11 fevereiro 2006

A VOLTA POR CIMA


10/02/2006 - Crise faz aumentar filiações ao PT

Colunistas, acadêmicos e políticos que passaram os últimos meses de 2005 prevendo a extinção do Partido dos Trabalhadores estão sendo obrigados a rever suas análises. O PT não apenas sobreviveu à crise, como saiu maior e mais fortalecido dela.

Levantamento do Núcleo Nacional de Carteiras, ligado à Secretaria de Organização do partido, mostra que o PT iniciou 2006 com 24.165 filiados a mais do que tinha no começo do ano passado. Esse número representa a diferença entre os que entraram durante 2005 (29.583 pessoas) e os que comunicaram seu desligamento (5.418) ao longo do ano.

Segundo o estudo, os “petistas de carteirinha” eram 840.108 em janeiro de 2005, saltaram para 857.815 em julho e já somavam 864.273 em janeiro de 2006. Em doze meses, o aumento do quadro de filiados (descontando os que saíram) foi da ordem de 3%.

“No pior ano do PT, houve uma resposta firme de parcela da sociedade, que reconhece a importância do partido na construção da democracia e na conquista dos direitos dos trabalhadores”, avalia o secretário nacional de Organização, Romênio Pereira.

O detalhamento dos números revela, ainda, que as anunciadas “desfiliações em massa”, por conta do recrudescimento das denúncias e dos ataques diários, acabaram não acontecendo. Pelo contrário: o total de pessoas que se desfiliaram em 2005 foi maior no primeiro semestre (3.409) do que no segundo (2.009), quando a crise tomou maiores proporções.

Outro ponto relativo ao pouco impacto que a crise teve no prestígio do PT: de todos os que “oPTaram” no ano passado, 8.467 (ou 28%) o fizeram a partir de agosto.

Estados
Romênio lembra que tem viajado por vários Estados e, por todos os lugares onde passa, é procurado por simpatizantes que decidiram se filiar depois da crise. “São pessoas de setores sindicais, de movimentos populares, das universidades, que, diante dos ataques da direita, entraram no partido para mostrar que estão do nosso lado”, comenta.

Segundo os números do Núcleo de Carteiras, o PT vem crescendo em todos os Estados do país, sem exceção, mais o Distrito Federal. Tomando por base a comparação entre setembro de 2004 - quando se encerraram as filiações válidas para o PED (Processo de Eleições Diretas), que ocorreria um ano depois – e os números atualizados até fevereiro de 2006, o aumento líquido (descontadas as desfiliações) atinge 4,76%.

Nessa base de comparação, o partido ganhou 45 mil novos filiados e perdeu 6 mil, num saldo positivo de 39 mil.

Os Estados de maior crescimento foram Ceará (18,9%), Roraima (13,4%), Bahia (11%), Rio Grande do Norte (10,2%) e Acre (10,1%). No total de filiados, São Paulo é o Estado com maior número (196.729), seguido por Minas Gerais (86.467), Rio Grande do Sul (81.430), Rio de Janeiro (65.764) e Paraná (51.700).


09/02/2006 - Jantar do PT tem convites esgotados
Estão esgotados os mil convites colocados à venda para o jantar em comemoração aos 26 anos do PT, que acontece na próxima segunda-feira (13), em Brasília, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo o secretário de Finanças do partido, Paulo Ferreira, a comissão organizadora do jantar se reúne neste sábado (11) para decidir se confecciona um novo lote de ingressos, já que a procura continua grande.
A arrecadação com a venda dos convites (que tiveram valores de R$ 200, R$ 500, R$ 1.000, R$ 2.000 e R$ 5.000), será somada ao total obtido pela Campanha Militante de Arrecadação, que tem por objetivo o pagamento de dívidas partidárias.

10 fevereiro 2006

Hoje a oposição sem noção vai se matar de raiva, vai espernear,vai chorar. Essas duas noticias é presente de aniversário para o PT, para o presidente Lula. Lula é imbatível e a economia está sólida, é demais para eles.



10/02/2006 - 14h36
Risco cai quase 10% após anúncio de recompra da dívida externa

da Folha Online
O anúncio do Tesouro Nacional de que o governo brasileiro vai recomprar até US$ 20 bilhões da dívida externa fez o risco-país cair mais de 14% nesta manhã.Durante a tarde, no entanto, o risco diminuiu o ritmo de queda. Às 14h30, o indicador recuava 9,76%, para 231 pontos, após ter chegado aos 220 pontos --menor nível da história do índice, calculado desde 1994 pelo JP Morgan. O risco-país funciona como um indicador da confiança do mercado financeiro na capacidade de um país pagar sua dívida. Quanto mais alto o risco, maiores são os juros cobrados pelos investidores para comprar títulos desse país.
PARABÉNS PT
10/02/2006 - Ipsos: Lula venceria dois turnos das eleições

Pesquisa do Instituto Ipsos revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceria as eleições de outubro nos dois turnos. Se a eleição acontecesse hoje e o candidato do PSDB fosse o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o presidente ganharia a disputa com uma diferença de 20 pontos percentuais. Se o adversário tucano fosse o prefeito de São Paulo, José Serra, a vitória de Lula teria vantagem de quatro pontos percentuais. As informações foram publicadas no jornal Valor Econômico desta sexta-feira.
A pesquisa Ipsos, que não foi registrada, mostra a recuperação da popularidade de Lula pelo segundo mês consecutivo. Segundo o Valor Econômico, a melhora da imagem de Lula foi mais acentuada em janeiro do que em dezembro, o que indica uma recuperação contínua da popularidade do presidente.
De acordo com o jornal, os indicadores de consumo e de confiança do consumidor cresceram em janeiro, bem como os de percepção referentes ao poder de compra. "A avaliação da área social do governo também melhorou. É justamente o desempenho tanto dos indicadores sociais quanto econômicos que assessores e políticos ligados a Lula atribuem a recuperação neste início de ano", afirma o Valor Econômico.
O jornal destacou ainda "a fixação do salário mínimo com o maior poder de compra dos últimos 40 anos", "a recente liberação de um pacote generoso de subsídios para a compra da casa própria" e "a correção da tabela do Imposto de Renda" como medidas que acentuam a popularidade do presidente. "A notícia dando conta de que o Bolsa Família está diminuindo a desigualdade social também é apontada pelos petistas como um dos fatores que estão contribuindo para melhorar a imagem de Lula", afirma o jornal.
Para o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), a pesquisa eleitoral "é a radiografia do momento". "Eu já não tinha dúvida de que Lula ganharia as eleições, e as pesquisas têm demonstrado que o governo está no rumo certo. Há um crescendo na popularidade do presidente. Várias pesquisas indicam que o presidente está em crescimento. Tenho viajado com o presidente a assentamentos e vejo que programas como o Pronaf e o Estatuto da Pequena e Média Empresa repercutem na sociedade", afirmou.
O deputado Nilson Mourão (PT-AC) disse que as pesquisas "refletem o reconhecimento que o povo brasileiro vem manifestando". "O conjunto de medidas que foram tomadas nos últimos tempos expressam essa realidade. Quero destacar o programa de recuperação das estradas, o Fundeb, o salário mínimo, o avanço do número de beneficiários do Bolsa Família e o amplo programa de habitação popular", afirmou.
Segundo o deputado Carlito Merss (PT-SC), a pesquisa demonstra que a sociedade brasileira reconhece o esforço do governo federal e do PT em combater os casos de corrupção. "É a demonstração cabal de que o povo não é bobo: o povo sabe que houve problemas, mas reconhece que sua vida está melhorando a cada dia. A questão do caixa dois foi um equívoco de alguns, que já foram punidos. O partido é maior do que isso", afirmou.
CONVITE
VENHAM VAMOS PARTICIPAR, VAMOS DAR A VOLTA POR CIMA
10/02/2006 - Volta por cima: DM de São Paulo faz festa dos 26 anos do PT
O Diretório Municipal do PT em São Paulo convida todos os militantes a participarem da festa de 26 anos do partido. O evento, que acontecerá no Bar Canto Madalena, será no dia 13 de fevereiro (segunda), a partir das 19hs.

Serão oferecidos três tipos de massas, três tipos de molhos, bebidas, além de uma grande mesa com saladas. Os convites podem ser comprados nos valores de R$ 30,00 (com 10% já inclusos) e R$ 50,00 (convite solidário).

O Bar Canto Madalena fica na rua Medeiros Albuquerque, 471 – Vila Madalena.

Mais informações pelo telefone: 11-5084-4112.
GOVERNO LULA

ATIVIDADE CRESCE EM 12 DAS 14 REGIÕES EM 2005

10/02/2006 - 10h19Atividade industrial só não cresceu no Rio Grande do Sul e Ceará em 2005, diz IBGE
SÃO PAULO - Apenas duas das 14 áreas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) não tiveram crescimento da produção industrial em 2005. O pior desempenho foi do Rio Grande do Sul, onde a atividade industrial caiu 3,5% no ano passado. No Ceará, a retração foi de 1,6%. Nos demais locais, o crescimento da indústria cresceu de 12,1% - no Amazonas - a 0,1% - em Santa Catarina. Na média nacional, a indústria acumulou expansão de 3,1% em 2005.
http://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/valor/2006/02/10/ult1913u46025.jhtm
A NOSSA ESTRELA SEMPRE VAI BRILHAR

Parabéns ao PT, aos petistas, parabéns a todos nós que temos orgulho de fazer parte do partido de preferência nacional. A nossa luta não foi em vão, elegemos o melhor presidente que este país já teve. PT ontem, hoje, e sempre no meu coração.
Jussara Seixas


