir o auxílio-doença e a prorrogação do benefício podem ligar para o número 135.

É necessário informar o município e alguns dados como a inscrição no INSS ou o número em que recolhe o carnê, CNPJ do empregador, se for o caso, ou CPF do empregador doméstico, o nome completo, data de nascimento e o nome da mãe.

A Central de Tele-atendimento da Previdência Social tinha sido inaugurada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 16 deste mês, em Recife (PE), com agendamento de segurados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

"Se alguém do Rio de Janeiro ligar, hoje, no 135, vai fazer a perícia na semana que vem com tranqüilidade. Essa é a meta de até cinco dias da data de agendamento para a realização da perícia que pretendemos implementar e alcançar em todo o país", explicou o presidente do INSS em entrevista ao programa Notícias da Manhã, da Rádio Nacional.

Segundo ele, o serviço vai atingir 60% dos atendimentos das agências e será estendido a outros benefícios. "Em breve nós vamos colocar o agendamento de todos os demais requerimentos de benefícios", afirmou.

"Nós temos uma estrutura que dá conta de atender todo o Brasil. Fizemos alguns testes e tivemos um problema nos computadores da Dataprev que deixou nosso sistema por algumas horas inoperante, mas temos certeza que a grande maioria dos segurados que procurar as agências, hoje, vão conseguir ser atendidos com comodidade, tranqüilidade e qualidade."

Agência Brasil

28/06/2006 - 13:49

Bolsa Família antecipa meta e chega a R$ 11,1 milhões de famílias neste mês
O programa Bolsa Família — o maior programa de transferência de renda já desenvolvido no país — cumpriu sua meta de atendimento antecipadamente. São 11,1 milhões de famílias beneficiadas em todo o país, com a distribuição prevista de R$ 8,3 bilhões neste ano.

A meta do programa foi fixada para o final de 2006, com base na estimativa de famílias identificadas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) 2004. O valor médio do benefício é de R$ 62,00.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta manhã, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, de cerimônia em comemoração ao cumprimento da meta do Bolsa Família. Participaram ainda o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, e a secretária nacional de Renda de Cidadania, Rosani Cunha.

Embora tenha atingido a meta antecipadamente, o presidente Lula pediu que as prefeituras e a sociedade ajudem o governo a cadastrar quem ainda está fora do programa.

"Pode ter uma pessoa que não tem direito e está recebendo. Pode ter uma pessoa que tem direito a receber e não foi cadastrada", disse o presidente. "O governo está precisando da ajuda da sociedade para que possa atender as pessoas pobres que ainda não foram cadastradas. Lá de Brasília é muito difícil o Patrus (ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome) descobrir", ressaltou Lula, ao participar da cerimônia em comemoração ao cumprimento antecipado da meta do programa.

De acordo com o Palácio do Planalto, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome atualizou o cadastro do programa entre julho de 2005 e março deste ano, o que resultou no bloqueio de cerca de 51 mil benefícios e no cancelamento de 562 mil. Além do ministério, o Tribunal de Contas da União (TCU), a Controladoria Geral da União (CGU) e os ministérios públicos estaduais e federal fiscalizam a execução do programa.

Na cerimônia, Lula fez ainda um apelo para que as famílias que tenham ultrapassado a renda determinada pelo programa devolvam o cartão que permite o recebimento do benefício, que varia de R$ 15 a R$ 95.

"Se uma pessoa estava recebendo o benefício e o marido dela arrumou emprego, portanto, sua renda ultrapassa a renda que o programa estabelece como limite. Nós queremos pedir que as pessoas devolvam o cartão para que a gente possa dar para uma outra pessoa mais necessitada", afirmou.
28/06/2006 - 15:29
PT lidera lista de parlamentares mais influentes

