GOVERNO LULA
13/09/2006 - 18:23 Cooperativismo cresce e exporta US$ 1 bi no primeiro semestre
As cooperativas brasileiras fecharam o primeiro semestre com US$ 1 bilhão em exportações. O montante representa um aumento de 4,9% em relação ao mesmo período de 2005.
A previsão do setor é fechar 2006 com um saldo 10,5% superior ao registrado no ano passado, que foi de US$ 2,2 bilhões. Os dados são da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).
Entre os países que mais importaram estão a China, os Emirados Árabes, os Estados Unidos e a Rússia. O principal produto comprado pela China foi o grão de soja triturado.
A redução mundial do consumo de carne de frango, causada pelos focos de gripe aviária, teve impacto para as cooperativas brasileiras. As exportações diminuíram tanto em volume (queda de 31%) quanto em faturamento (redução de 45%).
Os números das exportações crescem, segundo o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, porque o cooperativismo se consolida como uma forma de agregar renda aos cooperados.
“As cooperativas deixam a renda na base, mantêm o recurso disponível na mão do cooperado”, explicou. Das 7.500 cooperativas cadastradas na OCB, 140 exportam.
ForçaO cooperativismo emprega cerca de 200 mil pessoas em todo o Brasil. O número é ainda maior se acrescidos os prestadores de serviços aos cooperados, que não trabalham com carteira assinada.
As cooperativas vêm ganhando força na economia nacional. Atualmente 33% da produção agropecuária brasileira passam por elas. O faturamento anual é de cerca de R$ 90 bilhões e os números refletem na vida dos trabalhadores agregando renda, disse Freitas.
“Agricultores ligados às cooperativas têm renda duas vezes e meia maior do que os que não participam desse tipo de arranjo”.
O presidente da Cooperforte, José Valdir Ribeiro, observou, no entanto, que essa forma de economia solidária enfrenta desafios para se expandir. Os principais, segundo ele, são a necessidade de uma legislação atualizada e a capacitação de gestores.
O presidente da OCB concorda com Ribeiro, e lembra que a lei das cooperativas é de 1971, e há cerca de 18 anos tramita no Congresso Nacional projeto para que a lei seja atualizada.
“O cooperativismo mudou, deixou o setor rural e hoje vive nos grandes centros urbanos. A lei hoje é impeditiva”, disse Freitas.
O presidente da Cooperforte destaca a importância das cooperativas para os municípios. “Os recursos gerados pela comunidade são aplicados na própria comunidade, gerando renda e emprego para o local. Se fizer uma movimentação com bancos, os recursos serão colocados onde existe uma demanda maior, que são os grandes centros”, explica Freitas.
A região do país que concentra o maior número de cooperativas é a Sudeste, seguida por Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte.
Com informações da Agência Brasil
13/09/2006 - 18:23 Cooperativismo cresce e exporta US$ 1 bi no primeiro semestre
As cooperativas brasileiras fecharam o primeiro semestre com US$ 1 bilhão em exportações. O montante representa um aumento de 4,9% em relação ao mesmo período de 2005.
A previsão do setor é fechar 2006 com um saldo 10,5% superior ao registrado no ano passado, que foi de US$ 2,2 bilhões. Os dados são da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).
Entre os países que mais importaram estão a China, os Emirados Árabes, os Estados Unidos e a Rússia. O principal produto comprado pela China foi o grão de soja triturado.
A redução mundial do consumo de carne de frango, causada pelos focos de gripe aviária, teve impacto para as cooperativas brasileiras. As exportações diminuíram tanto em volume (queda de 31%) quanto em faturamento (redução de 45%).
Os números das exportações crescem, segundo o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, porque o cooperativismo se consolida como uma forma de agregar renda aos cooperados.
“As cooperativas deixam a renda na base, mantêm o recurso disponível na mão do cooperado”, explicou. Das 7.500 cooperativas cadastradas na OCB, 140 exportam.
ForçaO cooperativismo emprega cerca de 200 mil pessoas em todo o Brasil. O número é ainda maior se acrescidos os prestadores de serviços aos cooperados, que não trabalham com carteira assinada.
As cooperativas vêm ganhando força na economia nacional. Atualmente 33% da produção agropecuária brasileira passam por elas. O faturamento anual é de cerca de R$ 90 bilhões e os números refletem na vida dos trabalhadores agregando renda, disse Freitas.
“Agricultores ligados às cooperativas têm renda duas vezes e meia maior do que os que não participam desse tipo de arranjo”.
O presidente da Cooperforte, José Valdir Ribeiro, observou, no entanto, que essa forma de economia solidária enfrenta desafios para se expandir. Os principais, segundo ele, são a necessidade de uma legislação atualizada e a capacitação de gestores.
O presidente da OCB concorda com Ribeiro, e lembra que a lei das cooperativas é de 1971, e há cerca de 18 anos tramita no Congresso Nacional projeto para que a lei seja atualizada.
“O cooperativismo mudou, deixou o setor rural e hoje vive nos grandes centros urbanos. A lei hoje é impeditiva”, disse Freitas.
O presidente da Cooperforte destaca a importância das cooperativas para os municípios. “Os recursos gerados pela comunidade são aplicados na própria comunidade, gerando renda e emprego para o local. Se fizer uma movimentação com bancos, os recursos serão colocados onde existe uma demanda maior, que são os grandes centros”, explica Freitas.
A região do país que concentra o maior número de cooperativas é a Sudeste, seguida por Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte.
Com informações da Agência Brasil