Milhares de chilenos opositores do ex-ditador Augusto Pinhochet saíram às ruas ontem (10) para celebrar sua morte, anunciada no início da tarde deste domingo.
Pinochet, que governou o Chile entre 1973 e 1990, morreu aos 91 anos devido a complicações cardíacas. Pinochet havia sido internado há uma semana após sofrer ataque cardíaco.
Os opositores comemoraram com canções, cartazes, bandeiras e, na Praça das Armas, muitos familiares das vítimas do regime de Pinochet abriram garrafas de champanhe. A principal avenida da capital chilena foi tomada. Em algumas zonas periféricas, foram erguidas barricadas e acendidas fogueiras, enquanto carros faziam “buzinaço”.
No Hospital Militar, dezenas de simpatizantes choraram sua morte, portando fotografias do ex-ditador e cantando de vez em quando o hino nacional chileno. Muitos reagiram com violência contra a imprensa.
A ditadura militar de Pinochet foi responsável, durante 17 anos, por mais de 2 mil assassinatos e desaparecimentos, enquanto cerca de 27,5 mil pessoas foram vítimas de tortura, de acordo com dois relatórios oficiais sobre o regime.
Nota: Pinochet simbolizou "período sombrio na história da América do Sul", diz Lula