06 dezembro 2006

06/12/2006 - 15:03 Brasil será auto-suficiente em gás de cozinha neste ano
O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) espera que o Brasil atinja este ano a auto-suficiência em produção de GLP (gás de cozinha), gerando um excedente já a partir de 2007. Até 2010, a perspectiva é de aumentar em 30% a oferta, que este ano deve atender aos 6,5 milhões de toneladas consumidos no país. Além da auto-suficiência, o governo Lula vai completar seu primeiro mandato sem nenhum reajuste no preço do gás liquefeito de petróleo. O congelamento de preços é inédito desde o fim do monopólio estatal, em 1997, e indica que a Petrobras encampou uma política defendida pelo próprio presidente da República no início do mandato.
Nesta terça-feira, o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás), Sérgio Bandeira de Melo, anunciou que o consumo de gás de cozinha deve fechar 2006 com um aumento de 1,4%, estimulado por uma melhora da renda da população. "É um reflexo direto: assim que melhora sua renda, a população busca maior conforto e isso significa migrar para o GLP", disse, lembrando que o produto é utilizado em 95% das residências no país.
Entre especialistas do setor, há críticas ao subsídio, uma vez que as cotações do petróleo praticamente triplicaram no período. O argumento da Petrobras é que este mercado é extremamente sensível a variações de preço. O último reajuste no preço do GLP foi concedido ainda pela gestão Francisco Gros na estatal, no dia 29 de dezembro de 2002.
Em entrevista ao jornal Estado de S.Paulo na semana passada, o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, garantiu que a companhia não perde dinheiro ao manter os preços do GLP. Segundo ele, a estratégia visa a evitar retração no mercado que, de fato, está estabilizado em torno dos 6,5 milhões de toneladas desde 2002.
Segundo dados do (Sindigás), por exemplo, a política de contenção dos preços conseguiu reverter um cenário desanimador, em 2002, quando as vendas registraram seu pior nível desde 1996, atingindo os 6,2 milhões de toneladas.