O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) divulgou nesta quarta-feira a 13ª edição da publicação "Cabeças do Congresso Nacional", que revela os 100 deputados e senadores mais influentes do Poder Legislativo. O PT lidera a lista, com 22 parlamentares. A relação segue com PFL (17), PSDB (14), PMDB (14), PSB (7), PTB (6), PCdoB (5), PDT (5), PL (3), PP (2), PPS (2), PSol (2) e PV (1).
Segundo o Diap, os deputados petistas mais influentes são Antônio Carlos Biscaia (RJ), Arlindo Chinaghia (SP), Carlito Merss (SC), Fernando Ferro (PE), Henrique Fontana (RS), Jorge Bittar (RJ), José Eduardo Cardozo (SP), José Pimentel (CE), Luciano Zica (SP), Luiz Eduardo Greenhalgh (SP), Maurício Rands (PE), Paulo Delgado (MG), Ricardo Berzoini (SP), Sigmaringa Seixas (DF), Virgílio Guimarães (MG) e Walter Pinheiro (BA). Os senadores do PT mais influentes no Congresso Nacional são Aloizio Mercadante (SP), Delcídio Amaral (MS), Eduardo Suplicy (SP), Ideli Salvatti (SC), Paulo Paim (RS) e Tião Viana (AC).
Entre os 41 deputados considerados em ascensão, figuram 13 petistas. São eles: Carlos Abicalil (MT), Dr. Rosinha (PR), Dra. Clair (PR), Gilmar Machado (MG), João Grandão (MS), Luiz Sérgio (RJ), Marcos Maia (RS), Mauro Passos (SC), Nelson Pellegrino (BA), Paulo Pimenta (RS), Tarcísio Zimmermann (RS), Vicentinho (SP) e Zezéu Ribeiro (BA). Ana Júlia Carepa (PT-PA) está entre os nove senadores em ascensão no Congresso Nacional.
De acordo com o Diap, "os parlamentares que comandam o processo decisório no Congresso Nacional" têm formação superior, são profissionais liberais, defendem a economia de mercado, são predominantemente de centro e têm mais de um mandato. Os mais influentes, ainda segundo o estudo, "são oriundos de regiões ricas ou dos estados ricos das regiões pobres, pertencem aos maiores partidos, destacam-se como articuladores e debatedores".
Os líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana, e o presidente nacional do partido, deputado Ricardo Berzoini, figuram entre os "novos cabeças" – parlamentares que entraram nesta edição da publicação. A senadora Ideli Salvatti está na mesma situação. A lista dos 100 Cabeças do Congresso Nacional, classificados por partido, pode ser obtida no site
www.diap.org.br. A publicação completa poderá ser adquirida no Diap em julho.
Agência Informes (www.informes.org.br)
GRANDE OBRA DE ALCKMIN E DO PSDB
PÂNICO EM SP
Medo: agentes penitenciários prometem greve
Agentes penitenciários continuam amedrontados e prometem paralisação em caso de novos ataques do crime organizado em São Paulo. O sindicato da categoria se reuniu ontem com o secretário da Administração Penitenciária, Antonio Ferreira Pinto, para fazer reivindicações. Segundo o presidente do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional, João Rinaldo, as ameaças persistem e a categoria pode cruzar os braços. Em uma escuta telefônica, os bandidos mostram preocupação com prisões de integrantes do Primeiro Comando da Capital. E o delegado seccional de São Bernardo do Campo, Marco Antônio Santos, salienta que as investigações não param por aí. Ouça.
PCC se prepara para iniciar mais uma guerra
Escutas mostram que o Primeiro Comando da Capital está se preparando para iniciar mais uma guerra. A facção criminosa está planejando aumentar o caixa, comprar cestas básicas para as famílias de mortos e cadastrar todos os integrantes. A partir de agora, todo membro do PCC em liberdade deve aumentar a contribuição mensal de R$ 600 para R$ 1.000. Além disso, a facção quer montar uma rede de pombos-correio com advogados para garantir a comunicação entre os integrantes.
Na rabeira do mandato, Alckmin prepararou crime contra patrimônio do povo paulista

