20 maio 2006



O POVO SEM MEDO DE SER FELIZ!

Aplaudido e solicitado, Lula prometeu que desceria do palanque. “Vou até aí falar com vocês.” E foi. Enfrentou um corpo-a-corpo com direito a empurrões e apertos de mão. “Presidente, fale comigo”, imploravam jovens e aposentados do Clube da Terceira Idade que foram ver Lula de perto. “É Lula de novo”, gritava o povo, quase caindo no meio da multidão. No palco ao lado, o forrozeiro cantava músicas mais compatíveis com a presença do presidente, candidato à reeleição: “Ouvi dizer que você vai voltar”.
A visita de Lula de em Natal foi a maior parte do público de colégios oficiais ou grupos de adultos e idosos e jovens. Mas uma incursão pelo lado de fora da festa mostrava que na região a blindagem de Lula é grande. Mesmo com os problemas que envolveram seu partido e o governo.“Estava andando na praia e soube agora que ele vem para cá. Ainda não tomei café, mas vou esperar.. Ele é uma pessoa de baixo que subiu na vida e não vai se esquecer dos pobres. Voto nele de novo porque não tem ninguém melhor”, afirmou a aposentada Terezinha Lima, 67 anos, natural de Caetés (a terra de Lula) e residente em Natal há quinze anos. O feirante Paulo Sete de Lima, 80, afirmou que apesar de não ser mais obrigado a voltar devido à sua idade, faz questão de comparecer às urnas. “Briguei com minha mulher porque ela disse que político nenhum presta. Para mim é Lula na cabeça. Ele é um homem bom. Tenho que votar nele. Vou votar em quem?. Do lado de fora do cercado, as faixas trazidas por moradores também defendiam: “Lula de novo.”

Mais dois deputados entram na lista dos sanguessugas
Cleonâncio Fonseca (PP-SE) e Paulo Feijó (PSDB-RJ) têm seus nomes registrados na lista de "contas a pagar" mantida pela Planam
Sônia Filgueiras
BRASÍLIA - Mais dois deputados entraram na lista dos atingidos pelo escândalo dos sanguessugas: Cleonâncio Fonseca (PP-SE) e Paulo Feijó (PSDB-RJ). Seus nomes estão registrados na lista de "contas a pagar" mantida pela Planam, empresa acusada de comandar o esquema que usava dinheiro do Orçamento da União para pagar ambulâncias superfaturadas. A relação está gravada nos computadores da firma apreendidos pela Polícia Federal.

Começou apararecer os do PSDB, investiga que tem muitos outros.
19 de maio de 2006 - 08:43

PSDB usará tema violência na campanha, dizem tucanos


Disso eles entendem, basta ver os últimos acontecimentos em SP, não deixam nada a desejar.

Para Cesar Maia, José Jorge é o vice ideal
"Eu considero José Jorge o candidato a vice ideal porque ele não atrapalha"


César Maia tem razão, ele não atrapalhou o apagão, o racionamento de energia vai se dar bem com Alckmin que não atrapalhou o PCC.


http://www.estadao.com.br/ultimas/nacional/

SERRA COM AMNÉSIA, FOGE DA RAIA

Lembo um aliado de tantos anos, cujo o partido é o aliado no momento,PFL, se manifesta indignado a respeito de quem conheceu e conviveu por décadas nos bastidores do governo. Isso mostra que o PSDB é de uma incompetência estarrecedora para governar.Lembo sabe muito bem o que está falando!

Governador de São Paulo diz que pagaria ligação a cobrar para candidato à Presidência e que postulante tucano ao Estado não lhe ligou por amnésia Lembo reitera crítica e ironiza Alckmin e Serra


DA REDAÇÃO
Cláudio Lembo, governador de São Paulo, elevou ontem o tom das críticas a Geraldo Alckmin, José Serra e à "burguesia muito má". É o segundo dia seguido em que critica os tucanos. A primeira vez foi em entrevista à Folha, publicada na quinta-feira.Lembo declarou ontem à revista eletrônica "Terra Magazine" que Serra, pré-candidato ao governo de São Paulo, pode não ter ligado a ele por "problema de amnésia", que pagaria uma ligação a cobrar feita por Alckmin, pré-candidato à Presidência, se houvesse, e que o PFL precisa tomar um "choque de realidade". Lembo também disse que ficou constrangido com os "maus conselhos" que recebeu de "setores antigos de São Paulo, que queriam que eu radicalizasse [contra os criminosos]".Na entrevista, o governador também repetiu o que dissera à Folha- "nós temos uma burguesia muito má- e se queixou das pessoas que pediram a ele que fosse duro contra os criminosos durante a crise da segurança pública em São Paulo. Leia, abaixo, trechos da entrevista à "Terra Magazine" (no ar desde ontem), realizada na quinta-feira à noite.
Pergunta - O sr. apanhou por quatro, cinco dias, poderosamente. Qual foi o instante em que decidiu: "bem, vamos abrir a tampa, mostrar o que tem dentro"?Cláudio Lembo - Eu fiquei muito constrangido com os maus conselhos que recebi [durante a crise da segurança em São Paulo]. (...) Diziam: "Você tem que aplicar a lei de talião, ser duro, olho por olho dente por dente". Isso seria uma violência, uma estupidez. (...)
Pergunta - O sr. usou, como adjetivos, "cínicos", "maus", ao referir-se à elite brasileira. De onde...Lembo - ...à elite econômica, à pequena e alta burguesia. O que você ia me perguntar?
Pergunta - Onde é que o sr. guardava esse sentimento?Lembo - Na minha consciência profunda, foi uma catarse. (...)
Pergunta - Uma sociedade, pequeníssima parcela, que vive atrás de muros altos, grades...Lembo - ...viajando ao exterior, trazendo os melhores vestidos.
Pergunta - "Vestidos" talvez não seja uma palavra muito adequada para ser usada neste Palácio [dos Bandeiras, sede do governo]...Lembo - Eu nunca me equivoco no que eu falo. Sempre penso antes de falar. (...)
Pergunta - O sr. disse que nestes dias o ex-governador Alckmin deu apenas dois telefonemas porque "o pulso telefônico está caro".Lembo - Muito caro, realmente.
Pergunta - E se o ex-governador ligasse a cobrar?Lembo - Eu pagaria.
Pergunta - O ex-prefeito Serra, candidato a sucedê-lo, telefonou?
Lembo - Aí pode ser um problema de amnésia, eu compreendo. (...) Eu não sei o que está acontecendo. Talvez ele não tenha acesso a meios de comunicação brasileiros, e não viu, não assistiu. Ou não quis eventualmente se envolver em episódio tão amargo e triste. Quis se preservar. (...)
Pergunta - Que correlação que o sr. faria entre a vida carcerária e a do que chamou de burguesia?Qual é a distância entre esses dois mundos?Lembo - São mundos tão diversos não? Eventualmente um mundo tem bons advogados e o outro mundo tem maus advogados. (...)
Pergunta - Depois de sua catarse, quem lhe procurou, quem telefonou ao sr.?Lembo - Ah, mas aí foi interessante. Eu não gosto da dicotomia direita, esquerda, mas aqueles que um dia foram de esquerda me telefonaram. Os da direita foram muito poucos. E os do centro, nenhum (risos). Me lembro do Alienista do Machado de Assis, a história famosa de uma aldeia, de uma cidade, onde todos eram considerados loucos pelo farmacêutico e ele internou todos. E no fim eles chegaram à conclusão de que louco era o farmacêutico. Eu sou o farmacêutico. (...) É bom que eles [burguesia] me achem louco porque daí não tem convívio comigo.(...)
Pergunta - Há quem diga que o sr. agora esta à esquerda da Heloísa Helena [senadora pelo partido de esquerda PSOL]...Lembo - A Heloísa Helena usa umas camisetas estranhas, coloridas. Eu continuo um pequeno burguês com roupas escuras, soberbas. Bem diferente. (...)
Pergunta - Quando o sr. (...) falou de conhaque de R$900 o preço de uma dose, não sei o porquê, vi alguns cardeais do PSDB jantando no restaurante Massimo. Não é lá o conhaque, mas eu estou enganado?
Lembo - Não, eu também vi essa fotografia, que é muito simbólica.
Pergunta - Nessa foto estão o Tasso, o Fernando Henrique, o Serra... [Aécio Neves, governador de Minas Gerais, também estava no retrato] (...) Mas hoje eles estão em Nova York, basicamente.
Lembo - É, e não conheço os restaurantes de Nova York. Só como hambúrguer em Nova York.
GOVERNO LULA COMBATENDO A CRIMINALIDADE


PF, Exército e Abin auxiliam Polícia Civil em SPA Polícia Federal, o Exército e a Agência Brasileira de Informação estão auxiliando investigações da Polícia Civil de São Paulo sobre o Primeiro Comando da Capital. A afirmação foi feita pelo ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos durante evento em São Paulo nesta sexta-feira. O primeiro presídio federal será inaugurado no dia 23 de junho em Catanduvas, no Paraná, e terá capacidade para receber 200 criminosos. O edifício de dois andares terá celas individuais e contará com um aparelho de ressonância capaz de detectar telefones celulares e outros materiais como explosivos e entorpecentes. Ouça.
http://jovempan.uol.com.br/jpamnew/noticias/ultimasnoticias/#85686
Desespero do incompetente.


