07 janeiro 2006
06 janeiro 2006
05 janeiro 2006
Leiam no blog AMIGOS DO PRESIDENTE LULA o texto de dois filósofos da atualidade, de grande prestígio mundial. Foi publicado na FSP de hoje em Tendências /Debates.
Bolsa-Família é embrião da renda universal
ANTONIO NEGRI e GIUSEPPE COCCO
http://www.amigosdopresidentelula.blogspot.com/
Artigo Gazeta Mercantil Dia 3 de janeiro de 2006

04 janeiro 2006
Governo vai priorizar construção da Ferrovia Norte-Sul e construirá hidrelétricas no Rio Madeira
Luiza Damé - O Globo
Agência Brasil
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a manhã desta terça-feira em uma reunião sobre os projetos de infra-estrutura. Ficou acertado o lançamento de um pacote de obras, incluindo seis usinas hidrelétricas e investimentos em duas ferrovias. Na reunião também ficou decidido que o governo dará prioridade para a construção da Ferrovia Norte-Sul.
As obras de infra-estrutura serão lançadas ou executadas ao longo do ano de 2006, quando Lula, segundo ele próprio já afirmou, pretende subir em muitos palanques para divulgar projetos e programas de seu governo.
Segundo a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que participou da reunião, neste ano, deve ser concluído um trecho de 150 quilômetros entre Aguianópoles e Araguaína, municípios do estado de Tocantins. Para o próximo ano, de acordo com a ministra, será construído o trecho até Palmas, totalizando 505 quilômetros entre Aguianópolis e Palmas.
- Damos uma importância muito grande porque ela se constitui numa ferrovia estratégica e estruturante da economia, seja em termos de grãos ou de minérios - disse Dilma Roussef.
Para a ministra, a importância da retomada da construção da ferrovia, que custará aos cofres do governo R$ 140 milhões, tem o objetivo de "integrar o chamado interior continental do país, que não tem infra-estrutura".
O governo federal, de acordo com a ministra, construiu o trecho norte 215 km de ferrovia entre Açailândia (MA) e Aguiarnópolis (TO), ligação para o Porto de Itaqui, faltando iniciar as obras entre Araguaína e Palmas (505 km).
Outra obra considera pelo presidente Lula como prioritária, segundo a ministra, é a ferrovia Transnordestina, que vai custar R$ 2,5 bilhões, ligando os portos de Suape (Recife) a Pecem (Ceara)."Pelo menos R$ 500 milhões vão ser investidos em 2006", disse ela.
- O Brasil não tinha um investimento em ferrovia desse porte há mais de 25 anos, é histórico.
Também em 2007, de acordo com Dilma Rousseff, deve ser concluído o trecho sul, entre Anápolis e Pátio Santa Isabel, em Goiás. Segundo a ministra, a obra da ferrovia está sendo construída atualmente pela Valec, empresa vinculado ao Ministério dos Transportes, mas a operação será feita por empresa privadas, a partir de licitação. Em março deve ser feito o leilão para a exploração do trecho norte.
Também participaram da reunião os ministros Alfredo Nascimento (Transportes), Silas Rondeau (Minas e Energia) e Jaques Wagner (Relações Institucionais), além dos secretários executivos do Ministério do Planejamento, João Bernardo, e Integração Nacional, Pedro Brito.
Na reunião, foi criado um grupo de trabalho para viabilizar a licitação dos projetos de construção de duas hidrelétricas no Rio Madeira - Jauru e Santo Antônio - em Rondônia. A previsão é que a licitação dessas usinas seja realizada em maio de 2006 e a avaliação preliminar, de acordo com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, é de que o custo será de R$ 20 bilhões. Em maio também devem ser licitadas outras quatro usinas, cujos processos foram interrompidos por liminares na Justiça: Mauá (PR), Dardanelos (MT), Barra do Pomba e Cambuci (RJ).
O governo federal quer concluir, até 15 de abril, o processo de concessão de cerca de três mil quilômetros de rodovias federais para a iniciativa privada. Entre as concessões, estão a BR-153/SP (divisa Minas Gerais-São Paulo e São Paulo-Paraná); a BR-116/PR/SC (Curitiba e divisa Santa Catarina-Rio Grande do Sul); a BR-393/RJ (divisa Minas Gerais-Rio de Janeiro); a BR-101/RJ no trecho da ponte Costa e Silva; a BR-116 e a 376, entre Curitiba e Florianópolis; e a BR-101/ES, além das rodovias Fernão Dias e Régis Bittencourt.