Tucanos tramaram venda da CTEEP por 5% de seu valor

Estatal paulista de transmissão de energia possui 11 mil km de linhas, 18 mil km de circuitos e 100 subestações que custaram cerca de R$ 16 bilhões aos cofres públicos de SP. Processo de privatizações desfechado por Alckmin quer doar por R$ 755 milhões uma Companhia que tem patrimônio estimado em R$ 16 bilhões
Já no final de 12 anos de infortúnios, os tucanos promovem mais um crime contra o povo de São Paulo: a privatização da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP), culminando o processo de desmonte do Estado, em que foi repassado a grupos estrangeiros, a preço irrisório, o maior patrimônio público estadual de nosso País.
Uma questão fundamental para a entrega das estatais é a subavaliação feita por “consórcios” do patrimônio das empresas. Assim, no edital que estabelece as normas sobre a “Alienação de ações do capital social da CTEEP”, o preço mínimo do leilão corresponde ao “valor total de R$ 755.652.969,45”. Segundo o Relatório da Administração, de 2005, “o desempenho operacional e econômico-financeiro da Companhia proporcionou Lucro Líquido no exercício de R$ 468.277 mil, 34,3% superior ao resultado apurado em 2004”. Ou seja, o valor mínimo estipulado (R$ 755 milhões) é inferior ao lucro líquido (R$ 816 milhões) de apenas dois anos.
R$ 16 BILHÕES
E mais. Entre os patrimônios da CTEEP consta 11.781 km de linhas de transmissão, 18.266 km de circuitos (aéreos e subterrâneos) e 100 subestações – opera 102, mas duas pertencem a terceiros. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o custo para a construção das mesmas linhas e subestações é de R$ 16 bilhões. Isso significa que o preço mínimo estabelecido pelos tucanos é menos de 5% do valor real do patrimônio da empresa. Sem falar do valor estratégico da Companhia, que já em 2004 transportava cerca de um terço da energia elétrica consumida em todo o Brasil, além do que possui clientela certa.
FLUXO DE CAIXA
O critério usado para determinar o valor mínimo para o leilão – ou melhor, de subavaliação para permitir a entrega – novamente foi o fluxo de caixa descontado. O mesmo que levou à alienação do patrimônio de R$ 1,5 trilhão da Vale do Rio Doce por insignificantes R$ 3 bilhões. Diz a máfia privatista que o critério do “fluxo de caixa” é o critério rotineiro para se comprar e vender empresas. Evidentemente, uma empresa privada só é vendida quando está em dificuldades. Se estivesse rendendo lucros caudalosos, por que seu dono iria vendê-la? Por isso é que o “fluxo de caixa” é o critério “normal” para avaliação do preço da empresa: porque, precisamente, uma empresa em dificuldades é vendida por preço inferior ao seu valor real, já que seu dono não está em condições de impor condições mais justas.
Mas esse não é o caso da CTEEP, empresa lucrativa e eficiente – nem das 121 empresas federais e estaduais entregues anteriormente pelos tucanos. No caso da venda das estatais, esse critério é mera expressão de subserviência e de assalto ao patrimônio do povo, sob a bênção da ideologia neoliberal, do “estado mínimo”.
Na verdade, a entrega da CTEEP tem origem na cisão da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) em 1998, na qual foi criada inicialmente a empresa de distribuição Elektro. No ano seguinte, com nova cisão, foram criadas três empresas de geração - Cesp Tietê, Cesp Paranapanema e Cesp Paraná – e uma empresa de transmissão, a CTEEP. A Tietê foi tomada pela AES e a Paranapanema pela Duke Energy, ambas norte-americanas.
DÍVIDA
Para viabilizar a entrega, além das subavaliações, as empresas estatais foram devidamente “saneadas”, ficando o Estado com a “parte podre” – isto é, o povo foi quem pagou o prejuízo. No caso do setor de energia, entregaram o filé mignon e a dívida com a construção da hidrelétrica de Porto Primavera e os passivos trabalhistas e oriundos de ações judiciais sobre problemas, por exemplo, ficaram por conta de uma quinta empresa, a CESP-SP, pertencente ao Estado de São Paulo.
O montante arrecadado com as vendas da Elektro, Paranapanema e Tietê e das ações que a Cesp detinha na CPFL e na Comgás totalizou US$ 7,9 bilhões, valor superior, portanto, à dívida financeira de US$ 6,8 bilhões que a empresa tinha no final de 1999. No entanto, em 2004, a dívida ainda estava em cerca de US$ 4,2 bilhões. O governo do Estado vendeu ativos rentáveis e ficou com a dívida, em moeda estrangeira. Com o fim da paridade artificial com o dólar em 1999, o dinheiro obtido com as privatizações da Paranapanema e Tietê foi para o vinagre.
Segundo o engenheiro José Paulo Vieira, do grupo de política energética da Universidade de São Paulo (USP), “as privatizações resultaram em mais de 7 bilhões de dólares de recursos, com a venda de empresas resultantes da cisão da Cesp. O Estado não resolveu seus problemas e criou outros, piores. A Cesp já pediu socorro ao BNDES em 2002 (550 bilhões de dólares), em 2003 (650 milhões de reais) e de novo em 2003 (1,35 bilhões de reais). Está claro para os analistas que os recursos da venda da CTEEP estarão prestes a ‘evaporar’ ou serem ‘vertidos’ pelas mesmas engrenagens”.
Para o presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo, Murilo Celso de Campos Pinheiro, “o processo de privatização contém um equívoco de origem: a idéia de que um serviço essencial pode ser tratado como mercadoria. Desmontou-se em São Paulo uma estrutura bem-sucedida. O Estado abandonou seu papel de indutor do desenvolvimento”.
APAGÃO
As “privatizações” de empresas de energia elétrica, iniciadas por Fernando Henrique em 1998, foram feitas sob o falso argumento de que assim se poderia aumentar a produção de energia, uma vez que, na ótica dele, o Estado estava impossibilitado de investir. O resultado foi o apagão de 2001 – “a mais formidável barbeiragem governamental desde d. Maria, a Louca” segundo o deputado Delfim Netto (PMDB/SP) -, já que nenhum centavo a mais foi investido pelos governos tucanos, muito menos pelos assaltantes do patrimônio público.
VALDO ALBUQUERQUE
RELATO DE UM OFICIAL DA PM -SP.
Não é privilégio da capital paulista, SP, com as ações do crime organizado.O estado de SP esta enfrentando uma situação grave, trágica, de ataques dos grupos do crime organizado. O governo do estado de SP, responsável pela segurança de todo o estado, está a 12 anos nas mãos do PSDB. As policias civis e militar, foram sucateadas, faltam equipamentos, faltam coletes a prova de bala, faltam armas, munição, há centenas de viaturas quebradas a meses esperando conserto.As informações passadas pela Secretária de Segurança do estado aos policiais militares são truncadas, incompletas, não condizem com a realidade dos fatos.Os salários estão muito baixos, o que obriga os policiais a fazerem os "bicos", não houve aumento real do salário para as policias no governo Alckmin. .Esses relatos me foram fornecidos por um oficial da PM. Segundo ele me relatou a situação no interior é muito pior, falta tudo, tudo tem que ser improvisado. Ele disse que que as policias do estado estão em situação de abandono pelo governo do estado. As superlotação nos presídios é algo assustador, temerário, para eles policiais,e que a população de SP corre risco de viver uma sangrenta guerra urbana, segundo ele os presídios de SP vão explodir em rebeliões e fugas. O PCC segundo ele se fortaleceu muito, conta com ajuda explicita de advogados, delegados e policiais corruptos, que mesmo denunciados não são afastados pela Secretária de Segurança. Segundo ele Alckmin investiu o mínimo na segurança de SP, ele diz que na capital o contingente da PM tem diminuído no governo Alckmin, quando deveria ter o dobro de policiais existem hoje para garantir a segurança da população. Ele diz que é voz corrente na PM que o governo Alckmin foi o pior governo na área da segurança de SP, descaso total e que o preço desse descaso está sendo pago com vidas de muitos policiais e de muitos inocentes. Isto é Alckmin, isto é governo do PSDB.

Como relata o oficial da PM
28 de junho de 2006 - 03:40

Advogado é preso entregando celulares a presos na cadeia
O presidente da OAB de Mauá (SP) foi convocado para acompanhar o caso
Ricardo Valota
SÃO PAULO - O advogado Nelson Roberto Vinha, de 57 anos, foi preso em flagrante na terça-feira quando entregava celulares a presos do Centro de Detenção Provisória de Mauá, na Grande São Paulo. Ao ser preso, Vinha havia acabado de se reunir com sete detentos do CDP, localizado na Avenida Papa João XXIII, bairro Fazenda do Sertão.
http://www.estadao.com.br/ultimas/cidades/noticias/2006/jun/28/12.htm
A PARCIALIDADE DA FOLHA DE SÃO PAULO
A parcialidade, a maldade da FSP é gritante. Nos eventos em que comparecem petistas, que enfrentaram processo por quebra de decoro parlamentar por receber dinheiro do chamado Valerioduto, eles são chamados de "mensaleiros". São perseguidos pela mídia para dar entrevista, são fotografados, achincalhados. Mas se for do PFL como o Roberto Brant recebe um tratamento digno,respeitoso por parte da imprensa, como deveriam receber todos os outros, que também foram absolvidos pela Câmara e não foram seguer julgados pelos Tribunais de Justiça.