O senador Almeida Lima (PMDB-SE) apresentou ontem novo requerimento solicitando a instalação de uma comissão para investigar o presidente Lula, como se isso já não estivesse sendo feito desde que Lula se elegeu. Quando se elege um senador, espera-se que ele represente o povo daquele estado, espera-se que ele apresente e aprove projetos, leis, que beneficiem o o estado, que beneficiem a população daquele estado por qual ele foi eleito, e que vote projetos do governo que beneficiem todo o povo brasileiro. Não é o caso do senador Almeida Lima do PMDB de Sergipe, ele quer saber de aparecer nos holofotes da mídia, como ele não fez projetos como: Bolsa Família do governo Lula, como o PROUNI do governo Lula, ele não foi responsável pela auto-suficiência do petróleo que governo Lula alcançou, não apresentou projetos como o do Biodiesel, não é responsável pelo programa Luz para Todos do governo Lula, energia elétrica já beneficia 2,4 milhões de pessoas, não criou condições para a geração de mais de 4 milhões de empregos, ele se apega de unhas e dentes no que pode colocar ele em destaque na mídia, atacar o presidente Lula. Hoje em dia atacar o presidente Lula é a coqueluche da oposição feroz, virulenta, incompetente, é o meio que eles encontram para não cair no esquecimento. Eles não fizeram nada absolutamente nada de bom pelo povo, estão sendo tremendamente ofuscados pelo bom governo do presidente Lula, seja na economia, na geração de empregos, nos programas sociais, nas exportações recordes, na vertiginosa queda da inflação, no aumento do salário mínimo, no combate implacável a corrupção e muito mais, só restou a alternativa para esses incompetentes que junto com FHC, PSDB , PFL ajudaram a afundar este país, criticar, atacar, caluniar o presidente Lula para não caírem no esquecimento. Senador Almeida Lima, imite o presidente Lula para ser lembrado, respeitado e amado pelo povo brasileiro, siga o exemplo do melhor presidente que o Brasil já teve. Apareça por seus méritos, por seus bons projetos para um Brasil de todos, e não como mais um desesperado em busca de fama barata, para não sucumbir politicamente, por ser mais um incompetente a serviço de interesses de quem quer voltar ao poder para destruir o país. O povo de Sergipe vai saber dar nas urnas a resposta para esse ato safado, eleitoreiro, baixo, do senador Almeida Lima.
Jussara Seixas

19 maio 2006


MANIFESTAÇÃO CONTRA O PCC????
SÓ MALUCO VAI!

Parece que vai haver dia 21 em SP,uma manifestação de grupos de pessoas relacionadas no ORKUT, contra os ataques do PCC, isso é um absurdo, pois vai incitar o PCC a novos ataques inclusive contra essas manifestações. Isso é totalmente fora de propósito em um momento que há um grande esforço das autoridades policiais para manter a paz e ordem. A policia está ruas e esses agrupamentos de pessoas podem gerar confrontos. Essas pessoas não tem juízo, nem amor a vida? Vamos mostrar a nossa indignação cobrando do governo de SP atitudes sérias, eficientes, eles vão ter que fazer rápido o que não fizeram em 12 anos como governantes de SP para diminuir a violência e a criminalidade.
Alyda
O Informante

Lula dá a Lembo solidariedade que Alckmin ‘não deu’
Lula orientou os ministros que integram a coordenação do governo para que prestem “solidariedade irrestrita” ao governador de São Paulo, Cláudio Lembo (PFL), na guerra que trava contra o crime organizado. A pedido do presidente, o ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) voltou a procurar Lembo. Ofereceu-lhe, de novo, suporte federal.

O presidente declarou-se, em reserva, impressionado com a
entrevista concedida pelo governador à colunista Mônica Bergamo. Enxergou nas palavras de Lembo a manifestação de um gestor abandonado pelos próprios aliados (PSDB e PFL), que, de olho apenas nas urnas, hesitariam em se aproximar da crise.

Lula quer que seu governo tenha um comportamento inverso. Deseja parecer mais aliado de Lembo do que os próprios aliados do governador. Quer dar a ele a solidariedade que, segundo diz, o alto comando do tucanato (Geraldo Alckmin, Fernando Henrique Cardoso e José Serra) supostamente ‘‘não deu”.

O governo age em duas frentes: refuta o que chama de tentativa de tucanos e pefelistas de transferir para a esfera federal a responsabilidade pela onda de violência deflagrada em São Paulo. Simultaneamente, coloca-se à disposição de Lembo para ajudá-lo “no que for necessário”. Lula quer que a oferta de auxílio seja constantemente reiterada, ainda que Lembo a rejeite.

Renovou-se ao governador, por exemplo, o oferecimento de transferência para fora de São Paulo de líderes do PCC, o Primeiro Comando da Capital. Entre eles Marcos Willians Herba Camacho, o Marcola. Os criminosos ficariam sob a guarda da Polícia Federal, pelo tempo que fosse necessário. Por ora, Lembo não deu indicações de que vá aceitar a gentileza.

Lula também pediu a lideranças do PT que evitem o bate-boca eleitoral em torno da crise que se instalou na segurança pública de São Paulo. Para o presidente, o petismo deve adotar, por ora, uma tática defensiva, limitando-se a responder aos ataques da oposição. Lula diz que será inevitável discutir o tema na campanha presidencial. Mas avalia que a antecipação do debate constituiria um grave erro. Um equívoco que traria mais prejuízos do que benefícios eleitorais.

A opinião do presidente é compartilhada pelo ministro da Justiça. Desde o início dos ataques do crime organizado contra as forças de segurança de São Paulo Thomaz Bastos vem sustentando nas reuniões de coordenação de governo que a “politização” da crise seria um equívoco.

