13 maio 2006

TEXTO DELICIOSO

Gelatina e Pavê Para Todos
Espumoni o ano inteiro.

Atualmente, a grande maioria dos brasileiros nasce e vive num mundo no qual já existem fogão à gás, geladeira, televisão, computadores, e todos esses equipamentos da vida moderna. Ninguém mais consegue conceber o mundo sem eles. Fazem parte da paisagem. Mal comparando, são como as árvores, os rios, as montanhas etc, parecem estar ali desde sempre e para todo o sempre. Pois, por incrível que pareça, existem brasileiros que, até hoje, vivem sem eles. Vivem numa outra dimensão de tempo. São os excluídos do século XXI. Vivem nas condições em que se vivia no passado.Lembro quando se comprou a primeira geladeira na minha casa. Eu tinha uns oito ou nove anos. Quando chegou, ficamos umas duas horas, sentadosno chão, na frente da geladeira, corações palpitando, esperando sair aprimeira forminha de gelo. Disputamos cada pedrinha. Era água pura - mas era mágico - era a Nossa Geladeira. Nós adorávamos gelatina e pavê, mas só podíamos comer na casa dos outros, de alguém que tivesse geladeira,ou, então, no inverno, quando as mães colocavam as formas na janela para gelar no frio da noite. Agora teríamos autonomia - podíamos ter nossa própria gelatina e pavê o ano inteiro. Meu sonho era espumoni, que era agelatina batida num liquidificador com creme de leite. O alcance social ou o alcance do negócio? Saltando para a questão política, pergunto: numa decisão de governo, oque deveria ser mais determinante: a dimensão política ou a dimensão econômica dos programas? As duas? Nos freqüentes casos em que se chocam, qual deveria ser preponderante? Programas sociais devem levar em conta,em primeiro lugar, as necessidades das pessoas ou as determinantes dos negócios? Penso que programas sociais de governo devem levar em conta oalcance humano, a capacidade libertadora das iniciativas, o poder dedespertar orgulho e de dar novo colorido à vida das pessoas. Programas Sociais devem ter a capacidade de despertar nova motivação, significar crescimento pessoal e induzir desenvolvimento social. Para que não sofram solução de continuidade, obviamente os programas sociais também devem levar em conta as questões financeiras e econômicas. Entretanto,estas questões devem ser consideradas como obstáculos a serem superadose nunca como muros intransponíveis ou fatores determinantes. Alguns programas sociais dos governos Lula e FHC, aparentemente, visavam, evisam, os mesmos objetivos. Por exemplo, o programa que procura garantir energia elétrica para os excluídos desse serviço fundamental. Luz no Campo no governo FHC e Luz para Todos no governo Lula. Há quem afirme que um programa é apenas a continuidade do outro. Vejamos. O programa Luz no Campo (Governo FHC) visava levar energia para quem não tinhaacesso. Entretanto, fatores como viabilidade econômica, capacidade einteresse de investimento das concessionárias, retorno econômico dos investimentos ou viabilidade técnica, tinham peso determinante na decisão de levar energia para as comunidades. Além do mais, os consumidores tinham que pagar para as concessionárias pelos custos envolvidos para que a rede chegasse até suas residências. Era um programa de grande alcance social, entretanto a dimensão econômica se sobrepunha à dimensão humana. No Programa Luz Para Todos (Governo Lula) tomou-se a decisão de que nenhum brasileiro poderia ficar sem energia elétrica e as questões econômicas e técnicas teriam que ser superadas para viabilizar essa decisão. E os beneficiados não precisariam pagar os proibitivos custos da instalação - pagariam apenas a energia que consumissem. A dimensão humana foi colocada acima da dimensão econômica. Política ou economia?A visão neoliberal de mundo não compreende estados nacionais, diversidade cultural, diferenças históricas, ou, muito menos,dificuldades e necessidades regionais. Ao olhar para o mapa-múndi, o que um neoliberal percebe são as oportunidades de negócio. O Governo de um país com os profundos problemas sociais e desigualdades regionais, como o Brasil, não pode subordinar suas decisões apenas à dimensão econômica.A velha questão filosófica "para onde caminha a humanidade" nos impõe um outro olhar sobre os valores que devem nortear a vida do País. Gelatina e Pavê Para Todos o ano inteiro
No meio da confusão em que vivemos, é preciso parar, respirar fundo, dar uma circulada, e olhar a paisagem com um novo olhar. Perceber novas nuances de cores que se apresentam no crepúsculo. Apesar das tantas coisas que nos revoltam, é possível perceber que nestes últimos tempos houve espaço para que se desenvolvessem programas que apontam para um novo Brasil. Houve espaço, e houve quem tentasse, pensar e colocar as dimensões humanas muito acima da dimensão dos negócios. Há espaço para pensar na satisfação e no orgulho das pessoas. Como aquelas crianças que ficaram horas esperando uma pedrinha de gelo. Era o Nosso Gelo - feito por nós na nossa própria casa - e ninguém mais tiraria de nós. Hoje: uma pedrinha de gelo e uma pontinha de orgulho. Amanhã: gelatina, pavê ecabeça erguida para todos o ano inteiro.
Delman Ferreira
VEJA É SUJA , PODRE, MENTIROSA

CLÓVIS ROSSI
Enviado especial da Folha de S.Paulo a Viena
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou a revista "Veja" de ter praticado "crime" e de ter chegado ao "limite da podridão", por causa da reportagem na qual aponta supostas contas no exterior de Lula, de outras figuras do governo e de ex-ministros.Numa entrevista à "Veja", Daniel Dantas disse que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares teria pedido entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões para proteger o Opportunity na disputa com o Citibank e fundos pelo controle da Brasil Telecom. Divulgou ainda uma lista de petistas que teriam contas no exterior (leia abaixo).A lista teria sido produto da investigação da Kroll a pedido de Dantas, que diz ter sofrido perseguição do governo Lula por rejeitar pedidos de propina. A "Veja" diz ter tido acesso à relação em setembro de 2005. Após submeter o material à perícia, não conseguiu determinar nem a veracidade nem a falsidade do documento.O presidente Lula chamou o jornalista que escreveu o texto de "bandido, mau caráter, malfeitor e mentiroso", mas ele não especificou a quem estava se referindo. A reportagem foi escrita por Marcio Aith. Já a entrevista de Dantas foi concedida a Diogo Mainardi.A reação do presidente, de inusitada dureza, aconteceu ao chegar ao Hotel Imperial depois de sua visita a Heinz Fischer, o presidente da Áustria. Questionado sobre a denúncia, Lula respondeu a princípio com uma ironia: "A Veja não fez uma denúncia. Fez uma mentira. Se tivessem me avisado antes que eu tinha 38 mil euros, eu teria comprado um presente para dona Marisa. Fico sabendo quando vou embora, pô". Depois, passou ao ataque, de um só fôlego:"Vamos ser francos agora. Alguns jornalistas há já algum tempo estão merecendo o prêmio Nobel de irresponsabilidade. Eu só posso considerar isso um crime praticado por um jornalista ou por uma revista. Não posso comparar isso a jornalismo. Sinceramente, é de uma leviandade, de uma grosseria. Se um ser humano comum não pode admitir, quanto mais um presidente da República.Acho que, quando as pessoas têm o poder de escrever alguma coisa, aumenta a responsabilidade. Acho de uma total irresponsabilidade você escrever. Vocês sabem o que esse jornalista que estou citando tem feito neste país ao longo destes últimos meses. Não acredito que, na revista 'Veja', tenha uma única pessoa que tenha 10% da dignidade da minha história de campanha", declarou.E prosseguiu: "Não posso admitir isso. Não posso. É uma ofensa ao presidente da República, é uma ofensa ao povo brasileiro. Essa prática de jornalismo não leva a lugar nenhum". Perguntado sobre o que faria, Lula disse que não lera direito a reportagem, mas voltou à carga: "Acho uma insanidade. A 'Veja' vem assim há algum tempo. Não é de hoje, não, mas acho que ela chegou ao limite da podridão da imprensa. Chegou ao limite. Chegou ao limite. Não sei se o jornalista que escreve uma matéria daquelas tem a dignidade de dizer que é jornalista. Poderia dizer que é bandido, mau caráter, malfeitor, mentiroso. É até constrangedor para um presidente da República saber que tem uma mentira dessa grosseria numa revista que deveria respeitar os seus leitores, [que] não merecem a quantidade de mentiras que a 'Veja' tem publicado".Colaborou a Redação da Folha de S.Paulo
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http://www.revistaforum.com.br/vs3/artigo_ler.aspx?artigo=6fd028cc-d512-486
GOVERNO LULA, UM BRASIL PARA TODOS

Agência Brasil (13/05/06)

Luz para Todos já mudou a vida de 3 milhões de brasileiros

http://www.informante.net/


`Minha querida Míriam,

O culpado disso tudo se chama Fernando Henrique Cardoso que deslanchou o famigerado Projeto do Gasoduto Bolívia-Brasil, que vinha sendo postergado pelos militares há décadas, não sem razão, pois o risco-país, que é o que estamos vivendo hoje, era muito alto. O corpo técnico da Petrobrás se opunha a este projeto. Na época, vocês da Globo, de braços dados com o corrupto do Collor, chamavam a Petrobrás de corporativista, reduto de marajás, etc. Mas a empresa tinha razão. Não precisávamos deste gás caro. Tínhamos e temos excesso de óleo combustível BTE (baixo teor de enxofre), o melhor do mundo! Mas tivemos que criar artificialmente mercado para este gás natural importado a preços altíssimos, já na época da assinatura dos contratos (1997).
O projeto foi desenvolvido na subsidiária Petrofértil (empresa de fertilizantes destruída pelo Collor), que então passou a se chamar Gaspetro. Seu Vice-Presidente Menezes (posteriormente veio a ser Diretor da Petrobrás por seus `serviços prestados` ao Governo FHC) tinha linha direta com o Presidente da República (FHC), pois este projeto era um dos constantes no programa Brasil em Ação, e o Menezes tinha carta branca para assinar compromissos em nome da Petrobrás. Quando este projeto, já com todos os compromissos sacramentados, foi transferido para a Petrobrás, eu tive a infelicidade de ser a técnica designada, pela recém-criada Gerência de Gás (GEGAS), no Abastecimento, para avaliar o projeto. Na época o nosso Gerente era o Paulo Roberto Costa, hoje Diretor de Abastecimento da Petrobrás, de quem tive a hora de ser Assistente Chefe de Gabinete até minha aposentadoria. A minha avaliação apontava para riscos que levariam a perdas enormes pela Petrobrás, coisa de alguns bilhões de dólares. Para se ter apenas uma idéia, a Petrobrás, através da Gaspetro, que agia em nome da Petrobrás, assumiu 84% dos investimentos na transportadora do lado boliviano, GTB, para ter APENAS 9% de participação acionária naquela transportadora, onde fui posteriormente membro do Conselho de Administração por dois anos. Ora, não se precisa ser nenhum gênio para verificar que aí tem maracutáia. Como se coloca 84% dos investimentos em troca apenas de 9% de participação acionária?? Quem ganhou com isso? Resp: Empresas `pobrecitas` como Enron, Shell e BG. Em 1999, fiz um relatório expondo à então Diretoria da Gaspetro os riscos que estávamos correndo, pois as antigas exploradoras, como Chaco,BG, Amoco, estavam fazendo uma verdadeira campanha, através da mídia, contra a Petrobrás, que só entrou na exploração de gás e condensado na Bolívia, após a lei modificando os `royalties`. A Bolívia reduziu, por lei, os royalties, de 51% para 18%, para novas explorações. Isto porque, quando a Petrobrás, forçada pelo governo FHC, através da subsidiária Gaspetro (note-se que a Gaspetro podia assinar qualquer coisa em nome da Petrobrás relacionada a este projeto sem passar pelo crivo da Diretoria da Petrobrás), assinou os contratos de compra de até 30 milhões de metros cúbicos de gás por dia, era sabido que a Bolívia, até então, só tinha reservas descobertas que garantiam 16 milhões de metros cúbicos por dia. Ou seja, o inconseqüente do FHC fez com que nossa maior empresa se comprometesse a comprar 30 milhões de metros cúbitos de onde não havia reservas e para onde não havia mercado!!! Espero que vocês, como seres humanos, possam avaliar, a despeito de ideologias políticas e de uma forma justa, o que representaram as decisões tomadas inconseqüentemente no governo FHC. Considero a empresa em que trabalham corrupta e a serviço do grande capital. Espero que vocês, como pessoas, possam ser mais grandiosas que isso. Coloco-me a seu dispor para esclarecimentos adicionais e apresentação de provas do que digo. Por um Brasil melhor e para todos!
Cordialmente,Carmen Barreto`
GAROTINHO O BOBO DO PMDB
O senador Renan Calheiros considerou que Anthony Garotinho não tem condições de ser candidato do PMDB à Presidência da República. Perguntado os motivos ironizou: "Garotinho que não come não cresce".