MATÉRIA DE FSP
"Também foi prestigiar José Jorge o deputado Roberto Brant, ex-ministro da Previdência, que enfrentou neste ano processo por quebra de decoro parlamentar por receber dinheiro do chamado Valerioduto. Brant foi absolvido."
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u79887.shtml

27 junho 2006

ISTO É SP DE ALCKMIN, SERRA, DO PSDB/PFL/PCC


27 de junho de 2006 - 18:10
Polícia espera reação do crime organizado e reforça alerta
Policiais foram orientados a evitar o uso de celular para comunicação estratégica, pois os bandidos estariam usando a interceptação de conversas telefônicas para programar ações
José Maria Tomazela
SOROCABA - Os comandos das polícias Civil e Militar reforçaram nesta terça-feira, 27, a ordem de alerta total nas unidades policiais da capital e do interior para prevenir uma possível reação do crime organizado à morte de 13 supostos integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), na segunda-feira. Os policiais foram orientados a evitarem o uso de celular para comunicação estratégica, já que os bandidos estariam usando a mesma arma da polícia - a interceptação de conversas telefônicas - para programar ações.
Uma operação da Polícia Civil surpreendeu um grupo de criminosos que teria sido incumbido de matar agentes penitenciários na Grande São Paulo, e, na ação, morreram 10 suspeitos em São Bernardo e três em Diadema. Os policiais foram alertados para o risco de retaliação, com novos ataques a unidades policiais, como as que ocorreram em maio. A recomendação reforça os cuidados com a segurança individual, como o porte de armas e munição, coletes à prova de bala e de outros equipamentos de proteção.
Nas bases operacionais, a orientação é para que a segurança seja feita de forma pouco ostensiva para não alarmar a população. "Interdição de acessos, como houve naquele período (dos ataques de maio), só em último caso", revelou um oficial da PM que pediu para não ser identificado. Segundo ele, apesar da operação na Grande São Paulo ter sido feita pela Polícia Civil, os policiais militares também seriam alvos de uma possível vingança. "Se houver, nossos homens estarão preparados", disse.
Na série de ataques de maio, segundo ele, a polícia foi surpreendida, pois jamais havia sido enfrentada daquela forma. O oficial revelou que os comandos têm estimulado os policiais a não deixarem de usar a farda no trajeto para casa ou a caminho do trabalho, apesar de eventual risco. Seria uma forma de mostrar destemor e ganhar a confiança da população.
As novas ordens incluíram um reforço no patrulhamento noturno, principalmente nas imediações de presídios. A Polícia Civil foi incumbida de monitorar autores de homicídios eventualmente em liberdade, pois muitos estariam em dívida com o PCC. Pelas normas da organização, o "filiado" que pratica crimes sem ser autorizado, fica em dívida com a facção. No caso de homicídio, a dívida é de R$ 200 mil. A forma de pagamento mais usual é cumprir uma "missão", que pode ser um ataque à polícia. Segundo o oficial, outra ordem diz respeito às denúncias que chegam da população. "É para verificar tudo, com cuidado para não cair em armadilhas."
Na segunda-feira à tarde, por exemplo, uma base da PM de Osasco, na Grande São Paulo, recebeu a informação sobre a movimentação de cargas num depósito em área comercial. "Parecia algo improvável, pois era horário comercial e os veículos estavam na rua", contou o policial. Na abordagem, a polícia descobriu que as cargas de pneus e açúcar de três caminhões eram roubadas e seis pessoas foram presas.

APARECE O ORIGINAL 23 06 2006

LISTA DE FURNAS
Perícia da Polícia Federal aponta autenticidade do documento e reacende investigação sobre caixa 2 da estatal.
A lista de Furnas parece ter se transformado em mais um da série de escândalos que eclodiram em meio às turbulências políticas em Brasília e freqüentaram as manchetes dos jornais para, logo em seguida, cair no mais absoluto esquecimento e descrédito.
Parecia.
A investigação sobre a suposta arrecadação clandestina de doações eleitorais a quais 160 candidatos, organizada pelo então diretor da estatal Dimas Toledo, ganhou novo fôlego. Após meses de idas e vindas, negativas e contradições, o lobista Nilton Monteiro entregou à Polícia Federal o que afirma ser o original da tal lista. Perícia encomendada pelos delegados responsáveis pelo inquérito atestou não existirem sinais de fraude no documento. Atestou ainda que a assinatura no final das páginas pertence mesmo a Dimas Toledo.

