01 novembro 2006


01/11/2006 - 10:36 PF questiona "suposta arbitrariedade" contra jornalistas
A Polícia Federal divulgou nesta terça-feira uma nota em que contesta a "suposta arbitrariedade" sofrida por repórteres da revista Veja durante depoimento ao delegado Moysés Eduardo Ferreira. Chamados a depor em um inquérito que apura possíveis crimes praticados no âmbito da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo, os jornalistas Marcelo Theodoro Carneiro, Julia Dualibi de Mello Santos e Camila Cardosos Pereira alegaram, de acordo com o site da Veja, ter sofrido "abusos, constrangimentos e ameaças".
A Polícia Federal esclarece que os depoimentos foram tomados com o acompanhamento da procuradora da República Elizabeth Mitiko Kobayshi e da advogada da revista, Ana Rita de Souza Dutra. "Os questionamentos às testemunhas foram feitos normalmente pelo delegado e em seguida pela procuradora da República e versaram exclusivamente sobre os fatos constantes da matéria da Veja, como seria cabível em semelhante apuração", esclarece a nota.
O comunicado ressalta ainda que, "em nenhum momento", os repórteres ou a advogada da Veja manifestaram "contrariedade ou discordância com a condução do depoimento". De acordo com a Polícia Federal, causou "surpresa a conotação de suposta arbitrariedade que vem sendo dada ao procedimento em questão". A instituição aguarda manifestação formal dos jornalistas para tomar as providências cabíveis.
Agência Informes (www.informes.org.br)