Jarbas Vasconcelos disse que aguardar número para abrir a reunião são necessários 265 convencionais seria ajudar o grupo de Garotinho. "Mandei votar para acabar com essa palhaçada. Essa claque não dá para aguentar. Já basta a presença incômoda de Garotinho"


Com licença dos leitores hahhahahahahahahahahahahaahahahahahahahahah!

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u78576.shtml

O BRASIL NÃO USA MARINES

O chanceler Celso Amorim rejeita retaliações e aposta no diálogo com a Bolívia.
Por Maurício Dias

Na segunda-feira 8, quando já era alvo dos adversários da política externa brasileira praticada pelo governo Lula, e às vésperas de se submeter a uma sabatina na Comissão de Relações Exteriores do Congresso, onde a maioria dos senadores, se pudesse, tiraria o seu escalpo, o chanceler Celso Amorim aparentava serenidade. Não era a calma de quem desdenhava dos problemas. Parecia mais a tranqüilidade de quem, nesta segunda passagem pela chancelaria (a primeira foi entre 1993 e 1994, no governo Itamar Franco), já não se aturdia com os grandes atropelos na carreira.

"Há uma dosede oportunismo por parte de quem sempre teve uma opção preferencial pelo Norte"Desta vez, o tremor político, sentido mais fortemente no Itamaraty, teve o epicentro na Bolívia e foi provocado pela decisão do presidente Evo Morales de nacionalizar a exploração do petróleo e do gás produzidos no país. Os ativos da Petrobras na Bolívia foram levados de roldão. No Brasil, houve quem se lembrasse com saudade dos soberanos que mandavam gravar na ponta dos canhões a frase: “A última razão dos reis”. Outros, suspiraram com saudade do porrete e, quiçá, da impetuosidade do presidente Bush, dos Estados Unidos. Mas o Brasil, na tradição mais liberal que marca os melhores momentos da política externa do País, ficou com a proposta de negociação, e não de retaliação, como diz o chanceler Celso Amorim em entrevista a Carta Capital. “Não mandaremos marines para desalojar os administradores nomeados pelo governo boliviano. Isso é o que se queria? O Brasil não age dessa maneira. Não era assim no passado e não será agora”, reafirma Amorim. Leia abaixo a íntegra da entrevista. CartaCapital: A nacionalização da Petrobras na Bolívia foi dependurada na conta do Itamaraty. O senhor assume os erros pelas perdas do País?
Celso Amorim: O governo brasileiro praticamente não investiu nada nos últimos dois anos. Foi muito prudente. Não sou contra o investimento feito na Bolívia. É um absurdo, um oportunismo político querer debitar ao Brasil duas coisas: primeiro, a eventual dependência, que nem sequer é tão grande, que teríamos do gás boliviano. Isso decorre de decisões tomadas em governos anteriores. Não entro no mérito se certas ou erradas; segundo, querer debitar à eventual simpatia por Evo Morales o que aconteceu na Bolívia. Já havia um referendo, em 2004, que determinava a nacionalização, praticamente da maneira que foi feita. Houve uma lei, em 2005, que confirmava o referendo. A Petrobras, eu sei, tinha planos de investir 5 bilhões de reais nos próximos anos. A instabilidade no país era grande. Evo Morales é o quarto presidente do país em quatros anos. Nós queremos que o governo de agora seja estável, que governe e dialogue conosco como está dialogando.
CC: Houve um referendo pela nacionalização e, posteriormente, uma lei confirmando. Quando um país projeta uma política com esse grau de soberania, o que uma outra nação, com interesses lá, deve fazer para se proteger, mesmo que haja simpatias políticas envolvidas?
CA: Nós tomamos a providência de sempre manter e aprofundar o diálogo. Eu mesmo estive na Bolívia antes das eleições e conversei com os dois principais candidatos. Com Morales e com o Quiroga, candidato da oposição. Isso é o que podemos fazer. Se vivêssemos no tempo da rainha Vitória, podíamos tirar a Bolívia do mapa. Mas o presidente Lula não faria isso. Eu não faria isso. Hoje em dia nem que se queira isso pode ser feito.
CC: Quem são os que sugerem o porrete?
CA: As pessoas que foram intermediárias das relações tradicionais. Elas detinham de certa maneira o monopólio do Brasil com o exterior. Era como no tempo do Império. Quem lidava com as relações com a Inglaterra teria esse monopólio. Há reação também daqueles que não têm confiança no Brasil. Sempre pensam no Brasil dependente. É mais cômodo. A independência traz a necessidade de tomar decisão. Traz responsabilidade. O Brasil, se entrar no Conselho de Segurança como membro permanente, vai ter de tomar decisão. Isso tem custo e tem vantagens. Os tempos mudaram. A época de hoje permite mais ousadias.
CC: O diálogo basta?
CA: As pessoas colocaram muita ênfase no reconhecimento da soberania da Bolívia. Mas isso é um fato indiscutível. O que se pode fazer é discutir as questões e ver como elas vão se passar. O fornecimento do gás. A nota emitida, após a reunião dos presidentes reafirma a garantia do abastecimento, fala em preço eqüitativo e que permita a viabilidade dos negócios. Esse é o caminho do equilíbrio que procuramos. Há muita gente hoje, com grande surpresa, que sempre foi muito flexível com as grandes potências, em muitos momentos. Com a Bolívia querem um diálogo como se fossemos o Ted Roosevelt. Nossa política sempre foi, é e será a da boa vizinhança e não do porrete. Não temos marines e, se tivéssemos, não mandaríamos marines para desalojar os administradores bolivianos.
CC: Há uma surpresa com o conceito de soberania...
CA: Eu defendo a do Brasil com muita intensidade.
CC: A Bolívia quebrou regras à luz do direito internacional?
CA: Eu não vejo assim. Isso não quer dizer que não vamos defender nossos interesses. Há contratos sob leis internacionais, como o de fornecimento de gás, que prevê um procedimento de arbitragem. Isso é específico em questão de preço, fornecimento etc. Nacionalizar ativos é um direito que os países têm. Como fazer é outra questão. Se vai haver indenização, compensação, uma negociação ou coisa assim. A Arábia Saudita fez isso depois de 1973, depois do choque do petróleo, e nem por isso deixou de ter boas relações e de vender petróleo...
CC: O Brasil não isso em 1953? CA: A diferença é que o Brasil não tinha quase nada. As grandes companhias multinacionais preferiam acreditar, achar, que o País não tinha petróleo. CC: Enfim, não havia grandes interesses atingidos.
CA: Mas o Brasil teria feito de qualquer maneira. O problema não está em nacionalizar ou não nacionalizar. O problema está em reconhecer direitos a partir de auditorias. Avaliar se os investimentos foram amortizados ou não. Isso vai para a mesa de discussão. Há uma confusão entre normas de direito internacional público, como a soberania e outras normas que regem as relações entre empresas. São coisas diferentes.
CC: O ritual da decisão, com o uso do Exército, não deu um caráter emocional...
CA: Eu acho que foi totalmente desnecessário. Isso contribuiu para a manifestação das pessoas que são e sempre serão contra a integração da América do Sul. No governo Itamar Franco, há 12 anos, muitos diplomatas me perguntavam por que estávamos “perdendo tempo” com o Mercosul. Queriam participar daquela iniciativa paras as Américas do presidente Bush, pai. Eles não me surpreendem. Há, evidentemente, uma dose de oportunismo por mais respeitáveis que possam ser as pessoas. Essas pessoas sempre tiveram uma opção preferencial pelo Norte, vamos dizer assim. O uso das tropas favoreceu isso. E eu considero desnecessário. Descabido. Mas ninguém foi molestado. Foi uma coisa simbólica. No plano dos símbolos, a meu ver, uma coisa desnecessária em se tratando de países amigos.
CC: Foi surpresa?
CA: O dia da decisão? Ninguém tinha certeza. Era uma possibilidade. Ninguém tinha certeza. Há, também, é preciso deixar claro, um espaço para negociar. São 180 dias. Os outros países também estão negociando.Acho que a política externa tem sido um dos pontos populares do governo do presidente Lula além, é claro, da política social. Há um ano e meio, quando fizemos a reunião dos países árabes, fizeram um vendaval. Dois meses depois, fui recebido por Ariel Sharon, em Israel.Talvez não tivesse sido recebido tão bem se não tivesse havido aquela conferência.
CC: A política externa não tem sido a ação que dá uma cara mais diferente ao governo Lula?
CA: Não vejo assim. Há a política social. A política econômica enfrentou condicionantes dos quais não podia fugir. O povo sabe. A política externa, como se projeta mais no plano das idéias, acaba tendo esse caráter que você falou.
CC: Como pode ser definida a política externa brasileira? É uma política independente como se dizia nos anos 60?
CA: O que é a independência dos países hoje? Já não há mais a Guerra Fria. O não-alinhado não existe. Não-alinhado com quem? O mundo de hoje é interdependente quer a gente queira quer não. Nesse ponto o Roberto Campos estava certo. Então, como podemos melhorar a nossa posição nesse tabuleiro? Aprofundar a integração da América do Sul e diversificar as nossas parcerias.
CC: Para aumentar as exportações?
CA: Isso não é mecânico. É um fenômeno que tem, também, um aspecto qualitativo. Nos aumentamos as exportações para o mundo inteiro. E bastante. Mas aumentamos mais ainda para países com os quais tínhamos uma relação muito pouco ativa. Índia, países árabes e até mesmo a África. América Latina e Caribe são, hoje, nossos principais parceiros comerciais. A América do Sul, considerando o primeiro trimestre deste ano, equivale aos Estados Unidos para as nossas exportações. Quatro anos atrás era pouco mais do que a metade. Se for considerada a independência nesse sentido, posso dizer que a política que implementamos é independente. Ela não se curva a imposições e procura diversificar os parceiros. A independência, hoje, não se faz por meio de autarquia ou pelo isolamento e, sim, pela diversificação de parcerias.
CC: Antes o País se curvava?
CA: Eu vou deixar para os historiadores julgarem. A mim compete realizar a política do presidente Lula. É preciso dizer que o Brasil segue alguns princípios do relacionamento internacional: não-intervenção, autodeterminação dos povos, solução pacífica dos conflitos. Nesse ponto, não houve, e não cabia, mudança radical. Mas nem todo governo defendeu os princípios básicos com a mesma ênfase. Já é uma coisa. Mas tem a política externa que é realizada com ações práticas. Nesse ponto acho que há uma distinção forte entre esse governo e os anteriores.
"No tempo da rainha Vitória,poderíamos tirar a Bolívia do mapa. Hoje, nem que se queira isso pode ser feito"
CC: O maior parâmetro de independência seria o não- alinhamento automático com os Estados Unidos. É disso que se fala.
CA: Isso era a maneira definida pelo ministro Silveira, no governo Geisel. Ele dizia, que o Brasil era não-alinhado, inclusive em relação aos não-alinhados. Isso não é um objetivo hoje em dia. O mundo mudou. Se eu fosse procurar conceitos com os quais trabalhar, preferiria o conceito de multipolaridade. Ou seja, para que o mundo seja menos dependente de um único poder. Através de atitudes morais como teve, por exemplo, no início do governo, quando foi muito claro em relação à invasão do Iraque.
CC: Fora do plano moral, quais as razões políticas que levaram a essa decisão?
CA: Achávamos que era possível uma solução pacífica; os motivos alegados sobre a existência de armas de destruição em massa não estavam sendo comprovados. E, por fim, o principal: ainda que nós não achássemos isso tudo, mas se o Conselho de Segurança tivesse achado, nós nos curvaríamos. É o órgão das Nações Unidas que detém o uso legítimo da força na esfera internacional, fora a alegação de legítima defesa.
CC: Apoiando?
CA: Admitindo, mas nunca participando. O presidente Lula, sem agressividade, foi muito firme. Poucos meses depois ele esteve nos Estados Unidos e o presidente Bush o recebeu e disse: “Temos nossas divergências, mas temos muita coisa em comum e vamos conversar sobre o que concordamos”. Essa atitude é respeitada. Hoje o presidente Bush diz para a chanceler alemã, Angela Merkel, que estava satisfeito por ela estar conversando não só com os parceiros europeus, mas com o Brasil. Temos hoje uma posição internacional que não tínhamos. E, para ser franco, isso causa um pouco de inveja. As pessoas que nos antecederam gostariam de ter alcançado isso. Se o nosso comércio está aumentando com todos os países e, mais ainda, com os países em desenvolvimento, talvez fosse o caso de todo mundo estar contente. Mesmo aqueles que têm relação histórica e tradicional com os pólos de poder também estão ganhando.
CC: O senhor refere-se a quem?
CA: Falo de atores de dentro do Brasil. Como o poder é uma coisa relativa, talvez eles achem que estão perdendo poder relativo porque, à medida que se diversificam as nossas relações, o poder relativo desses que quase detinham o monopólio vai se diluindo. Nossa política é fundamentada na visão dos interesses brasileiros, e compreende que eles passam pela integração da América do Sul e na maior aproximação com países que têm interesses semelhantes aos nossos. Evidentemente, que isso não exclui uma relação com os ricos. Nós precisamos dessas relações. CC: Que teses o Brasil abandonou na política externa que contribuem para consolidar...