A segunda fase de concessões de rodovias federais sairá ainda este mês, segundo previsão do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Ele espera anunciar a publicação dos novos editais de concessão, com as modificações pedidas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) antes mesmo do fim do mês para que as empresas interessadas em explorar o serviço já possam se apresentar em fevereiro.
Alguns dos trechos vão passar pela operação tapa-buracos, prevista no Plano Emergencial de Recuperação das Estradas, anunciado pelo governo na semana passada. É o caso da BR-101 no Rio de Janeiro.
Segundo o ministro, serão investidos R$ 44 bilhões no trecho que vai do Rio até a divisa do Espírito Santo.
- Vamos praticamente refazer a rodovia - observou.
O secretário-executivo, Paulo Passos, disse que a coincidência não impede o processo de concessão.
- Não podíamos esperar o processo ser liberado, porque a rodovia está em estado grave de depreciação. Vamos começar a recuperação da BR-101 logo - afirmou.
O processo da segunda fase de concessões de rodovias brasileiras começou em 1999. Desde então, várias empresas apresentaram propostas em, pelo menos, quatro processos distintos -depois suspensos em função dos pedidos de mudança nos textos dos editais, feitos pelo TCU.
Uma das mudanças, feita pelo governo em julho de 2003, foi a inclusão do critério da maior outorga. Ou seja, a empresa terá que propor um valor que pagará ao governo pela exploração da rodovia, pelo período da concessão, que é de 25 anos. Pelo texto original, vencia quem apresentasse a proposta da menor tarifa a ser cobrada nos pedágios, sem ter que pagar a outorga.
04/01/2006 - São Paulo tem menor inflação desde governo FHC, segundo Fipe
A capital paulista registrou inflação de 4,53% em 2005, segundo os dados do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP). É a menor inflação em cinco anos, taxa que chegou a 9,90% no último ano do governo FHC. A taxa é inferior aos índices de 2004 (6,56%), 2003 (8,18%), 2002 (9,90%) e 2001 (7,13%), mas superior a 2000 (4,38%).O reajustes dos combustíveis e das tarifas de ônibus e metrô foram os principais responsáveis pela inflação no ano passado (13,10%). Os aumentos nos contratos de assistência médica também tiveram peso no IPC de 2005 (9,27%). A menor pressão veio de Alimentação, que subiu apenas 0,48%.
Com informações da Folha Online
Esse jornalista Oswaldo Faustino do Estadão é sem noção. Está a serviço do PSDB, que infelizmente governa SP, não é possível que com tanto transtorno que as enchentes estão causando na cidade de SP e no estado de SP, ele escreva que" não há incidentes". A zona Leste mais castigada pelas enchentes, as pessoas perdendo seus bens,suas moradias, por causa dos bueiros sujos, entupidos porque a prefeitura do Serra não limpou, o caro jornalista do Estadão diz que "não há incidentes" Mortes, deslizamentos, soterramentos, pistas interditadas, engarrafamentos, os córregos transbordando como o Pirajuçara, que faz a divisa SP-Taboão, invadindo as casas das pessoas, desalojando pessoas," não são incidentes". A mídia sob a batuta do PSDB, Serra, Alckmin, transforma as enchentes em SP em "pequenas poças de água".
Jussara Seixas.
Chove forte, mas sem incidentes em SP
Oswaldo Faustino
http://www.estadao.com.br/cidades/noticias/2006/jan/03/147.htm
FALA SÉRIO!
Chuva faz um morto e interdita Via Dutra em SP
São Paulo - Na noite de ontem, quando trafegava na esquina da Rua Alcindo Ferreira com a Avenida Robert Kennedy, em Cidade Dutra, zona sul da capital paulista, um homem de 40 anos perdeu o controle do carro, que caiu em um córrego. Quando o carro foi retirado do córrego pelos bombeiros, o homem foi encontrado morto em seu interior. Este foi um dos acidentes provocados pela forte chuva da noite de terça para quarta-feira
Chuvas já fizeram cinco mortos em São Paulo
São Paulo - As chuvas que castigam o Estado de São Paulo neste início de ano já fizeram cinco mortes, entre elas duas crianças. A última morte aconteceu na noite de ontem. Quando trafegava na esquina da Rua Alcindo Ferreira com a Avenida Robert Kennedy, em Cidade Dutra, zona sul da capital paulista, um homem de 40 anos perdeu o controle do carro, que caiu em um córrego.