Para Lula e alguns de seus ministros, PSDB e PFL estão incorrendo no erro da politização. No afã de culpar Brasília pelos transtornos impostos à população de São Paulo, tucanos e pefelistas estariam adotando um comportamento que Lula qualifica de “mesquinho”, deixando em plano secundário a cooperação para a superação da crise.
19/05/2006 - Mercadante: "Faltou autoridade ao Estado"
O senador e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, foi direto em relação à onda de violência do crime organizado que nos últimos dias fez cerca de 140 mortos no Estado, durante reunião com a bancada estadual do PT da última quarta-feira (17), na Assembléia Legislativa: faltou autoridade por parte do Estado para tomar medidas preventivas e orientar a população. A reunião, previamente agendada, era para tratar sobre políticas públicas para o Estado de São Paulo, mas o assunto que dominou os debates foi a crise da segurança pública e o avanço do crime organizado, atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa que controla os presídios paulistas. “São Paulo não pode voltar a viver um cenário como este dos últimos dias, expressão do colapso da política prisional do Estado de São Paulo”, disse Mercadante para 21 dos 22 deputados estaduais do PT. Para o senador, o combate ao crime organizado será prolongado e requer muitos investimentos e trabalho científico de prevenção. Ele diz que a sociedade exige uma resposta enérgica, implacável da parte da forças de segurança. Mas faz um alerta: tem que ser no marco do estado de direito, mesmo sob o trauma e o impacto emocional que a sociedade está vivendo. A escala da violência em território paulista também dominou os mais de 30 minutos da entrevista coletiva concedida pelo senador petista após o término da reunião com os deputados estaduais. A seguir, a íntegra desta entrevista concedida por Mercadante ao lado do 1º secretário da Assembléia Legislativa, Fausto Figueira, do líder da bancada, Ênio Tatto, e do presidente do Diretório Regional do Partido, Paulo Frateschi. SolidariedadeExpresso em primeiro lugar em nome da bancada e do Partido dos Trabalhadores a nossa homenagem aos profissionais da segurança pública covardemente assassinados ao longo desses últimos dias. Falo de policiais militares e civis, agentes penitenciários, corpo de bombeiros, guardas civis e também de seus familiares. Ao mesmo tempo expresso nossos sentimento e solidariedade em relação a todos os cidadãos e cidadãs de nosso Estado que morreram nesses dias sem ter qualquer responsabilidade ou envolvimento com esse tipo de pessoas que provocam violência e pânico. AfrontaSão Paulo não pode voltar a viver um cenário como este dos últimos dias, expressão do colapso da política prisional do Estado de São Paulo. O crime organizado cresceu, se organizou e vem avançando a cada ano. A primeira rebelião ocorreu em 2001 e envolveu 29 presídios. A cada ano que passa ele aparece com maior força e estruturado operacionalmente, com afronta crescente às autoridades e ao estado de direito. Desta vez ultrapassou todo e qualquer limite que o próprio Estado e a população podem aceitar. InteligênciaNão temos hoje um serviço eficiente de inteligência no sistema prisional, assim como também não temos perspectivas de recuperação dos presos. É importante avançar em direção das penas alternativas para os pequenos delitos que não ameaçam a vida e a sociedade. Que as pessoas paguem por seus erros prestando serviços à sociedade, para que o sistema prisional possa, de um lado, recuperar aqueles que querem e possam ser recuperados com trabalho e educação; de outro lado os presídios de segurança máxima, para evitar que essa situação de descontrole, de quebra de disciplina e de organização das quadrilhas dentro e fora dos presídios seja definitivamente enfrentada. CelularesNão é mais aceitável que sequer o problema dos celulares tenha sido enfrentado. O bloqueio de celulares é uma tecnologia totalmente disponível e já foi prometido para 2001. Cinco anos se passaram e o Estado de São Paulo não tomou nenhuma iniciativa nessa direção. É preciso quebrar imediatamente esse tipo de comunicação porque ela é a origem da capacidade de mobilização de operação das quadrilhas que estão fora do sistema prisional. CoesãoPrecisamos de parceria entre municípios, estados e a União para combater o crime organizado. Precisamos trabalhar juntos, coesos. O governo federal aumentou em 74% os recursos para Polícia Federal, que conta hoje com 11 mil homens. A Polícia Federal tem sido exemplar não só em atitudes republicanas, como também na eficiência no combate ao crime. Nos três últimos anos do governo Fernando Henrique Cardoso apenas 54 pessoas foram presas pela Polícia Federal. Nos três primeiros anos do governo Lula 2.971 pessoas foram presas. Só no ano passado foram 750 presos e mais de 320 toneladas de drogas apreendidas. É possível e necessário investir na formação profissional, motivando e melhorando salários. Precisamos dotar as forças de segurança pública de instrumentos, com vistas à investigação científica, e para a inteligência policial, que os resultados aparecem com muito mais eficiência. Já a Polícia Civil de São Paulo tem hoje o segundo pior salário do Brasil. A impressão digital é ainda tirada manualmente, pois o sistema não foi sequer digitalizado. Isso tudo prejudica a eficiência e os resultados evidentemente não aparecem. FebemEstamos também preocupados com o que vimos mais uma vez na Febem. O crime organizado está se infiltrando igualmente no âmbito da juventude. A Febem é uma instituição que custa meio bilhão de reais ao ano para o Estado de São Paulo, o que equivale a R$ 22 mil por jovem recluso ou em liberdade assistida. É necessário acabar com esta instituição e criar duas novas: uma, para trabalhar com reclusos em unidades de até 40 jovens, para que realmente haja perspectivas de recuperação e de profissionalização por meio de projetos pedagógicos; outra, para jovens em liberdade assistida, em parceria com as igrejas, prefeituras e, sobretudo, com as famílias.AbandonoA população do interior do Estado vive um sentimento de abandono. Em regiões como a de Presidente Prudente e Araçatuba foram criados 32 presídios, num raio de 150 quilômetros, nos governos do PSDB. Não há estrutura policial nem política para enfrentar a presença do crime organizado nessas regiões. Nessa crise ficou evidente a presença do crime organizado em várias regiões do interior. Alerta ineficazÉ muito importante apurar com rigor tudo o que aconteceu, porque são visíveis os indícios de que o alerta geral para todos os profissionais da segurança não foi eficiente. Muitas pessoas morreram sem ter sequer o colete a prova de balas, pois estavam despreparadas para o enfrentamento que se avizinhava. Há também indícios de que houve um acordo com o crime organizado. Cada acordo que se faz ele acumula forças e volta mais forte. Recuperação e prevençãoPrecisamos ter uma política efetiva de recuperação dos presos e de prevenção da violência. Temos que investir sobretudo em educação, cultura e esporte para a juventude. Temos que dar continuidade nos estudos da nossa juventude e abrir possibilidades no mercado de trabalho. O governo federal vem adotando medidas positivas, como o bolsa-família, o ProUni, programas específicos para abrir oportunidades de trabalho, ampliando o número de vagas nas universidades federais. Precisamos na verdade é aprofundar essas políticas preventivas contra a violência. LegislativoA Assembléia Legislativa deve abrir um processo para acompanhar e fiscalizar toda essa crise, especialmente porque a população ficou em estado de pânico. Faltou autoridade por parte do Estado para tomar medidas e orientar a população sobre as ameaças do crime organizado. Houve a paralisação das instituições, transporte público e de escolas não só na Capital como em várias outras cidades. É o que a sociedade espera do Poder Legislativo. Compete à Assembléia fiscalizar toda a crise e verificar as responsabilidades. Faltou autoridade por parte do Estado para tomar medidas e orientar a população. Disputa políticaNão podemos transformar essa situação de crise em disputa política e eleitoral. Temos é que apurar todo o episódio para adotarmos medidas preventivas para que isso nunca mais aconteça em nosso Estado. Volto a dizer: há uma escalada crescente do crime organizado, cuja origem primeira é o colapso da política prisional do Estado. Temos 141 mil presos superlotando o sistema em 30%, em média. Há uma demanda crescente de vagas e, em contrapartida, não temos um serviço de inteligência ou perspectiva de recuperação dos presos. O nível de reincidência é muito alto, o que estimula o crime organizado se infiltrar e avançar. Agora ele mostra toda a sua brutalidade contra a sociedade. Governo federalApesar da Constituição estabelecer que o governo federal deva contribuir com a política prisional, ele nunca fez isso na historia do Brasil. Já o governo do presidente Lula está construindo, pela primeira vez, duas penitenciárias de segurança máxima. Elas estarão operando em junho próximo, uma no Paraná e outra no Mato Grosso do Sul. Até o início do próximo ano haverá cerca de 1.000 vagas nesses presídios, que contarão com sistema eletrônico de monitoramento. O governo federal pode contribuir de forma complementar ao trabalho da segurança pública nos estados somente quando solicitado. O presidente Lula colocou a Polícia Federal à disposição de São Paulo. Antes, durante e depois da crise o serviço de inteligência da Polícia Federal colaborou com a polícia paulista, prestando informações. A Força Nacional, com cerca de seis mil homens e formada pelos melhores profissionais de cada Estado especialmente treinados para agir com rigor em casos dessa natureza, também foi colocada à disposição do governo de São Paulo. As Forças Armadas igualmente foram colocadas à disposição em termos de logística, apoio ou qualquer outra necessidade. Agora a responsabilidade primeira pelo sistema prisional e pela segurança pública compete aos estados da Federação. Combate prolongadoNo momento em que vivemos uma tragédia dessa proporção prefiro não caminhar em direção da disputa política eleitoral. Mais importante agora é buscarmos soluções. Repito: olhem o que aconteceu a partir de 2001. O crime organizado submergiu, voltou em 2003 com o assassinato de um juiz, atacou bases da Polícia Militar, matou PMs e feriu outros profissionais da segurança. Retornou mais três vezes: em 2005 e 2006 e agora com toda a intensidade. A submersão não pode ser motivo, como as autoridades tentam passar, de que o problema está resolvido. O combate será prolongado e requer muitos investimentos e trabalho científico de prevenção. Escassez de recursosFaltam recursos para todas as políticas públicas. O Estado brasileiro vive uma crise fiscal e, por isso, a austeridade é necessária para que o País possa criar um ambiente de estabilidade econômica e ter capacidade de investimento. O governo de São Paulo deixou de executar nos últimos cinco anos R$ 615 milhões na área de segurança pública, quando o Estado teve excesso de arrecadação de R$ 18 bilhões anunciado como grande resultado fiscal. Mortos em confrontoO governo estadual deverá apresentar as fichas criminais das pessoas mortas, a situação em que as mortes ocorreram, bem como as testemunhas para que possamos fazer uma avaliação. A sociedade exige uma resposta enérgica, implacável, mas essa resposta por parte da forças de segurança tem que se dar no marco do estado de direito, em respeito às leis. É isso que diferencia uma sociedade civilizada da barbárie do crime organizado. A essa fronteira não podemos transgredir, mesmo sobre o trauma e o impacto emocional que a sociedade está vivendo. Medidas durasA Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou o regime de segurança máxima para presos ligados ao crime organizado prevendo isolamento por 720 dias, prorrogáveis por mais 720 dias. Só poderão receber visitas de apenas dois familiares, a conversa deve ser feita por interfone e ficarão em celas individuais. Além disso, será criado um sistema de inteligência nas penitenciárias para combater a corrupção dentro do sistema prisional. Foi aprovada ainda a manutenção da pena máxima de 30 anos, a indisponibilidade dos bens dos criminosos, inclusive para arcar com o ônus decorrente de destruição do patrimônio público por rebeliões, a proibição do uso de telefone celular, que passa a ser falta grave e estabelece prazo de 180 dias para que as empresas de telecomunicações, a partir da promulgação da lei, instalem bloqueadores, com multas que irão de R$ 30 mil a R$ 150 mil. É um conjunto de medidas que poderão contribuir para evitar o quadro de descontrole e de crise do sistema prisional. Punições pesadasA Justiça usa o Regime Disciplinar Diferenciado (RDB) com muito cuidado. Alguns estados têm apenas dois ou três presos nesse regime. Já em São Paulo estimo que não passam de 30 presos até esse momento no RDB, que é severo mas não tão severo quanto o regime de segurança máxima. É importante que esses instrumentos sejam usado dentro da premissa do que seja indispensável para a segurança do regime prisional e para a sociedade e que não haja abusos, já que são punições pesadas. Penas alternativasSão outro desafio. Outro dia uma senhora roubou um pacote de margarina, foi presa e cinco juízes negaram sua liberdade . Uma mulher que comete esse tipo de erro e tem que pagar por ele não seria melhor prestar serviços sociais? Jogar uma mulher pobre da periferia, mãe, dentro do sistema prisional em vez de recuperá-la vai agravar mais a situação da família e dela própria. Os pequenos delitos que não ameaçam a vida e a sociedade tem que ser pagos com penas alternativas para que o sistema prisional abra de fato a possibilidade de recuperar os presos. Ao mesmo tempo são necessárias medidas disciplinares rigorosas, especialmente para quem patrocina e comanda o crime organizado de dentro dos presídios. Temos que separar esses dois universos.
As informações são do site do deputado estadual petista de São Paulo Fausto Figueira
19/05/2006 - Vereador do PSDB desvia quase R$ 200 mi de paranaenses

O vereador Cláudio Thadeu Cyz (PSDB), de Campo Largo, região Metropolitana de Curitiba, e sua mulher, Adeliz Suziki, foram presos nesta quinta-feira (18), em São Paulo, pela Polícia Federal. A prisão do vereador aconteceu após a Superintendência da PF do Paraná ter recebido várias denúncias de desfalque a moradores somando quase R$ 200 milhões.
As denúncias contra o casal começaram a aparecer em meados de março, depois que o vereador simplesmente desapareceu levando o dinheiro de dezenas de pessoas. Durante alguns anos o político pegava dinheiro de eleitores e dizia investir na bolsa de valores prometendo um rendimento de 3,5% a 8%. Os investimentos, porém, segundo as investigações, não aconteciam e o dinheiro aplicado era usado para efetuar o pagamento dos supostos lucros de outros depositantes. Com a prática, o político garantia o votos dos “clientes” nas eleições.
Para a deputada Dr. Clair (PT-PR) a atitude do vereador é condenável e trouxe prejuízos para toda a população de Campo Largo. “Foi um prejuízo para toda a cidade. Os recursos que ele desviou deixaram de circular na cidade, prejudicando o comércio e a economia da região. O que ele fez foi trair a confiança de dezenas de pessoas, que perderam todas as suas economias”, disse. Para a petista, ele se aproveitou da confiança dos moradores de Campo Largo para saqueá-los.
Revoltada com a postura do vereador, Clair lembrou que quando se trata de denúncias envolvendo petistas, a notícia corre logo, mas quando envolve partidos como o PSDB, o tratamento é outro. De acordo com a deputada, a oposição quer a qualquer custo aumentar a dimensão da crise atual vivida pelo governo, mas esquece dos milhões de reais desviados durante as privatizações de FHC. “As privatizações de FHC significaram negócios milionários, e isso não é levado em conta”, disse.
As investigações da PF concluíram que Cyz e sua mulher estavam morando em Lisboa, Portugal. Ambos eram observados pela PF há alguns dias. Com os mandados de prisão preventiva em mãos, os policiais estavam apenas esperando o momento ideal para realizar as prisões. Assim que os dois pousaram em solo brasileiro, em São Paulo, a PF cumpriu os mandados.
No começo do mês, a Polícia Federal encontrou R$ 320 mil no carro e no apartamento da família do vereador, no centro de Curitiba. Os policiais acreditam que este dinheiro seja parte do que foi levado dos moradores.
Agência Informes (www.informes.org.br)
19/05/2006 - Brasil pode ser potência energética, afirma Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como "uma revolução energética" o novo tipo de óleo diesel que a Petrobras produzirá a partir do ano que vem. O produto, anunciado ontem (18) pelo governo, mistura óleo vegetal durante a fabricação do diesel, resultando em um óleo menos poluente. O biocombustível recebeu o nome de H-biodiesel.
"No século 21, o Brasil será a maior potência energética do planeta sem precisar usar energia nuclear", afirmou hoje (19) em Natal (RN). Segundo Lula, os países desenvolvidos terão de aprender com o Brasil a produzir biocombustíveis. "Em se tratando de energia, eles (nações desenvolvidas) agora terão de perguntar para nós como fazer essas coisas bem feitas".
Em Natal, o presidente vistoriou obras da ponte Forte-Redinha, sobre o rio Potengi, que ligará os litorais norte e sul do estado. Depois de pronta, melhorará o tráfego de veículos na capital e deverá gerar aproximadamente 90 mil empregos diretos e indiretos.
Agência Brasil

19/05/2006 - Sumiço de Serra mostra PSDB desorientado, diz deputado Vicente Cândido
O deputado estadual Vicente Cândido (PT-SP) considera muito revelador que tantos tucanos tenham desaparecido em meio à grave crise de Segurança Pública em São Paulo. Um dos exemplos mais sintomáticos, segundo o parlamentar, é o ex-prefeito José Serra, que é justamente o pré-candidato tucano ao governo do Estado.