CA: Há teses implícitas e explícitas. A linha de uma política mais dócil, com menos capacidade de contraditar interesses das grandes potências. Ninguém diz isso. Ninguém se diz de direita no Brasil. Ninguém se diz a favor de uma política dócil...
CC: O que dizem então? CA: Dizem que nós devemos reconhecer que não temos “excedentes de poder”. É a formulação teórica mais elegante dada para essa política. Como não temos “excedentes de poder” seríamos, então, obrigados a adaptar nossas linhas de ação aos que detêm esse excedente de poder. Mas a realidade não é essa. Há um filme sobre o futebol no Haiti chamado O Dia em Que o Brasil Esteve Aqui. É interessante. Absolutamente objetivo. Não é de propaganda nem é laudatório. Um sociólogo haitiano, entrevistado, diz que há o hard-power e o soft-power. O Brasil, segundo ele, é muito bom no soft. Capacidade de convencimento e de negociação. A diplomacia brasileira sempre teve isso. Por essa razão, conseguimos na OMC mudar os termos da negociação, depois que criamos o G-20. Não sei a qual acordo chegaremos na OMC. Mas posso adiantar que o pior acordo que conseguirmos hoje, supondo que tudo corra mal, será melhor que o que se teria obtido em Cancún. Isso se deve à negociação do Brasil. Se eu ficasse pensando nos “excedentes de poder” não me aliaria à Índia, porque poderia parecer que o Brasil segue o modelo indiano. Hoje qualquer economista, de direita ou de esquerda, diz que a Índia vai muito bem. Eu me lembro, no entanto, que diziam em relação à OMC que o Brasil não podia ficar identificado com a Índia.
CC: Foi difícil superar obstáculos e consolidar essa política?
CA: O Brasil na OMC tinha uma posição de defesa em relação aos países em desenvolvimento. Chegou quase a renegar isso no governo passado.
CC: Qual foi a lógica de criar o G-20?
CA: Tradicionalmente os países ricos nos dividiam e, habilmente, diziam que certas medidas que estavam em pauta podiam beneficiar o Brasil ou a Austrália, mas acabariam prejudicando a Índia ou a Indonésia. O G-20 quebrou essa lógica. Uniu, pela primeira vez em matéria de comércio agrícola, países como a Índia ou a Indonésia ou o Egito e países como o Brasil, Argentina, Uruguai etc. Houve momentos em que tivemos de optar. A Austrália e a Índia iam para lados diferentes. Tive de dar uma orientação ao nosso embaixador: procure conciliar, mas, se tiver de escolher um, escolha a Índia. Não temos nada contra a Austrália. Ou seja, escolha um país em desenvolvimento. Era simbólica a decisão. Com isso, construímos a mais poderosa aliança que os países em desenvolvimento jamais tiveram nas negociações internacionais.
CC: Os países ricos assistiram a isso tranqüilamente, sem reagir?
CA: Reagiram de maneira muito forte no primeiro momento.
CC: O que significa isso?
CA: Durante a reunião houve uma tentativa de demonização do G-20, uma pressão violenta. Pouco depois, meu amigo Bob Zellig, que era chefe da negociação americana, escreveu um artigo no Financial Times em que o nome do Brasil é citado cinco vezes. Um artigo sobre o comércio internacional. Houve pressão para que os países da América Latina saíssem do G-20. Vários saíram.
CC: Mas o Brasil ainda tem uma participação irrisória no comércio internacional. Qual o peso do País?
CA: Cerca de 1%. Não se mede um país só pelo valor do comércio. O Brasil é, por exemplo, o maior receptor de investimento dentro dos países em desenvolvimento. O País tem, hoje, retomando a tradição, uma capacidade de ação diplomática de maior desassombro. Sem nenhuma confrontação ou com retórica agressiva.
CC: A política executada hoje é a de mais tradição no Itamaraty?
CA: Há uma diferença entre os princípios do relacionamento internacional e a definição de política externa. As grandes linhas estão na Constituição. Política muda em vários momentos. O Itamaraty sempre teve uma boa noção da defesa do interesse nacional. É uma burocracia, no sentido weberiano da palavra, muito bem formada. Como toda a burocracia, também, segue as regras ditadas. A ênfase varia.
CC: O fim da Guerra Fria, que acabou com a bipolaridade, tem facilitado a condução de uma política externa mais livre?
CA: O fim da Guerra Fria tem a vantagem de permitir que certas colocações não sejam rotuladas. Antes, se se discordasse dos Estados Unidos surgia a acusação de ser pró-comunista. Era um ônus muito grande e exigiu muita coragem de Afonso Arinos, no governo Jânio e Santiago Dantas, com Jango. Era uma política externa que procurava uma certa eqüidistância, que nunca foi total. Hoje em dia, nós perseguimos os nossos interesses. Mas sair da bipolaridade e cair na unipolaridade nos deixa numa camisa-de-força talvez até pior. Hoje temos de trabalhar por uma multipolaridade. Obviamente que se isso for medido por ogivas nucleares ela não ocorrerá, porque ninguém, nunca mais, chegará ao poderio que os Estados Unidos têm. Como, a meu ver, essas armas na prática são inutilizáveis, porque a humanidade rejeita moralmente o uso dessas armas em qualquer circunstância. Isso abre campo para outras formas de exercício de poder. Aí países como o Brasil, a Índia, China, Rússia, Japão e algum país africano que vai emergir, podem contribuir para um maior equilíbrio das relações.
CC: É dentro desse quadro que o Brasil ambiciona uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU?
CA: Esse é um problema que terá de ser revolvido. No ano passado surgiu a oportunidade, porque a ONU fazia 60 anos, Kofi Annan estava empenhado e havia um relatório sobre a reforma da organização. A falha esteve nas divergências táticas entre os países da África, que impediram a formação da maioria de dois terços. A falta de unidade na África foi jogada com maior experiência pelos países que não queriam a reforma naquele momento ou daquela maneira. Se tivesse uns 80% dos votos africanos teria passado. A reforma não é um pleito do Brasil. É uma necessidade da própria governança internacional. O Conselho de Segurança hoje, sobretudo os membros permanentes, não é mais representativo da realidade do mundo. Para que uma decisão possa ser seguida e acatada pela comunidade internacional é preciso que ela tenha não só legitimidade legal, mas, também, política. E para ter legitimidade política é preciso que haja uma reforma no Conselho.
CC: Consta que, em 1945, o Brasil pleiteou isso e foi vetado porque os russos achavam o País muito próximo dos Estados Unidos. Hoje, o veto não vem por estar mais distante?
CA: A vida é cheia de sístoles e diástoles como diria o general Golbery do Couto e Silva. Não sei se o Brasil, mas, naquela época, algumas pessoas postulavam. Mas foi, de fato, vetado pela União Soviética. O presidente Roosevelt, dos Estados Unidos, queria isso, porque queria a América como um conjunto mais representado. O Brasil tinha participado da guerra. Hoje não vejo os Estados Unidos vetando o Brasil. O Brasil não tem tido uma posição de confrontação e, sem ser subserviente aos interesses americanos, tem adotado na região uma posição de independência que, no fundo, contribui para uma maior tranqüilidade.
CC: O Brasil, para usar uma linguagem pouco diplomática, não teria chumbado a adesão à Alca no Continente?
CA: Não, nós não chumbamos a Alca. Eu cheguei a um acordo com eles em Miami, sobre uma Alca redefinida. Depois os fundamentalistas lá e, talvez aqui, não quiseram aceitar. Eles já admitem contemplar uma negociação Mercosul e Estados Unidos. Nós também, e temos todos a ganhar com isso. Não podemos é hipotecar a nossa política de saúde, em relação a remédios genéricos; a nossa possibilidade de compras governamentais para termos plataformas de petróleo que gera a nossa auto-suficiência. Isso não faremos. Tem de haver uma Alca que lide com o comércio. Os nomes são enganosos. Área de livre-comércio, tudo bem. Acabem os subsídios e derrubemos as barreiras de um lado e do outro. A Alca tenta entrar no modelo de desenvolvimento que os países seguem. Isso nós não queremos e acho que eles entenderam. Os europeus também.
CC: A recente atração do Uruguai pelos Estados Unidos não é uma chumbada de volta no Mercosul?
CA: Não, não. O Uruguai é um país que depende de poucos produtos para exportar. É um país com alto nível de educação e com um padrão de equidade social muito maior do que o nosso. Por várias contingências foi perdendo peso e posições no mercado internacional. Eles se frustraram com o que aconteceu com o Mercosul. O Uruguai pediu para entrar e o Paraguai depois. Eles depositavam grandes esperanças. Acho que ocorreu, no Brasil, uma política de pouco engajamento com o Mercosul. Deixar as forças de mercado atuarem sozinhas, as vantagens comparativas do Brasil serão sempre maiores. A expectativa do Uruguai de que se instalasse lá alguma indústria acabou não se concretizando. Para isso, era preciso a ação do Estado. A integração tem de ser um objetivo estratégico de longo prazo.
CC: E a negociação Mercosul e Estados Unidos prospera?
CA: Essa negociação, dentro ou fora da Alca, não prosperou mais porque todos nós tivemos de concentrar nossas atenções na Organização Mundial de Comércio. A OMC é muito importante.
"O presidente Rooseveltqueria o Brasil no Conselho de Segurança da ONU"
CC: A negociação regional esvazia a OMC?
CA: Claro que nunca será uma alternativa. Mas os países vão buscar no regional ou no inter-regional uma compensação para o que não tem no multilateral. Todo mundo viu isso.
CC: Mas, antes de provocar qualquer abalo na OMC, o Mercosul não está se desintegrando? O Uruguai ameaça... CA: Não, não. Não posso esconder que o momento é complexo. Há coisas positivas e menos positivas.
CC: Por exemplo.
CA: Acho que o desejo da Venezuela de se integrar ao Mercosul é positivo. A afinidade que existe hoje entre os presidentes Lula e Kirchner, da Argentina, e a capacidade que tivemos de resolver todos os grandes problemas que existiam. Acho que devemos fazer mais pelos países menores do Mercosul. Não fizemos antes, porque talvez não soubéssemos fazer. Tínhamos a ilusão de que eliminando tarifas iríamos conseguir abrir mercados e o Uruguai e Paraguai se beneficiariam. Só que as economias do Brasil e da Argentina são muito mais competitivas. É preciso, então, algo mais. Hoje defendemos o financiamento para a instalação de indústrias no Uruguai ou no Paraguai.
CC: Essa idéia, neste momento, não soa como heresia?
CA: Não. Não há opção para a integração. A questão não é “quero ou não quero”. A questão é como se integrar. Através de investimento, tecnologia, comércio ou pelo contrabando, narcotráfico, guerrilha? A opção é essa. Mas os problemas surgem. Veja a história da Bolívia. É uma história de opressão contra a grande maioria da população, inclusive com conotações raciais fortes. Neste momento há uma eclosão contra isso. Pode-se perguntar se a diplomacia não previa isso. Não sabíamos exatamente como ia acontecer. Isso, no entanto, não estava fora das nossas previsões. Nossa reação é a procura do diálogo. O afastamento é pior.
CC: Já se fala no confisco de terras...
CA: Vamos ver, vamos ver. Acho que onde há brasileiros nosso dever é protegê-los. E faremos isso respeitando as leis do país, adaptando-nos às circunstâncias. Acho que a Bolívia tem muito a ganhar com a cooperação do Brasil. Ela quer redefinir algumas coisas. V amos ver, vamos discutir. Eles teriam muito mais a perder num esquema de ruptura. Eu não quero que nisso se leia uma ameaça, mas, naturalmente, é mais fácil o Brasil viver sem a Bolívia do que a Bolívia viver sem o Brasil. A questão é não inviabilizar os negócios. Com a economia que se forma no mundo, de grandes blocos econômicos, o Brasil que é o maior país do Continente não o é suficientemente. Precisamos da América do Sul, como precisamos do G-20, como precisamos do G-3, que é um fórum com a Índia e com a África do Sul.
CC: Num primeiro olhar a impressão é a de que a integração está sob ameaça de ser desintegrada.
CA: Cada país é um país. Há 30 anos estávamos todos sob regimes militares. Havia uma homogeneidade de ditaduras. Há países que se inclinaram mais para a direita, outros para a centro-esquerda e alguns mais à esquerda. Há turbulências, abalos sísmicos na região.
CC: São abalos de superfície?
CA: Não. Alguns são muito profundos. Essa subida do poder indígena em alguns países e, sobretudo, na Bolívia, é algo muito importante. Isso tem raízes históricas. Ainda que vindo de raízes profundas é preciso que não aflore como um vulcão destruidor. Que seja uma fonte de renovação e precisamos trabalhar para isso.
CC: Não será mais como antes.
CA: Antes havia um terremoto permanente. Uma instabilidade básica. Uma maioria da população que não se sentia representada pelos governos. Não era suficientemente forte para chegar ao governo, mas tinha força para criar instabilidade que inviabilizava qualquer governo. CC: Isso quer dizer que na Bolívia, não haverá mais, como havia, um ministério para Assuntos Indígenas. É isso?
CA: Como você quiser. O governo agora é autenticamente representante da maioria indígena. Haverá ter abalos. Quando era tudo reprimido pelas ditaduras, tudo parecia calmo.
O Josias de Souza em seu blog, com toda sua imparcialidade que lhe é peculiar, diz que só PC do B quer se unir a Lula, e eu respondi para ele o seguinte:

