29/09/2006 - 11:26 CNBB condena clima de golpe
O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), d. Geraldo Majella Agnelo, lamentou que o clima de denúncias tenha tomado conta do debate eleitoral.
Para o cardeal, denúncias às vezes são apenas "artimanhas para confundir" o eleitorado. O vice-presidente da CNBB, d. Antônio Celso de Queirós, foi além: criticou a proposta de impeachment feita pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), usando como referência o golpe militar.
"Não estamos de olhos fechados para perceber que a dimensão da corrupção é muito maior do que um, dois, três, quatro ou cinco acontecimentos que possam ser utilizados numa campanha eleitoral. Afinal, já houve até golpe de Estado neste País em função do pretexto de combater a corrupção", afirmou d. Antônio.
"É preciso verificar o nível de responsabilidade. Um impeachment não se decreta assim", afirmou, irritado.
MoralD. Antônio chegou a defender que o combate à corrupção deva aparecer fora do clima eleitoral. "Temos de tomar cuidado. Não está em jogo a moral de uma pessoa, mas o futuro do Brasil", afirmou.
O secretário-geral da CNBB, d. Odilo Scherer, ponderou que o debate sobre corrupção pode integrar a discussão política. "Mas ele não deveria ser a prioridade. O ideal seria que programas e idéias dos candidatos também fossem debatidos."
Com informações da Agência Estado