O fato de Serra "não querer mostrar a cara e sumir do Brasil” é desconcertante para seu partido, diz Cândido. Para ele, enquanto São Paulo se afunda numa grave crise de violência, o ex-prefeito vai para Nova York, onde acontece reunião de cardeais tucanos, entre eles Tasso Jereissati, Aécio Neves e Fernando Henrique Cardoso.

“José Serra está sem discurso e mostra a desorientação de seu partido diante da gestão desastrosa de seus governos na segurança pública”, analisou o petista em entrevista ao Portal do PT.

Para ele, o PT tem agido corretamente ao “mostrar a cara” num momento em que a sociedade exige posicionamento de seus candidatos.

Além das propostas e solidariedade do governo Lula, o pré-candidato do PT, senador Aloizio Mercadante, deu entrevista coletiva, ontem, e participou de reunião com deputados estaduais para discutir programa de governo.

“Esta é a hora de o PT apresentar um plano acabado e emergencial para a segurança de São Paulo, com o cuidado de não parecer oportunista”, afirmou.

Blindagem da mídia
Para o deputado do PT, o modo como os governos de Geraldo Alckmin no Estado e de José Serra na capital aparecem sem críticas para a opinião pública é resultado de uma “blindagem da mídia” que não corresponde ao que está ocorrendo na realidade.

“Eles tiveram o cuidado de tirar os secretários da área de Segurança da mídia e colocaram comandantes de polícia para não se desgastarem”, disse Cândido, denunciando o que chamou de "tática de avestruz" do PSDB.

A violência que explodiu no Estado desde sexta-feira passada (12), é "a crônica da morte anunciada”, resume o petista. Cândido avalia que esta crise "demorou para acontecer", considerando o caráter neoliberal dos governos tucanos, que, de acordo com ele, não investem nas questões que tocam mais de perto a cidadania, além de tratar muito mal a polícia com seus baixos salários e falta de estrutura para trabalhar.

“Não fosse o governo federal trabalhando na geração de empregos, desenvolvimento econômico e investimentos na área social, este quadro poderia ser muito pior”, afirmou.

Petistas entram com representação no MP contra governo de São Paulo
Cezar Xavier, do Portal do PT
19/05/2006 - Lula inaugura unidade experimental de biodiesel no Rio Grande do Norte
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugura hoje à tarde a unidade experimental de biodiesel da Petrobras localizada em Guamaré, cidade litorânea do Rio Grande do Norte. Com capacidade de produção diária de três mil litros de biodiesel usando como matéria-prima óleos vegetais, a nova planta faz parte do Pólo de Guamaré, complexo industrial construído pela Petrobras para beneficiar o óleo e o gás natural extraídos dos campos marítimos de Ubarana e Agulha e dos campos terrestres de todo o estado. A cerimônia de inauguração ocorre às 15h30, com a presença do ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, e da governadora Wilma de Faria. Logo após, Lula vai conhecer as instalações do pólo, entre as quais a terceira unidade de processamento de gás natural e a linha de produção de querosene de aviação. A comitiva presidencial chega de manhã ao Rio Grande do Norte, onde cumpre outros compromissos. O desembarque na capital potiguar está previsto para as 10 horas. Da Base Aérea de Natal, Lula segue direto para a Avenida Presidente Café Filho com o objetivo de inspecionar as obras da Ponte de Todos, que ligará os litorais norte e sul do estado. Com 21 metros de largura e 110 metros de altura, a obra está sendo construída sobre o rio Potengi ao custo estimado de R$ 140 milhões. Desse total, R$ 90 milhões são oriundos de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A ponte deve ser concluída e inaugurada no segundo semestre deste ano. Ao fim da visita, Lula almoça com a governadora Wilma de Faria e, na seqüência, embarca para Guamaré. No fim do dia, depois de cumprir agenda no município fundado em 1962 e cujo nome originou-se da junção das palavras água e maré, o presidente viaja para Brasília. O embarque está previsto para as 18h40, com chegada à Base Aérea às 21h10.
Agência Brasil
18/05/2006 - PT propõe comissão do Senado para acompanhar crise de segurança em SP
Os senadores da Bancada do PT no Senado irão apresentar um requerimento propondo a criação de uma comissão de senadores para viajar à capital paulista com o intuito de acompanhar, ao lado das autoridades, os desdobramentos dos ataques criminosos promovidos pelo PCC no Estado de São Paulo.
O requerimento sugere alguns pontos a serem observados pela comitiva: os procedimentos para proteção social e policial dos familiares dos agentes da força pública assassinados ou feridos no terrível episódio; a identificação e verificação das condições da morte dos suspeitos de participação nos atentados e a situação dos presídios de São Paulo após as rebeliões que tomaram conta do Estado.
Os petistas devem propor, ainda, que o documento também conte com as assinaturas da oposição. O esforço é para que as divergências partidárias sejam deixadas de lado em prol de um esforço conjunto, visando o aperfeiçoamento das políticas de segurança pública.
O requerimento deverá ser apreciado pela Comissão de Direitos Humanos na próxima reunião, marcada para a quarta-feira (24).
E ELE QUER SER PRESIDENTE......
O pior candidato quer ter dois piores vice!
Não pude deixar de gargalhar quando li estes cometários hoje na folha de São Paulo, está hilário!

A eleição de José Jorge em detrimento do líder do PFL no Senado e preferido de Alckmin, José Agripino Maia (RN), também produziu desconforto. Questionado por um tucano sobre a escolha do pior vice, um pefelista respondeu que o PSDB também optara pelo pior candidato à Presidência.A entrevista de Lembo também respingou na candidatura do tucano José Serra ao governo do Estado. O governador disse à Folha que não recebeu um único telefonema do ex-prefeito desde a explosão da crise. Serra passa uma semana ao lado do filho na Itália.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1905200602.htm

"Raspamos na trave, hein?".Em público, Alckmin desconversou. "A minha preferência era pelo José. Havia dois Josés, o Jorge e o Agripino. Se eu pudesse escolher, teria dois vices. Mas esta é uma escolha que cabe ao PFL. O senador José Agripino vai nos ajudar, vai cooperar conosco", disse Alckmin ontem, em Belém.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1905200608.htm
A HORA E VEZ DO BOCA DE CAÇAPA

Autorizada CPI dos Grampos na Bahia

Quinta, 18 de maio de 2006, 16h54
Terra Magazine
O Tribunal de Justiça da Bahia concedeu liminar que autoriza uma CPI dos grampos. O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL) é suspeito de ser o mandante da operação que, em dezembro do ano passado, grampeou a conversa de um irmão do desembargador Carlos Cintra, atual presidente do TRE, com um empresário da Bahia, Fernando Frank.
A CPI investigará também casos anteriores de grampo, acontecidos durante quase um ano, entre 2001 e 2002, no final do mandato de César Borges como governador da Bahia. Na época, 466 linhas telefônicas, 1300 ligações e 126 pessoas foram grampeadas. Nestes casos, o senador do PFL baiano também é apontado como mandante.

No caso que motivou o pedido da liminar concedida hoje, o senador tornou-se suspeito - no entender de alguns dos próprios desembargadores - porque um CD com as conversas circulou no tribunal no dia da eleição para presidente do Tribunal de Justiça, e ACM tinha um candidato, que foi derotado.
Na gravação, o empresário Fernando Frank dizia para Luciano Cintra que arranjou três votos para Benito Figueiredo, desembargador que venceria as eleições.
Benito Figueiredo, apoiado por Carlos Cintra, recebeu 20 dos 30 votos possíveis, enquanto o irmão de ACM, Eduardo Jorge Magalhães, recebeu seis.
Poucos dias depois o teor das conversas foi manchete no jornal Correio da Bahia, de propriedade da família de ACM. "Fraude no dia da eleição".
Acusado por ACM de "dono do Judiciário prostituído", Carlos Cintra tornou-se alvo do senador ao interromper, há duas eleições, o domínio absoluto do pefelista dentro do Tribunal de Justiça da Bahia.
No começo deste ano Carlos Cintra e o diretor geral do TRE, Raimundo Vieira, perceberam sinais de grampos em seus telefones.
Publicada a notícia, os desembargadores, à frente Carlos Cintra, encaminharam o caso à Polícia Federal, que está apurando. Ao mesmo tempo os desembargadores, em maioria, entraram com uma interpelação contra Antonio Carlos Magalhães no Supremo Tribunal Federal.
A ministra Ellen Gracie, à época presidente interina, acolheu a interpelação e deu um prazo para ACM se manifestar. Ele não se pronunciou oficialmente.
O ministro Nelson Jobim, de volta ao posto, arquivou a interpelação. Enquanto isso, na Assembléia Legislativa, a oposição recolheu as assinaturas necessárias e pediu uma CPI para apurar esse e outros grampos, quase todos em telefones de adversários do carlismo.
Terra Magazine

18 maio 2006

SOBRE A SOLIDARIEDADE DO PSDB

ALCKMIN?
Cláudio Lembo: - Deu dois telefonemas... Folha de S. Paulo: - O senhor achou pouco? Lembo: - Eu acho normal. Os impulsos telefônicos são caros...
SOBRE JOSÉ SERRA?
Lembo: - Não telefonou.
SOBRE TELEFONEMAS DE FHC?
Lembo: - Não, não (telefonou). Ele estava em Nova Iorque.