Ainda bem Josias que o PC do B deseja se coligar com Lula,com PT.Já imaginou se fosse o PSDB ou o PFL, ai é que Lula não se reelegeria nunca.Ninguém em sã consciência quer esses safados de volta, eles afundaram o Brasil quando foram poder.Lembra Josias, desemprego, juros pornográficos, inflação, falências, privatizações escusas, 54 milhões de miseráveis, apagão, compra de votos para se reeleger..............PSDB/PFL nunca mais!
http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/index.html
OBRA DE ALCKMIN DO PSDB, INSEGURANÇA EM SP


Pelo menos 8 policiais foram mortos no Estado

“O Primeiro Comando da Capital (PCC) promoveu ontem uma noite de terror em represália à transferência de 765 líderes da facção para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no Oeste do Estado. Até as 23h30, foram registrados pelo menos 14 atentados contra alvos da polícia, com oito mortos e 12 feridos na Capital , Grande São Paulo e Baixada Santista.As vítimas foram cinco policiais civis - um agente do 85º DP (Jardim Mirna), um investigador do 15º DP (Itaim Bibi) e um carcereiro do 101º DP (Jardim das Embuias) -, além de dois guardas civis de Jandira e um policial militar de Osasco, e dois policiais civis na Capela do Socorro. O delegado plantonista do 49º DP (São Mateus), na Zona Leste, também ficou ferido. Em Cubatão, dois homens foram presos depois de atacar o 1º DP da cidade em uma motocicleta. Um investigador e uma carcereira foram baleados e estão em estado grave. Segundo fontes do sistema prisional, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) transferiu os líderes do PCC por temer outra rebelião em série no Dia das Mães. E também por supostas ameaças feitas pela facção contra autoridades do governo estadual.”
Bruno Tavares, José Dacauaziliquá, Josmar Jozino e Rita Magalhães / Jornal da Tarde
GAROTINHO SAFADINHO JÁ ERA !


Justiça do Rio suspende direitos de resposta de Garotinho na Veja e em O Globo

Dois desembargadores do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) suspenderam nesta sexta-feira (12/5) os direitos de resposta que tinham sido concedidos pela primeira instância ao presidente do PMDB do Rio e ex-governador Anthony Garotinho, contra a revista Veja e o jornal O Globo. Ontem, Garotinho havia anunciado o fim de sua greve de fome, após 11 dias, assim que ficou sabendo das decisões judiciais.
12/05/2006 - 20h16
PMDB define quórum e impõe derrota a Garotinho

ANDREZA MATAIS da Folha Online, em Brasília
A Executiva Nacional do PMDB decidiu hoje, por 12 votos a 2, que a decisão da convenção de amanhã será válida se tiver a presença de 50% mais um dos 528 convencionais do partido. A convenção vai decidir se o partido terá ou não candidato próprio à Presidência.

12 maio 2006

BOMBA! BOMBA!
Um disco rígido fulminante contra deputados

BRASÍLIA - A polícia Federal está prestes a colocar as mãos em um documento decisivo para a investigação do envolvimento de um terço da Câmara dos Deputados no esquema de venda de ambulâncias superfaturadas com recursos do Orçamento. Em troca do acordo de delação premiada, a ex-assessora do ministério da Saúde Maria da Penha Lino, presa durante a Operação Sanguessuga, está disposta a entregar à Polícia Federal e ao Ministério Público o disco rígido (HD) de um dos computadores da Planam, empresa líder do esquema, pertencente a Darci Vedoin, que também está preso em Cuiabá.
LEIA MAIS EM:
GOVERNO LULA É IMPLACÁVEL NO COMBATE A CORRUPAÇÃO
12/05/2006 - 12h54
PF de Minas Gerais prende quadrilha que desviou recursos de educação

da Folha Online
A PF de Montes Claros (MG) prendeu hoje 3 pessoas, uma delas um ex-prefeito, para tentar desbaratar uma quadrilha envolvida no desvio de verbas do Fundef --programa federal para o custeio da educação fundamental- no município de Januária (MG). Também foram cumpridos 9 mandados de busca e apreensão, na chamada "Operação Vidas Secas II".


12/05/2006 - 12h16
PF prende 12 envolvidos em fraudes de licitações de prefeituras

da Folha Online
A Polícia Federal prendeu hoje 12 pessoas acusadas de envolvimento em fraudes em licitações para obras públicas de prefeituras da Paraíba, no âmbito da "Operação Carta Marcada". Além dos mandados de prisão, a polícia cumpriu ainda outros 32 mandados de busca no Rio de Janeiro e Paraíba. A PF estima desvio de recursos públicos da ordem de R$ 10 milhões, mas a Receita Federal --que colaborou com a investigação- estima uma cifra da ordem de R$ 30 milhões.
BBC Brasil (11/05/06)
Liderança do Brasil é incontestável, diz Mandelson

"O Brasil deve ser visto como uma rocha em democracia e economia dentro da América Latina, com uma influência dominante no continente que não mudará", disse Mandelson em entrevista exclusiva à BBC Brasil. Com essa afirmação o comissário europeu de Comércio, Peter Mandelson, definiu a recepção que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá ter nesta quinta-feira na Cúpula de Viena por parte da União Européia (UE). Segundo Mandelson, apesar dos últimos acontecimentos na América do Sul, a imagem de Lula não se enfraqueceu no cenário internacional. O comissário também não considera que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, esteja ganhando uma influência crescente na região. "Não vejo a situação dessa forma. O Brasil é e seguirá sendo um líder incontestável. Suas posições sempre têm importância para a comunidade internacional", insistiu. Uma prova disso é a reunião bilateral que manterá com o chanceler brasileiro, Celso Amorim, no sábado. "Seria impensável que estivéssemos em um mesmo lugar e não nos reuníssemos a sós", disse o comissário, para quem Amorim tem um "papel fundamental" nas negociações sobre a Rodada de Doha. Mandelson evitou perguntas sobre o medo que a política de Chávez provoca na Europa. Outros representantes da UE adotaram a mesma postura.
http://www.informante.net/
Leia a matéria completa.
VAI CHOVER, VAI CHOVER, VAI CHOVER........!!!!
Palhaçada é pouco, foi pura cretinice, eles não fizeram nada pelo país, nada pelo povo brasileiro,desde que iniciou essas CPIs.Como que esse bando de safados iriam ser lembrados se não fosse as CPIs para eles ficarem em evidência durante 1 ano diariamente? Eles acusam o presidente Lula que está trabalhando para o país e para o povo de antecipar a sua campanha eleitoral, eles é que anteciparam a deles em 1 ano. Faz 1 ano que essa corja está em campanha, e o que é pior com dinheiro público, dinheiro de nossos impostos, que deveriam estar sendo usados em beneficio de todo o povo brasileiro. Cada um daqueles safados do PSDB/PFL fez exatamente as mesmas perguntas obtendo sempre as mesmas respostas, como um bando de retardados, ou estão sofrendo de arteriosclerose para ficar repetindo a mesma pergunta por horas, e ouvindo a mesma resposta. Se uma pessoa junto com outras 20 pessoas, pergunta se vai chover e obtém a resposta que vai chover, as outras 20 pessoas que ouviram a resposta não vão precisar perguntar novamente para a mesma pessoa se vai chover. Palhaços somos nós, palhaços são os eleitores enganados que elegeram essa corja de safados.PSDB/PFL nunca mais!



