24 setembro 2006

Planalto e aliados vêem investida como um golpe

No Planalto e entre os aliados do presidente Lula, a tentativa da oposição de impugnar a candidatura do petista é classificada como golpe. Os auxiliares de Lula não consideram a hipótese plausível sobretudo porque o país experimenta, desde a redemocratização, a quinta eleição direta e Lula deverá ser reeleito com mais de 50% dos votos, o que lhe daria legitimidade."A tentativa de impugnação é uma clara manobra de quem considera que já perdeu a eleição", disse Tarso Genro. Segundo ele, trata-se de "um pleito imoral porque atenta contra a democracia e quer desrespeitar o veredicto das urnas".Todos os auxiliares diretos de Lula e o próprio presidente têm adotado a tese de que a "elite conservadora" quer impedir um segundo mandato do petista. "Mas Lula tem uma garantia: é a vontade do povo", disse o presidente do PSB, Roberto Amaral, que participou de comício ao lado de Lula em São Paulo na sexta-feira."Queremos dizer aos que pensam que estão em 54, em 61 ou em 64, quando contavam com quartéis para derrubar o governo, que é preciso que saibam que esse tempo passou", disse Aldo Rebelo (PC do B), ao lado de Lula.