SOBRE LULA
Lembo: - O presidente Lula telefonou, foi muito elegante comigo. Conversei muito com o presidente. Ele me deu muito apoio. Cláudio Lembo - Governador de SP.
Álvaro Dias, a donzela furada

Quase ninguém tem comentado a entrevista que Ciro Gomes concedeu à revista Caros Amigos.
Aqui vai um pequeno trecho dela, para ler vendo o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) falando no plenário do Senado:
Caros Amigos - Por que o Álvaro Dias está todo dia na televisão?
Ciro: Por que? Boa pergunta. O Fernando Meireles, cineasta premiado, outro dia deu uma entrevista que ninguém cuidou de investigar nem nada. O que ele disse foi: "Esse papo que está acontecendo aí no Brasil é farisaísmo. Não quero mais saber disso daí não, já fui marqueteiro, fiz uma campanha e, quando terminou a campanha, os cabras que estavam me devendo trouxeram uma mala de dinheiro, em cash.. E eu engoli aquilo em seco porque também não podia deixar de receber pelo meu trabalho. Peguei o dinheiro e tal e hoje fico enjoado porque vejo o cabra que me pagou todo dia na televisão dando lição de moral
."P.S: Fernando Meireles fez a campanha de Álvaro Dias (PSDB) - então no PMDB- para o governo do Paraná.
18/05/2006 - Associação de policiais entrará com representação criminal contra secretários de São Paulo
A Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar do Estado de São Paulo entrará na tarde de hoje (18) com uma representação criminal na Procuradoria-Geral de Justiça contra os secretários estaduais de Segurança, Saulo de Castro Abreu Filho, e de Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa.
A informação foi dada hoje pelo presidente da associação, cabo Wilson de Oliveira Morais. "Queremos que seja averiguada a responsabilidade dos secretários nas mortes dos policiais civis e militares e dos agentes penitenciários", diz. De acordo com o último balanço oficial, divulgado ontem (17), 40 policiais morreram nos ataques criminosos.
A associação questiona o atraso dos secretários para avisar os policiais sobre a possibilidade de haver ações criminosas e rebeliões no estado no último final de semana. "Na quinta-feira (11) já surgia essa conversa nos presídios, de que haveria rebelião, que começou de fato na sexta-feira. Então, por que os policiais nas delegacias só tomaram conhecimento da situação na madrugada de sábado, quando começaram os ataques?", questiona.
Na última segunda-feira, a associação enviou uma carta ao governador de São Paulo, Cláudio Lembro (PFL), pedindo a demissão dos secretários. "Poderíamos ter evitado muitas mortes de policiais se eles já estivessem preparados para o confronto", afirma Morais.
Segundo ele, depois da entrega da representação criminal ao procurador-geral de Justiça do estado de São Paulo, Rodrigo Pinho, será feita uma investigação para verificar a culpabilidade dos secretários estaduais Saulo de Castro e Nagashi Furukawa no caso. Caso isso se confirme, será oferecida denúncia à Justiça.

As informações são da Agência Brasil.
Agora ficou completo, Alckmin responsável pela violência em SP se junta com o responsável pelo apagão. Para quem gosta de violência e escuridão esse é o par perfeito!

18/05/2006 - 11h50
PFL indica senador José Jorge para candidato a vice de Alckmin; leia perfil
Perfil
José Jorge, 62, ex-líder da oposição no Senado, foi ministro de Minas e Energia (2001-2002) na gestão de Fernando Henrique Cardoso. No cargo, enfrentou a crise do "apagão" - corte de energia programado, adotado por consumidores residenciais e industriais, a pedido do governo, no segundo semestre de 2001, para conter o consumo e evitar colapso no abastecimento de energia elétrica em todo o país.















Charge do Nei Lima
http://nogueirajr.blogspot.com






SOCORRO!!! ISTO É UM ABSURDO


Se isto for fato verdadeiro, é o crime dominando tudo com a conivência do Estado de SP, governado pelo PSDB/PFL.
Como o Marcola em prisão de segurança máxima tem disponível o celular, parte do acordo com o governo de SP?
Quem ligou o Cabrini ou o Marcola?
Quem sabia o número de quem?
Seria caso para policia chamar o Cabrini para depor e dar explicações!
Cadê a CPI do Fim do Mundo que investiga tudo, menos bingo para chamar o jornalista Cabrini para dar explicações?
Entendi não é do PT não interessa!


18/05/2006 - 11h33
Marcola nega acordo com governo e faz ameaças em entrevista à TV
da Redação
Reprodução da TV
Marcos Camacho, o Marcola, líder do PCC
ASSISTA À ENTREVISTA
A TV Bandeirantes levou ao ar, na madrugada desta quinta-feira, uma entrevista com um homem identificado como Marcos Willians Herba Camacho, o Marcola, principal líder do PCC (Primeiro Comando da Capital).O homem identificado como Marcola -que está em uma prisão de segurança máxima em Presidente Bernardes (589 km a oeste de São Paulo) e teoricamente incomunicável-, falou pelo celular com o jornalista Roberto Cabrini.A Secretaria da Administração Penitenciária solicitou à emissora uma cópia da entrevista, que será periciada.
18/05/2006 - Bancada petista estuda maneira para abrir ação criminal contra governo de São Paulo

O líder do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo, o deputado Enio Tatto, disse nesta quarta-feira (17) que a assessoria jurídica da bancada petista estuda a possibilidade de entrar com uma ação criminal contra o governo do Estado pelas mortes ocorridas durante a onda de violência nos últimos dias em São Paulo.
Tatto afirmou ainda que o PT deve trabalhar para instalar uma CPI para apurar a crise de segurança pública no Estado. Mas o líder admite que pode ser mais uma tentativa de investigação engavetada na Casa, “como já foram outras 67”, citou.
QUEM SUSTENTA O CRIME
Quem sustenta facções como o PCC é a burguesia, a elite, é o dinheiro do tráfico de drogas. Pobre não tem dinheiro para sustentar esses criminosos, a droga é cara. Quem pode pagar é a elite, os filhos da elite. O governo Lula está fazendo todo o possível para mudar essa triste realidade, foram gerados em seu governo mais de 4 milhões de empregos, foi criado o PROUNI -- educação universitária para os mais carentes. O Bolsa Família, que é o maior programa de transferência de renda da história do Brasil, combate a fome e a miséria, promove a emancipação das famílias mais pobres do país e promove a educação, pois obriga as crianças dessas famílias a frequentar as escolas. O governo Lula está fazendo a sua parte dedicando 21 bilhões de reais à educação no orçamento de 2006. O governo Lula também está combatendo a criminalidade no país como nunca foi feito: diariamente a PF faz operações em todo território nacional, combatendo o tráfico de drogas, o contrabando, o tráfico de armas, a corrupção, o trabalho escravo, a prostituição infantil, o trabalho infantil, a sonegação fiscal, a lavagem de dinheiro. A PF tem feito prisões em todo o país, de cidadãos comuns contraventores a funcionários públicos, delegados, policiais, juizes, políticos, advogados, empresários. A ordem o governo Lula é combater a corrupção sem poupar ninguém, independentemente de partido político, independentemente de quem seja: a operação Sanguessuga, que está em andamento, aponta políticos até da base aliada do governo, e eles estão sendo investigados, denunciados e presos.Não há acordo com bandidos no governo Lula, como fez o PSDB/PFL em SP. Quem faz acordo com bandidos fica refém da criminalidade. O presidente Lula, percebendo a gravidade dos acontecimentos em SP, colocou à disposição do governo de SP o Exército, a PF e os 4.000 homens da Força Nacional de Segurança Pública para garantir a ordem e manter a paz. O governo de SP não aceitou, preferiu um acordo com os chefes do PCC, aceitando imposições para que fosse dada a ordem de cessar os ataques. Não basta dar educação e empregos se o governo não for firme e implacável para combater a criminalidade, se não oferecer segurança a toda sociedade, usando métodos eficazes, policiais e agentes penitenciários bem remunerados, bem equipados e bem orientados.

Jussara Seixas


17 maio 2006

ORGULHO EM SER PT


17/05/2006 - Deputados do PT derrotam proposta de Alckmin e ampliam verba para segurança

Depois de 12 anos aprovando orçamentos com restrição à participação dos deputados e da população do Estado, o ex-governador tucano Geraldo Alckmin foi derrotado, neste mês de maio, na Assembléia Legislativa.
Com a realização, em 2005, de 49 audiências públicas, desta vez o Orçamento do Estado incorporou cerca de 250 emendas regionais, fruto das prioridades discutidas pelas lideranças de cada região - uma importante conquista visando o planejamento de uma política de desenvolvimento regional.
Entre as prioridades, a Lei Orçamentária garantiu mais recursos para a área de segurança, reivindicação que teve destaque e foi recorrente em todas as audiências, revelando o descaso do governo com o tema.A proposta orçamentária enviada pelo Executivo confirmava o arrocho nas áreas sociais, e, por outro lado, estipulava mais investimentos em grandes obras que poderiam ser usadas como vitrines eleitorais.
Uma das áreas prejudicadas pela contenção de recursos era a Secretaria de Segurança Pública. O orçamento da pasta apresentava um crescimento de 4,3%, muito abaixo dos 15% do crescimento do Orçamento geral do Estado. A Ronda Escolar, uma das ações de governo para o combate da violência nas escolas, perdia cerca de 25% da verba em relação aos recursos que dispunha no ano anterior.
A peça orçamentária chegou em setembro à Assembléia Legislativa, e, apesar do novo cenário político no Parlamento paulista, com a quebra da hegemonia tucana, o governo e seus representantes na Casa resistiram em abrir canais de negociação.Em dezembro de 2005, por acordo de lideranças partidárias, os trabalhos foram suspensos e, pela primeira vez na história do Estado, um governador não aprovou sua proposta Orçamentária. As atividades parlamentares foram retomadas com as discussões e negociações do Orçamento em janeiro deste ano. Apenas no final de fevereiro o governo cedeu e, então, a Assembléia aprovou o Orçamento, que foi considerado o mais democrático de São Paulo, desde que os tucanos assumiram a condução do Estado.A atuação da Bancada do PT foi determinante na garantia da participação popular, no enfrentamento dos debates em plenário, na correção das distorções da proposta enviada e no acréscimo de recursos para importantes setores como: polícia técnica, corpo de bombeiros, reforma agrária, agricultura, Unesp, hospitais universitários.A farsaOs governos tucanos têm por prática subestimar os orçamentos estaduais. Isto provoca, no decorrer do ano, o “excesso de arrecadação”, um dinheiro que entra no cofre do Estado e que o governador pode gastar onde quiser, uma vez que não está previsto no orçamento aprovado pela Assembléia Legislativa.