Advogado de Silvinho critica senadores e classifica CPI de "palhaçada"

FELIPE RECONDO da Folha Online, em Brasília
O advogado Iberê Bandeira de Mello, que defende o ex-dirigente petista Silvio Pereira, classificou de "palhaçada" a postura dos integrantes da CPI dos Bingos ao interrogar seu cliente na última quarta-feira.Ao deixar o Ministério Público Federal em Brasília, depois de nove horas de depoimento de Silvinho, Bandeira de Mello disse que a única senadora coerente na comissão foi Heloísa Helena (PSOL-AL)."Eu sentei ali --eu tenho 66 anos--, vi aquele bando de velho e aquilo foi uma palhaçada", afirmou o advogado. "É por isso que um amigo meu diz que o Brasil não tem chance de dar certo", acrescentou em resposta à avaliação feita após a sessão da CPI por integrantes da comissão de que Silvinho teria usado a comissão e recuado nas denúncias que fez ao jornal "O Globo".
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u78537.shtml
PROMESSÃO E PROMESSINHA
Molequinho, digo Garotinho agiu como Serra, não cumpriu a promessa de levar até o fim a sua greve de fome. Assim como Serra não cumpriu a promessa de não deixar a prefeitura de SP nas mão de Kassab do PFL para concorrer eleição de 2006. Os dois poderiam se unir, Garotinho vice de Serra, dupla perfeita, Promessão e Promessinha.
QUEM DEVE TEME

Governo FHC favoreceu Daniel Dantas

Nos últimos anos, em boa parte dos escândalos surgidos no país aparece o nome do banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity. Dantas habitualmente aparece em denúncias que envolvem irregularidades cometidas no festival de privatizações ocorridas durante o Governo Fernando Henrique Cardoso, da coligação conservadora PSDB/PFL.
Dantas é acusado de ter sido beneficiado pelo governo FHC na compra de estatais, em especial as do setor de telecomunicações. Ele também aparece em obscuras operações de espionagem telefônicas e telemáticas de seus desafetos, o que lhe valeu o apelido de "orelhudo", dado pela revista Carta Capital.
Para entender um pouco a atuação do empresário, os fundos de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ), da Petrobras (Petros) e da Caixa Econômica Federal (Funcef) elaboraram uma publicação de 32 páginas. Os fundos de pensão, por se sentirem lesados por Dantas na gestão da Brasil Telecom, ingressaram com várias ações contra o empresário na Justiça. Na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) há também processos movidos pelos fundos contra Dantas.
Leia a íntegra do documento na página da bancada do PT na Câmara:
(www.informes.org.br).

Apesar de o documento ter sido levado à CPI pelo líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), a oposição tem sido prudente com o assunto. Teme que uma manobra errada possa abrir brecha para investigar denúncias de irregularidades nos processos de privatização do governo Fernando Henrique (1995-2002).Como a idéia de levar à CPI o controlador do Opportunity, o banqueiro Daniel Dantas, uma das alternativas propostas por Virgílio é ouvi-lo em uma sessão fechada. A saída é negociada pelo senador Heráclito Fortes (PFL-PI), amigo do banqueiro.
Diz a boca pequena que, FHC ligou para o Virgílio aos berros por ter trazido esse assunto novamente a tona. Quem estava junto com Virgilio nesse momento diz que ele ficou vermelho, e sundo frio com os berros de FHC.

11 maio 2006

Alckmin vai tomar benção de painho vai ver o que é que o baiano malvadeza, ACM, tem a lhe oferecer, vai tentar apimentar o seu chuchu.Ele tome cuidado ao ir na cidade alta para não descer rolando morro abaixo, Alckmin está caindo mais que chuchu na serra.


11/05/2006 - 11h51
Alckmin intensifica campanha na Bahia e sela aliança com PFL local Publicidade

da Folha Online
DE NOVO A FSP FAZENDO PROPAGANDA DO GOVERNO LULA!!!
ATENÇÃO OPOSIÇÃO ENTREM NO TSE

11/05/2006 - Emprego cresce 17% na indústria paulista

A indústria de transformação paulista criou 46.321 novas vagas de emprego nos primeiros quatro meses do ano, um aumento de 17% em relação a igual período de 2005 – quando o total de postos no quadrimestre ficou em 39.583.

Somente em abril, segundo divulgou nesta quinta-feira (11) o Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), foram abertas 30.980 vagas. O total é 21,8% superior ao do mesmo mês do ano passado (25.430 postos). Na comparação imediata com março deste ano, o crescimento foi de 1,48%.

Foi o melhor desempenho para um mês de abril e o segundo melhor mês já registrado pelo Ciesp desde maio de 2004.Segundo a pesquisa, 14 dos 21 setores, que representam 67,77% do Estado, apresentaram desempenho positivo. O segmento de destilação de álcool e refino de petróleo teve alta de 19,59%, seguido pelo de produtos alimentares (8,32%) e couros e artigos de viagem (4,73%).O Ciesp ampliou o universo da pesquisa para 1.911 indústrias, que compreendem 673 mil empregos no Estado.

Com informações da Folha Online.
LEIAM ESTAS E MUITAS OUTRAS NO BLOG BRASIL! BRASIL!

http://nogueirajr.blogspot.com/

@-CPI dos Bingos: “ o senhor tem alguma coisa haver com a morte de Celso Daniel”?
-“Comendador” Arcanjo: o senhor sabe muito bem que eu não tenho nada haver com Santo André...”
O Constrangimento dos Senadores ao ouvir “o senhor sabe muito bem” foi notório. Caros leitores do blog, não é muito estranha à resposta do Capo?
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@-A oposição e o divertimento! O ataque “feroz” da oposição caiu na graça do povo, tem gente que não perde uma seção do Senado na TV para rir a beça, o Senador Mão Santa, por exemplo, é impagável!
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@-Olívio Dutra no Rio Grande do Sul lidera a corrida para Governador com uma relativa folga. O Governador Roberto Requião no Paraná, idem. Os dois apóiam a reeleição do Lula, o primeiro obviamente por ser do PT e o segundo não morre de amores por Alckmin e tem um ótimo relacionamento pessoal com Lula. Fica uma pergunta: não é na região sul onde Lula “apanha” do eleitorado?
.
@-E o PSDB? O PFL do Rio de janeiro já bateu o martelo, vai apoiar a candidatura da Deputada Denise Frossard para o Governo. O PSDB vai ficar com a broxa na mão.
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@-A pesquisa Ibope sai nesta quinta ou sexta, se por acaso Lula continuar num patamar acima ou igual a 40% e o Governador Alckmin patinar abaixo dos 25%, as chances do PMDB “fechar” um Vice para o Lula são enormes. Nelson Jobim e os seus articuladores políticos estão
trabalhando fortemente nos bastidores e podem emplacar o seu nome como vice.

@-Última: abri a Samburiquinhas sobre o “Comendador” Arcanjo e fecho a dita com uma pergunta. Uma equipe do Fantástico foi para Cuiabá entrevistar o Arcanjo e já se passaram dezenove dias, o programa dominical até agora não revelou o conteúdo da entrevista, por que?
A OPOSIÇÃO SE DESESPERA!!!!!

Produção industrial tem forte crescimento

A produção industrial cresceu em 12 das 14 regiões pesquisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no mês de março. Houve crescimento vigoroso no Pará (17,5%), Ceará (12,3%), Amazonas (8,5%) e Minas Gerais(7,3%). Em São Paulo, a expansão industrial alcançou 6,8%, sexto mês seguido de crescimento. Houve alta em 15 das 20 atividades pesquisadas. Na avaliação do deputado Nilson Mourão (PT-AC) o crescimento é reflexo do desempenho da política econômica do governo Lula e a consolidação de investimentos no setor industrial. "Isso está se refletindo em mais emprego e também na redução da exclusão social", disse.
GAROTINHO MAROTINHO VAI SE ALIMENTAR
O ex-governador conseguiu na Justiça o direito de resposta nas Organizações Globo e na revista Veja às denúncias publicadas contra ele.A decisão, segundo o TJ (Tribunal de Justiça) do Rio, determina que as rés publiquem, de imediato, retificação de notícias que Garotinho alega serem falsas, sob pena de pagamento de multas diárias nos valores de, respectivamente, R$ 35 mil e R$ 50 mil para cada veículo.Ontem, Garotinho foi internado no hospital Quinta D'Or, no Rio, após recomendação do médico Abdu Neme Jorge Makhluf Neto. Ele deve permanecer no hospital até sábado, quando participa da convenção do PMDB, que vai decidir sobre a candidatura própria do partido nas eleições de outubro.De acordo com boletim médico divulgado na noite de ontem, o ex-governador foi submetido a exames eletrocardiograma e raio-X do tórax e o resultado foi normal. Ele apresenta alterações metabólicas que estão sendo corrigidas pela hidratação venosa.
Obs. Vou gargalhar vendo a Globo, e Veja ter que desmentir uma verdade!!!!!!!
Garotinho pelo menos serviu para isso, deixar a imprensa mais desmoralizada e desacreditada do que ela já está.Hilário!
ATENÇÃO OPOSIÇÃO A FSP ESTÁ
FAZENDO PROPAGANDA DO GOVERNO LULA.

Não adianta a oposição junto ao TSE proibir as propagandas do governo Lula, o povo sente o quanto esse governo é muito melhor, na pele, na alma e no bolso.

Folha de São Paulo (11/05/06)

Inflação em 12 meses é a menor desde 99, ano no qual a economia cresceu 0,7 por cento
Apesar dos sinais de cautela do BC (Banco Central), a inflação caminha para alcançar o centro da meta do governo. Com a alta de 0,21% em abril, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado em 12 meses ficou em 4,63%. É a menor marca desde julho de 1999 (4,57%) e está muito próxima do objetivo central do BC (4,50%) para este ano. Em março, o IPCA foi de 0,43%.
Tem gentinha que não quer Lula presidente, tem gentinha que não quer que faça propaganda do governo Lula. Tem gente que vai eleger Lula outra vez sem medo de ser feliz.


10/05/2006 - Em um mês, preço do álcool cai 12,3%
O preço do álcool combustível, que por meses influenciou as altas registradas pelos indicadores de preços ao consumidor, caiu 6,69% na primeira quadrissemana e já está 12,3% negativo na comparação ponta a ponta, entre a primeira semana de maio e a mesma em abril.