27/06/2006 - 15:42 Lula:
Em 2002, Brasil estava desarranjado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (27), em discurso na 1ª Conferência Nacional de Economia Solidária, em Brasília, que chegou a se questionar sobre se deveria disputar a Presidência, em 2002, diante de algumas avaliações de que o país iria quebrar."O Brasil era uma coisa meio desarranjada. As pessoas achavam que não iria dar certo. Economistas sérios como o Paul Singer e Maria da Conceição Tavares achavam que eu teria muitas dificuldades. Alguns achavam que o Brasil estava quebrado e eu dizia: Diabo, vocês são meus amigos, dizem que o Brasil está quebrado e querem que eu seja presidente da República?", afirmou.O presidente comparou o país que recebeu com um avião com peças desmontadas. "O Brasil quando nós pegamos era assim", continuou. Lula afirmou que seu governo conseguiu arrumar a casa e que hoje o Brasil é outro. "De tal ordem que alguns críticos do passado não sabem como explicar como é que a gente resolveu o problema da economia brasileira". Lula citou como exemplo o fato de no ano passado o governo ter devolvido ao FMI (Fundo Monetário Internacional) US$ 15,6 bilhões; saldar dívidas com o Clube de Paris e pagar a dívida das moratórias do tempo do ex-presidente José Sarney. "A poupança interna passou de 17% para 32%", completou.O presidente citou ainda a inclusão bancária, que permitiu o acesso de seis milhões de pessoas a instituições bancárias. "Até então o pobre não sabia entrar na agência porque não era atendido. Não tinha café no bule", disse. Conforme o presidente, antes dele, "o Brasil não estava preparado para cuidar da parte mais pobre do país".
Com informações da Folha Online

27/06/2006 - 09:39 Brasileiros já podem denunciar tortura diretamente à ONU
A partir de agora, todo cidadão brasileiro poderá reportar casos de tortura diretamente às Nações Unidas. O Brasil apresentou ontem(26) a declaração opcional da Convenção Contra a Tortura e outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanas e Degradantes, que permite a qualquer indivíduo entrar em contato com o Comitê contra a Tortura da ONU. O comitê fiscaliza as regras da convenção. Antes, apenas organizações ou outros países membros podiam contatá-lo.O comitê da ONU poderá analisar casos brasileiros como prevê a legislação, ou seja, caso o denunciante não esteja sob investigação de outra instância internacional e caso tenham se esgotado todos os recursos jurídicos do país para a denúncia. Essa última regra não se aplica a recursos que prolonguem "injustificadamente" a situação. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a medida reforça o reconhecimento do Brasil pela legitimidade e preocupação internacional com os direitos humanos.Este 26 de junho, Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura, foi marcado por outras iniciativas do governo brasileiro.No Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que cria o Comitê Nacional para Prevenção e Controle da Tortura no Brasil, composto por representantes do governo e da sociedade civil e presidido pelo ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), Paulo Vannuchi. O ministro afirmou que o comitê vai levantar "todos os casos de tortura denunciados nos estados", além de fazer visitas de surpresa nesses locais. Também vai propor políticas de prevenção.A SEDH também assinou um protocolo de intenções com o Conselho Nacional dos Procuradores Gerais do Ministério Público dos Estados e da União. Segundo Vannuchi, o documento vai facilitar a implementação de ações contra a tortura. Tais ações estão previstas no Plano Nacional de Combate à Tortura, que está em consulta pública desde dezembro de 2005. "Não podemos tolerar a tortura, temos que criar mecanismos transparentes. O preso deve ser apresentado a um juiz em 24 horas, e as delegacias devem ter listas das pessoas que foram presas."Também foi lançada hoje uma campanha para conscientizar a população de que a tortura é um crime tão grave quanto o estupro e o latrocínio. Coordenada pela SEDH, deve ser lançada no início de julho em todo o país, com inserções em rádio e distribuição de cartazes informativos em delegacias e outros estabelecimentos.
Agência Brasil
27/06/2006 - 16:38

Movimentos Sociais: Manifestações de rua marcam lançamento do Projeto Brasil
A CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais) realiza nesta quarta-feira (28) mobilizações de rua em diferentes regiões do país, com o objetivo de divulgar à população o Projeto Brasil, plataforma de reivindicações dos movimentos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição.

Em São Paulo, a concentração começa às 11h na praça Ramos de Azevedo. O auge da manifestação será às 13h30, durante ato político na Praça da Sé.

A CMS congrega diversas das mais importantes entidades do movimento social brasileiro, entre elas CUT (Central Única dos Trabalhadores), MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), UNE (União Nacional dos Estudantes), Central de Movimentos Populares, CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Grito dos Excluídos e Marcha Mundial de Mulheres.

Na capital paulista, o ato reunirá lideranças como o recém-eleito presidente nacional da CUT, Artur Henrique da Silva Santos; João Paulo Rodrigues, do MST; Gustavo Petta, presidente da UNE; e Gegê, da Central de Movimentos Populares.

Confira os locais e horários das atividades.

São Paulo
Concentração na Praça Ramos de Azevedo (em frente ao Teatro Municipal), às 11h, com saída em passeata até a Praça da Sé, às 12h, e ato político às 13h.

Curitiba (PR)
A manifestação será marcada pela exigência da anulação do leilão da Vale do Rio Doce, além do lançamento do Projeto Brasil. A atividade acontece às 12h, na Boca Maldita, tradicional palco de manifestações políticas da capital paranaense.

Florianópolis (SC)
As atividades terão início às 14h, na Esquina Democrática (rua Felipe Schmidt), com apresentações culturais, panfletagem e apresentação do Projeto Brasil. Às 16h está prevista uma panfletagem no Terminal Urbano do Centro.

Fortaleza (CE)
A concentração acontece na Praça do Ferreira, às 16h.

Goiânia (GO)
Debate das 8h às 10h (seguido de café da manhã) para apresentação do Projeto Brasil à sociedade. O evento ocorre no auditório da CUT – Rua 70, 661, Centro.