Em média, desde 98, os governos do PSDB tiveram cerca de 5% a mais em cada ano para gastar onde bem entendessem. Em 2005, quando o orçamento era de R$ 69,8 bilhões, o “dinheiro extra” chegou a R$ 5,8 bilhões (8,3% a mais!).Foi com a aposta na subvalorização do orçamento que a Assembléia aprovou o Orçamento de 2006 com R$ 573 milhões a mais que o projeto inicial do governo. O valor ainda é pequeno, frente ao histórico, mas foi o alcançado depois de dois meses de forte batalha contra a intransigência do governo.Sem transparênciaDois dispositivos criados pela Assembléia Legislativa para dar mais transparência ao Orçamento de 2006 foram vetados pelo governador.

Um deles impedia o contingenciamento das verbas destinadas por emendas parlamentares. Isto, na prática, impede que o governador libere dinheiro para obras e programas defendidos apenas por seus aliados. O outro dispositivo vetado foi um módulo próprio no Sigeo (Sistema de Gerenciamento do Orçamento). Este módulo permite que os parlamentares acompanhem o andamento das emendas.Agora, recomeça a briga na Assembléia para conseguir a derrubada dos vetos e a manutenção destes dispositivos que ajudam a tornar menos obscura a execução orçamentária do governo do PSDB.
Da Liderança do PT na Assembléia
BAHIA É LULA
DO BLOG BRASIL! BRASIL!
@-Pesquisa eleitoral? Painel da folha!
"Pesquisa Ibope feita sexta e sábado passados por encomenda da TV Bahia mostra:
-Lula (PT) com 59% no Estado.
-Anthony Garotinho (PMDB) tem 12%;
-Geraldo Alckmin (PSDB), 9%;
-Heloisa Helena (PSOL), 4%."
Do Painel da Folha de São Paulo
GOVERNO LULA NÃO NEGOCIA COM BANDIDOS

17/05/2006 - 13h00

Governo decide obrigar teles a instalar bloqueador de celular em presídio

PATRÍCIA ZIMMERMANNda Folha Online, em Brasília
As operadoras de telefonia celular serão obrigadas a comprar, instalar e operar bloqueadores de celulares nos presídios brasileiros. A informação é do ministro das Comunicações, Hélio Costa.Segundo ele, o assunto já está sendo tratado com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, para a edição de um decreto formalizando essa obrigação para as empresas.Costa convocou uma reunião com as operadoras ainda hoje às 17h para tratar do assunto e espera que essas teles se antecipem à medida, que deverá ser adotada "imediatamente", segundo ele.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u121640.shtml


ESTÁ TUDO SOBRE CONTROLE???









Diante da onda de violência que atingiu SP, o governador Cláudio Lembo (PFL), diz que está tudo sob controle e recusa ajuda federal. Segundo ele, o governo sabia da possibilidade dos ataques e tomou as providências necessárias.
Quais providências?
Policiais denunciam que não foram alertados.

Marco Aurélio Weissheimer

http://grupobeatrice.blogspot.com/

17/05/2006 - Conselho de Ética deve votar parecer sobre processo contra Zulaiê Cobra
O Conselho de Ética da Câmara reúne-se hoje à tarde para leitura, discussão e votação do parecer sobre o processo disciplinar contra a deputada Zulaiê Cobra (PSDB-SP). O relator é o deputado Josias Quintal (PSB-RJ). A reunião será às 14h30, no plenário 9. O processo de cassação da parlamentar foi aberto pelo conselho atendendo a uma representação do PT protocolada em 17 de novembro de 2005. No pedido, o partido alega que deputada teria abusado da prerrogativa da imunidade ao acusar, sem provas, integrantes da legenda de corruptos e bandidos.
Agência Brasil
NOS PORÕES DA IMPRENSA

Jornalismo de Veja não vê, chuta

Por Alberto Dines em 16/5/2006

A edição nº 1956 de Veja (17/5/2006) transformou-se instantaneamente num clássico da impostura jornalística. A justificativa posterior, assinada pelo diretor de Redação Eurípedes Alcântara, não ficou atrás: é um clássico de cinismo. Juntas, convertem-se na bíblia do parajornalismo – combinação de chantagem, espionagem e paranóia.
A matéria "A guerra dos porões" (págs. 40-45) segue uma linha que Veja persegue há tempos – derrubar o presidente da República, a maior autoridade do país. Mas foi pensada, escrita e editada no extremo oposto – nos porões de uma profissão que já foi considerada missionária, romântica, decente e respeitável.
Esta que se apresenta como a quarta maior revista do mundo ocidental (quem garante?) e agora traveste-se como "a mais respeitada revista brasileira" (está provado, não é?) sintetizou de forma admirável e trágica a história da sua própria decadência.
Embora o presidente Lula tenha protestado em termos impróprios contra o repórter Márcio Aith (sem mencionar o nome), fica evidente que se referia ao parajornalista e pau-mandado Diogo Mainardi, que pegou carona na entrevista concedida pelo banqueiro Daniel Dantas.
Nas redações de revistas noticiosas as matérias passam por muitas mãos, a responsabilidade é da direção da Redação – e, neste caso específico, da alta direção da empresa. Uma acusação ao presidente da República, soprada por uma figura como Daniel Dantas, só pode ser publicada quando há indícios consistentes. Aqui, consistente foi o delírio.
Apuração precária
Tudo na matéria é assumidamente inconsistente, incoerente, duvidoso, incerto e inseguro. A alegação de Eurípedes Alcântara de que as informações publicadas "esgotam a investigação jornalística", além da fanfarronice juvenil é um atestado público das limitações de Veja em matéria de investigação jornalística. Quem não tem competência que não se habilite.
Sem a ajuda de arapongas, espiões e malfeitores de alto ou baixo coturno Veja não consegue dar um passo. Melhor seria que continuasse na esfera da celulite, impotência, incesto, longevidade, botox, infidelidade e espiritualismo – onde, aparentemente, lidera inconteste.
Uma revista adulta, minimamente responsável, não pode inscrever esta explicação simplória debaixo de uma lista com os nomes de grandes figuras da República e as quantias que teriam no exterior:
Veja usou de todos os seus meios para comprovar a veracidade dos dados. Não foi possível chegar a nenhuma conclusão – positiva ou negativa.
Isto não é piada, é epitáfio. Atestado de óbito jornalístico. Conclusão negativa seria uma não-notícia cujo destino é a cesta de lixo. Essa sequer é uma não-notícia, mas simples suspeita veiculada por fonte suspeitíssima e que, apesar dos "seis meses de investigações", continua tão precária quanto antes da investigação. O mesmo aconteceu com os dólares de Havana que a respeitada publicação até hoje não conseguiu comprovar.
Exemplo venezuelano
Que o carro-chefe da Editora Abril tenha optado pelo haraquiri é problema da Abril. Porém a matéria de Veja vai além, ao comprometer a imprensa brasileira como instituição no exato momento em que a palavra de ordem dos calhordas pilhados em flagrante é vilipendiá-la – justamente por que a imprensa aprendeu a investigar e agora consegue se livrar dos vídeos, fitas e dossiês secretos que apareciam misteriosamente nas redações ou eram comprados de arapongas profissionais.
Passados dois dias da publicação das calúnias em Veja, o que chama a atenção é a absoluta ausência de manifestações opinativas no resto da imprensa sobre o seu aviltante comportamento. Nas edições de domingo (14/5), a matéria e a resposta do presidente Lula mereceram chamadas nas primeiras páginas do Globo e da Folha de S.Paulo. Na segunda-feira o assunto mirrou.
Nenhum editorial, apenas uma opinião, evidentemente apressada, do articulista Clóvis Rossi (Folha, 14/5, pág. 2), que de Viena considerou os supostos depósitos no exterior "quase impossíveis de desmentir". A imprensa brasileira oficializou a postura do avestruz: Veja provocou uma inédita manifestação de um chefe de Estado, mas isso não pode ser comentado, contestado ou condenado, apenas noticiado. O senso crítico do leitor não pode ser exacerbado.
Um magistrado, um parlamentar e um ministro podem ser linchados pela mídia quando cometem ilícitos. Mas revistas ou jornais são inimputáveis – mesmo em crimes de lesa-pátria e lesa-majestade – graças ao habeas corpus da solidariedade corporativa. Esta mesma camaradagem tipo country club foi intensamente utilizada na vizinha Venezuela e o resultado foi (1) a ascensão do caudilho Hugo Chávez, (2) o ressentimento das massas incultas contra los medios de comunicação e (3) o castigo imposto a todos – bons e maus jornalistas, bons e maus veículos: uma imprensa encurralada.
Enquanto o narcoterrorismo captura um estado e com ele o Estado, o padrão Veja de jornalismo captura o senso crítico da sociedade brasileira para torná-la presa fácil dos desvarios. [Texto fechado às 21h14 de 16/05]
Leia também
Veja ajuda a colocar imprensa sob suspeita – Alberto Dines
Admiro a inteligência e lúcidez do Laerte.
A FALÊNCIA DO ESTADO


Laerte Braga


Qualquer Polícia Militar ou Civil sabe bater, prender, massacrar e matar desempregados, sem terra, sem teto, camelô, mas não sabe exercer sua função precípua, a de prevenir e combater o crime.

As polícias não existem para combater o crime, muitas vezes são coniventes. Foram criadas para serem braços dos donos, das elites e ajudarem a perpetuar a violência social. As desigualdades.

