23 novembro 2006

REAGE SERRA, SÓ XINGAR NÃO RESOLVE!

O governador eleito por São Paulo, José Serra está sendo acusado pelos Vedoin de participação no esquema dos sanguessugas. Em depoimento à CPI dos Sanguessugas nesta quarta-feira, Expedito Veloso, ex-diretor do Banco do Brasil, revelou que o governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), recebeu dinheiro da máfia das ambulâncias, por meio de caixa dois na campanha presidencial de 2002. Expedito afirmou que teve acesso a 15 cheques, de contas do Banco do Brasil, que teriam sido destinados a pagamentos de restos de campanha do tucano naquele ano, pelos Vedoin.Expedito aconselhou os deputados a investigar as empresas DataMicro Informática e Império Representações Turísticas, que teriam feito transferências bancárias de dinheiro para a campanha de Serra a mando do empresário Abel Pereira. O depoente disse que esta última empresa, sediada em Ipatinga (MG), também emitia passagens para a campanha de Serra. O dinheiro teria sido repassado às duas empresas pela família Vedoin. Serra ao invés de ficar xingando os depoentes, tem que apresentar uma defesa consistente, documentada, contra essa documentação em poder dos Vedoin. Ele será o governador de SP e de forma alguma poderá pairar sobre ele uma acusação dessa magnitude e gravidade.O Ministério Público Federal tem obrigação de apurar essas denuncias, confirmar ou não a veracidade dos documentos existentes, pedir a quebra sigilos bancários da época, não deixar pedra sobre pedra nesse caso. Serra pretende ser candidato a presidente em 2010 se não apurar isso agora, ficará ruim a campanha dele em 2010, outros candidatos vão usar isso contra ele. O TSE também poderia investigar, afinal trata-se de uma suspeita crime eleitoral, uso de caixa dois em 2002. Serra tem o dever, a obrigação, para o bem dele, de exigir que tudo seja esclarecido, apurado, investigado. Serra tem o direito o dever, após comprovar a sua não participação nesse Vedoinduto, de processar seus caluniadores. Só ficar xingando quem o denuncia não vai esclarecer nada, e muito menos provar a sua inocência nesse caso.

Jussara Seixas