PT, 26 ANOS - Por Henrique Fontana

Da parte ao todo, 26 anos de uma história de lutas e conquistas
Por Henrique Fontana, deputado federal (PT-RS) e líder do PT na Câmara
O todo nos mostra uma história de 26 anos de luta pela liberdade, pela democracia, pela justiça social, pela ética na política. A parte revela denúncias que envolveram alguns dirigentes do PT, o que nos encheu de dor e indignação. O todo é um caminho construído por mais de 800 mil filiados, milhões de simpatizantes e lutadores sociais, que dedicaram e dedicam a vida para mudar o Brasil, desde as pequenas lutas cotidianas no bairro, na cidade, no campo, no sindicato, até a conquista de governos. A parte não os vê, não os escuta e talvez nem os reconheça, ansiosa em transformar o julgamento parcial em total, criminalizando o PT e a esquerda, e poder declarar o fim de algo que na verdade nunca lhe foi aceitável.
O todo, infelizmente, denuncia essa triste herança secular de corrupção e de apropriação do Estado por grupos privados de interesses, sejam financeiros, econômicos ou políticos. A parte não reconhece a história, se satisfaz com o palco do espetáculo midiático momentâneo, dos julgamentos instantâneos, das simplificações políticas, do denuncismo, de um verdadeiro fast food da política partidária nacional.
O todo revela um país em que, desde a volta da democracia, seu Estado e a sociedade civil vêm amadurecendo politicamente, aperfeiçoando suas instituições democráticas e o controle público sobre os órgãos estatais, reforçado pelos movimentos sociais e sindicais, e que agora, diante da crise, deseja a investigação profunda e a punição dos verdadeiramente culpados, mas também quer mudanças estruturais, como a reforma política. A parte não tem compromisso com o futuro, nem responsabilidade com as instituições democráticas, está embriagada pelo oportunismo eleitoral e os dividendos que poderá angariar com o aprofundamento da crise. O todo faz o balanço dos avanços do governo Lula e também reconhece criticamente seus limites. A parte ataca apenas o que lhe interessa e trata tudo mais como resto sem importância.
Se ao ver a parte vivemos momentos de muitas dúvidas, ao ver o todo não temos dúvidas sobre a história e os ideais que nos trouxeram até aqui. A dura realidade que vivemos em 2005 - a esquerda brasileira, os simpatizantes e militantes petistas, lutadores sociais – nos desafia a agir sobre o nosso próprio tempo, mas revela também, neste momento, o quanto a esquerda e o Partido dos Trabalhadores são necessários, não só como força militante, mas como referência histórica, programática, civilizatória e transformadora. Desejamos, queremos e iremos lutar muito para continuar governando o Brasil junto com o Presidente Lula.
Há os que desejam decretar o fim tanto do PT quanto do governo Lula, e gostariam mesmo é de interditar a esquerda. Nós já fizemos a nossa escolha, afinal, estamos aqui, vivos - militantes, construtores partidários, lutadores sociais - debatendo, pensando, elaborando e tentando traçar caminhos de retomada, reconstrução, mudança, mas, principalmente, lutando pela afirmação de um referencial político e histórico fundado no socialismo democrático e popular. Não somos os que decretaram o fim do PT e de 26 anos de uma história de lutas - contra a ditadura, o imperialismo, o capitalismo, a opressão - e de conquistas importantes para os trabalhadores, os movimentos sociais, sindicais, as minorias e os excluídos. Não somos tampouco alheios ou acríticos aos erros, incapazes de realizar uma reflexão teórica ou programática; porém, ao mesmo tempo não fechamos os olhos para a série de conquistas e mudanças realizadas pelo nosso governo, que estão mudando a cara do Brasil.
Este espírito crítico, esta vontade militante, esta consciência político-histórica de classe, é a mesma vontade expressa nos mais de 300 mil companheiros e companheiras que foram às urnas, no momento mais difícil da nossa história, para participar das eleições internas do PT a fim de dizer à direção e à sociedade brasileira: estamos aqui, onde sempre estivemos, ao lado da luta dos trabalhadores, queremos mudanças, reconhecemos os limites e os avanços, erros e acertos, mas não abrimos mão da luta e da nossa história.
Soubemos separar a parte do todo e ao mesmo tempo reafirmar o sentido da nossa história. Parabéns a todos nós e ao PT nestes 26 anos de existência, marcados por sonhos, lutas, derrotas e vitórias, mas sobretudo por uma militância que soube construir uma nova história para o Brasil.
09/02/2006 - Paulo Bernardo diz que vai à Justiça contra Soraia Garcia

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, rebateu hoje (9) as acusações da ex-assessora financeira do PT de Londrina (PR), Soraia Garcia, que depôs ontem (8) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos. Ela havia acusado o ministro de participar de esquema de caixa 2 na eleição para a prefeitura da cidade em 2004, quando "obtinha recursos do empresário Marcos Valério para os gastos eleitorais". Bernardo disse que vai tomar medidas judiciais contra Soraia Garcia e contra o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR). "Eu não conheço a senhora Garcia. Acredito que ela está sendo instrumentalizada pelo deputado Hauly, que insiste nesta questão", informou.O ministro acusou o deputado de estar por trás da denúncia, pelo fato de o parlamentar ter pedido recursos financeiros em troca de apoio eleitoral ao candidato do PT à prefeitura de Londrina, em 2004, Nelson Micheleti, depois de ter perdido a disputa em segundo turno. De acordo com o ministro, a proposta de dar dinheiro ao parlamentar não foi aceita e, por isso, Hauly estaria patrocinando denúncias de corrupção na campanha daquele município.Indagado se estaria disposto a ir à CPI dos Bingos para rebater as acusações da ex-assessora financeira do PT, Paulo Bernardo respondeu: "Por que eu não faria isso? Disponho-me a falar sobre isso em qualquer lugar, na hora que quiserem. Essas coisas têm que ficar muito claras, principalmente se as CPIs querem mesmo revelar todos os fatos".As informações são da Agência Brasil.
VEJAM DO QUE O BRASIL SE LIVROU
Você pensa que o Serra foi aos EUA, solicitar ajuda do BID para construir mais postos de Saúde, equipar e melhorar o atendimento dos existentes, se enganou. Você pensa que Serra foi pedir ajuda para construir casas populares, para tirar as pessoas da rua dando dignidade e esperança a elas, se enganou. Você pensa que Serra foi pedir ajuda para algum grande programa social, como os do presidente Lula, para diminuir a miséria na cidade de SP, se enganou. Você pensa que Serra foi buscar ajuda financeira para combater definitivamente as enchentes em SP, que destroem casas, causam grande prejuízo a população, se enganou. Nada será feito para as pessoas, pessoas que hoje nem podem se abrigar em baixo dos viadutos porque Serra construiu as rampas antimendigos. Ele quer dinheiro para tirar mais dinheiro do povo, e satisfazer a elite que o elegeu. Ele vai construir pedágio na Marginal, é isso mesmo, SP vai se tornar a cidade mais cara para se viver.Em nome desse pedágio muitas coisas vão aumentar de preço. Vai lucrar com isso, as empreiteiras, a concessionária do pedágio, empresários, é o rico ficando mais rico em SP. A elite de SP elegeu Serra para isso, ter bons lucros e ter vias expressas para ela trafegar. Vejam a situação dos proprietários de carros pago em prestações, que necessitam do carro para trabalhar, terão condições de pagar diariamente o pedágio? Notem bem do que a gente se livrou em 2002, imaginem se ele, por uma grande desgraça, tivesse sido eleito presidente como estaria o nosso país e o povo brasileiro hoje? Não teríamos diminuído a miséria, como fez o presidente Lula, não teríamos o PROUNI , universidade para os mais carentes, não teríamos nos livrado do FMI, não teríamos os milhões de empregos, que foram gerados com a política de incentivo de geração de empregos do presidente Lula, não teríamos o programa Luz para Todos, que leva energia elétrica aos rincões deste país, e muito mais ações do governo Lula que beneficia todos os brasileiros. Por isso 2006 é Lula outra vez.

Nos EUA, Serra negocia pedágio na marginal
IURI DANTASDE WASHINGTON A proposta de construir duas novas pistas na marginal Tietê com cobrança de pedágio foi apresentada ontem pelo prefeito José Serra (PSDB) ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Serra disse que o presidente do órgão, Luis Alberto Moreno, acenou que poderá auxiliar a prefeitura no projeto.


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1002200619.htm

FAZENDEIROS PRESOS POR ATAQUE A POLICIAIS E FISCAIS DURANTE OPERAÇÃO


CÁCERES/MT - Nesta quarta-feira, 08, policiais federais que faziam a segurança de fiscais do Ministério do Trabalho, em operação de fiscalização e repressão ao trabalho escravo na região de Conquista do Oeste (MT), foram alvos de tiros disparados pelos proprietários e supostos seguranças da Fazenda San Kara. Após tiroteio e em meio a muita tensão, os policiais conseguiram dominar a situação, prendendo os atiradores e apreendendo armas, munições e veículo dos criminosos.
Os presos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Federal em Cáceres, onde foram indiciados por porte ilegal de arma, tentativa de homicídio e falsa comunicação de crime, devendo ficar à disposição da Justiça Federal, recolhidos na cadeia pública de Cáceres.

Setor de Comunicação Social - Delegacia de Polícia Federal em Cáceres/MTTel.: (65) 3223-1110

http://www.dpf.gov.br/

-Graças a presença da PF esses fiscais do MT não foram mortos ,como os de Unaí MG, pelo fazendeiro e atual prefeito do PSDB, Manica, que está respondendo o processo por ser o mandante do crime em liberdade.
BARBARA GANCIA PEDE DESCULPAS AO EX DEPUTADO DIRCEU

Bom exemplo para ser seguido por muitos outros jornalistas.

Errei

Devo desculpas a José Dirceu. Na semana passada, reproduzi neste espaço uma informação -assinada por um colega com quem já trabalhei e que julgava ser um jornalista responsável-, dizendo que o ex-deputado teria comprado uma moto Harley-Davidson V-Rod, no valor de R$ 90 mil. Dirceu não comprou a Harley e não sabe dirigir motos.

E-mail - barbara@uol.com.br
www.uol.com.br/barbaragancia/

09 fevereiro 2006

NILTON MONTEIRO FALA TUDO SOBRE O DIMASDUTO


Lobista responsável por divulgar 'lista de Furnas' detalha esquema de corrupção.
Veja entrevista09/02/2006 - 10:09:13
Redação Gazeta Rádios e Internet