11/05/2006 - Turismo prevê 1,2 milhão de novos empregos no setor até 2007
O setor de turismo deve gerar 1,2 milhão de empregos diretos e indiretos no país até o final de 2007. Segundo o ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, desde 2003 foram criados mais de 600 mil postos de trabalho. A estimativa é fechar este ano com a abertura de mais 310 mil vagas.

11/05/2006 - Decreto autoriza venda de remédios fracionados também em drogarias
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem (10) decreto que amplia a venda de remédios fracionados no país. Com a decisão, os medicamentos fracionados poderão ser vendidos também em drogarias – atualmente as vendas só são feitas em farmácias.
10/05/2006 - Inflação oficial cai pela metade, revela IBGE
O IPCA (Índice Nacional de Preços Consumidor Amplo) de abril desacelerou para 0,21%, ante a taxa de 0,43% de março. Nos quatro primeiros meses do ano, o índice acumula 1,65%, bem inferior aos 2,68% de igual período do ano passado.

11/05/2006 - Lula se reúne com chefes de Estado em Viena
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega no fim da tarde de hoje a Viena, na Áustria, para participar da 4ª Reunião de Cúpula dos Chefes de Estado e de Governo da América Latina, Caribe e União Européia. Esta é a primeira vez que um mandatário brasileiro visita o país.
RS É LULA É PT

O Vermelho (10/05/06)

Pesquisa mostra Lula e Olívio Dutra liderando no RS

Pesquisa realizada pelo Instituto Methodus de Porto Alegre, mostra o ex-governador e ex-ministro do Governo Lula, Olívio Dutra, liderando a preferência do eleitorado gaúcho para o Governo do Estado. A pesquisa também apurou a preferência dos gaúchos para a eleição presidencial e ao Senado. A pesquisa foi realizada entre os dias 28 e 31 de março de 2006, abrangendo 25 cidades gaúchas e ouvindo 1.500 pessoas. Na simulação para Presidente, Lula lidera com 35,4%, seguido de Garotinho do PMDB com 17,9%, Alckmin do PSDB ficaria em terceiro lugar com 16,1%, em quarto Heloisa Helena do P-SOL com 9,8%, depois aparecem Roberto Freire do PPS com 2,2% e por último Cristóvão Buarque do PDT com 1,5%. Na simulação em que Garotinho é substituído por Germano Rigotto do PMDB – atual Governador do Estado - , este apresenta percentual menor do que o ex-governador carioca, ficando com apenas 14,0% das intenções de voto dos gaúchos. Para o Senado, a liderança é do atual Senador Pedro Simon do PMDB, com 47,8% das intenções, seguido de Beto Albuquerque do PSB com 14,5%. Posteriormente a data da realização da pesquisa, o PSB decidiu por uma candidatura própria ao Governo do Estado e a candidatura de Beto Albuquerque para reeleição à Câmara dos Deputados. Em terceiro, aparece o candidato do PT, Miguel Rossetto com 12,1%, seguido de Júlio Redeker do PSDB com 5,6% e Pratini de Moraes do PFL com 2,0%.
Espelho, espelho meu...

José Dirceu

Ex-ministro-chefe da Casa Civil

[27/ABR/2006]

Nossas elites, elas mesmas, que diziam apoiar Lula – no que até certa esquerda acreditou – estão aí, agora, radicalmente contra nossa política externa.
Bastou a Bolívia, com seu governo legítimo e seu povo, decidir, democraticamente – porque houve um referendum e eleições presidencial e parlamentar – nacionalizar o petróleo e o gás. É a velha solidariedade de classe, de política e de visão do mundo.
Eles, que privatizaram e permitiram o descalabro do apagão energético no Brasil, apoiavam e sustentavam governos repudiados e depostos pelo povo boliviano. Para entender a histeria atual, é necessário relembrar esse fato histórico, essa solidariedade de classe e de interesses, pois são todos neoliberais e adeptos de um alinhamento externo incondicional à política norte-americana.
A crise que vivemos na América do Sul é fruto de vinte anos de neoliberalismo e de políticas econômicas e sociais que fracassaram. Portanto, os governos, eleitos com plataformas de reformas e de resgate da soberania, precisam avançar e realizar essas reformas, caso contrário, terão o mesmo destino dos governos de Lucio Gutiérrez, no Equador, e de Alejandro Toledo, no Peru.
Parece que esquecemos a experiência da Argentina, quando as políticas do FMI conduziram o país à beira de uma guerra civil, felizmente superada com a eleição de Néstor Kirchner.
O componente ideológico na crítica da maioria da mídia é claro quando condena, não apenas a resposta do Presidente e do governo brasileiros, mas toda sua política externa e, principalmente, o Mercosul. O objetivo não é o futuro acordo com a Bolívia ou a condenação da nacionalização; na verdade, quer ressuscitar a Alca.
O tom alarmista da direita brasileira e de certa mídia é ridículo e contraria toda a nossa tradição diplomática. As propostas de retirar nosso embaixador de La Paz e de aplicar sanções à Bolívia não são próprias de nossa política externa e só agravariam a situação.
A Bolívia precisa do nosso mercado e, nós, do gás boliviano. Portanto, devemos negociar com firmeza, defender nossos interesses e acelerar os investimentos da Petrobras, buscando a auto-suficiência de gás, como fizemos com o petróleo.
Uma coisa é exigir indenizações ou negociar reparações e o preço do gás; outra , é se opor a uma decisão soberana do povo e do governo da Bolívia que, aliás, já foi tomada, no passado, por governos militares de lá, sem a mesma oposição dessa direita de tão curta memória histórica.
Precisamos ter um programa claro: não a expropriações; garantia de abastecimento; negociação justa e soberana do preço do gás. Com relação à Petrobras, devemos negociar preço e investimentos conjuntos, lembrando que construímos Itaipu com o Paraguai.
Temos interesses comuns com os países da América do Sul, nosso mercado natural de expansão. Somos o único país industrializado na região e temos um crescente mercado interno. Portanto, devemos avançar na integração, com a imediata implantação do Fundo para a Convergência Estrutural para a Bolívia, o Paraguai e o Uruguai, e a construção do Banco de Investimentos, para financiar o desenvolvimento.
O Mercosul deve implantar seu parlamento, constituir seu Tribunal de Arbitragem, eliminar a dupla cobrança da Tarifa Externa Comum e instituir um mecanismo para a distribuição da Renda Aduaneira, que prevê a circulação facilitada de bens. E aprofundar os entendimentos rumo à Comunidade das Nações Sul-Americanas.
É patética a postura da oposição, dando como liquidado o Mercosul o que, a rigor, trata-se, apenas, de uma vontade que se expressa na crise e revela o caráter antinacional dessas elites, sempre prontas a defender políticas de submissão de nosso país. Como se fosse possível, depois de tantos anos de desgovernos, com tanta desigualdade, pobreza e problemas historicamente acumulados, construir um mercado comum e integrar nossos povos sem crises e rupturas.
Com esse tipo de mentalidade, a Europa seria, até hoje, um campo de batalha e não a União Européia. Interesses conflitantes são da natureza dos processos políticos, principalmente na arena internacional. O que define uma nação e um estadista é sua capacidade de transformar a crise em oportunidade para defender não somente o interesse nacional mas, principalmente, o futuro que, em nosso caso, está na integração da América do Sul.
José Dirceu escreve às quintas-feiras no JB
ALGUNS ALUNOS DA PUC-MG SÃO BURROS!

São burros os alunos da PUC-MG que ofenderam o ex-ministro Dirceu, burros! Estão cursando uma universidade e continuam ignorantes. Não conhecem a história deste país, não devem ler nada além de Veja, ao som de Daniela Mercury. Com essas opções é difícil entender e aprender. Esses estudantes deixaram de ouvir o que tinha a dizer uma das pessoas mais respeitáveis do Brasil, que tem muito a ensinar porque tem uma bagagem de vida invejável. Digo e repito esses estudantes são burros e ignorantes. Não basta freqüentar PUC,tem que ser inteligente, estudar, entender e aprender. A direita tresloucada diz que os petistas são burros, analfabetos, malcriados, como esses estudantes da PUC-MG, que usaram até palavras de baixo calão para ofender o ex-ministro Dirceu. O PT é o partido dos trabalhadores, partido que teve por berço as grandes montadoras no ABC e tinha como líder um metalúrgico, Lula. O pensamento da elite é que o trabalhador, que usa o macacão da fábrica, que acorda de madrugada para pegar o ônibus, é um ser inferior, que não merece ser ouvido, é um ser que não estudou, não freqüentou os bancos das universidades, não é doutor. Para a elite, é um burro. Grandes intelectuais, estudantes universitários, doutores, com pensamentos contrário aos da elite, uniram-se nessa época aos trabalhadores e ouviram o que o que eles tinham a dizer, quais as propostas dos trabalhadores para melhorar o país, e resolveram juntar-se a eles para fundar o PT. Era uma proposta de liberdade, fraternidade, solidariedade, justiça social, dignidade humana. Isso tudo nas décadas passada, nos anos de chumbo, em plena ditadura militar, era só um sonho. Essa parcela da sociedade lutou e transformou o sonho em realidade. Entre os fundadores do PT, nessa época, estava o ex-ministro Dirceu. Ex-estudante de direito da PUC-SP, militante da esquerda, foi preso político, sempre atuando em defesa do Brasil e do povo brasileiro. Sempre lutou por justiça, sempre lutou contra os exploradores do povo brasileiro. Sua atuação foi fundamental para eleger Lula. O ex-metalúrgico, migrante nordestino, que se tornou presidente do Brasil com 53% dos votos válidos, é respeitado e admirado no mundo todo, e está tornando este país cada vez melhor para todos os brasileiros.Esses estudantes da PUC que ofenderam o ex-ministro Dirceu têm muito a entender e aprender. Ou vou ter que desenhar?
Jussara Seixas.

10 maio 2006

Exclusivo:
Apareceu o motorista
O motorista Fernando Freire, que trabalhou em Brasília para a empresa Planam, prestou depoimento à Polícia Federal em que descreveu como os empresários Darci Verdoin e Luiz Antônio Verdoin, chefões da quadrilha das ambulâncias, levavam a propina para o Congresso. ÉPOCA gravou uma conversa por telefone com o motorista. Ele contou o que viu: “Eu buscava seu Darcy ou o Luiz Antônio no aeroporto e, no caminho para o Congresso, eles tiravam dinheiro de uma maleta, punham em envelopes e guardavam nos bolsos e dentro da calça”. Ele diz que nunca entregou dinheiro a deputados e nem desconfiava da corrupção. “Eu não estranhava o dinheiro porque eles eram ricos, né?”. Andrei Meireles
Revista Época
GOVERNO LULA
Folha Online
(10/05/06)
Número de pedidos de falência diminui quase 70 %, diz Serasa
O número de pedidos de falências caiu significativamente no mês de abril. Segundo levantamento feito pela Serasa, a queda foi de 68,2% na comparação com o mesmo período do ano passado -- de 1.017 requerimentos registrados em 2005 para 323 neste ano. Comparando-se os quatro primeiros meses de cada ano, os requerimentos de falência diminuíram 65,1% em 2006. http://www.informante.net/

Declaração de Silvio Pereira na CPI do Fim do Mundo.

