13/11/2006 - 12:34 Tucanos criminalizam novamente movimento sindical
O deputado estadual Renato Simões (SP) denunciou “mais uma” tentativa dos tucanos criminalizarem o movimento sindical dos metroviários. Um novo capítulo desta “obsessão tucana” será no próximo dia 14 de novembro, quando o presidente do Sindicato da categoria em São Paulo, Flávio Godói, deverá comparecer à Polícia Federal para responder às acusações do Metrô em decorrência da última greve, realizada em 15 de agosto.
Além das ações movidas pela Procuradoria Geral do Estado e pelo Ministério Público Estadual, já tradicionais em movimentos da categoria, agora o Metrô lança uma nova ofensiva junto à Justiça Federal. A PF abriu a investigação em questão a pedido do Ministério Público Federal, que recebeu a representação da diretoria da empresa pública paulista.
O centro da queda de braços entre o Metrô e o Sindicato é a privatização da famosa linha 4 do Metrô paulistano, a primeira a ser entregue à iniciativa privada por uma Parceria Público-Privada (PPP) do governo do Estado. A greve realizada no dia 15 teve o apoio de cerca de 70% da opinião pública pesquisada, e se insere numa linha de combate às privatizações tucanas condenadas igualmente durante o segundo turno das eleições presidenciais.
O deputado recebeu o apelo do presidente da Federação Nacional dos Metroviários, Wagner Fajardo, para acionar novamente a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, por violação dos direitos de organização sindical e de greve consagrados em nossa Constituição e nos tratados internacionais de direitos humanos subscritos pelo Brasil, num trabalho em conjunto com o deputado Nivaldo Santana (PCdoB) na Comissão de Relações do Trabalho da ALESP.
“Os metroviários sabem muito bem que, sob o nome novidoso de PPP, o que está em jogo nesta batalha da linha 4 do Metrô é a retomada do programa de privatizações do governo do Estado, dado como encerrado por Geraldo Alckmin em 2002 e retomado graças à falência do ajuste fiscal promovido pelos tucanos em São Paulo. Venda de patrimônio público do Metrô, da Nossa Caixa, da Sabesp e de outras empresas menores do Estado, na esteira da venda da CTEEP, é o que se espera do novo governo Serra em São Paulo a partir de 2007”, alertou Simões.
Assessoria parlamentar