O lobista mineiro Nilton Monteiro, responsável pela divulgação da chamada “lista de Furnas”, detalhou, em entrevista ao programa CBN Vitória, da Rádio CBN, (93,5FM), como funcionou o suposto esquema de envio de dinheiro de Furnas para políticos brasileiros. Ele reafirmou, na manhã desta quinta-feira, que possui recibos dos pagamentos da estatal a políticos, mas que por enquanto não pretende divulgar esses documentos.A “lista de Furnas” é um conjunto de cinco folhas de papel sem autenticação que aponta a existência de caixa dois na campanha de 2002. Enumera 156 políticos de 12 partidos que teriam recebido dinheiro por meio da estatal de energia. O lobista disse ter recebido a lista do ex-diretor de Furnas Dimas Fabiano Toledo, cuja assinatura está no papel, com autenticação em cartório ‘por semelhança’. Dimas nega o conteúdo e a autoria da lista. Confira a entrevista dada a jornalista Fernanda Queiroz, apresentadora do programa CBN Vitória:
Qual a autenticidade da lista de Furnas?
A lista de Furnas é autêntica, mas existem algumas controvérsias. O próprio Dimas Toledo deixou um suspense. Ele contribuiu em 2002 com vários políticos e candidatos a governadores. Em 2004, as contribuições foram a candidatos a prefeitos. Ele realmente era um repassador de recursos.Como o senhor teve acesso a lista?Primeiro eu fui procurador da JP Engenharia, que era uma grande empresa de projetos. Ela tinha contratos com Furnas em uma unidade em Campos e eu entrei para salvar a termoelétrica de Campos. O dono da JP, o Ronald Conrado, me passou uma procuração e eu comecei a fazer meu trabalho dentro de Furnas, para salvar este projeto.
Qual a atuação do senhor para salvar essa unidade em Campos?
Eu fui intermediador nesse projeto, tentando salvá-lo. Como já houve um problema entre o senhor Dimas Toledo e o dono da JP, eu entrei para acertar esse problema, mas não sabia que tinha corrido propina entre Dimas e JP Engenharia.
De onde o senhor conhece Dimas Toledo, então presidente de Furnas?
Eu conhecia somente de reportagens. Não conhecia não o presidente de Furnas. Fomos nos aproximando, houve vários encontros. As primeiras denúncias que apareceram sobre Furnas foi eu quem fiz no Ministério Público do Rio de Janeiro. Entreguei alguns contratos e o esquema da propina. Então começou a existir a investigação. Mas eu guardo muitos trunfos, eu tenho muitos trunfos na manga.
Quando foi a primeira denúncia sobre Furnas?
Eu fiz a primeira denúncia de propina entre Dimas Toledo e Conrado [dono da JP Engenheira]. A primeira propina que ele [Dimas] recebeu foi de R$ 900 mil, mas faltou outra de R$ 600 mil. Ele [Dimas] cobrou uma propina de R$ 1,5 milhão, mas isso não foi na minha época. Já foi dele com o dono da empresa. Mas em 2002 ele [Conrado] não pôde pagar R$ 1,5 milhão e só pagou R$ 900 mil. Faltou R$ 600 mil. O Dimas fez retaliação ao projeto, prejudicou este projeto e não foi pra frente. O Conrado, por sua vez, não conseguiu salvar. Foi quando fui contratado para ser o intermediador. Mas eu não sabia nada desse passado do Dimas com o Conrado e essas propinas. Então eu comecei a freqüentar Furnas.
Como foi esse contato do senhor com Furnas?
Participei de reuniões com o Jurídico de Furnas, na presença do Marcos Lima, parente do Aécio Neves, sobrinho de dona Risoleta. Fiz de tudo para salvar esse projeto. Mas o negócio ficou esquisito. Eu apertei o Conrado e ele não falava nada. Num dia, num restaurante do Rio de Janeiro, com o Dimas, ele falou para mandar o Conrado acertar comigo [Dimas] R$ 600 mil que eu [Dimas] tocava esse projeto novamente. Como a JP está queimada em Furnas, eu tenho outra empresa que pode tocar esse projeto. Eu [Dimas] quero R$ 600 mil que ficou para trás, e mais R$ 5 milhões que dou [Dimas] a linha de transmissão todinha. Eu assustei com isso, e ele me deu os contratos aonde passou os R$ 900 mil para eu mostrar para o Conrado. Fiquei municiado. Mas ali tinha propina.
E a partir de então?
Eu tinha colocado um grande escritório em Minas Gerais para salvar este projeto. Esse escritório tem grandes negócios com a família do Aécio Neves. Mas por segredo de Justiça, eu ainda não estou falando sobre esse escritório. A vaga do Dimas estava sendo pleiteada pelo PTB. O Roberto Jefferson queria essa vaga, mas o Lula não queria o Dimas no posto, nem a ministra Dilma. Foi onde eu entrei: para salvar o emprego do Dimas, para que ninguém tirasse ele, ele não tinha saído ainda, mas sabia que tinha que limpar as gavetas.
Quando isso tudo aconteceu?
Isso foi no ano passado. Eu trabalhei, tive a documentação toda, ele [Dinas Toledo] produziu quatro lista, tem recibos que foram apresentados e gente confirmando. As pessoas que estão em controvérsia foram as que receberam para repassar para deputados, mas não são deputados.
Mas porque o projeto da termoelétrica não foi feito?
O projeto não foi feito porque não ia querer pegar esses recursos, essas propinas, e fui afastando e falando que eles deviam procurar outros meios. Ele [Conrado] contratou a Sul América para fazer um estudo. Trouxeram uma empresa da Espanha para salvar projeto. Quando eu soube que tinha propina, vi que isso era caso de polícia. Quando ele pediu os R$ 5 milhões eu abandonei o barco.
Diante dessas informações, o que o senhor fez?
Já contribui com o Ministério Público Federal e com a Polícia Federal. Prestei vários depoimentos. Isso está muito avançado. Aquela ida da Polícia Federa na casa do Dimas foi por causa da minha denúncia.
Afinal, quem fez a lista de Furnas?
Quem fez a lista foi o Dimas. Ele falou ainda que se fosse relacionar nomes daqueles que não se elegeram dava uma lista maior ainda. Não foi só nesse ano, ele vem contribuindo sempre. O Dimas é antigo em Furnas. Ele me explicou que privatizaram tudo, e disse que Furnas é dinheiro à vista, é energia, e o cargo dele é o mais cobiçado. Ele falou que não queria nem a presidência de Furnas.
Quando o interesse do Dimas Toledo?
Ele me municiou para que eu fosse nesse escritório de Belo Horizonte e mostrasse essa lista. Era para pressionar. Era para mostrar que ele ia denunciar, mas que ia levar muita gente junto. Como ele não tinha essa coragem, e eu era corajoso, ele resolveu me municiar.
Porque o Dimas Toledo permaneceu em Furnas?
Ele me disse que não podia sair de Furnas, se não ia ter um black out. Ele conhecia o sistema ‘todinho’, e outra pessoa iria atrapalhar, e contou mais coisas, mas que hoje estão em segredo de Justiça. Ele era sócio oculto de algumas empresas, que às vezes entrava em concorrência e às vezes não, se fazia um aditamento de contrato sem licitação.
E o dinheiro?
Ele não embolsava todo o dinheiro. Essa é uma teia muito grande onde participam vários. Infelizmente é uma cadeia de criminosos.
A ligação com o PSDB, surgiu quando?
Ele é uma cria do PSDB. Ele me disse que não apostava só no 'cavalo'. E me disse que se arrependeu de não ter ajudado o PT, porque esperava que o PSDB fosse ganhar. Me parece que no início ajudou o Ciro Gomes, deputados ligados ao Ciro, mas eu não posso falar nomes. Mas o Ciro começou a cair, já era tarde, e apostava que o Serra ia ganhar.
Era caixa dois?
Eles não se importavam com contratos de R$ 100 mil ou R$ 200 mil. Isso é pé de chinelo, para eles é coisa maior.
O que o senhor fez quando recebeu a lista?
Depois de um almoço, fomos numa papelaria. Ele tinha um CD e imprimiu quatro listas. Ele [Dimas] rubricou, assinou e me deu. Eram quatro iguais e me deu um para que pudesse trabalhar. Ele me apresentou alguns recibos e eu fiquei com alguns, mas a Polícia Federal está investigando.
Inclusive os recibos?
Isso tudo vai ser provado, mas eu prefiro dizer que estou mantendo o silêncio dos inocentes.
Quando pretende apresentar as provas?
A corda está arrebentando. Eu estou pedindo pelo amor de Deus para ir na CPI dos Correios. Me coloca para ir hoje, amanhã, eu preciso ir. Eu já protocolei um pedido. Porque eu vou mostrar como é feito crime nesse Brasil, como é que o PSDB cometeu tanto crime e está tão certinho. E o PT na lista?O PT não está na lista porque não fazia parte do negócio do Dimas. Fazia parte quem dava base a candidatura do Serra. Por isso o PT não participou.

Diretor da PF diz que cópia de "lista de Furnas" pode valer como prova
Com cautela e sem afirmar que já é possível ter uma conclusão, o diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, declarou ontem que a fotocópia da chamada "lista de Furnas" permitirá uma perícia para determinar a sua veracidade.
Lacerda relata outros casos de perícia de fotocópias em processos judiciais. "Há até precedentes no Supremo Tribunal Federal de casos em que a fotocópia serviu para a identificação de autoria de uma assinatura. Isso aconteceu no caso PC [1992], quando houve condenação por falsidade ideológica de quatro pessoas que assinavam cheques em nomes de pessoas que não existiam, os fantasmas", afirmou.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0902200603.htm
A ÉTICA E A MORAL DE FHC, DO PSDB

MEMÓRIA - Folha de São Paulo (13/05/97)
A reeleição lhe salvou, né? - Oô! - Duzentos, todo mundo foi 200.
Ontem eu postei este comentário, e hoje ele se confirma em uma nota no Painel, Folha de São Paulo. Oposição está desesperada, e nós vamos comemorar.

08/02/2006
LULA SOBE NAS PESQUISAS, SERRA CAI , OPOSIÇÃO SE DESESPERA.
Estava assistindo ontem o Jornal das Dez na Globo News, é para assinantes NET, quando o jornalista Merval Pereira, em uma conversa calorosa com os outros jornalista, disse que uma pesquisa que deve sair por esses dias , acho eu que é a do IBOPE, mostra que Lula já passou Serra, que Serra está em queda, e que se ficar confirmada a pesquisa, Serra nem deva sair a candidato para evitar o desgaste de mais uma derrota. É ou não é uma excelente noticia, por isso o desespero do boca mole do FHC e toda a oposição. Vamos aguardar para conferir e comemorar.


09/02/2006
Vento a favor No Datafolha, Lula encostou em José Serra no 1º turno, mas perde do tucano no 2º. No Pulso Brasil, pesquisa mensal do Ipsos, ele teria arrancado também na etapa final. Os dados de janeiro indicam melhora generalizada na avaliação pessoal do presidente e de seu governo.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0902200601.htm

08 fevereiro 2006

DEPUTADO PEDE QUE MONTEIRO SEJA CONVOCADO.
08/02/2006 - Em carta a Eduardo Paes, Rogério Correia pede depoimento de Nilton Monteiro
O deputado estadual Rogério Correia (PT-MG) enviou nesta quarta-feira (8) uma carta ao secretário-geral do PSDB, deputado federal Eduardo Paes, confirmando ter visto o original da "lista de Furnas" e enviado cópia ao Ministério Público Estadual e à Polícia Federal para apuração.