O que está acontecendo em São Paulo é o reflexo disso, é a falência do modelo político e econômico. O ex-governador Geraldo Alckmin declarou meses atrás que o PCC havia sido contido e estava esfacelado.

O problema de Alckmin não é que ele seja só um bocó/DASLU. É mau caráter o que em tucano é genético.

Os que morrem nas ruas de São Paulo são trabalhadores. A turma DASLU vive nos condomínio fechados, cercados de seguranças e se a coisa aperta correm para o exterior.

Aqueles que os sustentam, os que trabalham e permitem essa vergonhosa acumulação de lucros imorais, são as vítimas.

O PCC é o retrato do quadro vigente no País e em São Paulo isso assume características de guerra civil. Os governos ficam chocados com a prisão da dona da DASLU, uma mulher elegante que vende coisas elegantes, mas não se importam com a prisão de uma doméstica que rouba um pote de manteiga para levar até sua mãe.

A DASLU pode fraudar, emitir notas frias, lavar dinheiro, Alckmin é sócio. Mas, manteiga para a mãe de uma trabalhadora não. É ameaça.

O PCC, como toda organização criminosa tem que ser combatida.

O problema é que o Estado é controlado por organizações criminosas. FIESP, bancos, latifúndio, políticos em sua esmagadora maioria.

Polícia existe para reprimir ameaças como a da moça da manteiga.

Ameaças contra a propriedade, a família (deles, os donos).

Os fatos desses últimos dias em São Paulo mostram de forma aguda a falência do modelo político, econômico e social.

E o quanto não difere, só no estilo, gente como Alckmin e os caras do PCC. Não vai demorar muito vão lançar uma “VEJA” da vida. Contratar uma Miriam Leitão para apresentadora do jornal “Primeiro Comando”. São do mesmo ramo, é só questão de acertar o valor do passe.
Laerte Braga é jornalista em Juiz de Fora (MG)


FIQUE BEM INFORMADO LEIA ESTAS E OUTRAS NOTICIAS EM:

http://www.pt.org.br/


16/05/2006 - Bancadas do PT defendem soma de esforços contra crime organizado
As bancadas do PT no Senado Federal e na Câmara dos Deputados divulgaram nota conjunta em que manifestam solidariedade à população de São Paulo e às famílias que foram vitimadas pela onda de violência que tomou conta do Estado nos últimos dias. São líderes do PT no Senado e na Câmara a senadora Ideli Salvati (PT-SC) e o deputado Henrique Fontana (PT-RS).

16/05/2006 - Governo reserva R$ 172 milhões para compra de leite da agricultura familiar
O governo vai repassar até o final do ano R$ 172 milhões para comprar a produção de leite de pequenos agricultores do Nordeste. Até o momento, foram repassados R$ 80 milhões.

16/05/2006 - PT-Rondônia promove cursos de formação em todo o Estado
A secretária de Formação Política do Partido dos Trabalhadores em Rondônia, Maria Andrade, está percorrendo os municípios do Estado para realização de debates e cursos para militantes e dirigentes.
O objetivo é levar a formação política necessária para todos os petistas, especialmente os que se lançarão como pré-candidatos do partido nas próximas eleições.

16/05/2006 - Haddad: Classes dominantes não priorizam educação
O ministro da educação, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (16) que a educação ainda não entrou na agenda prioritária das classes dominantes do Brasil.
Hadad lembrou que isso acontece apesar de a educação ser considerada como um dos pontos fundamentais para o desenvolvimento de um País.
http://www.pt.org.br/
Nas minhas andanças pela internet descobri um site muito interessante,com bastante informação, recomendo uma visita, vale a pena!

http://www.heliomanager.com/
"AMADOR E INCOMPETENTE"
“Saulo é amador e Furukawa incompetente"Diante de três dias de ataque ao Estado de São Paulo, a população está assustada, e muitos pedem a saída do secretário de Segurança Pública Saulo de Abreu. Falando à JP, André Di Rissio, presidente da Associação dos Delegados de Polícia de São Paulo, disse que a categoria já pediu por diversas vezes a demissão de Saulo, inclusive classificando-o de amador, mas garantiu que o momento atual pede a união da polícia e do estado, já que, segundo ele, “o crime permanece unido”. Di Rissio afirmou que o Estado de São Paulo deixou de investir no homem policial, e está infelizmente “colhendo o que plantou”. Quanto ao secretário estadual da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, o presidente da associação dos delegados disse se tratar de um incompetente, que não sabe controlar as unidades prisionais, já que telefones celulares podem ser encontrados em presídios de todo o Estado. Ouça.
http://jovempan.uol.com.br/jpamnew/noticias/ultimasnoticias/#85561
NOVA ORDEM, BOA VONTADE COM O PCC!
16 de maio de 2006 - 19:15
Advogada nega acordo com PCC, mas confirma "boa vontade" de SP
Ela informou que foi ao presídio de Presidente Bernardes acompanhada de três representantes do sistema de segurança do Estado num avião da Polícia Militar
Thiago Velloso

SÃO PAULO - A advogada criminal Iracema Vasciaveo, que representa a Nova Ordem - organização que trabalha na ressocialização de detentos em São Paulo -, confirmou nesta terça-feira, em entrevista coletiva, que foi ao presídio de Presidente Bernardes acompanhada de três representantes do sistema de segurança do Estado num avião da Polícia Militar, mas negou que tenha sido firmado qualquer acordo para pôr fim aos ataques e rebeliões desencadeados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo Iracema, a visita foi requisitada por ela, após pedidos feitos pelos familiares dos presos - Marcola (líder máximo do PCC) e mais sete líderes da facção criminosa - para averiguar a situação física dos criminosos.
"Entendo que isto foi uma demonstração de boa vontade (do governo de São Paulo)", disse Iracema, em referência ao atendimento rápido do seu pedido e ao empréstimo do avião para que se deslocasse até o presídio. A demanda foi apresentada no sábado pela manhã e o encontro aconteceu no domingo à tarde
Entendimento
Apesar de negar o acordo para que cessassem os ataques e rebeliões, Iracema deixou escapar que "havia uma instabilidade emocional dos familiares". "Os detentos que estão em Bernardes seriam a cúpula do PCC, então os familiares aqui fora devem ter, provavelmente, como articular alguma coisa, caso essa informação não chegasse(do bom estado físico dos presos)", disse a advogada.
O diretor-presidente da Nova Ordem, Ivan Barbosa, por sua vez, interrompeu a coletiva por um breve momento para dizer que "poderia ter morrido mais gente se a doutora não tivesse ido lá".
Iracema disse não ter considerado estranho o grupo que a acompanhou ao presídio - formado pelo corregedor da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), Antonio Ruiz Lopes, pelo delegado José Luiz Ramos Cavalcante, da Polícia Civil, e pelo coronel Ailton Araújo Brandão, comandante do Comando de Policiamento Interior. De acordo com ela, a indicação do corregedor do sistema penitenciário para acompanhá-la foi feita pelo próprio secretário da SAP, Nagashi Furukawa.
Breve encontro
Iracema disse que o encontro com os presos foi breve, demorando em torno de 40 minutos, e que, nesse tempo, foi apenas verificada a condição física dos detentos e passada algumas informações para os presos. "(Eles) queriam saber por que estavam lá, já que reinava a paz dentro do sistema. Essa foi a pergunta geral", informou, sugerindo o desconhecimento dos presos em relação às rebeliões e aos ataques a policiais.
Com relação ao avião, Iracema disse não ter especificado o meio de transporte que pretendia usar e que a decisão de disponibilizar uma aeronave pública partiu da própria SAP. Quem a informou do avião foi, segundo ela, o ouvidor da secretaria, Pedro Egydio. "Ele (Egydio) ligou dizendo que eu deveria estar no campo de Marte às 13h, para que nós saíssemos daqui", explicou. Sua chegada a São Paulo se deu apenas à meia-noite.
Na tarde desta terça-feira, em coletiva concedida na capital paulista, o secretário da SAP confirmou a visita da advogada aos detentos, mas voltou a negar que tenha havido qualquer acordo, sugerindo ainda, para os repórteres, que confirmassem as informações com a advogada.
Na coletiva, dada antes da entrevista de Furukawa, a advogada disse ter falado com membros da SAP antes de ter a conversa com os repórteres. "Aqui não se faz nada de livre e espontânea vontade, vamos dizer assim. Eu tomei a liberdade de ligar para a SAP e dizer que estava marcando um horário com vocês", afirmou. Iracema falou com o ouvidor da secretaria, Pedro Egydio, e com o delegado Cavalcante.
A advogada insistiu, durante a entrevista, que não advoga para o "partido" (PCC), nem para os seus líderes, mas que, possivelmente, já defendeu algum membro da facção. "Como, segundo eles alegam, é uma entidade que tem diversos membros, você, logicamente, advoga para alguns deles."
Nova Ordem
A Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) para qual Iracema trabalha foi fundada em outubro do ano passado por iniciativa do ex-investigador e carcereiro policial Ivan Barbosa, que ficou preso na penitenciária de Avaré por 153 dias após ser acusado, pela CPI da Pirataria, de integrar uma quadrilha de contrabandistas que agia em São Paulo.
Segundo ele, que informou já ter sido absolvido pela Justiça, a decisão de fundar a organização, que trabalha dando assistência aos detentos e seus familiares, veio da experiência que teve dentro da cadeia. Barbosa calcula que a Nova Ordem tem entre 15 e 20 mil associados, a maioria familiares de presos.
SERRA TEM O DOM DA PREMONIÇÃO!
O candidato Serra ao governo de SP, é uma pessoa com o dom de premonição incrível, toda vez que surge uma sujeira envolvendo o PSDB e integrantes do PSDB, como o Alckmin, o Serra nunca está por perto para dar a sua opinião. Ele não falou sobre as acusações envolvendo Alckmin e a Nossa Caixa, ele não falou dos 400 vestidos doados a Lu Alckmin, ele não comenta as 68 CPIs engavetadas por Alckmin. Ele já esteve internado, operou, depois ficou escondido dizendo estar em recuperação por um longo tempo, foge da mídia como o diabo da cruz, alias por falar em diabo, FHC disse uma vez que o Serra tinha o diabo dentro dele, não me lembro se foi por causa do caso Lunus envolvendo a Roseana Sarney, que FHC disse que o Serra tinha o diabo dentro dele. Coincidentemente Serra viajou este fim de semana passado se não me engano na sexta-feira para os EUA, véspera dos ataques do PCC. Serra age como se tivesse o dom da premonição, seria interessante que a mídia entrevistasse o Serra para saber como ele agiria,ou o que ele vai fazer para conter a violência no estado de SP. O povo gostaria de saber o que os candidatos tem a oferecer nessas horas, quais as sua propostas, mas Serra está nos EUA, e não quis comentar os acontecimentos do fim de semana violento em SP.Serra deveria estar no Brasil, em SP viajando pelo estado de SP, fazendo alianças, escolhendo o vice, mas parece que o dom de premonição de Serra, fez ele ir para os EUA e ficar longe do caos violento que se instalou em SP. A premonição do Serra diz que ele não será candidato ao governo do estado, e sim a presidência, afinal se o Alckmin já estava em queda livre, com esses acontecimentos em SP envolvendo diretamente o seu governo, Alckmin deve estar bem próximo do chão, o que deve deixar Serra muito animado e confinante em suas premonições, afinal dom é dom! O que será que FHC quis dizer de fato quando disse que Serra tinha o diabo dentro dele? É que o diabo é capaz de fazer tudo contra todos para atingir seus objetivos? Interessante!