A Avenida Ordem e Progresso alagada, no bairro da Casa Verde, Zona Norte de São Paulo
04/01/2006 - 08h31
Deslizamento de terra interdita faixas da rodovia Raposo Tavares
da Folha Online
Chuva deixa 27 pontos de alagamento em São Paulo
da Folha Online
03 janeiro 2006
Da RedaçãoEm São Paulo
Três indicadores econômicos mostraram otimismo no mercado financeiro. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) quebrou recorde e passou dos 34 mil pontos. O risco Brasil chegou ao menor nível da história, indo abaixo de 300 pontos. O dólar recuou 0,38% para R$ 2,331.
Denúncia
Suspeita de fraude na AL de Goiânia
Fazendo uma análise da mídia, desde que o presidente Lula foi eleito, a mídia não deu trégua ao governo. Ela estava presente nos ministérios, no Palácio, nos corredores do senado da câmara, nos gabinetes dos deputados do PT, da base aliada, da oposição. Esteve presente na Granja do Torto, nas viagens do presidente Lula, nos diretórios do PT . Eles sabiam de tudo o que era falado, mantinham seus informantes sempre alertas, sabiam tudo que era feito pelo presidente Lula e pelo governo, antes mesmo do presidente fazer. Hoje por exemplo no blog do Josias ele já revela que o presidente Lula já está montando a sua equipe de campanha, acho que nem o presidente Lula sabe disso ainda. Kennedy Alencar cansou de publicar diálogos que teriam sido "sigilosos", do presidente Lula, do ex ministro Dirceu, com a base aliada e com politicos do PT. Antes do presidente Lula anunciar quem seria ministro a mídia já dava a noticia, nome, sobrenome biografia. Sabiam das conversas de assessores, de gente que estivesse próximo ao presidente. Eles sabiam se o presidente tinha acordado de bom ou de mau humor, se estava com dor no ombro, o que tinha tomado no café da manhã, se gostou, se comeu muito ou pouco, quem estava com ele, o que que conversaram. Sabiam quem visitava o presidente e os ministros, sabiam de acordos políticos do presidente Lula, que nem o presidente tinha conhecimento. O presidente Lula era filmado, fotografado o tempo todo que estava acordado, se o fizeram com ele dormindo não publicaram ainda, eu não duvido disso. O governo Lula passou esses três anos no centro dos holofotes, microfones, filmadoras, gravadores, câmaras, jornalista de toda mídia nacional e internacional. A mídia insisti em perguntar ao presidente Lula se ele não sabia dos empréstimos feitos pelo Delúbio ex tesoureiro do PT. O presidente Lula afirma que não sabia, e que se sente traído por aqueles que o fizeram, e que soubesse desses empréstimos o caixa dois não teriam nem existido porque ele não iria permitir. A mídia tão atenta a tudo no governo Lula, nas pessoas próximas ao presidente Lula, nunca viu nada, nunca soube de nada, só ficou sabendo quando o Jefferson acuado pelas denuncias de corrupção nos Correios resolveu atacar de mensalão o caixa dois para se defender e prejudicar quem se recusou a dar mais cargos para o PTB nas estatais, porque sabia que eles iriam desviar recursos públicos. Isso é muito curioso, como a mídia não viu toda essa movimentação, malas de dinheiro, políticos recebendo para votar, não ouviram nem boatos no cafezinho, se ela não fazia outra coisa a não ser vigiar o presidente Lula e o governo Lula 24 h por dia, 365 dias por ano? Se eles estavam lá exclusivamente para isso, e não souberam , como é que eles querem que o presidente Lula, que não parou de trabalhar um segundo pelo país e pelo povo brasileiro, que está governando para mais de 180 milhões de brasileiros, criando condições para que o país gere emprego e renda, e o fez gerou 3.6 milhões de empregos, criando condições para que tivéssemos exportações recorde, e o fez, exportações bateram recorde em 2005 e saldo comercial superou estimativas, criando o PROUNI, e o fez, no primeiro ano 112.000 vagas em universidades particulares foram preenchidas por jovens de baixa renda, criando o Bolsa Familia,o Fome Zero, que diminuiu sensivelmente a miséria no país, criou o condições para aumentar o salário mínimo, e o fez, sem desestabilizar a economia do governo e sem crises no mercado de trabalho, que manteve a inflação sobre controle, que resgatou a credibilidade de investidores estrangeiros, que livrou o país do FMI, e tem muitas, muitas outras ações do governo Lula que beneficiaram todo o povo brasileiro. O presidente Lula tão ocupado com país, com o povo brasileiro, como ele poderia saber o que estavam fazendo alguns integrantes do partido se nem a mídia que estava lá nas entranhas do governo e do partido sabiam ? Isso é simples de responder, mensalão de fato nunca existiu, existiu o caixa dois, que foi idealizado por Delúbio, com apoio financeiro de Marcos Valério que já vinha fazendo isso desde 1994 para o PSDB, e até então estava dando certo porque os tucanos são useiros e vezeiros de caixa dois a décadas, e de enterrar as CPIs, não permitiram ser investigados. O presidente Lula nem imaginava que alguns membros do PT estivessem fazendo isso, usando caixa dois, e a mídia não poderia ver o que nunca existiu, o tal mensalão. A mídia e a oposição raivosa cobram do presidente que ele diga quem o traiu, quem são os culpados, se ele soubesse não precisava CPIs, se ele soubesse não era necessário tantas investigações, se ele soubesse ele já teria punido exemplarmente. O presidente Lula foi o presidente que mais combateu a corrupção no país, nunca PF trabalhou tanto em ações de combate a corrupção como no governo Lula.