A carta é uma resposta ao tucano, que afirmou à Folha de S.Paulo que irá processá-lo por supostamente ter divulgado o documento.
No documento, Correia sugere que Paes solicite ao relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio, que marque com urgência o depoimento de Nilton Monteiro à CPI, uma vez que ele tem afirmado que entregará a lista original.
Leia a carta de Rogério Correia a Eduardo Paes:

Belo Horizonte, 8 de fevereiro de 2006.
Exmo Senhor,
Tomei conhecimento pela Folha de São Paulo de hoje, de que Vossa Excelência me processará junto com todos os petistas que teriam repassado a "lista de Furnas" pela internet. Confirmo que vi o original da lista junto com testemunhas e que, de posse de cópias, entreguei-as ao Ministério Público Estadual e à Polícia Federal para apuração. Informo que recebi o documento do Sr. Nilton Monteiro, o qual não conhecia anteriormente, e que me procurou em meu gabinete. Após a visita do Sr. Monteiro, tomei a precaução de investigar os fatos por ele expostos e confirmei que:1 - A participação do mesmo nas denúncias de corrupção contra o ex-governador (do PSDB) do Espírito Santo foi de grande valia para esclarecimento daquele caso, se confirmando e levando ao afastamento do mesmo do PSDB;2 - O documento entregue à PF pelo Sr. Nilton referentes à campanha de reeleição do então governador do Estado, Sr. Eduardo Azeredo foi periciado pela Polícia Federal, que confirmou que a assinatura do então coordenador financeiro da campanha, Sr. Cláudio Mourão, nos documentos é verdadeira e não há montagem. Os documentos atestam o custo de R$ 100 milhões na campanha, R$ 91 milhões de caixa 2, sendo que R$ 53 milhões foram repassados pela SMP&B e DNA, empresas de Marcos Valério e que foram utilizados,inclusive, recursos advindos de estatais como Cemig (R$ 1.673.981,90), Comig (R$ 3.000.000,00 - 2x R$ 1.500.000,00), Copasa (R$ 1.500.000,00), Bemge (R$ 1.000.000,00), Crédito Real (R$ 1.000.000,00), Loteria Mineira (R$ 500.000,00) e R$ 2.000.000,00 da administração direta, totalizando R$ 10.673.981,90 de dinheiro público;3 - Existem Indícios fortes sobre a veracidade da "lista de Furnas" , como a confirmação do ex-deputado Roberto Jefferson do recebimento de R$ 75 mil desta estatal e a comprovação da PF, conforme divulgou a Folha de São Paulo, de que a assinatura do Sr. Dimas Toledo na lista foi "reconhecida por semelhança" a partir do original pelos 4º e 15º Ofícios de Notas do Rio de Janeiro. 4 - Hoje, o jornal O Globo publica matéria afirmando que, pelas análises internas da PF, não há indícios de falsificação do documento, apesar da conclusão definitiva sobre o caso só ser possível se o laudo for feito sobre o documento original. Mas, continua a matéria, "independente da autenticidade da lista, a PF entende que pode verificar se houve as irregularidades apontadas no documento a partir da auditoria e dos depoimentos de algumas pessoas mencionadas no caso".Portanto, caro deputado Eduardo Paes, se me permite — participei de diversas CPIs em Minas Gerais —, sugiro a Vossa Excelência que solicite ao relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio, que marque, urgentemente, a ida do Sr. Nilton Monteiro para depor na referida Comissão, pois o mesmo afirma que entregará nesta Comissão os originais. Solicito-lhe, ainda, que, sugira nova convocação do Sr. Cláudio Mourão por ter mentido em seu depoimento à CPI dos Correios, quando afirmou que a assinatura nos documentos referentes ao caixa 2 da campanha de Azeredo não era dele e; sugira processo na Comissão de Ética da Câmara Federal contra o Sr. Eduardo Azeredo por uso de caixa 2 com dinheiro público e por ter mentido à CPI e ao Brasil. A atitude de Vossa Excelência em afirmar que me processará parece ser mais uma tentativa de inibir a apuração dos fatos sobre Furnas, validando a máxima do ex-deputado Roberto Jefferson de que os tucanos deveriam se identificados como “donzelas furadas”, pois escondem o passado e tentam desestabilizar qualquer governo que não seja os seus. Aliás, da mesma maneira que colegas de partido como o Sr. Arthur Virgílio, que os pefelistas Antônio Carlos Magalhães e Jorge Bonhausen, vocês não cansam de seguir a cartilha de Carlos Lacerda.
Atenciosamente,

Rogério Correia Deputado Estadual – PT II Vice Presidente ALMG

EXMO. SR EDUARDO PAES DEPUTADO FEDERAL - SECRETÁRIO-GERAL DO PSDB
RIR FAZ MUITO BEM A SAÚDE, RIR DE FHC FAZ BEM AO PAÍS.


ANTIGUIDADES - O Itamar recuperou o fusca. Sabe o que foi que o FHC recuperou? O LAMPIÃO.


Sabe qual a diferença entre o Fernando Henrique e o Titanic? É QUE O TITANIC AFUNDOU COM AS LUZES ACESAS.


Você sabia? No carro mais caro do mundo o rádio funciona por comando de voz. E sabe o que o rádio fez quando o carro foi fechado por outro e o motorista gritou: "Filho da P..."?INTERROMPEU A PROGRAMAÇÃO PARA APRESENTAR UM PRONUNCIAMENTO DO SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA FERNANDO H CARDOSO
A VEJA NÃO VAI PUBLICAR
EMBAJADA DE LA REPÚBLICA BOLIVARIANA DE VENEZUELA
EN LA REPÚBLICA FEDERATIVA DEL BRASIL

Brasília, 06 de fevereiro de 2006.

Sr. Roberto Civita
Editor
Revista VEJA


Senhor Civita, permita-me iniciar esta carta com o reconhecimento à tenacidade com que seus colunistas se dedicam à tarefa de impor a verdade da mídia. Nisto, tenho certeza, seriam a inveja do mesmo Joseph Goebbels. Não obstante, permita-me também lhe aconselhar que diminua o esforço para o bem da saúde mental de seus escreventes, uma vez que o mundo que lê VEJA está convencido de sua ária pureza jornalística, de que vocês, dentro do mais tradicional esquema de jornalismo conservador –tanto na técnica como no conteúdo- se sentem donos da verdade. Já sabemos, senhor Civita, que dentro de VEJA transita o dogma e a fortaleza própria do invulnerável, que qualquer coisa que esteja fora de sua linha ou do seu âmbito ideológico é errada, que vocês estão convencidos -e são capazes de morrer por isso- de que nada diferente do que escrevem pode existir fora de suas linhas.
É óbvio, senhor Civita, que VEJA é mais que uma simples revista. VEJA é um templo sem sacerdotes, ali só há deuses, pois somente os deuses geram verdades inquestionáveis. Esta condição divina é notória, por exemplo, nas fotografias que acompanham as colunas. Veja o senhor, repare bem, na postura esnobe de Tales Alvarenga, ou no olhar onipotente de Diogo Mainardi. ¡Coitado de quem entrar no âmbito de sua ira! ¡Será condenado para sempre ao inferno!
¿Ou não é verdade que somente eles conhecem aquilo que adoece o mundo e são capazes de condená-lo?
É, senhor Civita, também sabemos. Sabemos que a VEJA condena sem julgar, porque a verdade da mídia não requer trâmites desta índole, nem está aí para isso, ¿não é? Digo, para julgar, porque o jornalismo –segundo ensina a filosofia da comunicação e todos os códigos da ética- não está projetado para ser juiz, senão para se dedicar à tarefa de mostrar os diversos ângulos da realidade que é apresentada ao mundo e deixar que sejam outros os que julguem.
Mesmo assim, devo confessar-lhe que também não acredito muito nisto e que estou mais próximo de admirar um jornalismo menos frio y objetivo, a um jornalismo que não transforme os fatos humanos em simples coisas de tipografia, tinta e papel. Devo confessar-lhe que, igualmente a no meu país, prefiro um jornalismo mais combativo, distante dessa ficção que denominam “objetividade jornalística” e próximo àquela pro atividade ética que já indicava John Dos Passos na sua novela Paralelo 42 –que acredito que o senhor tenha lido alguma vez-: “o anelo de todo jornalista era desentranhar o significado exato de toda mudança operada na realidade”.
Vê, senhor Civita, Dos Passos escreve “o significado exato”, nós nos perguntamos de imediato ¿de que se trata isso? E ficaríamos órfãos de entendimento a respeito se não tivéssemos a capacidade de relacioná-lo com essa maravilhosa palavra que é “desentranhar”, que significa, dentre outras cosas, averiguar, penetrar o mais difícil e escondido de uma matéria.
Cobra uma melhor e mais digna dimensão profissional e ética com isto a tarefa jornalística, ¿não é assim, senhor Civita? Veja, o jornalista é uma pessoa que se submerge na realidade dos fatos, esquadrinha as suas entranhas, examina os detalhes, se desliza com sigilo entre as aristas, observa atento seus diversos ângulos e os traz todos até a superfície, para dar a oportunidade de que qualquer um que passe perto de suas bordas possa senti-las e armá-las como uma realidade mais ou menos objetiva, mas principalmente humana.
E eis aqui um dos significados da palavra “desentranhar” de que mais gosto, aquele que a apresenta como um ato voluntário de desapropriação. Nada mais humano do que desapropriar-se de tudo que se tem e se conhece para entregar ao outro com a vontade ética, social e humana que possa ajudá-lo a compreender.
Lástima, senhor Civita, mas não vejo isto no olhar dos seus colunistas, pelo menos nesse que mostram as fotografias que acompanham suas colunas.
O que é bem certo é que VEJA também não crê nem pratica o contra-sentido da objetividade jornalística. O terrível é que também não responde a isto com sentido ético, porque para VEJA o mundo adoece de um mal universal: tudo o que é sensivelmente humano fede.
É por isso que entendemos esse afã por listar nomes que, repito, desde sua ária pureza jornalística, são indesejáveis, imprescindíveis, tolos, tiranos e vagabundos que devem ser exterminados para o bem do mundo que VEJA representa, um mundo uníssono, que avança na direção de um cenário globalizado de conseqüências únicas, perfeitas e sem objeção, onde uma nova religião começa a concretizar-se com rezas e acordos de compra e venda. É por isso que para vocês nosso presidente Hugo Chávez leva uma lista longa de qualificativos indesejáveis, como tirano, ditador, assassino, populista, palhaço, louco, etc, e Bush, George W. Bush, o mesmo da guerra no Iraque, é apenas um homem preocupado pela harmonia e a paz do mundo.
Pois bem, senhor Civita, nesta nova carta que agora lhe envio –e que sei que não será publicada na VEJA-, além de expressar-lhe os sentimentos acima descritos quero também aproveitar para fechar com duas coisas importantes.
A primeira é a formulação de uma queixa oficial contra sua empregada Daniela Pinheiro, quem entre a grande quantidade de mentiras que escreve no seu artigo “Com dinheiro do povo”, edição N° 1941 de 01 de fevereiro de 2006, assegura que “o embaixador da Venezuela admitiu na semana passada que é possível que Chávez assista ao desfile da Marquês de Sapucaí”, quando na realidade o que foi dito foi que era pouco provável que o presidente assistisse –mas é claro, tudo vale quando se trata de jornalistas que nã0 se apegam à objetividade, mas sim à interpretação jornalística pouco desapropriada de interesses… serão ¿econômicos ou ideológicos? -¿pode o senhor sanar esta dúvida, senhor Civita?
A segunda é uma simples recomendação, e a inicio com uma pergunta: ¿ouviu o senhor alguma vez Alfredo Bryce Echenique quando se refere à posição humana do homem diante da vida e da realidade? Repare, ele disse a respeito, que “na vida, a única objetividade possível é a subjetividade bem intencionada”. Nós cremos o mesmo do jornalismo, cremos que este é o sentido exato que deve praticar-se nesta profissão frente a esse contra-sentido da objetividade a secas. ¿Por quê? Simples. Porque o jornalismo não é um templo de deuses, mas uma praça de vizinhança.