Leia abaixo a íntegra do Projeto Brasil:

Projeto Brasil
(redigido em abril, na cidade do Recife, durante o Fórum Social Brasileiro)

Em defesa de uma política externa independente, que busque a paz e o multilateralismo, a redução de entraves aos países em desenvolvimento e a integração soberana e solidária da América do Sul e da América Latina.
TARSO GENRO É UM GENTLEMAN!
O ministro Tarso Genro agiu como ministro de Estado ao falar de FHC. Ele é um gentleman, e disse que FHC foi "corajoso ao defender a comparação dos dados do seu governo com os de Lula". Como eu não sou ministro, e nem tenho mais paciência para ser educada com FHC e rataria que o cerca, vou no popular: FHC é sem vergonha! FHC foi escorraçado da presidência pelo povo brasileiro, tem uma rejeição altíssima,o povo brasileiro não deseja a volta de FHC e de qualquer um que represente a desgraça que ele foi para o país. Desemprego, fome, miséria, juros pornográficos, preços altos dos alimentos,falta de crédito para a população, baixos salários, epidemia de dengue, apagão, falências, corrupção. Eu não posso ser educada com quem afundou o meu país, país dos meus filhos, que será o país dos meus netos. O povo brasileiro comeu o pão que o diabo amassou nos 08 anos de FHC, as pessoas não tinham esperança, houve um aumento brutal de despejos por falta de pagamento de aluguel, as pessoas perdiam o crédito por não poder honrar seus compromissos. Crianças eram retiradas de escolas particulares porque os pais não tinham como pagar as mensalidades, filas intermináveis se formavam nas escolas públicas de pais em busca de vagas, jovens abandonavam as universidades, por estarem desempregados e não poder arcar com as mensalidades que aumentavam estupidamente. Famílias faziam apelos financeiros, aos vizinhos e conhecidos para enterrar seus familiares mortos, nem morrer ser enterrado dignamente era viável nos tempos de FHC. Faltavam medicações para várias moléstia crônicas, a busca por medicações nos postos da saúde e no SUS eram em vão. Houve uma explosão da violência, assaltos, seqüestros, assassinatos, furtos nos anos FHC. Cansei de ver nos tempos de FHC as pessoas fiarem sem luz, sem telefone, sem água, por que não podiam pagar as contas, cansei de ver pessoas deixar seus carros na garagem e ir trabalhar de ônibus, a pé, de carona, porque não tinham dinheiro para a gasolina. Cansei de ver as pessoas vendendo seus bens para alimentar suas famílias , para pagar um tratamento de saúde, para pagar dividas. Isso foi a era FHC, malditos 8 anos que o povo brasileiro quer esquecer, e que eles querem fazer reviver nas figuras de Alckmin e Serra do PSDB. FHC não tem vergonha na cara, se tivesse estava bem longe da politica, bem longe do povo que ele tanto maltratou, foi omisso, negligente. Acho ótimo que ele queira comparar o seus 8 anos com os 4 anos de Lula, acho ótimo ele subir nos palanque de Alckmin, fica muito mais facil Lula se reeleger já no primeiro turno.
Jussara Seixas

26 junho 2006

GOVERNO LULA

26/06/2006 - 17:06

IBGE: Peso de exportações no faturamento das empresas quase dobrou
A participação das exportações no faturamento das indústrias brasileiras praticamente dobrou entre 1996 e 2004, passando de 10,8% para 20,4%. No período, o número de empresas exportadoras também cresceu: de 8,4 mil para 11,3 mil.
Os dados são da Pesquisa Industrial Anual (PIA) 2004, divulgada hoje (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o estudo, dos 95 segmentos analisados, 85 ampliaram a receita proveniente de exportações.
O chefe da coordenação da indústria do IBGE, Silvio Salles, disse que esse desempenho trouxe impacto para outras áreas. "Houve um avanço generalizado, as exportações contribuíram de maneira crescente no total do faturamento das empresas e rebateram outros indicadores, como participação no valor de transformação industrial (tudo o que foi produzido pela indústria no período), geração de empregos e massa de salário", disse.
A pesquisa classificou as indústrias de acordo com o impacto das exportações sobre a receita total. Em 1996, as grandes empresas foram responsáveis por 74,1% do total das exportações, passando a responder por 80,8% em 2004. No período, a participação das empresas médias caiu de 20,7% para 13,7%, enquanto a de pequenas companhias manteve-se estável em 5%.
O estudo mostra que as vendas ao exterior estão concentradas nos setores que compõem o grupo de alta intensidade exportadora, como extração mineral, celulose, siderurgia, armas e equipes militares, aviões e óleos vegetais, legumes e grutas processados. Em 2004, eles concentraram 60,9% do percentual total exportado no país - em 1996, esse índice correspondia a 54%.
Dentre as grandes empresas, os segmentos que apresentaram maior volume de exportação em 2004 foram: óleos vegetais e animais (9,8% no total das vendas ao exterior); carnes e pescados (9,5%); ferro e siderurgia (8,4%); e automóveis, caminhonetes e utilitários (7,7%). Também tiveram destaque as vendas dos setores de extração mineral (7,1%) e de produtos derivados do petróleo (6,9%).
Em 2004, empresas de média-baixa e baixa exportação, apesar de concentrarem cerca de 66% das empresas exportadoras, respondiam a 31% do total das exportações industriais. Ainda assim, foram responsáveis por 62,5% da receita da indústria; por 64,4% do pessoal ocupado; e por 67,2% dos salários pagos. Neste grupo estão incluídas as empresas de artigos de vestuário, acessórios e produtos de plástico, por exemplo.
A pesquisa mostra, ainda, que houve aumento no número de pessoas ocupadas nessas indústrias. No período, esse indicador passou de 17,2% para 20,7%. Em 2004, o indicador subiu 7% na comparação com o ano anterior, chegando a 6,4 milhões de trabalhadores. O salário pago também teve aumento entre 1996 e 2004: de 16,1% para 22,7%.