Não condeno de forma alguma que as prisões mantivessem TVs para que os presos possam ter informações, lazer. Acho até que isso contribui para a ressocialização do detento, agora 60 TVs, chegando de caminhão? Quem pagou por elas?
Secretário autorizou entrada de TV em prisões

DA REPORTAGEM LOCAL
O secretário da Administração Penitenciária de São Paulo, Nagashi Furukawa, admitiu ontem que aparelhos de TV entraram nas prisões há 20 dias."Não vi mal nenhum. Liberei os aparelhos em locais dos presídios que não afetavam o andamento normal das cadeias, locais de uso comum", disse Nagashi, ao ser questionado sobre a entrada de 60 aparelhos que teriam sido comprados pelo PCC.O secretário negou, no entanto, que esses aparelhos de TV façam parte de uma negociação com líderes da facção criminosa. Segundo Nagashi, essa concessão foi feita há 20 dias.Na época, o líder máximo do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e o restante da cúpula da facção estavam na penitenciária de Avaré (262 km de SP).Nagashi não especificou quantos aparelhos de televisão entraram no sistema nem em quais prisões foram instalados. Mas o secretário negou que o pedido tenha partido de líderes do PCC, que queriam ver os jogos da Copa do Mundo na Alemanha.Perguntado quem teria arcado com os custos, Nagashi foi evasivo. "Não será do Estado de São Paulo, o ônus não será nosso com certeza. Eu não tenho informação nenhuma de que esses aparelhos tenham sido comprados por organizações criminosas", afirmou o secretário.O governo permite a entrada de televisões nas prisões comuns desde que o aparelho seja comprado pela família do preso. Agentes penitenciários afirmam que os televisores foram entregues em grandes quantidades. Caminhões chegaram aos presídios para entregar os aparelhos.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1705200615.htm
Se no regime diferenciado, RDD, o preso não pode receber, visitas, advogados, familiares, porque Marcola recebeu a advogada e comitiva do governo em menos de 48 Hs de prisão em Presidente Vanceslau?

Respostas:

O governo do PSDB é bonzinho e incompetente?

Marcola é que é diferenciado e merece regalais?

Para o PCC não vale as leis vigentes do RDD?

Foi tudo parte de um grande acordo para não manchar a candidatura Alckmin do PSDB?


GUERRA URBANA /ACORDO
Comitiva foi de avião negociar com o PCC
GILMAR PENTEADODA REPORTAGEM LOCAL CRISTIANO MACHADOCOLABORAÇÃO PARA AGÊNCIA FOLHA, EM PRESIDENTE PRUDENTE
Durante a onda de atentados e rebeliões nos presídios, o governo paulista encaminhou, de avião, uma comitiva para negociar com a cúpula do PCC (Primeiro Comando da Capital), presa em Presidente Bernardes (589 km de SP).No último domingo, o corregedor dos presídios da Secretaria da Administração Penitenciária, um delegado representando a Secretaria da Segurança Pública, um coronel da Polícia Militar e uma advogada dos presos participaram de uma conversa de cerca de 40 minutos com o líder máximo do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e outros sete integrantes da cúpula da facção.Em um episódio inédito, um avião da Polícia Militar foi usado para levar, às pressas, na tarde de domingo, três integrantes da comitiva de São Paulo para Presidente Prudente (565 km de SP).De lá, o grupo -que teve ainda a adesão do coronel Aílton Araújo Brandão, comandante da PM na região- rumou para a cidade vizinha de Presidente Bernardes, onde a cúpula da facção está presa desde o último sábado.O governo nega ter negociado com o PCC o fim dos ataques e rebeliões, mas só ontem admitiu ter enviado a comitiva para conversar com Marcola. Anteontem, o comando da facção ordenou o fim da onda de violência.Integrantes da comitiva, no entanto, apresentam versões contraditórias sobre o diálogo com os líderes do PCC. A advogada Iracema Vasciaveo, que representava as famílias dos presos, afirma que os integrantes do governo apenas a acompanharam "em uma demonstração de boa vontade" e não fizeram nenhum pedido à cúpula da facção. Segundo ela, os líderes do PCC foram retirados das celas e os representantes do governo apenas ouviram a conversa.O coronel Brandão faz outro relato: "O que foi pedido a ele [Marcola] era o seguinte: tem de parar [os ataques]. Deixei bem claro: tem de haver a rendição incondicional. Se não houvesse esse ato, a PM e a Polícia Civil iam fechar cada vez mais o cerco em cima dos bandido".Brandão admitiu que Marcola pediu banho de sol para os 765 presos do PCC encaminhados para Presidente Venceslau (620 km de SP), mas o coronel negou acordo. A Folha também apurou que os líderes pediam visita íntima e a entrada de televisores no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) -sistema mais rígido que veta esses dois pedidos.Quebra de normaO secretário da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, afirmou que o encontro foi permitido para que a advogada verificasse o estado de saúde dos líderes do PCC. "Parece que vocês [jornalistas] estão tristes que os ataques tenham acabado. Foi uma ação excepcional numa situação excepcional", afirmou, em resposta a perguntas sobre a legalidade do encontro.Segundo ele, os três representantes do governo foram enviados para garantir que a advogada apenas observasse o estado dos presos e não passasse informações.A visita a Marcola quebrou procedimento padrão da própria Secretaria da Administração Penitenciária, que prevê um regime de observação para os presos que chegam a cada unidade. Nesse regime, banhos de sol e visitas de familiares e de advogados são suspensos por até 30 dias.O governador de São Paulo, Cláudio Lembo (PFL), afirmou ontem que foi ele quem autorizou a visita a Marcola na cadeia. "Eu autorizei porque a lei permite o contato com o advogado mesmo no RDD e para preservar os direitos humanos", disse Lembo.O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou ontem, em Nova York, que é um erro negociar com facções criminosas e defendeu o enfrentamento. Ele disse não acreditar que o governo paulista tenha negociado com o PCC. "Não sou favorável a negociações. A longo prazo, isso dá mais força aos criminosos."O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, disse temer a "legislação de pânico", feita em decorrência de momentos de crise. Dizendo acreditar que a situação em São Paulo tenha melhorado e reiterando a oferta de ajuda ao Estado, Thomaz Bastos não crê em acordo. "Recuso a acreditar que o governo de São Paulo ou qualquer autoridade tenha feito acordo com esses criminosos", disse.
Colaboraram ANDRÉ CARAMANTE, FABIO SCHIVARTCHE e ALFREDO FEIERABEND, da Reportagem Local
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1705200614.htm

16 maio 2006


Pergunta aos caras-de-pau

Eduardo Guimarães

A julgar pelo que diz a imprensa, governadores e prefeitos de todo país não têm mais por que se preocupar em dar satisfações aos que governam. A Segurança é ruim? A culpa é do governo federal. A Educação é ruim? A culpa é do governo federal. A Saúde é ruim? A culpa é do governo federal... Chefes de Executivos estaduais e municipais seriam apenas espectadores impotentes e vítimas da falta de verbas federais tanto quanto seus governados. Não há o que cobrar deles. Aliás, não há mais que elegê-los, pois, segundo a imprensa, não têm função, pois se não respondem pelo que dá errado, é porque não governam.

Mas quero fazer uma perguntinha àqueles que debitam o descalabro em São Paulo a falta de verbas federais: se os governos estaduais (como o de Alckmin / Lembo) não são responsáveis pela Segurança Pública - apesar de serem os comandantes das polícias e dos presídios -, por que é, diabos, que toda vez que há ataques dos criminosos cariocas vocês acusam Garotinho e Rosinha? Por que é que o que vale para o casal Garotinho não vale para Alckmin e Lembo?

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Rio 16 maio de 2006


Alkmin cortou R$ 790 milhões da Segurança em SP.


Corte de R$ 790 milhões

SÃO PAULO. O governo paulista cortou R$ 790 milhões da segurança pública nos últimos cinco anos. O valor inclui o que foi cortado nos gastos e investimentos na área. Os dados constam do Sistema de Gerenciamento Orçamentário do estado. Na rubrica de gastos (custeio e manutenção), o governo paulista deixou de gastar R$ 615,6 milhões entre 2001 e 2005. A queda nos investimentos é ainda maior, com média de 30%: caíram dos previstos R$ 580,7 milhões para R$ 406,2 milhões. Com isso, deixaram de ser investidos R$ 174,4 milhões.
Em 2005, último ano da gestão de Geraldo Alckmin (PSDB), os gastos ultrapassaram em R$ 33 milhões (0,5%) o que estava previsto: R$ 6,95 bilhões.
Deputados da oposição afirmam que, além do contingenciamento de gastos, o governo reduziu os investimentos, atingindo a média de 30%. Nesse quesito, o pior ano é 2003, quando os investimentos caíram 77%. O previsto era R$ 127,6 milhões. O investimento, porém, foi de R$ 65,4 milhões. Ontem, a bancada petista da Assembléia Legislativa divulgou nota em que denuncia a redução de gastos e investimentos em segurança pública. A Secretaria de Segurança Pública não se manifestou