Julio García Montoya
Embaixador

FHC O SEM NOÇÃO!

E na guerra como na guerra", disse FHC

FHC ficou conhecido após 8 anos ocupando o cargo de presidente do Brasil, como o pior presidente depois de Collor que o Brasil já teve. Responsável pelo maior desemprego que este país já teve, responsável pela irresponsabilidade do APAGÃO, responsável pelo aumento da divida com o FMI, responsável pela miséria de 54 milhões de pessoas (IBGE2002), que disse esqueçam o que escrevi, deve estar querendo ficar conhecido agora como o babaca do ano! Somente sendo um sem noção, babacão para ter aberto a boca e falar essa besteira, e pensar que esse elemento foi presidente do Brasil, é muito triste! Ele quer que esqueçamos o que ele fez, ele quer que esqueçamos do SIVAM, da Pasta Rosa, da compra de votos para ele se reeleger, do desastroso PROER dos BANCOS, das privatizações nebulosas, do desemprego recorde, dos juros pornográficos, da maior epidemia de DENGUE, de todas as CPIs engavetadas, da herança maldita que ele entregou para o presidente Lula. FHC disse que não é candidato a nada, ele sabe que não se elege nunca mais, nem para sindico do prédio aonde mora no Higienópolis. Simulações de pesquisas com seu nome, ele consegue ficar abaixo de Garotinho, deveria se envergonhar e se recolher há sua insignificância e pequenez. Mas como há males que vem para bem, é bom ele mostrar em público quem é que ele apóia para a eleição, ruim vai ser para o candidato apoiado, não vai se eleger nunca. Fala FHC, fala mostra a tua cara, mostra que Lula é o melhor presidente do Brasil, o povo brasileiro até agradece.

GOVERNO LULA



Transporte

Governo anuncia construção de "trem bala" entre SP-RJ

O governo federal pretende construir no Vale do Paraíba o primeiro trem de alta velocidade da América do Sul — um ousado projeto avaliado em US$ 8 bilhões e com potencial de geração de mais de 140 mil empregos durante o período de obras. Segundo o Ministério dos Transportes, o "trem-bala" sairá da estação da Luz, em São Paulo, e seguirá até a estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro. O trajeto, de 400 quilômetros de extensão, deverá ser percorrido em menos de uma hora e meia, a uma velocidade média de 280 km/h.
O Ministério informou que a concorrência pública para a construção e operação do trem de alta velocidade será aberta ainda no primeiro semestre deste ano. Pelo menos três consórcios de empresas (dois alemães e um italiano) já teriam demonstrado interesse pelo projeto. Inspirado nos modernos trens-balas já construídos em países como Alemanha, Espanha, França e Japão, o projeto brasileiro aposta na relação custo-benefício para atestar a sua viabilidade.
Conforme informou o Ministério, uma passagem do primeiro trem brasileiro de alta velocidade custaria cerca de US$ 50 (R$ 115). Atualmente, o preço médio da passagem na ponte aérea São Paulo-Rio de Janeiro é de R$ 150 — a viagem dura 50 minutos. De ônibus, o passageiro gasta menos (algo em torno de R$ 70) para percorrer o mesmo trajeto, em cinco horas e meia. Idealizado por um grupo de trabalho nomeado pelo Ministério dos Transportes em 2004, o primeiro trem-bala brasileiro contará com quatro trilhos. Cada trem terá capacidade para até 850 passageiros e as viagens serão realizadas a cada meia hora.
Desapropriação
Em seu trajeto, o trem de alta velocidade cortará vários municípios do Vale do Paraíba — o Ministério ainda não divulgou por quais cidades passará a futura ferrovia. Entretanto, já é certo que não haverá nenhuma parada na região, e por questões técnicas. Para atingir 150 km/h, por exemplo, um trem-bala necessita de uma distância considerável — pelo menos 10 quilômetros em linha reta ou curvas muito suaves, e em superfícies planas. Da mesma forma, precisa de um longo trecho de desaceleração. Por isso, para ser eficiente o trem de alta velocidade não poderia fazer paradas no Vale.
Segundo o Ministério dos Transportes, o prazo para a conclusão do projeto é de sete anos. O trem-bala deverá ser construído por meio de PPP (Parceria Público-Privada), contando com investimentos do governo federal e de empresas, que poderão explorar o sistema por até 30 anos. Até o final de 2006, o Ministério dos Transportes pretende iniciar a desapropriação das áreas que serão cortadas pelo trem de alta velocidade.
Com informações dojornal Vale Verde, de São José dos Campos
LULA SOBE NAS PESQUISAS, SERRA CAI , OPOSIÇÃO SE DESESPERA.


Estava assistindo ontem o Jornal das Dez na Globo News, é para assinantes NET, quando o jornalista Merval Pereira, em uma conversa calorosa com os outros jornalista, disse que uma pesquisa que deve sair por esses dias , acho eu que é a do IBOPE, mostra que Lula já passou Serra, que Serra está em queda, e que se ficar confirmada a pesquisa, Serra nem deva sair a candidato para evitar o desgaste de mais uma derrota. É ou não é uma excelente noticia, por isso o desespero do boca mole do FHC e toda a oposição. Vamos aguardar para conferir e comemorar.

07 fevereiro 2006


O POVO SEM MEDO DE SER FELIZ



Pacote da habitação injetará R$ 11,050 bilhões na economia em 2006

Martha Beck - O Globo
BRASÍLIA - O pacote de medidas destinadas à construção civil anunciado nesta terça-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva representará a injeção de R$ 11,050 bilhões na economia em 2006. Juntando com recursos já previstos no Orçamento e no FGTS, o pacote chegará a R$ 18,7 bilhões. Como o GLOBO/Globo Online antecipou na semana passada, são três as medidas novas:
1) Estímulo ao aumento de crédito pelos bancos privados e públicos nos financiamentos pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), decidido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o que deverá liberar R$ 8,7 bilhões - R$ 6,7 bilhões privados e R$ 2 bilhões da Caixa Econômica Federal (uma expansão de 90% do montante usado em 2005 e de 400% sobre 2004);
2) Isenção de IPI para uma cesta de produtos de construção que têm hoje alíquota de 5% e redução para 5% da alíquota de IPI para outra cesta que hoje é tributada a percentuais maiores. Exemplos: tintas, vidros, caixas-d'água, fios e cabos, vergalhões de ações, tubos e conexões de PVC, argamassa, torneiras e registros, louças sanitárias, azulejos e cerâmicas esmaltadas, esquadrias metálicas e madeiras;
3) Aumento para R$ 1 bilhão dos recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS), que despachará verba para programas em parceria com estados e municípios (já havia R$ 110 milhões previstos). Além disso, há R$ 7,8 bilhões do FGTS (até 12 salários-mínimos, com prioridade para até 5 salários-mínimos) e R$ 1,27 bilhão do Orçamento.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, anunciaram oficialmente o conjunto de medidas para estimular a construção civil, o saneamento urbano e facilitar a compra da casa própria, principalmente para a baixa renda.- - Temos certeza de que o setor da construção civil passará esses benefícios tributários para a população. As novas medidas representam um impulso novo para este setor - disse o ministro da Fazenda, Antonio Palocci.
O ministro também afirmou que a desoneração dos produtos mostra que o governo continua com seu compromisso de reduzir a carga tributária do país. Ele negou que a arrecadação recorde registrada em 2005 tenha representado aumento do peso dos impostos para a população.
Segundo Palocci, o aumento da arrecadação foi resultado da eficiência da Receita Federal e dos ganhos que as empresas tiveram no ano passado, que fizeram com que elas pagassem mais Imposto de Renda e Constribuição Sobre o Lucro Líquido (CSLL).
- Este ano será de queda no risco-país, inflação sob controle e crescimento econômico vigoroso - disse Palocci, que se dirigiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cerimônia e acrescentou:
- A semente que Vossa Excelência plantou permitirá que o Brasil cresça com vigor e equilíbrio nos próximos anos.
07/02/2006 - Carta Capital: Tucanos na linha de tiro

Leia nota da coluna "A Semana", da revista Carta Capital desta semana:

TUCANOS NA LINHA DE TIRO

Confissão de Jefferson põe a lista em poder da PF na pauta da CPI O ex-deputado Roberto Jefferson (entrevista nesta edição) ofereceu, há noves meses, as pedras lançadas sobre o telhado do governo e do PT. Agora, talvez forneça a lápide que cobrirá a cova rasa da CPI dos Correios. Ao confirmar ter recebido R$ 75 mil “por fora” de Furnas, Jefferson obrigou os parlamentares a investigar a lista do suposto caixa 2 operado por Dimas Toledo, ex-diretor da estatal. O ânimo dos congressistas, principalmente os da oposição, em estender as apurações arrefeceu diante da publicidade dada ao documento que relata doações ilegais de R$ 40 milhões a mais de 150 políticos da antiga base aliada do governo Fernando Henrique Cardoso. O episódio levou tucanos e pefelistas a acusar o golpe. Em mais um arroubo típico, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, deixou bem claro o jogo que move a oposição. “Duvido da autenticidade da lista e duvido de qualquer esquema de caixa 2 que não inclua políticos do PT”, disparou Virgílio.Pelas regras virgilianas, se as acusações não servem para fustigar o governo e o PT, elas não têm validade. A bem do País, tucanos e pefelistas deveriam explicar didaticamente por que os brasileiros têm de acreditar que Fidel Castro fez doações clandestinas à campanha de Lula e repudiar tanto a lista de Furnas quanto o documento que detalha um caixa 2 de mais de R$ 90 milhões na campanha do hoje senador Eduardo Azeredo ao governo de Minas em 1998. Ou por que devemos dar mais crédito às denúncias do doleiro Toninho da Barcelona, condenado por diversos crimes, que às de Nilton Monteiro, sujeito controvertido, mas cujas acusações até agora não foram desmentidas pelos fatos.
ISTO É OFICIAL, PÚBLICO, ATENÇÃO MÍDIA INVESTIGATIVA
07/02/2006 - Em nota, deputado Rogério Correia confirma ter visto original da “lista de furnas”


Em nota divulgada nesta terça-feira (7), o deputado estadual de Minas Gerais Rogério Correia (PT) confirma ter visto a lista original que traz nomes de políticos que supostamente receberam ilegalmente verbas da estatal de Furnas. Uma cópia deste documento está em poder da CPI dos Correios e sua autenticidade está sendo checada. A lista traz, entre outros, nomes como os dos tucanos José Serra e Geraldo Alckmin e do pefelista Jorge Bornhausen.