Jussara Seixas.
02 janeiro 2006
SÃO PAULO (Reuters) - A balança comercial brasileira encerrou 2005 com superávit recorde de US$ 44,76 bilhões, resultado de exportações de US$ 118,3 bilhões e importações de US$ 73,5 bilhões.
Os números foram divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em 2004, o país havia registrado um superávit comercial de US$ 33,66 bilhões.
A amnésia tucana
Por Henrique Fontana
Nos últimos meses, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e seus seguidores intensificaram as críticas ao governo Lula. Num surto de amnésia, bem ao estilo tucano, fazem cobranças como se não tivessem passado oito anos implementando um projeto liberal-conservador ao lado do PFL.
Armados de rancor, praticamente pedem que se esqueça do seu legado e cobram práticas nunca realizadas no seu governo. Vociferam contra a crônica corrupção da máquina pública e omitem que foi justamente no "reinado" de FHC que se impediu a instalação de CPIs para investigar graves denúncias, como favorecimentos nas privatizações.
Esses ataques combinam com a ausência de proposições para solucionar os problemas do país, a começar pela falta de apoio a uma reforma política de caráter estruturante e moralizadora dos costumes políticos brasileiros, como a instituição de financiamento público de campanhas.
O ex-presidente, travestido de paladino da moralidade, tergiversa aqui e ali e, certamente incomodado com os resultados do governo Lula, sob todos os aspectos superiores à gestão tucano-pefelista, ainda estrila contra a "armadilha econômica" do governo atual e a taxa de juros "cavalar" de 19%.
Ora, o seu governo quebrou o Brasil duas vezes, adotou taxa de juros de 45% e gerou o crescimento mais pífio de toda a história do país.
O PSDB, tardiamente, fala em eficiência administrativa, equilíbrio fiscal e reparação social. Mas no mandato de FHC, a dívida pública saltou de R$ 67 bilhões para cerca de R$ 670 bilhões, ou seja, de 23% para 58% do PIB, mesmo com a brutal elevação da carga tributária (de 26% para 35% do PIB) e os R$ 87 bilhões obtidos com as privatizações.
O governo Lula paralisou o processo de aumento acelerado da dívida pública (hoje, 51,5% do PIB) e deixou para trás os sucessivos déficits comerciais de Fernando Henrique Cardoso.Em 34 meses de gestão Lula, o Brasil acumulou saldos comerciais de US$ 98 bilhões, contra apenas U$ 0,5 bilhão em oito anos de FHC. Talvez o ambiente de disputa pré-eleitoral leve a oposição a não reconhecer esses resultados.
Mesmo herdando contas públicas deterioradas, o atual governo passou ao largo da explosão dos preços do petróleo, não precisou renovar o acordo com o FMI e diminuiu a vulnerabilidade externa do Brasil. Não aceitou as bases perversas da Alca e incorporou como prioridade o Mercosul, priorizou o diálogo com os movimentos sociais e estancou a informalização no mercado de trabalho, gerando, mensalmente, 104 mil empregos formais, ante a pífia média de 8 mil mensais do período de Fernando Henrique. O governo Lula triplicou o financiamento para a agricultura familiar, incluiu 8 milhões de famílias no Bolsa-Família e deu início a pelo menos oito programas de inclusão social inéditos na história republicana.
Reconhecemos os erros do PT e as ilegalidades cometidas, que queremos corrigir e não repetir.
Mas os tucanos se recusam a falar do caixa dois de sua campanha presidencial de 2002 -apuração solicitada pelo PT ao TSE- e do senador Eduardo Azeredo (MG), acusando o governo e o PT de não quererem aprofundar as investigações das denúncias.