BRASÍLIA - O ex-secretário geral do PT Sílvio Pereira isentou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de qualquer responsabilidade pelo esquema do valerioduto e do mensalão. "Não acho que o presidente Lula esteja sendo blindado. Lula é isso aí, um grande líder deste País. Nunca o vi fazer nada de errado", afirmou ele em depoimento na CPI dos Bingos, nesta quarta-feira.
Os senadores de oposição tentaram, em vão, arrancar qualquer declaração de Pereira que pudesse comprometer o presidente Lula no esquema de corrupção que atingiu nomes do PT e de integrantes do governo.
Silvinho disse que falava de política em geral quando comentou ao jornal O Globo sobre quem comandava o PT, ao explicar sobre a mudança que teria ocorrido no partido depois que passou a ser governo.
http://www.estadao.com.br/ultimas/nacional/noticias/2006/
Justiça suspende programa de governo de Alckmin em escola

A Justiça Estadual suspendeu hoje por tempo indeterminado o Programa Escola de Tempo Integral na escola estadual Anísio Moreira, em Mirassol, no interior de São Paulo. A decisão, tomada por meio de concessão de liminar, atende a pedido do Ministério Público. O programa, tido pelo governo do Estado como o melhor projeto da área educacional, foi suspenso porque, segundo comprovou ação civil pública movida pelo promotor José Heitor dos Santos, não apresenta a mínima estrutura física e pedagógica para os cerca de 700 alunos que freqüentam o período integral.
A sentença do juiz da Infância e da Juventude de Mirassol, Ronaldo Guaranha Merighi, determina que o Estado deixe de aplicar o programa a partir da próxima segunda-feira, quando as crianças deverão passar a ter aulas em apenas um período, sob pena de multa de R$ 20 mil por dia de desobediência. Além disto, o ginásio de esportes e o auditório foram interditados, e o refeitório da escola, que não tem capacidade para servir refeições para as crianças na hora do almoço, terá de ser reformado.
A decisão, porém, livra o Estado de pagar indenização moral de R$ 7 milhões para os estudantes, que, segundo o MP, passaram por humilhações e constrangimento coletivo, por falta de lugar para se alimentar e por ficarem parte do dia dentro do pátio da escola sem ter cadeira ou banco para sentar.
"Não há condições materiais, físicas e pedagógicas para manter o aluno em tempo integral. Faltam materiais, professores e os estudantes são confinados como num campo de concentração, sob sol forte, chuva e frio. Nem condenado pela Justiça é tratado desta maneira", comentou o promotor Santos. A Secretaria de Educação do Estado informou que ainda não foi notificada, mas vai recorrer da decisão da Justiça.
Pesquisa JB/IBPS mostra Lula com mais de 43% das intenções de voto

Uma nova rodada da pesquisa encomendada pelo Jornal do Brasil ao Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua liderando a disputa presidencial com folga. Ele está com 43,3% das intenções de voto contra 30,8% de Alckmin. Na pesquisa espontânea, a dianteira de Lula é bem maior (29,4% contra 13,1% do tucano). Esta é a primeira pesquisa de abrangência nacional registrada no TSE no mês de maio.
Apesar do ataque pesado e constante que a oposição e setores da mídia desenvolvem contra o governo, Lula não perdeu eleitorado. No cenário em que os principais concorrentes são Lula (PT), Alckmin (PSDB), Garotinho (PMDB), Heloisa Helena (PSOL) e Roberto Freire (PPS), o presidente Lula mantém a dianteira com 43,3% das intenções de voto. Alckmin vem em seguida com 30,8%. Em terceiro está Garotinho com 11,8%, seguido de Heloisa Helena (9,7%) e Roberto Freire (2,3%). Enéas Carneiro (Prona) aparece com 1,6% e Cristovam Buarque (PDT) é o lanterninha com 0,5%.Os dados são da mais recente pesquisa encomendada pelo Jornal do Brasil ao Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS). Estranhamente, nem o próprio JB publicou os números, que até a hora da publicação desta matéria só tinham sido divulgados na página do próprio IBPS (
http://www.ibpsnet.com.br/ ).Lula lidera em todos os cenários
Em relação à última pesquisa IBPS/JB, realizada no início de abril, a situação praticamente não se alterou e todas as oscilações ocorreram dentro da margem de erro. Em abril, Lula tinha 43,5%, Alckmin 30,6%, Garotinho 13,3% e Heloisa Helena 7,8%.
Num segundo cenário da pesquisa estimulada, o pré-candidato do PMDB, Anthony Garotinho, é substituído pelo ex-presidente Itamar Franco. Nesta situação, Lula tem 41% das intenções de voto, Geraldo Alckmin aparece com 28%, Heloisa Helena vem em seguida com 11%, Enéas Carneiro aparece com 10%, Roberto Freire 5% e Itamar Franco 4%. Mais uma vez o lanterninha é o ex-petista Cristovam Buarque com apenas 1%.
Num terceiro cenário, sem nenhum candidato do PMDB, Lula também lidera com 43% e Alckmin aparece com 31%.
Os dados acima consideram apenas os votos válidos e são da pesquisa estimulada --em que o pesquisador apresenta uma lista de nomes ao eleitor.
Lula cresce e Alckmin cai na espontânea
Na pesquisa espontânea, que os analistas consideram mais importante que a estimulada e na qual o eleitor diz em quem votaria se a eleição fosse hoje sem que o entrevistador cite qualquer nome, a dianteira de Lula sobre Alckmin é muito maior. Lula é citado por 29,4% dos entrevistados, percentual que representa mais que o dobro daqueles dispostos a votar em Alckmin, que foi lembrado por 13,1%. Nesta pesquisa espontânea, Garotinho ficou com 4% e Heloisa Helena com 2,6%. José Serra continua aparecendo nas pesquisas espontâneas, mas com pouca expressão. Somente 1,25% dos entrevistados disseram que votariam em Serra para presidente, o que revela que a maioria do eleitorado já assimilou que o candidato do PSDB é Geraldo Alckmin.
Em abril, Lula tinha, na pesquisa espontânea, 27,8% e Alckmin 15,7%. Ou seja a diferença entre Lula e Alckmin aumentou 4% em favor do presidente.
Segundo turno: Lula vence de todosNum eventual segundo turno entre Lula e Alckmin, o presidente venceria a disputa com pequena margem (51% para Lula e 49% para Alckmin).
Se a disputa no segundo turno fosse entre Lula e Garotinho, o presidente venceria com mais tranquilidade: 68% contra 32% do ex-governador do RJ.
Com Itamar Franco no segundo turno, mais uma vez Lula seria vencedor: teria 64% dos votos contra 36% de Itamar.
Situação regional
Regionalmente, Lula continua melhor situado no Nordeste, com 59% das intenções de voto (crescimento de 4 pontos em relação a pesquisa de abril) contra 17% de Alckmin, que tinha 18,6% na pesquisa anterior. O pior desempenho de Lula é no Centro-Oeste, onde o presidente aparece com 29,9% (tinha 34,5% em abril) e Alckmin cresceu de 31,9% para 36,5%¨nesta região. Em compensação perdeu eleitorado na sua própria região, a Sudeste, que concentra o maior número de eleitores do país.
Alckmin caiu de 38,2% para 35,7%. Já o presidente Lula teve um leva melhora, passou de 38,6% para 38,9%.
Alckmin continua a ser o candidato preferido dos ricos. Tem 48,4% dos votos entre os que ganham mais de 20 salários mínimos. Lula, inversamente, aparece com 41,8% dos votos entre os que têm uma renda inferior a 1 salário mínimo.
Avaliação do governo melhora
Nesta terceira rodada da pesquisa IBPS/JB, a avaliação do governo melhorou. Em abril, o governo Lula era avaliado positivamente por 29% dos eleitores. Agora em maio, o governo Lula é aprovado por 34% dos brasileiros que o consideram "muito bom" ou "bom". 25% consideram "ruim" ou "muito ruim" (eram 30% em abril). Para 40% (mesmo percentual da pesquisa anterior), o governo Lula é "regular" e 1% não sabem ou não responderam.
Fernando Henrique foi pior
Lula ainda leva uma boa vantagem na comparação do seu governo com o de Fernando Henrique Cardoso: 47% consideram o governo Lula ''melhor'' ou ''muito melhor'' que o de seu antecessor tucano. FHC só leva vantagem para 21% dos entrevistados. Outros 31% consideram os dois governo iguais e 1% não sabem ou não responderam.
A pesquisa mostra ainda que a maioria absoluta (80%) da população não tem simpatia por nenhum partido. Entre os eleitores que têm alguma simpatia partidária, 9,9% preferem o PT, 3,3% citaram o PSDB como partido de preferência. O PMDB foi citado por 2,7%, o PFL por 1,3% e outros partidos totalizaram 1,9% das citações.
Outros assuntos
O IBPS quis saber também se os entrevistados levam em conta as pesquisas eleitorais na hora de decidir o voto: 66% disseram que não e 32% responderam que levam em consideração as pesquisas na hora de votar.
O instituto também questionou os eleitores sobre dois itens da proposta de mudança na legislação eleitoral que tramita no Congresso. Sobre a proibição de divulgar pesquisas eleitorais a menos de 15 dias da votação, 44% disseram ser contrários a esta medida e 38% mostraram-se favoráveis à proibição. Para outros 16% tanto faz e 2% não sabem ou não responderam.
Já sobre a proibição de showmícios, 49% condenaram a proibição e e 40% são favoráveis.
A pesquisa, encomendada pelo Jornal do Brasil foi realizada entre os dias 27 de abril e 3 de maio.
Foram consultadas 2 mil pessoas em todo o território nacional. A margem de erro é de 2,2% para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE sob o número 5392/2006.
Da redaçãoCláudio Gonzalez

http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=1876

PSDB É TEMERÁRIO!

Será que o Vereza, a Torloni, a Mercury, o Jô Soares e o resto dessa cambada de pilantras têm coragem de defender esse programa de cara limpa, fazendo o debate público e franco com o povo brasileiro???

Adauto Melo
Grupo Beatrice
grupobeatrice@oi.com.br

Procurado pelo Conversa Afiado, Nakano informou, por intermédio de sua assessoria, que não iria se manifestar. Ele defende um ajuste por meio do qual o país levaria a zero em dois anos o déficit nominal (diferença entre receitas e despesas, incluindo juros). Proposta semelhante já havia sido apresentada no ano passado pelo deputado federal Delfim Netto (PMDB-SP), atualmente um dos economistas mais próximos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para o ministro Mantega, a adoção de tal medida sem uma redução “expressiva” da taxa de juros produziria uma “brutalidade” sobre programas sociais como o Bolsa-Família, que beneficia 8 milhões e meio de famílias. “Você pode até caminhar para um déficit nominal zero se tiver condições para que a taxa de juros caia de forma expressiva”, declarou o ministro, para quem é motivo de temor uma eventual tentativa de se eliminar o déficit por meio de uma elevação ainda maior do superávit primário (economia de recursos feita pelo governo para abater a dívida pública).