Na nota intitulada “Alerta: Por que não investigam valerioduto e dimasduto”, Rogério Correia explica que, após ver o documento original, encaminhou cópia aos Ministérios Públicos Estadual e Federal e à Polícia Federal para apuração.

Correia cobra uma apuração rigorosa. “Faço eco à Revista Carta Capital desta semana, que sugere, na coluna "A Semana", que "a bem do país, tucanos e pefelistas deveriam explicar didaticamente por que os brasileiros têm de acreditar que Fidel Castro fez doações clandestinas à campanha de Lula e repudiar tanto a lista de Furnas quanto o documento que detalha um caixa 2 de mais de R$ 90 milhões na campanha do hoje senador Eduardo Azeredo ao governo de Minas em 199”.

Leia a íntegra da nota:



Belo Horizonte, 7 de fevereiro de 2006.


Alerta: Por que não investigam "valerioduto" e "dimasduto"?


Na condição de deputado estadual pelo PT de Minas Gerais, gostaria de prestar alguns esclarecimentos em relação aos chamados "valerioduto" e "dimasduto":

1. Em meados de agosto de 2005, fui procurado em meu gabinete pelo Sr. Nilton Monteiro, que trouxe até mim algumas denúncias. Não conhecia o Sr. Nilton anteriormente a este fato. Fui procurado pelo mesmo após a veiculação na imprensa da minha tentativa em instalar na Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais uma CPI para averiguar as influência das empresas de Marcos Valério nos órgãos públicos em Minas. Era de nosso interesse e competência, pois Marcos Valério e suas empresas são daqui de Minas e a própria Assembléia tinha contrato com uma delas (que já foi cancelado). Porém, não consegui as assinaturas necessárias para instalar a CPI;

2. Após o recebimento das denúncias, apurei a participação do Sr. Nilton no caso do afastamento do ex-governador do estado do Espírito Santo, verificando que as informações repassadas por ele à ocasião foram de grande valia para esclarecimento daqueles fatos. Além disto, as informações cedidas a mim pelo Sr. Nilton aproximavam-se bastante de outras recebidas por meu mandato, via outras fontes;

3. Em relação às informações referentes à campanha de reeleição do então governador do Estado, Sr. Eduardo Azeredo, a Polícia Federal apurou que a assinatura do então coordenador financeiro da campanha, Sr. Cláudio Mourão, nos documentos é verdadeira. Os documentos atestam o uso de um caixa 2 de R$ 100 milhões na campanha, inclusive com recursos advindos de estatais como Cemig (R$ 1.673.981,90), Comig (1.500.000,00) e Copasa (1.500.000,00);

4. Como parlamentar, senti-me na obrigação de encaminhar as informações e denúncias por mim recebidas aos Ministério Públicos Estadual e Federal e à Polícia Federal para que as mesmas pudessem ser apuradas;

5. Sobre o intitulado "dossiê Furnas", confirmo que vi o original e, de posse de cópia, adotei os mesmos procedimentos realizados no caso Azeredo, entregando os documentos aos Ministérios Públicos Estadual e Federal e à Polícia Federal para apuração;

6. Matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo, na sexta-feira, dia 3 de fevereiro, informa que a assinatura do Sr. Dimas Toledo no "dossiê Furnas" foi "reconhecida por semelhança" pelo 15º Ofício de Notas do Rio de Janeiro. Segundo a matéria, o documento também foi autenticado em comparação com o original pelo 4º Ofício de Notas do mesmo Estado. O próprio jornal O Tempo publicou ontem, dia 6 de fevereiro, coluna do jornalista Elio Gaspari no qual este afirma que, em relação ao ex-diretor de engenharia de Furnas, "pelo menos duas pessoas que conviveram com ele juram tê-lo ouvido dizer, no final de 2002, que elegera três governadores, quatro senadores e mais de vinte deputados". Aliás, o ex-deputado Roberto Jefferson confirmou em depoimento à Polícia Federal ter recebido R$ 75 mil "por fora" de Furnas, valor idêntico ao relacionado no "dossiê Furnas";

7. Apesar destes diversos indícios que apontam à veracidade da lista, nem que seja parcial, grande parte da mídia mineira recusa-se a apurar os fatos, publicando matérias que procuram desmerecer e desqualificar as denúncias sem, ao menos, um prévio estudo. Sempre defendi a imprensa quando levanta questões que devem ser objeto de investigações. Respeito, por princípio, a liberdade de imprensa. Mas grande parte da mídia não se preocupa com a investigação prévia e com a veracidade dos pontos arrolados.


Se o dossiê é verdadeiro, somente perícia e apuração da Polícia Federal poderão confirmar, uma vez que a CPI do relator Sr. Osmar Serraglio anunciou hoje que poupará, mais uma vez, o "tucanoduto", talvez em nome de uma terrível pizza que aponta a ser assada.
Faço eco à Revista Carta Capital desta semana, que sugere, na coluna "A Semana", que "a bem do País, tucanos e pefelistas deveriam explicar didaticamente por que os brasileiros têm de acreditar que Fidel Castro fez doações clandestinas à campanha de Lula e repudiar tanto a lista de Furnas quanto o documento que detalha um caixa 2 de mais de R$ 90 milhões na campanha do hoje senador Eduardo Azeredo ao governo de Minas em 1998. Ou por que devemos dar mais crédito às denúncias do doleiro Toninho da Barcelona, condenado por diversos crimes, que às de Nilton Monteiro, sujeito controvertido, mas cujas acusações até agora não foram desmentidas pelos fatos".


Atenciosamente,



Rogério Correia
Deputado Estadual (PT-MG)
2º vice-presidente da Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais

http://www.pt.org.br/

07/02/2006 - Livro "O Mapa da Corrupção no governo FHC" detalha irregularidades da gestão anterior


Em meio a declarações injuriosas e difamatórias feitas por opositores tucanos contra o PT e o governo Lula, o Portal do PT , com a intenção de dar subsídios aos debates, toma a liberdade de fazer uma sugestão de leitura aos nossos internautas e militantes. A Fundação Perseu Abramo editou, em 2002, o livro "O Mapa da corrupção no governo FHC", escrito por Ronaldo de Moura e Larissa Bortoni.

A obra relata detalhadamente as principais denúncias de irregularidades nos dois mantados de Fernando Henrique Cardoso: Proer, Sivam, Marka, Fontecindam, reeleição, Sudam...

Com o intuito de fornecer uma visão de conjunto e mostrar possíveis conexões entre os vários escândalos, o livro tem como fio condutor os dez casos mais rumorosos de corrupção desde que FHC assumiu a Presidência da República.

Mais informações:
www.fpabramo.org.br


A seguir, a resenha do livro, escrita pela jornalista Reiko Miura:


Uma das primeiras medidas tomadas por Fernando Henrique Cardoso à frente do governo federal foi a extinção da Comissão Especial de Investigação (CEI), instituída pelo então presidente da República Itamar Franco para investigar a corrupção na administração púbica federal. A comissão teve entre seus integrantes Modesto Carvalhosa, Marcio Thomas Bastos, Aristides Junqueira, João Paulo Bisol, José Dirceu, entre outros. Morria ali a primeira e mais importante iniciativa de controle da sociedade sobre o Poder Público.

A corrupção foi tema recorrente durante as gestões FHC e os autores de O Mapa da corrupção no governo FHC, Ronaldo de Moura e Larissa Bortoni tiveram muito trabalho para realizar a tarefa de falar sobre o assunto, devido ao extenso leque de casos de corrupção que foram denunciados pela imprensa – desvios de recursos, uso da máquina administrativa, concessão de favores etc. Elegeram assim, dez casos mais importantes para tratar na publicação – a concessão de dinheiro púbico para bancos quebrados (Proer), o tráfico de influências (Sivam), o troca-troca (reeleição), o nebuloso caso Marka-FonteCindam, o caso TRT de São Paulo, os casos Sudam e Banpará, o caso Eduardo Jorge e outros.

Os autores procuram neste Mapa fornecer informações sobre os principais escândalos e estabelecer conexões entre eles. Além dos casos, os autores apresentam os valores envolvidos em cada escândalo e apontam os principais suspeitos. O anexo 3 – Outras denúncias de corrupção no governo FHC apresenta ministério por ministério, as improbidades denunciadas. Por exemplo, no Ministério da Educação houve denúncias de compras superfaturadas e aceitação de lobby para aprovação de novos cursos universitários privados; no dos Esportes e Turismo estão listados a omissão na fiscalização dos bingos e a cobrança de propinas no Instituto Nacional de Desenvolvimento do Desporto; no da Integração Nacional são citados o desvio de incentivos fiscais, o beneficiamento de políticos pelo Finor, o favorecimento do setor sucroalcooleiro, o envolvimento do então ministro em irregularidades, entre muitas outras. Também são listadas denúncias dos ministérios da Fazenda, da Agricultura, das Minas e Energia, do Meio Ambiente, do Planejamento, da Previdência Social, do Trabalho, e das Relações Exteriores.

O Mapa é leitura recomendada para aqueles que procuram entender como e por onde escoou muito dinheiro público no Brasil.

(Reiko Miura é jornalista).

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Conheça outros títulos sobre corrupção editados pela Fundação Perseu Abramo:


Crime (quase) perfeitoCorrupção e lavagem de dinheiro no Brasil
JORDÃO, Rogério Pacheco

Sinopse:Corrupção se tornou um tema mundial. Neste livro, o jornalista Rogério Pacheco Jordão - autor das reportagens que levaram à instalação da CPI dos Precatórios - mostra os interesses ligados à corrupção e como funcionava a lavagem de dinheiro, etapa obrigatória para a legalização dos fundos ilegais.

Apresentação:
Como o futebol, de repente, a corrupção virou um assunto nacional, discutido e debatido nas esquinas, nas casas, entre os amigos, nas páginas dos jornais, das revistas, nas rádios, nas TVs, na internet. Um bombardeio de imagens, palavras, notícias , informações. E as pessoas tiveram a sensação de que se chegou a um “limite”.
Este não é, porém, um problema unicamente brasileiro. Corrupção se tornou nos últimos anos um tema mundial.

Em Crime (quase) perfeito, o jornalista Rogério Pacheco Jordão – autor das reportagens que levaram à instalação da CPI dos Precatórios – mostra os interesses ligados à corrupção e por que este assunto passou a ter maior visibilidade nos últimos anos. Investiga também como funcionam os esquemas de lavagem de dinheiro, etapa obrigatória para a legalização dos fundos obtidos por meios ilegais.