Agência Brasil
RS É LULA DE NOVO
26 de junho de 2006 - 13:38

Ibope mostra Lula à frente de Alckmin no RS

Lula tem 39% das intenções de voto na modalidade estimulada e 25% na espontânea. Alckmin aparece com 26% dos votos na estimulada e 11% na espontânea
Elder Ogliari

PORTO ALEGRE - Pesquisa do Ibope mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderando a disputa pelo preferência dos eleitores gaúchos, com 39% das intenções de voto na modalidade estimulada e 25% na espontânea. O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, aparece em segundo lugar, com 26% dos votos na estimulada e 11% na espontânea. Mas alcança um empate técnico na projeção para o segundo turno, para a qual tem 39% das intenções de voto contra 42% de Lula. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos.
O NHÉM NHÉM DE FHC

FHC perdeu definitivamente o senso, a razão, alias não sei se perdeu ou de nunca teve, afinal não se perde o que nunca teve. Seria muito bom que FHC respondesse claramente, sem rodeios, sem nhém- nhém, sem troló, alguns fatos comparativos do seu governo com o governo Lula.

Vejamos:

Quantos jovens pobres que sonhavam em cursar uma universidade tiveram essa oportunidade no governo de FHC?

No governo Lula esse sonho é realidade com o PROUNI. No seu primeiro processo seletivo, foram disponibilizadas 112 mil bolsas integrais e parciais em 1.142 instituições particulares de ensino superior em todo o Brasil. É o maior número de vagas criadas em apenas um ano na educação superior. Nos próximos quatro anos, o programa possibilitará a oferta de 400 mil novas bolsas de estudos.

Quantas famílias foram beneficiadas com os programas sociais no governo de FHC e qual foi a queda dos índices de pobreza no país em seu governo? A gente sabe que não houve isso, que houve uma herança maldita de 54 milhões de miseráveis deixada por FHC, mas seria bom se ele respondesse essa questão.


No governo Lula foram atendidas 9,2 milhões de famílias, com o programa Bolsa Família. A meta do governo é encerrar o ano com 11,1 milhões de famílias sendo beneficiadas pelo programa. A queda da miséria no país foi espetacular, como mostra a pesquisa FGV, (PNAD 2004) Segundo o coordenador do Centro de Políticas Sociais, Marcelo Néri, a nova pesquisa demonstra, em primeira mão, "uma queda espetacular nos índices de pobreza no país, movida principalmente pelo aumento da ocupação, redução da desigualdade de renda entre os brasileiros e pelo aumento de transferências do estado para a população mais pobre em 2004". A desigualdade social atingiu o menor nível desde o Censo realizado em 1960. Essa é uma das conclusões destacadas de uma pesquisa inédita produzida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O estudo foi feito com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad - IBGE) - com dados de 2004 - e indica que o país vem avançando desde o início da década na redução das desigualdades entre pobres e ricos. A pesquisa aponta também que, em 2004, a renda média do brasileiro cresceu 3,6%, enquanto a renda dos mais pobres chegou a crescer 14,1%.

Quantas famílias no governo FHC tiveram acesso a luz, a energia elétrica? O que sabemos é que mais de 180 milhões de brasileiros foram afetados pelo apagão, racionamento de energia no governo FHC.

No governo Lula mais de 3 milhões de famílias, 12 milhões de pessoas de todo o país já foram beneficiadas com o programa do governo federal Luz para Todos. O programa, lançado em 2004, leva energia elétrica para brasileiros que vivem no meio rural e realiza, em média, uma ligação residencial por minuto. Além disso, o programa já foi responsável pela criação de 89 mil postos de trabalho.


Quantos empregos foram gerados nos 8 anos do governo de FHC? O que temos noticia, e sentimos na pele foi um desemprego histórico no país.

No governo Lula foram gerados em 3 anos mais de 4 milhões de empregos com carteira assinada, isso deu dignidade ao cidadão, fez crescer a produção e a economia no país.

No governo de FHC quanto foi o aumento real do salário mínimo?


No governo Lula foi dado o maior aumento do salário mínimo em 25 anos, o salário mínimo hoje tem maior poder de compra desde 1979, o que FHC tem a falar sobre isso?

No governo de FHC foram engavetadas todas as CPIs para investigar as macutaias de seu governo, as privatizações, SIVAM, PROER dos BANCOS, etc...etc...O que FHC temia para engavetar todas as CPIs? Ficar comprovado ser governo mais corrupto da história da republica?

No governo Lula nenhuma CPI foi engavetada, todas as CPIs investigaram o uso de caixa 2, e nenhuma conseguiu envolver o nome do presidente Lula em nenhuma maracutaia, ou qualquer atitude ilícita, ou corrupta.O presidente Lula fez questão absoluta que os políticos da base do governo e do PT, envolvidos em caixa 2, fossem investigados e os culpados punidos.

No governo de FHC quantas penitenciárias Federal foram construídas, para abrigar presos de alta periculosidade, chefes do crime organizado, como os PCC de SP?