Talvez, na ótica tucana, três CPIs em pleno funcionamento, afastamentos, demissões, expulsões e indiciamentos, o trabalho independente da CGU, da Polícia Federal e do Ministério Público com o apoio do presidente da República e do PT, tudo isso não seja suficiente para aplacar seu rancor. Mas, com certeza, é incomparável com o "quase nada" de investigações e punições durante os oito anos de FHC.
Chama a atenção a virulência dos ataques ao presidente Lula e ao PT e a total ausência de um programa ou de sugestões para a superação da crise atual.
Em seus programas eleitorais, a oposição chega até a esconder as siglas dos partidos, suas lideranças e o tempo que ficaram no poder. Raivosos, escorregam em expressões preconceituosas, racistas e chulas, e chegam a incitar a violência, em arroubos juvenis em que vociferam ameaças de "surras" no presidente da República.Grosserias à parte, pergunta-se: além dos ataques sistemáticos e do denuncismo endêmico, qual a avaliação da oposição de seus oito anos no governo? Qual a proposta ou projeto de futuro que apresenta para o Brasil?
Talvez, por trás do silêncio programático do PSDB/PFL esteja a incapacidade de assumir o que fizeram quando governaram. Ou alimentam sonhos, como mentir que o real vale o mesmo que o dólar, uma das maiores irresponsabilidades econômicas do país? Voltariam a depender subalternamente do FMI, retomariam as privatizações? Retornariam o apagão na energia e a epidemia de dengue? Ou a diplomacia submissa, de tirar os sapatos em alfândegas?Nós, do PT, apoiamos o governo Lula sem abdicar do nosso espírito crítico e propositivo, que pensa o futuro do país de forma democrática e republicana.
Mas a oposição liberal-conservadora, representada pelo PSDB e PFL, abdicou de dois institutos fundamentais para o debate democrático: a autocrítica e a capacidade de propor alternativas para o Brasil, limitando-se atualmente ao ataque e ao denuncismo endêmico, vitimada por uma amnésia parcial.
Henrique Fontana, 45, médico, administrador de empresas e deputado federal pelo PT-RS, é o líder do partido na Câmara. Foi secretário da Saúde de Porto Alegre (1997, gestão Raul Pont).
Artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo em 27/12/05
Estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto. Essa é a definição de da palavra ética, está no dicionário Aurélio.
Presidente Lula sabe o que ética, e fez dela a bandeira do seu governo.
Diz-se da conduta humana que, suscetível de qualificação moral, não se pauta, pelas regras morais vigentes em um dado tempo e lugar, seja por ignorância do indivíduo ou do grupo considerado, seja pela indiferença, expressa e fundamentada, aos valores morais. Dicionário Aurélio.
Jussara Seixas.
01 janeiro 2006
Aos que bradam o "fora Lula", "fora esquerda", "PT nunca mais", "fora comunistas", "Lula já era" eu deixo uma mensagem. Em 1967 mataram Che Guevara, mas notem que a morte de Che não impediu que seus ideais continuassem a gozar de popularidade mundial. Trinta e oito anos se passaram da morte de Che, e hoje ele ainda é importante ícone para as lutas sociais no mundo. Há milhões de camisetas sendo usadas em todo mundo com a foto de Che, há filmes sendo feitos hoje sobre as viagens de Che na América Latina, há um museu na Argentina sendo feito aonde era a casa de Che, há milhares de páginas na internet dedicadas a Che, há centenas de livros com a história, a biografia, a luta de Che por um mundo melhor, há musicas dedicadas a Che. Isso é porque Che era um grande homem, isso é porque os ideais de Che, justiça social, paz, amor, dignidade para todos, é o sonho de milhões de pessoas em todo o mundo. Che morreu, mas luta não morreu, os ideais não morreram, o sonho não acabou. Da mesma forma a nossa luta no Brasil por um país com justiça social, sem fome, sem miséria, de paz, a luta por um país livre e soberano vai continuar. Essa luta nunca parou, ela nunca deixou de existir, nem na ditadura militar nós deixamos de lutar por um Brasil melhor. Não se enganem, não se iludam que o PT acabou, que Lula já era, que a esquerda vai sumir, que o Brasil vai voltar para as mãos dos poderosos da elite. Não se iludam que os trabalhadores não terão voz e vez no comando do país. Nós mostramos que isso é possível, nós mostramos que com eles o país é muito melhor, que o Brasil com os trabalhadores é um país de todos. Para os amantes da direita , amantes das injustiças sociais, amantes dos que defendem a exclusão social, a escravidão, a submissão, que defendem que entreguemos o nosso país ao império, esqueçam isso não vai acontecer nunca. O repúdio contra isso aumenta a cada dia na América Latina, Brasil, Venezuela, Bolívia. Argentina , Chile, Uruguai ...........