“Eles já deviam ter feito isso quando foram governo e não fizeram. No primeiro mandato, fizeram superávit zero. No segundo, 3,70%, 3,75%. Nós estamos fazendo mais superávit primário, e eu acho que está de bom tamanho. Se você disser que vai fazer mais ainda, fico temeroso. E aí tem que me dizer de onde é que vai tirar”, disse Mantega.
De acordo com o ministro, os 4,25% de superávit praticados atualmente pelo governo Lula superam todos os superávits anuais obtidos pelos tucanos durante os oito anos da administração Fernando Henrique Cardoso. Segundo ele, a economia de recursos não ultrapassará esse patamar porque não é necessário. “É um dos maiores esforços que já se fez na nossa história”, afirmou.
O ministro da Fazenda defende “uma solução de mercado” para a Varig. O governo pode dilatar prazos, e o BNDES pode emprestar dinheiro à empresa que comprar, “desde que seja uma empresa saudavel”. Mantega, que acabou de deixar a presidência do BNDES para assumir como ministro da Fazenda, lembra que os diretores do BNDES podem ser punidos se emprestarem a empresas, que, por exemplo, não paguem impostos.

Paulo Henrique Amorim – Ministro, qual é a prioridade da política econômica para o ano eleitoral?

Guido Mantega – A prioridade da política econômica é permitir que o desenvolvimento finalmente se implante no Brasil. Nós já estamos na rota do crescimento. Esse crescimento já começou em 2004, e 2006 é o ano da consolidação desse crescimento. A economia brasileira está saudável, passa por um momento muito favorável, todas as estatísticas macroeconômicas estão equilibradas. Então, o que temos de garantir é que isso prossiga, inflação sob controle, que a dívida pública continue caindo, que continue a responsabilidade fiscal, porque o nosso objetivo é que a economia cresça, num padrão maior do que ela vinha crescendo no passado.

Paulo Henrique Amorim – Isso significa, ministro, que, por acaso, o sr. vai mudar a política fiscal ou que o Banco Central será convencido ou constrangido a acelerar a queda da taxa de juros?
Guido Mantega – A política fiscal é a mesma, uma política fiscal muito bem sucedida. Foi ela que nos deu esta segurança, esta garantia de responsabilidade que o governo demonstrou. Continuamos projetando um superávit primário de 4,25%, ou seja, o governo tem de economizar um dinheiro para poder pagar uma parte da dívida contraída no passado. E isto mostra aos credores, à sociedade, ao mercado, que é um governo responsável. Então, esta responsabilidade vai continuar.

Paulo Henrique Amorim – Mas também não será maior que 4,25%?

Guido Mantega – Não será maior que 4,25% porque não é necessário. É bom lembrar que 4,25% é um dos maiores esforços que já se fez na nossa história. Porque não é um ano de 4,25%. Só para você ter uma idéia da cifra, nós estamos falando de R$ 70 bilhões que têm de ser economizados. Ao longo da história, raro foi o momento em que quatro anos seguidos você fez mais de 4% de superávit primário. Então isso mostra que a responsabilidade fiscal veio para ficar. É uma conquista. Do ponto de vista da taxa de juros, é claro que o governo como um todo – e aí incluo o Banco Central, o Ministério da Fazenda, o presidente da República – todos queremos que as taxas de juros sejam as menores possíveis. Acho que é uma das anomalias com as quais ainda convivemos no Brasil, uma das poucas ainda que nos distinguem de outros países, que temos taxas de juros muito elevadas. E é claro que isso não é por prazer ou por divertimento das autoridades monetárias. Ninguém gosta de taxa de juros, salvo um ou outro que possa ter vantagem com ela. Então, há um esforço do governo em criar as condições para que as taxas possam cair. A taxa tem de cair, mas a inflação tem de ser mantida sob controle. Em hipótese nenhuma nós queremos que haja uma volta da inflação no país porque a inflação é um mal que atinge todos os segmentos da sociedade, principalmente os assalariados, aqueles que têm rendas fixas. Então, o Banco Central tem a incumbência de zelar pela inflação e ao mesmo tempo praticar a taxa de juros a mais baixa possível que viabilize essa inflação no seu patamar de acomodação. Então, não há nenhum conflito, nenhuma dúvida. Eu tenho um bom relacionamento com o Banco Central, eu converso com o Meirelles. Alguns jornais chegaram a dizer que houve uma desavença, um confronto, mas não houve confronto nenhum. Apenas houve a divulgação da ata do Copom que apresenta um ponto de vista mais cauteloso. E você sabe que os banqueiros sempre costumam ser mais cautelosos, sempre um pouco mais conservadores. Isso faz parte da liturgia do cargo. E eu fiz uma análise objetiva da situação da economia brasileira. A inflação, ela está sob controle.

Paulo Henrique Amorim – Ministro, muitas vezes eu o entrevistei na condição de economista da oposição e lhe perguntava o que achava da política econômica do governo Fernando Henrique. Agora, nós vamos nos colocar numa posição um pouco diferente e eu vou lhe perguntar sobre o que o sr. acha das idéias do economista e professor Yoshiaki Nakano, que aparentemente é o principal economista do candidato Geraldo Alckmin, que prega duas providências importantes, na minha opinião: o déficit nominal zero em dois anos e a redução acentuada do câmbio para facilitar as exportações. O que o sr. acha dessas duas idéias?

Guido Mantega – Em primeiro lugar, lembrar que o Yoshiaki é meu colega na Fundação Getúlio Vargas há mais de 20 anos. Somos pessoas do mesmo departamento. Além de tudo, ele é meu amigo pessoal. Mas eu devo dizer que o que ele está propondo é um pouco temerário. Porque ele quer fazer déficit nominal zero. Eu não sou contra o déficit nominal zero, desde que seja feito não com uma brutalidade sobre as despesas do Governo, sem cometer uma brutalidade como, por exemplo, acabando com o Bolsa Família, que é um programa social muito importante, que está tirando vários brasileiros da condição de miséria; sem que se reduza as despesas com saúde. Você pode até caminhar para um déficit nominal zero se você tiver condições para que a taxa de juros caia de forma expressiva. Porque o déficit nominal é a conta do primário mais a despesa com juros. Hoje, a despeja com juros é elevada. Então, se você conseguir reduzir essa despesa com juros, você pode até caminhar para uma taxa nominal próximo de zero. Agora, o que me preocupa é que o candidato Alckmin tem falado em aumentar o superávit primário. Se você quiser atingir o nominal zero aumentando o superávit primário, eu acho temerário. Primeiro, porque eles já deviam ter feito isso quando foram governo e não fizeram. O PSDB já governou o país durante oito anos. No primeiro mandato, eles fizeram o superávit zero, não fizeram superávit nenhum. No segundo mandato, foi feito um superávit de 3,70%, 3,75%. Nós estamos fazendo mais superávit primário, e eu acho que está de bom tamanho. Se você disser que vai fazer mais ainda, eu fico temeroso porque conheço bem as contas públicas. E aí tem que me dizer de onde é que você vai tirar, para a população saber. Tem que dizer: “População, esse governo está querendo acabar com o Bolsa Família”. São 8,5 milhões de famílias que se beneficiam. Você pode aumentar o superávit primário por aí. Ou então não vai dar aumento de salário mínimo. Ou então vai diminuir investimento. O investimento vai ser sacrificado. Nós não vamos ter investimentos em portos, rodovias, infra-estrutura. Isso tem um custo. Ao meu ver isso pode levar a uma recessão ou pode levar a uma perda de apoio que as famílias carentes do país têm. Eu fico muito temeroso com isso.

Paulo Henrique Amorim – Uma outra coisa é com relação ao câmbio. O José Serra, hoje candidato a governador, quando ele era aparentemente candidato à Presidência da República, chegou a falar em administração do câmbio. Agora o professor Nakano fala que é preciso promover uma acentuada desvalorização do Real. O que o senhor acha disso como governo?

Guido Mantega – Eu acho que você pode como candidato enunciar uma série de propósitos e metas e depois ter uma certa dificuldade em realizá-las. Ele precisa explicar melhor o que ele quer fazer. Porque eu também desejaria que houvesse uma desvalorização do Real. Mas desejar é uma coisa, outra coisa é como você procede, sem que você possa violentar os princípios de uma boa política cambial. Hoje nós estamos num país com câmbio flutuante. Me parece que é o melhor regime, justamente porque o governo anterior fez um outro câmbio que quase nos levou à bancarrota, que era um câmbio intervencionista, um câmbio fixo. Eu sou partidário de um câmbio flexível e acho que estamos numa situação de valorização do Real, em grande parte, por causa do sucesso que nós temos tido na área de comércio exterior. O Brasil está conseguindo exportar muito porque as empresas são competitivas e o produto brasileiro é bom. E com isso nós estamos trazendo muitos dólares no país. Nós temos uma injeção de dólar no país hoje de uns R$ 30 bilhões por ano. Está sobrando dólar no país. Você sabe, é aquela lei da oferta e demanda. É muita oferta de dólar, o dólar se desvaloriza e a demanda é pelo Real. Porque o Real rende mais. Você aplicar em dólar hoje não é uma boa opção no país.

Paulo Henrique Amorim – A Bolsa está a 40 mil pontos, não é?

Guido Mantega – A Bolsa está acima de 40 mil pontos. Com a ata do Copom, ela desceu. Então, não é fácil você fazer isso, a menos que você use algum estratagema, alguma artificialidade, da qual eu tenho receio. O que nós podemos fazer é estimular as importações e isso já está acontecendo. Se você tiver um superávit comercial menor, e nós não precisamos ter um superávit de R$ 45 bilhões, como tivemos no ano passado, há um equilíbrio maior entre a oferta e a demanda de dólar. Então, isso já está acontecendo, no primeiro trimestre as exportações cresceram 27% e as importações, 31%. Então, nós caminhamos para um superávit comercial de uns R$ 35 bilhões, que está de bom tamanho.

Paulo Henrique Amorim – Ministro, só para tocar num último assunto, não quero abusar da sua paciência. Nós estamos diante dessa questão gravíssima, que é a questão da Varig. O sr. já disse algumas vezes que o governo não gostaria de colocar a Varig num hospital. Acontece que há poucos dias o ministro da Defesa, Valdir Pires, disse que o presidente Lula gostaria de encontrar uma solução para a Varig. A ministra Dilma Roussef também tem falado em encontrar uma solução para a Varig. Qual é sua posição de ministro da Fazenda com relação à Varig?

Guido Mantega – Olha, de fato, há uma preocupação geral e do governo para encontrar uma solução porque a Varig é um patrimônio nacional, ela tem um papel importante. Agora, nós temos que levar em conta que a Varig teve uma gestão privada durante muitos anos e a situação dela é o resultado dessa gestão. Então, nós não podemos transferir agora para o Governo o ônus de consertar aquilo que foi feito por essa gestão privada. Então ela tem que ter uma solução de mercado, na minha opinião. É claro, no que o governo puder ajudar vai ajudar. Se ele puder dilatar algum prazo, se o BNDES puder dar um financiamento. Mas o BNDES pode financiar uma empresa saudável, então tem que ser alguém que vá fazer um investimento na Varig. Isso já está disponível desde que eu era presidente do BNDES. Se aparecer um grupo econômico disposto a investir na Varig, recuperá-la, mantê-la voando e precisar de um financiamento, o BNDES poderá fazê-lo. Agora, um financiamento direto para a Varig é impossível, a lei não permite, Paulo Henrique. O BNDES está submetido a rigorosos controles. Você não pode emprestar para uma empresa que não tenha Certidão Negativa de Débitos dos tributos. Os diretores do BNDES são responsáveis por isso e responderão perante a Justiça. Então a disposição de ajudar existe. Se houver alguma solução, nós a trilharemos. Agora, isso não passa por recursos do Tesouro, não passa por recursos do governo federal. Mas tudo o que nós pudermos fazer na área regulatória, na área de protelar alguma coisa, isso será feito porque a Varig é muito importante para o país.
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/366001-366500/366449/366449_1.html