No governo Lula o país passa a contar com a 1ª penitenciária federal de segurança máxima. O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e o diretor do Departamento Penitenciário Federal, Muarício Kuehne, inauguraram dia 24/06 em Catanduvas (PR) a primeira penitenciária federal de segurança máxima, destinada a abrigar os presos mais perigosos do país. A penitenciária federal de Catanduvas tem 12,6 mil metros quadrados de área construída e capacidade para 208 presos em celas individuais, divididas em quatro módulos. Serão encaminhados para lá os detentos de alta periculosidade, que comprometam a segurança dos presídios, possam ser vítimas de atentados ou aqueles presos direcionados ao chamado Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). O objetivo é, ao mesmo tempo, garantir isolamento maior dos chefes do crime organizado e aliviar a tensão no sistema carcerário estadual. De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça, outras quatro penitenciárias federais serão construídas até o início de 2007. As unidades de Campo Grande (MS) e Mossoró (RN) ficam prontas no próximo semestre, seguidas da de Porto Velho e do Espírito Santo. Com as cinco unidades, que contarão com investimentos de R$ 20 milhões cada, o governo federal consolida o Sistema Penitenciário Federal, uma determinação da Lei de Execução Penal de 1984.

Dados estes poucos exemplos, porque seria necessário um livro de muitas paginas para colocar tudo de bom que foi feito pelo governo Lula para o país e para o povo brasileiro, FHC tem a cara de pau de falar que não teme comparação, e que o governo dele foi ótimo. Ótimo para quem cara pálida?



SERRA O ETERNO CANDIDATO CÍNICO!
Lendo o que Serra disse na convenção do PSDB, consegui encontrar alguns adjetivos para classificar Serra: Cretino, mentiroso, embusteiro, falso, cínico. Ele disse que: "para administrar São Paulo, é preciso saber governar. Ter experiência para isso. Feeling. São Paulo não é um brinquedo para amadores. Um governador não pode querer pegar carona nem andar na garupa de ninguém". Matéria da FSP em 26/06. Serra diz uma coisa e faz outra totalmente diferente do que diz, isso é confirmado pelo fato dele ter sido eleito prefeito de SP, ter prometido, jurado, assinado compromisso de não abandonar a prefeitura para se candidatar na eleiçãO, e o fez sem o mínimo respeito por aqueles que acreditaram em suas promessas e o elegeram. Serra deixou SP a maior e mais importante capital da AL, nas mãos de Kassab do PFL. Que experiência tem Kassab, que foi Secretário de Finanças do Pitta, por 15 meses? Seria em desviar grande quantidades de dinheiro público? O PFL só existe porque pega carona no que há de pior na política brasileira desde 1989, quando apoiram Collor, depois FHC. O PFL é o partido que abriga o que há de pior na política brasileira, os filhotes da ditadura. São caciques do PFL, ACM, feroz defensor e colaborador da ditadura, violador do painel do senado, rei do grampo telefônico para escutas clandestinas. Bornhausen outro apoiador e colaborador da ditadura, racista, preconceituoso, que disse que iria acabar com a raça de 53 milhões de brasileiros que elegeram Lula. José Jorge ex ministro de Minas e Energia de FHC, responsável junto com FHC, pelo racionamento de energia, o apagão, que causou um imenso prejuízo ao povo brasileiro. Tratar SP como um brinquedo, tratou Alckmin, um brinquedo mortal, o PCC é a prova viva e atuante disso. Serra foi muito cínico, iludiu o povo de SP que o elegeu, quando de fato ele usou SP como trampolim para a eleição de 2006, e vai usar novamente o Estado de SP, se for eleito, para a eleição de 2010. Projeto de governo para a prefeitura de SP ele não tinha, porque o interesse dele não era ser prefeito de SP, ele sabia desde a primeira hora que ele não iria ficar na prefeitura, assim como já sabe que não vai ficar no governo do Estado até o fim, então também não há projetos não há interesse. Ele quer ser candidato a presidente, ele será sempre um eterno candidato, foi no passado, queria ser candidato a presidente hoje, e será no futuro. Serra em seu discurso falou verdades, mas cinicamente direcionou essas verdades para a pessoa errada, ao partido errado, esse discurso cabe como uma luva para ele do PSDB, e para seus aliados do PFL.

25 junho 2006


24/06/2006 - 17:29 PSB: “Estaremos juntos na rua garantindo a vitória de Lula”
O presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, afirmou que, independentemente de se coligar ou não com o PT nacionalmente, seu partido estará com Lula nas ruas para garantir sua reeleição.

“Ao seu lado, nos palanques estaduais, podem se dividir, mas o povo brasileiro não vai se dividir. Vai estar unido”, afirmou Campos. O PSB vai resolver a questão das alianças daqui a alguns dias, em sua convenção nacional.

Campos caracterizou o governo Lula como o que coloca o povo em primeiro lugar e
lembrou dos avanços alcançados nesta gestão, “depois de mais de dez anos de neoliberalismo, que excluiu a população pobre”. “Hoje, presidente, o senhor pode dizer que aproximou o Brasil do Brasil dos nossos sonhos”, afirmou, citando uma frase de Celso Furtado (“Estávamos juntos da vitória eleitoral e distantes do país que sonhávamos”)

O presidente do PSB ressaltou que está ao lado do PT desde muito tempo, e que expressa sua solidariedade nos momentos de desafio, “quando [por exemplo] setores da elite nacional tentaram impedir a construção do país que sonhamos”.

“O PSB não vacilou porque encontrou na história outros momentos em que líderes com a responsabilidade que o senhor [Lula] tem, tiveram que enfrentar as lutas difíceis, a intolerância, a mentira, a arrogância daqueles que o povo derrotou. O PSB não vacilou porque não quer ver o Brasil andar para trás. Quer ver o Brasil no futuro, ajudando essa América Latina como sua eleição ajudou”, disse. “Onde o senhor estiver no Brasil vai estar a militância do PSB.”