Além disso, discute como se dá a percepção da corrupção por parte da sociedade, buscando compreender se, de fato, a corrupção na política está aumentando e como é possível combatê-la de forma eficaz.

Entrevistas exclusivas com o delegado Paulo Lacerda (investigou o caso PC), a juíza Denise Frossard (condenou os bicheiros no Rio de Janeiro) e a comerciante Soraia Patrícia da Silva (denunciou a máfia das propinas em São Paulo).

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Máfia das propinas, AInvestigando a corrupção em São Paulo
CARDOZO, José Eduardo

Sinopse:O vereador José Eduardo Cardozo, que presidiu a CPI que apurou os casos de corrupção na Prefeitura de São Paulo, narra o dia-a-dia das investigações sobre o esquema de corrupção que dominou a cidade até o ano 2000.

Orelha do livro:
Dezembro de 1998. A TV mostra no horário nobre o chefe da fiscalização da Administração Regional do bairro de Pinheiros - um tipo de subprefeitura da cidade de São Paulo - extorquindo R$ 30 mil de uma pequena empresária para conceder o alvará para sua academia de ginástica. O efeito das imagens foi devastador: iniciou uma onda de indignação na população, que passou a exigir a apuração da denúncia.

Imprensa, polícia e vereadores da oposição começaram um exaustivo trabalho de investigação que durou meses e tornou pública a existência da "máfia das propinas" - um esquema de corrupção incrustado na administração e que promove um sistemático assalto aos cofres públicos da cidade de São Paulo.

A apuração da máfia das propinas serviu para muita coisa. Cassou mandatos, condenou envolvidos, constrangeu pessoas que sempre viveram nos caminhos da mais absoluta impunidade. E, além de tudo isso, propiciou resultados surpreendentes e fundamentais para o futuro da cidade de São Paulo.

Desnudou os esgotos da política paulistana. Começou a fazer as pessoas perceberem que o desvio de dinheiro público afeta, de modo concreto, a sua qualidade de vida. Iniciou um processo de discussão sobre as relações entre a corrupção e a exclusão social. Despertou consciências. Preparou o despertar de outras que estão por vir.
Em Máfia das propinas - Investigando a corrupção em São Paulo, José Eduardo Cardozo - vereador que presidiu a CPI que apurou as denúncias - narra o dia-a-dia das investigações e as batalhas políticas contra o esquema de corrupção que domina a cidade desde 1993 - e quer continuar dominando.

Fonte: Fundação Perseu Abramo
(www.fpabramo.org.br).
03/02/2006 - O nosso governo e o deles

Há um bom tempo o governo Lula vem sendo alvo de acusações. Seu principal adversário, o PSDB, ansioso por retomar o poder, não cansa de apontar-lhe o dedo, sabe-se lá com que autoridade moral ou política.
Em síntese, mal-disfarçando o objetivo central de enfraquecer o PT nas eleições deste ano, professam os tucanos, do mais alto pedestal da hipocrisia, que o governo Lula é uma imensa decepção em todos os sentidos: incompetente, corrupto e tudo o mais de negativo. Será mesmo? Para uma breve avaliação, proponho um critério óbvio: comparemos o governo do presidente petista Lula ao do presidente tucano Fernando Henrique.
Do ponto de vista da economia, os números são francamente favoráveis a Lula. A balança comercial bate recordes no governo atual, com superávit médio acima de US$ 34 bilhões, enquanto nos oito anos de FHC a média foi de quase US$ 2,5 bilhões... deficitária!
O risco-país em janeiro de 2002, no governo FHC, alcançou 1.445 pontos, e hoje bate recordes positivos, ficando perto dos 270 pontos. Por conseqüência, as condições para o investimento e para o crescimento melhoraram: a renda dos trabalhadores alcançou média de R$ 972,61, a maior desde 1997; a taxa de desemprego, que fora de 12,2% em 2002, caiu para 9,8% em 2005; o salário mínimo em dólares saltou de US$ 56,50 em 2002 para US$ 128,20 em 2005; a Bovespa atingiu o patamar recorde de 35.223 pontos em janeiro de 2006.
Em suma, no governo Lula o país cresceu mais, o desemprego caiu, criaram-se mais postos de trabalho formais. E o mais importante, houve inclusão social, com diminuição da desigualdade de renda e combate à miséria: os brasileiros abaixo da linha de pobreza, que passavam de 35% em 2002, caíram para 25,1% em 2004.
A dívida externa alcançou US$ 210 bilhões em 2002, mas vem caindo no atual governo, atingindo US$ 165 bilhões em 2005. Por falar em dívida externa, enquanto Fernando Henrique recorreu ao FMI por duas vezes para salvar o país da insolvência, Lula quitou a dívida e, via de conseqüência, desvencilhou a política econômica das imposições que vinham junto dos empréstimos do Fundo.
A dívida líquida no governo FHC, apesar das privatizações realizadas, saltou de 30% do PIB em 1994 para 55,5% do PIB em 2002; em 2004, recuou para 51,8% do PIB e está estabilizada.
Tudo bem, tudo bem – diriam os tucanos –, mas o presidente Fernando Henrique controlou a inflação. O que talvez se esqueceriam de dizer é que a mesma inflação foi de 12,5% em 2002 e de apenas 5,7% em 2005.
Mas a carga tributária e as taxas básicas de juros são escandalosas, diriam os críticos da “social-democracia brasileira”. Nesse caso, demonstrariam gritante amnésia: durante o governo do PSDB, a carga tributária bruta subiu de 29,5% para 35,5% do PIB, entre 1994 e 2002, ficando em 34,9% em 2003, já no governo Lula; e os tão propalados juros básicos, que hoje estão em menos de 18% ao ano, eram de 25% em janeiro de 2002. Enfim, quanto às críticas dos tucanos ao governo Lula, lembramo-nos da velha máxima: faça o que eu digo, não faça o eu que faço.
Diante desses números, os tucanos certamente apresentariam os seguintes argumentos: 1) os resultados positivos do governo Lula derivam em grande parte da conjuntura internacional, e também das conquistas institucionais geradas pelo governo anterior; 2) os bons resultados são relativos, já que o Brasil só cresce mais que o Haiti na América Latina, e menos que a China, a Índia e o México, por exemplo.
Em resposta a esses argumentos, deve-se ponderar que o país vem, desde a promulgação da Constituição de 1988 e sob a égide de seus princípios, aperfeiçoando suas instituições. Inegáveis são as conquistas quanto à racionalização da gestão pública, como a emergência da responsabilidade fiscal como um valor social a ser definitivamente prezado pelos governantes.
Mas o que os tucanos escondem é a “herança maldita” por eles deixada, como o aumento gigantesco da dívida pública e a bomba-relógio, difícil de ser desarmada, da estabilidade fundada na carga tributária e dos juros elevados.
Também é certo que a conjuntura de crescimento mundial explica em boa medida as exportações brasileiras, os investimentos aqui feitos e o crescimento constatado. Todavia, essas ponderações jamais podem ser trazidas pelos críticos para desqualificar as conquistas proporcionadas pelo governo Lula, especialmente sendo os críticos tucanos.
Ora, se a conjuntura internacional favorável diminui os méritos do atual governo, o mesmo deveria ser feito em relação à estabilização de preços propiciada pelo Plano Real – o grande feito atribuído a Fernando Henrique e ao PSDB –, uma vez que a inflação certamente persistiria se não houvesse, como um dos fatores fundamentais, o aumento da liquidez internacional gerado pela globalização financeira. Aliás, não foi apenas o Brasil a ter sucesso sobre a crise inflacionária, mas todos os países que também sofriam do mesmo problema.
Também é certo que o Brasil vem crescendo menos que México, Índia e China, países cujas especificidades econômicas e políticas diferem das nossas. No entanto, há que se ressaltar que o crescimento brasileiro, apesar de menor, se dá com diminuição da desigualdade de renda, o que não ocorre naqueles países, pelo contrário.
No Brasil, o índice de Gini, que mede as desigualdades sociais, caiu de 0,597 em 2002 para 0,574 em 2004, o que reflete em boa medida a eficácia da política de transferência de renda (vide Bolsa-Família), o aumento do poder de compra do salário mínimo e os 3,8 milhões de postos formais de trabalho gerados no governo Lula.
É claro que a economia brasileira não está às mil maravilhas, e não interessa ao PT criar tal ilusão. Há muito a ser feito se temos como horizonte – e temos! – uma sociedade justa e igualitária.
Mas o que não abrimos mão de mostrar é que a gestão petista tem, sim, compromisso em colocar o Brasil na trajetória do desenvolvimento econômico com justiça social, oposto à sociedade de oprimidos e opressores secularmente construída sob a colonização, o imperialismo, o entreguismo, a dependência externa, a exploração das classes menos abastadas por uma elite marcadamente parasita, a escravidão e, mais recentemente, a especulação financeira globalizada.
E o governo Lula tem, sim, logrado conquistas importantíssimas na transformação da sociedade brasileira. Diante do exposto, e apostando-se nas críticas do PSDB, o que garante que um novo governo tucano seria diferente daquele por eles dirigido por 8 anos?
Ah, a questão não é “meramente” econômica", diriam, mas, sobretudo, ética. E tem mais, rematariam: o PT, que tanto falou em ética, agora protagoniza “o maior escândalo da história do Brasil!”. Será ?
Em primeiro lugar, façamos uma distinção raramente feita: diferentemente do governo do PSDB, que tinha expressiva maioria parlamentar e simpatia da mídia, o PT é minoritário no Congresso Nacional e visto com grande antipatia por parte dos meios de comunicação, como bem ficou evidenciado na discussão da Ancinav, enviesada pelos interesses particulares desses meios.
Isso explica, por exemplo, por que há três CPIs em relação ao governo Lula, diferentemente do governo FHC, que tinha poder para barrá-las. Portanto, a razão de existirem CPIs durante o governo Lula e a ausência das mesmas no governo Fernando Henrique, diferentemente da explicação “para boi dormir” dos tucanos, não tem muito a ver com o fato dos mesmos serem “limpinhos”, enquanto os petistas são “sujinhos”.
Ou será que, da mesma forma que as declarações de Roberto Jefferson sobre o “mensalão”, não justificaria a criação de CPI os indícios de compra de parlamentares na aprovação da emenda da reeleição ou as evidências de favorecimento a determinados grupos nas privatizações?
Para derrubarmos a santidade de pau oco do PSDB, basta enfocar o próprio esquema que justifica, no bico tucano, a pecha do governo Lula como “o mais corrupto jamais visto”, isto é, o famoso “valerioduto”.
Ao contrário do que pregam, o “valerioduto” não é invenção do PT. O lobista mineiro Nilton Monteiro, durante a CPMI dos Correios, revelou documentos – cuja autenticidade foi comprovada pela Polícia Federal – que indicam caixa dois do PSDB em Minas Gerais na campanha de Eduardo Azeredo em 1998.
Para isso, os tucanos, com a mesma falta de responsabilidade com que elegeram Severino Cavalcanti para a presidência da Câmara, limitam-se a defender que a corrupção deles é “pontual”, enquanto a corrupção petista é “sistêmica”. Belíssima explicação! E até hoje Azeredo não consta na lista de cassáveis!
Para ficarmos na corrupção “pontual” do valerioduto tucano, citemos mais dois casos. Primeiro: em nota técnica à disposição da CPMI dos Correios, consta que a famosa agência SMP&B de Marcos Valério recebeu, entre 1997 e 1998, cerca de R$ 104 milhões, em valores de 2005, em uma conta do Bicbanco (Banco Industrial e Comercial S/A), de duas entidades públicas à época dirigidas por tucanos – a Telesp e a Fundacentro, ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego. Detalhe: o contrato entre a Telesp e a SMP&B previa o pagamento de valor dez vezes menor do que o efetivamente realizado.
Segundo caso: duas empresas de Valério, além de outra ligada a ele, receberam R$ 2,48 milhões entre 1999 e 2004 para a realização de campanhas educativas e de prevenção na área de saúde em Goiás, cujo governo é do PSDB. Os pagamentos, sob responsabilidade da secretaria de Saúde do Goiás, foram feitos sem cobertura contratual, sem licitação e com indícios de fraude. Corrupção “pontual”, sei, sei...
Mas isso ainda pode não ser o pior. Sempre houve muita fumaça acerca das privatizações processadas no governo FHC, o que, é claro, jamais ensejou CPI nenhuma durante o reinado de Fernando 2º. Entre 1999 e 2002, cem empresas foram privatizadas – a esmagadora maioria sob a tutela tucana –, sendo arrecadados US$ 105,5 bilhões.
Entretanto, apesar da promessa de abatimento da dívida pública com esses recursos, a dívida praticamente dobrou entre 1995 e 2002! Apesar das juras de crescimento, os juros escorchantes falaram mais alto, e o crescimento ficou, em média, abaixo de 3% nos oito anos de governo FHC!
Apesar da expectativa de atração de recursos de fora, US$ 15,5 bilhões utilizados nas privatizações foram financiados pelo BNDES e fundos de pensão de empresas estatais brasileiras! E o BNDES ainda teve que correr atrás de inadimplentes no setor elétrico e ferroviário !
E os críticos tucanos ainda têm a cara-de-pau de dizer que o governo Lula protagoniza “o maior escândalo de corrupção da história”?!
No âmbito ético, se o governo Lula é uma decepção, como apregoam pelos quatro cantos o PSDB e seus aliados, o que seria o exemplo de 8 anos de governo por eles legado? O que nos faria convencer a nós, brasileiros, que um novo governo do PSDB, seja lá sob o comando de Alckmin ou Serra, mas sob a égide dos mesmos interesses das elites eternamente dominantes – para não falar dos mais arcaicos setores da sociedade brasileira, sobretudo aqueles representados pelo PFL, um partido oriundo da ditadura militar, e hoje umbilicalmente ligado aos tucanos –, seria absolutamente diferente da gestão FHC?
Por tudo isso, enfim, quem bem analisa e compara o nosso governo e o deles, sabe bem qual a melhor opção. É o que os tucanos temem. E é por isso que, apesar de tanto tempo de massacre na imagem do governo e do partido, de tantas acusações falaciosas e de tanta hipocrisia, o povo brasileiro parece estar percebendo que a melhor opção continua a ser Lula.
João Felício Quirino, 33, é economista e cientista político, coordenador de formação política da micro-região de Birigüi-SP, e membro do coletivo estadual de cultura do PT-SP.
João Felício Quirino
SEM TETO em SP não! Vão continuar pobres, sem casa, vão ser pobres longe de SP.Aqui não é lugar para pobres.O povo rico de SP, a elite que me elegeu não gosta de ficar vendo pobres pelas ruas, eles não querem nem saber da existência de pobres .Por isso mesmo eu não vou construir casas para vocês , não facilito a vida de vocês em SP. Construo rampas antimendigos, quantas precisarem para banir vocês para bem longe daqui. Esse deve ser o pensamnteo do Serra, assim é que ele cuida do povo, ele paga para se livrar do povo, povo ele quer só na eleição depois ele quer bem longe, muito longe.E pensar que esse sujeito quer ser presidente do Brasil! O que será ela fará com os pobres se por um desgraça ele for eleito?

