01 setembro 2006

31/08/2006 - 18:21 Exposição recupera memória dos anos de chumbo
Os anos de chumbo da ditadura militar brasileiras estão retratados em exposição fotográfica aberta nesta semana no hall de taquigrafia da Câmara dos Deputados, em Brasília.

A exposição engloba o período todo período ditatorial, de 1964 a 1985. Os tanques na frente do Congresso Nacional, as passeatas estudantis, as prisões, mortes e torturas são retratadas em painéis de dois metros de altura. Junto, todos os fatos são recuperados em um texto em ordem cronológica.

Anistia
A mostra acontece na semana que a Lei da Anistia no país completa 27 anos. Assinada no dia 28 de agosto de 1979 pelo general Figueiredo, não foi a Anistia Ampla Geral e Irrestrita pedida pela população.

Recíproca, como quiseram os militares, no entender dos familiares dos mortos e desaparecidos, a lei foi parcial e restrita, dividindo os brasileiros em dois campos: os que mereciam perdão e os que deveriam ser eternamente condenados.

Conforme a Lei, não havia como fazer uma autodeclaração de anistia. Era necessário que a Justiça Militar se pronunciasse, e esta o fazia individual e nominalmente. Assim, a Anistia foi concedida àquelas pessoas processadas formalmente pela Justiça Militar, enquadradas na Lei de Segurança Nacional.
Muitos presos políticos não foram beneficiados e permaneceram nos cárceres até que a reformulação da Lei de Segurança Nacional atenuou suas penas. Eles foram soltos em liberdade condicional e viveram nessa condição durante muitos anos.