Serra dá até R$ 5 mil para sem-teto deixar SP

AFRA BALAZINAALENCAR IZIDORO
da Folha de S.Paulo
A administração José Serra (PSDB) paga até R$ 5.000 para famílias de sem-teto deixarem a cidade de São Paulo. Além do dinheiro, a prefeitura cede as passagens de ônibus para os municípios de origem dos desabrigados.
06/02/2006 - Prefeitos de PE fazem movimento pela interligação do S.Francisco


Prefeitos da Zona da Mata, Agreste e Sertão de Pernambuco iniciam no próximo dia 17 um movimento de apoio ao projeto de interligação do São Francisco às bacias do Nordeste Setentrional.
Durante a campanha, programada para começar pelo município de Salgueiro, os administradores municipais pretendem elaborar um documento, a ser entregue ao presidente Luíz Inácio Lula da Silva, pedindo agilidade na execução das obras.
Deverão participar do lançamento representantes do Ministério da Integração Nacional, Departamento Nacional de Obras Contra as Secas e do governo de Pernambuco.
O presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Josuel Vicente, justifica que a obra é inadiável, argumentando que quem tem sede, tem urgência.
Segundo ele, o projeto é imprescindível para sanear o problema da estiagem que atinge principalmente a população dos municípios sertanejos.
"Essa obra vai levar água para diversas comunidades, possibilitando a agricultura irrigada, fortalecendo a pecuária e garantindo perspectiva de dias melhores para milhares de pessoas", declarou.
Os prefeitos pernambucanos defendem que o empreendimento seja acompanhado de ações de proteção ao meio ambiente, a exemplo da revitalização do rio e da oferta de saneamento básico as cidades ribeirinhas.
As informações são da Agência Brasil.

06 fevereiro 2006


GOVERNO LULA
Representantes do TRC oferecem apoio crítico ao Ministério dos Transportes

Fonte: Redação NTC Notícias 6/2/2006




Vianna discursa durante almoço da comitiva da vistoria à BR-116

SÃO PAULO - Os representantes do setor de transporte rodoviário de cargas (TRC) reclamam de muitas coisas: da não aplicação integral dos recursos da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), da situação precária de algumas estradas brasileiras, da falta de fiscalização de peso, entre outros. Mas uma coisa os dirigentes reconhecem, nenhum governo deu tenta atenção ao setor como o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Essa conclusão foi expressa, durante a vistoria ao trecho paulista da BR – 116, rodovia Régis Bittencourt, nessa sexta-feira, 03/02, pelo presidente da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), Geraldo Vianna, e pelo presidente da Unicam (União Nacional dos Caminhoneiros), José Araújo da Silva, conhecido como China.
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Na parada para o almoço, na propriedade de outro representante do setor, Antonio Herculano Filho, vice-presidente do Sindicam – SP (Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Estado de São Paulo), em Miracatu, Geraldo Vianna falou em nome do setor. Segundo ele, como principais usuários das estradas, os transportadores têm obrigação de demonstrar insatisfação. O último grande investimento na malha viário foi feito entre 1985 e 1990, durante o governo Sarney. “Dessa época para cá não houve mais nada significativo, a não ser os investimentos provenientes das concessões”, reclamou.
Falta de investimentos incompatível com o quanto o setor gera de receita. Os caminhões representam 66% da receita da concessionária NovaDutra; e quando a BR -116 , principal ligação entre o Brasil e o Mercosul, for privatizada, a concessionária vencedora receberá ainda mais. "Além disso, somos grandes contribuintes da CIDE". Não é possível ter um imposto para isso (estradas) e esse imposto não retornar”, disse Vianna.
Por mais que o governo federal tenha liberado recursos da Cide, muita coisa foi represada ou destinada para outros fins desde a criação da taxa, ainda no governo Fernando Henrique. Em 2005, 87% da Cide será investida, mas o que foi recolhido nos três anos anteriores esteve longe de ser gasto adequadamente.
Apesar da indignação o presidente da NTC&Logística disse que em 35 anos de trabalho dedicado ao TRC, nunca um governo foi tão acolhedor com o setor. “Ao fazer isso, não assumo nenhum envolvimento eleitoral”, esclareceu Vianna.
As lideranças foram recebidas pelo próprio presidente da República, pelo menos quatro vezes. Mesmo com esse atendimento, as lideranças formaram a Frente Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas, e fizeram uma manifestação pacífica chamada Grito das Estradas, mas que bloqueou com 120 bitrens a região da Esplanada dos Ministérios, durante a tarde de 17 de outubro do ano passado.
Muitas das reivindicações do movimento têm sido atendidas. “Aquela pregação teve resultados”, comemora o presidente da NTC&Logística. Por isso, “ao cobrar, eu não posso cobrar igual de quem faz e de quem não faz”, completou.
Vianna lembra que o setor de infra-estrutura viária já recebeu quase 2% do PIB em tempos de crescimento econômico. Mas no primeiro ano do governo Lula, este índice baixou para 0,1% do PIB. Por isso mesmo, no seminário anual realizado como apoio da NTC&Logística, no Congresso Nacional, em 2004 foi cunhada a expressão “apagão logístico”, em comparação com o termo apagão destinado ao setor de energia elétrica.
Carnaval
Em 2005 foram gastos 3,5 bilhões, em recuperação de rodovias e outra obras viárias, não é o suficiente, mas não é pouco. Apesar disso, o governo “faz um carnaval da operação tapa-buraco”. O Programa Emergencial de Trafegabilidade e Segurança nas Estradas (PETSE) foi apelidado pelo próprio Lula de operação Tapa-buraco, nome que representou uma “bofetada na cara do setor”, dise Vianna. “Nós queremos tapa buraco, mas não só tapa buraco”, explicou.
Para o presidente da Unicam, China, os 440 milhões de reais destinados à operação é um “pingo d’água no oceano”. Fomos a dezenas de reuniões no Ministério dos Transportes, eles têm um compromisso com a restauração das rodovias”, lembrou.
Quanto ao plano de investimentos na malha federal para 2006, e com o próximo lote de concessões que barateará o preço do pedágio em rodovias federais, Vianna diz que os líderes do setor estão começando a “enxergar uma luz no fim do túnel,”. “Mas não podemos nos desmobilizar”, terminou.
LEIA MATÉRIA SOBRE A VISTORIA DO TRECHO PAULISTA DA BR-116